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Quando o Barato Sai Caro Para Toda a Sociedade com Mario de Marco - PODPEOPLE #289

28 de abril de 20261h55min
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Descubra os bastidores da fiscalização nos aeroportos brasileiros com o auditor da Receita Federal, Mario de Marco.Entenda como funciona o controle aduaneiro e o que realmente acontece nas inspeções.Neste episódio, você vai conhecer a rotina intensa de fiscalização em aeroportos como Guarulhos, incluindo estratégias usadas para identificar irregularidades, curiosidades surpreendentes e os desafios enfrentados por quem protege as fronteiras do país.Se você já teve dúvidas sobre o que pode ou não levar em viagens internacionais, este conteúdo traz informações valiosas direto de quem vive essa realidade há quase duas décadas.

Participantes neste episódio2
B

Bia Santos

HostJornalista
M

Mário DeMarco

ConvidadoAuditor fiscal
Assuntos5
  • Economia do Crime OrganizadoTráfico de drogas · Tráfico de pessoas · Impacto social do crime
  • Infraestrutura AeroportuariaControle aduaneiro · Rotina de fiscalização · Desafios da Receita Federal
  • Cruzamento de dados pela Receita FederalBurocracia e eficiência · Reforma tributária · Parcerias com outras instituições
  • Tarifas de ImportacaoRegras de importação · Tributação de produtos · Leilões da Receita Federal
  • Impactos macroeconômicos globaisEfeitos da globalização no crime · Concorrência desleal
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Nosso convidado de hoje é auditor fiscal da Receita Federal, com quase duas décadas de atuação no controle aduaneiro. Formado em administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, construiu grande parte da carreira no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde também foi delegado da alfândega. Entre 2017 e 2025, participou da série documental...

Aeroporto, área restrita, que mostra o trabalho de fiscalização nos principais aeroportos do país. Atualmente, é assessor técnico da Subsecretaria de Administração Aduaneira da Receita Federal e também divulga nas redes sociais conteúdo sobre importação, contrabando e consumo consciente. Com vocês, o Auditor Fiscal da Receita Federal, Mário DeMarco.

Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do Pod People, um lugar onde a gente se encontra para ver e ouvir gente. Gente que faz, gente que acontece, gente que inspira. Você já parou para pensar como decisões aparentemente simples

Como comprar um produto mais barato ou trazer algo de uma viagem internacional pode impactar a economia, a segurança e até a saúde pública? Para falar sobre isso e muito mais, vamos receber o Auditor Fiscal da Receita Federal, Mário DeMarco. Tudo bom, querido? Seja muito bem-vindo. Muito obrigada por aceitar nosso convite.

É um prazer. Porque tem dúvidas, muitas dúvidas aqui para tirar em relação à Receita Federal, à função das Receitas Federal. O pessoal quer saber muito como comprar produtos que são apreendidos nos aeroportos, leilões. E a gente quer saber um pouquinho de tudo. Mas para começar, queria que você contasse por que a escolha...

de servir publicamente, servidor público, dentro dessa área da Receita Federal e colocar um pouquinho para as pessoas o que é a Receita Federal, porque todo mundo conhece a Receita Federal dos grandes pagadores de impostos, daquilo que a gente recebe mensalmente, lá vem Receita Federal de arrecadação. Mas tem a aduana, que é essa coisa dos portos, aeroportos, fronteiras. Dá um resumo aí para a gente.

Na verdade, foram descobertas em sequência. Eu também não sabia da parte da doana e foi uma grata surpresa. Você também não sabia? Não, quando eu entrei na receita, sabia sim, mas não tinha profundo conhecimento. Sabia como é que funcionava, mas achei que era só um detalhe. Que coisa interessante. Mas não é um detalhe. Eu também não sabia isso e eu acho que o público tem que saber, porque às vezes a gente só fica lá, ah, estamos lá na fila, não sei o quê, que saco. E tem função, senão não existia. E eu acho que belas funções até.

E a fila cada vez menor. Diga-se por passagem, a gente viaja um pouquinho, você pega a fila no Brasil e compara com o resto do mundo. A cada vez menor. Nós estamos bem. Outro dia eu fiquei quase três horas em Portugal. Na entrada? Na entrada. Quase três horas. Eu até fiz uma postagem sobre isso. Eu recebi vários comentários dizendo que era normal, que acontece. Normal? Acho que não é raro acontecer, não. Eu recebi vários comentários sobre isso, porque eu fiquei bem incomodado. Nossa, três horas, gente.

A gente ficava lá, ficava muito tempo lá em Guarulhos, né? Em Guarulhos, 15 minutos, o pessoal já reclama, isso aqui é Brasil. Então, explica isso tudo pra gente, meu querido. Então, começou, eu sou do Rio, né? Tem esse defeito também? De nascença carioca? Eu tenho esse prazer também.

passei parte da minha infância na região ali de Miguel Pereira Vassouros, na verdade a cidade é Morrazú mas ninguém conhece, aí eu falo Miguel Pereira Vassouros, que pouca gente conhece eu conheço Miguel Pereira e conheço Vassouros então é entre as duas, Morrazú fica entre as duas é uma cidade bem, era muito pequena era um inverno gostoso lá bem friozinho, mas gostoso sim, sim, bem interessante e aí isso faz alguns bons anos, interior não tinha muita infraestrutura mas�

E aí eu ia muito de carona pra escola. E tinha um senhor que ele era fiscal. Da Receita. Ele era fiscal, na verdade, do ICMS, que era o Estadual. Mas assim, criança, era fiscal. Fiscal. Eu fiquei com aquilo na cabeça, o seu Alberto. Acho que ele já faleceu faz alguns anos. Muito gente boa.

Muita gente boa, além de dar carona, o que ajudava bastante a gente, era muito boa gente, o que ele falava, falava coisas interessantes. Então, eu fiquei com aquilo na cabeça. Fiscal é gente boa. É, bem sucedida, para mim, na época, era pequeno, situação financeira não tão favorável, era bem sucedido, boa gente, fiquei com aquilo de positivo. Enfim, cresci, sempre gostei muito da ideia de empreender também. E aí, eu tinha essa dúvida, eu fiz administração aqui no FRJ.

E aí, na faculdade, quando eu decidi o que vai fazer, eu estagiei. Falei, vou estagiar para decidir o que eu vou fazer. E a experiência não foi tão boa. Em termos de aprendizado, foi excepcional, mas o termo de ambiente, muito ruim. Na área de empreendedorismo? É, na área de trabalhar em empresa. Em empresa mesmo. Ambiente muito, muito ruim.

não me agrada esse tipo de coisa, sabe? E aí eu fiquei quase três anos, e aí depois de um certo tempo, dava domingo assim, eu falava, nossa, domingo final do dia, eu já ficava desanimado, dia seguinte, eu trabalhava de dia e estudava à noite, né? E aí já aquele desanimo, não acredito, eu falei, não, não é isso que eu quero, nossa, novo assim, já... Já dou com esse desanimo. Exatamente, né? Aí eu saí do emprego e comecei a estudar para o concurso, ainda na faculdade.

Então eu estudei um ano na faculdade e depois que eu terminei, eu continuei estudando até fazer a prova. Mas você já mirou na Receita Federal? Aí já era a Receita, já. Aí eu já mirei, eu fiz só a prova pra Receita. Foi a única prova que eu fiz. Pra Receita Federal. E aí eu queria trabalhar no aeroporto.

Ah, você tinha essa? Eu tinha a intenção de trabalhar no aeroporto, mas porque tinha escala lá. Escala de plantão, eu tinha a ideia de talvez voltar para o Rio. Então, e um trabalho mais dinâmico também. Eu gosto de coisas mais dinâmicas, mas eu não conhecia muito. Eu sabia que era mais dinâmico, conhecia uma pessoa ou outra que fazia. Tinha aeroporto no meio.

Eu não sou muito chegado em avião, por incrível que pareça. Mas aí depois que eu entrei, eu descobri um mundo completamente à parte. A gente tem uma questão na receita que é a parte da aduana e quem entra se apaixona, porque é muito diferente. É muito dinâmico, você tem a parte buroprática também, mas é muito dinâmico, é lidar com pessoas, situações, questões do mundo inteiro. Então você conhece muita gente, muitos procedimentos.

No mundo e no Brasil, porque é um país muito grande também. São vários Brasilios. Exatamente. E aí eu fiquei encantado. E já se vão lá 19 anos. E você tinha noção, por exemplo, porque todo mundo fala da Receita Federal, mas pouca gente fala da aduana, que é um nome até diferente. Bem diferente. Nos outros países nunca havia o termo aduana.

É que em inglês é Kansas, né? É. Então, Kansas tem bastante. É uma parte, a parte de tributo externo, de controle de fronteira. Não tinha a mínima noção dessa parte tão específica que seria na Receita. E foi um encanto, foi um encanto. Nunca mais saí da parte, sou completamente apaixonado.

Nunca mais tive, por incrível que pareça, e não é verdade, nunca mais, quer dizer, não é mentira, nunca mais tive um dia que eu... A síndrome de domingo? É, nunca mais tive.

Nunca mais, Chifre. Na verdade, as broncas que eu recebo da família, meus irmãos, amigos, é que eu exagero, trabalho demais. Não aparece mais, né? É que trabalho muito e assim, no final do mês, o salário é o mesmo, se trabalhar muito ou pouco, mas quando você... Gosta, né? Exatamente. Tem umas frases meio batidas e quando é paixão, não é trabalho, é verdade. É batido, mas é verdade. Eu não sinto como obrigação, não sinto mesmo, eu sinto o extremo prazer.

de realizar. Não, é um prazer pra raros, né? Você trabalhar naquilo que você gosta, porque estresse vai ter sempre. Não, muito, bastante. Agora, quando é uma coisa que você gosta muito, fica mais fácil de aprender até com os estresses. É um prazer, na verdade o tempo, o nosso problema lá é que o tempo passa muito rápido. Chegou no final do dia, meu Deus do céu, tanta coisa pra fazer ainda e já é o final do dia. Então tá aquele negócio de...

E eu lembro, antigamente, nessa experiência na iniciativa privada, o tempo não passava. Nossa, o tempo não passava e era difícil. Dava, chegava a dezembro, não chegava a 16 horas, 17 horas da tarde, não é isso? Era bem diferente. Então, assim, foi um aprendizado e, como eu já estou há um tempo nisso, participei muito dessa jornada de evolução, de mudança, da aduana, da receita, a receita se mudando.

mudando muito, inclusive a minha presença aqui tem a ver com isso, se comunicando, a receita sempre foi muito fechada, hoje ela se comunica muito mais, fala muito mais para a sociedade. Então, assim, eu participei desse processo inteiro. De transição, né? Da sociedade entender o que é feito, qual a prestação de serviço que é feito ali, né? Porque a doana está muito relacionada à fiscalização de produtos que entram tanto nos aeroportos quanto nos portos e nas fronteiras, seria isso? Nas fronteiras terrestres.

17 mil quilômetros de fronteira terrestre. Temos a fronteira terrestre. Não dá para fiscalizar tudo. A gente está melhorando. Infelizmente, não dá para fiscalizar como gostaria. É um continente. Mas estamos melhorando e com vários projetos.

E aí eu queria que você me falasse uma coisa. Quais são as maiores dúvidas das pessoas quando, por exemplo, está lá no aeroporto, comprei um iPhone, fui nos Estados Unidos ou fui em Portugal, comprei um iPhone, felizinha da minha vida, e a receita pega. Como é que é isso? Porque eu acho que a maioria não sabe das regras.

Eu não acho que as pessoas fazem de propósito, porque eu acho que a maioria das pessoas não é para vender, para revender. Eu acredito que não, a não ser que você me corrija. Não, para vender não. É para uso pessoal. E a última vez que eu estive em Portugal, foi engraçado porque eu tenho um celular pessoal e tenho um celular da empresa.

E aí, quando eu estava com os dois, o cara falou, mas por que dois? Eu falei, porque um é meu, um é da empresa. Ah, posso ver? Pode. Não tem problema nenhum. Eu não tinha trazido nada. Não era nem que fosse, estava na caixa. Ele me olhou tão estranho e falou, gente, porque não pode ter dois telefones? Ele falou, não, só um. Eu nunca soube disso. Aí eu falei, então, quando eu for novamente, eu tenho que registrar? Não existe mais o registro, eu vou dar uma explicada. Então me explica isso, porque assim, eu me peguei, tipo assim, caramba.

não sabia que tinha alguma regra em relação a isso. São dois conceitos separados. Uma é a questão comercial. Vamos falar só de passageiro e de bagagem. Isso. Então, existe a questão comercial e a questão do uso pessoal.

A grosso modo, dar uma simplificada, passageiro não pode trazer bens para vender. Por quê? Porque é um processo simplificado e os tributos são bem diferentes, são simplificados. Qual que é a ideia? É ter o fluxo. Você chega lá rapidinho, você resolve e continua. A empresa não. A empresa, o processo é mais moroso porque é um volume muito maior, porque você tem que ver licença, existe a segurança do que você está trazendo para importar, para revender. Então, é um controle muito mais...

sério, não sei se é o termo, muito mais pesado, minucioso, complexo, exatamente. Então, essa é uma questão. Por exemplo, você vai passar cinco dias ou três dias e aí você compra cinco casacos. Não é uma quantidade, ainda assim, que talvez chame atenção para a venda. Só que...

O que parece... Estou dando uma só mais amplificada. O que parece é que você comprou algum casaco para usar lá, estava num lugar frio, que é absolutamente normal, e aproveitou e comprou outros casacos para trazer para o Brasil. Esses outros para trazer para o Brasil é que tem a questão da tributação.

Porque se você precisou para comprar lá, você entende que você usou lá, está trazendo o bem que foi necessário. O termo jurídico é necessário para a viagem. Esse é isento. O que você está trazendo para cá não seria necessário você presenteando para você ou para outros. E aí tem o tributo. E aí existe uma questão aí, muito de discussão se o tributo é justo, se deveria ter, mas assim...

E essa parte não compete à Receita Federal. Isso é uma decisão de Estado. Essa é a decisão pela legislação. O Congresso determina assim. Nós votamos e os nossos eleitos determinam isso. O que está determinado. Porque também, se não, vira bagunça. Se a gente achar, não acho isso justo, não vou aplicar. Aí cada um faz uma regra.

Aí começa com um papo um pouco mais social, que eu não acho justo para a sociedade, e daqui a pouco é o que não é justo para mim. E aí a coisa é desano. Então são conceitos diferentes. Os Estados Unidos, por exemplo, até um, dois anos atrás, ele tinha o The Minimums, que é o mínimo que você não paga tributo em relação à remessa expressa. São essas compras pequenininhas que você faz pela internet de 800 dólares.

