TDAH Não é Moda: Cuidado com Diagnósticos Errados - PODPEOPLE INVERSO COM DRA. ANA BEATRIZ | Ep. 031
Existe um excesso de diagnósticos de TDAH hoje, mas será que todo mundo realmente tem?Neste episódio do Pod People, discutimos com uma especialista como hábitos modernos, má alimentação, sono ruim e excesso de estímulos podem estar sendo confundidos com transtorno de déficit de atenção. Você vai entender por que muitas pessoas estão sendo diagnosticadas de forma incorreta e como isso pode impactar negativamente a saúde mental.Também falamos sobre uso indevido de medicamentos, ansiedade, redes sociais, dopamina e o impacto real do estilo de vida no funcionamento do cérebro.Se você já se perguntou se tem TDAH ou quer melhorar sua atenção, foco e energia, esse episódio é essencial.
Bia Santos
Ana Beatriz
- Medicamentos e TratamentosPsicoestimulantes (Ritalina, Concerta, Venvanse) · Não psicoestimulantes (Atomoxetina, Bupropiona) · Diferença entre responder e não responder à medicação · Uso recreativo de medicações para TDAH · Importância da avaliação médica e exames · Farmacogenética e doses personalizadas
- Diagnostico MedicoExcesso de diagnósticos falsos · Confusão com hábitos modernos · Impacto do estilo de vida no cérebro · Uso indevido de medicamentos · Autodiagnóstico e falta de especialização · Genética e história patológica pregressa
- Sintomas e sua interpretaçãoHiperatividade física vs. inquietação mental · Impacto na adolescência · Afeta todas as áreas da vida · Comorbidades como ansiedade (TAG)
- Estilo de VidaImportância da atividade física · Higiene do sono · Ritual matinal e auto-priorização · Organização do ambiente e rotina · Hidratação e metabolismo
- Mitos sobre leilõesAçúcar, telas ou dieta causam TDAH · Telas e dopamina barata · Impacto da dieta e deficiência de ferro · TDAH afeta apenas na escola
- TDAHComeçar agora, sem anunciar · Compromisso consigo mesmo · Ciclo virtuoso de dopamina boa · Planejamento e listas de tarefas
- Interconexão de Sistemas CorporaisHipotiroidismo e TDAH · Anemia e oxigenação cerebral · Apneia do sono · Medicina integrativa e visão holística
- Regulação de HormôniosTPM e TDAH em mulheres · Menopausa e TDAH · Hormônios bioidênticos
Tem mais diagnóstico falso de TDAH do que diagnóstico correto. Numa vida moderna de hoje, todo mundo resolveu dar nome a coisas para buscar soluções rápidas. Soluções ou desculpas? Porque eu vejo muita gente também... Não, soluções, entre aspas. Porque, por exemplo, uma pessoa está estressada por N motivos, a pessoa dorme mal, a pessoa se alimenta mal.
aí ela começa a falhar a memorização, ela começa a falhar a atenção, ela começa a ser menos produtiva. Aí ela fala assim, meu Deus, eu tenho déficit de atenção. Isso. Só que tem que não é, porque o TDAH é desde sempre.
Então, assim, isso, o excesso diagnóstico, eu acho que faz parte dos nossos tempos. Por exemplo, a geração Z que está aí é a geração que mais fala de saúde mental. É a mais bem informada. Mas é a que menos pratica.
O que isso significa? Isso significa que falar de saúde mental está raipado. Mas não está ajudando. Mas não está sendo praticado. Então, todo mundo quer falar sobre saúde mental. É uma necessidade? É. Porque nunca adoecemos tanto e a previsão é que vamos adoecer mais mentalmente.
tá? Agora, não é porque o excesso de diagnóstico é um erro, porque você fazer um diagnóstico, uma coisa que não existe, você não tá corrigindo as coisas que são necessárias. Caramba, então você tá só se afundando mais, você tá se enganando, né? Com certeza, você vai criar, por exemplo, você dá remédio pra TDAH pra quem não é TDAH,
você vai criar mais ansiedade, você vai dar um impulso ali no início, mas depois você vai acabar capotando esse sério. Desnortear a pessoa.
não sei se desnotear, mas você vai estar produzindo níveis de ansiedade maior, você vai estar produzindo níveis de exaustão maior. Porque a pessoa não quer rever seus hábitos. Ela quer ser mais produtiva. Adaptar. Então, assim, infelizmente, e numa era que todo mundo tem acesso à informação, as pessoas estão achando que todo mundo é especialista em TDAH. Inclusive, as pessoas que não fizeram medicina e que se autodiagnosticam. E nem TDAH tem.
A maioria, eu vejo muita gente falar, eu falo, tenho minhas dúvidas. Agora vamos para o mito número 4. Açúcar, telas ou dieta podem causar TDAH? Não. A gente falou do açúcar, do garoto que come, dá aquele pico, aí ele sente um pouco... Dá aquela hiperatividade. Hiperatividade ou dá aquele...
Aquela concentração rápida pra ver um filme que ele gosta muito em vez de ficar rodando. Telas. Telas aumenta demais a distração. Porque são informações, informações muitas e ele não consegue processar. Então não dá TDH. Mas quem tem TDH piora um pouco? Piora, claro. Caramba. Porque simula TDH em pessoas que não tem.
Entendi. Ela já vai medicar errado. Vai dar ansiedade na pessoa. Exatamente. Dieta. Não. Nada disso. Agora, se você não tiver uma modulação de alimentação, principalmente de excesso de açúcar refinado, se você não reduz tempo de tela, porque veja bem, a tela da rede social, lembra do brain hot. A tela, você vai rodando ali, aquilo vicia. Porque libera dopamina barata. Então você vai...
