Os Melhores Episódios do PodPeople: Crimes, Mente e Emoção - PODPEOPLE #290
Neste episódio especial do Pod People, reunimos alguns dos momentos mais impactantes, reflexivos e profundos já vividos no podcast.
- Caso Isabela NardoniInvestigação do crime · Análise de DNA e reagentes · Perícia da chave e portas · Teoria da asfixia e queda · Motivação e encobrimento · Isabela Nardone · Alexandre Nardone · Doutora Rosângela · Doutora Renata Pontes
- Narcisismo de TrumpNarcisismo primário · Narcisismo secundário · Traços narcisistas · Transtorno de personalidade narcisista · Grandiosidade aberta e oculta · Vulnerabilidade narcísica
- Relacionamentos AmorososPaixão vs. Amor · Decepção no primeiro casamento · Rejeição · Amor próprio · Família e relacionamentos
- Consciência e localização da menteDiferença entre cérebro e mente · Consciência como software · Neuroplasticidade · TDAH e Autismo como sistemas operacionais · O problema mente-cérebro · Consciência vs. Estar consciente · Consciência da consciência · Cérebro como hardware, mente como software
- Os Sete SelosPrincípio do Mentalismo · Princípio da Correspondência · Princípio da Vibração · Princípio da Polaridade · Princípio do Ritmo · Princípio do Gênero · Gênero mental
- Impacto das Redes SociaisOstentação e indiferença · Falta de empatia · Comparação social e saúde mental · Hipocrisia nas redes sociais · Personagens online vs. realidade
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte, o Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.
Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$ 199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia. Ninguém morre por causa de ninguém. Primeiro amor tem que ser o próprio.
Se você não sabe para onde você vai, você se perde o tempo todo. A humanidade é corrupta, é violenta. Não vai mudar, não tem jeito. Eu acho isso muito mórbido. Porque você acreditando em si próprio já é difícil crescer. Sem acreditar, sem chance. Um dos irmãos descobriu que ela fazia programa e disse, olha, eu descobri que tu faz programa, vou contar para a mãe Flo. Não faz isso que você expulsa. Então começa a transar comigo de graça.
Aí o irmão começa a transar com a irmã. Grandiosidade é a sensação de que você não tem que seguir as regras. As regras não se aplicam a você. Gente, eu sou tão melhor do que vocês. Vocês não têm noção, cara. O dia vocês vão ser escolhidos por Deus que nem eu, né? Mas onde você tá? Eu falei, 33. A você, você tem apartamento? Eu falei, acabei de comprar. Muito bem. Dos 30 pode passar. Dos 40 não pode faltar. Quando a vida vai tirando pessoas que você se inspira tanto.
Você vai sentindo um pouco a fogueira menos acesa. Às vezes uma pessoa faz o seu coração bater e você nunca viu essa pessoa na vida. Como isso? Porque não é a matéria que comunica. O que comunica é a força do espírito. Eu tive um aluno que ele sofreu um acidente, zero consciência. Todos os exames não apontavam nenhuma atividade cerebral. As duas começaram a conversar com ele, ele chorava.
Rios de lágrima. Aí eu te pergunto, o que é a consciência? A minha decepção no primeiro casamento foi muito grande. Por quê? Eu era muito apaixonada. Na lua de mel, casamos, um casamento... Maravilhoso. Um casamento foi divino. O avião levantou o voo, decolou, ele olhou pra mim e falou assim, me arrependi. O quê? Falei, do quê? Ah, eu já falei isso em podcast. Mas você arrependeu do quê?
Você não se arrependeu de ter casado? Será que a gente fez certo? Foi a entrada da lua de mel. Não teve lua de mel. Eu chorei a minha lua de mel inteira. Imagina você ouvir no estômago.
Sabe? No fígado, no rim. É. Aí, o meu casamento não durou um ano. Mas você acha que ele fez isso porque estava sentindo isso? Ou ele fez como uma questão de te humilhar? Não consegui entender até hoje, Ana. Porque quando a gente resolveu separar, ele chorava de soluçar. Eu te amo.
O que acontece com você? Aí eu falei, ah, não, também, sabe? Não vou ser terapeuta dele. Exatamente. Se ele tem problemas existenciais, se ele não sabe o que ele quer da vida dele também. E aí eu cortei a família inteira. Eu amava a família dele. Isso foi meio difícil pra mim. Porque foi um amor completo, né? Veio o kit completo. Porque me ligava, ele vai voltar, ele vai voltar. Aí eu falei, olha, vocês vão me perdoar. Eu amo vocês de coração, mas eu não consigo superar.
Desse jeito, sabe? Tendo contato com vocês, sabendo dele o tempo todo. E nunca mais eu vi ninguém. Isso foi em 85. Nunca mais, nem ele.
Não, ele eu cruzei algumas vezes. Algumas vezes, assim. Mas eu... Decidida e foi. Ele me balança, não de amor. Eu entendi. De dor. O que aconteceu, né? Porque foi tão... É muito difícil lidar com rejeição. E ele era jovem também, né? É, ele era dois anos mais velho que eu. É jovem. Muito jovem. Não sei se começou a namorar muito cedo e ele...
Vai no embalo. Naquela coisa assim. Até agora, então agora eu vou pagar pra ver. E aí não quis mais. Que é um direito que ele tem. Mas na Lude, né? Mas isso, sabe? Foi muito infeliz. Eu tinha conversado isso um mês antes. Olha, será? Vamos adiar o casamento? Ô, calasse a boca e separa. Exatamente. Deixa o avião descer. Na Lude, em Deus, gente. E dentro de um avião, gente. Você não tinha nem pra onde sair. Só pra dentro do banheiro.
caiu, amigo. Exatamente, não, você não tinha pra onde ir, né? Porque no apartamento você podia descer, dar uma volta. É uma decepção, né? É muito grande, eu não sabia o que falar, o que fazer. Aí eu falei, você se arrepende? Eu falei, você quer o quê? Quer anular o casamento? Não, não, isso me matou. Não, não, vamos. Ah, vai. Vamos continuar, né? Comer cocada, sabe? Exatamente, exatamente. Vamos tentar, como dizendo, não, vai.
E você ali, vou tentar, no iniciozinho ainda tava caindo até a ficha. Ali você já sabia, tipo assim. Eu era apaixonada. Você era apaixonada. Eu era apaixonada.
Mesmo depois de sete anos. De namoro, né? Continuava, né? Continuava. E era uma paixão não só por ele, pela família, né? Sim. Família, adorava a família. Ele tinha uma sobrinha que eu amava. Foi um castelo de areia. Literalmente, a onda veio e levou. Rápido. É, rápido. Bem rápido. Mas é muito bom. Porque eu sou outra pessoa depois daquilo.
Demorou pra conhecer outra pessoa? Porque o seu livro fala amor não dói. E é uma coisa que a gente fala em consultório. Porque às vezes, depois de uma decepção, a pessoa não quer mais isso. Porque acha que vai doer, que vai sentir aquilo. Não. Demorou pra eu ter uma coisa firme. Eu saía, beijava.
Entendeu? Mas não assim, uma coisa... De pensar e viver. Demorei pra me apaixonar. Eu nunca mais me apaixonei, na verdade. Assim, paixão. Foi uma coisa que foi amadurecendo. Eu fui vendo outras coisas num homem. Agora, aquela paixão de morrer, eu sinto por mim.
Mas será que não foi bom? Porque o amor é isso. O amor é isso que você vive hoje. Não é a paixão, né? O amor não é a paixão. Com certeza, é uma droga pesada. Muito pesada. Parece que você quer abrir um zíper, enfiar o cara dentro e fechar.
Você quer parar tudo. Eu não gosto de sentir isso. Eu acho a paixão uma droga pesada. Você fica num estado alterado de consciência. Dá um estresse porque você vive em função daquela pessoa, querendo ver, querendo ouvir, querendo checar. Eu acho a paixão uma das coisas mais desgastantes que tem. Eu também acho. E você não permite nem que o amor... E é traiçoeira, né, paixão.
Porque você olha com o olho doce, você bota açúcar em tudo. Em tudo. O cara já tinha coisas ali. Você falou sete anos. Sete anos e não chegava. Por mais que você não estivesse convivendo, alguma coisa tinha que a paixão não deixa ver. E a onipotência feminina, eu acho, também. De vou mudá-lo. Ah, o meu amor vai fazer ele entender. Eu vou acreditar. Ele vai mudar. A gente tem isso. A gente cresce ouvindo isso.
Eu acho que isso é muito mais cultural. É? Tem sempre assim, você começa a namorar, a gente é jovem, vem a futura sólida assim, não, com você ele vai dar certo. É, não, você tá acertando. Com ele acertou. Ele precisava de uma mulher assim. E você vai se alimentando daquilo. Como se você fosse responsável. E você se acha o máximo. Exatamente. Você tá sendo um estepe de mãe. Exatamente. A mãe tá passando. Tem exorcista a gente vir pra tirar as coisas ruins do cara. Exatamente.
Mas não é? É verdade. Ai, filha, agora você conserta ele. Eu sou, né? Mas é quando a gente ainda não tem a nossa identidade completa. Aí essas coisas fazem feito um ego fictício. Porque, como você falou, adorava a família. A família devia dizer, você é a norinha que eu esperava.
A sobrinha, ai tia, você é a melhor tia do mundo. E aí você vai fazendo a tua identidade em função do que os outros estão. Do contexto, não dele. E ele era difícil, ele tinha um gênio. Nossa, se eu tivesse uns três anos a mais, né? Enfim, ele era bem difícil e eu acalmava ele. Então, qualquer coisa, a Anaí chama a Anaí. Sabe aquelas coisas? Eu me achava o ó. Sim, a mágica, a magia chama que acalma.
E você acha que isso ajudou você a traçar esse caminho tão bonito que você tem? Eu acredito que sim, porque eu entendi que a gente não morre por causa de ninguém. Isso é tão maravilhoso, né? Não é? Fantástico. Que a gente não morre porque ninguém vai embora. Eu pego mulheres que estão no chão, no chão, eu não vivo sem ele, a minha vida acabou. Então, você tem um testemunho.
Eu tive episódios de depressão. Eu achei legal. É horrível ter depressão. Mas eu passei a entender de um jeito diferente. Você conseguiu olhar as pessoas. Porque você vivencia, você tem uma visão diferente. Então eu acho que me ajudou sim. E eu falo, ninguém morre por causa de ninguém. E o primeiro amor tem que ser o próprio.
Se você não se amar em primeiro lugar, nenhum amor pode ser maior do que aquele que você sente por você. Se você não sabe para onde você vai, você se perde o tempo todo. Verdade. Então a gente vai traçando um rumo diferente quando a gente já está doída.
Agora eu não quero mais dor no amor. Eu prefiro ficar quieta, me amando, que eu tô tudo bem. Mas o amor mesmo não dói. Não dói, gente. O teu livro é fantástico. O que dói é a paixão. O que dói é a quebra de expectativa. É você botar tanta expectativa no outro e esquecer de investir em você. Então você aplica o teu dinheiro no outro. Aí você fica...
com a cara no chão, quando o outro vai embora e você descobre que ele, além de tudo, levou teu dinheiro. Exatamente. É de fogo, né? Exatamente. Mas é um amor romântico. Isso é herança, metade de lá. Metade de lá. Se a gente não for inteiro, como é que faz? Não serve pra nada. Essa historinha, você é minha metade. Não, você fica... Não existe. Ninguém é metade de ninguém. Entalado na tua vida, esperando o teu complemento pra você ser feliz. Esse é o grande engano. Parece que as pessoas... Eu não acho tão difícil entender isso.
Quais são as diferenças entre o conceito de narcisismo primário, os traços narcisistas e o diagnóstico clínico do transtorno de personalidade narcisista? Tá, narcisismo primário é um conceito que Freud trouxe, né? Então, é um narcisismo primário porque todos nós temos. Então, a ideia é que o bebê não está consciente do resto do mundo, sendo assim, ele é o centro do mundo. Sim.
Isso com socialização, ele crescendo, interagindo com os outros. Num contexto normal aí, ele se desenvolveria para além desse narcisismo primário. Ou seja, ele aprenderia a levar em consideração outros. Os outros. Só que quando ele não consegue sair dessa percepção de tudo tem que estar... Ao meu redor. Isso, ao meu redor, isso se torna aí algo patológico, que Freud chamava de narcisismo secundário. Secundário. E aí que a gente está entrando no espectro...
do narcisismo patológico. Que aí, tem muitos traços, né? Aí a pessoa, traço narcisista, pode ser 10 milhões de traços. Da onde que eu vou tirar esses traços? Você pode tirar, por exemplo, do modelo tradicional do DSM, grandiosidade, necessidade de ser o centro das atenções, achar que só pessoas especiais podem te entender, arrogância, inveja crônica, exploração dos outros. Aí são os traços mesmo, né? Listados lá.
Ou você pode usar a ferramenta alternativa do DSM, que daí tem 25 traços de personalidade. Alguns desses fazem parte do domínio de antagonismo, que tem a ver diretamente com o narcisismo.
Aí lá colocam coisas como antagonismo mesmo, né? Tipo, você tá indo contra as pessoas, ou manipulação. Porque manipulação pode ser um traço narcisista, mas não faz parte do diagnóstico oficial. Mas tem outros traços que podem aparecer, né? Os alternativos que você tá falando. Isso, exatamente.
