Tipos de Depressão e Ansiedade Que Você Ignora - PODPEOPLE INVERSO COM DRA. ANA BEATRIZ | Ep. 032
Ansiedade, depressão e exaustão mental estão cada vez mais presentes, mas muita gente ainda não entende como esses transtornos realmente funcionam.Neste episódio do Pod People, conversamos sobre saúde mental, depressão, ansiedade, esgotamento emocional e como o cérebro muda a forma como enxergamos a vida.Falamos sobre pensamentos negativos, sobrecarga emocional, terapia, medicação, natureza, rotina, sono e os sinais de um cérebro em sofrimento.Um episódio profundo, humano e necessário para entender por que saúde mental não é frescura, e como pequenas mudanças podem ajudar no processo de recuperação.
- Saúde Mental Social e AmbientalBlue Mind · Contato com a água · Proximidade da costa · Grounding · Contato com a areia · Água fria no rosto
- Impacto da IA na saúde mentalTerapia · Medicação · Diagnóstico · Autoconhecimento · Mudança de comportamento · Insight positivo
- Ansiedade e saúde mentalExcesso de informação · Ritmo acelerado de vida · Ser bem-sucedido · Ser 'workaholic' · Projeção negativa para o futuro · Tecnologia
- Neurociencia e CerebroCircuito do medo · Circuito do alarme · Sobrevivência · Fixação de experiências negativas · Velcro e Teflon
- Propósito e vidaHome office · Territórios · Contraponto · Burnout · Exaustão mental
- Influência Ambiental no Desenvolvimento InfantilDesenvolvimento infantil · Ecossistema de conforto · Absorção de traumas · Assédio psicológico · Assédio verbal
Quando alguém adoece, esse cérebro estava muito cansado. Toda ansiedade traz pensamentos negativos. Não tem como. Você estar perto do mar, até apreciar o mar, o barulho, aquele sonzinho repetido do mar, ele acalma, diminui os níveis da pressão, diminui os batimentos cardíacos. E olha a natureza, ela te diz que as coisas passam.
Tem horas que o mar não dá pra entrar? E tem horas que dá pra gente boiar. Então tem horas que você tem que parar e esperar.
Hoje, a gente está chegando na saúde mental não por bom senso, é por excesso de adoecimento. As coisas estão aí para serem somadas. Alimentação, bom sono, você é um idiota, você é um lixo. Isso vai reverberar como tipo assim, caramba, isso é um alerta. Esse circuito do medo, do alarme, ele é primitivo.
A pessoa muito ansiosa, ela tá sempre vendo o copo meio vazio. Ela nunca tá vendo o copo meio cheio. Se eu sei que eu tenho depressão, se eu sei como saiu, se eu sei como começou, eu tenho que estar atenta pra não repetir. Não é não repetir pra agradar alguém. É tudo bem.
Às vezes uma pessoa com depressão nem sabe como é que é a vida, sem a depressão, como é que é ver a vida como ela é, uma vida não perfeita, mas uma vida que vale a pena ser vivida. É o que você sempre diz, né? Eu tive pacientes que quando começaram a sair da depressão, me ligaram. Naquela época a gente ligava pras pessoas, não tinha WhatsApp. Ele falou assim, fui à praia hoje de manhã, aconteceu uma coisa tão estranha, B. Eu falei, mas o que foi? O céu é azul.
Como assim? Caraca. É azul. Eu nunca tinha visto um azul daquele azul. Que legal. Aí eu falei, me tira a foto. Quando ele mandou a foto, tava na barra ali, praticamente era uma parte da barra que não tinha prédio. Hoje tá tudo ocupado ali. E eu olhei e falei, gente, mas eu sempre vi esse azul. Mas ele, tipo assim, eu nunca mais quero deixar de ver esse azul. Que legal, né? Então, são, esse cara, ele entendeu.
O que que era a depressão? Porque muda a forma que você vê o tom das coisas. Como você vê o tom do azul. E às vezes as pessoas ainda acham que é só desculpa. Não, muda tudo. Ou até que tipo, ah, eu consigo sair sozinha. Não é que ela vai se tu tá passando cinco meses, seis meses. Então assim, ficar esperando a ajuda dos outros...
É legal, se vier, é muito bem aceita. Agora, ficar dependendo só da ajuda externa, você pode perder sua vida. Porque você pode, mais ou menos, com muita dedicação, mudar o seu comportamento, mas o outro você não muda.
Caramba. E por que que às vezes a gente tenta sempre mudar o outro e não a gente? Mesmo sabendo disso tudo. A gente sabe de tudo isso. Por isso. Porque o cérebro, porque você não quer fazer o teu espelho. Todo dia, né? Você joga pro outro, porque aí não precisa me olhar. Às vezes você, ela tá no estado de depressão que não adianta. Foi o que eu, uma vez, eu peguei um, eu pegava paciente com depressão grave. Aí o paciente chegou e falou assim, o parente do paciente,
Ah, eu falei, vamos pra praia, vamos pra não sei o que, vamos não sei o que lá. Aí eu falei, não faça isso. Você levaria pra praia uma pessoa que tá com pneumonia? Ele não tem condições de ir pra praia. Caraca. Porque a pessoa leiga fala assim, ah, vamos tomar um ar, vamos fazer uma caminhada. Agora, você tá levando alguém que não tá conseguindo respirar pra caminhar. Tá, mas essa pessoa não vai conseguir. Que legal. E esse não conseguir...