As compras que a gente pode fazer. O nosso era de 50, pela internet. Aí eu tô falando internet, aquela ratejinha, 800 dólares. Há dois anos eles acabaram com isso. Zeraram isso, porque tava inundando lá. Tava inundando e é complicado essa concorrência. Então, assim, a nossa é de 50.

Eu estou querendo dizer, e não estou... Eu tenho, obviamente, a minha opinião, mas não estou emitindo juízo de valor exatamente, porque eu não estou aqui nesse papel. Estou aqui falando em nome da Receita Federal. E a Receita Federal aplica a legislação que a sociedade, através do Congresso, determina. Então, se acha que a isenção é baixa, deveria ser maior, se se entende que não tem problema nenhum trazer essa quantidade bem, mas só faz a conta que nós temos aí em torno de 18 milhões de passageiros entrando.

entrando e saindo 24, vamos redondar os 12 entrando e saindo. 12 e pega mil dólares de cada um. Não é um valor tão 12 milhões mais mil dólares, não é um valor tão baixo de produtos isentos em relação à concorrência do mercado. É uma escolha. Vamos tirar, pode ser, mas...

Não tem imposto nenhum. Eu desconheço o país que não tem a... Que não tem imposto. Exatamente. Que não protege a sua indústria. É difícil. Exatamente. Porque você pode ter muitas diferenças comerciais. Então, às vezes, algum tipo de indústria é bem forte e ela consegue se manter. Vamos pegar o agro do Brasil. Ele é muito forte no mundo inteiro. Mas outro tipo não. É incipiente. É incipiente. Então, tem que... É uma proteção. É profunda. É uma proteção.

Mas assim, quando eu for viajar, se eu tiver mais um telefone, o que eu faço? Se você está levando daqui? Isso, isso. A rigor, o que a legislação fala? O comprovante da real aquisição ou da importação regular? Isso é o que fala a legislação. Calma que a gente chega lá.

Você vai falar, eu tenho meu celular há muito tempo, eu não tenho nem o comprovante. Exatamente. Isso, aí vai dar pra ver claramente que o seu celular é usado, que tem um monte de arquivo e por aí vai. Então, é o que não vai chamar atenção. Tanto é que essa história que contou, imagino que ela tenha terminado, você mostrando que o celular era seu e você foi embora. Sim, sem problema nenhum. Exatamente. Mas eu me espantei porque eu falei, não sabia. Se fosse assim, eu sei lá.

existe um conceito também não estou falando que é o seu caso mas o Brasil tem muito isso, você para para ser fiscalizado e a pessoa às vezes toma como ofensa não, não me senti ofendido, mas eu falei não sabia, isso, isso são dois conceitos

Cheguei, falei, deixa eu desbloquear aqui para você. A gente, existem vários sistemas e a gente consegue cruzar informações sobre esses temas para fazer a seleção. Passageiros são selecionados, na grande maioria das vezes, porque alguma coisa naquele cruzamento de informações não está fazendo sentido e a gente precisa verificar. Mas o fato de verificar não quer dizer que estamos fazendo juízo e valor. E eu não estou falando de dois celulares, porque assim, isso é nada para a gente, isso é nada.

provavelmente... Porque estava tranquilo. Não, provavelmente o seu caso é outro. Existem, além da seleção do sistema, existe uma seleção aleatória. Ela é mínima, mas ela existe. Porque se você se baseia só no sistema, você pode criar distorção e você começa a seguir aquele padrão e o padrão já mudou e você não percebeu.

Então existe uma seleção random para você sempre observar se tem alguma coisa fugindo do padrão. Provavelmente foi o seu caso. E aí, desde o momento que você está olhando, ainda que dois celulares não me interessam, você está fiscalizando a questão. Então ele busca informações sobre isso para entender. É explicado, está resolvido. Não, foi tranquilo. Não, porque eu gosto de seguir regras.

conheço essa regra. E essas questões de leilão, que todo mundo fala leilão da receita, leilão como é isso? O que que acontece então? Porque a gente não sabe, o grande público não sabe. Vamos falar no

A gente falou lá no comecinho do comercial e do pessoal, lembra? Então, vamos pegar o comercial que é a maior... Existe o pessoal também, alguma apreensão ou outra, mas é muito irrelevante. Vamos pegar o comercial. Então, tem pessoas... Quando chega uma quantidade. Exatamente. E eu estou falando só de passageiro, porque tem carga também. Tem carga que vai a perdimento, empresa que importa fazendo fraude, tudo isso vai a perdimento. Mas vamos continuar no passageiro. Então, tem um passageiro que viaja para comprar, para vender. Isso tem. Então, ele traz um monte de produto. É apreendido.

Esse produto é apreendido, como houve uma fraude na importação, ele vai a perdimento, terminou o processo administrativo, devido ao processo legal, foi a perdimento. Esse bem fica em posse da Receita. Mas a Receita não usa esse bem em geral. Aí o que ela pode fazer? Cuida daquele bem. Exatamente. Existem três caminhos. É a incorporação para instituições públicas, então a gente faz muita incorporação para hospital de equipamento médico, universidade, muita coisa. A gente faz incorporação e destinação.

A gente faz a doação para ONGs, então, assim, tem muita vestuário, muita coisa que a gente faz. Eu não sabia disso. Muito, muito. Isso é muito legal também. Muito, inclusive, dentro dessa questão específica, a gente tem um projeto chamado Destruição Zero, que é a tentativa de destruir o menos possível, porque, assim, produtos contrafeitos, a rigor, são destruídos.

Teoricamente, uma necessidade. Isso, só que assim, depende, a gente trabalha hoje muito no que oferece risco à saúde, esse obviamente é inegociável, mas existe hoje só a questão de marca. Então vamos dizer que a sua camisa tem um símbolo aqui de uma marca. Não pode trazer esse tipo sem, porque seria uma... Ou é falsificado, ou é sem licença da marca, enfim, é apreendido. Mas num país como o Brasil, você vai e destrói porque tem um símbolo da marca? Um país onde tem tanta gente que passa. Tanta gente precisando, né?

passa frio, que não tem roupa, que não tem renda. Então, a Receita tem projetos junto com universidades, ONGs, e a gente chama de descaracterizar a marca.

Então, você retira o símbolo, você costura alguma coisa por cima, você faz algo que... Porque a marca tem o direito dela de não ter aquela coisa exposta num produto que não é de qualidade, não é daquela mesma qualidade. Exatamente. Só que num país onde tantas pessoas têm necessidade, talvez a camisa não tenha as características de dry fit necessário, mas é melhor do que a pessoa lá que não tem nada. Mas alguém vítima de uma enchente, de uma... Exatamente. Então, esse é... Não vai olhar isso.

Esse é o projeto, a gente caracteriza e aí faz para a doação. Então, seria a segunda parte, que seria a doação. E a terceira é o leilão. Então, o leilão você vende os bens. O leilão tem duas funções. A principal é você trazer renda para o Estado. Então, aquele bem aprendido, aquele bem é uma renda. Você vai destruir todo ele e você está perdendo renda. Então, você vende, devolve ele para a sociedade de um jeito regular.

e aquela renda entra para o Estado. De uma maneira geral, tem uma questão que uma vez eu falei, isso me chamava a atenção, não, Demarco, mas ele não vai para o Estado, vai para o FUNDARF, que é o fundo da parte de fiscalização, mas enfim, é um fundo que compõe a União. Retorna à sociedade, de alguma maneira. Exatamente, ele retorna a grosso modo, você vai para a União, ele retorna para a sociedade.

Essa é uma função. E a segunda função é essa comunicação com a sociedade. Então, a gente faz lotes também de pessoa física. É mais simples para a gente fazer lote. Lote é a quantidade de produtos. Então, por exemplo, se eu vou vender para pessoa física, me dá mais trabalho do que para pessoa jurídica. Pessoa jurídica, eu posso pegar um volume grande. E vender. Exatamente. É um processo para vender 100 itens.

para a pessoa física, eu não consigo fazer isso. Então, eu vendo dois, três. Então, eu tenho que fazer 50 processos. Me dá muito mais trabalho. Só que eu me comunico muito mais com a sociedade. Gera a pergunta que você falou, gera as pessoas entrando no site da Receita e se interessando a ver aquilo que está aprendido. Então, se está aprendido, vendendo, eu vou pesquisar, mas como é que é aprendido? Eu vou ler, vou entender. Ah, então a Receita faz isso. Então, assim, essa comunicação com a sociedade é bastante importante. Então, ele também tem essa função.

E está sempre disponibilizado no site da Receita? Tem, no site da Receita tem a relação de quando vai ter, aonde vai ter. Que tipo de produto. Exatamente, aí é o lote. Pessoa física, pessoa jurídica. Aí é lote por lote. Eu fiz alguns vídeos na minha página na internet falando sobre isso. Então tem explicadinho lá. Basicamente entra no site da Receita e tem. O próximo leilão é regionalizado. Então o próximo leilão vai ser em São Paulo.

Na data tal. Aí você vai entrar em cada lote, aí vai ver qual tipo de produto tem. Aí é aberta a visitação. Geralmente são três dias. Você pode ir lá três dias para ver os produtos. Antes? Não são três... Antes do leilão. Antes do leilão. São três dias antes. Não, não é três... São três dias... Disponíveis para visualizar. Não são três dias antes do leilão. Entendi.

Ficou meio confusa essa frase. Não, mas três dias você vai ter para ver a mercadoria. Uma semana antes, você tem três dias para ver o item. Vai ter a mercadoria. E aí você espera o leilão e faz lá o... E faz o seu lance. O seu lance. Não é tão comum. Como assim?

É mais comum fazer isso para as empresas, aquilo que você falou. Porque operacionalmente... Não, todo leilão tem pessoa física, lote pessoa física. Exatamente, pessoa física e jurídica. Tem uma menor quantidade até... Menor quantidade de produtos, não de lotes, de produtos. Porque o lote é mais para a empresa.

Exatamente, o lote maior é para a empresa, mas todo tem, todo leilão tem em relação a isso. E aí o leilão já é sempre online, e ele tem duas fases, que é a proposta fechada e depois a proposta aberta. Então é tipo licitação. Tem quanto que vale esse aqui, aí todo mundo manda.

Ai, eu vou me enganar. Agora eu acho que são as três primeiras, mas eu posso estar enganado se são as três ou as cinco primeiras, mas eu acho que são as três primeiras maiores fechadas. Então, eu ponho lá no meu lance, dizendo que eu dou 10 reais por isso aqui, você põe lá dizendo que dá 15, outra pessoa põe... Aí você pega tudo, as três primeiras, aí vai para a proposta aberta.

Aí abre no site... Aí esses mesmos três provavelmente vão... Aí, exatamente. Aí pode dar proposta aberta. Aí você fala, ah, dou 25. Aí eu falo, ah, dou 26. Aí eu falo, é bem leilão. Até fechar. Exatamente. Até pegar um fechamento. É, tem o prazo lá. Até pegar o fechamento. É igual o leilão normal. Isso é uma parte melhor. Mas tem uma parte muito pesada, né? Assim, da fiscalização da aduana. Né?

tráfico de animais, de drogas, de gente, eu imagino. Como é que isso funciona e como é que vocês lidam com isso? Porque é um pouco lidar com a miséria humana. Miséria que eu digo de valores. Porque é tão ruim e não para de ter. Parece que aumenta. Quase como secar gelo no sol.

É uma questão, e é de sociedade, e aí piora, porque não é sociedade Brasil, é sociedade mundo. Mundial, é isso que eu estou falando. Vamos falar. É uma quebra de valores mundiais. O Brasil faz parte disso também. Faz. Não sei se mais ou menos, mas tem gente que fala, ah, porque tem isso. Falei, caramba, você já viu na Rússia se tem? Você já viu na Índia se tem? Tem em todos os lugares. Eu digo que são as misérias humanas. Não tem nacionalidade.

Você traficar, por exemplo, crianças, você traficar mulheres, a gente sabe o que tem no mundo inteiro. Tráfico de mulheres da Rússia, ali da Europa Oriental. O Brasil faz parte desse mundo, infelizmente, nesses valores. E eu acho que deve ser muito ruim ver isso como uma realidade diária. Vocês devem ver isso de drogas, de...

É, eu tô falando de gente, de animais, tráfico de animais. Como é que é isso? Quando você começou a trabalhar com isso? Porque assim, ah, trouxe um negócio a mais, produtos falsificados, que ali você tá mexendo, assim, são produtos, né? Foi o que você falou. A camiseta não entrega aquilo, você fala? Ah, não, não, não, não. Não é simples assim, não. Não é? Não, porque o crime organizado hoje funciona como uma empresa.

Entendi. Então, assim, o produto falsificado ele não é... Tá alimentando. Ele não é de menor risco, não. Ele é uma parte da engrenagem. Então, assim, o crime organizado, ele trabalha com tudo junto. Então, a organização também trabalha com falsificação de produto, também trabalha com tráfico de drogas, também trabalha com tráfico de pessoas. Com cigarro, com vape. Com cigarro, muito. Com vape. A gente tem aqui. Com armas.

Sim, a gente tem aqui no caso do Rio, como é que funciona essa questão. Hoje em dia não é mais separado. Então, a pessoa é obrigada a pagar pelo botijão de gás, obrigada a pagar pela instalação telefônica. É, são organizações bidirecionais, bi não, multidirecionais, infelizmente, pegam o aprendizado das empresas.

regularmente construída e funcionam dessa forma. Tem uma parte que faz a lavagem do dinheiro, a inserção e o grave. A gente teve a operação do ano passado, a carbono oculto, que revelou o quão inserido no mercado formal esse dinheiro já está.

Então, assim, é um dinheiro que vem daí, ele lava esse dinheiro, insere no mercado formal. E aí você comentou da miséria humana, isso também me causa bastante espécie, porque assim, não estou falando de todos, mas assim, bastante gente que trabalha com isso sabe que aquele dinheiro não está vindo de... Eu já escutei isso várias vezes. Sabe que aquele volume de dinheiro não está vindo de uma fonte regular, chama atenção, e a pessoa não está nem aí.

É um investimento, eu vou ganhar meu bônus, não sei de quanto, se foi esse investimento, botar para dentro. Não me interessa, não foi eu que fiz, o dinheiro está vindo, a minha parte daqui para você está ajudando a lavar esse dinheiro. É como se as pessoas não têm sangue nas minhas mãos, visível. Mas se botar o luminol, parece.

Não é visível. O cara não matou. Mas foi o que você estava falando. E eu estou lembrando aqui, quando eu tinha lá meus 20 anos, eu me lembro que apareciam os secretários de segurança do Rio ou de outro estado.