Então qualquer pessoa tem traço narcisista ou pode ter traços narcisistas, em maior ou menor grau. Em menor proporção. Agora, transtorno de personalidade. Ah, uma terceira coisa. Você também pode tirar os traços narcisistas de uma ferramenta diagnóstica que eu gosto, que é o inventário do narcisismo patológico.
Esse inventário do narcisismo patológico é uma atualização, levando em consideração falhas no entendimento do narcisismo nas décadas anteriores, ele é uma atualização do inventário da personalidade narcisista. Eu só quero diferenciar porque o da personalidade narcisista só leva em consideração a grandiosidade narcísica. E já esse do narcisismo patológico, ele leva em consideração as duas facetas principais do narcisismo, que é a grandiosidade junto com a vulnerabilidade.
especificamente a pessoa alternando entre os dois. A enorme maioria dos narcisistas tem as duas faces, com o lado predominante, não é? E aí, o transtorno de personalidade narcisista, aí vai ser um diagnóstico mesmo, né? Que no DSM, como é que funciona? Tem nove sintomas.
E aí a pessoa tem que se encaixar em cinco desses nove sintomas. Isso. Aí tem aquelas coisas normais do DSM. Ah, tem que ter aparecido, pelo menos, até o início da fase adulta. Tem que acontecer em várias áreas da vida da pessoa. Tem que ser um negócio... Não só num único... Isso. Não pode ser por causa de outro transtorno, ou questão neurológica. Tem tudo isso.
E aí tem o que eu gosto, eu prefiro o modelo alternativo. Porque ele permite com que, além de você, ele te dá uma possibilidade não só de especificar qual é o grau de severidade daquele traço, como você pode montar um collage, montar uma imagem daquele paciente específico. Porque se você pega o modelo tradicional, são aqueles nove traços e é só aquilo.
E as combinações possíveis entre eles. Entre eles. Se você pega o modelo alternativo, ele fala, primeiro, de quatro áreas que você tem que analisar na personalidade da pessoa. Na área interna, você analisa como que ela tem autoimagem. Se ela é capaz de ter uma autoimagem consistente, estável ao longo do tempo. Se ela tem a capacidade de autodirecionamento de dentro pra fora ou de fora pra dentro. A gente já sabe que o narcisista tem o direcionamento de fora pra dentro. Ele se valida de fora pra dentro. Isso.
A segunda parte que você analisa aí na personalidade do modelo alternativo é como ele interage interpessoalmente. Aí você vai falar sobre a capacidade empática do indivíduo narcisista, que tem um comprometimento empático. E aí você vai ver também a capacidade por intimidade, né? Que também tem um comprometimento, porque se você tem uma defesa contra a vulnerabilidade, logo você não consegue ser... Dificuldade de relacionamento, claro.
Aí você analisando essas quatro facetas, aí você vai pro critério B, que tem a ver com você ter que ser o centro da atenção e você ser grandioso. Grandiosidade, eu queria dar uma explicada no que é isso, tá? Grandiosidade é a sensação de que você não tem que seguir as regras.
As regras não se aplicam a você. A você. A todo mundo. A todo mundo. A você. Mas eu não tenho que seguir as regras. E a grandiosidade, ela pode ser aberta. Todo mundo tá vendo? Eu tô falando, gente. Eu sou tão melhor do que vocês. Vocês não têm noção, cara. O dia vocês vão ser escolhidos por Deus que nem eu, né? Mas a grandiosidade também pode ser oculta.
E aí que a gente tá falando de vulnerabilidade narcísica. Aparentemente a pessoa não parece grandiosa. Sim. Ela não parece arrogante. Mas ela se pensa internamente. Isso. E o que eu acho... Ela não demonstra pra ninguém. Pronto. Mas dentro dela ela... Ela pode parecer até uma pessoa muito...
quietinha, mas ela tá ouvindo aquilo e falando, esses caras são muito medíocres, exatamente são muito maior que isso tudo então por que que é legal a gente falar isso? porque quando o próprio DCM fala gente, essa grandiosidade não precisa estar aberta exatamente, aí a gente começa a pensar, hum então quer dizer que esse paciente aqui que não parece grandioso, não quer dizer que não seja exatamente, ok?
E aí a gente tem também, e é legal que o DCM fala isso, a grandiosidade pode ser aberta, pode ser encoberta. E ele também fala da vulnerabilidade. A vulnerabilidade pode ser aberta, aí como é que é isso? Aí a pessoa parece muito sensível, delicada, coitada dela, tem o dó dela, ó, ela tem baixa autoestima, não sei o quê. E aí quando essa vulnerabilidade é pra fora, muitas vezes é nesse caso que a grandiosidade está por dentro.
Porque, ai, nossa, minha vida não deu certo Porque a mão da cheia de idiota, né?
Então, externamente é tipo, não sei o que, mas internamente é tipo, obviamente as pessoas são tão imbecis. Exatamente. Mas também... Nada dá certo pra mim pela imbecibilidade alheia. Isso, isso. Mas também a vulnerabilidade pode estar encoberta. E aí você não acha que a pessoa tem a vulnerabilidade. Porque ela tá sempre parecendo extrovertida, confiante pra frente, agressiva, né? Mas nos momentos de colapso, aí a pessoa entra até em depressão.
O narcisismo vulnerável está diretamente ligado à depressão. Os vulneráveis. E os vulneráveis. Exatamente. Os estados vulneráveis, tá? O narcisismo grandioso, esses estados são imunes. Muito difícil. Muito difícil. Tá? Exatamente. A culpa, esses estados neuróticos, assim. Claro, a pessoa... Se o narcisista tem os dois estados, então isso quer dizer que...
No momento interno, quando as pessoas não têm acesso àquilo, ele tá sentindo a vulnerabilidade narcísica dentro, mas não tá aparecendo. Por que eu falei disso de vulnerabilidade aberta ou encoberta? Grandiosidade aberta ou encoberta? Porque o modelo alternativo nos trazendo essa clareza, fica muito mais claro você entender o que é um narcisista. Quando você vê um modelo tradicional, é muito difícil você encaixar um narcisista vulnerável lá.
E pesquisa mostra que narcisismo acontece em duas facetas. Os vulneráveis são mais passíveis de tratamento. Exatamente. Exatamente. Isso faz toda... É importante a diferenciação, porque é aquele tratáveis e não tratáveis. Ou então mais difícil. É por isso que a gente tem que diferenciar. Exatamente. E quando não se traz essa realidade da vulnerabilidade narcísica... Bota tudo no mesmo grupo. Aí cadê o tratamento?
cadê o tratamento? por isso que eu tô falando, a gente tá procurando especificamente possibilidades de tratamento você tá dentro desse mar chamado narcisismo elegendo os que querem, podem e merecem ser tratados
Por que o caso da Isabela Nardone é tão maior do que o outro? Tem várias coisas na vida. Primeiro que às vezes não tinha notícia naquela época, se tornou precisar de notícia, tem uma série de coisas. Mas além de tudo, a Isabela Nardone é aquela coisa que eu chamo da classe média da vida. Exatamente. É a que entra na vida de todo mundo.
É a menina da classe média da vida. É uma coisa assim... Que você jura que não vai acontecer. E você fala assim, essas pessoas não tinham por que fazerem isso. Exatamente. Então ela tinha, além de tudo, presença. Ela não era uma criança que você não sabia que existia. Isso devia dar... A motivação, na verdade, é o acúmulo de coisas. Que é uma coisa assim, é o seu passado. Entram todos eles dentro de um carro. Eu já tive um carro. Ele é um carro para duas pessoas no máximo. Tinha um sim.
Sendo que três atrás crianças com carrinho de bebê, num calor, que era março.
não tinha ar-condicionado três crianças atrás eu tenho dois irmãos, um menor do jeito que era o bebê e o maior um se pega, uma hora a gente fica tudo fica irritado, calor é meu, é meu, é meu, devia ter feito ela já devia estar com a chave na mão e minha mãe às vezes dirigindo e fazia para sabe aquela coisa, para, fazia assim mas eu não fiz nada ela tava fazendo falar pra quem vai pegar?
Já fica pro próximo, já fica com crédito. Já fica com crédito do tapa. E eu acho que ela já devia estar com a chave na mão. Foi quando fez o... E ela pode ter batido. Sabe aquela coisa, para? Isso. E é exatamente a coisa de fazer assim.
Bateu nela. Ela está exatamente atrás do banco do motorista. Que até uma coisa, já aproveitando, falei já na live, a Rosângela falou, já falei aqui também. A Rosângela explica que foram usados dois reagentes. Um primeiro para mostrar se é sangue. Um segundo para mostrar se é sangue humano.
E o reagente, ele em si, ele já começa a diluir a quantidade de sangue ali, de prova, de DNA. Atrás do banco foi retirado o que seria até o sangue da Isabela que teria batido aqui e aqui. Doutora Rosângela, vê se eu tô certo, hein? Vê como eu fico com essa atenção.
Foi feito um teste para ver em tudo, porque onde bateu o reagente humano, foi pego coisa e foi visto. Um dos locais, que é o da cadeirinha de bebê, dá que é um DNA masculino, mas é deste ponto. Este ponto que é do banco do motorista, não mostra o que é. E o que ela estava me falando é o seguinte, o DNA tem 15 negócios, é isso? É.
deu oito que era da Isabela. Por conta da diluição, não deu os 15. Nos Estados Unidos, esses oito já seriam suficientes para apontar para a Isabela. No Brasil tem que ser 15. Os números estão corretos. Acho que é 15. Significa o seguinte, aquele sangue que eles retiraram da frente...
Ele não foi apontado como o da Isabela por conta de não ter dado os tais 15, mas deu 8. Por conta da quantidade e porque os reagentes acabam revelando, destruindo a qualidade da amostra. Então aqui você tem. Então você tem esse movimento da lava-chave. E detalhe, aí essa chave, cadê? Pedido a chave para ela, ela falou assim, eu perdi.
Perdeu a chave. Perdeu a chave. E ela falou, exatamente, eu perdi. E a pessoa pode ter usado a chave para entrar em casa. Porque a porta não foi arrombada. Sabe o que eles tiveram que fazer? Eles fizeram em todas as portas do prédio para ver se a chave deles abria qualquer outra porta. Eles tiveram que periciar 100% todo o prédio para mostrar que aquela chave só abria aquela porta. Aquela porta. E mais nenhuma outra dali.
Olha que doideira, até que ponto que chega... Não, e perder a pó. Ela perdeu a chave, que por isso que você não tem nenhuma chave, a chave não tem o sangue, o DNA ali, porque ela perdeu a chave. É, porque assim, foi muito plantado, né? Gukeng.
Quando eles falam, perdeu a chave. É, não. Entrou alguém ali. Já estava organizado. Já estava organizado. Isso é muito suspeito. Sabe? Podia não ter acontecido nada daquilo, mas... Nossa, mas falar aquilo... Imagina, se ela bateu, o que a menina deve ter? Uma menina com personalidade.
Eu vou falar pra minha mãe. Quando o Alexandre deve ter saído do carro, aí ele já tá irritado. Ele pega a Isabela. E ele era bem impulsivo, segundo as pessoas. Ele pega a Isabela e com a própria, como diz a doutora Renata Pontes, pra mim, ele com a própria mão dele pode ter segurado a boca dela, porque ele tinha uma corrigante. Para de chorar. E a fralda em cima pra estancar o sangue.
Ela já começa aqui, tanto que ela tem a mordedura. Isso, isso. Da primeira asfixia que ela tem. Um prédio sem muita gente. O elevador estava ali, por ali. Eles entram no elevador, sobem até o sexto andar, saem. Por que ele faz isso? Ninguém entende. Mas são os milagres da vida. Ele abre a porta e tira a fralda. E aí começa o sangramento. A pingar. A pingar exatamente nas passadas do Alexandre. Você vê...
Tem um banco, um sofá aqui. Isso. E ele tinha, isso daí eu sei que alguém já tinha falado que ele às vezes ficava irritado de fazer assim com os meninos. Jogava no sofá. Acho que na cama é o mais que ele fazia. Ele vai jogar, eu tenho certeza, ele vai jogar lá no sofá. Porque ela cai aqui. E não aqui. Errou. Por um milímetro. Ela cai no chão. Quando ela cai no chão, ela, por defesa, ela quebra aqui.
E quebra o uísque. E o cóccix. Que dizem que é uma dor horrível. Ali ela deve ter começado a ficar mais... Já tava aqui. Eu vou te esganar. A mãe não fala pra filha, eu vou te esganar, hein? Ela vai e esgana de fato. Ela pega e diz, para, para, para. Eu acho que era tudo. Foi tudo muito... Rápido. Na doideira. E aí você tem aquela história. Você tem uma criança...
Pra eles, morta. Sim, porque aqui começou a esganar. Tanto que ela engole o vômito. Ela para aqui com a perna flexionada e começa a pingar o sangue.
E aí, porque isso tudo foi sendo montado de acordo com o sangue na bermuda, com a passada de sangue pela porta dele aqui. Ali, quem tem a ideia deliciosa de mandar a Isabela pela janela, não sabemos. Tem gente que eu já entrevistei que garante que tem tudo a ver ela ser a comandante da história, ela que comanda. Alguém teve a ideia de jogar pela janela.
Ela tá morta. Ela morreu. Vamos fazer um maluco aqui que jogou a criança. Mas você acha que o pai dele, que com cara de mafioso não teve essa ideia, não tem. Porque você não tem nenhuma ligação para os celulares do telefone do pai dele. Até que vamos lembrar, ele não podia ter um celular escondido. Ele não é bandido, gente.
