Episódios de Rede Agro de Podcasts

ARP#438 - Você está tratando sua fazenda como empresa?

03 de maio de 202654min
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Neste episódio do Agro Resenha, com Paulo Van Der Laan, discutimos a transformação do agro ao longo das últimas décadas e o que realmente sustenta um negócio rural hoje. A conversa percorre desde uma trajetória construída sem origem no campo até a evolução para uma operação estruturada, baseada em gestão, equipe e visão estratégica. Entre aprendizados sobre liderança, disciplina e tomada de decisão, fica claro que produzir bem já não basta: é preciso conhecer números, controlar custos e tratar a fazenda como empresa. Um episódio direto para quem busca mais clareza e profissionalização no agro.

PARCEIROS DESTE EPISÓDIO

Este episódio foi gravado diretamente da 9ª Expopec em Porangatu-GO, em uma parceria do Agro Resenha com o Sindicato Rural de Porangatu.

Este episódio foi trazido até você pela SCADIAgro! A SCADIAgro trabalha diariamente com o compromisso de garantir aos produtores rurais as informações que tornem a gestão econômica e fiscal de suas propriedades mais sustentável e eficiente. Com mais de 30 anos no mercado, a empresa desenvolve soluções de gestão para produtores rurais espalhados pelo Brasil através de seu software.

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FICHA TÉCNICA
Apresentação: Paulo Ozaki
Produção: Agro Resenha
Convidado: Paulo Van Der Laan

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Participantes neste episódio1
P

Paulo Ricardo Van Der Laan

ConvidadoCEO do Grupo Criador e da VDL, Grupo Equora
Assuntos7
  • História de Paulo Ricardo VanderlanFormação em Medicina Veterinária · Mudança para Goiás e início da carreira · Criação da Casa do Criador · Filosofia de trabalho e liderança · Visão sobre família e legado
  • Agronegócio e EconomiaDiferença entre fazendeiro e empresário rural · Controle de custos e orçamentos · Desafios da mão de obra no agro · Tecnologia e inovação na gestão
  • Transformação do AgroEvolução da gestão rural · Importância da gestão financeira e contábil · Mudanças na pecuária · Sustentabilidade e bem-estar animal
  • Gestão e LiderançaSíndrome da Pessoa Preguiçosa (SPP) · Importância de formar equipes · Desenvolvimento de talentos · Gestão compartilhada
  • Princípios de negóciosPropósito · Produtividade · Disciplina e Consistência · Foco · Execução · Resultados · Evolução Contínua · Criatividade
  • Filosofia de VidaFilosofia Kaizen · Os Quatro Compromissos · A importância da leitura · Conselho para o eu de 17 anos
  • Expopec em Porangatu-GOParceria com Sindicato Rural e TV Serra Azul · Importância da feira para atualização do setor
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Se você ouve o Agro Resenha Podcast, a sua opinião é fundamental pra gente. A gente criou uma pesquisa rápida, leva menos de 3 minutos pra você responder, pra entender o que que tá funcionando e o que que a gente pode melhorar. O link tá na descrição do episódio, bem lá embaixo, pode ir que tá lá. Dá essa força aí pra gente, cara. Responder essa pesquisa é uma forma direta de ajudar o Agro Resenha a evoluir, beleza? Agora bora pro episódio.

E este episódio chega até você com o apoio do Scadiagro, um sistema de gestão que já transforma a vida de produtores rurais em todo o Brasil há mais de 30 anos.

Imagine ter todas as informações financeiras, resultados das safras e obrigações fiscais com um único lançamento e em um único lugar? O Escadiago permite que você visualize rapidamente diferentes aspectos da sua propriedade, otimizando a gestão econômica da fazenda.

Com soluções adequadas a qualquer tamanho de propriedade, a Scadiagro garante um controle eficiente de todas as suas atividades, desde a entrada de pedidos ou notas de compra até a entrega dos contratos de venda, tudo de maneira 100% integrada.

O compromisso da Escadiagro é com a eficácia das suas decisões e a sustentabilidade econômica do seu negócio, ajudando você a enfrentar os desafios do campo com confiança. E para se aprofundar ainda mais nesse tema, confira o podcast Gestão Rural, que é produzido em parceria com a Escadiagro, onde você encontrará conteúdos valiosos para aprimorar sua gestão no agro.

Para saber mais sobre o Scadiagro e como ele pode ajudar sua propriedade, acesse www.scadiagro.com.br e descubra tudo o que essa parceria pode proporcionar para o seu sucesso no agro. Scadiagro, simplificando a gestão para o produtor rural.

E aí, pessoa! Tudo beleza? Estamos começando mais um episódio aqui do Agroresenha. E como você bem sabe, essa série de episódios nós estamos gravando aqui em Porangatu, em Goiás. Uma parceria que a gente está fazendo com o Sindicato Rural daqui e também com a TV Serra Azul. Então você vai poder, além de assistir e ouvir esse episódio aqui pelo Agroresenha, você pode acompanhar também nos canais tanto do Sindicato como da TV.

E nesse episódio estou aqui com o meu xará, Paulo Ricardo Vanderlan, que é CEO do Grupo Criador e da VDL, a Grupo Equora. Muito obrigado por estar aqui com a gente, é super bem-vindo, Paulo. Para mim é um prazer enorme poder estar aqui xará. Paulo, realmente um papo resenha. E a gente com certeza tem a satisfação de receber você aqui para estar...

entrevistando pessoas que possam agregar algo para que nessa comunicação que você faz aí impactar pessoas. Eu acho que a história, né, que você trabalha muito bem isso. Parabéns por você trabalhar nesse podcast. Resenhas de pessoas que estão construindo o agro no Brasil.

Esse sempre foi o objetivo desde o início, viu, seu Paulo? Muito bom. E para você que está aí ouvindo, já sabe, aqui no Agroresenha, a porteira não tem tramela para quem busca se informar sobre as coisas que gastam no negócio. Então não sai daí, porque esse bate-papo aqui está muito legal. Virgo, Gorg, que nós já estamos de volta.