Profecia autorealisável. Tá vendo como eu não melhore? Fazer terapia no início de uma depressão grave é bom? Não. A pessoa não consegue pensar. Tá aí um negócio que eu nunca ouvi. Que diferente, né? Mas aí nós estamos falando de quadro depressivo grave.
Que a pessoa tem que ser medicada antes. Eu tô falando de um quadro leve que a depressão, que a terapia cognitivo-comportamental por si só vai melhorar. Entendi. Leve. Quando é moderado a grave, a gente vai precisar de outros recursos. Entendeu?
E aí a pessoa vai poder melhorar e vai chegar uma hora que você vai falar assim, agora está na hora de dar uma caminhada. Não existe um tratamento mágico que substitua um conjunto de ações, que é conhecimento, bom diagnóstico, bom tratamento e práticas.
diárias de saúde para não recaída. Saúde mental como saúde física é algo que a gente tem que ter muita cultura de saúde para que a gente entenda que toda vez que a gente já adoeceu a gente já perdeu alguma etapa.
E quando a gente adoece, a gente tem que sair desse estado adoecido o mais rápido possível. Porque o cérebro tem uma tendência. Qual é a tendência? Se começa a rodar a função adoecida, a tendência é que ele permaneça mais tempo assim. Mas às vezes parece que pro lado negativo é mais fácil. Ou é só impressão? Sempre é mais fácil. Por quê?
Porque o lado, entre aspas, negativo é cômodo e, em geral, quando alguém adoece, esse cérebro estava muito cansado. Ser saudável, se a gente não tem muita consciência, não tem muita disciplina, constância, dá trabalho.
mas é um trabalho que vale a pena. E o cérebro, se você está rodando, você adoeceu por um excesso de uso, por um excesso de estresse, chega o momento que o cérebro diz o seguinte, agora que eu quebrei ali, deixa quieto que eu estou gastando menos energia. É onde cronifica, no caso?
Sim, é uma tendência, né? Será que a geração passada, né, dos nossos pais, dos nossos avós, eles eram tão mais cascudos, assim, que passou essa ideia de que saúde mental não é tão importante, que é frescura, ou é porque o mundo de hoje está, né, mais propício a gente ter esses probleminhas de transtorno mental? Eu acho que são duas coisas. Eu acho que antes não tinham conhecimento, então não era questão de cascudo, aquilo não fazia parte. Tipo assim, isso aí não existe.
Era difícil até diagnosticar dor de estômago, o pessoal tomava um chá. Qualquer outra coisa. Cada década, em geral, teve o seu assunto de saúde. Hoje, a gente está chegando na saúde mental não por bom senso, é por excesso de adoecimento.
Mas será que a gente está adoecendo mais agora do que antes? Quando a gente fala de transtorno mental? Eu acho que sempre teve muito. Mas eu acho que as condições de vida hoje, a espécie humana, se você for ver, ela não foi feita para lidar com excessos, mas com escassez.
Nós tivemos que disputar território com outros animais que eram muito mais... que eram bem mais superiores em relação à força física, a território. Um tigre, por exemplo. O que somos nós na frente de um tigre? Nada.
nós tivemos que ocupar um espaço no reino animal onde a gente era desfavorecido. Os humanos cresceram muito informando tribos. Então, eu acho que hoje existe uma série de circunstâncias...
que mudaram a nossa percepção de mundo muito rápido. Então, por exemplo, eu acho que um homem primitivo nunca achou que hoje ele teria, se ele pudesse fazer uma viagem no futuro, ele nunca achou que hoje ele teria, vamos dizer, um adoecimento por excesso de prazeres imediato.
O único prazer que um homem primitivo tinha, meu querido, porque caçar não dava prazer, era caçar para comer. Era sexo. Essa coisa de performar, né? Você tem que ter, você tem que fazer, você tem que... O mundo ficou mais... Competitivo. Competitivo e mais fora da casinha. Porque, por exemplo, qual a necessidade que a gente tem de comer coisas tão gostosas, se aquilo não tem valor nutricional nenhum?
Mas e aquela narrativa que todo mundo fala, ah, mas eu mereço porque eu trabalhei e tudo, hein?
Você merece se destruir? Você agrade. Mas sabendo que aquilo é pra ser saboroso, porque é pouquinho. Porque se você come demais, você perde também. Quando a gente traz pra cá, uma coisa é você ter o problema. Outra coisa é a solução. Se a gente olhar pros gráficos, a gente consegue ver que 73,5% das pessoas com o diagnóstico não recebem o tratamento. Algumas é porque o governo não ajuda, o Estado não ajuda. E outras é porque simplesmente não segue o tratamento. A pessoa não conectou.