Ele não tem celular escondido. Ele não é traficante. Entendeu? E naquela noite a Nora tava ligando. Ele ia atender o dele. Não é o Misael com a Mércia. Ele ia atender o dele. Ele foi pra matar a Mércia. Então ele tinha um quinto ou sexto celular.
Que aí a polícia, nas ervas, descobre que esse celular, porque ele não entregou. Então assim, ele já... Porque ele foi pra matar. Sim, sim, é diferente. Ele queria um outro celular. Aquele sogro atende o telefone, domingo à noite, atendendo o telefone. Só que não tem nenhuma ligação nesse momento. Então não foi ideia de ninguém. A ideia está pra fugir, é nascer lá dentro, pra você ver o quanto eles são imaturos em tudo. E aí vem a história de tentar primeiro cortar com uma faca, e é o primeiro quarto que entra.
Aí você também tem versões que é ele não joga do quarto dela, da Isabela, porque seria um cimento lá embaixo e teria destruído o corpo. É, eu vi Rosângela falar isso. É. Será? Eu acho que foi porque é o primeiro quarto.
É preguiça. Eu vou pegar ela daqui e já jogar ali. Se eu vou te jogar, eu vou jogar ali. Eu não vou... Ah, não, eu não vou jogar aqui porque ali tem uma... Como se fosse um senso de humanidade. Eu não vejo senso de humanidade. Ele entra no quarto dos meninos e sobe na cama. Você tem as passadas do chinelo dele lá?
Tem até o sangue da Isabela também já na coisa. Ele já cortado, ele põe a menina pra fora, segura a mão, segura, solta primeiro essa que ela faz assim. Isso. E solta, eu acho isso impressionante, ele não solta as duas mãos de uma vez, né? Meu Deus. Ele primeiro solta uma e depois solta a outra. Ou seja, ele ficou olhando, né? Ficou.
Eu digo que um dos milagres desse crime é ela ter sido, infelizmente, defenestrada. Porque talvez, se ela tivesse tudo ocorrido lá dentro, aí sim talvez ninguém soubesse. Porque poderiam ter chamado algum médico, amigo, que desse algum atestado qualquer. Cortar uma tela para jogar uma criança é tão...
O que é isso? Burrice. Burrice. Tem algum componente psicopático da vida? Porque você tem que ter racionalização e sangue frio. Ali não teve. E tem uma coisa assim, até na raiva.
A dor de quem você ama te faz reequilibrar. Então é uma coisa assim, ele veio e tá com raiva, a mulher não para de falar, cacete, saco, que merda de... Final de domingo. Não era pra essa menina tá aqui, que inferno. Ele joga, caiu, não era no sofá, caiu aqui, a dor da menina era pra ele falar, minha filha, meu Deus do céu, me perdoa, vamos pro hospital.
certeza. Ele tinha que carregar aquela filha, olha, vocês fiquem aí, eu vou levar a menina no hospital. Me perdoa minha filha. Tirava de cena. É onde eu falo que não existe o amor, de fato. A consciência, como você escreve muito bem. Exatamente. Porque às vezes a gente se pega em momentos irritados. Claro. Mas tem algo que acontece que te reequilibra. Abriu uma tela.
Mas a Flodilhiz, ela não matou só o marido dela. Ela tem um histórico de crimes sexuais que vem desde essa época. Entendi. E aí, ela, fora esse crime dela ter matado o marido, que eu acho que esse é só o estopim, é onde tudo termina. Mas ela...
Existem crimes sexuais, abusos sexuais que ela cometia contra os garotos que ela hospedava na casa dela, que se dizia ser mãe. Ela se junta com o Anderson e monta uma organização criminosa que ela chamava de família.
Ela não montou uma família. Ela ia lá na TV apresentar os filhos dela. Todo mundo ficava lá. Eles faziam muito na época de fim de ano. Que aí pipoca essas matérias de solidariedade, ajuda. 50, né? E aí de quem duvidasse de flor de lis? Tu era... Você era psicopata. Você que era. Você era do demônio. Exatamente. Porque ela era uma mulher de Deus. Ela abriu mão de tudo na vida dela.
E ela é uma atriz também. Ela interpretou ela própria naquele filme, né? Ela chora, ela vai e ela chora. Como é que a mulher consegue chorar? No próprio julgamento, ela teve várias camadas. Sabe uma outra que poderia ter desmascarado ela e quase desmascarou, mas só não desmascarou porque é um programa de entretenimento? Foi a Ana Maria Braga.
Quando ela estava dizendo que era mãe de 50, já na década de 2000, início da década de 2000, fim da década de 90...
Aí ela pipocava nesses pequenos programas. Aí a produção da Ana Maria Braga, não, vamos fazer um programa só com essa mulher que vamos chamar a família inteira. Aí a produtora que era jornalista ligou pro Anderson, porque o Anderson já era conhecido das redações, ligou pro Anderson e falou, olha, Ana Maria Braga quer fazer uma entrevista com vocês, mas só vai rolar se vocês realmente forem mães de 50.
E eles não tinham 50, eles tinham 32. E aí falou assim, quando vai ser tal dia? Não, vai ter 50. Não, se preocupa. Vai ter. Vai ter, né? E aí, Ana Maria Braga era... Vamos dar pipoca. Vamos, é. Aí, Ana Maria Braga, até então, era o topo do lugar onde eles... O lugar mais alto onde eles tinham chegado era Ana Maria Braga. E ele ficou desesperado, porque aquilo ia virar uma chave, como virou realmente. Era o horário... Era na época que Ana Maria Braga... Batia o maldito.
Batia uma audiência e era um programa longo, que era uma manhã inteira, era um negócio, era o auge dela. E aí, a produtora, se for que a Ana Maria Braga, ela recebe, quem cuida de tudo é a produção. Aí o produtor começou, olha...
A gente vai mandar um ônibus aí, né? Porque 50 não tem seu ônibus, não? Claro. Mais do que um ônibus. E aí ele começou não, vamos ligar. Ela ligava pras irmãs, não trazem nossos sobrinhos. Ligava nos vizinhos, olha criança que... A gente vai lá ela fazia o programa, hoje ela faz em São Paulo ela fazia no Projac, naquela casa suspenso. Isso, na casa de vidro.
vai ter artista da Globo, a gente vai ver os artistas lá no Projac, não sei o que. Vai ser na cidade cenográfica. É. A excursão vai ser ótima. Só que ainda assim ela conseguiu 47.
Ela não conseguiu os 50. E olha que foi muito esforço. Muito. Muito porque o programa era marcado muito perto ali, né? Não tinha... Não teve... Tempo. Tempo. Mas mesmo assim ela conseguiu muito, né? Bastante, né? De 32 para 47. É, para 47. E aí o Anderson, que já estava escolado no mundo televisivo, a Flor de Lis, não sei o quê, e agora não tem... Ele fala, olha, o programa é ao vivo. Que a produtora disse, a Ana Maria vai conferir.
É porque a Ana é muito correta. Ana vai conferir. Só que aí, o Anderson ficou desesperado. Se ela vai conferir, tem que ter 50. Chegou no dia, na véspera, não tem 50. É 47. Aí o Anderson falou assim. A Flor falou, agora ela vai conferir.
Flozinha, ela não vai conferir. Porque olha só, um segundo, três segundos numa TV é uma hora. Demora. Vai, faz um minuto de silêncio numa TV pra tu ver quanto tempo. É muito. Ela não vai programar ao vivo. Imagina se ela vai conferir. Não vai dar tempo. Não vai dar tempo. Vai passar muito tempo conferindo. Vamos levar 47 e a gente diz que tem 50. Então tá. Aí bota todo mundo no ônibus.
Foi ver a Cuca Ficou lá com a Cuca Só que aí o que ela faz Foi ver lá Ana Maria Braga abre o programa lá em cima Naquela casa de vidro, que era uma casa suspensa Com uma escada, e mandou a ficar Fila indiana lá embaixo Isso mesmo No pé da escada, subia uma escada de madeira Isso mesmo, que ia descendo É
E aí Ana Maria Braga, que a produtora não aparece, botou, organizou, daqui a pouco entra ao vivo e ela vai e confira, ela fez a abertura em cima. E veio, ah, mãe flor, não sei o que, fez aquela abertura pra mãe flor. Agora eu vou conferir. E aí subia, era uma centopeia. Exatamente. Vai, aí um... Ela diz que é mãe de 50, eu vou ver se tem 50 mesmo. Vamos lá. Um... Pois ela conferiu. A Ana é assim.
Chegou 42, 43, 44, 45, 46, 47. Uai. Cadê os outros três? Ah, a Cuca comeu. Ali, ali a Flo foi desmascarada. Ali ela foi desmascarada. Qualquer...
esperto ali, diz vou fazer o programa, mas meu amigo quando acabar esse programa, eu vou atrás dessa conversa, diz que tu diz que é mãe de 50 e tem, e ela pergunta ao vivo, cadê os outros três? Aí a Flo responde assim, olha, e o pior que ela manipuladora, né? Ela diz assim, Ana,
Eu tenho 50. Mas quem tem 50 filhos, nunca consegue reunir 50, nem em casa. Porque aí, imagina, 50 filhos, tem um que tá fazendo a prova final, não pode vir.
Um tá doente, porque realmente 50 filhos, tu tem 50 demandas diferentes, né? Um tá no hospital, outro amanheceu com febre, tá muito doente. Com lhe arreia. É, aí a Ana se convence. Ah, claro, né? Aí ela começa a falar dos filhos, ou seja, ali ela, isso tudo... Mas engraçado que ela não titubeia, né? Ela joga mentira e chora, né?
Ela já começa uma emoção. Tem uma outra mentira dela. Nisso ela vai roubando as crianças. Ela tinha de um tudo. Vai roubando, vai emprestando, vai pegando da rua com consentimento, sem consentimento. Tem uma história que ela não é comprovada. Ela tem um menino, ela tem três filhos biológicos. É a Simone, o Flávio e o Adriano. Exatamente, que é o pequeno. Isso mesmo.
Tá aí. É aqui. É, os três. Adriano, isso mesmo. O Adriano, que o apelido dele é o pequeno. Os três filhos biológicos dela são esses. Só que aí ela tem um outro filho que ela dizia que era biológico. Que é esse aqui. Vai passando. Que dizia que era com... Esse aqui. Com o Anderson. Ela dizia que ele é a cara do Anderson. Ele é a cara do Anderson. Este menino descobre que foi roubado só depois que o pai morre.
Porque aí, como ela dizia pra todo mundo que era filho biológico, só que aí, primeiro que ele era a cara dele. Era a cara, cara. Impressionante, que eu já vi. Tu bota junto e é a cara. Só que aí, descobre-se depois que o Anderson morreu, que aí eles reviram a vida de todo mundo, né? Que ele tinha sido roubado na maternidade de uma mulher. A Flo foi lá. Pegou.
pegou, que ela queria, porque o Anderson tentava engravidar, a Flo acha que ele tinha algum problema lá, que ele não conseguia engravidar, ele não conseguia fazer filho nela, aí ela pegou e
Ele achava que o casamento deles... Primeiro, ele nunca se incomodou de ter criado os filhos dela, biológico, mas tinha uma distorção ali. Tanto que ele transava com a Simone, mesmo depois de casado com a Flor de Lis. Ah, e mesmo casado com a Flor de Lis, ele de vez em quando tinha contrato. Continuava.
Era assim uma forma familiar de swing. É. Uma coisa mais moderna. Eu acho que é um equívoco a gente dizer que aquilo é qualquer coisa ali seja familiar. Acho que a locução adjetiva não é essa. Porque eles se sentiam à vontade em fazer isso que escandaliza. Porque a gente considera família. Mas eles não consideravam família. Ninguém ali era família. Não era, por exemplo, tinha uma menina que chamava ele de pai, chamava a flor de mãe. Era tratada feito filha lá.
Mas, como eram muitos e tinha um problema financeiro ali, elas não trabalhavam, a menina, que era adolescente, tinha 17, começou a se prostituir, para poder ter o dinheirinho dela.
Tu ia e dormia na casa porque mora com a mãe Flo Era o abrigo E o pai Anderson Só que aí o Anderson Imagina que 50, 30 É uma fofocaiada Muitas intrigas familiares E aí descobriram
Um dos irmãos descobriu que ela fazia programa e disse, olha, eu descobri que tu faz programa, eu vou contar pra mãe Flo. Não, não faz isso que você expulsa. Então começa a transar comigo de graça. Aí o irmão começa a transar com a irmã. Aí daqui a pouco ela se cansa, não quer mais. E aí ela...
Ela diz que vai contar pro Anderson. Aí o Anderson vai lá e ele conta. Não, ela faz programa. Ele faz programa e vai lá e começa a transar com ela. Aí ela diz assim, ela transa uma vez. E aí ela começa a chantagear o Anderson. Diz assim, olha... Vou falar... Se você... Eu quero botar um silicone. Porque meus peitos estão ficando caídos. Se você não pagar esse silicone pra mim, eu vou contar pra mãe Flo.
Que você tá me comendo. Que você tá me comendo. Aí ele fala, nossa, não, calma. Eu vou pagar o silicone então, que aí você vê como é criminoso e criminosa. É uma ninhada, né? É uma ninhada de... Eu boto o silicone em você, com uma condição. Que quando você estiver com silicone, eu seja o primeiro a transar com você. Ela tá bom.