Você já deve ter ouvido a máxima de que é o olho do dono que engorda o boi, certo? Isso é verdade até certo ponto, afinal, só olhar não adianta nada sem uma boa direção. Com base em valores como honestidade, qualidade e inovação nos produtos e excelência no atendimento, a NutriPura, que desde 2002 atua no segmento pecuário, te dá essa direção, oferecendo os melhores produtos e serviços aos pecuaristas, garantindo resultados positivos não só no campo,

mas principalmente no bolso. E eu digo isso não é da boca pra fora não, afinal eu trabalhei lá, eu vi com meus próprios olhos a competência técnica e o cuidado com o negócio do cliente. Siga a Nutripura no Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube, entre no site www.nutripura.com.br e fique atualizado sobre o que há de mais avançado na pecuária. Nutripura, o produto certo, na hora certa.

Muito bem, estamos aqui com o seu Paulo Ricardo. E, São Paulo, para a gente começar nossa resenha aqui, conta um pouquinho da sua história aí para a gente. Eu sei que tem bastante história aí. A minha história pode ser um papo sem tramela? Sem tramela nenhuma. Uma porteira sem tramela.

O que eu posso contar? A gente é do setor do agro, eu tive a felicidade de formar em medicina veterinária nos idos de 83, lá no Rio Grande do Sul. Então eu falo que eu sou formado em medicina veterinária e pós-graduado na Universidade da Vida. A Universidade da Vida que é realmente o diploma que você tem de deixar um legado. A gente veio de uma família muito humilde, sete irmãos.

Mas a gente não tinha a bastança financeira, mas nós tínhamos uma bastança de bons princípios, de valores de família, de pai e mãe analfabetos na época. Mas tinha sempre a missão desses sete filhos de colocar no caminho da educação.

Eu sou muito grato por eu ter sido conduzido, como falei, sem a bastança financeira, mas com a bastança de enxergar esse caminho, o caminho da educação. Naquela época, a educação diferente do que é hoje, Paulo, a gente vê que a estrutura educacional mudou muito. Eu falo que é para pior. Eu tive o privilégio de ser...

da geração dos anos 60 e 70. Essa geração, com todo orgulho, foi uma geração que foi realmente de que a gente tinha que praticar o TBC. Hoje não existe mais o TBC, que é...

Tirar a bunda da cadeira. E aí, Paulo, a gente, assim, como falei, tive o princípio do trabalho, né? E onde eu encontrei a prosperidade foi no agro, né? O agro realmente me conduziu para mim construir uma história que...

Não acabou. Ela existe a cada dia. A gente está construindo de forma bastante altruísta, de deixar um legado no tempo aqui. E essa oportunidade de a gente estar conversando aqui, realmente de mostrar a história, para que a gente possa contar e não outros contar, como foi falado. É isso aí. Muito bacana isso aí, essa oportunidade aí. Que legal.

E, seu Paulo, lá no Rio Grande do Sul, bom, já entrevistei alguns gaúchos aqui já no podcast, a família do senhor tinha alguma relação com o agro ou de onde veio essa vontade de entrar no setor?

A gente não tinha origem do agro, tanto é que eu te falei que pai e mãe eram urbanos, nenhum irmão seguiu a linha do agro. E foi a intenção de que quando você está para fazer a escolha...

escolar, educacional, eu vi sempre na questão da medicina veterinária uma oportunidade de ter a abrangência de você poder atuar. Claro que eu sempre frequentei o meio rural, eu tinha parentes que tinham mini propriedades lá, então a gente passava as férias.

no meio rural, então tinha já ligação com o meio rural por alguns parentes que tinha lá, mas muito pouco. E aí a gente pega amor naquilo que a gente vê, é propósito, e o agro é algo que fascina a gente, porque o que acontece? Ali você tem o meio da produção, e é algo magnífico, eu adoro produção, eu vejo, tanto é que na atividade da VDL Agropecuária, a gente não larga a mão da cria...

Porque a cria realmente dá muito trabalho, mas ela contempla você ver todo o processo da construção, de formar um bezerro, uma bezerra e virar matriz. Isso é muito legal, isso é o que me fascina muito, a construção de uma produção em qualquer segmento.

Sim, sem dúvida. E seu Paulo? O senhor comentou aí que formou em veterinário em 83, né? Sim. A gente conversava um pouco antes, falou assim, não, eu vim pro Goiás em 84. Então quer dizer, veio o recém formado pra cá, né? Sim. Da onde que surgiu lá de Pelotas? Seu Paulo falou, vou pra Goiás, vou parar lá em Porangatu. Como é que foi essa história, essa vinda lá do Rio Grande pra cá? Teve uma passada.

Para o interior de São Paulo. Isso, é verdade. Então a gente formou no sábado, pegou um ônibus e veio ver uma proposta de trabalho no interior de São Paulo para morar numa fazenda de produção de leite, que eu sempre gostei da atividade leiteira. E logo quando estava formando, a gente teve uma proposta de trabalhar nesse segmento no interior de São Paulo, lá em Pedregulho, morando na fazenda. E lá fiquei...

É, por quase um ano, 11 meses. Brincadeira à parte, eu escutei uma música lá no rincão, lá do Alto Porã, de que quando eu quero mais eu vou pra Goiás. Aí, falei, ó, então, estão me chamando. Partiu. E, na verdade, eu vim mais por causa da Nice.

A Nisse tem uma história por trás. Eu falo assim, o que move o mundo, o senhor sabe o que é. Eu vou contar. A Nisse não é... Eu casei com a Sara, né? Eu tenho 39 anos casado. Mas a Nisse é a necessidade da vida.

Eu costumo brincar assim, porque o que faz mover as pessoas é a importância de você ter a necessidade de prosperar, de buscar algo na vida. Eu tenho no meu DNA a essência de estar construindo algo.