E quando se falava a expressão repórteria, falava assim, não, porque o crime é organizado. Pare com isso. Crime não é organizado. Eu falava, gente, mas é óbvio que é organizado. Eu, naquela época, já tinha uma coisa assim, não, eles são organizados. Tem uma distribuição lá de quem cuida daquilo, quem cuida daquilo outro. Mas hoje a gente está vendo que é organizadíssimo. Não é organizado. É organizado e transnacional.

Ele vai por vários tentáculos, tanto dentro do país quanto para fora do país. E está inserido na sociedade. Então, aquela empresa regular que pode ter aqui do lado, que trabalha com...

A, B ou C, não vou falar um tipo específico para não parar porque eu estou direcionando algum mercado, mas qualquer tipo de mercado, tem muitas que trabalham com uma parte irregular e a outra parte irregular. Então, você negocia, às vezes, compra de produtos que está inserido dinheiro do crime organizado e você não faz ideia. Você é o terceiro de boa fé, mas a pessoa que está lá mexendo, ela faz ideia, ela sabe exatamente e não se importa.

Eu acho que assim, eu não acho que a questão da miséria humana, vamos dizer assim, seja uma coisa nova. Eu acho que ampliou com a globalização. Então, se eu pegar a questão do tráfico de drogas, o Brasil não produz, por exemplo, a cocaína. Mas a gente faz fronteira com os três produtores, os três maiores produtores disparados do mundo. Mas é o maior exportador hoje. Sim, porque passa por aqui. Para a Europa.

Sim, do mundo. Do mundo. O Brasil é o maior exportador de cocaína. O maior exportador de cocaína do mundo e a gente não produz. Porque a gente faz a fronteira e a gente tem uma malha muito maior. Então, isso tem a ver com a globalização. Mas você pega a questão do ópio na Índia, mais de 100 anos para a dominação da questão colonial, já era. Porque isso é uma miséria humana. A própria escravidão. Exatamente. O que eu acho que mudou para cá, e aí falando essa questão do dinheiro sujo das mãos, é a questão do capitalismo.

Hoje em dia, e com rede social, só acentuou, é o vencer a qualquer custo, e o vencer é você ter o mais bem material possível. Esse é o retrato de você ter vencido na vida. E aí, para você ter o mais, porque assim, os recursos são finitos. Para você concentrar o maior número possível, outras pessoas vão ter menos, e isso aí nem é o principal falando de gesto individual, socialmente é, mas gesto individual é o que você faz para isso.

Então, o que você faz, os pequenos atalhos que você pega, o que não é crime ali, mas você sabe que está errado, daquele pequeno desvio a todo custo para ganhar mais, empurra um monte de coisa que a pessoa está em momento de desespero e não precisa, você sabe que é errado, mas é vendido esse negócio porque você tem um sucesso, porque você acumulou o máximo possível. Só que é uma vida em sociedade e tudo retorna.

Você não vai conseguir ficar numa sociedade plena enquanto em volta as coisas não estão funcionando bem. Eu acho que falta um pouco essa reflexão. Infelizmente, óbvio que eu dou valor às coisas boas, tenho uma vida confortável, é muito boa, mas eu acho que a todo custo ele tem um preço social muito grande. Nada a todo custo vale, né? Ele tem um preço social muito grande. E eu acho que com as redes sociais isso se popularizou, se criou um padrão mais rígido do que é ser bem sucedido.

Então tem que ter isso, isso, isso, isso, isso, isso. Antes eu acho que o bem-sucedido, por exemplo, você pequeno, você pegava carona.

com o seu Alberto, que era fiscal, né? E aquilo, para você, ele era bem sucedido. Era um cara bacana, que te dava carona, trabalhava, tinha uma qualidade de vida, né? E aquilo ficou marcado para você. Provavelmente, a gente vê crianças hoje que têm um padrão do tipo. Outro dia eu estava no shopping, fiquei um pouquinho horrorizada, porque estacionei o carro, e no estacionamento do shopping tinha uma Lamborghini, né?

Aí, dois menininhos soltaram de um carro com a mãe e aí pararam. Eu nem sabia que aquilo era Lamborghini, te juro. Aí, os dois, um te vê até oito, oito, o outro no máximo nove ou dez. Falei assim, cara, é Lamborghini não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê lá. Olhei assim e falei, gente, é isso que é tal da Lamborghini? Eu ainda olhei assim, aí ele disse, não, porque isso aqui eu vou querer ter, não sei o quê. Não, eu vou querer a outra, que é não sei o quê, o modelo não sei o quê lá, que custa dois milhões e não sei o quê.

Isso chama atenção. Eu fiquei assim, como é que... O fato do carro em si, não, porque antigamente tinha a questão de você gostar do carro, mas a questão é quanto custa o carro. É o status, é o que o carro passa, não é o carro em si. Exatamente, mas como oito anos. Já custa dois milhões, não sei o quê. Eu vou querer o modelo tal, não sei o quê.

Meu Deus, tem alguma coisa errada, né? Com crianças de 8 ou 10 anos parando numa... Sei lá, acho que 8 ou 10 anos eu ia parar pra ver um cachorro que estivesse saindo do carro, sabe? Ia falar, ai que bonitinho, posso mexer? Morde ou não morde? Isso era o auge da minha curiosidade com a vida dos outros, entendeu? Mas eu fiquei assim, falei, o que você tá falando que o capitalismo mudou é que ele ganhou mais...

Marketing, é isso? Com as redes sociais, com as transações? Eu acho que a régua ficou muito alta para você ter sucesso, porque você entra lá e antes você morava nas cidades e aí você conhecia uma ou outra pessoa que tinha um padrão de vida mais elevado e fora isso as pessoas viviam, não eram felizes. Hoje você entra lá e vê milhares de pessoas que teoricamente têm aquele padrão de vida elevado, mas o que importa é que elas vendem que aquilo é o sucesso. E isso marca muito. Você está falando de ostentação. Exato.

o capitalismo não mudou, ele é capitalista desde sempre, porque dá lucro, foi feito para dar lucro. O que mudou foi a exposição desse capitalismo. Eu me lembro, por exemplo, eu tinha um amiguinho que o avô, já falecido, tinha uma fábrica de rolamento, eu nem sabia o que era rolamento. Depois eu fui saber que toda roda...

Tem um rolamento. Eu fui na fábrica e ele me explicou. Falei, para que serve isso? Aí ele falou, serve porque toda roda. E eu me lembro que ele tinha uma situação muito boa, mas assim, ele era muito simples. Não existia essa necessidade de ostentação. Eu acho que hoje existe uma publicidade em cima do que se tem muito maior.

Mas é o conceito. Pega a criança lá, as duas que você viu, se elas param o carro, e às vezes tem um pai que gosta muito de automóvel, tipo o Senna, desde pequenininho já sabia. Ah, e tem um motor de não sei quantos cavalos, é feito de alumínio, não sei o quê. É um prisma diferente. É característica, não é o valor. Ali, tanto faz, porque aquilo simboliza que a pessoa foi bem-sucedida porque o carro custa 2 milhões. Entendi. Esse é o ponto. E... ...

E vou te falar, ser muito bem sucedido sem atropelar os outros, eu dou parabéns, hein? Eu dou os parabéns, é bem errado. E o que as redes sociais trouxeram é que é o contrário. Todo mundo pode ser bem sucedidíssimo, né? Tipo assim, você pode ter isso, você pode ter isso. É uma cambada de coach falando que você vai fazer não sei quantos dígitos e não sei quanto tempo. Eu fico olhando e falo, gente, você é propaganda enganou. Eu contei essa história outro dia que a gente teve um caso, vamos falar.

uns dois anos atrás, de um rapaz que vendia curso na internet de como burlar a fiscalização da Receita Federal importando produtos. Júlia. Na época eu estava em Guarulhos ainda. E aí o pessoal lá do Argo Central, lá em Brasília, cobrou a gente. Como assim? Tem um rapaz na internet, sei quantos seguidores, dizendo o que vai trazer, como é que vocês permitem isso acontecendo? Aí eu falei, nossa, mas que estranho, tem um monte de controle. Aí pedi para especificamente fazer um pente fino ali e entrar. Aí ele tinha uma importação.

Uma importação. Mas ele estava dando aula. Ele ganhava dinheiro dando aula de como. Não era com as importações que ele ganhava dinheiro. Ele ganhava dinheiro ensinando para os outros o que teoricamente ele fazia, mas que não fazia. E que não dava certo. Ele ganhava dinheiro ensinando. Uma importação de uma coisa normal, assim. De uma blusa, sei lá, qualquer coisa. Ele tinha uma, mas ele ganhava dinheiro assim. E as pessoas iam.

Fazer não, faço meu curso, sabe como é que é. Então, assim, é um mundo que não é real. É o que você vende, mas é a história do coach. Ele vendia o que ele nem fazia. A maioria, né? É, bom, aí... Não, estou dizendo assim, eu vejo gente falar assim, ah, o seu negócio, você vai vender não sei quantos dígitos, não sei o que lá. Aí você vai ver, pô, mas o que esse cara não está desenvolvendo o negócio dele? Ele está ensinando. Ensinando para a própria concorrência, entre aspas.

Então, a gente tem que ter esse cuidado, esse filtro do bom senso, de olhar e falar, é até esquisito isso. Qual a empresa que esse cara teve? O que deu certo? Foi o que você falou, você foi lá e importou.

Uma coisa. Aí o cara já como se ele fosse um grande importador. E foi fiscalizado, tá? Mesmo essa uma coisa dele, nem o golpe na uma ele conseguiu dar. Mas é isso que eu tô falando. Quando aparece, ele... Você achou que ele, sei lá, importou muitas coisas, né? Estava ganhando um monte de dinheiro vendendo o curso pros outros.

O que também chama... Mas essa é a história antiga da humanidade. Chama atenção porque a pessoa está fazendo um curso de como burlar a fiscalização. Mas, enfim... É a história do golpe também. O golpe geralmente funciona com quem cresce um pouco hoje. E hoje, dentro da aduana, portos, aeroportos, fronteiras, quais são os grandes desafios, pelo menos do nosso país?

Eu acho que não é mundial. Cada país tem a sua questão específica. A nossa, certamente, é o tamanho da nossa fronteira. 17 mil de terrestre, em torno de 9 mil de marítimo. Então, assim, é um continente. Esse aqui é um continente imenso.

Mas eu acho que a grande questão da aduana em si é você dar o fluxo para a economia regular, que é a grandíssima maioria. Então, quando você importa, quando você viaja, quando uma empresa está exportando bem, o que ela quer? Agilidade. Passa o menos tempo possível parado lá. Fazendo tudo legalzinho. Exatamente. Só que essa agilidade com segurança. Então, o nosso desafio é sempre ali o quanto você...

Aperta a régua e o quanto você afrouxa a régua para você ter o fluxo e ter segurança. Então, aí é a questão, o fundamental, análise de risco. É você com informações prévias, você levantar aquela operação que te chama a atenção e aquela operação que é lista. A gente está trabalhando muito na questão da conformidade. Conformidade aqui qual é? Ser parceiro, vamos falar de empresa agora, que é o volume maior. Ser parceiro das empresas.

Porque assim, não vou falar do sucesso que todas as empresas querem fazer coisa errada. As empresas que trabalham fazendo coisa errada, as empresas que trabalham fazendo coisa errada, a gente está falando agora pouco de posturas individuais. Agora falando de empresas... Agora empresas. É a grande maioria que trabalha fazendo coisa certa.

Existe uma parte que não. Então, a ideia de você trabalhar cada vez mais próximo dessa empresa e você já conhecer o fluxo dela desde o começo para quando ela chegar na última parte, que seria a parte do porto e do aeroporto, eu não precisar nem me preocupar com essa fiscalização, porque eu já sei desde aqui qual é o fluxo dela. E qual é a vantagem para essa empresa?

A vantagem é que ela sabe que aqui ela não vai perder tempo. Não vai ficar parada. Exatamente. Ela tem uma questão, ah, vou abrir as minhas informações para a receita, mas se você não faz nada errado, não teria problema. E você tem uma previsibilidade, porque no mundo dos negócios, a previsibilidade é mais importante até do que a velocidade. Vender e não entregar é o erro. Exatamente. E se você tem aqui uma cadeia de produção que depende de uma peça que vai chegar, você consegue encaixar no tempo certo, isso é fundamental. Então, a gente tendo esse acompanhamento, a gente tem o programa de...

O dado ano é o OEA, que é o Operador Econômico Autorizado. O E A. Operador Econômico Autorizado, que já tem 11 anos. Mas agora as outras partes da Receita, mais de tributos internos, lançaram os programas também, que é o Sintonia, o Confia, que você classifica as empresas como as empresas mais confiáveis e a gente faz um acompanhamento da empresa desde o começo e é assim, a vantagem para ela, que não existe mais a multa, por exemplo, porque às vezes eu tenho uma interpretação e a Receita tem a outra.

Mas desde o início ela teve a parceria? Exatamente. Aí você tem a questão, eu entendo assim, então é uma questão de parceria. Porque assim, ninguém gosta de pagar imposto. Só que qualquer um com um pouco de discernimento sociável entende que a gente só funciona se existe uma parte que vai para o Estado e o Estado aplica essa parte do meio comum. Tentar enrolar o máximo possível e pagar o menos possível, como sociedade não funciona, porque alguém vai pagar.

Alguém vai pagar, porque senão não funciona. Essa é uma parte, senão não funciona. Então, se eu pago menos e deveria pagar mais, outro vai ter que pagar por mim. Ah, mas é mal aplicado. É verdade e aí é uma outra conversa. Aí é uma outra conversa de se exigir. Você queria fazer, eleger pessoas que possam...

melhorar, eleger e fiscalizar e cobrar, né? E fiscalizar e cobrar se você não lembra nem quem você votou, se você não tem contato se você não vê o que mudou, ah, não é meu dinheiro, não, é o nosso dinheiro sempre, o dinheiro é mal aplicado, o dinheiro não brota em ar, é o nosso dinheiro não é de esquerda, nem de direita, nem de centro, é nosso não tem jeito, todo mundo

Tá ali, pagando seus impostos. Isso falta um pouco na sociedade, ser mais organizada, mais vigilante, em relação a participar mais. Porque isso não me diz respeito. Diz respeito. Se a gente está nessa sociedade, tudo diz respeito a gente. Tentar cuidar do meu nunca dá certo. Nunca dá certo.

O preço chega lá na frente. Vai dar errado. Vai dar errado. E todo mundo vai pagar o preço. Não tem como, né? Eu estava vendo, por exemplo, está tendo muita dificuldade agora com as importações das canetas. Das canetas. Das canetas emagrecedoras. Outro dia eu estava... Eu estava... No Rio Grande do Sul.