Queria que você falasse um pouquinho dessa coisa de cérebro e mente. Porque eu acho que as pessoas confundem. As pessoas acham que são o seu cérebro. Quando na realidade não são o seu cérebro. O cérebro é um órgão como outro qualquer.
Como coração, como fígado. A mente é outra história. E eu ainda vou mais além. A consciência é outra. É. Queria que você falasse. Quando eu fui fazer o doutorado, eu queria escolher um tema que fosse bem inédito. E aí nós estávamos tateando, eu e o meu orientador sobre isso.
E aí ele falou, André, existe um tema que só tem três pessoas no mundo que falam sobre, que estudaram sobre, que chama o problema mente-cérebro. Na neurociência chama o problema mente-cérebro. Falei, então é nesse que eu vou fazer. Ele falou, você é doida, fui só falar. Falei, mas é sobre isso. E eu acabei estudando meu doutorado exatamente sobre isso mesmo. Sobre o cérebro, que eu chamo de hardware, e sobre a mente, que eu chamo de software.
E que há uma dificuldade de entender essas duas perspectivas, né? É o que você falou, as pessoas se confundem, elas acham que elas são o seu cérebro. Graças a Deus não somos. E a neurociência, de certa forma, e aí por isso o meu doutorado em filosofia da mente e neurociências, mas tem a filosofia da mente por trás.
Porque a neurociência, eu, pelo menos na minha perspectiva, eu acredito que ela acabou fortalecendo essa ideia. Como ela dividiu e ela foi mostrando por áreas, então aqui é a área das emoções, aqui é a área do prazer, aqui é a área da gratidão, ficou parecendo que nós somos o hardware. Exatamente. O que não acontece. A nossa mente é um ente, é uma entidade à parte. E aí, na história do problema... Que precisa do cérebro como base para poder se manifestar.
Mas é outra coisa. É isso. E também há uma discussão se o cérebro gera a mente. Será que o cérebro gerou a mente? Acho que não. Essa é a minha opinião. É, eu também defendo isso no meu doutorado, que não. Então, assim, o cérebro é o hardware. É aquilo, é a máquina que a gente precisa.
E a mente, ela é o software. E aí a psicanálise entra nisso maravilhosamente bem. As pessoas acham que briga, que psicanálise briga com neurociências. Muito pelo contrário. Eu fiz exatamente porque são muito complementares. Porque quando eu penso na ideia de que a mente é um software, eu penso que eu posso desinstalar softwares e instalar outros softwares.
Então se eu tenho ali um trauma, eu posso ressignificar esse trauma pensando em software e aí pensando em cérebro de Turing. O primeiro computador nasce exatamente da ideia de uma analogia com o nosso cérebro. Então se eu tenho ali algumas questões, por exemplo, um trauma, eu posso ressignificar esse trauma. Ou eu posso desinstalar algumas questões e instalar outras questões.
Ou eu posso apagar uns programas, pensando em neuroplasticidade, e trazer outras perspectivas. Então, para mim, são tão complementares e eu acho isso tão bonito, porque aí eu começo a entender que também eu não sou refém disso.
Isso não te limita. É isso. Então pense na sua mente como um software. Então, de novo, para ficar bem fácil de entender. O nosso cérebro, imagina você comprar um computador. Ele está ali, virgem. Mas ele precisa existir. Há máquinas, tomadas, os processadores. A nossa mente são softwares. Alguns já vêm no programa, quando você comprou o computador. Já vem rodando. E você pode escolher, inclusive, se você quer que continue rodando.
E aí eu faço uma analogia, inclusive, sobre TDAH e autismo. O TDAH e o autismo, para mim, entram na mesma leitura. E por isso é considerado um transtorno e não uma doença. Porque, para mim, especialmente o autista, ele roda num outro sistema. É um iOS e um Android. O mundo foi desenhado para o Android, mas o autista é iOS.
Se você tentar fazer um iOS rodar no Android, ele trava. E aí a história do mundo neurodivergente. Por que o autista sofre muito? Porque o nosso mundo foi preparado para um software específico. Um iOS, um Android. E ele é um iOS. Então eu gosto muito dessa analogia, porque ela traz para o dia a dia essa explicação de forma mais simples. Então a mente é esse software. Algumas coisas já vêm instaladas. Aí a psicanálise vai falar lá dos sete primeiros anos da infância.
Essas coisas que vêm instaladas, eu posso modificar ou eu posso desinstalar, eu posso colocar na lixeira, eu posso reinstalar novos programas, eu posso repensar... Tirar os vírus, botar de volta. Vírus entram, são palavras que as pessoas te dizem durante a vida, situações que você viveu, traumas que você passou, são os vírus. Eu preciso ter um antivírus eficiente o tempo todo, aí vem a terapia, a meditação, o Blue Mind. Exatamente.
como esse antivírus que vai limpando esses vírus que constantemente podem vir entrando. A pessoa te manda um e-mail com o vírus. Às vezes a pessoa te fala uma coisa, ou numa relação, a pessoa coloca aquilo na sua cabeça, te faz questionar a sua própria autoestima, seus desejos, a sua sexualidade. Então, para mim, essa analogia é maravilhosa.
O cérebro é um hardware, a mente é um software. Os dois são complementares e o software depende do hardware. Um não é produto do outro, o software não nasceu do hardware, mas os dois são complementares e os dois precisam estar funcionando de forma...
que a coisa aconteça funcional. Então, no meu doutorado, eu estudo muito isso. E aí, eu consegui trazer isso para uma linguagem, foi aí que eu comecei a dar muita palestra, porque aí eu comecei a trazer isso para várias linguagens. Então, eu falava de neuromarketing, eu falava de neuroliderança.
Eu falava de tudo que você pensasse em neurociências. Ainda dentro do mercado corporativo, eu conseguia trazer essa linguagem. Então, por exemplo, em Neuro Liderança, eu falava muito quais os programas, eu falei muito disso no Conar, quais os programas que você está instalando na sua equipe? Tem líder que instala alguns programas que vai ferrar o seu negócio inteiro.
Principalmente se for na base do autoritarismo. É isso. Exatamente. Vai travar o computador da sua equipe. Outra coisa que eu falei muito também, baseado nessa ideia de mente-cérebro, é da dissonância cognitiva. E lá no Conar o povo ficou colhe desse tamanho. Falei, vocês chegam na empresa de vocês, aquela plaquinha emissão, visão, valor, vocês rasgam, tudo joga fora, segunda-feira. Se vocês não vivem isso, vocês estão criando uma dissonância cognitiva. E o cérebro, durante a dissonância cognitiva, ele opta por não acreditar.
Então, se eu falar que eu sou fiel e os meus filhos pegaram uma mensagem no meu WhatsApp de alguma situação, meus filhos vão optar, o cérebro vai optar por entender. Minha mãe trai. Não fala a verdade, né? Minha mãe é infiel naquilo que ela sustenta. O cérebro, na dissonância cognitiva, ele vai optar sempre pela negativa, porque ele não vai ficar nesse...
testando. Gasta energia. Isso. Então, olha como é maravilhoso. Eu brinquei com o seu assessor, meu professor falava, o Gustavo, meu professor falava isso no doutorado. Ele falava assim, André, eu morro de dó quando alguém te faz alguma pergunta porque você gosta tanto desse tema que você vai alugar a cabeça da pessoa duas horas. Ah, que isso.
E esse tema realmente é maravilhoso, porque ele explica a grande maioria das questões que a gente vive aí no dia a dia relacionada à mente, relacionada às nossas emoções, à nossa saúde mental. Então passa por essa perspectiva, a questão da mente e do cérebro e como os dois se conectam e acabam gerando essas condições que a gente vive aí. Ansiedade, por exemplo. Ansiedade passa muito por essa leitura. Eu não sei a sua opinião, para mim, e até fiz um curso um tempo atrás sobre isso.
A ansiedade, a gente não nasce ansioso. A ansiedade... A gente nasce com o sistema do medo. Isso. Soprar sobrevivência. Né?
Mas a gente nasce com o parasimpático atuando também, né? Exatamente. Eu faço analogia do avião. O avião, ele voa em condições normais. Caso haja uma urgência, quebre, e aí coisas acontecerão. O simpático, pra mim, é isso. O sistema que traz a questão da urgência, do medo, ele existe pra condições adversas.
Só que o que acontece no ansioso? Esse sistema travou. Ele funciona. O avião voa o tempo todo com máscaras caindo, com porta abrindo, com janela batendo, com aeromoça correndo. Isso é a crise de ansiedade, isso é o ansioso. Então, como voltar para esse parasimpático? Então, entra nessa discussão aí de mente e cérebro. Que tipo de software foi sendo instalado com o tempo em nós que foi nos deixando...
interferindo no nosso hardware. Deixar o simpático o tempo todo, só ele rodando. Ativado. Eu já passei por condições de ansiedade, especialmente durante Covid, quase morri de Covid. E hoje eu faço isso com muita sensibilidade, avaliar os softwares.
Então, existem alguns momentos da minha vida que eu paro e falo assim, peraí, se eu deixar isso aqui prosseguir, daqui a pouco eu entro numa crise de ansiedade. Então, eu não quero voltar a ser ansiosa, eu não quero entrar nessa história de novo. Então, eu preciso identificar os softwares que estão começando a querer ser instalados antes. Então, essa leitura, eu acho que ela facilita muito, ela nos traz... Muita clareza. Clareza e praticidade. E praticidade.
para o dia a dia, para a gente conseguir atuar nisso. Exatamente. E como que você coloca, que você falou, do cérebro, eu brinco que o cérebro é a lâmpada.
E a mente é a luz. Boa! Porque assim, uma coisa não funciona sem a outra. Boa! Se eu tiver a lâmpada ruim, mas definitivamente a lâmpada não é a luz que sai dali. Então, tem mais vida. Como é que se relaciona isso com o nível de consciência? Ou com o nível de espiritualidade?
Aí entra a grande questão. E é uma coisa da tua fé. E é uma grande discussão, né? Porque é outra coisa que eu estudei no doutorado também. O que é consciência, né?
Porque a gente confunde consciência com estar consciente. Que é diferente. É. Estar consciente é uma coisa, ser consciente é outra. Tanto que, eu falava muito isso, o animal, ele tem consciência. Sim. Ele não tem consciência da consciência. Exatamente. Ele sabe, ele só não sabe que sabe. Exatamente. Ele sente, ele só não sabe que sente.
Ele não tem consciência da consciência. Ele não tem consciência da consciência. Então, o que é a consciência? E aí, eu vou me permitir, mesmo tendo feito doutorado e pós-doutorado, nem se eu te dizer que, para mim, esse é um gap. Que ainda existe.
A consciência, para mim, é um gap. Eu não sei... Assim, nós fomos, e não à toa, o problema mente-cérebro. Chama o problema mente-cérebro. Ele esbarra aí e é até aí só que a gente conseguiu ir. E três outros pesquisadores dos Estados Unidos fizeram doutorado junto comigo também e só conseguiram ir até aí. A gente vai, mas chega num momento que essa consciência que a gente não sabe o que é, essa a gente não consegue muito falar sobre ela.
Eu tive um caso, Bia, muito assim, que me trouxe muito essa lucidez prática. Eu tive um aluno que ele sofreu um acidente e ele entrou em coma e depois ele teve um MC. Ele fez um MC, uma morte cerebral. Zero consciência. Todos os exames provavam zero consciência.
E aí ele ficou, eles fizeram os exames, ele estava em morte cerebral, permitiu que a família entrasse para se despedir dele, porque depois iam evoluir, deixar evoluir para o óbito. E aí a mãe, como foi meu aluno, a mãe e a irmã pediram que eu fosse na UTI com elas para se despedirem. Todos os exames não apontavam nenhuma atividade cerebral. As duas começaram a conversar com ele, ele chorava. Rios de lágrima.
Aí eu te pergunto, o que é a consciência? Porque a consciência, consciência que a medicina mede, que os aparelhos medem... Mas ali é um estado de consciência. Ele estava em coma. Ele estava em MC, ele estava em morte cerebral.
Mais do que coma. Sim. Tipo assim, mas, ou se a gente fosse falar um coma profundo, irreversível, né? Eu gostei disso que você falou, a consciência da consciência. É. Que aí é um outro patamar. Né? Porque a consciência em si ali não tinha. Não. Qual era a consciência que levou ele a chorar durante aquelas falas? Aquela despedida? É essa consciência que a ciência não responde ainda. Com certeza.
Essa consciência de... É o que você falou muito bem, da luz. Que é algo que a gente não toca, que é algo que... Mas é o que dá sentido. Sim. A lâmpada sem luz não faz sentido nenhum. Então essa consciência da consciência, essa me desafia. Porque essa, ela me dá a sensação de que ela é algo imaterial.
Tentar imaginar dentro do universo da criança como é que ela poderia ver aquela lei funcionando. Os princípios, né? Isso, aquelas sete leis. E foi uma experiência muito bonita, muito válida. Quais seriam essas sete leis, professora? Bem resumidamente, o primeiro princípio que você tem é do mentalismo, que diz que o todo é mente e o universo é mental. Ou seja, as coisas todas que são criadas nascem primeiro na mente e depois se concretizam. Na mente divina, né?
que é a Mahat, a mente cósmica, ou na mente humana. Mas primeiro, a mente, o pensamento, precede a concretização das coisas. E aí essa lei nos ensina a trabalhar com cuidado com os nossos pensamentos, porque a tendência é que eles concretizem o nosso dia de amanhã.