Aos 66 anos que eu tenho hoje, parece que eu tenho 65. Não, a gente não quer envelhecer na atividade. A gente sabe que nós estamos em uma modernidade muito grande. O agro se reinventa cada vez mais contra tudo e contra todos. Não tem como não ser uma atividade vibrante, porque ela não é a mesmice. Quando comecei, tinha um protocolo todinho.

de produção, hoje é outro. Isso que é bacana na atividade. E é engraçado, porque assim... Engraçado não, né? Acho que a gente viveu aí, talvez, os últimos 30, 40 anos, o agro de como era 40 anos atrás.

E agora, como o senhor falou, mudou bastante. E provavelmente vai continuar mudando, né, seu Paulo? Porque as coisas estão muito dinâmicas. A gente vê aqui na própria feira, a gente vendo as palestras, o que o pessoal está trazendo de novidades. Então, esse é sempre o legal dessa atividade, que ela está sempre em constante mudança. E você falou na feira como é importante a ExpoPec.

nesse contexto da modernidade, da evolução. E essa feira tem esse contexto, há nove anos, nove edições, buscando sempre esse mote de você estar atualizando o nosso segmento. Isso é algo importantíssimo.

Parabéns ao nosso sindicato, à nossa presidente, que não mede esforços para que a gente consiga levar essa mensagem. Porque a verdade, a atividade do agro, ela passa essencialmente, antigamente, principalmente da pecuária. Era a gestão do tripé, nutrição, sanidade e genética. Hoje não basta só isso. Tem que ter várias outras...

outros contextos, como a gestão bem feita da porteira para dentro, a gestão contábil, gerencial, não mais só contábil, mas tem que ter um contábil gerencial do seu negócio, saber o que está te produzindo. E isso, quem não acordou para essa situação de fazer esse gerenciamento...

Vai ficar fora da atividade. Também a importância do manejo, do bem-estar animal, que mudou muito. E os animais hoje também evoluíram. Eles têm a capacidade de aumentar a produção, mas tem que ter com isso um bom manejo, um bem-estar animal. A sustentabilidade hoje não se pode mais destruir a natureza para construir.

Uma produção tem que estar interligada. Então, estudo essa modernidade que as pessoas têm que estar. E a feira traz esses contextos com muita clareza, através das palestras que a gente está ouvindo aí. Sim, sim.

Bom, 84, eu comentei com o senhor, eu sou de 86, então o senhor já está nesse negócio em algumas primaveras. Sim, sim. Eu vim para cá, para Goiás, na década de 80, 90, mais ou menos por ali.

Quando o senhor chegou aqui, como que foi o início de tudo? Como que foi o trabalho? Como que o senhor veio fazer? Eu queria entender como que era a realidade da região naquela época.

Sim, aqui em Porangatu era Médio Norte Goiano, antes da divisão, era tudo Goiás, não existia Tocantins. E a gente veio para aqui, eu e o meu sócio, também eu tenho um sócio veterinário, a gente tem participação de alguns negócios na sociedade, tem outras partes da VDL Agropecuária que a gente toca com a família. E a gente sentiu aqui que tinha as oportunidades...

O setor do agro está evoluindo. Estava abrindo aqui a parte do cerrado ainda, com um plantio de arroz na época. A gente chegou, estava acabando o ciclo do arroz e estava uma atividade pecuária bem extensiva na época. E a gente sempre enxergando oportunidades, como até hoje. A gente vê o que o seu negócio possa ter. Naquela época, a gente via...

Existiam poucos profissionais na época e a gente veio com a cultura de regaçar manga, realmente trabalhar de domingo a domingo e encontrou espaço. E a gente começou na atividade de médico veterinário, fazendo serviço a campo. Eu e meus sócios trabalhamos.

firme no campo, e a gente viu a necessidade de anexar a nossa atividade dos serviços, ter produtos também, né? E aí surgiu a ideia de a gente ter, junto ao nosso serviço, produtos. A gente criou a Casa do Criador, nos meados de 1985.

E sempre focando em prestação de serviço. Hoje, até hoje, o nosso grupo, nós temos mais lojas espalhadas e tem uma indústria de ração. E todos os produtos que a gente produz, a gente quer trazer resultado, quer trazer produtividade daquilo. Então, desde quando começou, a questão de produtos para a gente oferecer.

Porque a gente sabia que sem oferecer produtos você não consegue mostrar o que pode produzir na propriedade. E assim, aí ficava o lucro do produto e aí você não podia nem cobrar o serviço. Então, o que a gente fez? Então, a gente troca a prestação do serviço pela compra do produto.

que foi a lógica do começo da gente. Hoje a gente tem uma equipe de técnicos, de veterinários, agrônomos, zootecnistas, bastante, bastante na equipe aí, que faz também esse trabalho que a gente começou. A cultura nossa foi sempre de oferecer serviços que possam agregar produtividade no...

no campo, nos clientes que a gente atende. E foi fácil? Eu não vou falar que foi difícil, foi desafiante. Como hoje ainda é desafiante a gente ter a construção, quando você...

constrói algo que não depende mais de você sozinho, atividade que você começa a montar equipe, montar um time de profissionais, cada vez mais o desafio se torna mais desafiador. Sem dúvida. Então, o interessante é que a gente é muito feliz com a oportunidade que a gente tem.

de mostrar isso, que a gente tem essa capacidade de formar equipe, formar time.

Nada para negativar, eu escrevi um livro onde eu falo dos hábitos poderosos, e esse livro contempla muito o meu jeito de ser, os bons hábitos, e quando você tem esses bons hábitos, a negatividade é um dos hábitos que eu cito no livro.

negatividade e pessimismo. Ela não pode existir, principalmente no setor do agro. Aqui é onde a gente tem muito mais esperança e positividade. Sim, porque você pode construir algo ali, você pode ser usada...

E o senhor falou isso agora, aí eu já captei, porque a hora que você chegou aqui, você falou assim, ô Paulo, me desculpa, eu cheguei atrasado um pouco. Eu falei, não, eu estou aqui à disposição. Eu falei, muita correria? Aí você respondeu, não, correria não.

Estou atarefado, mas correndo é coisa ruim. Então eu já entendi esse jeito. Não, esse é o... Já entendi o jeitão do seu Paulo, porque acho que esse é um pouco do negócio. A gente não... Tem um livro que eu gosto muito, um autor muito bom, que é o Dale Carnegie, e ele tem um livro que é Como Evitar Preocupações e Começar a Viver.

