04.05 - como Kostyuk e Sinner conquistaram Madri, o dilema de Zverev e as possibilidades de Jannik no ranking
Alexandre Cossenza fala sobre as finais de Madri, analisando como Marta Kostyuk e Jannik Sinner venceram suas finais. O jornalista também lista os motivos para Alexander Zverev ter tantos problemas contra o atual número 1 do mundo e explica como o italiano pode abrir uma enorme vantagem no ranking.
Por último, Cossenza responde às perguntas enviadas no grupo de Telegram dos apoiadores do Saque e Voleio. Os temas do dia são as melhores chances que Zverev teve de conquistar um slam; o efeito psicológico imposto por um H2H desequilibrado; e o processo de amadurecimento de Mirra Andreeva.
- Final de Madrid: Kostyuk vs. AndreevaEstratégia agressiva de Marta Kostyuk · Mirra Andreeva e seus momentos de instabilidade · Set points perdidos por Andreeva · Comparativo de estatísticas (winners e erros)
- Final de Madrid: Sinner vs. ZverevDomínio de Jannik Sinner · Dificuldades de Alexander Zverev · Análise do confronto Sinner vs. Zverev · Performance de Sinner avaliada pelo Tennis Insights
Segunda-feira, 4 de maio de 2026, hora do café com o Cosenza, que entrega tênis fresquinho toda manhã pra você. Hoje eu vou falar sobre os campeões de Madrid, Marta Kostchuk e Anik Sine, vou falar das duas finais e um pouquinho mais, e responder algumas perguntas dos apoiadores sobre Sine.
Sobre Kostchuk, tem uma pergunta sobre a Mirra Andreva, que foi muito interessante, sempre do Wanderson Ferreira, sempre falando do feminino, que é muito legal. Vamos começar sobre a final de sábado, a vitória da Kostchuk sobre a Andreva, 6-3, 7-5.
Foi um jogo em que a Costico foi mais agressiva desde o começo, devolvendo o segundo saque um metro dentro da quadra. Errou várias evoluções, algumas nos primeiros games, mas o objetivo dela era manter a pressão. E funcionou. Ela também se defendeu melhor que a Andreva. E acho que a Rússia teve bons momentos.
Mas momentos muito ruins também. Acho que ela não aproveitou o pior instante da Kostiuk, que foi no começo do segundo set. Ainda assim, a Andreva teve um set point no saque da Kostiuk no segundo set. E errou uma devolução de segundo saque por muito. Mandou ela para longe. Teve outro set point depois, mas aí foi um ace da Kostiuk, um saque aberto, indefensável.
E depois disso, acho que foi ladeira abaixo o nível do tênis da Andreva. A Kostchuk termina o jogo com mais winners, 26 a 13, que é uma diferença grande, e menos erros, 28 a 33. A Kostchuk, acho que assim...
Foi muito mais agressiva, tanto que no sétimo game do primeiro set estava 11 a 2 em winners para ela. Aí entram os saques, ela estava sacando bem, mas não foi só isso. A Andreva só consegue pressionar o saque da ucraniana no nono game, quando estava 5 a 3 já, mas foi muito pouco, sabe? Ela teve dois breakpoints ali, errou uma devolução de saque de direita, errou uma esquerda cruzada na rede, numa bola mais curta, ela estava até bem nesse ponto.
mas, enfim, o segundo set ele começa com a Kostuke quebrando, parecia que ele ia deslanchar, mas aí a André devolve a quebra, sendo mais agressiva, teve uma dupla falta e um erro não forçado da Kostuke nesse game também, mas André quebra de novo para 3-1, num game que tem uma direita na rede, e um smash na rede no 15-40, a Kostuke não estava bem aí, mas ela consegue devolver a quebra, faz 2-3, volta no set.
e esse game teve um ina de devolução, teve outra devolução no 040, as devolução da Kostuk limitaram bastante o poder ofensivo da Andreva nos games de saque da Russa
mas assim, o que eu acho que eu acho que a Andreeva não se encontra na partida em momento nenhum não consegue um ritmo pro tênis dela, ela não faz nada assim com uma certa consistência do tipo, olha isso aqui tá funcionando, vou continuar aqui ela ataca, ela busca winners aqui e ali, mas não tem nada
que você olhe para o jogo, para essa performance, para essa atuação dela, e fala, nossa, ela tentou machucar a Kostiuk sempre aqui, ela fazendo isso estava dando certo. Não, nada funcionou constantemente, mas a gente também não vê ela fazer nada, tentar nada com certa consistência, insistir em alguma coisa.
Mas, repito, ainda assim ela teve lá dois set points e um deles no segundo saque e ela erra esse backhand que foi horroroso, sabe? E machuca, né? Machuca. E aí no 5-5 do game seguinte ela joga mal três pontos, ela dá um breakpoint errando um swing e volei horroroso no meio da rede, é quebrada com uma dupla falta e aí, né? Enfim, perdeu todos os breakpoints que enfrentou na partida, é bom que se diga também, né?