Não fez a conexão de que tem um problema. Na anamnese, quando você faz a anamnese de um paciente, a anamnese é quando você olha tudo, colhe a história, examina. Tem uma coisa que no final você tem que colocar insight positivo ou negativo. O insight é quando a pessoa tem percepção de que ela não está bem. É dela, né? É auto-reflexão, auto-imagem. Insight. Ela percebe, ela tem uma percepção.
E tem, por exemplo, depressão. Geralmente tem insight, a não ser que seja muito grave. Ansiedade. As pessoas não vão dizer, ah, estou com ansiedade. Mas, ah, eu tenho tido uma angústia. Eu tenho tido insônia. Eu ando tendo pensamentos negativos. Ela tem um insight. Esses são os principais sintomas que a pessoa vê fisicamente, assim, da ansiedade?
Depende, ansiedade é mais assim, acelerar o coração, respiração mais curta, náuseas, às vezes tonturas, né? Tem vários, sudorese. Entendi. Tá? Mas ela tem aquela sensação de que algo tá errado.
um medo de acontecer coisas que ela não sabe dizer muito bem, mas é um medo subjetivo. E quando que essa ansiedade evolui para um pânico? Quando vai aumentando de intensidade e começa a trazer problema, paralisar a pessoa, impedir ela de ir a um lugar.
Ou ela está num lugar e ela paralisar ali e achar que realmente está tudo muito errado. Mas é interessante que, em geral, ansiosos e deprimidos têm muito insight positivo. Elas sabem que alguma coisa está errada.
Porque eu acho que o problema do trauma é quando você perde o filtro também, que você fala assim, será que eu tenho razão? Será que eu não mereço ouvir isso? Será que eu não mereço estar passando por isso? Porque às vezes a pessoa acha que, tipo, já virou tão normal pra ela ser chamado de lixo, que fala, tá, beleza, eu já tô me sentindo, eu sou meio lixo mesmo e tudo, vai ficando pior.
Como é que a pessoa consegue reconhecer isso? É, mas você tem que entender o seguinte. Se esse trauma veio na infância, e quanto mais novo, vamos falar ali, entre 2 e 4 anos, é bem pior. É bem pior. Entre 2 e 6. Por quê?
Porque logo no início do desenvolvimento da criança, ela e o ambiente ao redor é tudo uma mesma coisa. Um bebê, quando nasce, ele, apesar da mãe achar que ele está rindo para ela, não está rindo. Ainda mais nos primeiros dias. Não se ilude. Ou no primeiro mês. O que está acontecendo é que o cérebro está detectando tudo ao redor.
E vendo o que que traz conforto, o que que traz desconforto. Caramba! Então, pro bebê muito pequenininho, ele não tem um pai, uma mãe. Ele tem um nicho ao seu redor que lhe traz conforto.
Entendi, é um ecossistemazinho dele ali. Exatamente, que ele sabe que chegam em algum momento, algo molinho, e que da onde sai um líquido muito quentinho e gostoso. Barriga doeu, abriu a boca, vai vindo. Que é o peito da mãe. Entendi. Que a mãe fala ah, a gente tá me reconhecendo. Não, a gente tá reconhecendo a sobrevivência, mãe. Aquela glândula muito fofinha, muito quentinha, sai um líquido quentinho e gostoso.
É isso. Que legal. Quando ele vai desenvolvendo, o cérebro humano nasce imaturo. Quando ele vai desenvolvendo, a primeira grande revolução do desenvolvimento, ele, no primeiro momento ali, um, dois, três anos, ele tá absorvendo tudo que tá ao redor, porque ele é um computador vazio. Então, por exemplo, se tivesse um trauma, não dele diretamente, mas com a irmãzinha dele que ele passa, ele também absorveria esse trauma? O jeito que o pai fala? Da convivência, assim? Caramba. Não. Seria menos intenso.
do que se fosse nele. Mas teria sequela do mesmo jeito. Teria sequela. Por quê? Porque tudo que o cérebro vai absorvendo ali naquele primeiro momento, pensa que é um cérebro vazio. Ele tem que se preencher com o máximo que ele puder. Porque isso determina as conexões neuronais. Você quer acabar com o ser humano, isole ele ao nascer.
ele vai morrer. Esse assédio psicológico, esse assédio verbal que você está colocando é muito mais as palavras depreciativas. Você não vai dar em nada, você é um lixo, você é uma porcaria, ninguém te ama, você nunca vai poder ser amado porque você é uma criança nojenta. Entra a comparação com o irmão, primo também nisso? Tudo, tudo. Então, assim, não me espanta o resultado do estudo, o que você está colocando,
é que foi avaliado trauma psicológico, verbal, de forma verbal, e trauma físico, de intervenção física. E deu que a maioria dos que sofrem trauma físico desenvolve, pode desenvolver, mas é metade das pessoas vão desenvolver problemas mentais na vida adulta. E que mais de 60%, ou seja, quase 70%, vai desenvolver esses traumas.
até com mais intensidade. É isso que o estudo traz para a gente. Agora, vamos raciocinar. Você não vê um animal discutir a relação. Não tem aberto a um diálogo. Não. Então, isso para a gente, para a nossa espécie, é muito mais valorizado. O que se diz do que se faz.
tem um valor muito grande. Eu não estou, de jeito nenhum, invalidando o trauma físico, provocado pelo abuso físico. Até porque a gente tem um padrão evolutivo perante os outros animais que nós temos a obrigação de fazer melhor. Sim.