Porque é justamente isso. Você vai assim, cara, 90% das preocupações que nós temos, muito provavelmente não vai dar em nada. Exato. Cara, foca nas 10 que você pode resolver. Se não puder resolver também, é o que a minha avó falava, que não tem remédio, o remediado está. Então está tudo certo.

Então, acho que essa é uma boa maneira de tocar, porque o senhor começou do zero, praticamente, vindo para cá. Hoje, graças a Deus, tem negócios e tudo mais. Se não for desse jeito, é muito difícil chegar lá, né, seu Paulo? É, eu acredito assim, a gente tem nas empresas alguns pilares que a gente sustenta para a construção de qualquer negócio.

Eu acho muito, assim, eu coloco isso em prática, como boas práticas.

de qualquer implantação na vida, tanto na vida quanto principalmente na linha empresarial, que é você ter propósito. Se você não tiver propósito, não tem... Começa pelo propósito. Depois, você tem que ter produtividade. Ou seja, propósito com produtividade. A produtividade você não tem na correria. Você não tem, porque você fica corrido. Então, é importante que a produtividade é você...

durante o seu dia, durante as suas tarefas, elas estejam contempladas em cima de produtividade. Não tem como na correria você ter produtividade. Então tem que ter essa consciência. Tarefas são dadas e a gente não tem como correr delas. Mas quando você tem tarefas com produtividade, fica tranquilo. Terceiro pilar importante, você tem...

O propósito, a produtividade, você tem que ter disciplina para que esse propósito, em cima de regra, de organização, também consistência. É importante a consistência, ou seja, não perder a consistência de você em cima do que você...

Qual que é o propósito seu? Você tem que manter a consistência do propósito, a disciplina, a produtividade. Outro item bacana é foco. Você tem que focar dentro do seu propósito. Qual que é o foco? Qual que é para aquela atividade, aquele projeto? Se você tem um projeto, como o senhor aqui, do agroresenha, você tem que ter o foco para aquilo que você...

E aí buscar a produtividade, qual é o seu propósito do seu programa, do podcast Agroresenha. Depois do foco, você tem que ter execution, execução. Se você não executar...

Entendeu? Em cima da consistência, em cima desse... Você tem que praticar, pôr a mão na massa, como a gente fala. Depois você vai buscar o quê? Resultados. Resultados para que você possa avaliar esse propósito.

Tem que ter bons resultados disso. Se não tiver, você alinha. E depois disso, a evolução contínua. Eu esqueci do meio aí, tem que ter também. Antes de você ter a evolução contínua, de seguir todas, a evolução contínua do propósito. Existe também a criatividade. Claro. Que depois da disciplina...

E da consistência vem a criatividade. Nós temos que ser criativos. Hoje o mundo está se perdendo a criatividade, porque hoje você... É tudo fácil, né? De criança você não tem mais... A gente quando era menino brincava, então tinha que buscar a criatividade na atividade lúdica. Hoje está tudo pronto na internet, então as pessoas estão perdendo a criatividade de pensar, não, então vou lá no chat.

Não tem mais nem a criatividade de uma piada, de nada. Então, está se perdendo criatividade. Com tanta informação que está chegando, as pessoas não estão parando nem para pensar. Então, esses nove itens aí que fazem com que a gente...

ponha qualquer projeto para executar. Em pé, exato. Não sei se faz sentido, mas esses são pontos fundamentais para que você coloque qualquer projeto para rodar. Eu faço isso nas empresas, na vida pessoal também. Por exemplo, eu estou cuidando muito da minha longevidade, da minha saúde. Então, eu tenho um propósito para isso. Aí eu busco a produtividade para me manter saudável.

eu tenho que ter a produtividade, ou seja, cuidar disso de forma produtiva. Tem que ter disciplina, tem que ter foco, tem que ter criatividade para você se alimentar, coisa é uma questão saudável da atividade física, atividade física, então você tem que ter criatividade para você estar bem com esse propósito, que você é o bem-estar, que você busca a saúde.

Então é isso. E qual que é o resultado disso? Revolução contínua. Você continuar sempre em cima desse propósito que, no caso, eu estou referindo a bem-estar. Legal. Acho que dá para entender a construção de todo esse negócio e tudo mais. O senhor falou uma coisa ali atrás. Quando eu faço, eu faço muito bem, eu sei como é que é, mas à medida que a empresa cresce,

outras pessoas têm que fazer o que você fazia, ou igual ou até melhor. Eu falo que é sempre melhor. Isso aí. Então, toda essa experiência que o senhor teve, na formação mesmo da empresa, no crescimento dela hoje, a gente fala muito sobre liderança hoje, e a falta de líderes, nunca se falou tanto de liderança, nunca faltou tanta liderança para levar, principalmente o nosso setor.

pra frente. E eu vejo que o senhor é uma liderança aqui, né? Eu cheguei ali, o Davi falou assim, não, entrevista o seu Paulo aqui porque ele tem muita história e tem coisa boa pra contar. Então, quer dizer, precisamos de outros Paulos aí também, né? É, a gente brinca assim, as pessoas...

às vezes ficam colocando a gente num pedestal que a gente imagina que tem. A gente faz no meio empresarial muita loucuragem, ou seja, loucura com coragem. E se você não tiver coragem, a gente está enfrentando uma crise aí, uma síndrome muito...

É a síndrome do SPP. É uma síndrome que chegou aí e realmente você falou liderança, o líder tem que estar atento a essa síndrome que está pegando a população aí. Qual que é a síndrome? É a síndrome da pessoa preguiçosa. As pessoas estão preguiçosas. Está muito. E o líder sofre com isso. Eu sei porque as pessoas estão hoje...

literalmente preguiçosas. Tudo hoje, não, então eu vou olhar na... Não querem pensar a princípio disso aí, de pensar mesmo, preguiça para pensar. Não, eu vou olhar no chat, foi isso. É brincadeira. Esses dias eu estava... Eu gosto de fazer bastante.

conversas assim, em família, conversando, né? E tinha uma menina que a gente tá numa cobertura lá em casa. A gente perguntando assim quais seriam as qualidades de cada um. Quais são as suas qualidades? Fazendo, discutindo a relação, que eu gosto de brincar, né? Ela falou assim, ela tem 18 anos, 17, 18. Qual que é a minha qualidade? Ela ficou pensando, né? Pra que eu vou olhar no... Aí fui pesquisar no chat qual seria a qualidade dela. Falei, gente do céu.