E aí tive a notícia de que uma farmácia em Santana, em São Paulo, tinha sido assaltada para a mão armada e uma atendente foi morta porque uma quadrilha invadiu para pegar as canetas. A menina não teve tempo, ela chegou só um instante para virar para pegar a chave, pegar a chave que abria tal depósito das canetas. Ela não estava reagindo. No que ela botou a mão aqui, eu acho que eles pensaram que ela ia...

Sei lá, não sei se não pensaram. E mataram o menino, né? Então, tá nesse nível. Como é que tá isso na apreensão? Porque tem muita caneta que vem de fora, tem muita caneta falsificada.

Tem a caneta e é pior, tem o princípio ativo, né? Então o pessoal está trazendo muito o princípio ativo para depois formular aqui e é de um risco assim imenso. Porque você não sabe de onde vem, você não sabe a composição que tem e depois ele ainda vai ser manipulado aqui. Eu já... Você não sabe nem que condições.

Inclusive, eu viajo muito, conheço muitas pessoas, pessoas me abortam, e eu falei, não, tem que ir. Outro dia eu estava conversando com uma moça que veio me perguntar sobre isso, eu falei, não, agora eu aprendi, não vou mais fazer juízo de valor. Porque me perguntam, eu falo, não, isso é um absurdo. Não pode tomar porque você não sabe a origem, não sabe quem manipulou, não sabe de onde veio. Aí ela falou assim para mim, é, eu comprei lá com um rapaz da academia, mas eu estava pensando nisso.

Eu achei que ela estava me perguntando antes de fazer. Mas ela já estava me perguntando. Eu já tinha feito. Eu já estava fazendo. Eu já tinha feito. Já estava fazendo. E já aconteceu mais uma vez. Agora eu já pergunto antes. Já comprou, vai comprar. Você está comprando ou vai comprar? Porque, assim, é muito arriscado.

E também, eu acho assim, eu acho que tem o seu, obviamente, falando da coisa lícita, tem o seu valor, mas mais uma, de novo, a questão da imagem. Você vê várias pessoas que, assim, não tem necessidade de saúde, estética, que seja. Mas tá todo mundo usando. Eu tenho que usar também pra todo mundo, mas pra que isso? É impressionante isso. Eu vi gente que pesava 48 querendo pesar 42.

Falo, mas peraí, isso é pra obesidade. Isso é pra um diabetes muito grave. Mas eu não quero ter gordura nenhuma. Mas por que você não quer ter gordura nenhuma? Não existe. Não é uma mulher, não é? Mas pra quê, exatamente? O corpo da mulher é moldado em gordura. Uma mulher com gordura zero...

deixa de ser funcionalmente, fisiologicamente, um organismo feminino. Tanto que a primeira coisa é deixar de menstruar. Quando você baixa demais o tecido de gordura, você não tem como fazer hormônio feminino.

Mas é isso que vendem, né? Que tem todo mundo fazendo. Então, assim, são dois riscos. O primeiro é mesmo que seja lícito. Tem que olhar com calma, tem médico. Não tem necessidade de ir nessa busca. E o segundo absurdo é, não faz isso com a sua saúde. Não vai comprar um negócio que você não tem a menor ideia de onde vem, o que é manipulado. Você falou do vape. Exatamente a mesma coisa do vape. É proibido no Brasil.

Pois é, é proibido. Você vai em qualquer lugar. E a gente aprende. E as pessoas acham assim, como não tem cheiro ruim, não tem problema nenhum, não estou te incomodando. É muito pior. Aí a pessoa fala, não, mas olha o cheiro maravilhoso de abacaxi, é de morango, é de caramelo. Eu falo, gente...

Não é a questão do cheiro. E eu também continuo criticando aqui publicamente, mas sem ser publicamente eu já parei porque eu critico e todo mundo usa. Todo mundo usa. Eu falo, não, veio um absurdo. Aí a pessoa fala, é, eu vou parar. Eu falo, meu Deus do céu.

Já estou eu de louco. Adoro essas minhas opiniões. Mas é... Porque, assim, é proibido. Não tem o menor controle. E, obviamente... Não sabe de onde vem. Eles põem o que vicia mais. Exato. Então, assim, é muito pesado. É muito arriscado. É muito... Não tem. E, assim, é muito viciante. Então, depois que entra, é complicado. Então, qual é a necessidade de entrar? Mas, assim, é...

É muito. E é o marketing das coisas ilícitas de boca a boca. Que ainda, talvez, seja o marketing mais influenciador que tem. É inacreditável isso. Porque você não vê nenhuma publicidade.

Eu acho que vai no jovem que acha que tem o controle, porque a questão da droga é assim, não, eu tenho o controle, não conheço é mesmo. Para a hora que eu quiser. Para a hora que eu quiser. Mas nunca quer, né? Depois é aquele sofrimento para sair, é uma dificuldade. E é assim, e é muito perigoso. E você vê pessoas dentro que são pegas?

fazendo ou o comércio ilegal de canetas, de drogas, ou de fato não sabiam o que estavam fazendo. Existe isso? Trazendo? Não, não existe.

Não, não existe. Esse tipo de coisa que a gente está falando não existe. Zero possibilidade. Não, não existe. Trazendo? Porque aquela série, o aeroporto, joga pra gente aqui, Tom Tom.

que foi de 2017 a 2025, né? Aeroporto, área restrita. Eu acho que foi uma coisa bem bacana, não sei, para vocês, porque começou a dar essa coisa para a sociedade, o que acontece ali no aeroporto, o que vocês fazem, o que esse serviço beneficia a população, né? Quando começou, vocês achavam que ia ter sucesso, não ia ter sucesso? Tiveram problemas, críticas?

Não, na verdade não foi 2017. Ela tem muito antes uma primeira temporada, um projeto bem incipiente. Eu não vou lembrar o ano, mas se bobear, 2009, 2010. Então é tão assim. Muito antigo, mas foi só uma temporada. Ah, tá. Aí parou, aí voltou. Exatamente. Muitos anos depois voltou. E aí qual foi a mudança? A rede social.

Porque a rede social... Exatamente, a pessoa consegue procurar exatamente aquilo que quer, então ela tem um alcance muito maior com a questão das redes sociais. A gente não fazia ideia, eu não participo no começo, porque eu já era o responsável lá, eu participo do projeto desde o início, mas eu organizava e falava que eu não gostaria de aparecer. Na primeira temporada eu apareço, mas nessa de 2000 e...

em nove, dez, alguma coisa assim mas eu não sabia que estavam filmando filmaram sem, porque eles vieram pedir eu falei, não, autorizo aí, tios colegas, ó, vocês conduzem aí, eu continuei lá trabalhando, mas surgiu um caso lá, uma confusão lá o pessoal achou interessante, filmou e eu não percebi mas assim, sem problemas também

E aí depois que 2017, quando começou, eu organizo, mas eu não apareço, porque eu sempre fui mais da minha, isso, aquele, outro. Mas ela começou a tomar um vulto muito grande. A gente não fazia ideia que ia tomar esse vulto do interesse das pessoas em relação. Isso. Aí a gente teve que começar a dar uma organizada maior, aí que eu começo a aparecer, uma história interna, enfim.

Como essa história que eu te contei de assumir cargos, eu fui meio que obrigado aqui, é a mesma coisa. Não obrigado, mas no sentido de que se você participa da questão e do projeto e você entende aquilo como positivo, começa a tomar um vulto que você... Ou você participa ou ele vai começar a ser prejudicado. Então, são as escolhas, né?

Mas eu achei muito bom. Eu acho que isso vai ocupando um espaço que a população queria saber. Sim, sim. E aí foi um choque. Foi um choque. Como as pessoas se interessam, como as pessoas reconhecem, perguntam, falam, têm opiniões. E aí, muito interessante institucionalmente. Como divulgação do trabalho, a gente não recebe, obviamente, nada. Nada por isso. Nenhum centavo por isso. Só que, em termos de divulgação do trabalho da Receita,

É muito importante. E o que é divulgar o trabalho da Receita? Nada mais do que prestar contas daquilo que a gente faz. Eu recebo um salário para fazer o que eu faço, um salário pago pela sociedade. Aquela história de não existe dinheiro por aí, é um dinheiro da sociedade. E eu recebo poderes. Eu recebo um salário e poderes. O que eu estou fazendo aqui, eu e a Receita, não a minha pessoa. É quase uma prestação de conta. É dizendo, mostrando o que eu faço.

com esse salário e com esses poderes. Eu venho aqui fazer esse tipo de trabalho. Então, assim, a gente está se abrindo para a sociedade para dizer, você concorda com isso? Você discorda disso? Você acha que tem que ser de tal forma ou de outra forma? E, assim, para a gente foi uma surpresa muito agradável das pessoas entenderem e gostarem, porque a gente já conhece, a gente participa. Eu acho que passaram a respeitar mais.

De conhecer. A gente participa de coisas, de eventos no mundo inteiro. E a gente falando da doana, a parte de comércio exterior no Brasil é muito respeitada lá fora. Muito respeitada. A gente vai em congresso, falando de passageiro, nosso sistema de controle de viajantes, fácil, é um dos cinco melhores do mundo. Fácil. Cinco eu ainda estou ampliando. Esse bobeado deve ser um dos três melhores do mundo. É mesmo.

fácil, pouquíssimos países, o da França não é igual a gente, os Estados Unidos talvez, o da Coreia do Sul, é no nível de evolução que é o nosso, então a gente já sabia. E aí assim, a sociedade começou a enxergar, porque o Brasil tem aquela questão do vira-lata, que tudo no Brasil é ruim, tudo no Brasil é isso, aquele outro, então as pessoas, e para a gente foi uma surpresa muito agradável. Tem um lado...

sensível, você tem que tomar muito cuidado porque tudo que sobe rápido cai rápido também. Quando você se abre para o escrutínio, você tem o positivo e o negativo. Então tem que tomar muito cuidado com isso, tem que tomar pensar.

Sim, e as validações de avalanche. Às vezes alguém fala alguma coisa e os outros vão, não é nem exatamente isso. Essa questão de exposição é um mundo muito sensível, diria até perigoso. Então tem que se tomar muito cuidado. Mas a validação do trabalho, de você escutar. Então assim, pergunta para mim se eu gosto ou não. Tem um lado da exposição que eu não gosto tanto.

Mas tem um lado da avaliação do trabalho, que é óbvio que eu gosto. Porque assim, a minha vida é muito, muito centrada no trabalho. Eu trabalho muito. 12, 13 horas por dia é fácil. Então assim, aquilo que você faz e se dedica, você vê que as pessoas entendem, invalidam como positivo, é óbvio que tem. É óbvio que tem um lado que traz uma...

Um conforto e o, ai, está servindo para alguma coisa todas essas horas que eu passo, está servindo para uma coisa. Isso é muito positivo, mas assim, não é feito de qualquer forma, não é feito na sorte, tudo que aparece é real, ponto. Não tem nada ali forjado. Nada forjado. Nada forjado, nada forçado, é tudo real. Só que é feito de forma muito irresponsável. Tanto a exposição dos servidores, tanto a dos passageiros, todo mundo que aparece ali autoriza, se autoriza, se não autoriza, não aparece. Não aparece.

Pode ver que tem vários rostos borrados, que não identificam a pessoa. Todo mundo que aparece... Você identifica a operação, não as pessoas que estão... A pessoa que está aparecendo, ela autoriza expressamente, um por um, do que aquilo que acontece. Em relação à exposição de operação, então só aparece o que a gente entende que não há exposição em relação à segurança, a risco da operação do aeroporto e das pessoas em geral.

envolvida. Exatamente. Então, aparece tudo. Não, não aparece tudo. Aparece o que pode. Tem coisas que falam, isso aqui é muito sensível, porque é como é feito trabalho. Isso aqui é muito sensível, porque pode mostrar um jeito da pessoa inserir alguma coisa, ou burlar a fiscalização. Pode dar munição para pessoas fazerem coisas erradas, digamos assim. Então, assim, é feito com muita seriedade e muita responsabilidade. Uhum. E isso, por exemplo, aquilo que eu te perguntei. Nessa coisa ficou muito claro que todas as pessoas são pegas com algo que eu te perguntei.

algum tipo de tráfico ilícito, claro, todo tráfico é ilícito, falam que não sabia. Não, não sabia, não sei o que, não existe isso. Não, o mais comum é a primeira vez, o que é raríssimo também. Não é a primeira vez. Não é muito raro ser a primeira vez, quase impossível. E sabem, o que pode acontecer...

É da pessoa não saber exatamente o que é. O que é? Mas sabe que está levando algo ilegal. Sim, sim. Então, se eu te contratando, eu não sei exatamente se eu estou levando êxtase ou MD, ou MIAA, ou Skank. Isso até pode ser. Agora, que não sabe nada. É o conteúdo exato da mercadoria. Não sabe nada. Ninguém nunca me procurou e me ofereceu o dinheiro para levar alguma coisa. Ou fez a minha mala, ou é um amigo do amigo que eu não conheço. Isso não existe. Todo mundo sabe. E todo mundo sabe disso. Isso, infelizmente, não.

Mas, assim, esse elo da cadeia é o mais fraco. São pessoas desesperadas que acham que vai. Existe uma questão ali... Era a última vez. Ou é a primeira ou era a última. Não, tem uma questão ali de falta de algum tipo de valor mesmo.

Pessoal mais jovem, tanto faz, me paro para levar, eu estou levando. Não tenho nem ideia da devastação que isso faz para a sociedade. E aí tem do produto em relação à droga para as pessoas que atingem, é devastante para a família, para a sociedade. E tem a questão aqui, muito do Brasil também, da violência que isso traz. Você está dando poder financeiro para essas quadrilhas, isso traz um rastro de violência terrível. Então, assim, tem essa questão e tem pessoas que estão desesperadas.

E pensam que é um dinheiro fácil. Esperado não no sentido de passar no fome, mas esperado no sentido que realmente passam alguma necessidade. E parece muito fácil. Parece muito fácil. Então, você, um trabalho normal, ganharia aí 2, 3 mil por mês e te oferecem 50 mil para fazer alguma coisa. Ah, esse dinheiro parece muito fácil. Mas não existe. Dinheiro fácil. Não existe.

Não existe. Pode dar certo uma vez, pode dar certo duas. Mas não dá sempre. Não vai dar sempre. E o preço é muito alto. O preço é muito alto. Uma vez eu escutei, já falei isso também. Escutei de um rapaz que foi pego, dizendo que estava traficando, isso aqui de outro, e aí tinham falado para ele que era fácil. Aí ele falou, é, agora eu vejo. Se fosse fácil, o dono da droga mesmo fazia, né?

perfeito isso, porque eles não vão, né? Exato, né? Eles não vão. Então não é essa moleza, esse paraíso, não é, é uma coisa muito ruim, sabe? Mas tem essa questão do dinheiro, de conseguir, de tudo, e eu acho que o lado bom do programa em relação a isso é que mostra muito isso. Exatamente. Então você vê as pessoas comentando muito, me abordam muito. Agora quando eu vim no voo para cá, eu sentei do lado de uma mãe e de uma filha.

estavam indo para um congresso aqui, comentaram do programa. Então, a pessoa vê, sabe a história, entende todo esse contexto. Eu acho que, em termos de sociedade, isso é muito positivo. Eu achei muito bacana por isso. Até para os jovens mesmo, porque eles ficam olhando aquilo ali, tipo, será que isso acontece? Será que não acontece? E é real.

