Seu Cérebro Pode Evoluir em Qualquer Idade com Dra. Thaís Bento & Bárbara Perpétuo - PODPEOPLE #284
Seu cérebro pode continuar aprendendo e evoluindo em qualquer fase da vida.Neste episódio, as especialistas Dra. Thaís Bento e Bárbara Perpétuo, explicam como a estimulação cognitiva pode melhorar memória, foco, raciocínio e qualidade de vida. A conversa aborda neuroplasticidade, envelhecimento saudável e como hábitos simples podem fortalecer o cérebro no dia a dia.Se você quer entender como treinar seu cérebro, melhorar sua concentração e manter sua saúde mental ao longo dos anos, este episódio traz insights práticos e baseados na ciência.
- Neuroplasticidade e aprendizadoCapacidade do cérebro de evoluir em qualquer idade · Formação de novas conexões neurais · Independência da faixa etária · Nascimento de novos neurônios · Possibilidade de aprendizado permanente
- Pesquisa Científica e SaúdeDesign de ensaio clínico randomizado · Recrutamento e triagem de voluntários · Comparação de três grupos de intervenção · Acompanhamento de 18 meses com follow-up de 6 meses · Publicação em revista científica internacional
- Resultados da pesquisa SuperaRedução de 60% em frequência de esquecimentos · Melhoria de 40% em memória recente · Aumento de flexibilidade cognitiva · Melhoria de qualidade de vida percebida · Redução de 29% em sintomas depressivos · Manutenção de benefícios após 6 meses
- Bet EducarFerramentas utilizadas (ábaco, exercícios cognitivos, jogos) · Estrutura de aulas (2 horas, uma vez por semana) · Personalização de desafios por aluno · Mediação educacional · Abrangência de faixa etária
- Prevenção de Demência e Fatores ModificáveisEducação · Sedentarismo · Tabagismo · Etilismo · Perda de audição e visão · Doenças cardiovasculares · Isolamento social · Poluição
- Comportamento e Apoio SocialImpacto direto na saúde cognitiva · Fator de proteção cerebral · Qualidade das relações · Cooperatividade em grupos · Combate ao isolamento
- Cinco pilares para saúde cerebralSono de qualidade · Alimentação saudável · Atividade física · Interação social · Estimulação cognitiva
- Gerontologia e envelhecimento ativoDefinição de gerontologia · Envelhecimento como processo biológico contínuo · Qualidade de vida na terceira idade · Autonomia e independência do idoso · Longevidade ativa e digna
- Saude e LongevidadeImportância de ter propósito · Manutenção da alegria de viver · Buscando sentido nas atividades · Respeito à autonomia do idoso · Incentivo à atividade contínua
- Origem e história do SuperaMotivação do fundador (pai de Barbara) · Descoberta do ábaco/soroban · Integração de múltiplas ferramentas · Ruptura de paradigmas educacionais · Evolução de 20 anos de atuação
- Prevenção como estilo de vidaPrevenção desde o nascimento · Cultura de prevenção · Educação continuada · Cuidados preventivos com cérebro · Hábitos saudáveis diários
- Poupança e reserva financeiraConstrução de múltiplas conexões neurais · Proteção contra declínio cognitivo · Redundância neural como compensação · Impacto de estímulos contínuos · Manutenção de funções apesar de perdas
- Musculação e TreinoRelação entre depressão e declínio cognitivo · Impacto do estresse na cognição · Ansiedade como fator de risco · Estado de ânimo e desempenho mental · Pessimismo como barreira ao aprendizado
- Mecanismos de ação e funcionamentoRedução de frequência de esquecimentos · Uso de pistas no ambiente · Pensamento crítico · Aplicação prática no dia a dia · Capacidade de internalização
- Estimulação Cognitiva - Aspectos EmocionaisAmbiente alegre e motivador · Liberação de dopamina por conquistas · Elevação de autoestima · Resgate do brilho de viver · Impacto positivo no ânimo
Nossas convidadas de hoje trabalham diretamente com um tema que tem ganhado cada vez mais importância, a saúde do cérebro ao longo da vida. De um lado, uma pesquisadora e professora da Universidade de São Paulo, dedicada ao estudo do envelhecimento e da cognição. Do outro, uma líder que transformou a experiência pessoal dentro de um método de estimulação cognitiva em um projeto que hoje impacta milhares de pessoas em todo o Brasil.
e propósito para mostrar como o cérebro pode continuar aprendendo, se adaptando e criando novas conexões em qualquer fase da vida. Com vocês, a gerontóloga doutora Thais Bento Lima e a vice-presidente do Superestimulação Cognitiva, Bárbara Perpétuo. Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do Pod People, um lugar onde a gente se encontra para ver e ouvir gente.
Gente que inspira. Hoje a gente vai falar sobre exercício cerebral. Aquilo que a gente deve fazer para manter o bem-estar durante toda a vida. Porque não é só de corpo que a gente vive. Então, a gente vai receber para falar isso e muito mais a doutora Thaís Bento Lima e também a vice-presidente do grupo Supera a Estimulação Cognitiva Bárbara Perpétuo. Tudo bom, meninas? Tudo ótimo! Que coisa boa receber vocês aqui hoje.
aprender muita coisa sobre o cérebro, que eu estou naquela fase que eu passei do auge da atividade cerebral. Então, eu não quero que ela caia. Porque eu pretendo ficar por aqui muito tempo perturbando muita gente. Inspirando algumas, se Deus me permitir. Thaís, vamos lá, minha querida. O que te levou a gerontologia? Essa área que estuda o envelhecimento e principalmente o envelhecimento de qualidade. É muito interessante estarmos aqui falando
de um tema tão importante, que é o processo de envelhecimento, a longevidade. Então, quando a gente fala em gerontologia, nós estamos nos referindo a uma ciência que estuda os aspectos do envelhecimento humano em relação às dimensões sociais, biológicas, psicológicas, e, ao mesmo tempo, a gente vê o envelhecimento humano acontecendo de forma contínua.
Então, na gerontologia, a gente vê que o envelhecimento é um processo biológico e contínuo que vai acontecer em todas as fases da vida. Não especificamente quando uma pessoa estiver na velhice, tiver 60 anos ou mais. Nasceu, começa a envelhecer. Estamos vivendo e estamos envelhecendo. Então, me motivou essa questão do tempo, mas ter um tempo na vida de boa qualidade.
sentido, na gerontologia nós trabalhamos bastante com intervenções, orientações relacionadas à promoção do estilo de vida saudável para o envelhecimento ativo, o envelhecimento com autonomia, com independência, através de hábitos de vida saudáveis e estratégias que possam manter uma pessoa de uma forma com uma longevidade ativa. E digna, né?
Que a gente viver tanto e esquecer as vivências não é bom. Isso é interessante, porque a gente observa que, tanto no Brasil quanto no mundo, a velhice, chegar aos 60 anos ou mais, foi um direito de todos, um direito conquistado. Mas, uma vez que a gente conquistou esse direito, poder envelhecer gerindo a própria vida. Então, nesse sentido, vem a importância de pensar,
que tipos de cuidados eu posso ter para ter um envelhecimento saudável, digno e bem-sucedido. Eu faço uma pergunta, que você também pode responder, Barba. Em tempos de harmonização facial, todo mundo passa dos 40 e já vai começando a ver alguma coisa. Por que a mentalidade não pensa, vou fazer uma harmonização cerebral? Se é o centro. O cérebro é a grande máquina.
símbolo aqui é um cérebro feliz, que eu espero que ele... Você vê que ele tem a perninha cotó, mas a cabeça grande. Então a gente não valoriza muito o físico do coitadinho. Então assim, está sempre ouvindo bons conteúdos. Por que as pessoas não têm esse hábito? Porque todo mundo quer cuidar do corpo, todo mundo sabe que massa muscular melhora o desempenho do cérebro, mas as pessoas não... Eu nunca vejo as pessoas falando assim, ah, eu vou
fazer minha ginástica cerebral? Eu acho que é uma questão de... Nós estamos aprendendo. É uma questão de educar todos nós, conscientizar. Então, se você fosse ver, muitos anos atrás, as pessoas não se importavam tanto com a alimentação. Quem é para nutricionista é quem tinha algum distúrbio alimentar. Hoje, não. Quem vai para nutricionista é porque quer aprender uma alimentação saudável, mudar a sua forma de se alimentar continuamente para o resto da sua vida.
coisa com o esporte. Tudo bem que vocês estão aqui no Rio e Carioca sempre teve um estilo de vida muito ativo, muito saudável. Mas antigamente, quem se preocupava muito com o físico, com o corpo, era às vezes considerado fútil. É verdade. Então, eu acho que a gente está passando por uma transição. O super, ele já tem 20 anos. Então, a gente consegue perceber a sociedade, 20 anos atrás e agora, como já está com uma consciência maior. Com outra busca. Outra busca.
Por exemplo, 20 anos do Supério. Eu sempre ouvi falar no Supério. Interessante isso. Eu fazia uma paquera de longe. Eu falei, isso deve ser interessante. E aí, uma vez, eu vi uma atividade de vocês usando o ábaco. Que é uma coisa muito interessante. Muito antiga, né? Milenar. Ele nasceu na China, no Japão. Na China. Antes ainda. Foi. Antes. É milenar, hein?
Uma vez eu fui dar uma palestra em 2015, eu acho, numa escola em São Paulo, em São Bernardo do Campo, chamado Ábaco. Eu falei, gente, que nome? Será que é a junção das palavras iniciais? Aí eu falei, não, vou no dicionário antes de perguntar. Aí que eu vi que tinha o Ábaco. Em que momento vocês resolvem lançar uma... É uma academia, né? Isso era uma academia presencial de estimulação cognitiva.
Estimular o cérebro, que a gente sabe pela neuroplasticidade e se plantando tudo dá. O cérebro é quase como um músculo que a gente tem que usar, né? Qual foi a ideia do seu pai? Que foi o primeiro? De onde ele tirou isso? Porque era uma brain gene, né? Que a gente fala, ginástica cerebral. E antigamente a nossa tagline era ginástica para o cérebro. Agora a gente fez todo um estudo e a gente mudou, né? A gente fez uma atualização para estimulação cognitiva.
Mas, bom, como que o meu pai surgiu, né? Como que ele conheceu o bábaco? Necessidade de casa. Então, meu pai, Iteano, formado em engenharia aeronáutica, teve três filhos. Os dois primeiros, que eu e o meu irmão do meio, tirávamos nota. Então, a gente correspondia à expectativa dele na escola. Meu irmão mais novo, sempre muito inteligente, mas não tirava nota. Não dava resultado. Não. E repetiu um ano.
Isso pra um engenheiro, tipo assim, algum processo tá errado. Exato. Então, ele começou uma busca incessante. O que eu vou fazer pra ajudar o meu filho? E ele percebia que o meu irmão, ele não se adaptava com esse molde da educação, de ficar sentado em sala de aula, de ter que ficar olhando a lousa, a lousa. Então, ele ficou, vou ajudar meu filho de alguma maneira. Procurou ele nas iniciativas. E nada surtia, nada dava resultado.