E o trauma verbal, aquilo que você ouve de forma negativa, a gente tem circuitos cerebrais que sempre vão captar a coisa negativa. Vão ser acionados. Sempre. Por quê? Porque o nosso primeiro circuito, e o que vai funcionar sempre, é o da sobrevivência, é o do medo, é o alarme. Então, se eu chego, você é um idiota, você é um lixo, essas palavras não vão ecoar tanto para um animal comum.
Mas para o animal homem, isso vai reverberar como tipo assim, caramba, isso é um alerta, isso é uma ameaça. E isso vai ficar rodando. Por quê? Porque o cérebro tende a pegar as coisas ruins e fixar. Porque o ruim... Aprende com isso? Não, porque o ruim é o que ameaça. E o que ameaça, ameaça a sobrevivência.
Então, se eu digo que você é um lixo, eu estou dizendo que você não sobrevive na natureza. Que você não está apto para a vida. Ele tende a pegar as coisas ruins e fixar, como se fosse um velcro. Ele fixa. E as coisas boas ele deixa passar como se fosse um tefal. Por quê? Porque o ruim é que você vai ter que mudar.
É o que vai te fazer sobreviver ou não, né? Exatamente. Já o que você vai ter que pegar, pensar e falar, o que eu faço com isso? Agora, uma dúvida assim, quando a gente entra nesse sistema de alerta, qual que é a diferença desse sistema de alerta pra um sistema de pânico, por exemplo? Pra um sistema de ansiedade, assim? É a mesma coisa. Então, desde criança, ela já vai sofrer. Muito. Porque, assim, o que que é o medo?
Medo e ansiedade são duas fatos da mesma moeda. A diferença é que o medo, ele é... Você não associa por que você tem medo, é instintivo. Se alguém chega aqui, agora, nesse estúdio, e fala assim, gente, está pegando fogo. Eu, você, todos aqui, o nosso cérebro vai ligar o sistema de alarme.
E vai, tipo assim, vamos correr. Deu ruim. A gente não vai ficar, ai, gente, vamos ligar para o bombeiro, vamos fazer um plano de evacuação, vamos não sei o quê. Não, porque esse circuito do medo, do alarme, ele é primitivo. Porque se a gente não tivesse esse circuito funcionando tão bem, a gente não estava aqui contando essa história.
Essa semana eu estava lendo que teve um estudo bem bacana, de 2019 até recente, que fala sobre como a proximidade da costa, de morar perto, de praias e, vamos dizer assim, do mar, ajuda no desenvolvimento e na saúde mental das pessoas. Você já tinha visto isso? Eu já tinha ouvido falar, e acho que um pouquinho antes, porque teve um livro que se chama Blue Mind, Mente Azul.
que é o oposto da Head Mind. Esse livro, se eu não me engano, é de 2009. E ele fala exatamente por que Blue Mind, porque existe a Head Mind, que é a mente vermelha ligada ao estresse, ao desespero, de uma mente muito agitada, muito estressada. E aí veio o termo Blue Mind, que é o oposto, que seria uma mente...
mais suave, uma mente mais parasimpática. Se a gente for botar na questão científica, a mente, a head mind, seria a mente ligada ao excesso de noradrenalina, adrenalina e noradrenalina. Adrenalina é no corpo.
noradrenérgica, e ligada ao excesso de cortisol, sobre o efeito de excesso de cortisol. Blue Mind é o contrário. Seria essa mente que... O autor fala numa questão de se você mora até 5 quilômetros do mar, da água, desse contato com a água...
você teria uma ativação do nervo parasimpático e a gente faz o oposto da noradrenalina. O parasimpático traz a calma. E isso faz com que você possa ter mais tranquilidade, diminui os níveis da pressão, diminui os batimentos cardíacos e você trabalha numa vibração.
de muito mais paz. Isso daria prevenção. Prevenção não, mas diminuiria a possibilidade de desenvolver depressão, de desenvolver transtornos ansiosos. Mas é importante que a gente entenda que não basta morar perto. A gente tem que fazer o contato. Tem que frequentar, né?
É, o Blue Mind preconiza, seriam 20 minutos diário ou duas horas por semana, uma média, que isso já teria uma ação muito benéfica. Você teria alterações de dopamina, serotonina, ocitocina, sempre para o lado positivo nesse contato. É claro que se você pensar bem, você está perto do mar...
e poder ter essa questão de até apreciar o mar. Às vezes você não precisa nem entrar, mas ao apreciar o barulho, aquele sonzinho repetido do mar, ele acalma, ele já ativa. Exatamente por isso, porque o cérebro não distingue o que é real do que é virtual. Então, muitas vezes, você pode ir para o mar, gravar aquela sensação...