Aqueles videozinhos? Aquele pouquinho? Porque a pessoa vai passando de um pra outro. Rapidinho. Aí você não fixa nada. Não tem que esperar nada, né? É. É infinito. Então você vai tendo um avalanche de informação no cérebro que já tá super. Então a gente tem quase que agradecer as televisões abertas, né? Porque as programações às vezes não tinham sentido nenhum, mas que faziam a gente assistir pra ver o filme no final. Focava.
Mais do que hoje. Hoje, dispersa. Vai dispersando. E aquilo libera a dopamina. Mais uma dopamina barata. E a dieta, essa coisa assim, ah, tem que, sei lá, uma overdose de ômega 3 é capaz de melhorar o coisa.
Ômega 3 é bom porque melhora a circulação sanguínea, melhora alguns níveis de colesterol. É melhor para todo mundo, mas não substitui, complementa, mas não substitui atividade física, não substitui disciplina. Então, a gente tem que entender isso. Então, não causa. Vamos lá. Fato, não há evidências que açúcar, telas ou dieta causam TDAH.
O uso excessivo de telas ou deficiência nutricionais, como falta de ferro, podem piorar ou mimetizar. Mimetizar é... A mesma coisa que mimetizar é fingir. Mimetizar é quando você é assim... É um falso EDH. É um falso EDH, exatamente.
Mas não é. A essência não é. Mas não são a causa e raiz do problema. Isso é super importante, tá? Porque tem gente que aí vem de solução mágica. Então é só repor o ferro. Não. Agora, se você tem ferro baixo, se você tem ferro baixo, você tem anemia. Se você tem anemia, teu sangue está oxigenando menos bem.
Os tecidos, inclusive o cérebro, inclusive o lobo pré-frontal. E o lobo pré-frontal que já funciona um pouco menos... Vai funcionar menos. Menos. Então, assim, dieta, tudo isso é importante, mas não é causa. Eu quando lancei Mentes Inquietas em 2003...
muita gente não tinha noção do que era. Era um troço assim, agora está um novo boom, que está fazendo efeito contrário. Em 2003 veio um boom para realmente as pessoas, nossa, isso existe. Dá uma acordada. Dá uma acordada e vamos ver se é ou não é.
Hoje parece que está raipado o TDAH e todo mundo quer ter. Não tem quem quer, tem quem pode. Isso significa que tem que ter genética, não tem quem quer, tem quem pode. Tem que ter genética, tem que ter história desde sempre.
Qual que é o histórico? Tem que ter a genética e tem que ter o HPP. Ah, HPP. História patológica pregança, que é a história das nossas dificuldades. É isso. E esse HPP eu acho muito legal. É muito bom. E isso está no protocolo de anamnésia. Anamnésia é o exame, a história que a gente colhe do paciente.
acoplado ao exame físico que a gente é obrigado a fazer. E hoje em dia não se faz, né? Você vê médico, não toca muito. É quase que fast food, expresso? Sei, eu acho que medicina tem que ter uma boa anamnese. Tudo começa... Até se você for usar inteligência artificial, você só consegue...
Que ela te auxilie se você fizer uma boa na amnese, porque dá os dados que ela vai te dar ideias. Então assim, estudantes de medicina, façam a melhor na amnese que vocês puderem. Porque se é genético, tem um componente genético altíssimo, aí chega gente, quem era na sua família? Ah, não sei. Aí você chama pai, mãe, tio, tia, avô, avô. Você tenta conferir.
Porque às vezes se manifesta de outra maneira. Você já teve algum paciente de TDAH que não teve pai e mãe? Não, tive alguns que eram adotados e que a gente não sabia a origem. Ah, entendi. Mas certamente tinha.
Se tiver um com quem é mãe, assim, mãe, você não é TDAH, o menino é TDAH. O pai não me parece TDAH, mãe. Não, mas pode ser. A genética não é só pai e mãe. É avô, avó, tio, tia. Eu tive uma tia que não tinha história genética. Daqui a pouco, é a madrinha do menino.
Ela chegou e falou assim, marcou a consulta, chegou lá e falou, eu sou madrinha do fulano. Ah, não sabia. Prazer, posso te ajudar? Eu vim aqui para dizer que a genética sou eu. Ninguém nunca notou, sou eu.
Caramba, que legal. Eu saí de casa cedo pra não dar vergonha. Você tem a sensibilidade dela, né, cara? Ela leu o livro, depois soube que o sobrinho tinha ido, né? E aí, o que que ela fez? Ela chegou pra mim, sou eu. E minha família não podia te dizer isso porque eu escondi a vida inteira. Eu tinha vergonha. Caramba. Eu tenho noção do que o meu sobrinho sofre.
desaparece na adolescência? Não. Ou seja, você chegou na adolescência com o TDAH. É, se falava muito isso, né? Grande besteira. Porque assim, se é um tipo de funcionamento cerebral herdado em sua grande maioria, a gente viu a herdabilidade do TDAH é muito alta, como é que desaparece? Você fez o quê? Você extirpou o gênio?
Então, é um funcionamento cerebral. O que muda é que você passa a entender, você passa a criar táticas, você se trata, você entende e você cria possibilidades daqueles sintomas que te traziam.
desfuncionalidades ficarem muito suaves, então você pode parecer para as pessoas que não tem nada. Mas você foi bem tratado ou você está muito bem informado, faz o que tem que fazer.
E aí não causa prejuízo, você fica com o lado bom e não com o lado ruim. Acaba que depois também as pessoas têm muita visão do TDAH como aquela pessoa bagunçadona. É como se nunca ela vai poder ser diferente. É que nem o atleta. O atleta, quanto mais ele se organiza, quanto mais ele persiste com constância, ele pode atingir níveis muito legais. É a mesma coisa do TDAH. Então os sintomas mudam, não desaparecem.
e pode mudar, mas não desaparecer a hiperatividade física se torna muito mais inquietação mental
Por que a hiperatividade física tende a reduzir? Porque a criança ou adolescente aprende a controlar. Porque todo mundo fica assim, para de balançar essa perna. Caramba. Que inferno. Que não sei o que. Aí ele começa a falar, como é que eu posso fazer isso? E aí ele aumenta a inquietação mental. Porque a hiperatividade física... Tira de um lado da balança, bota no outro. Ainda dava uma controlada.