O segundo princípio é o da correspondência, que é exatamente esse que diz que o que é acima, há abaixo. O que há abaixo, há acima. É uma similaridade do que acontece no universo como um todo. O micro e o macro. Isso, aquilo que acontece com o ser humano. É uma grande preocupação, por exemplo, que a gente, ao tratar do nosso corpo físico, aprenda como se trata de um corpo, para que você possa usar esses mesmos princípios, por exemplo, para tratar do seu corpo mental.
Se você se alimenta de qualquer maneira, ingere qualquer alimento sem checar se ele está saudável, de boa qualidade, você se intoxica, pode morrer. No nosso plano mental a gente ingere qualquer coisa, sem nenhuma seleção. E não percebe as limitações que isso gera. O quanto pode trazer. Isso.
Isso em relação à música, a tudo. Notícias, pessoas. Há uma leitura, há um programa que você assiste, pessoas que você está ali. Um filme que você vai assistir só porque não tem outra coisa para ver. Às vezes se intoxica com coisas de muito baixa qualidade. Nosso corpo, a gente o purifica todos os dias através de um banho. Tira todas as impurezas, joga tudo aquilo que não é próprio dele fora.
Plano mental também não fazemos nada disso. E ficamos acumulando essas impurezas pela vida fora. Não sabemos limpá-lo. Que levam a gente a ter tantos pensamentos negativos. Detox. Fazer o tal do detox. O pessoal já faz detox para o físico, mas não faz para mim. Então o princípio da correspondência tem essa vantagem de você poder partir de um plano conhecido e avançar sobre o desconhecido com as mesmas leis.
entendendo os mesmos princípios que você aplica aqui, aplicando lá e você vai ganhando novos territórios, vai aprendendo sobre novos territórios. Vai selecionando, né? Fantástico. Ativamente. O princípio da vibração é o terceiro, que diz que o universo inteiro tudo vibra. É claro que é importante entender que quando a gente fala tudo vibra segundo o Egito, não é vibração em hertz.
É a vibração da consciência. Todo o universo teria algum grau muito incipiente que seja de consciência. E a consciência vai evoluindo, acelerando a sua vibração. Então eles falam de uma coisa muito bonita, porque se você considera desde o objeto mais denso, mais material... É uma pedra. Isso, uma pedra tem uma vibração. Só que tem que ser imperceptível, porque a massa é muito grande, né? A gente sempre fala isso. Com certeza, se você tem um relógio de quartzo, o que é que está funcionando aí? A vibração do quartzo. Exatamente, do quartzo.
Então você vai desde a matéria mais densa até o espírito mais sutil, até o próprio Deus. Então é uma aceleração desse processo de consciência. Menos matéria e mais vibração. Isso. Então você tem esse espectro de desenvolvimento. E dentro disso você teria que encontrar aquilo que a gente chama de nome interno. Quem é você?
Você é o nível em que a tua consciência está vibrando. E é muito importante a gente perceber quando é que a nossa consciência se põe na ponta dos pés. Qual é o mais elevado que ela logra atingir. Você vibra diante de um belo texto? Você vibra diante de alguma coisa que toca a sua alma? Um belo gesto? Uma bela atitude? Aonde a sua consciência chega quando se põe na ponta dos pés? Isso é o teu nome interno.
E procurar acelerar essa vibração. Porque eu me sincronizo, né? É, de maneira mais elevada, aquilo que eleva a tua consciência até o ponto máximo que ela atinge. E procurar sutilizar isso, avançar. Eu sempre digo que se você pegasse um filósofo do passado e trouxesse para os dias atuais e ele te perguntasse quem é você, ele estaria perguntando o teu nome interno, a tua vibração. Diante de que você vibra. Isso é você, nesse momento. Exatamente. E a ideia era acelerar essa vibração.
Isso, então, é o princípio da vibração. Aí nós temos o princípio da polaridade. O princípio da polaridade eu sempre ilustro com o termômetro. Ele diz que semelhante e dissemelhante são iguais em natureza e diferentes em grau. Então, se você pega, por exemplo, o calor dentro de um termômetro e o frio, eles são variações de uma mesma realidade, que é a temperatura. Portanto, como eles são variações de uma mesma realidade, você pode permutar um pelo outro.
Você pode esquentar o frio. Você pode esfriar o calor. E esses atributos são relativos também dentro dessa escala. Se eu pego uma coisa que eu considero quente, se eu subir um pouco mais diante desse calor, esse aqui se torna frio.
Essas coisas podem ser permutadas de um lado para o outro se são de uma mesma natureza. Da mesma natureza. De uma mesma natureza. Você não pode trocar o frio pelo macio. São duas coisas diferentes. Não é a mesma natureza. Isso, mas o frio pelo quente. Então, quando você entra dentro de um espectro de consciência humana, você pode deslocar a sua consciência de uma polaridade para outra por um ato de vontade. Mas sei pelo duro.
Isso, você pode, por exemplo, dentro de um espectro de fenômenos afetivos, deslocar um ódio num amor. Com certeza. Perfeito. Simplesmente focando na polaridade oposta e acelerando a sua vibração até chegar lá.
Essas duas coisas são permutáveis. Então, em qualquer polaridade onde você se localiza de uma maneira desfavorável, ou seja, eu estou com um sentimento de ódio. Isso não é favorável para a minha evolução. Eu posso trabalhar através de um ato de vontade para trocar essas polaridades. Ativamente, né?
Isso, de tal maneira que você reconstrói a si próprio. Todas as polaridades que não são favoráveis para o crescimento humano, para a expansão de consciência, podem ser revertidas para o outro lado, para um ato de vontade. De tal maneira, como diz aquele verso tão interessante, as pessoas precisam te conhecer novamente. E você vai revertendo todos os elementos que te limitam.
E esse é o princípio da polaridade. Aí vem o ritmo. O ritmo fala do pêndulo. Basicamente, a imagem que eu coloco do ritmo é o pêndulo. Que diz que tudo o universo oscila em ciclos de ida e de volta. Que essa oscilação do pêndulo, se ela oscila X para cá, tende a ser X para o outro lado também.
Todo o universo oscila, então são dias e noites, primavera, verão, outono, inverno, infância, adolescência, juventude, velhice, ou seja, toda a natureza é cíclica. E você pode encontrar dentro desse movimento do pêndulo aquilo que tradições orientais chamam do caminho do meio, a retação, que é uma ação mais sóbria e mais profunda e mais prolongada, ou pode ficar oscilando nesses opostos.
Não sei se vocês ouviram já aquele ditado popular, minha avó usava muito, que dizia que dia de muito riso é véspera de muito riso, lembram disso? Sim, sim. A gente, quando estava muito feliz, ela estava muito feliz daqui a pouco.
Se você está muito eufórico, por um lado, a tendência é que a tristeza venha do outro lado. Venha, exatamente. Agora, a verdadeira felicidade é uma coisa sóbria, que está no meio do caminho. Ela é sóbria, profunda e sustentável. Ou seja, os sentimentos das pessoas que foram mais maduras, mais profundas, se você pegar, sei lá, um ser, um Buda, um Confúcio, tinha um compromisso muito grande com a humanidade. Ou seja, tinha amor. Exatamente. Mas um amor...
discreto, sóbrio, profundo e duradouro, que determina toda uma vida. Então é a busca desse centro, desse equilíbrio. Se colocar acima das polaridades do universo manifestado, buscando esse centro. Independente do que está ao redor. Isso. Você pode manter isso. E existe o princípio, depois disso, é o princípio do gênero.
Do gênero. Exatamente. O gênero não é necessariamente sexo. Gênero, o sexo é a manifestação do gênero em seres orgânicos. Mas o gênero atua, por exemplo, no polo positivo e negativo de uma bateria elétrica. Claro. Ou ele pode ser projetado, por exemplo, nos elétrons e prótons de um determinado átomo. Ou seja, é a harmonia por oposição.
que acontece em todos os planos do universo. E segundo essa tradição, tudo o que se cria, cria-se através do princípio do gênero. Ou seja, você harmoniza por oposição dois elementos e nasce um terceiro, que contém o melhor desses dois.
tese, antítese, síntese dialética então o princípio do gênero ele vai nos mostrar como trabalhar com a criação, harmonizando por oposição, não excluindo harmonizando por oposição e a partir desse aprendizado que a harmonia por oposição gera, criando novo, partindo para coisas cada vez mais elevadas, que podem ir evoluindo esse novo no processo
Evolutivo de busca, né? Busca de valores. Imagina se você tivesse um espírito de aprendiz e soubesse que não é dono da verdade.
Cada ser humano que passasse por você, você tivesse aquela empatia de entrar no marco psicológico dele e ver o mundo como ele vê. Você acrescentaria uma visão totalmente diferente, um novo ângulo desse prisma, de tal maneira que você estaria mais completo, veria o mundo de maneira mais completa graças à pessoa e ela também graças a você. Ou seja, os dois sairiam maiores desse encontro.
Agora imagina você todos os seres humanos que passam pela tua vida se te fizessem crescer, devido a tua humildade de saber que não é dono de nenhuma verdade, e esse ânimo de aprendiz de querer estar sempre expandindo, do tamanho que poderíamos chegar. Isso é princípio do gênero. Agora o gênero tem um subprincípio que eu acho muito interessante, que é o gênero mental.
O gênero mental diz que existe dentro da nossa mente, todos, homens, mulheres, todos, existe uma mente masculina e feminina dentro de todos nós. Em todos nós. Em todos nós. A mente masculina é aquela que tem uma ideia original, e essa ideia original é como se fosse uma semente que insemina a mente feminina. Essa mente feminina pega essa ideia original e começa a desenvolver, nutrir, dar corpo.
Até que aquilo toma uma certa estatura e vem à luz. Se torna uma atitude, uma postura na sua vida. Então o processo acontece, essa ideia original vem de uma reflexão da sua vida, de uma percepção profunda que você tem dos acontecimentos, de uma inspiração, de uma intuição, vem de dentro ou de fora. Você elabora uma ideia original e com isso fecunda a sua mente feminina. Acontece que em um... Que vem o processo do desenvolvimento sobre... Materializar. Materializar.
Acontece que em muitos casos, essa semente da mente masculina vem de outras pessoas e não tua. É muito comum que as pessoas influenciem os outros assim, jogam uma ideia, como quem não quer nada, jogam uma ideia. Aquela pessoa recebe essa ideia e muitas vezes esquece que não é dela.
E começa a desenvolver aquilo e dar um corpo àquilo. E quando vem a vida, é minha. Fui eu que criei, fui eu que gestei. E não é. Se você voltar lá atrás, a ideia inseminadora não foi tua. E vem de todos os lados. Às vezes vem de um outdoor, de uma coisa que você ouve, de uma opinião que você viu. É como se tudo estivesse no universo e às vezes se materializa. Aqui e aqui vai se propagando.
Isso seria um processo natural, mas o que se diz é que se usa muito para manipulação isso. Jogar ideias para que as pessoas desenvolvam, mas sem saber que não são delas. Eu entendi. E elas vão reproduzindo isso. Isso, ele usa no livro, inclusive, um exemplo que eu acho muito bom, que é o ovo de cuco.
Ovo de coco. É, o passarinho, o coco, ele tem uma mania de tirar os ovos do ninho dos outros, né? Joga tudo fora e coloca o dele ali. Aí você pega um pardalzinho e fica chocando o ovo de coco, que o coco é um passarinho grande. Quando nasce, ele diz, é filho meu, fui eu que choquei. Sim, sim. Então, nós temos dentro da nossa mente, muitas vezes, os ovos de coco. É como se eu chegasse para você e dissesse, eu acho que ele não gosta muito de você.
E vamos embora. É uma impressão minha só. Não leva muito a sério, mas eu acho. Vamos embora. Você nunca mais me vê. Mas você começa todos os dias. E hoje ele não me cumprimentou. Olha, hoje ele passou por mim e virou a cara. Olha, não sei o quê. É quase como se fosse a base da manipulação. Isso. Você vai gestando um belo dia e isso vai gerar um rompimento com ele. Mas você vai achar que foi você. Entendi. Você não vai lembrar que um dia eu ensinei isso em você. Que aquilo foi...
Semeando discórdia O semeador de discórdia Aquela pessoa que vai sutilmente Falando de um, falando de outro Apostando numa Desunião, numa quebra Muitas vezes uma coisa mais institucional No sentido de querer gerar uma massificação Uma tendência das pessoas pensarem Todas iguais
Ou um desejo também. Que é o que a gente tem visto muito. Então, o mecanismo de manipulação é muito importante que a gente, em determinado momento, pare, olhe para dentro da nossa mente e se pergunte com toda honestidade, qual dessas ideias são realmente minhas? E qual delas foi inseminada por um cuco? Por um cuco, exatamente. Então, esse princípio eu acho ele muito interessante. Inclusive, a responsabilidade da gente gerar ideias próprias.
refletir a respeito das coisas, extrair daí um conteúdo profundo, gerar ideias próprias. Muitas vezes a gente recebe coisas altamente nocivas. Muito. E passa isso para a vida, inclusive reproduz para outras pessoas. Por exemplo...
Muitas vezes eu tenho visto na mídia em geral a ideia de que a humanidade é um caso perdido. A humanidade não tem jeito. A humanidade é corrupta, é violenta, é ambiciosa, não vai mudar, não tem jeito.