Cabeça metódica. O máximo que tinha na época era aula particular. Eu tinha aula particular. Era pegar mais um formato, sentar e estudar com uma pessoa. Exatamente. Tinha psicólogo. Foi. Foi procurando ajuda. Até que ele pensou o seguinte. Japones, todo japonês que eu conheço é muito focado. E o meu filho está precisando de concentração e foco. Porque é isso que vai fazer a diferença para ele.
foco já leva motivação. Ele aprende, ele se automotiva. E vai. E vai ter resultado. E aí, bom. Aí ele foi. Aí a cabeça de engenheiro é diferente, gente. Totalmente. E eu acho que é até por isso que a gente estava conversando com ele, que por ele ser de fora da educação, que ele conseguiu romper um paradigma da educação. Ele foi pra São Paulo, ele conheceu a comunidade japonesa e ele percebeu que os filhos, os japoneses, eles praticavam soroban. O soroban é o abaco. O soroban é o abaco.
É o abacom. Soroban. Só que é assim que se fala no Japão. Soroban. E aí ele ficou maravilhado. Logo, porque ele também é muito visionário. Isso aqui dá um negócio. Isso aqui dá um negócio. E um bom negócio. E um bom negócio é que faz bem pra gente e pros outros. E ele sempre foi empreendedor. E aí ele falou assim, mas eu não vou fazer só isso não. Vou pegar outros exercícios pra estimular o que eu sinto falta nas pessoas que entram no mercado de trabalho.
Então, daí ele foi pesquisar o que eu posso fazer para melhorar a criatividade, a velocidade de processamento, raciocínio crítico. Exato. E aí, ele transformou o Supera. Então, tem a ferramenta, o Abaco, ele optou por usar o nome Abaco. Abaco original. Isso eu não sei te dizer se é o original ou não, que veio o primeiro. É porque aí o Soroban é muito daquela... É muito japonês. Muito japonês. O Abaco, quando você pesquisa... Sim.
Sim, então, o abaco. Aí tem a nossa apostila Abrindo Horizontes, que é um compilado de... Essa aqui, ó. Abrindo Horizontes. Essa roxinha. Roxa, tá. Vamos lá. Abrindo Horizontes. São vários exercícios. Eu tô com medo de ser reprovada. De desenvolvimento. Mas é uma questão de treinamento. Não vou fazer aqui agora. Depois, em off, a gente faz. Então, são vários exercícios para dar esses outros estímulos.
Para pegar todas as áreas e as funções cerebrais. Lise espacial, linguagem, auto-percepção. Então aqui tem desde palavra cruzada, sudoku, ritore, assimetria, tangram, tem várias atividades. E aí ele também somou jogos de tabuleiro, jogos individuais e coletivos. Hoje a maior parte dos nossos jogos são coletivos para estimular o relacionamento interpessoal.
de conhecimento. Porque nós somos seres sociais. As pessoas esquecem disso. Hoje, como a Bárbara destacou, quando a gente vê no cenário da sociedade, no setor privado, o Superé é uma das únicas empresas que fala sobre cuidados com a saúde do cérebro. E, de fato, a estimulação cognitiva, a gente fala muito sobre estimular as habilidades cognitivas,
Mas a socialização é realmente algo que é o alicerce desse contexto, porque acontece de forma grupal, as pessoas, por mais que elas estejam ali fazendo seus desafios, elas cooperam entre si, cada uma tem suas metas, isso é muito respeitado na estimulação cognitiva, que as metas sejam individuais, mas a cooperatividade e a socialização é muito importante.
Você vai conseguir ver melhor. Aqui, a nossa metodologia, são seis ferramentas. Então, a aba, os exercícios cognitivos, os jogos. Temos também as neuróbicas e as dinâmicas. Neuróbicas são exercícios para o cérebro. Tirar o cérebro da zona de conforto. Isso. Mas principalmente para tirar ele da zona de conforto. Fazer algo, um exemplo. Dinâmicas. Dinâmicas. E também... O super online, que são jogos online. É um complemento da parte presencial. Um complemento, exato.
Exatamente. Então, como que se dá o programa? Uma vez por semana, por duas horas, sempre presencial e com um grupo de no máximo 12 pessoas. E quem que a gente atende? Desde crianças alfabetizadas ali de 6, 7 anos até, assim, enquanto a pessoa tiver ali a sua cognição e tiver vontade. Não perder com a idade, né? Então, nós já tivemos uma aluna com 115 anos. Quem está me assistindo pode pensar,
Ah, não é verdade. É sim verdade. Temos alunos de 100 anos, de 90. Então o Supera surgiu nesse contexto. E é tão interessante, você estava falando da coisa da questão social. Diferente do que as pessoas pensam, a espécie humana não evoluiu para chegar hoje. Nós somos o topo da cadeia, né? Não evoluiu porque a gente é mais inteligente. Todos os animais têm sua inteligência, ainda que a gente não saiba.
espécie, até porque nós somos animais sem pelo, uma musculatura vagabunda, que ele tem que batalhar muito pra manter, né? E pra poder não perder. A gente não tem a velocidade de um tigre, a gente não tem a musculatura de um urso, né? Nós somos animais muito frágeis nesse sistema. Então a pessoa, ah, mas a gente é mais inteligente. Não. O que aconteceu foi que a espécie, sabendo de suas deficiências, se uniu e colaborou. O que fez a grande salto,
não foi força física, não foi colaboração, que infelizmente a gente está perdendo. Então essa questão do método supera, ter essa questão da socialização é fundamental. Porque é o que está na história da nossa espécie, como salto de evolução. E tão interessante que o supera começou então com crianças e adolescentes, mas já no plano de negócio meu pai viu que podia favorecer todas as idades.
Por faixa etária. Por faixa etária. A gente separa por faixa etária. Por faixa da socialização. Então, começou principalmente com ali, crianças e adolescentes. Mas hoje, mais de 70% dos nossos alunos são 60 a mais. Porque querem manter a qualidade. E não tem mais, não tem tanta oferta. Então, o que pode fazer em grupo? E o super é divertido. Então, mesmo que você está se superando, você está fazendo desafios, ele é leve. Ele é divertido.
trabalha muito essa questão do educador ser mediador. Então não é comparação, é você com você mesmo. É como que você vai progredir, como você falou a questão da meta. A meta é uma superação pessoal. E aí você resgata autoestima, você resgata o brilho de viver, as conexões. E um torcer pelo outro, né? Com toda certeza. Eu acho que isso é o grande barato que a gente tá precisando, assim, de também admirar quem tá dando um passo ali e não essa coisa
medíocre, de inveja, de competitividade, de colaboração mesmo. E um ponto que me chama a atenção, que a Bárbara destacou, que é um público bem expressivo, 60+, é que antes a gente via uma cultura excessiva pela juventude eterna, que é o que a área da estética no nosso país, a gente vê que no mundo todo ela é uma prioridade. Aquele filme da Dani Moore, ela vira um troço.
Esquisito, né? O filme. Só que a gente vê hoje o quê? As pessoas querem envelhecer com uma boa qualidade de vida. E aí, nesse sentido, a expectativa de vida está aumentando. As pessoas estão ficando cada vez mais longevas. E elas querem manter o poder de gerenciar a própria vida e tomar decisões. De continuar funcional, né? De continuar funcionais. E elas sabem que os cuidados com a saúde do cérebro, eles são importantes
ela permaneça dessa forma como ela deseja. Então, nesse sentido, hoje, falarmos de estimulação cognitiva é mostrarmos para a população, para a sociedade, que sim, tenha cuidados com sua saúde geral, com uma alimentação saudável, prática de atividades físicas, mas não deixe de ter cuidados com a saúde do seu cérebro. A gente não supera,
Como te falei, há 20 anos mal se falava sobre isso. E hoje a gente vem, a gente tem como uma bandeira levar esse conhecimento para todo mundo. Então, a gente sempre está levando muito conhecimento, seja através dos nossos eventos, inclusive vamos fazer uma live. Longevidade com autonomia começa pelo cérebro, será dia 19 de março, para levar esse conhecimento sobre como envelhecer mantendo por mais tempo autonomia e independência.
do cérebro, que é sono de qualidade, alimentação de qualidade, exercício físico, interação social e estimulação cognitiva, educação. E o super, ele está aqui, na interação social, na estimulação cognitiva. Está nos cinco. Também. Em geral, como é presencial, a pessoa se locomove. Já faz uma atividade física. De preferência, como vocês têm várias cidades do país todo, e se for um pouquinho, que der 10 minutos,
de caminhada, 15 minutos é 15 pra ir, 15 pra voltar. E a gente percebeu ao longo desses 20 anos o benefício. Então a gente via, a gente já tinha mapeado o benefício antes, mas a gente via depoimentos orgânicos o quanto super fazia bem pras pessoas. Até postura física. Até postura física. Encarar, eu vou te contar. As pessoas estão andando assim e de repente você encontra a mesma pessoa com outra postura. Ela tá com o pulmão aberto, né?
melhor, né? Eu tive uma aluna, porque eu fui diretora de humanidade supera por um tempo, e ela entrou, como você falou, curvada, tímida, ela não queria ser vista. De repente, ela estava indo com o peito estufado, com roupas chamativas, falando mais alto, olhando nos olhos, e de batom. E aí ela contou, ela procurou supera porque ela ficou viúva. E ela vivia um relacionamento que ela não podia usar batom, não podia falar com o vizinho,
E aí, os filhos levaram ela no Supera, e no Supera ela começou a conversar com uma pessoa aqui, outra ali. Com medo, né? Que a mãe fosse ter um declínio, porque cuidava do pai e deixou de ter aquela função, né? E a mãe voltou a brilhar, voltou até brilho pra vida. Então, assim, a gente via que o Supera, ele, até hoje, né? Ele faz uma melhoria em toda a área da vida, assim, como se a gente mirou aqui, vamos melhorar nas funções do cérebro, na capacidade da cognição global,
as áreas. Tendo isso em vista, a gente resolveu, foi assim que a gente começou a parceria com a doutora Thais, porque sempre falavam, tá, mas qual é a prova? Científica. Científica. Prova científica. Eu tô vendo, vocês falam, a gente vê os depoimentos, mas será mesmo? E os artigos. E os artigos. E não tinha, né, doutora? A doutora Thais pode falar bastante sobre isso também, Thais, né? Foi com supera. Usando o próprio
Esse ponto é interessante porque a própria Bia, como psiquiatra, sabe que a medicina é muito baseada em evidência. Então, aquilo que não está testado, devidamente publicado no meio científico, de fato é questionado por mais que qualitativamente a gente saiba que as pessoas saem mais felizes, que elas têm um propósito de vida maior,
de vida. E aí, nesse sentido, o Supera, então, se preocupou em testar o seu método e entender se aquilo que fazia na sua rotina... E funcionava, mas queria uma documentação. Exato. Isso mesmo. Uma validação. Uma validação. E foi aí que, desde o início de 2018, conversando com as lideranças do Supera, nós decidimos, então,
fazer um desenho de um estudo usando um método mais rigoroso possível e robusto, que é no formato de ser um ensaio clínico. Quando a gente fala ensaio clínico, é um estudo em que as pessoas vão ser acompanhadas, vão ser testadas, vão ser avaliadas por pessoas que não sabem se elas estão fazendo parte do método ou não estão. E tem um outro detalhe.
Uma testagem a cegas. Exatamente, testagem a cegas. E a gente também fala que tem que ser voluntário. Então, não podia ser com alunos do Supera que estavam ali participando da rotina. Nós convidamos idosos, que eram só idosos, mas na comunidade... Não tinha nenhum processo demencial. A gente teve que fazer uma triagem. Uma triagem para não mascarar. Todos saudáveis. Então, a gente fechou o recorte.