Porque você descarrega no corpo. E, por exemplo, a atividade física, para mim, é calma. Profundamente. Se me tirar. Eu mudei a hiperatividade física. Eu balançava a perna demais, demais, demais. Cinema, as pessoas viravam para trás e falavam, para! E eu não tinha nem noção. Aí eu me tocava, o que eu fiz? Aí sempre alguém me dizia, para de balançar. Aí está incomodando.
mas eu não tinha porque eu fazia aquilo me acalmava, por exemplo meu pai tinha um hábito como é que a pessoa deve reagir a isso, né, porque eu acho que quando a gente tem informação, eu não tinha fui ter depois, quando a gente tem informação, a gente já como é que eu posso fazer pra indeterminada você já tá passando por isso tudo aí ainda
Não, mas aí o que você faz? Você começa, tipo assim, se eu faço atividade física de manhã, a necessidade de... Motora do meu corpo. De motora diminui. Entendi. Então, você começa a montar estratégias. Por exemplo, o Gustavo. O Gustavo tem uma hiperatividade física imensa. O Gustavo ficava sem fazer atividade física, ele era insuportável de agitado.
Pode voltar a treinar, Gustavo. Essa semana que você ficou sem e tal. Não, é verdade. Você não conheceu o Gustavo como eu conheci o Gustavo. Ele quicava. Era perna, era braço. Era uma bateria desorganizada. Você vê, quando ele tá fazendo exercício físico certinho, não tem problema. É como se o corpo, ele tocasse a banda bonitinha. A orquestra vai toda fluindo, né?
Porque aquele excesso de energia arruma meios de se manifestar de forma organizada. Então, o meu pai tinha um hábito, às vezes, duas vezes por semana, ele conseguia almoçar em casa. E aí, ele gostava de tirar um cochilo de 20 minutos, ele fazia bem para ele.
E aí eu falava assim, eu também acho que vou fazer isso, que deve ser bom, né? Porque meu pai é inteligente, vamos lá. Aí eu deitava do lado do meu pai, eu falei, pai, posso ir com você? Pode, filha, deita aqui. Aí meu pai botava aquela máscarazinha, que ele detesta a claridade, e ele ficava com aquela máscarazinha rapidinho e dormia. E quando eu deitava, não estava conseguindo dormir, eu balançava a perna.
Eu tinha que deitar de bruxos e ficar com as duas perninhas assim. Aí chegava meu pai, minha filha é para dormir, não é para levantar voo. E eu não entendia, porque eu falava, putz, por que eu faço isso? Aí eu ia para o meu quarto, porque quando eu balançava a perninha assim, eu ia e ia dormir.
Caramba, que legal. Era quase que estava descarregando. Era quase como se fosse o exercício dar esse bem-estar relaxa o TDAH. Que legal. No outro episódio, a Via falou o movimento nos relaxa. O movimento nos relaxa. Então, quando a gente fala faz o exercício, a gente não está falando para você ficar bonitão, estética. É porque dentro da dinâmica desse cérebro, o movimento favorece a organização.
Caramba, que legal. Então, de novo, como a atividade física é importante, nesse caso, muito. Então, assim, os sintomas mudam, não desaparecem, a hiperatividade física se torna inquietação, em geral. As demandas por autonomia na adolescente podem, de verdade, piorar o prejuízo funcional do TDAH. A adolescência é uma fase muito difícil para o TDAH, principalmente se ele entra na adolescência sem nunca ter sido tratado e sem conhecer nada.
De fato. E quando ele entra na adolescência e numa instituição que é pra pessoas mais velhas e ser mais novas, tipo uma faculdade?
ele não sabendo de nada, eu acho hoje muito difícil não saber. Hoje está arriscado você ter informação errada, mas alguma informação tem. E eu acho que todo adolescente, as pessoas acham que você só vai ao psiquiatra porque está doente. Eu tive o prazer, enquanto clinicava, receber adolescentes, pais que iam para tirar dúvidas. Caramba, que legal.
Precisa tirar dúvidas. Eu sou do tempo que as pessoas tiravam dúvidas com o médico, não com o chat GPT.
E você falava, mas por quê? Não, porque se ele for, a senhora acha que é? Se houvesse a possibilidade de ser, a gente fazia tudo. Mas tinha vezes que eu falava, não, mãe, isso não é. Não, aí verificava. Então, existia isso. A gente não procura o médico porque está mal. A gente, às vezes, procura para saber se... Tirar dúvidas. Tirar dúvidas. Isso é tão importante. É a psicoeducação.
De novo, começa por aí, né? A primeira coisa que você tem que saber Psicoeducação É informação para que você possa se educar corretamente
Entendi. Bora lá agora para o mito número 14. Vamos lá. TDAH só afeta na escola? Mentira. Em casa, a criança fica normal? Mentira. TDAH é um funcionamento cerebral, mental, tem um caráter biológico. Então, ele afeta todas as áreas da vida.
Tanto que no Mentes Inquietas, eu coloco o relacionamento, a escola, a relação com os pais, com a família, né? Então é importante que a gente entenda que um funcionamento não altera só a escola. Talvez a escola chame mais atenção, porque é uma questão de uma cobrança, de você ter que se equiparar a todas as outras crianças. E mais parâmetros, né? Talvez tenha mais...