E a gente vai dar palestra em colégio, às vezes de criança pequena, que o pessoal quer saber do trabalho da Receita. Imagina, eu era pequeno, sabia do trabalho da Receita. Criança de 8, 10, 12 anos. É isso que eu estou falando. E eu tenho uma curiosidade. Aumentou o número de concursados com a série?

De concursados não, porque concurso público é sempre muito mais... Mas essa busca, sim. A busca, sim. Do nosso último concurso da Receita. Porque o governo é que libera o número de vagas. Eu digo que a questão de procura sempre é muito acima. Então, você tem 100 vagas para 12 mil candidatos. Exatamente. Então, assim, na verdade vão entrar 100 e isso não muda. Mas o que tem a ver com a série, sim. A procura aumentou. No último lá em Guarulhos, a gente recebeu 20 servidores novos. Desses 20, os 18.

Falaram pra mim na entrevista que começaram a estudar por causa do programa. Por causa do programa. Isso é legal. Muito. Muito legal. Porque assim, é inspirador. Do tipo assim, porque vocês estão mostrando uma realidade. Vocês não estão tapeando. Foi o que você falou. Tudo que aparece ali é real. A gente tira coisas sensíveis. Então, de alguma maneira, está se inspirando.

Sim, sim, sim. Outras pessoas, está inspirando outras pessoas a fazerem esse trabalho. E esses colegas já entram com as coisas bem mais claras que eu. Eu dei uma sorte, entre aspas, de descobrir que a doana era tão empolgante, assim, tão interessante. Eles não, eles já entram pensando nisso. Inclusive, a gente tem alguns problemas internos na casa porque um monte de gente quer ir para a doana e as outras áreas não ficam muito felizes. Quem quer ir para o outro, vai fazer aquele modinho. Inclusive, eu acho que todo mundo devia liberar o pessoal que quer ir para a doana, tá bom, gente?

libera aí. Ou então faz rodízio, né? Faz. Fica um tempinho aqui, fica cinco anos na doana, um ano nas outras áreas, cinco anos na doana. Exatamente. Faz o rodízio pra agradar todo mundo. Então, nós temos outras imagens. Vamos ver aqui? Receita Federal vai simplificar o comércio externo. O catálogo de produtos. Exato. Essa aí é da parte mais. É uma aguinha? Ah, eu quero.

Essa é a parte mais formal. Você disse a coisa de operacionalizar melhor para quem tem uma empresa toda legalizada, a operação sendo mais rápida, ela tem vantagens com isso, e os seus clientes também. Exato. E, assim, nesse ponto, o Brasil também é inovador. Isso aqui a gente está falando do catálogo de produtos, a do INPE, é o nosso novo processo de importação.

E, de novo, o Brasil é muito inovador em relação a isso. O pessoal é engraçado. A gente tem uma fama lá dentro da Receita, onde a gente é um pouquinho doidinho, vamos dizer assim, que a gente é muito disruptivo.

Eu menos, mas o Fabiano, então, muito. O seu chefe. É, o Fabiano é muito impressionante. Aquela história de que, e ele é mais velho que eu, de que, ah, das ideias, o Fabiano é mais velho, é o que mais tem ideia nova, é impressionante. É cada uma, o tempo todo, assim. Mas tem método.

não é uma coisa perdida não e tem meta, essa aí a divulgação é a questão da rede social, então a gente usa as redes sociais para se comunicar com a sociedade, diminuição de 70% do cadáver do produto, isso aí foi feito junto lá na Coana

É o Felipe, que aparece comigo também lá nas redes sociais. Ele é um pouquinho ou bastante chato, mas ele também é bem competente, sabe? Então, isso é uma visão... Esses protocolos, né? Isso é uma visão de trabalhos desnecessários no entendimento que estavam gerando redundância sem necessidade. Então, assim, de uma análise só foi possível aprimorar o sistema e cortar 70% dos requisitos, porque assim, de informações... O que facilita...

Muito, o fluxo. O fluxo, totalmente. É a ideia, inclusive, a base da reforma tributária. Quando a gente terminar a reforma tributária, vai mudar completamente o jeito que as empresas são organizadas. Porque hoje as empresas têm um departamento jurídico da parte tributária imenso, só para tentar entender a legislação que você pensa. 27 estados da federação, cada um que se resta. E os municípios, exatamente.

custo muito grande de agilidade, porque você não compete só dentro do país, você compete com o mundo. Exatamente. E numa desvantagem. Se você tem tanta coisa, tanta burocracia, você impede que investidores reais e legais queiram entrar no país. E você perde muito tempo em relação ao mundo. Você perde muito tempo em relação ao mundo.

O que é rápido, você tem que... Então, assim, a reforma tributária vai trazer um fluxo, uma agilidade imensa em relação a... Eu entendo de arrecadação, a nossa Receita Federal é uma das melhores do mundo. As pessoas estão vindo aprender, né? Sim.

Aí também é uma outra coisa que as pessoas não têm noção. A Receita Federal, assim, eu tenho muitas críticas, sou interno, posso falar, e é normal que tenhamos críticas, queremos sempre evoluir, mas a Receita Federal é um órgão de excelência. Exatamente. É impressionante a quantidade de colegas que eu conheço lá, de uma capacidade, de uma dedicação, uma coisa impressionante.

Inclusive, o nosso secretário, que é o Barreirinhas agora, ele não é da Receita Federal. Ele é do ISS São Paulo, de tributos municipais. E ele sempre comenta que ele ficou extremamente surpreso com o nível de excelência dos servidores da Receita. Tem gente que poderia dar mais? Óbvio que tem. Tem gente que poderia se esforçar. A instituição como um todo...

Óbvio que tem, e isso é outra imagem que se cria de falácio que a empresa privada é aquele poço de excelência e o público não é. Busca na empresa privada que todo mundo trabalha. E se você não tem aqueles colegas lá que poderiam dar muito mais e não dão, que se escoram, tem, é o ser humano. Exatamente. É o ser humano. Podemos melhorar e devemos melhorar muito, mas assim, tem que se observar que a Receita Federal... Mas está caminhando muito bem. A Receita Federal é um órgão de excelência. É um órgão de excelência.

Próxima, Tom. Operação Fronteira apreende mais de 160 bilhões em mercadorias ilegais. A ação da Receita Federal contou com o apoio de diversos órgãos e mirou o contrabando vindo do Paraguai e Uruguai. É grande, né? É, isso é uma operação que a gente faz com o apoio de outros órgãos.

Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público, Polícias Estaduais. Especificamente, ele é de algum mercado, o cigarro é muito visado. Exatamente, é um mercado e um período de tempo. Ela tem um papel de apreensão, mas ela tem um papel de educação muito grande também, porque chama a atenção, porque mostra a presença do Estado. Então, a gente tem bastante desse tipo de operação. Exatamente. Que é fundamental.

É a gente com a aduana, porque a aduana, essa é mais a parte do Rafa aí, que é a parte de repressão. A aduana tem a parte do comércio exterior lícito, que a gente estava falando, e tem a parte da repressão. Da repressão do ilícito. Exatamente, porque não adianta você querer pagar todos os tributos, agir de forma correta num mercado que é contaminado. Porque se o meu produto vai custar 100 reais, porque eu tenho que pagar, sei lá, 40 de tributo, o cara que paga zero...

como é que eu vou competir com esse cara? Ele pode vender por 80, ele ainda vai estar tendo um lucro absurdo e está 20 abaixo. Então, nós também temos o papel de sanear o mercado para que as empresas possam competir e sobreviver nesse mercado de uma forma saudável. E tem tipo de pessoas e empresas que não adianta você conversar, porque ele sabe exatamente o que ele está fazendo, ele sabe exatamente o que ele quer. É a história do devedor, quanto mais. Existem empresas no Brasil que são criadas...

com o intuito de levar lucro, sonegando tributo. E é uma coisa impressionante. A gente tem um aí com mais de 20 bilhões, né? 20 bilhões! É, que está morando fora, né? É, que está morando fora, né? Está morando fora. 20 bilhões, né? É o maior devedor. Quando eu descobri esse número... A empresa maior devedora. Quando eu descobri esse número, eu tomei um susto. Eu falei, não, não, não é milhões, não. É bilhões mesmo.

É muito dinheiro. E qual é a reação de vocês funcionários, que trabalham, que batalham, que sabem da importância disso quando vocês se deparam com essa situação?

Eu acho que existem duas coisas em relação ao Brasil. Bom, vou falar de Brasil, que é onde a gente está. Que é a questão de eu achar uma pena, que a gente é um país tão rico e tão diverso, poderíamos estar num nível de evolução social muito maior. Isso é uma pena. A outra coisa é que nós, que temos um mandato público,

que estamos numa situação privilegiada em relação à sociedade, essa que é a realidade, mas a gente tem que fazer a nossa parte. Então, não adianta falar ah, mas é difícil, ah, mas nada muda, não adianta, tem que fazer a sua parte. Eu, assim, de uns anos para cá, eu me... Quando eu era mais novo, interior, pouca informação, eu sempre fui muito...

idealista, então eu sempre li, lembra, Brasil, país do futuro? Então eu imaginava que o Brasil ia ser uma potência, o Brasil ia ser uma potência, hoje lá, depois dos meus 40 anos, eu já não tenho tanta certeza de que eu vou viver para ver o que eu gostaria.

que eu gostaria de ver. Esse é um ponto. Mas mesmo assim não pode parar. Não, a gente tem que fazer. Então, você tem que adequar a sua realidade, a expectativa, mas fazer a sua parte da melhor forma possível. Porque você imagina, fazendo tudo que a Receita Federal tem feito, está nesse nível se não fizesse. Todas as outras empresas sérias teriam quebrado.

E também, assim, eu estou olhando o copo meio vazio, que é a questão do trabalho, mas você encontra diversas pessoas, instituições, fazendo o melhor possível. Eu acho que a questão da facilidade da informação, da rede social, da globalização, é que você tem um alcance muito maior. E existe um lado...

perverso, humano, não sei se perverso é o termo, mas um lado de um gosto meio duvidoso é que as coisas ruins têm mais alcance. Mas do mesmo jeito que tem coisas ruins, tem um monte de coisa boa também, só que infelizmente elas marcam menos. Então acho que a gente tem essa... Gera menos notícias. Essa sensação, mas você pensa, a questão dos desvios, da corrupção, sempre existiu.

O que teoricamente acontecia é que era divulgado menos e era tratado como um normal. Quem está no andar de cima pode fazer e pronto. Estava dentro da cultura. Hoje eu acho que a tolerância é menor. Não, não tem essa de andar de cima. Mas o que pode fazer? É o meu dinheiro que está lá. Então, eu acho que tem essa questão da cobrança. Talvez a gente ande um pouquinho, vai um pouco, recua um pouco. Talvez trazer... É a história, né? É. A história do sistema. Ele se protege.

Quem está no topo vai tender a fazer tudo para não sair do topo. Então tem que ser meio Hollywood, né? Robin Hood, Robin Hood. Aquela tum, tum, vai jogando a pedrinha, ou então os vietnamitos, né? Vai jogando a pedrinha, vai jogando a pedrinha uma hora.

Mas a gente comemora muito o sucesso. Com certeza. Esse caso específico aí que a gente citou agora... Esse devedor. É de uma questão de décadas. É uma questão de décadas. Porque também ninguém deixa de pagar 20 bilhões de uma hora para outra. E a gente teve uma operação vencedida onde tem mais de 500 milhões.

E mercadoria apreendida. Exatamente. É um sucesso muito difícil, muito difícil, porque tem conexões, muito difícil, mas assim, é um sucesso estrondoso, é um sucesso que passa um recado de que, assim, deu. Eu acho que a Receita Federal, acho que a Polícia Federal tem sido um dos grandes motivos de orgulho do país, dentro das instituições que aí estão.

todas deveriam ser aplaudidas pelo grande público, mas que tem chegado ao grande público. A Receita e a Polícia Federal têm sido...

Eu acho que uma instituição que a gente começa a olhar e falar assim, não, vale a pena. É, a gente trabalha muito próximo da Polícia Federal também. E conheço bastante pessoal também muito valoroso, muito imbuído em fazer as coisas certas, em buscar e ter esse sentimento público. É porque vocês dependem deles. Sim, a gente trabalha muito junto. E assim, vocês identificam.

A continuidade em relação ao devido processo é lá. E muitas vezes a gente faz coisa em conjunto também. Em parceria, como você falou, uma operação dessa tem que envolver a Polícia Rodoviária Federal, tem que envolver a Receita Federal, o Ministério Público. Então, é importante que as pessoas entendam essa parceria. E essa divulgação ajuda muito. A questão, aproveitar aqui o espaço para enfatizar, o concurso público.

O concurso público é de um valor, assim, é de um valor inestimável, porque você, primeiro que ele é democrático, então qualquer um pode ir lá fazer, se você acha que eu estou fazendo errado, se você acha que eu tenho uma vida boa, se você acha que qualquer coisa, faz o concurso, é democrático, entra aqui, me ensina a fazer melhor, vamos fazer junto, então é democrático. Segundo,

que ele é difícil, bem difícil. Então, assim, ele seleciona... A régua é alta. Exatamente, ele já seleciona pessoas com uma bagagem, com um esforço. E terceiro, que com essa questão da divulgação, muitas pessoas que têm aquele ideal de fazer, de contribuir, nossa, acho que lá...

É uma opção. Exatamente. Lá eu vou conseguir contribuir, lá vai ter uma amplitude maior, vou buscar. Então, a gente consegue direcionar pessoas que têm essa vocação do público, porque não é igual ao público do privado. A responsabilidade é muito maior. É muito maior. Então, eu acho que isso é um fato positivo. E eu conheço pessoas fantásticas de vários órgãos. Fantásticas mesmo. Eu acho, eu sou totalmente a favor do serviço público de qualidade. Não é acabar com as instituições, é melhorá-las.

Porque sozinha a gente vai ter uma sociedade razoável. Então, eu digo que vai ser perfeita, porque nenhuma sociedade é perfeita. Mas um pouco mais valorosa, digamos assim, né? Próxima, Tom Tom. Polícia Federal combate tráfico internacional de drogas no aeroporto de Guarulhos. Os policiais cumpriram quatro mandatos de prisões preventivas e temporárias. É o maior aeroporto do país.