Então isso é preguiça até da pessoa estar sabendo se conhecer. Mas enfim, a questão da construção de um legado, ele realmente precisa, viu Paulo? Ter essa habilidade de lidar com pessoas, de saber.

E uma coisa interessante que você falou, por exemplo, eu sou médico veterinário, mas a minha equipe, não tem nenhum médico veterinário na equipe que não seja melhor do que eu. Então, na profissão, e eu exijo isso. Na questão administrativa, eu tenho os melhores.

gestores que me completam para fazer o que eu não preciso mais fazer e que eu não tenho nem a competência. Eu tenho boas pessoas comigo, tenho pessoas com 38 anos que começaram e foram galgando, achando o nível delas, e hoje elas...

Elas dão um show melhor que se eu tivesse na atividade. E isso é um orgulho que eu tenho, assim, é muito... Essa construção de pessoas, que não é o Paulo que se construiu. É o Paulo que construiu um...

um ecossistema de pessoas que estão, por exemplo, pessoas que trabalham comigo, que têm a independência financeira construída através do trabalho, que estão comigo, com o grupo, porque é paixão pelo que fazem e pelo reconhecimento, pela... como é que fala? Pela...

Assim, pelo amor do trabalho. A satisfação de estar ali. É satisfação, porque nem precisaria estar mais. Já tem funcionários que têm vida própria já fora, com construção de patrimônio. Isso me deixa muito feliz, sabe? De que eu não estou sozinho. As pessoas que estão comigo também estão evoluindo. Isso é o que me dá uma satisfação enorme. As pessoas estarem...

melhorando de vida, tendo sua casa própria, seu carro, cada um respeitando o limite, a individualidade de cada um. Mas isso me dá muito prazer. Você nem perguntou o que me dá prazer. E também depois eu vou te fazer uma pergunta de que é feita uma vida boa. Tem uma pesquisa de Harvard que foi uma pesquisa de 70 anos. De que é feita uma vida boa?

Para você? Para mim? Ah, eu sou uma pessoa muito família. Então, se eu estiver com a minha família e fazendo... Eles estarem bem, para mim, a maior satisfação da minha vida é isso. E é uma coisa que você falou, família. O núcleo familiar...

estruturado é o que ainda segura uma sociedade com um propósito, com a oportunidade de deixar legado. Você vê que a gente está numa destruição muito...

da sociedade, porque não existe mais aquele mote, como você falou, a minha satisfação, a família está bem e tal. Hoje, um, dois, qualquer coisa estão separando, estão se estruturando porque não combina, é filho brigando com o pai, é um problema sério isso que a gente está enfrentando, porque o núcleo familiar, ele tendo rompido...

Atrapalha. Atrapalha demais. Traz uma energia muito ruim aí pro meio. Eu tenho um amigo que ele falava assim, casamento foi um negócio feito pra não dar certo. Porque não tem como, é duas pessoas diferentes, por mais que elas sejam parecidas, é diferente. Então é um negócio pra não dar certo.

Então, você tem que entender que aquela pessoa nunca vai ser igual a você e aquele outro também não vai ser igual a você. Então, se aquilo ali é a base de tudo, como a gente fala sempre, não tem como, a gente tem que passar pelas dificuldades. E hoje está muito fácil, né? Hoje em dia, qualquer coisinha que dá ruim, você tem outra opção. Não tem mais uma, muitas vezes não tem a nisse para correr atrás.

Que é a necessidade. Os boletos chegam, hoje ninguém quer ter filho. Então tem uma série de coisas acontecendo aí, seu Paulo, que de alguma maneira dentro do nosso setor, no Brasil como um todo, a gente acaba ficando para trás. Como você bem falou, Paulo, existem diferenças numa relação e que bom que existe, se não seria um negócio...

E não existe receita de bolo, mas o que tem que existir são os valores, o respeito, tem que existir isso. E isso, às vezes, se perde por conta de não entender a individualidade de cada um, o respeito que tem que ter, porque somos seres em construção, né? Então, tem que entender, e essa construção, se você tiver um parceiro, um parceiro que entenda isso, a coisa... Pois é. Vai para cima.

Vai melhor. Paulo, eu quero agora mudar um pouco o rumo da nossa prosa. Bora, bora. Porque lá atrás, eu acho que eu entendi uma coisa assim. O senhor veio para cá como médico veterinário técnico. Que saiu da universidade. Então veio aplicar os seus conhecimentos técnicos aqui e tudo mais. E em determinado momento ali, com a empresa, você saiu do técnico e se virou empresário.

Eu sei também que o senhor tem fazenda, enfim, trabalha também na parte de produção.

E é muito forte para o empresário, na hora que ele começa a ter um volume grande em uma empresa, como é a casa do criador, por exemplo, você tem que implementar sistemas de gestão. Hoje é impossível você ver uma loja, que seja uma papelaria que não tenha um sistema. E o senhor falou lá atrás uma coisa assim, antigamente a gente falava que era o tripé, nutrição, genética e manejo.

e vai fazendo, mas não é só isso tem também a gestão tem que ter uma gestão financeira contábil eu sei queria fazer uma relação porque eu trabalhei muito tempo com levantamento de curso de produção de pecuária e fui em 17 estados fazendo isso

E é impressionante como a maioria dos produtores rurais não tem o mínimo de sistema e sabe muito pouco até, inclusive, exatamente qual é o seu curso de produção. O que o senhor faz da relação, da sua relação como empresário, ter uma empresa ali com funcionários e tudo mais?

a relação da empresa fazenda, sabe? Como o senhor tem visto isso, já que tem muitos produtores que são clientes e tudo mais, como o senhor está vendo essa evolução?