Vamos fazer com 60 a mais, porque já era a maior parte dos nossos alunos. Vamos fazer com idosos saudáveis, que é o nosso objetivo. Então, eu acho que foram mais ou menos um pouco mais de 500 voluntários para participar dessa pesquisa. Olha a demanda, né? E nenhum aluno do supera. É nenhum. Esse ponto importante. Todos eram de associações de aposentados, de clubes, de universidades abertas à terceira idade da comunidade. E da cidade.
de São Paulo. E aí a doutora Thais e a equipe fizeram uma triagem pra selecionar. Então, as pessoas que tinham apresentado um diagnóstico de depressão, de ansiedade, ou já algum comprometimento cognitivo, não podia... Nesse primeiro momento, não. Pode ser até que vocês façam uma pesquisa pra ansiedade ou depressão. Mas eu entendi. Ali era pra validar o método. Então, tinha que... E nós tínhamos que incluir realmente pessoas saudáveis pra
começarem todas homogêneas. Exatamente. E teve algo muito interessante que a gente conseguiu, fez esse recorte, fez a triagem, ficaram 245, 255 pessoas. Nós triamos 586 idosos, fizemos então testes simples para sabermos se eles realmente tinham alguma questão de humor voltada a um declínio cognitivo. E das 586,
selecionamos 386 e desse número sorteamos 255, que foram divididos em três grupos de 85 pessoas. Cada grupo. Cada grupo. Eram três grupos. Um grupo fez o método do Supera, um grupo fez apenas aulas sobre envelhecimento e saúde e outro grupo só comparecia para fazer as testagens.
Acompanhados e comparados. Então, o terceiro não tinha acompanhamento. Nada. Só ia fazer, deixava o tempo. Não tinha intervenção. Não tinha nenhuma intervenção. O primeiro teve a metodologia supera. E o segundo teve aulas com a mesma carga horária. Então, também, uma vez por semana, por duas horas, em grupo presencial. E recebi ali uma aula de um gerontólogo de envelhecimento ativo, saudável, notícias, atualizações, faziam leituras. Mas sem um método.
Método de estimulação. Exato em educação. Psicoeducação. Psicoeducação. Seria o segundo grupo é psicoeducação. Perfeito. E aí teve teste T0 antes de qualquer intervenção, depois de seis meses, doze meses, dezoito meses. E como nós fazemos uma proposta para quem vai até o super L que fique por pelo menos dezoito meses, então a gente colocou ali esse recorte, esse tempo. E depois de seis meses, o que a gente fez? Então, ok, dezoito meses com intervenção.
Acabou com todas as intervenções. Daqui a seis meses, vamos chamar todo mundo e retestar para ver o que ficou. E tem um ponto importante, né? O Supera, ele forneceu a infraestrutura, né? Esse ponto é importante. Foi imparcial durante o estudo, né? E nós, pesquisadores, conduzimos toda a pesquisa. Então, assim, todo o desenho do estudo,
num portal público de ensaios clínicos. Então, qualquer pessoa da sociedade pode ver detalhes desse estudo que ele está ali, mostrando uma parceria entre a Universidade de São Paulo e o Instituto Supera de Educação. Acompanha todos os processos, inclusive o fechamento. E como a Bárbara destacou... Se colocou a teste. Se colocou a teste, inclusive. Se arriscou assim. Se não der certo, a gente vai fechar as formas.
Uma empresa de educação. Exatamente. Pensar dessa maneira. Se botar a teste. E estar ali. Porque confiava no que fazia. Investir dinheiro. E a gente assinou um termo ético de que, independente do resultado, temos que dar a publicação e vamos dar a publicação. Então, olha, para a gente está sendo assim, a coroação é uma emoção tremenda. Meu pai? Meu pai, então... Eu sabia! Não, e tem um detalhe importante.
Agora, eu acho que é interessante falar dos resultados. O pai está feliz e todos estão felizes. É a coroação? Não, porque não precisava fechar o método. É verdade. Estamos aqui. Eu acho interessante a gente pensar nesse ponto. Aconteceu como acontece para todos os alunos da rede por 18 meses. Só que na área de estimulação cognitiva, como a Bárbara destacou,
do nosso contexto científico, que a gente pense o seguinte, se eu acompanhei um grupo que fez estimulação cognitiva, para eu saber se essa estimulação foi potente, eu preciso acompanhar esse grupo seis meses depois do período que eles receberam estímulos, mas no momento em que eles já estão desligados do programa,
de manutenção de um treino, principalmente cognitivo. E aí, nesse sentido, os três grupos encerraram em 18 meses o acompanhamento com a gente, as testagens, e eles ficaram seis meses sem contato nenhum com o grupo psicoeducativo, com o método do Supera, e o outro grupo continuou, enfim, com a sua independência, e nós reavaliamos essas pessoas. Então, assim, com 18 meses, o que a gente
observou. A gente observou que houve uma redução de 60% em relação à frequência de esquecimentos para os participantes que fizeram o método Supera. Nós observamos que houve um melhor desempenho em um teste neuropsicológico que chama-se fluência verbal, em que a gente quer que a pessoa emita em um minuto palavras que comecem com a letra F, com a letra A, com a letra S. E com 18 meses,
As pessoas que fizeram o método Supera demonstraram mais rapidez, mais diversidade de exemplares emitidos. E na nossa área das neurociências, o que isso significa? Melhorou flexibilidade cognitiva, acesso semântico. Também verificamos que teve 40% de melhoria em desempenho de memória recente e em outros aspectos que são socioemocionais.
Então melhorou, por exemplo, qualidade de vida percebida. Então as pessoas que fizeram parte do grupo do método da estimulação cognitiva, elas tiveram uma melhor percepção da qualidade de vida e também uma redução de aproximadamente 29% dos relatos de sintomas depressivos. O que para nós, na área de prevenção do envelhecimento saudável, é muito importante,
Porque significa que o estado de ânimo dessa pessoa está melhorando. Então, a gente conseguiu ter dados significativos publicados num periódico importante da nossa área, que é a revista International Psycho-Geriatrics, que tem um rigor científico de avaliação por especialistas bastante rigoroso. E a gente viu que, de fato, a estimulação cognitiva do Supera,
ser preventiva de declínio cognitivo, para manter a pessoa no envelhecimento ativo, e ao mesmo tempo, ela é um tipo de estratégia que a gente pode pensar. É uma ferramenta preventiva para compor os outros recursos que a gente sabe que faz com que uma pessoa envelheça de forma ativa e saudável. Estou pensando aqui em duas coisas. Você falou da fluência de comunicação.
parte das emoções mal resolvidas é porque a gente não sabe comunicar as emoções. Então, isso indiretamente ou diretamente influencia a capacidade que a pessoa tem de comunicar as suas emoções. Isso é muito interessante, porque a gente vê que essas melhorias vão gerar impacto exatamente no cotidiano da pessoa. Na maneira como eu me comunico com você, quando não me agrada.
aquilo resolve em mim e cria uma ponte de entendimento. Exatamente. A gente vê que as pessoas podem se expressar mais, interagir mais socialmente, puxar mais uma conversa. E o que a gente vê muito na pessoa idosa, que a gente discute muito na área de cognição, é aquele fenômeno da ponta da língua que incomoda muito o adulto da meia-idade, a pessoa idosa, quer querer falar uma palavra,
querer ter um bom desempenho numa conversa, numa palestra, no trabalho, e não conseguir expressar aquilo que quer falar. Então a gente viu que a estimulação cognitiva do método supera, ela melhorou esse aspecto, nesse acesso semântico, nessa expressão de palavras, de ideias, e de manter um discurso com coerência. Agora vamos ver, porque a geração Z está precisando.
Por isso que a gente vai fazer pesquisa com outras idades. Vamos. Porque a gente está tendo uma dificuldade de quantidade de vocabulário, de expressão de vocabulário. E com a inteligência artificial tem gente que não escreve, tem gente que não pensa mais. A pesquisa, ela trouxe que o Supera, ele impacta positivamente em que? Em geral, funções executivas, que é o que? Planejamento, organização, que são atividades mais complexas.
e cognição geral, global, além da memória. Bem-estar, que a doutora falou, a redução de sintomas depressivos. Depois, até gostaria que a doutora falasse um pouco mais, Thais, porque a gente falou que a gente fez uma triagem, né? Então, a gente... São idosos saudáveis. Não são depressivos, é porque a gente passa por momentos de tristeza. Exato. É porque o depressivo está muito já ligado ao adoecimento. Momentos de tristeza, comuníssimo. Ainda mais pessoas idosas,
de um amigo, as perdas são maiores na terceira idade ou no envelhecimento. Esse é um ponto importante, porque é que assim, do ponto de vista, vamos dizer, de uma linguagem padronizada da área, a gente tem um teste de triagem chamado escala de depressão geriátrica. Todos preencheram e foram avaliados em cinco momentos e essa escala sempre foi aplicada assim como um questionário que avaliau
Mas, ali, o que a gente queria entender? O quanto satisfeito o indivíduo estava com a vida dele e o estado de ânimo. Então, assim, não necessariamente as pessoas pontuavam para tristezas excessivas, mas cada vez que ela estava participando do programa, a cada semestre, a gente via que menos estados de desânimo, de pessimismo apareciam. Mas, de fato, o teste tem esse
Dá uma impressão que tinham depressão e melhoraram. Para avaliar sintomas que acumulados ou intensos podem caracterizar uma depressão. Mas é um preditor. Exatamente. Então, nós ficamos muito satisfeitos porque era o que a gente via, presenciava com os nossos alunos. E é muito legal receber a devolutiva dos alunos. Eu já sabia. Agora a gente tem uma comprovação, mas não tem algo mais gratificante.
do que escutar isso. É o nosso Oscar. Exatamente. E saber também que após seis meses sem fazer o Supera, mantivemos as taxas de manutenção das funções executivas, a cognição. Mostra que a gente trabalhou com a reserva cognitiva. Abriu novos caminhos, no sério. Exato. Novas estradas que estão rodando. Isso é envelhecer de uma maneira ativa, saudável.