Parâmetro para comparação. Perfeito. Isso que você falou. Afeta todas as áreas. Carreira, você tem maior nível de desemprego, relacionamentos, maiores taxas de divórcio, gestão financeira, impulsividade, engastos, saúde, comportamentos de risco. Afeta.
Caramba! Agora, o paciente às vezes chega, quando é criança, geralmente chega com a queixa escolar, porque ele ainda não tem uma carreira, carreira da criança e a escola. Relacionamentos ele ainda não tem, gestão financeira quem faz é os pais, e saúde os pais estão ali ainda protegendo, dando suporte, mas sempre afeta.
E tem tanta gente falando TDAH nas redes sociais, o que eu acho engraçado é tanta gente falando que não são nem especializados. A gente falando de TDAH como se todo mundo virou especialista. Tem que ter cuidado, porque tem uma coisa que faz muita diferença. É você ter atendido o TDAH.
Não é só ser TDAH. É uma pequena coisa, né? Olha, eu vou te dizer uma coisa. Tem muita gente falando teoria, mas a prática... Eu sempre disse, o paciente não lê a bula e nem lê o manual diagnóstico. Então, não adianta saber falar sobre TDAH, falar muito, falar bem, atualizado.
Mas quando você pega o paciente, nem sempre ele vai responder do jeito que está na boca. E isso é engraçado porque um dos cortes que mais viralizou no mês passado foi sobre você explicando que nem todo mundo tem TDAH. Às vezes a pessoa só não está comendo bem, dormindo bem. Tem uma rotina saudável. Tem isso. Existe hoje um avalanche diagnóstico de...
mal funcionamento cerebral que não tem nada a ver com TDAH. Então, a gente falou sobre isso. Mas existe também muita coisa sobre medicação TDAH que as pessoas estão patinando. Então, por exemplo, teve gente falando não, tem TDAH, tem que tomar um psicoestimulante. Não. Tem muita gente que não responde a psicoestimulante como Ritalina, como Venvance, como Conserta.
E pior, tem muita gente que faz efeito colateral. Por exemplo, tem criança que começa a tomar ritalina, faz tiques. Não é indicado. Olha. Entendeu? Tem redução de apetite violenta. Isso tudo só a prática pode trazer. Então é bom que a gente vai tentar aí falar um pouquinho. Que diferente isso, né? Porque geralmente a criança chega lá, tem TDAH, toma aqui, ritalina. Nem todo TDAH precisa de ritalina e nem todo TDAH responde a ritalina.
Isso é uma coisa... Qual que é a diferença de responder e não responder? Responder é quando você dá a medicação para determinados... Por exemplo, a pessoa chega e diz atenção, é impulsividade, é hiperatividade. Então você vê quais são os sintomas, você dá uma medicação, você tem que melhorar os sintomas que levaram a pessoa a buscar tratamento.
Agora, se você dá a medicação Não melhora esses sintomas Ou melhora muito pouco E os efeitos colaterais são muito ruins A ponto de não valer a pena Você tem que procurar outras Depende de cada medicação Depende de cada medicação É muito diferente assim?
É diferente, porque por medicação tem uma diferença, e é diferente também pela resposta de cada pessoa. É diferente. É bem único, né? Igual você estava explicando agora. É complexo. TDAH é um funcionamento cerebral complexo. As medicações têm que ter o conhecimento da complexidade que é. Não é igual para todo mundo, não é mesmo.
E você também tem que estar atento se existem outras possibilidades que não sejam só medicações. Hoje a gente vai falar sobre medicações que eu acho que é importante, porque as pessoas acham assim, tem TDAH, vou tomar Vervance, vou tomar Ritalina. E muitas vezes as pessoas vão na internet, infelizmente, conseguem a medicação sem receita médica e começam a fazer uso e se transformam.
Assim, só tem efeito colateral, deixa de dormir, insônia. Porque às vezes ela nem tem o TDAH de fato. Não, às vezes ela nem tem. E o que tem de uso recreativo das medicações para TDAH, principalmente psicoestimulante, acontece. E quando a gente fala de medicação... Carnaval é uma época que o povo usa muito.
Remédio para ter TH? Muito. Que loucura. Para poder ter disposição, para pular sempre. Eu peguei épocas que não tinha ainda o Venvan, era só a Ritalina como psicoestimulante, de gente em carnaval macerando. Macerar é você pegar um comprimido e macerar mesmo, né? Fazer aquilo assim, tornar feito um pó. Tinha gente que usava aquilo e cheirava.
Pra dar um efeito cocaína. Mas ele daria um efeito colateral, né? Olha, totalmente inadequado, né? Porque, olha que loucura, às vezes ela nem tinha nada, só tava tomando igual você falou, pra recriação. Recriação. E quando a gente fala de remédio, qual que é a diferença de um psicoestimulante pra um outro igual o Atenta, por exemplo? Ué, psicoestimulante já diz, ele ativa o sistema nervoso central. O Atomoxetina já é diferente, é um antidepressivo que tende a melhorar.
os níveis de noradrenalina no córtex pré-frontal, mas faz de uma maneira muito mais sustentada, leva mais tempo para fazer efeito, mais ou menos quatro semanas para você começar a ter o efeito. Com duas você já vê, mas ele é um antidepressivo que funciona muito bem para TDAH.
Agora, Bia, a gente falando sobre medicação, quais são esses psicoestimulantes? Psicoestimulantes. Então, a gente tem dois grandes blocos, os psicoestimulantes e os não psicoestimulantes. Psicoestimulantes você vai ter a ritalina, que é o metilfenidato.
Tanto a comum de ação rápida como a LA de ação prolongada. Você vai ter o CONCERTA, que também é um metilfenidato, mas é um metilfenidato um pouco diferenciado, ele tem uma duração maior do que a RITALINA-LA. Você tem o VENVANCE, que é a lisdexanfetamina.