Ou é interessante, porque hoje você não pode ser mais fazendeiro. Aquela figura do fazendeiro de viver na bonança. Quando eu cheguei aqui, um fazendeiro com mil atrizes, ele estudava...

filhos na faculdade, na universidade, tinha uma vida, como falando assim, eram pessoas abonadas. Hoje é impossível. Por quê? Porque se exigiu mais competência até porque os custos de produção e os custos de vida, que é um outro modelo de vida do que era 40 anos atrás. Não se tinha o que gastar como se tem hoje. Então, hoje...

O gasto está na frente do ganho. Antes você ganhava e depois que ia gastar. Porque não tinha com o que gastar. E hoje é o contrário. Você sai gastando, cartão de crédito, tudo. Depois você vai ganhar. Então, para isso, tem que ter gestão. E a atividade pecuária e agrícola...

Se não tiver esse controle, vai sair do segmento. E onde a gente vê que estão grupos crescendo, grupos empresariais do segmento, porque tem gestão. Eu estou muito ligado nisso, que eu faço já gestão.

Contábil, gerencial. São duas gestões da contabilidade normal, mas a contabilidade gerencial, com sistema, com controle de tudo. E assim, eu estou para te falar que é um mundo do agro...

É muito mais vezes difícil de controlar uma empresa. Isso eu te falo, começando pela mão de obra, que é uma mão de obra menos especializada. Você pra achar profissionais com nível desse segmento é mais difícil. Não é que não tem, mas é mais desafiante, porque assim...

Não acha no mercado, primeiro até para fazer gestão do segmento, não é qualquer funcionário para fazer a gestão da porteira para fora, para te ajudar a controlar números, controlar dados, isso tem que existir. E lá na porteira para dentro é onde acontece tudo.

diferente de uma empresa comercial, como eu tenho. Então, assim, eu sempre cuidei nas empresas de fazer gestão. E eu estou levando isso para o meio do agro. E a gente quer, inclusive, implementar isso.

com o meu modelo que eu faço na VDL Agropecuária, levar isso como um serviço das minhas empresas, Caso Criador, Criar Mais, para mostrar para as pessoas que se elas não fizerem isso, vão ficar reclamando, vão...

Porque o preço da rouba nunca vai estar a contento, porque está sempre... Não, podia ser mais. Não podia saber se cabe no seu orçamento aquilo que você está produzindo, o seu custo. E é isso, eu tenho esse controle, entendeu? Então, assim...

A gente sabe que é comod, não tem como você definir preço, mas tem como você gerenciar os seus custos. Eu sei que não é brincadeira, é coisa... É trabalhoso. É trabalhoso. Mas ou você faz isso ou você não tem jeito.

E para mim, desafio, isso é o que me move. Isso é o que me move. Que bom que tem isso para a gente mudar. Eu estou com os filhos também nessa pegada. Então, a gente está buscando uma sucessão já nessa modernidade. Estou atrasado nisso, mas porque...

Está mudando as coisas muito rápido. Poxa, você começa a botar uma tecnologia, agora já tem outra, agora já estamos com drone, controle de drone. Olha que bacana, a gente está usando muito isso na propriedade. Isso tem um suporte e você busca uma produtividade fantástica. Muito legal. E também...

Não se faz nada, controles, sem a capacitação das pessoas. Isso eu trabalho fortemente, a liderança de pessoas para entender isso. Porque não adianta você ter um projeto, botar ele no papel e não mostrar isso. E às vezes as pessoas lá sabem colocar aquele projeto muito bacana. Eu estou me especializando...

em lidar com pessoas para que os projetos que eu tenho, sabe, eles aconteçam de forma conjunta. Eu falo que é gestão compartilhada. Eu compartilho realmente a gestão nas empresas e agora também no meio rural, é compartilhado.

Se você quer crescer no meu negócio, você tem que assumir responsabilidades. Sem dúvida. Tem dado certo. Com certeza. O mundo é movido por desafios, né, São Paulo? E o senhor falou uma coisa muito interessante.

A gente entra num mundo novo quando a gente começa a saber exatamente quais são as nossas informações, os dados e tudo mais. E parece que é coisa de outro mundo, que não dá para fazer e tudo mais. Eu lembro que eu fui numa viagem técnica com vários produtores lá de Mato Grosso e a gente foi para os Estados Unidos. E nós chegamos num confinamento lá.

O americano não é muito de ficar abrindo informação. Ele vai, ele conta um pouquinho e tal. E aí um dos nossos produtores fez uma pergunta pra ele assim. Ele falou assim, você sabe qual é o seu custo de produção? E o americano olhou pra ele e disse, sabe quando você faz uma pergunta que o outro não entende? Eu falei assim, como assim? Aí ele falou assim, o custo, ele falou assim. Claro que eu sei, esse aqui é meu negócio. Como que eu não saberia?

É natural. É natural o produtor entender que aquilo ali é um negócio, é um negócio da família. É uma unidade produtiva. Não é só tem todo o amor, igual aqui. Todo mundo gosta da atividade, está ali porque ama fazer aquilo, porque da mesma maneira que é difícil aqui, é difícil lá também. Mas essa visão eu achei muito interessante porque conflita demais. E nós estamos aqui igual o senhor falou. Ah!

Fico reclamando do preço da rouba, mas não sei quanto é o meu custo. E aí a gente fica tentando controlar o incontrolável, que a gente acabou de falar ali atrás. A gente não manda nisso. Agora, controlar o que está sob o nosso alcance, acho que é uma grande missão até, inclusive. Exatamente, esse é o propósito. E assim, interessante porque o que tem que existir nas pessoas? Primeiro, o sentimento da gratidão.

E na atividade do agro, assim, você tem que estar grato. Eu tenho isso comigo, assim, a gratidão. Poxa, eu estou melhor que ontem, eu estou melhorando. A gratidão de você ter oportunidade, sabe assim? Esse é um sentimento que ajuda muito fazer gestão, sabia? A gratidão, assim, você... Não é gratidão de boca, assim, é de sentimento mesmo. Você chegar na porteira, assim, poxa...