O maior aeroporto da América Latina e, lado a lado ali com o Jacarto, o maior do Hemisfério Sul. Então, você pega... Brasil, 67% dos passageiros internacionais passam. É Guarulhos. 67%? 67%. Dois terços. É Guarulhos. É uma concentração muito grande.

Isso traz alguns problemas, esse é um deles, infelizmente, porque é rota. Como a gente tem lá em Guarulhos muitas rotas internacionais, as quadrilhas se utilizam dessa malha.

legalmente constituída para distribuir os seus produtos. Então, o problema do Brasil em relação a essa questão fronteirista que eu falei do tráfico é esse. Como a gente tem, tanto aeroportuária quanto portuária, uma rota muito variada, as quadrilhas trazem a droga de lá e daqui distribuem para o mundo. E a gente fica com essa conta da violência, da degradação social aqui com a gente. Esse é o problema. Então, falar, por que você se preocupa em combater a exportação de drogas? Não tem a ver com a gente? Vai lá para outro país. Tem tudo a ver com a gente. Primeiro que a gente está falando de mundo. E segundo que tem tudo a ver com a gente, porque esse preço...

fica aqui. É pago aqui. Esse preço fica aqui. É onde esse dinheiro surge. E o roubo de carga. Porque tem gente que fica, ah, roubo de carga. Roubo de carga tem sangue na mão de quem faz o salão. Nossa, muito. Fora o que os caminhoneiros chegam a dar pena, né?

Difícil a vida deles. É difícil a vida de caminhoneiro. A gente devia ter um dia para comemorar esses caras, porque eles distribuem pelo Brasil inteiro, sozinhos, longe de casa, andando em estradas perigosíssimas com quadrilhas especializadas. É triste. As pessoas valorizam muito pouco. Próxima, Tontô.

Operação integrada resulta em uma das maiores apreensões de contrabando no Brasil no início do 2026. Quer dizer, já agora, né? As mercadorias apreendidas foram avaliadas em aproximadamente 25 milhões. Então, isso é toda hora. Isso foi publicado dia 6 do 2.

Isso é toda hora. Isso é toda hora. Nos portos, nos aeroportos. Como eu falei, a gente tem uma coordenação que o chefe é o Rafael, especializado só nessa parte, de tanto que é. Então, a gente tem a parte do mercado formal, que você mostrou lá do INPE, que fica mais ali com o Felipe, que é da legislação, de facilitar. A operacionalidade dos produtos. De facilitar e a parte do...

no combate ao contrabando. Esse combate é engraçado, porque de uma vez o Rafa foi o chefe, né? E aí a gente foi fazer um evento lá em Brasília e foi dar uma entrevista. E aí a repórter, a moça, perguntou para ele e falou, ó, estamos aqui com o Rafael Menezes, que é o chefe do contrabando de caminho da Receita Federal. Eu falei, não, calma aí. Ele é o chefe do combate.

Quando a gente contratou, a gente não sabia que era o chefe, não. A gente já pensava combater. Ele está disfarçado, né? Tipo assim, tem alguma coisa errada aí, né? Mais o envolvimento no crime organizado. Mas não é o caso do Rafael. Próximo. Receita Federal realiza leilão com iPhones baratos e carros a partir de 6 mil. Veja como participar. Foi aquilo que você falou. Exato. Entrar no site da Receita Federal, ver lá leilões.

Aí a quantidade, 223 lotes. Talvez para a gente fosse mais simples você colocar 100 lotes maiores.

100 empresas arrematavam, a gente tinha 100 processos para fazer. Aí 223, você tem 223 processos para fazer, muito mais trabalho administrativo, só que assim, não gera essa participação na sociedade, não gera as pessoas... Não dá esse direito também, né? Exato, as pessoas participando, entendendo que aquilo retorna, isso é muito importante para validar. Porque aquilo não fica, porque eu acho muito engraçado, tem gente que fala assim, não, mas aqueles caras, imagina, apreende, vai ficar tudo para eles, gente, não fica. Nossa senhora, e haja, vamos toque, né? Cada um tem uma casa cheia. Não, porque é o dia...

O que é muita coisa. E não é isso que acontece. As coisas são controladas, não é assim que funciona. Próxima, Tom Tom. Ah, chegamos no Repórter Pipi. Repórter, aqui nosso cérebro está em terceira dimensão, alegre, como sempre. A gente tem uma comunidade chamada Ser Humano Sustentável.

E eles têm algumas vantagens de conteúdo que a gente bota lá, de cursos. E eles têm a questão de poder saber que você vem aqui com 15 dias de antecedência. Aí a gente dá o seu Instagram, eles vão lá, a gente pede para não começar a seguir. E eles olham e mandam perguntas que eles gostariam de fazer se estivesse aqui ao vivo. Podemos? Vamos. Vamos lá. Primeira.

Como uma pessoa pode saber se o produto que trouxe de viagem precisa ser declarado? O site da Receita Federal tem todas as informações. Eu sempre falava, tem um ícone viajante lá, mas agora com a IA, acho que nem isso precisa. Nem precisa. É só você digitar que ela já traz tudo mastigado, mas o resumo, aquele que eu fiz no começo, é o que vale. Comprou na viagem, tem a ver com a sua viagem, é um produto que você necessitou usar na sua viagem, é isento.

Você está trazendo para cá, para o Brasil, para presentear alguém ou você mesmo, aí você tem que declarar para ver se tem que pagar tributo. Isso aí eu estou falando de bens em gerais. Bens com controles específicos, aí você tem que se apresentar para se realizar. É óbvio, você compra uma arma, por exemplo, ninguém em São Conciência imagina que é só botar a arma na bolsa e entrar. Exatamente.

Você pode comprar, se tiver autorização prévia, trazer, mas tem que declarar. Um medicamento controlado, uma coisa específica. Que não tem aqui. Exatamente. Se você for com a receita. Receita médica. Aí você precisa se apresentar e declarar. Mas, regra geral é isso. Dúvida.

Entra no site da Receita, põe lá. Mas você falou inteligência artificial, mas eu acho que vale a pena, porque inteligência artificial às vezes alucina. Às vezes faz, mas vai ter que ver a fonte. É, eu acho assim. Mas o site da Receita tem, e tem um ícone específico, dentro do comércio exterior, tem que ser viajante. Viajante. Aí tem toda a legislação, as dúvidas, e tem perguntas e respostas. Então, esse tipo de perguntas mais comuns... Vai estar lá. Exatamente. Tem um monte que está lá, bem detalhado.

Aí não tem erro, né? Porque vai que a inteligência surta, é melhor conferir se ela está falando. Se tem perguntas e respostas, fica mais fácil. Próxima, Tom. O que caracteriza que um produto está sendo trazido para uso pessoal? Essa questão da necessidade das viagens que eu expliquei. Por exemplo, você vai passar um mês na Europa trabalhando. Por exemplo, fazendo palestra.

se eu quiser comprar três casacos, é razoável. Até mais. Entendi. Até mais. Você pode falar, eu não quero levar mala, levar muita coisa, vou levar só o basiquinho aqui, o resto vou comprar lá, ficar carregando mala, ou por quê? Não precisa, porque quero. Esse é um direito seu. Comprou, usou lá, vai ficar um mês, compra cinco casacos, sei lá, perfeitamente, de acordo com a necessidade e a circunstância. Então, um bem pessoal. Agora, um casaco para você.

Se for para o casal, comprar um casaco masculino, um casaco que é duas vezes o seu tamanho, aí não é bem de uso pessoal. Exatamente, deixa de ser pessoal para sempre para a galera. Exatamente, é comum pegar passageiro com um monte de tipo de roupa. Não, isso aqui é tudo para mim. Não, mas tem P, G, M, cada hora você está de um tamanho. Isso não é bem de uso pessoal. Perfeito, dá para entender direitinho. Próximo. Existe um limite de valor para compras feitas no exterior?

Existe a questão tributária, que você tributa ou não. Então, fala muito da cota de mil dólares. O que é a cota de mil dólares? É que são os bens, tirando aqueles isentos que a gente explicou de uso pessoal, quando você se torna a viagem, você está trazendo para o Brasil. Para presentear alguém ou você mesmo. Até mil dólares você não paga tributo. Mas tem que estar com a notinha. Acima de mil dólares você paga, mas a questão é só pagar o tributo. Se você tem capacidade contributiva, você pode trazer com muita mais. Mas aí você comprou. Aí você vai...

Para o aeroporto e regulariza lá? Não, você tem o site da Receita Federal, você já pode fazer no site mesmo. Tem a parte que chama EDBV, que é a Declaração Eletrônica de Bem do Viajante. Então, você pode preencher tudo lá e já paga o tributo lá mesmo, entendeu? Por lá mesmo. E aí você só precisa se apresentar na Receita Federal para fazer essa validação, mas a gente está evoluindo o procedimento que em breve nem se apresentar você vai precisar. Vai estar ali.

Já fica registrado. Se tiver alguma fiscalização, você está com ele já. Exatamente. Ainda não é assim, mas será em breve. Mas você pode pagar hoje tudo, exatamente. Por exemplo, você está fora, e aí o teu celular, sei lá, caiu, quebrou, perdeu, seja o que for. Aí você compra um outro celular. Você...

Entra lá, declara. Não, nem precisa. Nem precisa. Nesse caso, não. Nesse caso, não. Você comprou o celular porque você precisou na viagem. Se eu cair, eu quebrou. Entendi. Você precisa na viagem. Mas assim, ah, eu não sei fazer, é difícil para mim, não conheço coisa da internet. É só chegar e se apresentar a fiscalização que a gente tem os computadores lá, pode preencher na hora. Tem gente para orientar, para pagar, não tem problema nenhum. Você pode fazer antes. No próprio recurso que você chegue. Exatamente. Ou pode fazer na hora que você chegar lá, sem problema nenhum. É só escolher o canal Bens a Declarar. Tá. Canal Bens a Declarar.

Próximo. Quais cuidados as pessoas devem ter ao trazer medicamentos de outro país? Então, baixa um pouquinho a temperatura, tá quente aqui pra gente. Por causa das luzes. Não tá um pouquinho? Tá, tá um pouquinho. Baixa dois. É que você fica aí sem luzes. Vou voltar, pode deixar. Tá em 21 agora. Tá bom, meu querido. Vamos lá.

Quais cuidados as pessoas devem ter ao trazer medicamentos de outro país? Tu falou um pouquinho, mas é legal você... Tem dois pontos, né? Vamos falar de trazer para cá. Então, assim, trazer para cá. Primeiro, garantir de onde você está comprando. Saber de onde você está comprando. E segundo, se o medicamento é permitido ou é específico. Você vai comprar um medicamento normal para dor de cabeça, não tem problema nenhum. Mas um medicamento específico precisa da receita médica. Porque quando chegar... Você leva daqui.

É, leva a receita para poder comprar esse tipo de medicamento. Lá. É comum trazer medicamento que só tem lá, tratamento de câncer, é comum. Você traz e aí você tem a receita dizendo que tem, isso é uma fiscalização, a parte tributária é com a Receita Federal, mas existe a parte sanitária, médica, que é com a Anvisa. Principalmente se não tem no país.

Exatamente. Então tem que ver se é autorizado. Esse é o no fato de chegar. Agora, aproveitando o ensejo da pergunta, é interessante também observar quando você vai viajar e você está levando medicamento. Cuidado que nem todo medicamento é permitido em qualquer lugar do mundo. Então tem medicamentos que são proibidos em alguns lugares e podem dar problema.

Então, o ideal é você viajar para o país e dar uma olhadinha. De novo, medicamento normal não é demais, mas um medicamento controlado, uma coisa um pouquinho mais sensível. Interessante isso. Dá uma entrada no site do país, não é difícil. Dá uma entrada no site, dá uma pesquisada, você pode. Eu sempre fazia uma declaração.

Qualquer paciente meu, quando viajava, tomava antidepressivo ou qualquer substância. Deu falar, não viaje antes da gente fazer a declaração. Leve na sua maletinha. Maletinha não, seu necessaire. Você vai usar de noite, por exemplo. Vai com você. O resto despacha com a declaração. Nunca deu problema.

Isso eu fazia questão. E a pessoa pega, de repente, num lugar... Não é tudo igual. Somente os sensíveis, né? É bem complicado. CBD, por exemplo, o canabidiol. Tem lugares que pode, tem lugares que não pode. Mas aí, quando você tem a receita médica vindo de onde você está, grande chance de não dar nada. Agora, estar por nada, fica difícil. Né? Próximo, Tom.

Como funciona a participação nos leilões da Receita Federal? Site. Isso. Site, se inscreve lá. Da Receita Federal. Isso, tem que ter o Gov.br, que você ser cadastrado, você tem um toque para garantir que você é você. É você, exatamente. E só acompanhar e dar os lances lá. Você tem que ter o teu Gov.br. Exato. Para entrar. Perfeito. Funciona direitinho. Todo mundo tem Gov hoje, né?

Eu não sei se todo mundo... Porque eu tenho, porque sou servidor público, então não sei, mas não é difícil. Tem que ter assinatura digital, tem que ter pelo menos. Como médica, a gente tinha que ter. É, eu tenho o meu, então... Eu sou obrigado a ter, então não sei em geral. A gente tinha que ter, para fazer uma declaração, assinatura digital. Ou de pegar as coisas online, né? Boa parte tem. Boa parte tem. A maioria das coisas. E quem não tiver, não é difícil fazer, é simples. É, é simples.

Próximo, Tom. Poderia partilhar um pouco como foi a experiência de atuar na série Aeroporto Área Restrita?

É, participar, né? Atuar não seria muito tempo. É, atuar, exatamente, participar, porque é mais documental. É, totalmente documental. É mais documentário, documental do que uma atuação, né? Eu falei dessa questão da exposição, de mostrar o trabalho, que é uma parte muito positiva, mas já que falando da experiência de participar, enfim, naquela foto que você colocou lá, existem outros colegas, mas todo mundo que está ali são colegas que eu trabalho há muito tempo,

e tenho um prazer de trabalhar muito tempo, então assim, eu tive muita sorte na minha jornada na Receita, conhecer pessoas incríveis e trabalhar junto com essas pessoas é uma alegria todo dia, sabe? É bom, é um time, né? É, é uma alegria todo dia. É literalmente um time. Um ajuda o outro e tem aquele ambiente de leve, sério, sério, tu sabe lá que tem muita possibilidade, mas leve, de um ajuda o outro, você sabe que você tá ali, você sabe que você pode contar, às vezes você nem pede, o colega já faz, o além, então assim, isso é muito gratificante, eu gosto muito de trabalhar em equipe.

eu gosto muito e assim, eu entrei na receita com essa experiência que eu te falei não muito agradável, então isso é uma coisa que prévia da iniciativa privada que me marcou, não estou dizendo que todas são assim falando da minha experiência foi a sua experiência

E coisas, frisar aqui, pontos específicos, tá? Porque eu trabalhei com um monte de gente lá de forma incrível. Mas a ideia de como a empresa era gerida, isso me desagradava completamente. Mas as pessoas de trabalhar, pessoas que eu conheço, falam até hoje, fantástico.