Então você tem esses três, basicamente, que são os psicos estimulantes, e o nome já diz, estimula o sistema nervoso central, tá? Agora, você tem outros, você tem o atomoxetina, que é um antidepressivo. Que é o atenta, que você falou no começo, né? Que é o atenta, exatamente. E você tem, às vezes, se beneficia também, não sei se foi citado aí, por exemplo, tem o antidepressivo chamado bupropiona.
A bupropiona, ela mexe no metabolismo da dopamina e da noradrenalina. Então, em pequenas doses, pode beneficiar também as pessoas que têm TDAH. Não é a primeira escolha, mas é uma possibilidade para aquelas que não respondem aos psicoestimulantes.
E muitas vezes a gente vai ter que também se tocar em ter que associar a algo, porque é bem comum a associação entre TDAH e TAG, Transtorno de Ansiedade Generalizada. O medicamento pode fazer a pessoa ter TAG ou não? Geralmente ela já tem uma ansiedade.
O mais comum é o próprio TDAH já ter tag associado. É a associação mais comum. O que pode acontecer em alguns pacientes é os psicos estimulantes aumentarem a ansiedade. E é normal? Pode acontecer. Não é que seja normal. Depende da pessoa. Por exemplo, quando você dá ritalina, se deu certo, melhora tudo. Melhora a impulsividade, melhora a tensão. Melhora a impulsividade.
Porque se é um estimulante e a pessoa já é imperativa, impulsiva, ele regula a ponto dela não ser... Porque olha só, raciocina o seguinte, o que é o funcionamento do TDAH? Você tem um cérebro que tem um funcionamento diferente. Por quê? Porque o lobo frontal, nossa testa, ele é o maestro da orquestra cérebro.
Esse cara aqui é responsável por planejamento, por organização e por controle de impulsos. Ele é o cara, o lobby frontal é o cara, é aquele que vê tudo e organiza tudo. Diz assim, menos aqui, mais ali, seleciona o que importa, o que não importa, controla a nossa ansiedade.
Se o TDAH nasce com esse lobo frontal funcionando menos, por quê? Porque aqui dentro, para funcionar, eu preciso de dopamina e noradrenalina em doses que ele possa funcionar, como se fosse o combustível do lobo frontal.
Se eu tenho uma redução ou receptores que não captam tão bem a dopamina e a própria noradrenalina, toda a função do lobo frontal fica comprometida. Então, eu pego um psicoestimulante. Em princípio, o psicoestimulante não estimula o cérebro, ele estimula o lobo frontal. E aí, se eu estou estimulando o lobo frontal, estou estimulando a produção de dopamina.
Caraca, que legal. E aí, por isso que se falava, mas vai dar psicoestimulante? Teoricamente, se eu estou estimulando o lobo frontal, que funciona menos, ele funcionando melhor, eu vou ter melhor planejamento, menor organização, controle de impulsos, inclusive autorregulação. Eu me autorregulo melhor.
Entendi. E o que acontece quando você administra isso para uma pessoa que não tem TDAH, que já tem esse lobo frontal funcionando? O que acontece é que você faz quase um efeito droga. A pessoa fica animadíssima, né? Tipo a euforia, no caso? Fica, fica um pouquinho. Então, pessoas, por exemplo, que têm alguma predisposição para bipolaridade, pode entrar em mania.
Usando isso. Pessoas que não têm, mas vão fazer uso pra se divertir, pra virar uma madrugada. Muitas vezes tinha gente que usava pra estudar bons tempos, que o povo usa pra se divertir. Eu fui fazer uma pesquisa pessoal, geralmente quem passava em medicina, quem passava em concurso público, fazia uso, não era nem do VEVAN, era da Ritalina, que não tinha. Exatamente. Pra poder concentrar e estudar.
precisa, não precisa porque se a pessoa tiver alimentação legal sono legal pegar a hora, qual a melhor hora do dia que você pode
tá? Então, assim, o uso, para quem não tem, ele sempre vai ter mais efeito colateral. E, em geral, é aumento de ansiedade, insônia. Às vezes a pessoa nem é ansiosa, né? Mas ela toma, ela acaba ficando ansiosa. Pode. Não, por exemplo, tem gente que usa a Venvanse, que você nota que usa. Porque a pessoa começa, ela começa a falar, falar, falar, falar. É uma coisa que você fala assim, eu conheço essa pessoa, essa pessoa não é assim, de repente tá falando, falando, falando, falando, falando.
numa agitação, o que você olha assim, aí a pessoa deixa de comer, porque tira o apetite. Aí a pessoa fala assim, eu olho assim, você tem dormido bem? Aí a pessoa, não, tô ótimo, eu tô dormindo pouco, levanto disposto. Gente, tem alguma coisa errada. Em geral, as pessoas mentem, né? É que nem quem usa bomba. Nunca usa bomba. Aí você pede o exame de sangue, tá lá. Tá escrito, né? É.
Não é que está escrito. Que loucura. Você vai ter indícios. Por exemplo, quem usa bomba. Bomba que eu digo, testosterona. Vai ter colesterol alto. LDL, que é o colesterol ruim, alto. HDL, que é o colesterol bom de limpar, baixíssimo.
baixíssimo, vai ter hemoglobina altíssima, fica um sangue concentrado. Então, assim, tem indícios. Quando você vê a questão do venvância, o uso inadequado, ou ritalina, ou que não é o correto...
você vai ver alteração no mapeamento cerebral dessa pessoa, tem ondas mais irritativas, você vai ter uma polisonografia com sono bem superficial, sem fase REM. Então, assim, não é que tenha um exame, mas indícios que você pode levar a desconfiar. E principalmente essa mudança de comportamento. Porque quando é TDAH e a gente acerta a medicação...
o que era pra fazer efeito? Ah, mas ele vai ficar agitado. Não, acalma. Isso é legal porque eu nunca tinha visto alguém falando sobre isso. Porque você ativa uma região do cérebro que funciona um pouco menos. Então você ajusta. Nem sempre ocorre isso. É importante a gente entender que quando a gente dá uma medicação vai depender da reação
E uma coisa, toda vez que você vai fazer um psicoestimulante, seja em adulto, seja em criança, você tem que pedir um eletrocardiograma, você tem que ter uma avaliação mínima de quanto é o colesterol, como é o ritmo daquela pessoa, porque às vezes no início pode dar uma aceleradinha no coração. Então criança, você tem que ter uma avaliação de um cardiologista.