E isso é influenciar na vida positiva de uma pessoa, e essa é a nossa missão. A nossa missão é transformar vidas. Então, assim, foi um selo, uma chancela, que até hoje a gente vibra. Não, mas tem que comemorar. E eu queria até falar para as pessoas que estão nos ouvindo um ponto importante, porque isso é muito da área da ciência. Todos os voluntários, mesmo aqueles que não estiveram no grupo,
O método supera. Eles receberam depois. Por 18 meses também. Por um compromisso ético. O método supera. Então nenhum deles. Pagou para participar. Eles tiveram o direito. De participar depois. Porque no momento que a gente fez. As comparações. Realmente não era possível. Mas é um compromisso ético. Científico que nós temos. Fazer com que os voluntários. De um tratamento.
de uma intervenção. Que não tiveram direito para validar a pesquisa. Que eles possam ter. Que legal. E um relato que eu acho interessante compartilhar de bastidores, que eu gosto de comentar, é que nós pesquisadores fomos imparciais nas avaliações, porque nós tínhamos equipes específicas que a gente chamava de cegas, porque não conheciam a que grupo cada participante pertencia. Mas nós íamos nas unidades
do Supera como observadores, participantes, para fazermos avaliações qualitativas de como aconteciam nas unidades do Supera o estudo. E um ponto interessante que a gente, enquanto cientistas, a gente discutia muito, era o quanto o ambiente era alegre, o quanto personalizar um ambiente para um contexto de neurociências, de educação, de estímulos para o cérebro,
que uma pessoa já entre motivada, e a gente colocava, assim, algumas hipóteses. A gente pensava, olha, não sabemos se o método vai ter, de fato, resultados nos testes neuropsicológicos. Mas até nós, pesquisadores, quando a gente vem aqui, a gente sai mais animado, a gente sai mais feliz, por causa dessa alegria que tinha no ambiente, a socialização, momento de intervalo com lanches, comemoração de aniversariante,
do mês. A cor, né? A cor. O laranja. O laranja que é aqui também. O pipinho tem um bonzinho laranja. O pipinho. Mas você sabe. Tudo combinando. O nosso primeiro valor, ser positivo e vibrante. E a nossa missão é levar as pessoas a experimentar a emoção de pensar e agir de forma inovadora, desenvolvendo o potencial do cérebro e a cultura da prevenção, impulsionando uma forma incrível de viver. Então, esse relato
de que os pesquisadores, ao entrar no Supera, já sentiam um ânimo, um bom humor, um ambiente. Quer dizer que a gente já está fazendo a nossa entrega. Quer dizer que o nosso valor, a nossa missão, não são de paredes. E tem uma coisa tão interessante, porque eu sempre digo que a gente tem que viver para formar boas memórias. Porque um dia, essas boas memórias vão povoar a gente. Mas se a gente não pensar nisso agora, a gente não vai ter como reter essas boas memórias, essas boas vivências,
e a gente tem que ter esse hábito de prevenir, de entender que o cérebro é a sede da nossa identidade, de quem somos. Então, cuidar do cérebro é cuidar exatamente de nos mantermos um ser humano de verdade. Até o fim, né? Até o fim. E por isso que a gente bate tanto na cultura da prevenção. E a prevenção começa quando? Começa quando a gente nasce no estilo de vida. Isso é prevenção. E algo interessante que a gente não falou aqui, o estudo supera,
Para quem quiser pesquisar, é Supera Cognitive Stimulation Study. E aí tem a outra parte gigantesca. Em português, né? Também é bom falar em português, porque ele tem dois nomes. Ah, ele tem dois nomes. A versão traduzida direitinho. É, tem a versão em português também, que é uma versão que a gente explicou como esse estudo seria feito. Então, é Estudo Supera de Estimulação Cognitiva em português, mas como a Bárbara destacou, o correspondente em inglês,
Ao que está ali na revista Psychogeriatrics, Supera Cognitive Stimulation Study. Então, a gente bate muito nessa tecla da cultura da prevenção. A cultura da prevenção é um estilo de vida. E começa quando? Começa quando a gente nasce. E é um estilo. Quem quer saber mais sobre a nossa pesquisa, que é o Super Cognitive Stimulation Study,
superestimulação cognitiva, da revista que foi publicada, Psychogeriatrics, vai notar que a gente fala muito sobre reserva cognitiva e algo importante que a Thais destacou na pesquisa, no texto, é que estudos sobre longevidade como o Fingers e o US Pointer tiveram resultados muito parecidos com o nosso estudo de estimulação cognitiva multicomponentes.
Esse ponto é importante porque quando a gente fala no tempo de duração desse estudo, na vertente estimulação cognitiva, ele é um estudo inédito. Porque a maior parte dos estudos brasileiros, quando foi num contexto da intervenção da estimulação cognitiva, eles tiveram duração média de seis meses. Muito pouco, né?
podem gerar ganhos. E esse, a gente teve 18 meses de intervenção, mas um acompanhamento após seis meses do término. Então, ele é um estudo inédito, como a Bárbara destacou, há outros estudos internacionais que, para nós, eles foram uma comparação importante e que tiveram dados semelhantes. Mas o que foi mais interessante,
Cognitive Stimulation, a gente vê o seguinte, que a gente só trabalhou com a estimulação cognitiva e esses outros internacionais, eles conseguiram adotar outros tipos de recursos, como ter orientação nutricional frequente, práticas de atividades físicas acontecendo junto, ou seja, simultaneamente com a estimulação cognitiva. Então esses resultados que já foram bastante significativos, pode ser ainda mais
potencializado quando você junta outros pilares. Atividade física, sono de qualidade, alimentação. Porque eu queria até que você falasse quais são esses pilares do Supera. Que a gente vai ter uma possibilidade agora com os pilares. Bom, então o Supera, ele está na neurociência. Novidade, variedade e grau de desafio crescente. Então, na nossa sala de aula, como que é a prática, né? Então, vamos trazer isso mais para a pessoa que vai fazer o Supera.
que ela vai receber. Então, ela vai uma vez por semana, vai receber duas horas, uma aula leve. A gente vai trabalhar a primeira parte da aula, essa ferramenta que é o ábaco. Que é, a gente fala até que a alfabetização do ábaco, você vai colocar aqui, vale lembrar que a gente não trabalha com conteúdo de matemática, mas a gente vai ensinar a fazer algumas operações matemáticas aqui. Pela lógica. Pela lógica. E é um raciocínio lógico. E você vai fazer uma
colocar o conceito da matemática, que muitas vezes para nós é abstrato, de forma concreta. Então, aqui você vai representar o número 1, vai fazer a soma, subtração, multiplicação, divisão, olhando aqui. Lembra que a gente estava conversando como é importante a escrita que se materializar? Aqui é a materialização do cálculo. Do cálculo que é absolutamente abstrato. Exato. Então, é incrível. Então, a gente vai trabalhar primeira parte da aula, essa ferramenta,
depois vamos trabalhar, e aí varia um pouco de cada aula. Essa apostila, esse livro, que é de exercícios cognitivos, que chamamos de abrindo horizontes, jogos, dinâmicas, neuróbicas, e em casa você faz algumas tarefas, inclusive os nossos jogos online. De forma muito leve, porque nós trabalhamos o educador para ser um mediador. E o mediador, ele sempre vai receber por nós uma orientação, um roteiro semanal, que vai garantir novidade, variedade, grau de desafio crescente,
pessoa. Então, numa sala de aula... Não pra turma. Não pra turma. Individual, personalizado. Então, assim, podíamos estar numa aula em conjunto. Eu no nível inicial, doutora Thaís no nível intermediário, a senhora no avançado. Eu já te coloquei no avançado. E tá tudo bem, porque cada um segue o seu ritmo. Quando você vai colocar a meta, é meta pessoal. E aí você vai acompanhar,
E o educador, a gente treina e a gente qualifica ele para que ele oriente e conduza a aula dessa forma. Para que seja um acolhedor. Acolhedor. De cérebros, né? Exato. Seu cérebro será acolhido. Seu cérebro é único, ele é lindo e ele tem potencial. Vamos explorar. Exato. E a gente trabalha também a conscientização. O que a gente fala? A gente fala que a nossa missão, cultura da prevenção.
exemplo para todo mundo. O objetivo do super é estimular o cérebro a criar novas conexões. Porque quando você se desafia... Eu digo que eu penso numa floresta. Vamos abrir novos caminhos, né? Então, bem ramificado. E aí eu dou um exemplo que é, olha para o teto de onde você está. Aqui nesse teto tem 10 luzes, 5 se apagam. Você vai perceber interferência na luminosidade. Agora, se nesse mesmo teto tivessem mil luzes, as mesmas
5 e se apagam. Não interferiu em nada. Você tem muito mais opções. Muito mais opções. Assim é a reserva cognitiva. A gente cria uma poupança desses neurônios, dessas sinapses. Porque a gente sabe algo que é fato. Triste, mas é fato. Vamos perder conexões neuronais. Neurônios vão morrer. Isso a gente sabe. Só que se a gente tem muitos outros construídos, muitos outros ali no céu... Eles se sustentam. Pois é. Um pega a função do outro. Olha a colaboração da natureza. Incrível.
claro, neurônios que assumem o papel dos que foram. É quase uma coisa de família, né? Vai o membro da família ou outros. E tem um ponto na ciência que as pessoas pensavam há muitos anos que não nasciam novos neurônios. É, neurônio morto, neurônio posto, que se falava antigamente. A neuroplasticidade veio pra tirar esse conceito. Esse conceito é novo na ciência, a neuroplasticidade. Então, a importância das pessoas saberem,
que a aprendizagem é contínua, que o nascimento de novos neurônios são contínuos e as conexões cerebrais. Isso é independente da faixa etária, da fase da vida. Então é muito importante até que as pessoas que estão nos acompanhando, elas reflitam que, por exemplo, nunca vai ser tarde para começar. Ah, eu nunca fiz estimulação cognitiva. O que é estimulação cognitiva? E aí a Bárbara vem trazendo esse conceito
que a gente trabalha, que é a diversidade de estímulos intelectuais num grau de desafio, que vá sendo gradativo, mas que tenha diferentes recursos. Exercícios com lápis e papel, jogos, o treino, por exemplo, numa ferramenta de raciocínio lógico como o ábaco. Então, até para as pessoas saberem que vários recursos treinam as habilidades cognitivas,
Um jogo de estratégia, como xadrez, como jogo de dama, jogos que envolvam cartas, tabuleiros, são jogos também que vão estimular a cognição. E, gente, quando a gente fala que é pra qualquer idade, é o seguinte, começa agora. Porque se você é uma criança, vai te ajudar com o quê? Gente, vai te ajudar com processar a informação, o cérebro tá em formação, precisa desse estímulo. Que foi como nasceu.
Exatamente. Concentração que hoje, quantas crianças conseguem sustentar uma atenção por mais de dois, três minutos? Ao invés de elas estarem lá brincando nos joguinhos que não são tão legais, né? Que não tem nenhum objetivo de educar, tem objetivo só de consumo, elas podem estar fazendo isso. Adolescente, vai passar no vestibular, algo, gente, de vestibular, quem faz vestibular, o prestou já concurso, é a velocidade. Concluir, concluir
a prova e poder revisar alguma questão faz diferença. E o super ajuda nessa velocidade de processamento, nessa velocidade de raciocínio. Não basta saber a matéria. Não tem nada de controle. Você tem que ter uma velocidade de processamento de raciocínio que te dê a vantagem de, primeiro, acabar a prova. Perfeito. Sem ficar chutando no final. Muitos fazem isso, né? Como é que foi? Não tem mais... Chutando tudo no final. Isso é muito importante que você está falando. Adulto, gente, para fazer o álbum, o primeiro que você tem que ter
Outro ponto também, o Alzheimer, ele começa, as proteínas começam a ser depositadas e acumular no cérebro 15 anos antes de aparecer um sintoma. Então, nessa fase dos 35, 45 anos, é a fase que a gente tem... Uma janela aberta de prevenção. De prevenção. E aí, a gente está conscientizando a sociedade para trazer esse conceito aqui para os 35, 45 anos.
começa quando começa. Não, lá atrás. Resistência insulínica. Quando aparece ali a glicemia alterou, minha filha tem uns 10 anos de atraso, hemoglobina glicada já estava alterada, insulina já estava alta. Mas às vezes a gente acha que o pior não vai acontecer com a gente, né? É, mas eu acho que esse conceito está mudando. Graças a Deus. Porque a gente não precisa esperar o pior, né? Isso foi uma coisa que também durante muito tempo quem fumava, né? Esperava o efizema, aí o médico se fumava,
fumar, agora vai morrer, mas já tava todo arreventado o pulmão, então era preservar uma vida pouco produtiva, né? Então, como a gente hoje fala, não fume, porque não vai dar certo, a gente tem a história pra mostrar, não beba em excesso, porque a gente tem a história pra mostrar, é a mesma questão de cuidar do cérebro, porque a gente sabe o que vai acontecer. E agora? Ah, não cuidei, já tenho lá 70 anos, então agora não dá mais. Lógico que dá.