E muitas vezes você pode voltar para casa e usar aquilo como se fosse quase um mantra meditativo. Que legal, você volta, né? Como se estivesse voltando. Porque é claro que você não vai ter o mesmo efeito de estar ali, mas você pode reproduzir. E para o cérebro, essa reprodução funciona. Não é outra maneira que, por exemplo, não sei se você já viu, você vai a algum lugar que tem aquário, em geral as pessoas ficam meio hipnotizadas olhando o aquário.
observando o barulhinho. Agora, eu acho cruel ter um aquário se você bota ali animais que deviam estar soltos. Mas você pode reproduzir isso em imagens. Hoje a gente tem essa qualidade da tecnologia de botar óculos virtuais.
para que as pessoas possam relaxar. Se a gente vai levar isso, por exemplo, para uma empresa, para uma grande empresa, você pode fazer uma sala que tenha toda uma ambientação do som do mar, o cheiro de maresia, porque hoje você tem fragrâncias que reproduzem isso também. Então vai ter gente que fala assim, mas eu não moro. Mas dá para você condicionar o seu cérebro a ter isso.
Porque esse instinto, esse reflexo dos mamíferos, está na gente, né? Nós somos mamíferos. Que legal! É claro que esse reflexo de ativação, de parasimpático, em contato com a água, é muito mais observado nas baleias, nos golfinhos, nas focas, né? Agora, nós também temos esse vestígio de reflexo, que a gente chama de reflexo dos mamíferos, que é esse reflexo...
de água na cara, né? E a água na cara, uma água mais pra fria, que é mais ou menos a temperatura em média do mar, 15 a 22 graus, você ativa o trigêmeo. E o trigêmeo, ele vai fazer com que você acione o parasimpático. Mas ele tem que ser só água fria, água quente, não funciona, não?
Tem que ser da temperatura mais ou menos do mar. Entendi. É claro que tem, mas mesmo os mares mais quentes, eles não são tão quentes assim. Você não tem uma água de 30 graus, até tem, mas não é a média. Não é normal, né? Não, não é a média.
O normal é a média, entre aspas, né? Mas, assim, então essa ativação do trigêmeo, esse contato, diminui a ansiedade. Então tem muita gente que preconiza você colocar o rosto de manhã numa bacia com uma água mais geladinha.
Já vi alguns filmes. Tem um filme que o cara faz isso também. Acho que é 3% que ele coloca o rosto submerso na água pra dar uma gelada. Mas eu falei assim, esse deve ser papo. Mas tem isso, né? Desse reflexo mamário. Se a gente tem um vestígio desse reflexo, às vezes uns vão ter mais, outros menos. Mas é uma possibilidade, sim. E olha só que legal. Pegaram 18 países também e pegaram aqui também até a questão de população.
Porque eles queriam saber se era só a população que tinha um poder aquisitivo melhor, que morava na orla da praia, ou se era a população que também morava distante. E parece que a população de menor renda que eles colocam aqui, que morava mais distante, mas não a mais de 5 quilômetros, também apresentou os mesmos 22%. Então, olha que bacana.
É, e tem também, mesmo pessoas que moram mais de 5 quilômetros, se elas se disciplinarem, não dá para ser todo dia, mas uma vez por semana ir para um ambiente de orla.
e conseguir observar o mar, só essa observação também já alivia o estresse. Mas se elas conseguem dar esse mergulho, que você acaba... É engraçado que as pessoas vão entrar no mar primeiro, é muito interessante. As pessoas molham o rosto.
molha o pulso, eu vejo isso eu observo, eu não sei se as pessoas sabem, mas o que ela está fazendo é ativar o trigêmeo que indiretamente ativa o reflexo para a simpática mas eu acho que são pessoas que sabem curtir a praia porque eu como bom mineiro, quando viajava com minha família eu olhava para o lado e já estava tudo pulando dentro da água eu falei, meu Deus mas engraçado aqui no rio eu vejo as pessoas molharem muito o pulso tchau
E o rosto? O pulso também ativa? Não sei. Estou falando o que eu vejo aqui no Rio, desde criança. Mas eu vejo jogar água no rosto, não sei. É agora que eu estou me tocando. Nunca tinha pensado nisso. Mas a coisa da face, o trigêmeo consegue ativar o parasimpático também.
E ainda fizer a coisa contemplativa, aquela coisa que você olha o mar e fica um tempo só ouvindo, né? Aquela bater das ondas. Se você consegue fazer isso tudo, é quase uma meditação.
Por exemplo, eu às vezes vou à praia e não entro. Mas eu gosto de ficar contemplando o mar. Eu sou capaz de ficar uns 20 minutos, meia hora, me perco ali. Só olhando aquele movimento, ouvindo o som, me acalma profundamente. E outra coisa, existe um outro fenômeno chamado grounding, que é você botar o pé na areia.