E se a pessoa tiver igual, por exemplo, usando testosterona e psicoestimulante, ritalina, vem falar isso? Olha, é uma bomba, né? Porque você acelera o coração, pode fazer a arritmia de coração, e a própria testosterona não é boa pro coração, como eu te falei. Aumenta colesterol, baixa HDL. Vai cair o trem todo. Pode. E não é incomum, né? As pessoas fazerem isso. É como não é incomum o uso excessivo de quê?
de... Ai, meu Deus, aquelas latinhas... Energéticos. Energéticos, que tem um nível de cafeína altíssimo. Então, quando você pega um cara que está usando bomba, usa energético e usa venvance ou ritalina, é um perigo, é uma bomba anunciada.
Agora uma dúvida que eu tive Que eu nunca vi no lugar Vamos lá E a mulher de TPM com TDAH? Muda alguma coisa? Muda Caramba Porque assim Menopausa também? Existe o TDAH Em geral as mulheres com TDAH Tem TPM mais marcada Como as mulheres borderline também O que é TPM mais marcada?
Mais marcada, mais intensa. Os sintomas são mais intensos. Irritabilidade, disforia, impulsividade. Menopausa também? Menopausa depende muito. Porque a TPM acompanha você a vida inteira, numa idade jovem. Na menopausa, se você consegue um bom médico, poucos médicos sabem tratar menopausa. Você não trata quando ela está. Quando você vai ficar.
E hoje, a gente já sabe que essa história, ah, hormônio da câncer, não. Porque a gente teve hormônio a vida inteira. A questão é o tipo de hormônio que antigamente se dava hormônio sintético, que era fabricado em cavalo, aquele troço. Eu sempre achei que isso era mito. Realmente, as pessoas faziam isso? Faziam?
Então, o problema não era o hormônio, porque nós, como mulher, tivemos hormônio a vida inteira. Variações bravas por conta da TPM. Então, na menopausa, você já tem uma experiência de como lidar. E hoje, o tratamento da menopausa, não estou falando de microchips, implantes de hormônio da beleza, isso não. Existem indicações para implantes de hormônio em mulheres. A endometriose é uma, mas...
Essa coisa de sair botando hormônio para ganhar músculo ou para beleza, esquece. Isso sim é perigoso. Agora, tratar a menopausa com hormônios que a gente chama de bioidênticos, né? É bioidênticos, de forma transdérmica, na dose certa, não é dose excessiva.
Pelo contrário, protege cardiologicamente. Mulheres de menopausa não tratadas têm muito mais risco de infarto de AVC. Tem no TDAH ou não? Tem no TDAH ou não. Caramba, que legal. Eu acho que o Jansson pode fazer um pipinho inverso sobre menopausa. Sim, podemos. Porque que loucura, né? O TDAH, até na forma como o seu corpo metaboliza os hormônios, ele interfere.
Totalmente. Porque, assim, se eu tenho hipotiroidismo, o que esse cérebro vai... Ele não vai ter um metabolismo adequado para reagir a um tratamento. Entendi. Então, está tudo interligado. Não adianta ter raciocínios simplistas. Ah, o hipotiroidismo que causou o TDAH. Não, não foi isso. Mas, então, quando você pede uma série de exames, primeiro você organiza vários setores, se está com anemia.
Você está com anemia, significa que chega menos oxigênio ao seu cérebro. A pineia do sono também. A pineia do sono. Então, assim, como é que você melhora um cérebro que você tem que regular o lobo frontal se você está com menos oxigênio porque você tem a pineia ou você está com menos oxigênio porque você está com anemia?
Então, assim, não dá mais. Medicina não é compartimentalizada. Não dá para dizer assim, ah, você é psiquiatra, olha só o cérebro. Ah, você é patologista, olha só o fígado. Você tem que ter uma noção do todo. Trocar ideias com o seu parceiro de clínica geral. E o clínico geral também tem que ter um pouquinho de entendimento que eu preciso melhorar ali.
Eu preciso saber quem que eu vou perguntar, né? Porque, às vezes, é um clínico geral, é legal e tudo, mas, tipo assim, isso aqui pode ser algo bem específico, que tem um igual, por exemplo, eu achei muito legal a questão da bupropiona. Sim. Porque a minha mãe, ela usa pra um caso e você falou da depressão.
imagina que o médico não tem experiência, ele não sabe dessa saída, às vezes passa um remédio ruim, aí fica num tratamento seis meses, um ano. Não, e aí fica naquela coisa do tipo, ah, tem que aguardar. Tudo bem, né? Você não vai esperar, é feito em 15 dias. Mas depois de seis meses, o que deu, já deu, né?
Aí a pessoa sai esperando eternamente. Na realidade, com um mês e meio, dois meses, você sabe se a coisa tem que dar algum efeito positivo. Pode não ser o maravilhoso. E na dúvida, a gente tem os testes farmacogenéticos que dizem para a gente... Existem vários testes farmacogenéticos, mas só da Genetec é que você tem tanto se é favorável ou não, ou...
quanto o teu perfil para efeitos colaterais. Porque às vezes você tem um que é favorável, vai fazer o efeito que você quer, mas vai te dar o efeito colateral. E também, no da Genitec, te dá a dose. Porque às vezes você reage com doses pequenas.