Que bacana que está acontecendo. Porque tem problema. Você entra lá. Se você for mirar nas dificuldades, nos problemas... Está cheio. Está cheio. Mas eles têm que estar lá para você melhorar. E tem muita coisa boa.

Muita coisa boa. Então, contemplar essa situação que você está em construção, a gratidão, ela ajuda muito, sabe? É uma ferramenta inconsciente que poucas pessoas, às vezes, vão chegar na propriedade, abre a porteira, sabe? Já preocupada com o custo, com isso, mas não tem.

o controle do negócio, aí fica pesado, fica cansativo. E fazenda não é para se brincar, não é para ir lá só para lazer, para isso, como eu vejo muitos, tem aquela atividade sem controle e só lazer.

Você pode usar o lazer muito, é um privilégio que a gente tem, mas ela não pode estar na frente da obrigação. Isso está bem claro e as pessoas que entenderem isso, a coisa fica mais leve. Sem dúvida. A gratidão.

Seu Paulo, quero aproveitar aqui, já agradecer já, porque a gente, poxa, muito bacana conhecer a sua história, uma pessoa super positiva aqui, muito legal. Ficaria horas aqui batendo papo com o senhor, mas muito obrigado por ter destinado um tempinho aí da sua agenda para estar aqui com a gente no Agroresenha. Fiquei muito feliz de estar, estou muito feliz de estar aqui em Porangatu, porque conheci...

Diversas pessoas legais aqui, o senhor é uma delas, muito obrigado. Parabéns pela sua trajetória, pelo seu trabalho. Bacana, a gente passaria aqui horas e horas contando um pouco da história, mas assim, muito mais que contar detalhezinhos de que foi o sofrimento e aquela coisa toda, eu nem lembro disso.

Porque é sempre hoje melhor que ontem. Eu uso a filosofia japonesa, Kaizen. Então o PMC hoje está melhor que ontem, amanhã vai estar melhor que hoje. Porque hoje a gente está fazendo... Ah, temos problema hoje, mas esses problemas aqui...

Vão estar sedimentados para que amanhã eles não aconteçam. E hoje está melhor que ontem porque a gente superou muitas coisas que ontem não foi possível. Então essa é uma filosofia que você tem que ter ela com você. Eu escrevo muito, estou escrevendo um livro super bacana que chama Como a Vida Acontece.

E o subtítulo é o que faz a vida valer a pena nas dimensões da existência da vida. Aí eu trabalho cinco dimensões e é isso, é a minha essência, é o que eu faço, como a vida acontece do Paulo Ricardo. E eu coloco isso no livro, na escrita, e ela contempla um pouco da minha história. Eu quero deixar alguma coisa escrita. Quem vai conhecer como a vida acontece em cima de cinco dimensões?

que é a dimensão física, a emocional, a intelectual e mental, a social e a espiritual. Essas cinco dimensões, você trabalhando ela de forma... Isso é um livro todo. Cada capítulo eu falo sobre isso aí, a dimensão física, do cuidado, do corpo, da mente, de tudo. Então, assim, é uma coisa que...

A gente conta um pouco da história da gente, de como a vida acontece, para você ter uma passagem aqui de forma brilhante para você chegar lá depois. E eu quero falar mais uma coisa. Pode falar, que é o lugar. Eu quero demorar a ir embora. Até eu brinco assim, mas Paulo, você não vai parar? Mas parar para quê, gente?

Se parar, enferruja. E tem a máxima. Se melhorar, estraga. Não, se melhorar, melhora mais ainda. Aí, quando eu for, eu falo assim, brincando. Quando for me pôr lá naquela caixa, deixa eu assinar um documento aqui, um projeto aqui, assim, assim, assim, mostrando o propósito, tal, tal. Aí, depois, vocês me botam lá. E aí, quando me pôr lá e eu for embora, eu vou chegar lá em cima, né?

Tomara que seja um lugar bem bacana. Aí eu vou me receber lá, né? Tomara que seja São Pedro, que dá para negociar com ele. Vai pegar o livro lá, Paulo Ricardo Vanderland, vai ficar olhando e vendo. Pô, mas você fez coisas. Você demorou para chegar aqui, Paulo Ricardo. O que foi? Olha, São Pedro, eu estava muito ocupado. Dá para ver que você estava ocupado aí. E eu estou precisando de você aqui. Onde é que você estava mesmo? Eu falei hoje, eu estava lá no Brasil. Você estava no Brasil? Ah, então está.

Seus pecados estão perdoados. É mais ou menos isso. Brincadeira à parte, obrigado pela oportunidade. Estou muito feliz de poder ser entrevistado por um profissional que busca isso, histórias para virar referência para outras pessoas.

Eu sei que a minha história às vezes pode ser contextualizada, invejada, alguma coisa assim, mas eu tenho certeza que ela pode também ser inspiração para muitas outras pessoas. A gente sabe que mora no interior, às vezes tem muitas pessoas que têm... Mas você pode também ser um buscador de propósitos, respeitando seus limites, suas individualidades.

como eu respeito os meus limites, eu respeito a minha individualidade, também crescer na vida. E você, Paulo, está fazendo um trabalho muito bacana. Continue nessa pegada, nesse propósito, com produtividade, com disciplina, com foco, com criatividade, como você tem aí. As nove. As nove questões aí e vai embora. É isso aí. Bacana, bacana.

Muito bom, muito bom. E para quem quiser conhecer um pouco mais do seu trabalho, o trabalho da empresa também, onde que a gente pode encontrar? Tem site, redes sociais? Sim, a gente tem a base, a matriz é a casa do criador, mas a gente tem também...

Quem gosta de tomar um café bom, toma café filho. Quem gosta de ter uma nutrição saudável, usa a criar mais nutrição. E tem outros negócios aí. Quem quiser morar bem agora vai morar no condomínio do Flávio Cerrado. Enfim, tem vários negócios acontecendo. E todo mundo me conhece, eu sou uma pessoa quase que pública. Tem as empresas que a gente recebe todas lá.