Aquele fato de você botar o pé na areia ou botar o pé numa grama, mas a gente está falando de mar, vamos falar da areia do mar. Também ativo parasimpático. Esse contato com a natureza. Mas aí você tem que tirar o chinelo, meia, tudo. Sim. Eu acho que a gente tem que ter uma coisa de bom senso. As coisas estão aí para serem somadas. Nós não somos mais... Nós temos reflexo desse reflexo dos mamíferos, mas nós estamos longe de ser o mamífero. Então, não adianta...
só a questão da mente azul. Eu acho que alimentação, bom sono, eu acho que a gente tem que entender que tudo que está aí envolvido para que a gente possa ter menos ansiedade, menos depressão, menos adoecimento, a gente soma. Eu não gosto dessas coisas exclusivas. Se eu for para a praia todo dia, 20 minutos, não. Eu acho que você tem que ir com essa mentalidade de observar o mar, de botar o pezinho um pouco na areia.
É ter esse ritual de contato com a natureza. Isso funciona em cachoeira, por exemplo, na água. Porque, olha só, a gente tem que lembrar que nosso corpo é 70% de água. E nosso cérebro é 80% de água.
Isso tem algum significado? Tem alguma coisa. Tem alguma coisa. Então, assim, a gente está colocando aqui esses estudos, esse livro que eu acho bem interessante. Agora, isso não é uma verdade absoluta. Só vai fazer isso. Não adianta você ficar o tempo todo na praia tomando cerveja, fumando vape.
Entendeu? Aí vai lá cair o negócio. Não, então, vamos voltar àquela questão do bom senso. No Japão, existe muito essa coisa de você dar uma caixinha pras pessoas, uma caixa mesmo, de madeira, e botar pedras.
Pedras. Por quê? Porque eles praticam, como eles têm, a maioria da população mora em ambientes muito pequenos. Então, ao botar ali o contato da pedra, se tiver uma areiazinha ainda melhor, reproduz um grounding. Por isso que o exercício de relaxamento, aquilo que você fecha o olho, se imagina diante do mar, numa praia, ouve o barulho, ele é terapêutico, muito terapêutico. Essas coisas de relaxamento. Sim.
Por quê? Porque o cérebro, é claro que se você estiver lá, vai funcionar mais.
que existe uma pandemia de ansiedade e depressão no mundo. E é claro que o Brasil está dentro disso. O Brasil até é um dos maiores países com níveis mais altos de transtorno de ansiedade, ou seja, do adoecimento por ansiedade. Se eu não me engano, o maior da América Latina. Então, assim, e isso eu estou falando bem antes da...
pandemia de covid, porque a gente ali em 2016 já tinha aproximadamente algo em torno de 18 milhões de pessoas adoecendo por ansiedade. E tínhamos uma média de 11 milhões por depressão.
É por causa de geração, excesso de informação? O que aconteceu? Olha, eu acho que a vida mudou muito. E, por incrível que pareça, teve um momento, agora eu acho que a coisa começa a ser revista, que você acelerar o ritmo, fazer muita coisa, era sinal de que você era uma pessoa bem-sucedida.
Era como se desse um status. Você está sempre ocupado, você está sempre... Orcaholic. Mas um orcaholic que não era um orcaholic feliz. Era aquela coisa, não, ainda vou para três reuniões, eu vou não sei o quê. Como se a pessoa estivesse carregando o mundo nas costas. Eu acho que isso era quase que você tinha vergonha de dizer que não estava fazendo muita coisa.
Então eu acho que o nosso tempo vai ficar marcado na história da humanidade, porque uma hora a gente vira história, como o tempo mais ansioso da humanidade.
E não é à toa que o excesso de ansiedade causa adoecimento. Por exemplo, o índice de depressão sobe quando sobe a ansiedade, porque vai acumulando, chega uma hora que o cérebro não aguenta. Porque a gente tem que entender que a ansiedade corresponde a um funcionamento cerebral que você não viveu aqui e agora. Você está sempre projetando para o futuro, mas projetando para o futuro de forma negativa. Toda ansiedade traz pensamentos negativos.
Não tem como. A pessoa muito ansiosa está sempre vendo o copo meio vazio. Ela nunca está vendo o copo meio cheio. Então isso é uma tempestade anunciada. Se os meus pensamentos sempre vão para o lado negativo, eu vou me tornar uma pessoa exausta. Então o excesso de ansiedade faz com que a bioquímica do organismo mude pelo eixo hipófise pituitário. Então...
adrenal, ou seja, você aumenta os níveis de cortisol e esse cortisol está sempre te preparando para uma guerra que não vai acontecer provavelmente, né? como acontecia quando a gente tinha que caçar lá atrás, então assim todo mundo tem algum nível de ansiedade? tem, porque faz parte do mecanismo mais primitivo do ser humano, que é o mecanismo da sobrevivência
que é o mecanismo do medo. Mas a questão é que quando isso se torna algo intenso e prolongado, isso vai adoecer, e a gente tem visto isso. E a tecnologia, eu me lembro que lá pelo final do século passado, década de 1990, a gente sonhava que a tecnologia ia trazer mais tranquilidade.