E esse trabalho de equipe, de levar as coisas... Então, assim, eu naturalmente sempre busquei muito isso. E eu gosto. Tem gente que gosta de fazer as suas coisas sozinha, no seu computador. É o jeito de cada um. Eu não. Eu gosto de fazer em conjunto, de falar, de trocar, de ter ajuda. Eu acho essa troca, essa experiência muito agradável. Ainda mais no setor aduaneiro, né? A doanda, né? Que você fala, porque tem muito isso. Você não trabalha sozinho. Não, não tem como. Não tem como. É uma equipe, literal. Próximo, Tontô.

O que acontece quando alguém tenta entrar no país com muitos eletrônicos sem declarar? Vai ser pego.

Tem a questão do muito, varia aí. Se o muito for, teria que pagar tributo, vai ser cobrado tributo. E se o muito for numa quantidade comercial, vai ser apreendido. Exatamente. Vai ser apreendido. Porque a pessoa pode trazer também e pagar. Pode. Pessoal. Exatamente, pode. Sem problema. É que eu acho que está lá do mil dólares. Passou do mil dólares, paga o tributo. Sem nenhum problema. Tudo bem. Não dá para não querer. Tipo assim, se for pego, você vai pegar. Ou declara antes, como você falou. Bens é declarar.

Ou se apresenta lá na fila na hora, ou depois for selecionado. Existe também quando o passageiro está indo embora, você seleciona e fala, não, eu quero declarar. Não, agora não. Só quer declarar porque eu falei para você ir para a fiscalização. Aí você não quer, né? Exatamente. Tem que ser antes. Tem que ser antes. Próximo, Tom. Então, como a Receita Federal identifica possíveis irregularidades em bagagens ou cargas? Quer dizer, aí não é a pessoa.

Análise de risco. Falando de carga, sabia que em torno de 3% das cargas são fiscalizadas? 97% não são. 3%? 97% não são fiscalizadas. E como é que você chega a esse número? Análise de risco. Isso é um padrão, isso não é invenção aqui não, isso é um padrão mundial de economias e países com um nível de maturidade e desenvolvimento maior. Análise de risco. Eu falei aqui da área do...

da administração aduaneira, da repressão, tem a área também da análise de risco, já que eu falei de alguns colegas. Coisas que acendem, né? Tipo assim, está demais isso aqui. Isso. É esquisito. É um colega que aparece menos, nunca apareceu em vídeo nenhum, que é o Douglas, que é um genezinho dessa área aí. E essa questão de você coletar diversas informações e fazer cruzamento, desde informações financeiras até informações comportamentais, do padrão de empresa, e você é sempre o que foge do padrão.

Assim, você vê uma lógica e isso aqui está fugindo desse padrão. Então, as empresas que trabalham nesse tipo de mercado têm esse comportamento aqui. Aí essa aqui, ups, fugiu desse padrão, você está chamando atenção. Aí você separa, fica ali, pode ser que essa empresa seja inovadora? Pode. Beleza. Pode ser que essa empresa seja...

Você está fazendo as coisas fora do padrão por falta de competência e está perdendo muito dinheiro, mas ainda assim é lícito. Ou pode ser que ela esteja seguindo um padrão diferente, porque ela tem interesses que não são lícitos. Então, esse é o ponto. Como é que você faz isso? Você faz os padrões.

E aí você vai marcando lá o que está fora do padrão. Aí o Douglas é o carinha que fala assim, fugiu do padrão. É o identificador de padrões. Eu estou nominando aqui, são os colegas que trabalham diretamente, mas obviamente tem centenas de colegas com isso. Eu estou me nominando os responsáveis no momento por cada área e fazendo isso de uma forma que não pareça que eu sou responsável por tudo, que eu faço tudo. Então estou pegando alguns nomes aí só para não dar essa impressão.

Mas o Douglas é o cara que busca padrões, né? E daqueles que fogem do padrão, né? Sem contar que é o ser humano mais calmo que eu já vi na minha vida. Mas é um grande observador. Se ele identifica padrões, é um cara que é um observador. É muito inteligente, impressionante.

É comum, depois que eu abrir rede social, o pessoal falar que você é inteligente. Eu não sou burro, vai. Mas assim, eu conheço pessoas na Receita. Eu conheço pessoas. Passar num concurso, não disputar, não tem como você...

Ah, mas eu me sinto normal, porque eu conheço gente lá que, vou te falar, tem um pessoal impressionante, muito fora da curva lá de inteligência, eu dou uma enganada ali, posto uma voz, mas tem um pessoal. Não tem ninguém ali que não tenha um nível. Sim, sim, sim. Não tem como. O corte é alto. Mas tem uns fora da curva, esse aí que eu falei é um deles. Tem uns fora da curva, exatamente. E que é bom trabalhar com gente assim, né? Opa, opa. A gente aprende muito, a gente confia, faz tudo rodar também, né?

Eu acho bem legal misturar esses fora da curva com o pessoal na curva e trocando. Tem uns que saem da curva igual eu, de vez em quando eu volto para a curva. Mas eu estou lá me esforçando. Exatamente, não pode desistir. Próximo, Tom. Qual o maior mito que as pessoas têm sobre o trabalho da Receita Federal?

E aí eu acho que é de serviço público em geral, aquilo que comentou, que é uma vida boa, que ninguém trabalha. Não é verdade, não é verdade. O pessoal em geral trabalha muito. O meu irmão trabalha na justiça, tem dois irmãos que trabalham na parte da justiça e é bem comum o pessoal ter problema lá de burnout, de ter que tomar medicamento controlado porque está com muita pressão. Então, assim, essa ideia de que não trabalha, não é verdade.

Ah, mas as coisas demoram. Sim, tem coisas que são difíceis, tem servidores que deviam se dedicar mais, igual em todas as outras organizações. E tem uma questão... Tem quem faz o que tem que ser feito e tem aqueles... E tem uma questão, assim, burocrática de jogo de interesse que faz parte da sociedade. Porque quando você tem um dono, quando você tem um dono, um dono... Veja bem, eu não estou dando a comparação, vou falar agora até...

Deixa eu ver se eu busco outro termo para não ser mal interpretado. Mas o dono seria como um autocrata. Um autocrata é um termo melhor do que o outro que eu ia usar. É mais simples de você determinar os rumos. Só que numa sociedade não é interessante que você tenha um autocrata. Não. Então, numa sociedade, essa parte política do jogo de interesses lícito, ela é salutar. Ela é necessária. E isso...

traz como consequência um tempo a mais nas decisões, porque você existe interesse de A, de B, de C, você tem que colocar tudo aquilo no caldeirão e sair alguma coisa. É diferente de que só a fala e todo mundo. Vai ser muito mais rápido, é uma organização militar. Vai ser muito rápido, mas... É uma ditadura, né? É.

O que seria o termo que eu ia usar? Mas a gente está colocando... Você não tem essa riqueza. Você não tem essa riqueza. Então, tem esses dois lados. Tem um lado natural que vai demorar, mas sim, tem um lado de poder se dedicar um pouco mais, mas assim, em todas as iniciativas. Eu acho que, então, o mito é a vida é muito boa. Eu não tenho. Eu tenho uma vida muito boa em termos de realização. Sou muito realizado. Agora, em termos de trabalhar pouco, nunca tive. Nunca tive. Nunca tive. Eu conheço dezenas, centenas, milhares de pessoas que têm o mesmo nível. Que estão ali, estão na batalha.

O mesmo nível de dedicação. Não, funcionários públicos que levam a questão como deve ser levada, o nível de burnout é alto. Não é baixo. Polícia Federal, por exemplo, de fronteira, sofrem muito.

E aí ainda tem o agravante. Nós também temos. Geralmente tem a unidade da PF e a unidade da Receita. Ainda tem o agravante com esses lugares mais distantes. Exatamente. Da questão social, da questão... Tem muito. Tem muito adoecimento, tem muita depressão, tem muito... Não é fácil, não, como as pessoas pensam. Não, e contrariar interesses assim é uma coisa... É um custo. Exatamente, é uma coisa cantilativa. É o que tem que ser feito. E deve ser feito e precisa ser feito. Mas tem um custo. Mas tem um custo. Né?

Próxima, Tom. Que conselho você daria para quem quer fazer uma viagem internacional pela primeira vez?

Eu acho que é aquilo que eu falei de buscar informações. Hoje com a internet é muito fácil. Então, assim, busque informações sobre o país de origem. O que é que vale, o que é que não vale. Exatamente, sobre o que é interessante fazer, de observar. Escolha, escolha bem o seu destino. Existem locais que não estão passando por um momento muito calmo. Não tem necessidade de você ir para um local desse.

A gente já não está no Brasil, que não é muito calma. É um lugar que você não conhece nada, ninguém. Está num momento um pouco conturbado. Segura um pouquinho, vai outro. Você vai meter numa situação que você não domina a cultura, não domina nada, é uma exposição. Mas, assim, fazendo esses dois assim, eu acho que é fantástico. O nível de experiência, de conhecer novas pessoas, novos jeitos de organizar a sociedade. Primeira vez que eu viajei para fora, eu já era meio grandinho.

Foi em 2007. 2007 ou 2008, foi para Buenos Aires.

E eu já estava na Receita, já tinha lá seus 20 e tantos anos. E eu fiquei semanas sonhando com o Bono Zé. Porque assim, parecia um mundo completamente diferente, pessoas falando em outra língua, mas a organização social e aquela história do tango, aí você entra no carro, o pessoal escutando tango, é muito, parece uma coisa de filme, assim. Então foi uma experiência, assim, muito marcante. Eu acho bem interessante você entender. Tinha uma coisa, eu não sei agora, eu não vou a Bono Zé. Eu gosto muito, acho que é uma cidade...

gostosa, gosto. Vindigo lia jornal. Não sabe? E lia, entendeu? A capacidade de leitura deles é muito maior que a nossa. É muito maior que a nossa. Não sei como tá lá agora, mas assim, tem coisas muito legais. O cinema, cinema argentino é maravilhoso.

Eu gosto do tempo. Aqueles clássicos, mas eu gosto bastante. O Darin, eu vejo tudo. Eu gosto bastante dele também. Eu sou aquela que escolho pelo ator. Eu vi o segredo dos seus olhos umas três vezes já. É fantástico. É muito bom. É fantástico. Então eu acho que a gente, tirando as...

As briguinhas por causa do futebol, o que eu acho besteira também. É bonito ver alguém jogar futebol bem, basquete bem, independente de quem seja, que é um ser humano que está fazendo aquilo. E cada vez que um ser humano faz uma coisa bem feita, a gente gosta. Eu, pelo menos, gosto.

Eu gosto muito do Messi. O Messi é maravilhoso. O Darinho é maravilhoso. Como nós temos os nossos também, maravilhosos. Isso não precisa diminuir o outro para a gente brilhar. Eu acho que tem espaço para tudo que é ser humano, que tem um talento, e esse talento salta aos nossos olhos. Eu acho bacana. Acho que a gente tem que parar com essa coisa de criticar o outro. Como o nosso futebol também.

É, o nosso futebol, no caso, não sei se está tão imune a críticas não, mas não foi prazer. Mas assim, que melhore, porque é bom pra todo mundo, é um espetáculo que deveria ser bom pra todos nós, pros outros também, né? Próximo, Tom Tom. Ah!

Chegamos agora no momento pipinho. Agora já vamos jogar tênis. Na verdade eu sou mais ligado em tênis que em futebol. Então, é um tênis aqui. A gente manda bolinha em forma de pergunta, em forma de palavras e o que vier na sua mente. Agora não é nada mais sério. Agora é livre associação. Podemos? Devemos. 1. Qual é a sua cor predileta? Azul. 2. Um livro que marcou sua vida.

Há alguns, mas o Velho e o Mário eu gosto bastante. Mas eu acho que Dom Casmurro é o melhor livro que eu já li. É mesmo? Dom Casmurro é uma coisa fantástica. Não, é genial, né? É o machado ali no auge, assim, né? Memórias Póstumas também eu gosto muito.

Eu li primeiro o Memórias Pós-Pós-Prasco e depois o Dom Casmurro. E olha que eu era jovem, eu li jovem e mesmo assim... E a gente acaba o livro numa dúvida, numa dúvida, a gente vai para um lado, vai para o outro, não vamos antecipar, porque cada um vai ter a sua dúvida e eu acho que a gente não pode tirar isso, mas Dom Casmurro é maravilhoso. É Machado de Assis, que é um autor que começa a ser reconhecido internacionalmente. É fantástico. Cada vez mais, cada vez mais.

Três, um valor que guia suas decisões. Tudo, eu sempre, infelizmente, eu não estou dizendo que eu consigo, mas eu sempre tento pensar de agir com o outro da forma que eu gostaria que agisse comigo. Tem um cara que disse isso, né, há muito tempo atrás.

Mas assim, quando você está na dúvida, porque o mundo não é preto e branco, né? Há dois mil anos atrás, teve um cara que disse isso, né? O mundo é meio cinza, mas quando você está na dúvida, se você pensar, eu gostaria que fizesse comigo, eu acho que ajuda muito. Vale a pena, né? Ainda vale a pena. Quatro, um erro que virou aprendizado para você.

Eu acho que emitir opiniões e julgamentos em geral, e aí estou falando de comportamentos e de pessoas, eu acho que em geral você está colocando uma posição de erro muito grande, porque você consegue emitir a sua opinião e julgamento naquilo que você enxerga.

Naquilo que você tenha o conhecimento e a capacidade até de discernimento da situação, mas principalmente de informações. Então, assim, a sua lente nunca é a lente do outro. Então, você julgar, a chance de você errar é imensa.

Ponto de vista é do ponto de vista, né? De quem viu. Sim, e aí eu estou falando, ah, o que aprendi? Que várias vezes eu fiz um julgamento e vi que estava errado. Várias vezes. É bem fácil criticar e diria, eu faria dessa forma, mas está lá na situação. É diferente. É diferente, então tem que tomar muito cuidado com isso. Cinco, um lugar que você gostaria de conhecer.

Eu acho que a parte ali da Coreia do Sul, Japão, toda essa parte mais diferente. Eu não conheço o Coreia do Sul, Japão, Canadá, Austrália. Esses extremos eu não conheço. Não tem problema de guerra lá agora, não. São lugares que eu acho que não dá para ir. Eu sou muito curioso por organizações de sociedade diferentes da nossa, sabe? De você entender que pode se fazer de outra forma, que se pode se enxergar de outra forma. Então, eu se entendo.