Tem o meu Instagram, pauloricardvdl, arroba pauloricardvdl, e tem isso aí mais. Bom demais.

Seu Paulo, eu tenho um último quadro aqui no podcast, que é um quiz. Coisa rápida, pra gente terminar aqui. Ele é bem tranquilo, não tem pegadinha, vou fazer a pergunta e o senhor responde a primeira coisa que vem à cabeça, tá bom? Sim. Seu Paulo Ricardo, qual que é a sua música antiga predileta? É, Tocando em Frente. Tocando em Frente, Almir Sater. Isso. Muito bom. E qual que foi o lugar mais legal que o senhor já visitou?

Ah, eu fui conhecer a neve, né? Acho que foi um lugar que eu contemplei muita experiência nova da neve mesmo, de passar...

Foi um lugar muito bacana. Passou um frio, Lasca. É, frio e foram muitos lugares, mas esse me chamou muita atenção, a natureza do Alasca. E na cozinha, qual que é a sua especialidade, seu Paulo? Como um bom gaúcho, a gente prefere um assado. Um assado, né? É, a gente gosta bastante, assim, uma carne com gordura.

Boa. Boa, é isso aí. Agora com o Nelore VDL e o Angus VDL, a gente faz bons pratos aí. Bom, já percebi que o senhor, se é um escritor, muito provavelmente é um leitor ávido, porque todo escritor é um ótimo leitor. Tem algum livro que de alguma maneira marcou a vida do senhor que o senhor pode compartilhar com a gente?

Sim, tem muitos livros, né? A gente tem o Clube do Livro, inclusive hoje tem a reunião, eu tenho com os irmãos, o Wanderlán, a gente são seis irmãos, a gente reúne mensalmente, hoje é a última quinta-feira do mês, a gente tem a reunião online, cada um no lugar do Brasil, e a gente tem a reunião do Clube do Livro. Olha que legal! Cada um apresenta um livro.

E hoje o meu livro vai ser Os Quatro Propósitos, de Luiz, um escritor mexicano. Os Quatro Compromissos. Você já leu? Já li. Então, esse eu acabei de ler, sim, e reforcei. Eu já tinha lido esse livro há alguns anos atrás, como ele fica na minha biblioteca, eu reli ele para reforçar.

ser fiel com essa palavra, levar para o pessoal sem julgamentos e sempre ser melhor. Então esse é um livro que eu recomendo para as pessoas colocar isso em prática, sabe? Mas tem muito livro bacana, eu gosto de ler leituras inspiradoras, sabe? O próprio Del Carnegie, essa turma antiga, filósofos, a gente se inspira muito.

O senhor falou aí do livro, dos quatro compromissos. Eu até arrepio aqui, porque é um slide da minha palestra de amanhã. Olha! É dele, você acredita? Do Dom Juan Luiz. É, exatamente. Eu adoro essa... Ele tem vários livros, mas esse eu acho que é o...

que marca, tem o quinto compromisso também, mas essas são coisas que você tem que colocar no dia a dia. Então, por exemplo, você chegar no horário, ser fiel com o que você fala. Só depende de você, né? Chegar no horário, por exemplo. Isso me incomodou de eu não ter o seu telefone, pedir para o Davi para chegar aqui no horário. Eu realmente tenho que ser fiel com a palavra.

E é isso que faz com que a gente construa. Recomendo que as pessoas que estão nos ouvindo não percam a prática da leitura. Eu acho que a leitura busca conhecimento muito mais do que informação. Exatamente. Agora uma para finalizar mesmo. Essa aqui é mais filosófica. Se o senhor se encontrasse com o seu eu de 17 anos hoje, qual seria o melhor conselho que o senhor se daria?

Olha, faça o que você tem na vida como propósito de fazer acontecer. Eu, com 17 anos, não tinha a consciência de onde eu poderia chegar, mas eu tinha a consciência de que se eu fizesse o que eu sempre determinei, de...

Não depender de ninguém, assim, depende só de mim, eu querer melhorar de vida, melhorar de nível, não precisar de... Foi assim a minha vida, eu nunca tive suporte financeiro de ninguém, assim, eu sempre busquei a minha construção, sabe, eu nunca ganhei nada, então, assim...

como eu cheguei, foi através disso, desse esforço contínuo de acreditar e na positividade de que a coisa que possa ser negativa, ela vem para instruir, para buscar. Eu tenho muitos mantras que eu uso, eu tenho muitos mantras, aventura está só começando, devagar que tenho pressa é uma frase do Napoleão Bonaparte que ele falava isso.

Muito bacana. Show de bola. Muito bom. Muito bom. E para você que ouviu ou está assistindo esse episódio aqui até agora, tenho certeza que você viu o valor nessa conversa que eu tive com o seu Paulo Ricardo aqui. Cara, eu enxerguei muito o valor. Papo maluca, hein?

Aprendi demais aqui, tenho certeza que você também curtiu. Então compartilhe esse episódio com alguém que vai se beneficiar desse conteúdo. O Agroresenha cresce na medida que você ajuda a gente nesse processo. Então siga o Agroresenha em todos os agregadores de podcast. Acompanhe também os episódios no nosso canal do YouTube.

Ah, e esse episódio, como eu falei no início, ele é uma parceria que nós fizemos aqui com o Sindicato Rural de Porangatu. Então a gente está aqui direto, dando uma espopec, gravando alguns episódios e conhecendo figuras ilustres aqui como o Seu Paulo, né? E também a TV Serra Azul, que está aqui nos ajudando aqui, dando suporte também em todo esse processo. Então, siga a gente lá. Esse podcast, assim como vários outros, fazem parte da Rede Rural de Podcast. Então a gente tem vários outros podcasts do Agro ali também.

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Seu Paulo, mais uma vez, obrigado. Você finaliza meus episódios com uma frase de muita sabedoria, viu, seu Paulo? Que é o seguinte, se chover não precisa molhar a horta, não. Está tudo resolvido. Obrigado, viu? Bacana. Não, legal. Muito obrigado. Eu que agradeço.

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