ativar neurônios que estão ali esperando ávidos, né? Exato. Tipo assim, peraí, eu posso colaborar? Eu posso colaborar a perda do outro? Com certeza. Então, o que eu falo, gente? A hora de começar é agora. Tem neurônios empáticos, né? Tem neurônios empáticos. O sofrimento do fulano, dos que estão em volta que morreram, eu posso, agora eu preciso de uma ajuda. E aí vem uma importância da estimulação cognitiva, porque ela não é só prática de exercícios,
Além de ser um contexto de trazer desafios, quando a gente fala num contexto presencial, é educar também a pessoa sobre cuidados com a saúde do cérebro. Porque o que é mais desafiador para nós seres humanos é mudar comportamentos, é aderir a algo, porque a gente até começa, mas manter a adesão é desafiador. Então, no contexto da estimulação cognitiva, ela tem uma educação constante.
para cuidados preventivos com a saúde do cérebro, estratégias de memorização que a pessoa pode utilizar para reduzir frequências de esquecimentos. Ela não vai ter um desempenho, por exemplo, de memória que vai ficar espetacular, mas ela vai conseguir ter pistas no ambiente que vai reduzir esquecimentos e os próprios desafios. Eu acho que você está falando dessas pistas que nada mais é do que a capacidade de pensamento crítico,
por que aquilo funciona? Se eu entendo por que funciona, eu pratico. Exatamente, esse ponto é importante. Porque, assim, quando a gente ensina estratégias, a gente quer trabalhar com a capacidade interna da pessoa, o que ela pode fazer no dia a dia dela, que tem a ver com o perfil de vida dela, que ela sabe que vai melhorar a rotina dela, vai reduzir frequência de esquecimentos, vai fazer com que ela lembre melhor de tomar um medicamento,
não esqueça de pagar uma conta, lembre de um compromisso. Ela faz estratégias que vão funcionar. E as cumpre. Exatamente. Eu me lembro que eu era, todo mundo achava que eu andava ali a Bíblia da faculdade. Eu tinha uma agenda que ela vivia de barra, eu acho. Tanto que uma vez eu fui assaltada. Leva tudo, mas não leva a minha agenda. Aí eu falei, pelo amor de Deus, volta. Aí o cara olhou pra mim, como assim? Eu vou te matar. Eu só quero minha agenda, pelo amor de Deus. Minha agenda tá aqui.
Aí ele olhou pra mim. Você tá de brincadeira? Eu falei, não, juro que não tô. Aí ele foi, tá bom, toma essa porcaria. Jogou pra fora. Menino, eu me arrebotei no chão, pegando aquela agenda. Falei, ah, o pessoal levou o carro, levou que coisa. Falei, não, mas a minha agenda... Tá comigo, tá tudo certo. Porque ali eu tinha voltado, rotinas. Eu ajudava. Ajuda. Não tinha o Super. Mas você sabe que... Bom, vamos lá. O Super a gente até fez por 18 meses.
temos alunos que fazem isso para mais de 10 anos. E tudo bem. E assim, é o que a gente quer. Porque quando a gente fala, 18 meses é o mínimo. Agora, quando você entende que é um estímulo, você adota. Igual alimentação, atividade física, exato. Dá pra você mudar um corpo com 6 meses? Não. Dá pra aquele corpo entender por que é tão bom? Não. Se permita um ano, se permita um ano e meio. Depois, se você quiser, continue, porque só vai fazer bem. Continua.
indicação. E a gente tem muitos alunos com mais de 5, 10 anos. A estimulação cognitiva, a estimulação física não tem contraindicação. Constante. E algo que a gente vê bastante nessa questão da longevidade, do envelhecer, é que 50% das demências, elas podem, elas vêm de fatores modificáveis. Com certeza. E no Brasil, 60%. 14 fatores modificáveis. Que a gente pode mexer. A gente pode mexer. A genética não é uma fatalidade.
Exato. A gente tem aí 60% que a gente pode botar a mão e fazer acontecer. E o pessoal está se perguntando quais são elas, então eu vou pedir aqui a ajuda das doutoras, mas vamos lá. Primeiro, educação. Sim, exatamente. Educação, sedentarismo, tabagismo, etilismo, perda de audição, perda de visão, tem as doenças cardiovasculares. Audição, já falou, tá. Exatamente.
Colesterol, diabetes, sono, isolamento social, poluição. São tantos, eu já perdi a conta aqui. Redução de açúcar. Exatamente. Reposição de suplementos que estejam deficitários. Qual é o sonho? O sonho é que nós estejamos cada vez mais conscientes e a gente estruture uma vida, um estilo de vida,
De uma maneira que a gente vai sim viver muitos anos, mas vai viver como esses anos? Viver de forma autônoma, independente, com essa alegria, com essa capacidade. Porque viver por muitos anos debilitados e mal... E aí vem um ponto importante. Inspirar outras pessoas. Inspirar outras pessoas e ao mesmo tempo um papel do supera com responsabilidade social
já que foi parceiro de uma grande pesquisa científica, para que, como a Bárbara destacou, a gente possa conscientizar a sociedade através de políticas públicas. Então, que a estimulação cognitiva, no nosso país tão diverso, ela possa ser um serviço acessível, estar dentro dos serviços do SUS, do Sistema Único da Assistência Social,
que as pessoas das diferentes regiões... Porque estamos vivendo mais. Temos acesso a essa possibilidade. E a gente sabe, de fato, que hoje estamos nesse crescimento da importância de um programa como o Método Supera, mas que possa se tornar política pública. Que agora tem comprovação científica. Agora temos comprovação. Não tem impedimento. Não tem impedimento. Para ser um direito das pessoas, que foi um dos pontos que a gente conversou.
A velhice é um direito? É um direito. Mas envelhecer com uma boa qualidade de vida tem que ser um direito do cidadão. Então, poder ter acesso a programas preventivos. Eu tenho essa esperança. Eu também tenho. E a gente carrega isso muito na nossa missão. Então, não só para o aluno, mas como eu até falei no comecinho, a gente promove algumas lives para levar conhecimento de qualidade com respaldo.
que estão lá num lugar que não tem acesso. Isso também é uma responsabilidade. E todo setembro a gente faz um evento com pessoas de renome, com médicos, com estudiosos da área. A doutora Thais sempre está participando e que a gente chama de Setembro Despertando a Sociedade para a Saúde do Cérebro. Levando todas essas informações. E o legal é que todo mundo leva numa linguagem
mundo entende, assim como você faz aqui. Eu acho que é o mínimo, né? Que nós profissionais temos essa obrigação, porque senão o conhecimento não pode ficar na gente, né? Exatamente. Ele tem que se propagar. Então, eu acredito muito. Eu acho que eu já vejo o avanço nesses 20 anos. Todo mundo que está no Supera já vê o avanço nesses 20 anos. E eu acho que se daqui a 10, 20 anos a gente for conversar, da mesma maneira como hoje, a gente tem como certo que as pessoas, elas têm consciência de que a alimentação e atividade física são importantes. Vai ter.
e ter a consciência do cérebro. Exatamente. Então, vamos para o repórter Pipinho? Vamos lá. O que é o repórter Pipinho? O repórter Pipinho agora está aqui em 3D. Pipinho porque é o diminutivo de people, de pessoas. A gente tem uma comunidade chamada Ser Humano Sustentável. Então, lá a gente tem mais ou menos 2.500 pessoas que têm direito a cursos, a artigos, muitas coisas. Eles têm o direito
de saber quem vem aqui com um pouquinho de antecedência. E aí eles entram, a gente dá o Instagram do arroba método supera, eles vão lá e aí eles mandam perguntas que eles gostariam de fazer se a gente tivesse uma plateia ao vivo. Podemos? Claro. Então vamos lá. Primeira, o cérebro realmente pode continuar aprendendo e se adaptando em qualquer idade? Sim.
modificável. É aquilo que a gente estava falando, né? Exatamente. A neuroplasticidade, são móveis caminhos, é um músculo pulsante também, né? A qualquer idade, a neuroplasticidade, ela também garante isso. Então, é possível. É possível. Você quer complementar? Eu destacaria que em todas as fases da vida, o cérebro, ele se modifica de forma estrutural aos estímulos recebidos. Então, em qualquer idade, é possível aprender.
Sempre a hora. A hora é agora. A hora é agora, exatamente. De começar, né? Próxima, Tonton. Existe uma idade ideal para começar a estimular o cérebro de forma estruturada? De novo, vou repetir. A hora é agora. Então, é claro que quanto antes a gente faz, melhor, maior são os benefícios que nós vamos colher na nossa vida. Mas nada de ficar se chicoteando, por que eu não fiz antes? Começa agora, porque você vai colher benefícios.
Vai ter benefícios. Eu brinco que o cérebro é que nem terra Brasília. Se plantando, tudo dá. Então, tem que plantar, né? Plantar agora pra começar a colher, né? Exatamente. E o que é interessante hoje é que a Organização Mundial da Saúde, ela falou o seguinte. Quando a gente fala em prevenção de demências, o início, as fases iniciais da vida do indivíduo já são determinantes, já impactam. A educação é um dos fatores, assim,
é um dos fatores que mais impactam a questão da demência. Então, quanto maior o tempo de educação que essa pessoa tem, melhor, né? Mais estrutura essa pessoa já está formando no seu cérebro. Maior a reserva cognitiva. De formas diversificadas. De formas diversificadas. A educação não é só aquela educação formal. Formal, não. E o supera não está dentro de uma educação formal e é educação. E é educação. Próxima, Tonton.
mais ajudam a preservar a saúde cognitiva. Eu vou nos cinco fatores. Vamos lá. Sono de qualidade, alimentação de qualidade, aí dizem da alimentação mediterrânea, interação social, atividade física e educação, estimulação cognitiva. Os cinco. Os cinco. São os cinco pilares de ouro. Os cinco pilares de ouro. E eu complementaria o seguinte, que não é porque uma pessoa,
está envelhecendo e ela tem doenças, que ela pode não ter a preservação da saúde cognitiva. Então, assim, comorbidades, ter alguma doença crônica é possível também na doença. Não é um impedimento. Mas não é um impedimento. A pessoa tem que ter a estabilidade, o devido tratamento, o cuidado e os hábitos saudáveis que a Bárbara destacou, que ela também vai ter a preservação da saúde cognitiva. Então, reduzir
Essa evolução, né? Já é um grande passo, né? Porque as medicações falham demais. Nossa, isso que você falou, algo muito importante. A gente trabalha com prevenção não farmacológica. Exatamente. Mas a prevenção farmacológica, de prevenir perdas de doenças que você vai perdendo, as funções cognitivas, é muita. Às vezes nem vale. Às vezes é 8% de melhora. E tem consequências. E tem consequência de efeito colateral. Então, assim, tem pessoas que respondem.