O Japão, eu estudei no Japão. Ah, é? É, em 1992. Ganhei uma bolsa de estudo. E uma coisa que me chamou a atenção, eu estou falando do Japão do século passado.

É que um belo dia, fiquei lá seis meses, um belo dia eu amanheci, numa segunda-feira. Achei estranho, estava na opção de banco lacrado, assim, sabe? Eu ia trocar dinheiro, naquela época tinha que ser assim. Lacrado todos os bancos. Falei, coisa estranha. Aí achei que era um bom feriado, mas lacrado. Perguntei ao concierge lá do hotel, falei, o que está acontecendo? Falei, não, porque o diretor desse banco foi pego em corrupção e ele se matou.

uma coisa. Falei, mas por que? Ele olhou pra mim assim, porque é o que tem que ser feito? Eu falei, ah, tá, desculpa. Aquilo era uma tradição. E teve depois um político, há pouco tempo,

Acho que foi na época daquele, pouco antes do tsunami, não sei o que, o Fim Político foi pego em coisas e se matou também. Então, é uma coisa do tipo assim, você fez uma coisa errada, você publicamente tira a sua vida. Eu vejo uns cortes. Me agrada essa parte comportamental. Conheço você desses cortes aí. E eu posso estar...

está confundindo, mas tem um carioca, um filósofo que até é meio pedibocado um pouquinho, que tem uns cortes em relação a esse, e eu acho que foi ele que falou há não muito tempo, foi ele sim, o maior gesto de educação que ele teve, ele disse que ele estava num voo internacional, e aí quando deu os 10 mil pés lá, estava sentado na frente dele um japonês, e ele virou para trás e perguntou para ele se ele podia reclinar o banco.

Aí ele falou, não pode. Aí ele reparou que eu era um pouco maior, não reclinou o banco para não me incomodar.

Foi a viagem inteira, ele ficou chocado com isso, de perguntar se pode, e aí ter a percepção de que... Não, ele falou que podia. Mas aí ele olhou, não, aquele amigrante não virou bom, porque ele ficou, chamou a atenção nessa questão. São educadíssimos. São educadíssimos. O único lixo que tinha em Tóquio nessa época era a guimba de cigarro, que eles fumavam muito. E tinha uma coisa muito engraçada que eu também vi.

Eu falei, gente, é interessante, você sai de noite, mas você não vê as pessoas bêbadas, assim, pela rua, não sei o quê, que eles bebem muito. Eles iam direto para o hospital tomar soro.

Aí um colega da faculdade, falei, Yashu, o que é isso? Não, não, todos que ultrapassam o limite já vão tomar soro para não dar trabalho em casa. Eu falei, gente, isso é assim. É assim. E lixo, você só tinha guimba de cigarro. O resto você não tinha. Tinha um papel, não tinha nada.

Eu tenho muita vontade de conhecer essas coisas interessantes. Acho que é enriquecedor. Como é hoje, né? Mas não sei se mudou tanto, porque era uma coisa tão estruturada. Não, não mudou, não. Quando você chegava, às vezes eu saía mais cedo e esperava uma loja abrir de departamento, porque no final de semana, dentro do hotel, sozinho, eu falei, ai, vamos sair. Aí, antes de iniciar as lojas abrirem, eles tinham uma coisa de...

De movimento. Uma corrente. Uma corrente de vamos dar certo. Acabei olhando aquilo, ficando lá de fora, olhando. Eu falei, deve achar muito esquisito, né? Eu, no Japão, participei até de velório. Isso que é gostar de experiências novas, hein? É, participei de velório, bem interessante. Tomando cerimônia do chá, muito legal. Muito legal. Me foi agradável. Tem gente que não vai gostar. Mas o velório não tem corpo, né?

Ah, tá. Velório simbólico. É, simbólico. Não, homenageia ali a pessoa, bota uns vídeos. Eu levei um tempo pra entender que era um velório. Eu achei que era uma cerimônia do chá. Ah, entendi. Como qualquer outra, entendeu? Mas eu comecei e falei, gente, mas que tanta foto dessa pessoa. E as pessoas ali, depois eu perguntei. Você também era muito apegada a ele? Não, é.

Era uma pessoa muito boa. Eu falei, olha, não estou entendendo. Eu achei que era só uma cerimonha do chá. Não, velório, estamos exaltando a vida daquela pessoa. Falei, que legal. Eu falei, não tenho corpo, não. Já está embaixo aqui dessa coisa. Já está bom. Posso ficar? Não, fique. Vibre positivamente. Foi uma pessoa. Não, pode deixar. Sete. Uma pessoa... Não, seis. Um hábito que você considera essencial no seu dia a dia.

Obrigado.

Me conscientizar de que eu não tenho razão, de que eu estou equivocado, de que as coisas são assim, de que as coisas têm o seu tempo, de que a opinião do outro também tem o seu ponto de vista. Quando você se propõe a realizar coisas e eu me proponho a realizar coisas, é natural que você tenha um certo ímpeto realizador e, se você não tomar cuidado, você, às vezes, avança alguns sinais. Impulsivamente. Digamos que é ser mais ponderado.

A gente tem uma piada entre eu, o Fabiano e o Felipe, como é que a gente convive junto, que os três nunca estão errados. É impressionante. Olha, mas tem alguma coisa dando certo. Os três nunca estão errados. Não, mas a parceria está dando certo. Em algum momento tem, no mínimo, respeito. Não, bastante respeito. Bastante respeito. Porque senão já não teria dado certo. Mas é engraçado, é engraçado. Sete, uma pessoa que te inspira.

O Federer. O Federer. O Federer. Eu sou muito fã de tênis por causa do Federer. Inspira jogando, que eu jogo. E quem joga alguma coisa entende o que tu falando, porque é impressionante o que ele fazia, tão simples. Mas, além disso, a postura. A postura é impressionante. E você disputar, você está lá disputando. Eu lembro uma vez o Rod, que é um tenista americano.

falando dele, que depois que ele se aposentar, o Rodic perdeu umas 5 ou 6 finais, 4 ou 5 finais de grande lance, sem contar a semifinal por aí vai, pra ele, e ele falou que o que mais irritava ele é que ele nem conseguia ter raiva do Ferry, de tão legal que o Ferry era.

vendo aquela genialidade. Não, de tão legal como pessoa que ele é. Ele falou, nossa, eu não consigo ter. Então, assim, você está disputando coisas que valem milhões e por aí vai. E você conseguir olhar o lado do outro, você tem uma postura elegante sempre. Elegante não no sentido de etiqueta, mas elegante em relação ao outro. Exatamente. Eu sou muito, muito...

Não ligo para essas coisas. Trabalhei muitos anos no aeroporto. Todo mundo que você pode imaginar. Não ligo realmente. Mas o Federer, sim. Porque eu gosto de tênis e pela postura. As duas coisas. Me admira bastante. Então, sim, seria um modelo. Uma inspiração. Um conselho para quem quer seguir carreira no serviço público.

Eu acho que é, primeiro, se esforçar para entrar. Bastante. Segundo, que vale muito a pena. Vale muito a pena. No serviço público, você não fica rico.

mas as suas necessidades básicas de sobrevivência, elas são supridas muito bem. Então, você tem uma vida tranquila e consegue se preocupar em trabalhar. E segundo, pensar no que a gente pode devolver para a sociedade, né? E eu fui uma pessoa que teve uma infância não muito abastada, longe disso.

inclusive, e via o mundo, ainda mais no interior, de uma forma completamente diferente, distante. E hoje eu vejo as possibilidades de ações que a gente tem para fazer, não só eu, mas, enfim, a gente tem para fazer lá. E o que isso reflete na vida das pessoas é uma responsabilidade muito grande, mas também é um retorno e uma gratificação muito grande. Então, acho que, assim, não precisa dedicar a sua vida, abdicar de tudo, mas dar aquela contribuição a mais, pensar que você está numa posição que a sua decisão influencia. Na vida...

de tantas pessoas. Um monte de gente que tem uma vida muito difícil, isso é um país muito desigual, é um país muito, tem gente muito sofrida nesse país, eu acho que dar aquele pouquinho a mais assim é fundamental. É retribuir, né? Nove, se você pudesse escolher um superpoder, se você pudesse ter um superpoder, qual seria e por quê? Boa pergunta. Eu acho que seria do tempo.

Andar no tempo? Eu gostaria de ter mais tempo. Mais tempo? Eu gostaria de ter mais tempo. Quando você é mais novo, você se preocupa com as outras coisas. E quando você vai passando o tempo, você vai percebendo que o tempo não volta. E o tempo é a maioridade que a gente tem. No tempo todo, né? O tempo é a maioridade que a gente tem. Porque ficam as experiências e o tempo vai passando. E o tempo vai passando.

Tem tanta coisa legal para fazer, conhecer o mundo. Eu acho que seria o tempo. Ter mais controle no tempo. Não, ter mais tempo. Ter mais tempo, literalmente. E 10, uma frase, um pensamento que você gostaria de deixar para as pessoas. Não precisa ser uma frase literal, mas no sentido.

Eu gosto muito da, como deu para notar esse tempo todo que eu estou falando aqui, da questão social, de sociedade, de pensar no conjunto. Eu acho que a gente tem, falamos dos outros lugares que a gente foi, mas o Brasil tem essa alegria e isso é muito característico nosso de receber, de essa alegria de viver, de interagir.

Eu acho que pensar quem tem um pouco a mais, e eu não estou falando só financeira mesmo, estou falando de possibilidades, cada um tem um pouco de alguma coisa, de pensar um pouco mais social. Eu acho uma pena o nosso país podia estar numa situação bem melhor se a gente entregasse um pouquinho a mais do que era possível. Cada um, né? Você ficar questionando se é o outro que tem que fazer ou o outro.

Isso a gente não vai chegar exatamente onde a gente gostaria, isso é verdade, mas dá para chegar em bastante coisa, dá para melhorar. Então, eu acho que assim, pensar mais no coletivo, no que isso traz de retorno, porque a gente vive em sociedade, ninguém aqui viveria contente, feliz, isolado em algum lugar, então eu acho que isso vale muito a pena. Querido, muito obrigado. Muito obrigado mesmo. Vou te dar agora uns presentinhos. Obrigado pelas informações, tinha coisas que eu desconhecia.

O livro Felicidade, que eu escrevi na pandemia, numa época que todo mundo... Eu estava triste, mas não queria deixar de ser feliz. E é possível. Tristeza, alegria e felicidade são coisas diferentes. Por exemplo, você me parece um cara feliz. Eu sou. Independente das dificuldades, dos momentos, porque as pessoas confundem muita alegria com felicidade, e não é bem assim.

felicidade é saber para onde eu estou indo o que eu estou construindo alegria depende do que vai acontecer para eu ficar alegre no momento depende dos outros felicidade depende mais da gente e aqui foi o último livro lançado que são 365 pensamentos um por dia para a gente poder ter o que eu chamei de autocuidado mental aquela hora que você

vê uma frasezinha, pensa e anota o que você entendeu daquilo. Então, é só para dar esse... Lêem os dois. Obrigado. Agora tem mais coisinhas aqui, vamos lá. A gente tem o eco bag aqui do nosso podcast.

com a nossa mensagem, que é faça, aconteça e inspire. Que eu acho que, foi o que você falou, ser um pouquinho mais social, pensar mais na sociedade é uma forma de inspirar outras pessoas.

como a gente acredita muito na escrita... Eu sou desse também. Porque todo mundo que baniu a escrita está voltando. Inclusive, os países mais desenvolvidos que digitalizaram o ensino, está todo mundo voltando. A gente nunca deixou de acreditar.

Aqui uma canequinha para quando você estiver tomando seu café, sua água, seu chá, lembrar da gente. Pode botar para o lado que o Gustavo vai arrumar tudo direitinho. Inclusive, vai ajeitar aqui dentro. E tem mais uma coisinha, porque hoje o seu episódio foi patrocinado pela Axon, que é uma empresa de suplementos com respaldo médico. Então, a gente tem aqui o Axon, que é uma...

substância, um suplemento pra tomar de manhã, pra te dar um pouquinho mais de energia sustentável durante o dia. Pra facilitar a sua vida, que eu sei que é corrida, tem a garrafinha aqui que você pode botar o que você tiver que botar, como essa aqui, ó. E você pode tomar em qualquer lugar. Então, leva a garrafinha também, tá? Eles vão ajeitar isso pra você.

Então, te dar um pouquinho mais de foco, de energia, de disposição, que às vezes a gente precisa. Todos nós, né? Bastante. Bastante. E agora é aquele momento, pode deixar tudo que eles vão arrumar, que eu quero que você olhe para aquela câmera ali, tá?

esquece, não precisa olhar para mim e dê todos os seus recados. Onde te acham, o que que você... Que dúvidas você pode tirar das pessoas, se as pessoas sintonizaram com a tua fala, tudo lá, agora é você ali.

Só agradecer o espaço, dizer que quem quiser conhecer mais sobre o nosso trabalho, tem a página da Receita Federal no Instagram, tem a página da Doana também, que é aduana.receitafederal, e tem a minha página, que é maridemarco.sousa.s. Lá a gente posta sobre o trabalho da Receita, principalmente da Doana, e quem gostar, tiver interesse, seguir também, se esforçar aí no concurso para vir trabalhar com a gente, que vai ser um prazer. Obrigado.

Muito obrigada, querido. Queridos, nós estamos encerrando mais um episódio do Podpip. E hoje foi com esse cara aqui maravilhoso, que eu não conhecia pessoalmente, mas já seguia lá no Instagram. Se você não segue, começa a seguir agora. Arroba MarioDMarco.Sousa com S. Tá bom?

porque você vai se informar tudo direitinho sobre Receita Federal, sobre a doana, que é essa parte que vê a questão de mercadorias, que fiscaliza portos, aeroportos, fronteiras. E como ele falou, se você se interessa por prestar um bom serviço ao seu país,

Quem sabe você não é um candidato para fazer um concurso para a Receita Federal e ele tem todas as dicas para te dar. Porque aqui na comunidade Podpipa, a gente acredita que somente o conhecimento e o autoconhecimento podem melhorar você como ser humano e também como alguém que está dentro da sociedade e pode colaborar muito mais do que só criticar. Críticas não resolvem nada. Fazer algo de maneira eficiente, concreta, aí sim a gente começa a mudar alguma coisa.

Muito obrigada. Se você gostou desse episódio, compartilha. Se você quer saber mais, não deixa de seguir o Mário, tá bom? Mario de Marco.Sousa com S. Muito obrigada e até o próximo PodP.

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