Eu acho isso muito mórbido, porque você acreditando em si próprio já é difícil crescer, sem acreditar, sem chance. Agora imagina, eu recebo essa informação e tomo como verdadeira. Se ao invés de fazer isso, eu recebesse essa informação conscientemente e dissesse, vou checar, vou olhar a minha vida. Se eu considerar a minha vida ao longo de todos os anos que vivi,
95% ou mais das pessoas que eu conheci eram pessoas boas. Muitas vezes não eram excepcionais, mas estavam ali cuidando da sua família, só querendo criar os seus filhos, não queriam mal para ninguém. 95% das pessoas. Concordo com você. Menos de 5% eram pessoas tão más assim. Bem menos do que isso. Mas a notícia é feita em cima daqueles 5%.
Pois é, agora como é que eu me deixo convencer que 100% da humanidade não presta quando a minha experiência pessoal me diz que 95% das pessoas eram pessoas de bem? Por que eu troco a minha experiência pessoal por uma informação que vem de fora? Uma coisa positiva e levar para um lado negativo. Por que eu não desenvolvo essa reflexão?
Por que não penso a respeito de tudo aquilo que eu recolhi no mundo? Por que não tenho esse laboratório interno onde eu crio as minhas próprias ideias? Como se a minha mente masculina estivesse inativa. Eu fico recebendo sementes de fora o tempo todo. Não tenho uma identidade própria, não tenho uma postura diante da vida.
Não tem essa reflexão, né? Isso, o hábito da reflexão, que é muito estimulado pela filosofia. Exatamente. Não tem aquela coisa crítica. Eu não reflito, eu absorvo, em geral, as pessoas absorvem o que está pronto. É que nem comida pronta.
É só uma esponja, só vai sugando, sugando e não vai... Mas geralmente não é uma comida saudável. Aquilo está pronto em cinco minutos, mas também em cinco minutos também já está digerido e destruindo a gente por dentro. Imagina você o conflito de identidade quando uma pessoa se pergunta, quem sou eu?
As minhas ideias não são minhas. Os meus sentimentos muitas vezes são recebidos do coletivo também, não são meus. O que é meu aqui? O que é de minha autoria? O que eu criei? Qual é a minha verdadeira identidade? Isso é uma coisa terrível, porque dentro de nós existe algo ansiando por nascer, por deixar a sua marca no mundo. E a gente, ao invés de fazer isso, bloqueia essa essência e cria uma identidade que é um reflexo do mundo exterior.
Uma capa, uma sobrepersonalidade, que é um reflexo do que existe no mundo exterior. É claro que existe um conflito entre esses dois mundos. Uma angústia terrível, como se fosse um parto. Tem algo dentro de nós querendo nascer e a gente não deixa ele acontecer. Impedindo, né? Isso. Eu acho que isso hoje está muito mais visível.
pelo fenômeno das redes sociais, da internet. Eu vejo pessoas que literalmente sofrem em estar passando ali a rede social porque acreditam que tudo que está ali, aquela pessoa é um exemplo.
Não existe isso. Você já se deparou com isso? Jovens, então, é absurdo. Eles começam a seguir uma pessoa, seja lá qual for, e acham que aquela pessoa é tipo, quero ser aquela pessoa. E aquela pessoa é o personagem, em geral. Porque as pessoas estão sempre super bem, estão sempre maravilhosas, estão sempre bem malhadas, bem nutridas, bem não sei o que, e de repente vai ser um belo dia, falando, tirou a vida.
porque um personagem não se sustenta. Uma hora isso quebra.
E nem esse negócio de plástica que botou, que fez, enfiou, não sei o que. Não adianta mesmo. Cada um vai envelhecer de um jeito. Cada botox vai fazer um efeito. Um efeito, exatamente. Cada boca dessas bocas de plástico vai ficar... Eu vou deixar ficar do jeito que tá. Porque eu vou envelhecer. Eu não envelheci por isso mesmo. Porque eu não quis rejuvenescer uma coisa que ainda tá jovem. Eu não vou fazer nada de ruga, porque eu não tenho ruga.
Eu gosto de gerente para conversar. Não quero aparelhos, eu quero alegria e eu quero...
A casa no campo eu já tive. A casa no campo você já teve. Fui muito feliz com ele, por causa dos animaizinhos, né? Não, mas você fala, inclusive, do teu primeiro marido, que foi bem traumático. O Regis foi. Mas você, eu já te conhecia, você, quando ele tava mal, você mandou trazer ele pra dentro da sua casa. Foi. Com a mulher dele, pra vocês passarem o Natal, a família toda.
Essa questão de família conjugada. Menino, que mania que eu tenho, meu Deus. Você estava lá. Aquele homem que você falou, ele foi isso, foi aquilo. Estava lá no Natal da sua casa. O CTI montado lá no quarto. A mulher dele lá. A mulher é minha melhor amiga também, a Sandra. Exatamente. Isso é uma família...
São diversas formas de família. Mas eu dei essa alegria pra ele. Porque ele nunca tinha entrado na minha casa, nunca passou um Natal. Porque é o seguinte, eu ia ter que passar o Natal com os pais da mulher do meu filho, que era a primeira mulher. Aí eu falei, não, não quero, não quero, não quero. Não quero ninguém, só quero você. Aí o meu filho falou, então, mamãe, você não vai me ter. Porque eu vou ficar com meu pai. Não, e o pai? Ele, meu filho, tinha que passar com a mãe e o pai da mulher dele. Na época, tá.
Porque na época as mulheres mandavam. Quer dizer, continuam mandando. Eu continuo mandando. Mas o meu filho não manda nada. Ele não aprendeu. Dependendo da situação, você tem que, ora, mandar um, ora, mandar outro. Mas vem cá, filho de quem é, está certo. Aprendeu a obedecer as mulheres. Exatamente.
Aí ele falou, ela disse que não veio se não vier o pai e a mãe. Eu digo, então tá bom. Você quer chamar o pai e a mãe? Então eu vou chamar o seu pai. O seu pai. Porque você merece ter o seu pai aqui. Ele nem acreditou, né? Achou que era um milagre que tava acontecendo. Ninguém acreditava. Aí ele chegou e eu já me dava um pouquinho com a santa. Eu achava uma maravilha aquele homem. Chato do jeito que ele era. Ter uma mulher boazinha. Eu ficava tão feliz. Você tá limpando o karma dele.
Não achava nada. Ele, claro que deve ter sido um marido ótimo com ela, mas ela é muito querida, eu sou amiga dela até hoje. Sim, até hoje. E eles têm um filho juntos. Família compartilhada. Isso. Que isso é uma coisa agora que se fala. Eu comecei a ver que deu certo. Eu chamei, eu mesma não sabia onde pisar e tudo. Aí, quando a primeira mulher do meu filho casou, eu quando vejo, eu tô lá no Haiti, no Haiti, tô lá na Índia.
Eu tô com oito pessoas, eu olho pra trás e digo, mas por que eu sou sozinha? Eu tenho um filho, aí eu tenho a mulher do ex-mulher, a mulher atual, o marido da mulher que era mulher. Eu ando com doze pessoas, é? Exatamente. E vão doze pessoas pra minha casa. E tudo é família. E tudo é família. É a tal da família compartilhada. Você já fazia isso há muito tempo. Há muito tempo. Agora é moda, mas você já fazia isso há muito tempo. Mas eu já fazia, não sei, acaba caindo lá em casa.
Uma lembrança. Se você fosse uma lembrança, qual é a lembrança, Suzana Vieira? Qual é a lembrança que eu tenho, né? O sua, ou da humanidade, qualquer.
Um barulho que eu nunca mais vou esquecer, quando eu estava no hospital, que minha mãe estava morrendo, não estava morrendo ainda, ela ia ser operada do cérebro, porque ela teve câncer. E eu estava no quarto com uma cantora paulista chamada Miriam Batucada, que ela tinha parado no hospital. Miriam Batucada, lembro. Ela estava no quarto de hotel, de hospital, não sei porquê, que ela estava gripada, e a gente estava as gargalhadas e tudo. Minha mãe estava em outro quarto e me avisaram, sua mãe está indo para a sala de cirurgia.
E aí eu fui com ela de mão dada e ela disse assim, toma conta da Sandrinha pra mim. Que é a sua irmã mais nova. Que é minha irmã mais nova. Toma conta da Sandrinha pra mim. E ela foi embora. Pra cirurgia. E não voltou nunca mais. E quando a minha irmã Sandrinha ficou no corredor esperando ela voltar.
E, de repente, eu continuei no quarto com a Miriam Batucada, rindo, falando de besteira, ela tocava violão. Eu ouço um grito, um grito fortíssimo. Um grito que era da Sandrinha. Como ela deve ter sofrido, tadinha.
Mas engraçado isso, né? Você assumiu esse compromisso com a sua mãe e a gente vê isso até hoje. Ela deve ter sofrido, cara, nessa hora. Ela deu um grito. Aquela coisa de animal ferido, né? Animal ferido. Ela tava no corredor vendo. A médica subiu e contou. Cadê sua irmã? Tá no quarto da Miriam. Ela falou, sua mãe se foi. Menina, eu ouvi esse grito, não sei a quantos metros, não vou dizer quilômetros, que é mentira, metro de distância, e eu nunca mais me esqueci desse grito dela.
E eu não pude fazer nada por ela, para ela não estar triste até hoje. Ela está triste até hoje. Então, isso para mim é definitivo de acontecimento. Esse grito, né? Esse grito parado no ar, né? É como se parou naquele tempo, né?
E o sofrimento dela, porque nem eu gritei e nem eu chorei tanto, e pra mim é a pior coisa da minha vida, foi minha mãe ter morrido, pior coisa da minha vida. E cedo, né? É. Muito cedo. Ela tinha 42 anos. É, muito cedo. E deixa eu ver, o que mais? Isso é uma coisa triste. E eu me lembro que eu fiquei impactada. Eu devo ter ficado impactada. Eu não tive impacto com o negócio de falar que o melhor dia foi o dia que nasceu o meu filho. A gente nem lembra.
Vamos falar a verdade. Ah, meu Deus. A gente ter filho é a coisa mais natural do mundo. Os bichos têm filho, as mulheres têm filho. Eles fazem tanta fantasia em volta de você ter maternidade, de você ter um filho. Eu acho isso uma palhaçada, sabe por quê?
Porque é normal ter filho. Você está falando uma coisa genial, né? Tem agora duas mulheres, até que depois eu quero ver, chamar uma delas, que começou a falar sobre maternidade desglamorizando. Até para tirar a culpa das mulheres. Porque, assim, muitas mulheres têm depressão pós-parto, muitas mulheres sofrem na gravidez, e aí ficavam se sentindo culpadas, do tipo assim, isso era para ser o melhor momento da minha vida, eu estou querendo morrer.
Então é isso que eu estou te falando, não é isso? Humanizando uma coisa. Isso não quer dizer que não vai ser boa mãe, não quer dizer que vai amar. Claro. Vai amar, mas aquilo não é um momento, muitas vezes, de glória, não é. De valorizar, de prazer. Os índios não têm filhos indígenas.
Todos os pobres da África têm filhos. Todas as pessoas pobres têm filho. Todos os ricos têm filho. Por que parece que tem uma coisa? Ela está grávida. A fulana vai ter um filho. Aí a imprensa acompanha. Isso muito em glamour em relação a nossas brasileiras.
Eu acho isso desnecessário, porque eu tenho um filho de 60 anos que vai fazer esse ano, 58. Não tenho a menor ideia como foi. Eu me lembro que doeu muito, porque eu tive parto normal. Porque a gente não tinha direito... Não, e não tinha essa coisa de cesariana. Não, e cesariana era caro, eu acho. Eu não podia pagar cesariana, não. E doeu muito, porque ele estava com a cabecinha ao contrário. Entendi, não tinha virado. Então, teve que fazer manobra. Eu não sabia que vira com a mão.
é, a manobra um bom médico, né ele faz ele era meu cunhado era meu cunhado por parte do pai mas é isso daí me lembrar de ser o melhor momento foi o dia que nasceu o seu filho, não
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são mulheres que abraçaram a causa gay antes de ser moda. Eu sei. Ela perdeu muito amigos com a minha vida. Sim, sua mãe, Fafá. Lilia, Hebe. Hebe? Rogério. Rogério. Rogério viu com 15 anos, em Ribeirão Preto. Falei, é possível ser isso. Eu tenho um quadro em casa chamado As Mulheres da Minha Vida. Às cinco ali. Às cinco. E meu amigo bordou com aquelas pedrinhas. Sim. E elas sabem disso.
O fato de eu fazer o show agora, a Nani canta a Fafá, sob medida, é uma homenagem para a homenagem já a ela. Fafá é a liberdade, pelo toque de visão de vida que elas nos deram. E a Fafá tem uma coisa... São mulheres que acolheram antes de ser moda, porque hoje em dia é moda ser amigo de trans, de gay, é moda de gay. Exatamente. Elas não têm esse compromisso. Elas, pelo contrário, eram retalhadas por ter muito amigo e defender a causa. Exatamente.