As pessoas vão responder um pouquinho, mas mesmo assim, é uma resposta muito boa. E a estimulação cognitiva é muito maior. E não farmacológica. Sem efeito colateral. Sem efeito colateral. Aliás, o efeito é positivo. O efeito colateral é melhorar. É melhorar o humor, melhorar o ânimo. A convivência. Próxima, Tonton. A socialização tem impacto real na saúde do cérebro? Diretamente.
100%. Tanto até que é um dos pilares para a proteção do cérebro, da saúde, da cognição. É a interatividade humana, a interação social. E eu ressalto que é a interação de qualidade. Você está conectado com o outro. Não é aquela interação... Ter sentido. Ter sentido. Ter sentido e propósito dessa conexão. Não é só estar num local cheio de pessoas. Não. Então... E destacaria, como a Bia bem trouxe,
É que nós somos seres sociáveis. E essa é a nossa diferença enquanto seres evoluídos. Porque quando a gente interage socialmente, nós também estamos tendo estimulação cognitiva. Porque a gente precisa pensar no que o outro está pensando, sentindo. Raciocinar a resposta. Raciocinar, expressar, interpretar. Então, hoje a socialização, de fato, é um fator de proteção. De qualidade, como a Bárbara colocou.
Importante isso, né? Exatamente. Tem relacionamentos que pioram as pessoas. Ah, com toda certeza. De qualidade, não tóxico. De qualidade, exatamente. Próximo, Tom Tom. Quais sinais podem indicar que a pessoa precisa dar mais atenção à saúde cognitiva? Ah, eu começo com a auto-percepção. A doutora que me conscientizou muito disse como a gente não pode subestimar a auto-percepção. Então, se você recebeu, né?
piscou alguma luzinha aí dentro de você, já vai investigar. Porque ninguém conhece você, o seu corpo, melhor do que você mesmo. Então, eu digo que é a auto-percepção, mas é que a doutora pode dar mais indicadores. É bem importante esse ponto da auto-percepção, do desempenho da pessoa em relação aos parâmetros dela com ela mesma e se está afetando de alguma forma a rotina dessa pessoa,
muita frequência as relações sociais, atividades mais complexas, como pagamento de contas, administrar medicamentos, lembrar de compromissos, de aniversários de familiares. Se isso está sendo muito impactado e associado à própria percepção que o desempenho não é mais o mesmo, que ele está modificando, está declinando,
procurar auxílio profissional, de profissionais especializados, como neurologista, geriatra, psiquiatra, para fazer uma avaliação. Essa coisa da auto-percepção é tão interessante. Eu, quando tratava pacientes que começaram o processo de demência, geralmente a família só percebia quando estava muito. E eles, não. Eles começaram, pelo menos uns dois anos antes,
do declínio. Alguma coisa em mim está mudando. Interessante isso. Isso é interessante. Tanto que nessa fase, eu sempre falava, olha, a gente tem que ter mais uma estimulação. Aí na época tinha oficinas de memória. E os que faziam, realmente demoravam muito mais a coisa declinar ou se mantinham. Mas eu me lembro que eles falavam assim, tem algo em mim que está diferente. E a gente tem que ter essa escuta. Porque aí você vai falar isso com o filho, vai falar, que isso?
mamãe, tem nada demais. É da idade. Porque assim, é como se fosse perdendo um pouquinho dela, né? É verdade. E os estudos científicos, eles mostram exatamente isso. É uma coisa subjetiva. E é subjetivo mesmo. E a gente percebe. E a gente não percebe só com o envelhecimento. Eu vou te dar um exemplo meu. Maternidade. Gente, como eu percebi que eu não estava mais
Falei, opa! Minha mãe, ela está passando pela menopausa, ela também muda. A menopausa é um fenômeno cerebral que repercute no corpo. É isso que as pessoas não entendem. E no cérebro. No cérebro, é um fenômeno cerebral. E a Bárbara falou. Então, ter estímulo nesses momentos é fundamental. E a menopausa é tão interessante porque hoje estuda-se 500 sintomas, em média,
estão relacionados à menopausa. E a gente subestima muito algumas características específicas. Mas, de fato, o nosso organismo é bastante complexo. O cérebro é a máquina maior. Mantê-lo é uma questão de pensar bem mais amplo do que a saúde. A saúde não é manter... O corpo está ótimo, mas se eu não sei quem eu sou, o corpo está ótimo. Eu vou ficar por aqui sofrendo sem saber.
Porque eu sou um zumbi, né? Na realidade, um zumbi em ti. Porque aí você tem uma máquina daqui pra baixo funcionando e você não conecta. Então, é bem complicado, né? Exatamente. Próxima, Tom Tom. Atividades como jogos, leitura ou desafios mentais realmente fazem a diferença? Sim, a gente tem até a pesquisa que comprova. Então, a metodologia super, que é a multicomponente, e tem jogos, tem desafios,
E aí temos todas as outras ferramentas comprovadas cientificamente. Então, essa é a maior... O nosso Oscar. É o nosso Oscar. E interessante, né? Que assim, as pessoas têm dúvidas do que gera estímulos. E aí a Bárbara traz esse ponto, né? Do método supera ser multicomponente. E vem um detalhe. Tudo que gera aprendizagem para o cérebro,
de informações, processamento de uma informação, vai ser uma atividade, um recurso que vai gerar esse estímulo. Então, de fato, como fizeram a pergunta, faz de fato bastante diferença. E não é uma coisa de... Empírico. Que já tem seu valor. Porque toda ciência nasce de algo que empiricamente funcionava e vai se testar. É importante que a gente fale isso.
Sim, mas agora sim. Mas você tem que comprovar. Agora, até a doutora pode explicar, porque esse estudo é com 60 a mais, mas se com 60 a mais teve resultado, a gente não pode dizer que com as outras faixas etárias também vão ter muitos benefícios? Sim, com certeza. É interessante pensarmos que agora, como perspectivas até futuras, o próprio supera com essa grande vertente científica, vai expandir pesquisas,
para outros públicos outras faixas etárias e conosco especificamente da gerontologia da USP do grupo de neurologia cognitiva e do comportamento a perspectiva já de uma parceria estabelecida para focarmos em pessoas idosas de baixa escolaridade porque elas representam também muito do nosso país é um grupo diverso enfim, bastante representativo
Exatamente, com potencial de melhora imenso. E de qualidade de vida. Exatamente. E a gente não pode esquecer que 2024 ou 2025 foi o ano que a palavra mais usada foi o brain hot, que é o apodercimento cerebral pelo uso excessivo da tecnologia. Exatamente. Então, por mais que pareça estranho, a nova geração está precisando de socorro. E tem um ponto que eu acho que está percebendo. Um ponto importante é que hoje os atores
de alta performance fazem estimulação cognitiva. Eles têm programas de estimulação cognitiva nos seus centros de treinamento. Tem, inclusive... Corpo e mente e sã. Aí a gente vai lá pra Grécia, que já se falava nisso, né? Tá se verificando também, novamente, que eles tinham razão. Temos alguns times de renome que trabalham com plataforma o Super Online Sensorial Move
a centros de treinamento. CT, né? O CT. Quais são? Curiosidades. Corinthians. Não posso? Corinthians. Botafogo. Botafogo do Rio ou de São Paulo? Então é Corinthians, Botafogo. Fortaleza. E Bahia. Corinthians, Botafogo. Para ficar leal à competição. Mas que bacana, que bacana. Então você é botafoguense, né?
Vai que o Vasco ouve essa entrevista e toma uma mão na cara para melhorar. Vamos lá. Próxima, Tom. Como o treino cognitivo pode ajudar na concentração e organização mental? Quer responder essa, doutora? Pode responder por causa do ábaco. Eu acho interessante. Bom, é que eu estou respondendo todas aqui, mas vamos lá. Bom, vamos lá. Através do ábaco, a gente sabe que a gente trabalha
a concentração. Você consegue, como a gente trabalha com grau de desafio crescente, então a gente começa com grau de desafio menor, vai exigir ali um tempo de presença de concentração menor e a gente vai aumentando de forma gradual. Então você consegue dilatar, você consegue aumentar esse tempo de concentração através dessa ferramenta. Agora, a organização mental, como a gente trabalha as funções executivas e a organização, a cognição geral, a cognição global, a gente trabalha
diretamente na organização mental. As funções executivas são atividades mais complexas, como planejamento, como organização. A cognição já é o motor do cérebro, que a gente fala que ali tem a memória, ali tem a criatividade. Então, essas ferramentas, o treino cognitivo, é até interessante colocar aqui, que espera a estimulação cognitiva. Existem algumas diferenças entre treino cognitivo, estimulação cognitiva e reabilitação cognitiva.
Tendo que a gente pode dizer, já a estimulação cognitiva ajuda sim, concentração e organização mental. Ajuda, concentração. Mamãe e papai que estão ouvindo aí o seu podcast. A promoção Gotinhas Johnson's Baby chegou. Compre 50 reais em produtos participantes e ganhe a sua pelúcia surpresa. São seis gotinhas fofas pra chuchu. Estrega, estrega, vai fazer mensagem, gostou. Consulte o regulamento em www.promo.jonsonsbaby.com.br
Estimulação é mais.
E ela é diversificada. E foi o estudo. E tem a comprovação científica. Então, a gente não pode esquecer isso. Exatamente. E um ponto interessante, até dentro dessa pergunta, é que a atenção e a concentração são a primeira etapa do processo de memorização. E as pessoas se queixam muito da memória no dia a dia. É quando elas sentem que a memória está diferente que elas se preocupam. Você falou uma coisa interessantíssima.
atenção, concentração e evocação do que você concentrou, que vai levar ao ato de memorizar. Se você tem erro aqui, nessas primeiras etapas, você não memoria. Exatamente. E você falou uma coisa genial também. É a questão de você começar com o tempo curtinho, porque diferente do que as pessoas pensam, ah, vou começar quando estiver motivada. Não. Você começa, o seu cérebro realiza, ali libera uma dopamina, que é aí que te motiva para ir aumentando.
o tempo e poder processar. Por isso que a gente fala, a metodologia supera, ela é estruturada e tem que ser estruturada pra você não desestimular a pessoa. Então, você tem que manter a pessoa motivada. Ela tem que ir construindo a sua automotivação. A sua automotivação. Então, o grau de desafio, ele é bem personalizado. É de cada um. Pra que você libera essa dopamina a cada passo que você der. E a conquista, né? Exatamente.