Quando a gente começou a ter computador em casa, agora eu vou trabalhar menos. E a gente só fez, foi trabalhar mais. Quando eu fui estudar no Japão, o japonês te chama para ir para a casa dele se ele considera que você é amigo ou tem um potencial muito forte para ser amigo. Porque para eles, abrir a casa é abrir o QG, o quartel-general, é onde ele repousa, é onde ele...
É o cantinho dele. É o cantinho. É o íntimo, sim. Esse cantinho... Eu detesto esse negócio de home office. Eu gosto de sair para trabalhar. Porque me dá uma sensação de que os dias é a mesma coisa. Sabe? Trabalhar em casa, você não marca o território. Eu, quando chego em casa, eu gosto de chegar em casa. Eu gosto de ver as cachorras. Eu gosto de tomar um banho gostoso. Eu gosto de conversar com a empregada. Comer, fazer uma refeição. Eu não...
agrada ir para casa e trabalhar. Eu acho importante a gente ter territórios. Por exemplo, você não vai numa praia se comportar como você está trabalhando. Você vai numa praia, por exemplo, eu não posso tomar sol direto, mas eu fico debaixo lá daquelas barraquinhas, eu gosto de bater um papo quando eu estou na praia. Então, assim, eu acho que tudo tem um lugar para a gente. É que nem amigo, a gente tem amigo.
para poder contar para um conselho, pessoas mais vividas ou mais maduras. A gente tem amigo que é para rir. A gente tem amigo que é aquele que você sabe que numa doença ele vai estar lá no hospital. Ninguém é perfeito, você não vai ter um amigo perfeito, mas cada um te traz uma coisinha. E eu acho que você ter esses territórios na vida são muito interessantes. A explosão do burnout é isso.
Não é à toa. Exaustão mental. A exaustão do trabalho. A gente tem que saber trabalhar. É que nem luz escuro. Por que eu gosto da luz? Porque eu tenho contraponto do escuro. A vida tem que ser feita de contrapontos. Em média, vem mais pessoas no consultório ou vem mais pessoas com depressão ou com ansiedade? Ansiedade, disparado. E depois é uma depressão?
Ou depressão e ainda não depressão? Primeiro, a ansiedade crônica leva à depressão. É pensamento negativo o tempo inteiro. O cérebro suporta muita coisa, mas ele detesta. A ansiedade excessiva e crônica caminha para a depressão, caminha para doenças autoimunes, caminha...
para situações que podem. Claro que o câncer tem muito mais do que isso. É complexo, tipo do tumor. Mas, com certeza, se você tem qualquer tipo de câncer e os seus níveis de ansiedade são elevados, a sua resposta a qualquer tratamento vai ser feita. A gente não pode esperar ter algo para reduzir nossa ansiedade. A gente tem que fazer isso todo dia. Se eu estou vivendo o tempo todo com a sensação...
de que eu não deveria estar aqui, deveria estar fazendo outra coisa em outro lugar, em outro tempo, com outras pessoas, a minha vida está num nível acelerado, a ansiedade está me dominando. Porque chega uma hora, por exemplo, a gente estava numa festa sábado, todo mundo estava ali naquele momento, conversando. Eu não vi ninguém estar ali, tipo assim, ai não, que horas são? Já vamos?
Porque quando você está no lugar, fazendo o que você quer, ou o que você se propôs a fazer e você faz, ou seja, quando você é inteiro, você está combatendo a ansiedade.
Agora, como que a gente faz para ver esses nossos valores, assim, né? Ver o que a gente é bom, o que é importante. E para quem não sabe onde está o valor, como é que faz? O valor existe, independente de você saber. É que nem o sol. Pode estar o dia nublado, mas o sol está lá. As estrelas estão lá. Independente de ser de noite, o céu está visível. Toda vida tem seu valor. Toda. Independente de você saber, ainda assim sua vida tem um valor.
O saber é a glória da vida. É quando você descobre, tipo assim, caramba.
eu faço algum sentido nesse universo. Bazinga, né? É. Eu faço algum sentido. E qual é aquilo que dá sentido à sua vida e dá sentido à vida dos outros? Quando o seu fazer tem menos atrito, é bom de realizar e também faz bem às outras pessoas. E o talento é talento quando ele é bom para você e também as outras pessoas usufruem.
Aí é talento. Contagia, né? Contagia, faz bem para o outro. É quase, por exemplo, por isso que a felicidade real, ela está em você descobrir seus talentos e você seguir ali, se fazendo melhor, cada vez melhor, treinando, persistindo, tendo resistência e também ajudando os outros. Mesmo que você não saiba.
Tem pessoas que podem ser que elas estão tão desesperançosas, que elas falam, mas eu não sinto quentinho com nada. Ela tem que descobrir, ela tem que ver um filme. Eu acho que tem que... Não, pode ser, mas é importante que a pessoa se reconecte. Onde existe o nosso valor é dentro, não é fora. No mundo que você tem tantas possibilidades de distração, fica difícil você fazer essa conexão.