E um título mais do que merecido da Kostiu, que ainda comemorou dando cavalhota. Foi legal de ver, muito bacana. Vamos falar da final masculina. Falei rápido da feminina, mas a ideia é falar rápido e entrar um pouquinho mais, aprofundar um pouquinho mais nas perguntas. E muita gente pediu para analisar um pouquinho desse matchup Siner e Sverev. Porque é a nona vitória seguida do Siner. E essa foi fácil, né? Foi 6-1, 6-2, 57 minutos.
tem bastante coisa interessante pra falar desse jogo acho que foi um começo fulminante e muito preciso do Cine sem dar nada de graça ao mesmo tempo o Sverev ele não começa bem e quando ele tá sacando em 0-3 ele faz um game pavoroso ele erra duas bolas ali colado na fita e isso afeta porque ele erra uma esquerda logo depois fica 15-40 abaixo erra uma direita pra ficar 4-0 abaixo Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near
E aí, amigo, você vindo de oito derrotas seguidas, 4-0 no primeiro set contra o Siner, contra o Siner, difícil. O Zverev não ganha ponto nenhum com o segundo saque no primeiro set, e ele não estava sacando mal, não. Ele saca só quatro vezes com o segundo saque. Mas aí começa o segundo set, ele joga outro game ruim no terceiro game, o Siner abre 2-1, uma quebra, faz 3-1, e aí acabou o jogo.
o Zverev não tinha tecnicamente não estava bem e mentalmente você via que ele estava entregue ali e por isso a análise, a descrição do jogo é rápida, porque o jogo foi rápido, não dura nenhuma hora e a gente está falando de um jogo entre o número 1 e o número 3 do mundo mas sim, entremos no que eu acho que é a grande pergunta aí
Porque, ok, foi um jogo muito bom do Cine e foi um jogo muito ruim do Sverev. Mas por que essa dificuldade histórica do Sverev com o Cine? E eu falei isso na análise Flash, eu mando análises em áudio logo depois de algumas partidas importantes para os apoiadores do blog. Mando sempre no nosso grupo de Telegram.
e eu falei, eu vou repetir o que eu falei ali, porque assim, o Zverev tem três coisas que ele faz muito bem, saque, backhand e ser consistente. O saque dele é um dos melhores do circuito, o backhand dele é um dos melhores do circuito, e ele é um cara que é muito sólido do fundo de quadro.
Só que o Siner é melhor do que ele nessas três coisas. Ou ele anula essas três coisas. O que não é comum. Não é qualquer um que faz isso. Porque, não estou nem comparando o SAC. Mas assim, o SAC do Sverev, contra a devolução do Siner, que para mim é a melhor devolução do circuito hoje, ele perde muito da eficiência. Volta muito mais bola. O Sverev precisa forçar mais. O backhand do Sverev é excelente. O do Siner é melhor.
E se o Sverev é consistente do fundo de quadra, o Siner consegue ser tão consistente quanto ele, sendo mais agressivo. E essa consistência do Sverev, que às vezes a gente classifica como passividade, porque como ele tem o backhand melhor do que a maioria do circuito, para ele é muito confortável ficar trocando esquerdas ali. Contra o Siner não é. E aí a gente entra num dilema. Se ele insiste em trocas longas,
O Sine pode sustentar e escolher com um pouquinho mais de paciência quando buscar uma paralela, quando acelerar, quando angular um pouco mais. Ele pode jogar com porcentagens mais altas. Ele tem paciência e tem inteligência para escolher bem o que fazer. Falei sobre isso no último podcast, inclusive. E a outra opção que o Zverev tem é forçar, é arriscar. E aí ele corre mais risco e corre risco de perder essa consistência dele.
Então é um jogo de xadrez muito ingrato para o Zverev, especificamente contra o Sinha, que é um matchup em comum para o Zverev. E não é muito diferente do problema que ele tem contra o Djokovic. Se ele saca bem, o Djokovic devolve bem. Backhand contra backhand, eu sou mais do Sérgio. Consistência por consistência, talvez hoje, com o físico, o Djokovic tenha mais dificuldade para ficar em trocas longas com o Zverev. Mas...
tendo o Djokovic no seu melhor, não tem porquê ele perder na consistência para o Zverev. Então não é muito diferente, sabe? E, enfim, o Zverev, naturalmente, ele não é o cara mais agressivo do mundo, e isso também dá tempo, como eu falei agora há pouco, do Siner trabalhar, de atacar primeiro com boa porcentagem, e isso pode ser de direita também, não necessariamente de esquerda, porque eu estava ali analisando esquerda contra esquerda.
Mas o Zverev, tendo a direita, machuca também. E isso é algo que o Sinner nem sempre consegue fazer contra o Karaj, por exemplo. Ou contra um Djokovic ou contra alguns outros caras que são mais agressivos, que aceleram, que tiram um pouco do tempo do Sinner. O Zverev não tira esse tempo dele. O Zverev dá tempo para o Sinner.