Próxima, Tom Tom. O que as famílias podem fazer para ajudar os idosos a manterem a autonomia por mais tempo? Bom, então essa eu respondo. Perfeito. Porque aí está na área da gerontologia mesmo. É muito a gerontologia. Eu acho que, assim, acima de tudo, respeitar a fase da vida em que a pessoa está, respeitar as suas particularidades, mas incentivar com que a pessoa idosa tenha propósito
propósitos de vida, porque a gente vê que é muito comum no processo do envelhecimento, da velhice mais avançada, que haja uma mudança de rede de suporte social, perda de entes queridos, e que por esse motivo, muitas vezes, a pessoa idosa não encontra o seu propósito, ela tem uma rotina ociosa, e aí nesse sentido, eu acho que a família,
atuam como grandes apoiadores e incentivadores. Com possibilidades, inclusive, mapeando possibilidades em que o seu familiar possa manter-se ativo, interagindo socialmente, com desafios, com dinamicidade. E o que a gente vê? Quando uma pessoa idosa consegue manter-se ativa, ela também melhora as crenças que ela tem sobre ela.
auto-eficácia é melhor. Ah, eu tenho potencial, eu consigo, eu tenho vontade, eu quero realizar esse sonho. Então, as famílias também acreditarem. Porque o que a gente vê? As pessoas associam muito o envelhecimento a aspectos negativos. A incapacidade. A incapacidade. Então, encorajar os seus familiares, ajudarem a ter uma rede de apoio, enfim, onde vivem,
a procurarem serviços, grupos e oportunidades. Eu vou contar um pouquinho dos relatos que eu escuto. Por favor, Bárbara. Do ponto de vista da pessoa idosa, algo que machuca muito é quando o familiar o considera incapaz e tira a autonomia da pessoa. Ela mesmo tendo autonomia, pode ser que seja um pouquinho mais lenta, pode ser que faça um pouquinho diferente, mas ela consegue fazer. Só que o familiar, no intuito de ajudar, ah, vou facilitar.
isso acaba com a autoestima. Vai incapacitando. Vai incapacitando, vai entristecendo. E aquele estímulo que a pessoa continuaria a ter, deixa de ter. Então é como se o familiar tem que tomar cuidado de não colocar esse familiar idoso dentro de uma bolha. Porque senão é aí que vai ser pior. Ele não vai receber estímulo nenhum, não vai ter desafio nenhum no dia dele. E a profecia da inutilidade vai se concretizar. E uma pessoa sem propósito,
Eu gosto muito do livro do Victor Frankl, que ele fala muito sobre propósito. E você tem que manter, você que tem um familiar que já é idoso, você tem que olhar e ver aquele brilho no olhar, aquele propósito. Pelo que for. E estimular. Ah, não, mas ele não tem mais idade pra fazer isso. Tá mantendo a chama da vida acesa? Estimula. Com segurança, claro, mas estimula. Com teu amparo, como uma criança.
Você tem que deixar ela se estimular. Você tem que deixar ela aprender. Tem que ter incentivo. E também o familiar pode ajudar. Levar no supera da vida. E ir lá. Fazer uma aula experimental. Aí você estimula mais. Vai mamãe. Vai lá. Você é um apoiador mesmo. Porque eles levaram a gente. Eu acho que a gente nunca pode esquecer. Até quantos anos.
fobia escolar. Então, minha mãe me levava, eu chorava, chorava. Ela me lembra que várias vezes ela faltou trabalho, tirou uns dias que não precisava, quer dizer, até perder o tempo de férias dela ou de vejo pra poder ir lá e falar, não, filha, vai lá pra eu vou estar aqui. Aí, no dia seguinte, eu vou ficar aqui, depois eu vou pra casa. Mas eu tô aqui na hora que eu vou sair e fazer essa transição. A gente recebeu isso. Não é possível que a gente não possa retribuir.
Não possa fazer isso, gerar essa segurança, esse incentivo, vai lá. Porque a gente também fica com insegurança.
A gente também teve muitas. O novo gera estranhamento. Para todo mundo. E a gente vê que a estimulação cognitiva, ela tira as pessoas de uma situação de conforto mesmo. Porque você está ali com seus pensamentos no piloto automático, com a sua rotina repetitiva. E quando você começa a olhar para si, para as suas próprias habilidades, você está lidando com o novo. Porque você está conhecendo quem você é do ponto de vista
do desempenho das suas habilidades mentais. E também tem aquele conceito que o Kalash fala muito, né? Do antidadista. Exatamente. Então, assim, existem preconceitos enraizados, existem falas. Eles têm que ir com a gente. Então, a gente tem que tomar cuidado pra isso, porque às vezes a gente acha que é inofensivo uma fala. É velho mesmo, deixa velho. Mas isso causa um mal pra pessoa. Ou expor ela numa situação.
que você sabe que vai constrangê-la. Então, a gente tem que ter esse cuidado, esse olhar. Com certeza. Porque a gente já teve do outro lado, né? Quando a gente era criança, a gente teve muito isso. A gente teve no lado até mais desfavorecido, que não tinha experiência para basear. Eles têm. É só a gente pegar pela mão e levar. Porque a gente já foi levado várias vezes. É verdade. Próximo, Tom Tom. Existe relação de saúde emocional e funcionamento cognitivo? Com toda certeza. Tanto até que a depressão.
ela está entre um dos 14 fatores modificáveis para o desenvolvimento. Porque pode tratar, né? E pode, muitas vezes, um quadro depressivo simula um quadro demencial, né? Exatamente. Por isso que o estudo tinha que limpar isso para ser absolutamente... Estresse. Fidedigno. Fidedigno. Estresse também pode gerar um declínio cognitivo subjetivo. Então, ansiedade. Exatamente.
que a gente observa? Uma pessoa quando ela tem sintomas de tristeza muito intensos ou um quadro de estresse muito elevado, essa pessoa ela passa a não se concentrar, ela passa a ter dificuldade de fazer as suas tarefas com qualidade e ao mesmo tempo essa pessoa passa a não ter iniciativa muitas vezes para fazer algo. Então a gente vê essa relação muito bem estabelecida e
inclusive como um gatilho mesmo. Como a Bárbara destacou, uma pessoa com quadro de depressão não tratado, com nível de estresse muito elevado, com sintomas de ansiedade muito frequentes, essa pessoa pode vir a ter um declínio cognitivo. E costumam ser pessoas que têm muito pessimismo, que elas não acreditam em si, que elas se esforçam menos para aprender algo.
indiretamente e diretamente, o próprio funcionamento cognitivo fica prejudicado. Consequência direta, né? Exatamente. Próxima, Tonton. Que conselho vocês dariam para quem quer começar a cuidar melhor do cérebro hoje? Seja supera. Se supere. Se supere. Eu acho que um ponto importante que a gente discutiu bastante
a pessoa entender que nunca vai ser tarde para ela começar a cuidar do seu cérebro. Porque é o que a gente discutiu aqui um pouco. Muitas vezes as pessoas se cobram achando que elas não têm potencial, que elas não têm capacidade, que aquilo não vai ser útil para ela. Então, eu acho que a pessoa entender que sempre é possível cuidar da saúde do cérebro. Eu acho que essa é uma frase importante.
nunca vai ser tarde e também nunca vai ser cedo demais. Que aí vem essa questão de começar nos anos iniciais da vida. É interessante isso, porque se você pensar, o cérebro, desde que a gente nasce, ele trabalha presente todos os dias. A gente está aqui movendo a mão, falando, articulando, ele está trabalhando para caramba. O mínimo que a gente pode devolver para ele é um pouco de cuidado. Quando a gente tem essa tomada de consciência que o cérebro não é o nosso,
Não é a nossa consciência, mas é a sede dele. Então, quando a gente começa a ter consciência da vida, a gente sabe que ele é um órgão e que precisa do nosso cuidado. Da nossa atenção, de forma intencional. Exatamente. Não mais. É um filho. Eu digo que a gente passa a ter que cuidar dele. Porque ele cuidou da gente muito bem. Todas as vezes que a gente fugiu de um perigo, ele estava lá, ele alertou, ele tirou a gente com reflexos. Quantas vezes a gente ia se queimar e...
arranca a mão da gente. A gente não pensa, ah, minha mão tá quente, ah, ia queimar. Ele automaticamente tira o engasgo, né? Quando a gente engasga, ele tosse, joga alguma coisa pra fora, ele o tempo todo tá cuidando da gente. Chega uma hora que a gente tem que dar uma mãozinha. Isso é muito interessante, né? E até o fato da gente viver em regras sociais. A gente sabe, do ponto de vista saudável, né? A pessoa saudável sabe se colocar no lugar do outro, exatamente, né?
termos um funcionamento cognitivo complexo. Exatamente. E ele tem o lado automático, que ele nos protege o tempo inteiro. Exatamente. Então, chega uma hora que a gente tem que cuidar dele também. Exatamente. Para ele continuar fazendo a missão dele, né? É verdade. Isso é a tomada de consciência. Próximo, Tom. Chegamos agora no momento Pipinho. Agora é brincadeira. A gente vai jogar tênis, tá? Eu vou jogar uma palavra, uma pergunta. O que vier na cabeça, vocês respondem. Perfeito.
Pode coincidir de você falar, eu também concordo com ela, mas em geral que vier primeiro na cabeça. Desafio cognitivo. Desafio cognitivo e de não se filtrar. Sem filtro. Sem filtro. 1. Uma palavra que represente envelhecer bem. Estimulação. Longevidade.
Eu volto, supera. Estimulação cognitiva. As duas falaram a mesma coisa com o outro. É verdade. Mas é a mesma coisa. Três, um livro que marcou vocês. Viktor Frankl. Em busca do sentido? Em busca do sentido. Ele tem vibe. Bom, O Mundo de Sofia. Muito legal, filosofia. É um dos primeiros livros que eu li mais densos da minha adolescência. É a questão da filosofia.
buscando o sentido da vida. É verdade. O filósofo está o tempo todo buscando o sentido das coisas. Perfeito. Esses dois livros são facílimos de encontrar. Facílimos. São bem acessíveis. Em Mundo de Socia e Em Busca do Sentido, do Vitor Frankl. Recomendo para todo mundo. Vamos lá. Quatro. Um lugar que traz sensação de bem-estar. Praia. A casa. Meu reino, minha casa. É, meu reino, minha casa.
Cinco, uma qualidade importante para viver mais e melhor. Consciência. Prevenção. Se juntar as duas é melhor. Consciência dá para a prevenção. Seis, um aprendizado que o envelhecimento ensina. Empatia. Eu vou concordar. Vou concordar com você. A gente se torna mais empático? Mais sábio, mais empático. E eu vejo também... Ah lá, vou responder com frase. Pode.
pessoas envelhecem, elas deixam de levar tudo muito a sério. Traz leveza. Seletividade. Você escolhe as batalhas que você quer enfrentar e despacha as outras. O que diminui o estresse. Muito. O que diminui esse desgaste cerebral também. Talvez porque a gente aumenta um pouco a fé, né? Já passou por tanta coisa na vida que sabe que quase tudo passa. Que sabe que quase tudo passa. Tem uma serenidade. Tem uma questão. O que
não for pra passar, também não é pra passar. Mas a gente já viu, né? Sete. Uma pessoa que inspira vocês. Ai, vou no clichê, meu pai. Perfeito. Ah, eu diria a minha mãe. Meu nome do seu pai? Antônio Carlos Guarini Perpetuo. Exato. Fundador do Supera. Bom, eu diria a minha mãe que não encontra-se mais nesse plano espiritual. Mas se inspirou, meu amor. É, mas foi uma pessoa decisiva para as características da minha personalidade, das minhas escolhas.
Um exemplo de Garra, Zuley de Bento Lima. Zuley de Bento Lima. Acho tão interessante que a única maneira de se fazer eterno e imortal é o legado. É o legado. Exatamente. Tem gente que fala, não, mas morreu, acabou. Não, acaba. Quem deixa o legado não acaba, não. É a única maneira. E o legado pode ser a memória. Não precisa ser algo grandioso. É a memória, o sentimento que você gerou no outro, a inspiração. O que você inspirou.