Então não tem como, entendeu? E o palco, a Rogério, por exemplo, eu vim entrevistar a Rogério a primeira vez no Rio de Janeiro, eu estava na G Magazine. Eu falei, Rogério, qual é o lugar do Rio que você não conhece? Ela falou, seu segundo morro do Pão de Açúcar. Vamos lá.
o segundo morro. Eu toda montada com o saltão, você conheceu a história, como é que era, falei, tava no carro, a gente peguei ela no Leme, ela deu pro lado e falou assim, você tem mãos bonitas, quantos anos você tá? Eu falei, 33. Aí você, você tem apartamento? Falei, acabei de comprar. Muito bem. Falei, dos 30 pode passar, dos 40 não pode faltar.
Rogéria. E a Rogéria, a gente foi... Eu tinha a Rogéria como uma mãe. A Rogéria, a gente viajou o Brasil fazendo um show chamado Encontro das Divas. Um grande Murissa, que é daqui do Rio, mas mora em Fortaleza há muito tempo, já de Ciro Santos, nos uniu no palco. E eu tinha a Rogéria como uma mãe mesmo. Levava na coxia de sapatilha, põe um salto, dava a volta, a gente se encontrava no palco juntas. Fizemos a Praça Nossa juntas, as amigas. E os últimos dois shows da vida dela...
foram comigo. Que honra, né? Fui em Itajaí, fui em Danópolis. Chegamos no dia do aniversário dela, vi que ela estava com a unha por fazer. Ela já estava doente. Achei estranho, né? Achei estranho. Foi a Rogéria, você está com a unha por fazer? Sabe, pois é, não fiz, tal. E o cabelo não pintou a raiz. Ela me espelha e falou assim, olha, estou cansada de ser Rogéria.
Ali eu vi que tinha coisa errada. Eu falei, o que é isso? Ela falou assim, ah, eu tive uma alergia à maquiagem. Eu ia fazer o lançamento do filme na TV, não sei aonde. E aí eu usei a maquiagem. Não era, já era o fígado. A manifestação. É, que ela tava com câncer no fígado. De fígado. Ou no rim, no rim. Porque 15 dias depois ela foi internada com infecção urinária. É, porque infecção urinária foi isso mesmo. Aí ela foi internada, depois saiu. Aí quando ela voltou, depois eu vou citar de novo aqui na barra. Eu peguei o avião quietinha. E vim visitá-la.
Tem uma foto que o Haddad, que era o produtor dela, estava ficando na época. E aquela tarde inteira, estima da cama, ela levantou, puse ela sentadinha no sofá, comeu e tal. Ela pegou a minha mão e falou assim. Eu sabia que você gostava de mim. Mas eu não sabia que era tanto. Eu não sabia que você nem amava, né? Muito obrigada.
Tem momentos na sua vida que você passa e que você fala assim, eu já vivi isso. Eu saí do hospital, mas eu saí aos prantos que eu sabia que eu não vivia de novo. Que era a última vez. Passou uma semana, morreu.
E eu tinha feito um show em Pós-Caldas, no festival de inverno, chamado Júlio Fest. E o meu sonho, eu tinha levado ela uma vez em pós, eu tenho que ir, obrigado. E eu ia fazer um show com ela, no festival de inverno, festival de inverno. E o teatro esgotou facilmente e tal, e ela estava internada. E eu não acreditei que ela não podia.
Aí eu chamei a Fernanda Carrara, amiga minha, a minha adição de nova vista, não, tá bom, pode deixar, e a Fernanda Carrara foi substituir, eu emocionei muito, tal, fez um vídeo, mandei pra ela, tal, e eu peguei o cachê dela e mandei o cachê dela. Tá certo. Tá aqui o seu cachê, porque a publicidade foi feita com o seu nome, e é o único modo que eu tenho de reverenciar você.
Quando a vida vai tirando pessoas que você se inspira tanto, você vai sentindo um pouco a tua fogueira menos acesa. E é por isso que você tem que o tempo todo alimentá-las com outras situações. Porque senão, sabe o que acontece? Você vai perdendo o pedal. Porque quando eu falo de Rogéria, eu não falo só da Rogéria, eu falo da força de libertação que ela teve. Quando eu vi ela em cena, eu falei, é possível ser assim. É possível fazer isso. E não teve outra inspiração.
Agora, que coisa fantástica. Todas as pessoas que você mirou vieram pra você. Vieram. Que força é essa, né? É Deus. É como se fosse uma melodia que vibra na mesma sintonia e uma hora chega. Vem, vem, vem e vem. Exatamente. Como diz a música do Scania, que o caminho só existe quando você passa.
Então você tem que fazer o possível para ele existir. Por isso que tem que ter fé. Você tem que trilhar, né? A fé serve para uma coisa, para você acreditar numa coisa. A fé serve para você ter uma ligação muito tênue, muito íntima com o impossível. Porque aos olhos do mundo, por exemplo, eu sou prova disso. Eu vivo de uma profissão que na minha região sequer existe.
Até posto da coisa funcional Porque eu posso dividir com o estado de São Paulo Passou posto pra frente Eu falo isso de boca cheia É porteira fechada Mas é Serrania não tem esse hábito Eu tenho amigos de infância que vão morrer Sem entrar no teatro Quando ela descobriu o câncer no mês de dezembro Eu tava com tudo certo pra ir pro Rio de Janeiro E aí eu falei pro médico Mas doutor, nós marcamos o final de ano no Rio de Janeiro O Réveillon, meu irmão ia conhecer a Colombo E aí
E aí ele falou assim, primeiro opera, depois vai, porque pode ser que ela não seja viva até lá.
Porque aí eu podia talvez carregar uma culpa e te falar assim, ai, temorim demais e não trouxe. Entendeu? Mas teve uma ordem médica. Teve, teve uma ordem médica. E aí não trouxe. Então, quando eu entrei na Colômbia, e talvez que eu entre, eu chego no Rio de Janeiro, eu falo, cidade maravilhosa, cidade maravilhosa. E essa tem muitos problemas, tem. É que eu sou muito romântica, posso ser um pouco a... E eu me agradeço muito, porque uma amiga minha falando, você tem que fazer tudo em 60, porque você com 50 e poucos anos, você tá fazendo coisas que ninguém faz mais.
Quem tem esse pique? Você não cansa. O meu porteiro, meu pai, só tabaia, né? Uma é trabalhadeira, só é trabalhadeira. A linda na água, o interesse, só uma vez, a Nani é trabalhadeira. Ainda cabeça, a Nani é trabalhadeira. Pessoal, a Nani não para! Gente, avião, oi São Paulo, hello, hi, botão, teu amigo meu, que é de Uberlândia. Não, Nani, eu canso só de ler. Só de ver, só de ver. São Paulo, bye, bye, Portugal.
Agora, por exemplo, vou fazer Portugal, vou fazer Irlanda Mas enquanto você está funcional Que eu digo que existe uma beleza Que não é É de ter o teu corpo funcionando Isso é uma beleza E chegou a que você deixa de funcionar E sabe uma coisa que eu pergunto muito Parece loucura minha A gente nunca sabe quando vai ser a última vez Nunca
Ninguém vai saber. Eu tinha uma prima que morreu com 80 anos e ela morreu de Alzheimer, encerrania. Eu cuidei muito dela até onde pude. Depois da pandemia, eu não pude cuidar tanto mais, porque a gente podia viajar. E eu fui fazendo popstar aqui, eu cheguei a viajar para lá mais de 15 vezes. Meu irmão João ia buscá-la, a gente contava impostos, depois eu levava e voltava para São Paulo. Então o João ia buscá-la, eu ia buscá-la, eu consultava, depois eu vinha para São Paulo, o João levava.
Ela foi uma mulher muito culta, foi a melhor professora da cidade. E assim, dói, Ana Beatriz. Você é uma pessoa que foi um crânio de inteligência. A melhor professora que montou gerações. O ato de ir ao banheiro daqui até ela curtindo. Ela não sabia o que estava fazendo nas calças. Não sabia, exatamente. Não sabia. Então, eu fiquei com a conversão assim. Quando é que ela atravessou a rua que adorava ir na padaria comprar uma sozinha de trânsito? E não... Quando é que ela fez a última vez e não sabia que era?
E essa coisa do Alzheimer é enlouquecedor, porque você vê uma pessoa se desmontar. E se a gente pensar que as memórias da gente constituem o nosso ser, você fala, onde está isso? Por isso que eu não perco o ânimo de pegar um avião e baixar aqui no Rio de Janeiro e pegar o boy na porta do shopping, dar a volta na Vila das Américas, entrar no Hotel Dumas, ser feliz e falar assim, estou voltando para São Paulo.
Eu vim aqui só pra levar um tiro na coruja. Na coruja! Você vim aqui só pra isso? Eu vim aqui para isso. Eu vim para isso. Eu vim para isso. Eu já fiz isso em Belo Horizonte. Eu baixei em Belo Horizonte. Não dava tempo. Fiz um estacionamento. Vai que vai. E vamos que vamos. Porque pode ser a última vez. Pode ser a última vez. Você não sabe qual é a última vez.
A consciência surge primeiro no coração, porque é o primeiro órgão a se formar. 21 dias depois da fecundação, 3 semanas. Depois forma o sistema nervoso. E o coração se forma na posição mais cefálica. Porque já é uma coroa. Coroa é coração. Sim. É que está na parte superior. Coroa. Chaca coronário é coração. Porque o coração vem aqui e depois ele desce.
Então, e a gente se percebe no coração, grita no espelho, olhando nos seus olhos, eu, eu, eu, eu, você se acha no coração, você não se acha na cabeça. E o coração, quando ele desce para o tórax, ele deixa toda a sua representação na circulação do cérebro, que praticamente o cérebro tem um coração lá dentro de tanto vaso sanguíneo.
Sim, seria quase que o sistema límbico ali, né? É, o que acontece, um neurônio no sistema nervoso não funciona sem ter um vaso sanguíneo. Então você imagina a quantidade de vaso que tem. Muitos. Bilhões. E questão da consciência? Pois é.
Eu costumo entender o seguinte. A gente tem os nossos problemas e a gente analisa a nossa mente. Pensa você. Você pode dizer o que passou pela sua mente, de bom, de ruim, ontem, hoje. E você é capaz de analisar, foi bom ou não foi, o que transitou pela sua mente. Então você não é sua mente. Não, eu sou o que observa. O ser que analisa ela. Com certeza.
Pronto, então você começa a se pesquisar, você começa a se achar. Até você chegar naquilo que Carl Gustav Jung vai chamar de self, ou eu profundo, ou aquilo que Jesus falou, vós sois deuses. Jesus não falou, vós sereis deuses. Ele falou, vós sois, agora. Porque nós temos esse ponto de identidade absoluta com Deus, que é a nossa parte luminosa. Que a gente precisa se lembrar disso. Mas isso você chama de consciência? Consciência.
A consciência para você, pelo menos estou falando, porque para mim eu tenho essa percepção, posso estar toda errada, eu tenho a percepção que a consciência é o nosso lado espiritual. A consciência é...
Ela transcende a matéria. Ah! O pensamento está na matéria. É porque o que ocorre... É porque precisa de conceitar o que é matéria também, né? Porque... Por exemplo, eu estava falando de céu, não é? Céu de Jesus. Tem o céu de Galileu também. Mas o céu de Galileu é outro. São as estrelas. São as estrelas, exatamente. Então, a pineal, ela também capta...
O céu de Galileu. De Galileu. Sim, para comunicar o tempo, os ciclos. Tempo, aliás, do grego, temenos, quer dizer, o espaço onde o espírito... Habita. É. Então, não existia relógio na época, se chovia, tudo isso era manifestação divina no espaço.
O términos grego volta a ser espaço no conceito de espaço-tempo de Albert Einstein. A partir daí. E retoma o términos grego se a gente voltar para Dante Alighieri. Existe vida nas dimensões do espaço.
Então aí retoma o término grego. Esse céu de Galileu, a pineal rastreia. Todos os seres rastreiam e coordenam os ritmos. Só que esse céu, ele está muito interligado com a nossa memória também. Porque, por exemplo, depois do sol, a estrela mais próxima da gente é Sirius.
Sírios, você vê a sudeste das Três Marias. Sírios tem o dobro do tamanho do Sol. É uma estrela binária, mas o Sírios A é essa que nós estamos referindo que é brilhante, que a gente vê. Quando você vê Sírios, que era o sistema de referência de calendário dos egípcios, ela surge pouco antes do Sol nascer, brilhante.
você está vendo uma luz que aconteceu há oito anos atrás. Ela está há oito anos luz daqui. Se você pegar na constelação de Boeiro, a estrela mais brilhante que é Arcturus, está há 33 anos luz. A luz que você vê é de 33 anos atrás. Olhar as estrelas abre uma cognição do passado, nos lembrando de onde nós viemos.
porque nós perdemos essa memória, porque a sociedade desconectou a gente das nossas fontes, da nossa origem. Então, quando a gente olha as estrelas, a gente alimenta a cognição cósmica, que faz com que a gente lembre que nós somos essa consciência profunda.
Aquilo que Jesus gritou, vós sois deuses. É como se ele dissesse, vocês precisam se lembrar disso, vocês esqueceram. É como se desconectasse. É. Preciso fazer esse movimento de reconexão. Olhar menos o relógio e mais as estrelas. Porque aí você abre a pineal, aí eu volto a... Entendi. Não é? E tem o céu multidimensional, que é o céu de Dante Alighieri.
que é o céu espiritual, é onde a vida se continua, que são outras dimensões do espaço, que é um espaço também de estrutura corpórea, de matéria. Tem um estudo, não sei se é verdadeiro, que a pessoa pode... Não sei se isso é verdadeiro, tá? Quando uma pessoa morre assim que morre, se pesa a uma pessoa antes e depois dela ter... Então, pra tarde.
ter morrido. E dá uma diferença de peso muito, muito, muito, muito pequena. E durante um tempo teve gente que falou, mas esse é o peso da alma, sei lá. Existe, teoricamente, o estado espiritual da gente existe como matéria ainda, mesmo que seja uma matéria muito, muito, muito sutil.