Eu já tive paciente que a dose padrão... Como é que você fazia quando você não tinha esse teste para fazer aquelas micro doses que você explicou no último? Eu fazia, eu fazia meus pacientes primeiro. Tinha paciência e confiança. E eu deixava muito claro... PP. Não, PP. Eu deixava muito claro que eu ia começar com micro doses.
Eu tinha paciente que eu pedia para dividir, por exemplo, a paroxetina, que era uma medicação antes do excitalopram, muito boa para pânico. Eu pedia para dividir em quatro pedaços. Eu começava cinco dias com um quarto, mais cinco dias passava para meio, depois três quartos, depois um.
Aí eu falei, pô, mas nenhum médico faz isso. Na bula diz que pode começar com 20. Eu falei, pois é, mas aí você pode ter muito mais efeito. Tá aqui o telefone do outro médico. Não, eu não falava isso. Olha, assim a gente não vai fazer efeito colateral. Pedia, botava na prescrição. Tome 2 a 3 litros de água por dia.
porque isso também dilui, faz o fluxo, faz o metabolismo ser melhor, evita, diminui os efeitos colaterais. Ajuda o corpo a trabalhar? É o combustível, né? Porque olha só, o sangue tem um teor de água imenso. Quanto mais água, claro que você não vai fazer 10 litros, que você morre hipodiluído. Mas eu estou falando de 2 a 3, é 50 ml por quilo de peso, mais ou menos. Então, por quê?
Se a maioria do sangue é água, quanto mais água à disposição, mais esse sangue roda o organismo inteiro. E o sangue ele leva os nutrientes como ele traz as toxicidades também, que passa por onde? Passa por fígado, para metabolizar, passa pelo rim, para ser excretado toxinas. Então até tomar água interfere no tratamento de TDAH, por exemplo. Na resposta.
Se o teu lobo frontal precisa funcionar mais, o que adianta você dar um remédio se a pessoa não toma líquido pra esse sangue chegar várias vezes lá em cima? Entendi. Então, assim, tudo tem uma lógica.
E é importante. Para dormir também? Para comer a mesma coisa? Claro que você não vai fazer alta ingestão de água antes de dormir. Não, não. Eu falo assim, porque já, por exemplo, a hidratação é importante. Como que o sono pode ser importante nisso também? Como que a alimentação pode ser importante? O sono, ele tem... O sono, ele é um momento, não de descanso, é de alta atividade cerebral.
alta atividade. Descanso para o corpo, não para a mente? Existe. E quando que a mente descansa? A mente descansa durante o sono. Você tem fases aí. Você tem fases mais profundas, mas você tem fases de grande faxina. O cérebro faz uma grande faxina. As células da glia, que a gente dizia antigamente que eram células para sustentar. É como se fosse... Aqui estão os neurônios. A glia é como se fosse...
colágeno. É como se fosse o arcabouço em cima do qual os neurônios ficavam assentadinhos. Então a gente estava com aquela glia que não servia para nada. Essa porcaria não serve para nada. Hoje a gente sabe que a glia são as faxineiras.
do cérebro. Tanto que se fala sistema glinfático. É como se fosse o sistema linfático do cérebro. E o sistema linfático também é um sistema de limpeza. De limpeza. Então por isso que é importante dormir bem também. Claro. E não é dormir bem tomando remédio pra dormir. Ah, aí tem outro ponto, né? Como que a gente tá viciado em tomar remédio pra acordar e pra dormir. É fazer higiene do sono. Primeira coisa.
Duas horas antes de deitar, sem tela. Nada que agite. Sabe onde tem essa higiene do sono? Na Comunidade do Ser Humano Sustentável. Você clica aqui embaixo, você vai ter um e-book bonitinho, todo explicado como a doutora fazia a higiene do sono. Eu, às vezes, faço. Temperatura do quarto tem que estar adequada.
Tem que diminuir a luminosidade. Tem gente, ah, mas eu morro. Cafeína. Evitar cafeína a partir de 15 horas, mais ou menos. Essa foi a parte mais difícil. Confesso, o mineiro bebe muito café. É, mas você pode beber. Começa um pouquinho mais cedo. Não tem problema. E o teu café é bem fraquinho. Tem essa vantagem. Tem essa vantagem. O negócio é o... Não, é bom. Eu estou me acostumando, né? Porque eu tomava café forte. Agora eu estou tomando café fraco. É legal.
Eu tenho uma verdade pra mim que o começo do meu dia determina o meu dia. Então, se eu começar bem, ele vai ser bom. Eu tenho um ritual que é fazer o meu café. Enquanto eu tô fazendo o meu café, eu pego os ovinhos, caipira, aí eu preparo feito uma uma omelete que fica em forma como se fosse um sanduíchezinho assim. Quase uma tapioca de ovo?
É, mas não boto a farinha da mandioca, não. Mas fica muito bonitinho. Eu já treinei, treinei muito. Pra ele sair, todo mundo fala, nossa, como é que você consegue? Treino. Pra isso ser perfeito, eu errei uns quatro. É, sabe por quê? Quatro? Não, errei mais.
assim, quando você está ali fazendo aquilo para você, aí vai saindo o cheirinho do café, você pega o sal eu tenho um sal que eu bato com cúrcuma, com com louro, eu gosto de botar cúrcuma no meu sal aí eu pego o meu sal que eu já vejo se tem que bater mais no leitificador, se não tem que bater aí eu boto meu salzinho, enquanto está virando ali o momento não não
Isso traz você para o aqui e agora. Isso faz você parar de ficar, vou ter que fazer isso, vou ter que fazer aquilo. É um momento meu. Caramba, que legal. É um momento que eu falo assim, estou vivendo isso aqui. Calma, nada é mais importante que isso agora. Não é mais importante. Porque aí...