É exato. Não tem jeito. O pedaço está ali. Oito. Um conselho para quem quer envelhecer com qualidade de vida. Como é que hoje o Supera? Eu diria, para se socializar, para envelhecer bem, a gente tem que estar interagindo com pessoas. Boas relações. Boas relações. Qualidade. Eu diria que a Solicrenca... Aí eu estou falando no contexto das relações positivas.
porque eu vejo que hoje uma das principais, eu diria que doenças invisíveis da velhice é a solidão. Então eu diria que é para as pessoas se socializarem, não se isolarem, é para ter realmente um envelhecimento bem sucedido. E buscar pessoas com sentido e propósito semelhantes. Semelhantes, que tenham sintonia. Exatamente.
Superpoder é aquilo que a gente ainda não tem. Talvez a gente usar o cérebro por inteiro. Talvez. Porque a gente não sabe o que a gente conseguiria fazer. A gente não usa. Isso é interessante. Não é? Talvez a gente consiga usar toda a nossa capacidade de explorar. Haja trilha pra abrir. É verdade, né? Vamos abrindo as portas. Você, Thaís. Deixa eu pensar. Não sei, eu acho que... Pra mim, eu tô achando bem, assim,
complexo, porque eu acho que a gente é muito diferente como seres humanos e cada um tem tantas potencialidades que eu acho que uma pessoa com todas as potencialidades ficaria muito... Isso já seria um superpoder. Já seria um superpoder. Entendi. Integrar potencialidades dos outros. É, integração de potencialidades, porque a gente não é bom em tudo. Com certeza. Eu acho que isso seria um superpoder. Você ser bom em movimento,
em habilidades visoespaciais, em raciocínio, em criatividade, coordenação. Eu acho que, como a Bárbara falou, acaba sendo bem parecido, que é você usar todas as habilidades, mas ter todos os potenciais dessas habilidades. Entendi. Eu já pensou para poder, eu queria que meu cérebro fosse capaz de ver pensamento. Olha! Mas você, sabe?
contar um segredo. Quando eu era adolescente, eu tinha algo dentro de mim que eu sentia falta da telecomunicação. Como que a gente não pode fazer telecomunicação? Ia facilitar tanto. Eu já transmito o pensamento igualzinho pra você. Mas eu acho que a vida eterna é assim. Porque você não tem mais um aparelho de fono. Você não emite voz. Ter voz é uma questão do corpo. Quando você não tem mais corpo, deve ter um...
A gente vai mitigar tanto o erro de interpretação. Você vai na fonte. Vai na fonte. Você percebe e sente o que o outro está querendo dizer, transmitir. Eu acho interessante de ler os pensamentos dos outros. Até para nós, nossos pensamentos são complexos. Porque a gente vê, isso se fala muito na psiquiatria e na psicologia, que muitas coisas que a gente pensa, até negativas, não vão acontecer. E elas estão nos nossos pensamentos.
Exatamente. E eu acho isso bastante interessante e complexo também, nós, enquanto ser humano. Porque é o lugar que a gente vive mais tempo, né? Nossa mente. Com certeza. Com certeza. E 10. O que significa viver com propósito? Ai, vou resumir em ter brilho no olhar. Ter a garra, a gana de querer viver, de estar vivo. E gostar, curtir, estar aqui.
é abrir os olhos todos os dias e ser grato por poder levantar, poder fazer algo que goste e até mesmo as tarefas simples. Porque a partir do momento que a gente não tem, não tiver mais a consciência que a gente abriu os olhos e que a gente está naquela rotina, é porque nesse plano algo deu errado. Fazer tudo para não dar errado.
dias. E algo muito importante, quando a gente tem propósito, a gente consegue fazer uma atividade que a gente não gosta. É verdade. Porque a gente sabe que ela é necessária para atingir o grande objetivo. E às vezes eu vejo que algumas pessoas confundem. Viver com propósito é fazer tudo o que gosta. Não. Exatamente. Nem é liberdade. Também não. Fazer tudo o que gosta. Minhas amadas, eu amei. Muito obrigada. Eu agradeço o privilégio. Essa altura da minha vida está
podendo receber pessoas aqui na minha casinha, no podpipo, para conversar, para aprender. E tem uma coisa, eu tenho um sonho que eu tenho certeza que eu vou realizar e vou batalhar para isso, que é morrer lúcida. Eu acho que a passagem da vida, a morte é uma etapa da vida. E poder fazer essa passagem lúcida, eu tenho certeza que eu vou ver coisas maravilhosas. Ouvir músicas maravilhosas. Rever pessoas maravilhosas.
Mas rever bichinhos maravilhosos. E eu acho que vai ser muito legal. Então, eu também sou uma pessoa que depois quero conversar aqui. Claro. Porque eu tenho que batalhar para isso se tornar verdade. Com certeza. Buscar uma saúde cerebral ainda melhor para que eu possa ter esse privilégio. Não adianta pedir se a gente não faz a nossa parte. Temos que fazer a nossa parte, com toda certeza. Eu adorei ter vocês aqui hoje. Eu queria dar uns presentinhos para vocês.
Aqui, deixa eu ver se está com o nome certo. Para Thaís. Igualzinho, para ninguém reclamar. Para Thaís. Muito obrigada. Isso é uma felicidade que eu escrevi na pandemia. Porque eu me recusei a ser infeliz. Um momento tão difícil que a gente passou. E aí foi bom que a gente descobre que felicidade não tem nada a ver com alegria. A gente estava triste naquele momento. Mas ainda assim estávamos felizes. Felicidade é uma escolha. Exatamente. Porque se faz todo dia verbo, né? Isso é um livro último.
foi feito 365 mensagens pra gente fazer o que eu chamo do autocuidado mental. Porque tem o skincare, então é o mental care. Que a gente todo dia lê uma frase, reflete e bota a nossa interpretação e dá essa continuidade. Isso é uma pulseirinha pra quando vocês forem à academia. Tá aí um tempo pra mim. Um tempo pra mim. Que é pra gente poder se permitir ter aquele tempinho pra gente de qualquer maneira. Calma que
Ainda não acabou. Pode botar tudo do meu ladinho. Que as crianças vão separar tudo para vocês. Olha, aqui tem uma eco bag do Pipinho com o nosso lema. Faça, aconteça e inspire. Que o trabalho de vocês continue inspirando muitas pessoas. E como a gente acredita que escrever faz parte da evolução humana, tem aqui um caderno para vocês.
Fazer o diário que a gente estava conversando. Organizar os pensamentos. E tem também a canequinha do Pipinho. Para quando vocês lembrarem da gente. Tomando um chazinho. Tomando uma água. Fazendo a live. Aqui tem para você, minha querida. Igualzinho. Obrigada. Combinado. E aqui eu também tenho.
dois livros pra você. O cérebro que aprende, o cérebro que sente. Isso é tão fantástico, porque assim, o cérebro é mais do que pensamentos, né? Eu brinco que um dia eu quero ser sentimento na vida das pessoas, né? Mais do que pensamento, sentimento, né? Nós não somos nossos pensamentos, nós somos o que sentimos. Sentimos. E é uma triologia, o terceiro livro a gente vai lançar em 2028, a gente lançou agora o Cérebro que Sente,
O Cérebro que Aprende, são todos os ensinamentos que a gente fez em parceria com a neurocientista Lívia, mas são todos os ensinamentos que a gente fornece para os nossos educadores sobre a neurociência. Então, todas as semanas eles recebem pílula de neurociência. E a gente compilou, e aí a gente criou as separações, e aí vieram esses livros, o Cérebro que Aprende,
Agora o Sério Biccent. Isso está à venda ou só para os alunos? Isso está à venda. Então, quem quiser adquirir, a gente vende. Lá no arroba método supera. Você encontra em qualquer uma das nossas unidades. Então, hoje temos 250 unidades por todo o Brasil, em 25 estados. Então, estamos presentes em muitas cidades. E se na sua cidade não tem, você quiser abrir, é só entrar em contato.
em expansão, procurando os parceiros de negócios, que são os nossos franqueados que acreditam no trabalho com propósito. Exatamente. Eu, da área da gerontologia, trouxe aqui dois livros. Um é um pequeno manual anti-idadista. Maravilha. Doutor Kalachi foi um dos organizadores. Alexandre Kalachi. Eu acho interessante que a gente possa falar também da temática, que é um material gratuito. Ele está disponível.
No seu Instagram, lá no link da bio, tem. Tenho, no link da bio. Arroba Thaís Bento Lima. Doutora Thaís com H. Isso. Arroba Doutora Thaís Bento Lima. É possível baixar esse manual antidadista. Até para que as famílias encorajem as pessoas idosas. As próprias pessoas idosas tenham propósitos de vida. E aqui é um livro que é mais de uma vertente profissional. Também é um presente. Da Ateneus.
Isso, da editora Ateneu. Ateneu. Mais para profissionais da área. Mais para os profissionais da área, estudantes. Esse é um livro de estimulação cognitiva para idosos, ênfase em memória, que foi o primeiro livro da nossa área científica e que eu e alguns colegas organizamos com ênfase na estimulação cognitiva no contexto científico e técnico.
mais empírico. Então esse material é para os profissionais que querem trabalhar com pessoas idosas nos diferentes contextos. Perfeito, queridas. Agora chegou aquele momento que são os recados finais de cada uma. Agora é aquela falta de educação. Não precisa olhar para mim. Vocês vão virar para aquela câmera e dar os recados. Gostaria de agradecer a Bia por abrir o espaço do Pod People.
para que pudéssemos falar hoje de saúde do cérebro, estimulação cognitiva, desse estudo científico que apresentamos com o método Supera. E para maiores informações relacionadas a envelhecimento, dicas e estudos de cuidados com a saúde do cérebro, eu vou deixar aqui o meu Instagram, arroba doutora.taís.hbentolima, tudo junto. Que honra estar aqui. Muito obrigada.
Bia, agradeço a todos vocês também que estão aqui nos assistindo. E se você se interessou pelo Supera, quer se tornar um aluno, nos conheça mais e peça até uma aula exclusiva para você entender na prática a metodologia no arroba metodosupera ou no site metodosupera.com.br. E se na sua cidade não tem um Supera, mas você é uma pessoa que quer abrir um negócio com propósito e quer levar o Supera para lá, também nos contate que a gente explica para você
modelo de negócio. Muito obrigada. Muito obrigada, queridos. Queridos, nós estamos finalizando mais um episódio do PodPipo e hoje foi com essas duas maravilhosas, doutora Thaís Bento e Bárbara Perpétuo. Não segue a Bárbara no Perpétuo, sabe por quê? Porque ela está totalmente no arroba método supera, que lá você vai poder descobrir se tem um supera perto da sua casa, se está na hora de você começar. Se tem dúvida, faz o seguinte, pega o QR Code que está
aparecendo aqui na tela e clica, bota lá, fotografa. Para quê? Vai te levar a todas as séries e você pode fazer uma aula gratuita para poder experimentar de fato o que é estimulação cognitiva. Se você não sabe, eu sugiro que você comece a seguir o arroba método supera, tá? E comece agora a cuidar do seu cérebro, porque ele cuidou de você a vida inteira e você nem notou. Agora está na hora de você dar cuidado para ele, porque ele é que nem terra Brasília.
Cantando, tudo dá. Melhore seu cérebro, melhore sua atividade física, mas não esqueça de melhorar o cérebro que coordena tudo, tudo, para que você possa ter um envelhecimento feliz, ativo e funcional. Mas se você é novo também e quer melhorar razão, raciocínio crítico, processamento de informação, também, vai lá, que você também vai encontrar um lugar lindo para você, tá bom? Muito obrigado e até o próximo Pod People.