Olha, só para a gente integrar o raciocínio, lembra que eu falei que pineal tem a ver com o ar que a gente respira? Sim. Tem a ver com o céu de Galileu. Sim. Que coordena esse ritmo do corpo e tem a ver com a captação de informação de outro espaço dimensional, que é a comunicação com o outro lado. Entendi.
que é você perceber a psicosfera, perceber a essência do espírito. Isso não tem nada de mais. Porque assim, o que é você conhecer uma pessoa? Às vezes vive debaixo do mesmo lençol por décadas e você fala, olha um para o outro e diz, você não me conhece, você nunca me viu. O que é você ver uma pessoa? É você ver alguém, é você compreender aquela pessoa. É mais do que a matéria.
aliás, a matéria, sei lá, por exemplo, essa caneca. Você está vendo essa caneca? Não. A matéria é invisível. O que você vê é a luz refletida nela. Se apagar a luz, você não vê mais. A matéria é invisível. Da mesma forma, o que tem na superfície de todo o corpo material? Elétron.
encosta um elétron no outro, o que acontece? São cargas negativas, elas se repelem. Então, o que você sente como tato? A força de repulsão eletrostática. A matéria é intangível. A matéria é invisível e intangível. Eu estou falando de física comum. Entendi o que você está falando. Então, o que é enxergar uma pessoa?
De fato, enxergar uma pessoa é enxergar a sua alma, a sua essência, é compreender. É, porque é assim que a gente sente na nossa vida. Quando você se relaciona, a gente percebe desse jeito. Às vezes uma pessoa bate, faz o seu coração bater e você nunca viu essa pessoa na vida. Como isso? Porque não é a matéria que comunica, o que comunica é a força do espírito. A matéria é apenas uma estrutura intermediária.
Então, nós temos uma matéria aqui que vibra com uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo. É a frequência vibracional. Tá. Se vibrar mais do que isso, você já não detecta mais com seus órgãos sensoriais. É matéria de frequência supraluminal. Já não seríamos possíveis estar nesse estado. Não, veja.
O vácuo atômico, por exemplo. O Dira, que ganhou o prêmio Nobel também. Ele falou, existe um mar de partículas no vácuo atômico. O Einstein tinha chamado de energia flutuante quântica do vácuo. Quer dizer, a maior parte da matéria é espaço vazio. Sim. Só que se descobriu que existem partículas que são chamadas hadrons. E esses hadrons, eles vêm e somem. Por quê? Aí é uma interpretação minha. Sim, sim. Eles transitam de uma dimensão para outra.
Entendi. Então, quando ele transita pra outra dimensão, muda o meio de propagação, a velocidade aumenta. É a mesma coisa. Que velocidade você consegue colocar uma Ferrari numa estrada de terra? Muito pouco. Muito pouco. Agora, coloca ela numa estrada livre, ela voa. Então, é a mesma coisa. Aqui nessa matéria, a vibração, ela chega até 300 mil quilômetros por segundo. Mudou de dimensão, a propagação é infinita.
A maior dor é a sede de todas essas doenças, que é a falta de consciência de si mesmo. Porque muitas vezes a falta de consciência, ou seja, sem diagnóstico não tem cura. Como é que eu vou curar algo que eu não diagnostiquei? Então, a falta de consciência é a falta de diagnóstico. Qual é o estímulo que o mundo tem para nos conhecermos? Nenhum. É a próxima série, o próximo episódio, é a próxima viagem, é a próxima balada, é a próxima cachaça, é o próximo festival. E nunca você encontra com você. E quando o silêncio vem, dói. Porque você não sabe nem traduzir a dor.
É só angústia. E você quer tamponar com vários vícios. De coisas... Quando eu vejo... Quando você chega de uma viagem internacional que você passa num outlet... Do tree da vida, né? É. Que eu vejo aquelas... Eu não bebo. Então quando eu vejo aquelas pessoas chegando pra pegar aquelas bebidas assim... Meu Deus, essa vodka tá barata. Exatamente. Eu olho assim e faço...
Exatamente. E tá barato. Tá barato. É justificativa pra qualquer coisa. Aí posso levar. Aí eu olho assim, caramba. Eu fico pensando assim, quantas coisas pra mim é isso hoje. Quando eu vejo uma pessoa que tá achando o máximo porque tá num carrão assim. Então eu comprei uma Ferrari. Não tenho nada contra quem faz isso. Não, você também não. Se isso agrada. Mas é aquela coisa. Eu admiro, mas não invejo. Tipo assim, porque inveja é uma coisa que eu queria ter.
Eu não queria ter isso. Eu queria ter mais cultura. Eu queria ter mais evolução moral e espiritual. Isso eu tenho como meta. Isso é quando eu vejo uma pessoa e falo que massa aquela pessoa. Olha que coisa linda. Olha que capacidade de servir. Olha que raciocínio incrível. Que metáfora fantástica. Isso é uma coisa que me atrai. Exatamente.
Que a gente admira a beleza. Admira a beleza. A beleza disso. E que a traça não corrói, como diz Jesus, né? Exatamente. A traça não corrói. Então, assim, nesse sentido, a consciência de si, eu acho que é a grande busca que a gente tem que fazer. É uma dor que nós temos.
E essa dor, ela é ampliada porque as redes sociais, nesse aspecto, ainda está muito difícil, porque elas amplificam... Um padrão. Um padrão de comparação. Exatamente. Porque antigamente você se comparava com as identidades gregas, em estátuas que você via no tempo de Apolo. Não tinha muito a ver com a gente. Tudo bem. Depois você começou a ver os príncipes e as princesas, um ao outro passando.
Aí os irmãos Lumière criam o cinema e começam a botar um monte de gente de tamanho grande, com tela gigantesca, o rosto, o detalhe do corpo, já complica o negócio. Mas assim, é a Angelina Jolie, é o Brad Pitt. Exatamente. Não sei se você sabe, mas no filme Troia, teve um dublê de coxa pra Brad Pitt. Num mundo que nem a coxa de Brad Pitt serve. Como é que você vai ter saúde mental? Isso é real.
Como é que eu vou me... E aí o que acontece com a rede social é que agora é sua vizinha. Exatamente. É sua prima que está apostando na academia, nas compras no Dubai. Antes a gente se comparava no grupinho familiar. Prima, prima. É todo mundo. Agora é todo mundo. E é claro... E muita gente de mentira. Muito. Porque a gente sabe isso. A gente trabalha com saúde mental. As pessoas estão ali perfeitas.
Nos procuram desabando. Porque não dá pra manter uma coisa daquela. É desumando. E ao sair, posta que tá tudo bem. Tá falando lá. O meu sonho era criar um smartwatch que ele transmitisse pra você o verdadeiro sentimento de quem curtiu uma foto sua.
Que interessante. Imagina assim, você... Entendi, entendi. Só que aí, foto em Dubai, aí eu tô aqui, né? Comendo em cima e hoje, não aqui em ter feira não. Tá aí eu, que legal que você tá em Dubai. Curta Dubai. Eu ia parecer um voodoo, você ia sentir como um voodoo, sabe? Eu tenho que lembrar um filósofo francês, eu acho que é Louis de Botton.
Acho que é. Que ele fala que você só deseja aquilo que você vê. Então essa rede social, essa coisa dos espetáculos que está todo mundo, eu não posto nada de quando eu viajo. Porque eu falo assim, gente, isso dá um Google. Entra dentro do Louvre e vê com maior precisão. Até que eu não sou uma fotógrafa boa.
é melhor o criaturo entrar e ver. Vai ser muito melhor. E sabe que às vezes é a questão da delicadeza, né? No auge da pandemia, um amigo meu colocou assim. Eu com minha esposa na nossa nova casa, no condomínio tal, tomando um vinho francês com um fundo de quatro queijos, vindo da lua na IC. Aí postou e o pessoal lá embaixo, casal lindo, vocês merecem, Deus abençoe. Deus abençoe. As mesmas pessoas que diziam, Deus te abençoe, printavam o post e botavam nos grupos de WhatsApp. Olha que ridículo.
A hipocrisia. Aí sabe o que eu fiz? Eu comecei a mandar pra ele. Pro próprio? Pro cara que postou. Claro que eu tive a delicadeza de apagar o nome de quem mandou. Olha o que estão falando do teu post de verdade. Ele, ai que coisa, mas por que? Porque é ridículo esse post. Mas por que? Eu lhe conheço, você não é um exibido, mas você esqueceu, estamos no auge da pandemia. Gente sofrendo, gente morrendo. Todo mundo pode ter um padrão de vida que você tem. Exatamente. Tem gente morrendo, amigos nossos perderam o casamento, porque perderam o emprego.
E você simplesmente ignorou tudo isso. Isso é ostentação da indiferença. Da indiferença. Da falta de empatia. Tá faltando a gente entender que você pode estar vivendo um momento maravilhoso. Ok, você batalhou. Lutou por isso. Mas não precisa estar esfregando na cara das pessoas. Porque as oportunidades não são iguais.
Cada um tá na sua caminhada. Eu não posso fazer com que a caminhada do outro pareça inútil. Pareça ridícula. Porque isso é ridículo pra quem faz. Então. É uma falta de percepção, de compaixão. E aí ele disse, eu vou apagar o post. Ele disse, apague porque o mais ridículo não é isso. Ele disse, o que é? É dizer que é uma noite romântica. Ele disse, por quê?
Porque quando eu tô numa noite romântica com o Janine... A gente não posta nada. Eu não tô com a mão no celular, né? Não sei o amor de Deus. A mão não tá no celular. Eu uma vez postei assim. Estavam tão felizes, um com o outro, que esqueceram de postar. Exatamente. Porque é isso. Se eu tô muito feliz, eu não tô postando. Eu não tô postando. Eu questiono muito essa pessoa que posta o tempo todo. Cara, não dá.
O que as pessoas me pedem muito... Uma pessoa vai pro show e fica vendo o show pelo celular. Eu prefiro ver na tela da minha casa. Confortável, no ar condicionado. Uma coisa que eu comecei a compartilhar, porque as pessoas me pediram muito, é... Fala só um pouquinho do teu cotidiano. Só pra ter uma ideia de como é. Aí, essas coisas mais assim, tipo... Todo mundo volta, eu não vou gravar uma coisa, né? Sim, mas aí faz parte, entendeu? Mas assim, se eu estiver num restaurante que não vou postar, nem todo mundo vai poder estar ali, né? Então, assim, eu acho que é uma dinâmica que é de cada um, que ninguém tá julgando.
Sim. Mas é só a gente apelando pra essa pequena etiqueta, que é a ética dos pequenos movimentos, da gente entender o seguinte, o que eu faço reverbera na vida do outro.
O que eu posto. E do jeito que se alimentava essa ostentação, eu costumo dizer que a coisa mais invejada do mundo não é nem beleza, nem poder, nem dinheiro, nem sucesso. Você pode ter isso sozinho. É uma relação feliz com alguém. Porque é uma escolha de dois. Ou de uma família que todo dia se desafia a manter-se nesse lugar.
E essa é uma coisa que você não poste não, porque aparece concorrência. Diga que não presta, que não dá pro gasto, que é pequeno, qualquer coisa. Não faz propaganda. Porque de fato, assim, é a coisa rara de ter. Eu lembro que uma vez chegou, meu sobrinho tava lá em casa, e uma namorada que ele tinha chegou e disse assim, a menina é muito rica, ela disse assim, eu daria tudo pra ter tua família. Olha só.
E ele se sentindo menor, porque ela tinha muito dinheiro e ele não tinha, né? Ela disse, tá vendo o que é a escala de valores, Bi? O que ela tem, você pode ter a qualquer momento. O que nós temos, não necessariamente ela consegue ter do dia pra noite. Porque isso aqui se plantou muito tempo. A gente continua mantendo. A gente conseguiu passar numa campanha política sem reenromper, embora pensando diferentemente.
Porque escolhemos esse nome de um amor maior. Então, isso é realmente uma coisa que a gente pode... E às vezes, até falar que isso é possível, nesse sentido de estimular o outro. Isso é possível, tá? Não pense que o normal é viver uma relação tóxica-patológica. Porque as pessoas estão...
tão desamadas que elas acreditam que não é só tem aquilo. Faz parte. Faz parte daquilo. Tipo assim, suporta aí porque isso faz parte. Tem gente que é tão desamada que prefere ser um terreno baldio político afetivo dos outros do que ter a dignidade com a própria solidão. Às vezes a solidão não é uma dignidade que a companhia de certas pessoas não dá.
E você, pra ter um parceiro, uma parceira de verdade, você tem que saber respeitar o silêncio dele e vice-versa. E vice-versa. Se você não tem silêncio na tua relação afetiva, você se incomoda, ponto.
Eu lembro de uma entrevista de Sidney Sheldon que eu assisti. Eu acho que foi na Lerking Live, aquele cara da CNN. Sim, sim. Ele diz assim, é preciso amar muito alguém pra estar na mesma sala em silêncio e saber que não é omissão. Nem que você tá dando gelo. É simplesmente vontade de estar com você. Mas na companhia do outro. Exatamente.