Eu vou, pego no freezer que eu já deixo nos saquinhos o meu suco verde, que é metade de um abacaxi, uma couve, uma folha de couve, tudo. Mas já vem na trouxinha. A folha de couve, metade de maçã e folhas de hortelã natural. Aí eu vou, pego, já jogo o saquinho no liquidificador. Depois eu sento.
saborei aquele ovinho que eu fiz, com um cafezinho, aí boto o meu axon no meu suco verde. Aquilo, pra mim, é um luxo. Eu acho que isso é ostentação. Você se priorizar no início do dia com carinho. Por que você faz um café pros outros e não faz pra você? Por quê?
Eu faço pra mim. O que que falta as pessoas? Se eu puder fazer pros outros, me é um prazer também. O que que tá faltando pra... As pessoas levantam. As pessoas preparam com elas. Levantam já, não sei o que. Não, não posso. Pegando a coisa. Eu já deixo minha roupa separada de véspera. Isso eu fazia desde criança. E eu saquei que o TDAH me desorganizava muito. Eu comecei a fazer isso e melhorou muito. E minha mãe falava assim, mas por que você vai deixar aqui agora? Não, me facilita.
Eu não sabia explicar por quê. Então eu deixava a minha sainha, a meinha, o sapato, a blusinha, deixava numa poltrona que tinha na sala. Todo mundo olhava, pra que você faz isso? Falei assim, não, porque eu levanto, eu já vou fazendo minhas coisinhas, olho...
E me facilitava. Então, a mudança do ambiente acalma nosso cérebro. Porque você tira ele desse modo automático de ficar, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo. Você bota ele no modo aqui e agora.
Será que essa geração, não só de geração Z, geração Ilênio, mas eu falo, nós que estamos vivendo essa revolução da internet, de rede social, está vivendo mais num piloto automático do que os outros? Acho que está vivendo num piloto automático, está vivendo um movimento de manada, e está esquecendo que você não é...
o que você produz, você não é nada disso. Você é um bichinho que requer cuidado e ninguém vai cuidar melhor de você do que você mesmo. O TDAH tem isso de priorizar o outro ou não? Tende, sim. Ele tem essa tendência a uma dependência meio emocional quando ele não sabe. Quando ele começa a, tipo assim, peraí. Se entender.
Ele gosta do outro, mas ele vive sem o outro. Sem problema. Isso não é desamor. Isso, pelo contrário. É ter certeza que ama o outro, porque não necessita mais do outro. Às vezes pode ser isso, né? Porque as pessoas estão tão preocupadas em manter o outro que faz o café para o outro, mas não para elas. Exatamente. Porque aí tem mãe que fala assim, ah, mas eu já levanto tendo que fazer o café das crianças e tal, tal, tal. Ok. Então você levanta meia hora antes e toma o seu.
Bota as crianças pra dormir mais cedo. Criança, eu já durmo 11 horas.
Na minha época era oito horas da noite. E tem que ser oito horas da noite. Tem que ser. Criar o hábito da leitura, filho, vai lá, deita. Aquela coisa, tradição de ler pra criança, é fundamental, porque depois a criança vai ler sem você. E pra aquelas pessoas que às vezes ficam tipo assim, ah, segunda começo, ah, depois eu começo, o que a gente pode ajudar, assim, dar uma ferramenta, uma reflexão, pra eles começarem agora? Não pense, comece.
que é nisso que você fica, eu vou um belo dia você começa é agora, não fala pra ninguém não anuncia pra nada na hora que você falar, segunda-feira eu vou fazer, você tá dando uma satisfação pros outros, não pra você pare de dar satisfação pros outros porque o seu compromisso é com você, então um belo dia você é hoje só vai
Entendi. É diferente do da raiva, que é 90 segundos, né? Pra pensar. Esse, no caso, você tem que pensar antes dos 90 segundos pro seu cérebro não processar e... Não, esse você tem que ir pra prática. Só. Entendi. Não tem a coisa da raiva que tem uma coisa instintiva. Não.
Eu falo no caso que a raiva é instintivo pra gente ir pra briga, alguma coisa do tipo. Sim, defesa. E como o cérebro quer ficar no confortável que gasta menos energia, às vezes você pensar em fazer alguma atividade, ele vai falar assim, opa, não, não, você não vai fazer atividade não, pera aí, você vai ficar aqui.
Se você pensar, ele faz isso. Se você não pensar nos 90 segundos... Você vai e depois ele se beneficia. Porque conforme você vai fazendo a atividade, você vai sentindo o corpo mais independente, você tem a liberação de endorfina, se sente mais relaxado, você melhora o sono. Aí você... Valeu a pena ter vindo. Todas as vezes que eu tive algumas resistências, eu quando fiz, eu falei... Valeu a pena.
deu certo o TDAH com isso de valer a pena essas coisas, essa busca por recompensa no caso pra ele reforçar bons hábitos, é mais fácil ou mais difícil? é mais difícil é mais difícil mas se ele entende que isso é necessário ele faz isso ritual do seu dia o dia do TDAH começa na véspera ele já deixa tudo planejadinho
Pode ser na sua agenda de... Eu até hoje faço no papel. Entendi. E aí, do final do dia chegar, ou durante o dia, dando ok com tarefas cumpridas, nossa, é um prazer. Tem até um estudo que fala que quando você vai riscando sua to-do list, sua lista de tarefas, você vai ficando mais...
animado, alegre. Sim, você vai... Mestre com a serotonina? Mestre com a dopamina boa, né? De fazer o que tem que ser feito. E você saber que é capaz. Então você cria um ciclo virtuoso de dopamina boa. Não esquece de se inscrever no canal, tá, gente? Porque tem gente que vem, olha, olha, não se inscreve. E aí o YouTube acha que a gente não tá agradando.