Porque você pode até ver um filme, quando você já conectou em você, um filme aparece uma coisa, você fala, nossa, era aquilo que eu estava sentindo. Quando foi que você já precisou se reconectar assim? Alguém te deu a mão, te tirou da água? Eu acho que o exercício da minha profissão, das minhas conexões, são tão positivas, foram tão positivas, que eu sei que tem estrada para continuar.
Porque eu olho para trás e falei que eu tenho mais passado do que futuro. E o meu passado está cheio de coisas que eu falei assim, nem pensar em desistir. Porque quando eu pensei em desistir lá com 20, veio tanta coisa boa. Quando eu pensei em desistir com 30, aí que o negócio começou a melhorar. Quando eu fiz 50, que as pessoas falaram, agora é ladeira abaixo. Foi onde eu realizei, tive as maiores realizações da minha vida. Então assim, isso não casa.
no final das contas, você tem a tua história para se autoestimular. É um momento que você tira, que você para e pensa em você e fala assim, putz, eu não posso deixar a pé até cair, né? Tem tanta coisa para fazer e tudo. Não sei se é tão assim, eu tento sempre me lembrar.
Por que eu comecei aquilo? O que aquilo está me trazendo? Quais foram as coisas que foram acontecendo? E eu tenho uma coisa de achar que nada que acontece é por acaso. Eu acho que tudo tem sentido, mesmo que eu não consiga vê-lo naquele momento. Aprendi a saber que tudo na natureza tem o seu sentido, tem o seu propósito. E nós, como animais dela, não somos diferentes.
Então tem horas que a gente tem que parar e esperar Tem horas que o mar não dá pra entrar E tem horas que dá pra gente boiar Então assim, olha a natureza Ela te diz que as coisas passam
Ela te diz o tempo todo, é porque a gente não para pra olhar. Eu trouxe aqui algumas informações bem legais desse estudo. Então vamos lá. Foi em 1957, na Universidade de Johns Hopkins, por Kurt Richard. Investiga a morte súbita por desesperança. Tá até aqui na tela pra vocês. Esse experimento foi muito bacaninha. Não é muito legal ver o sofrimento dos ratinhos, mas o objetivo...
e a revelação desse estudo foi muito bacana que que aconteceu foram 12 ratos tá que foram postos em como se fossem os tubos de água mas um pouquinho mais largo né é eles foram colocados ali com água pela metade então eles tentavam sair em cima mas o tubo era bem alto que garantia que não iam conseguir isso é chato mas foi feito assim que é
porque queriam ver quanto eles resistiam em termos de lutar pela vida. Isso era o objetivo. Então, o que aconteceu foi que a média dos ratos, a média, eles levavam ali 15 minutos até desistir. Aí o que o Kurt fez? Ele viu que a média dizia que começava a desistir com 15 minutos. Então, ele começou a tirar esses ratos.
ali da água, e secar esses ratos, aquecer os ratos, e depois voltar com eles. E aí ele tomou um susto, porque ele viu o seguinte, quando esses ratos voltavam, depois de terem sido acolhidos, depois de serem tido cuidado, eles chegavam a resistir 60 horas. Então, de 15 minutos de média, eles passavam para 60 horas.
Mas o que mudou para eles viverem de 15 a 60 horas? Porque eles tiveram a esperança, quando eles voltavam, eles passaram a ter a esperança de que alguém novamente ia tirar eles dali. Que era muito mais a questão da esperança, tá? Do que qualquer tipo de habilidade física ou de força física. Ele começou a extrapolar do tipo assim, se a pessoa acredita que tem algo...
para viver, por que viver, se tem um propósito na vida, ela pode resistir muito mais, independente da sua condição física. O que vai te salvar, muito provavelmente, é a percepção de que você tem algo por viver. Vale a pena resistir, vale a pena seguir para cumprir alguma missão, para dar sentido e propósito à sua vida. Tudo passa.
Os momentos ruins passam, os bons também passam, mas não perder a esperança nunca. Porque se você perdeu a esperança, você desconectou com esse seu quentinho, aí você não reconecta. Porque enquanto você tem esperança, você tem essa conexão. Está mais fácil se deprimir do que antigamente?
Eu acho que a gente tem uma geração, principalmente a geração milênio, que está exausta. Eu acho que a geração Z já viu a exaustão da geração milênio.
E está começando a dizer Minha ostentação vai ser Ter tempo livre Talvez seja a maior ostentação Que hoje essa geração mais nova está querendo Então eu acho que as pessoas Estão menos esperançosas Eu acho
Porque elas estão muito mais ligadas em ter um físico, em ter uma força física, mas estão esquecendo de botar sentido e propósito em suas vidas. Acaba que fica sem resiliência, né? Sem resiliência. E eu acho que a gente nunca teve tão necessitado de esperança e de amor.
Se você conhece alguém que tá precisando de um pouquinho de esperança, aquela pílulazinha, aquela mão do ratinho, seja a mão do ratinho, se não puder ser, seja o ratinho que não desiste nos 15, desiste nos 60. É, porque depois de 60 horas o negócio não funcionou. Rapaz, trem! Mas morre com a sensação de ter feito o que tinha que ter feito.
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