Então esse matchup aí é especialmente ruim para o Zverev, especialmente bom para o Sine, melhor do que matchup contra o Alcarazzo, contra o Djokovic, ou até alguns outros tenistas que são inferiores a ele. E fora isso, também agora tem o aspecto mental. Oito, agora nove vitórias seguidas, e 14, sete seguidos do Sine em cima do Zverev. Isso mata a cabeça de alguém.
Porque é evidente que talvez o tenista consiga entrar na quadra pensando em vencer, pensando em alternativas, pensando no que pode tentar fazer de diferente. Mas a hora que a coisa começa a desandar, e hoje desandou bastante, hoje não, domingo, né? Eu esqueço que a galera ouve isso na segunda, eu gravo no domingo à noite. Mas enfim, nessa final a coisa desandou bastante.
aí o Sverev não tem de onde tirar energia, né, ou força mental pra, pô, não, vou virar, vou sustentar aqui, hoje vai ser meu dia. Pô, é difícil acreditar nisso, né? No caso deste domingo, ainda foi a tempestade perfeita, porque foi um jogaço do Siner e uma atuação ruim do Sverev, como já falei. E talvez a gente nem dê o devido valor pro nível que o Siner jogou.
Eu até fiz um post sobre a qualidade de atuação do Cine, que foi a nota mais alta desse ranking, desse tipo de avaliação. E esse tipo de avaliação existe no circuito desde 2022, que são as notas que o Tênis Insight dá de avaliar golpe a golpe durante a partida inteira. E o Cine teve a maior nota do...
da história dessa avaliação. Deixa eu ver até aqui a nota, porque eu não lembro de cabeça, foi 9 alguma coisa. 9,79. É uma medição que avalia tudo, qualidade do saque, conversão, steel, que é quando o tenista sai da defesa pro ataque, conversão, que é quando o tenista ganha os pontos em que ele tem vantagem no rally, a qualidade de devolução, a qualidade da direita, a qualidade da esquerda.
e o tempo que ele passa no ataque tudo isso somando tudo dá essa nota de performance aí que a do Cine foi 9,79 que é a maior da história do Tennis Insights que existe desde 2022 que foi quando eles começaram a medir todos os jogos de todos os Masters 1000 não é pouca coisa então
Não é porque o Zverev jogou mal que a gente vai dizer que o Cine não jogou tanto assim. O Cine jogou muito, tá? E assim, principalmente, ele não tirou o pé, não aliviou, não abriu uma fresta pra reação.
Isso é uma atuação de gente grande, ele tem 24 anos, já está num nível de maturidade técnica e tática brilhante, muito mais maduro do que alguns anos atrás, é normal, vem com a idade. A gente fala isso às vezes do João Fonseca, que em certas situações ele ainda não lida bem e a galera reclama quando a gente fala, ele ainda tem só 19 anos.
E não é para desculpar. Algumas coisas, algumas características, algumas qualidades, algumas capacidades, o tenista vai desenvolver com o tempo. Principalmente quando a gente está falando de maturidade, de capacidade analítica, de saber como se portar em certo momento de cada jogo. Tudo isso vai se aprendendo. Porque golpes, eu acho que a curva de evolução é diferente.
você pode ter um golpe excelente com 16, 17, 18, 19 anos, e esse golpe pode continuar melhorando, mas você pode chegar num nível de golpe fantástico com 19, ter um saque espetacular com 18, 19 anos,
mas que, de repente, outras capacidades não estão nesse mesmo nível de maturidade, nesse mesmo patamar, como dizia Bruno Henrique. E certas coisas vêm com a idade. Essa questão tática, essa coisa de postura, de saber como se comportar e de saber administrar mentalmente em certas ocasiões, vem com o tempo.
E a gente viu isso no Isverev numa final com o Siner, numa final em que o adversário não estava bem, ele tinha o jogo controlado, podia dar uma relaxada, podia jogar um game ali mais ou menos, e de repente levava uma quebra, o adversário voltava para o jogo. O Siner não tirou o pé. Foi bem robozinho mesmo nessa final. E, repito, esse robozinho não é pejorativo.
Agora, vamos terminar com os números espetaculares do Zverev. 23 vitórias seguidas no circuito, ganhando o Indian Wells, Miami, Monte Carlo e Madrid. 28 vitórias seguidas em Masters 1000. Essa sequência começou em Paris do ano passado. E dessas 28 vitórias são 56 setes vencidos e só 2 perdidos. Essa para mim é a mais absurda. Primeiro homem a ganhar 5 Masters 1000 seguidos. Pois é, nem Djokovic nem Nadal tinham conseguido isso.
O primeiro homem a ganhar os primeiros quatro Masters de uma temporada. A gente lembra que o Djokovic ganhou quatro Masters na temporada de 2011. Os primeiros quatro Masters que ele disputou, mas ele não joga, se não me engano, Monte Carlo naquele ano. Ele ganha em John Wells, Miami, Madrid e Roma, mas não ganha Monte Carlo. 28º título na carreira do Cine. Lembrando que ele tem 28 vitórias e 9 derrotas em finais. Também é um retrospecto espetacular.
É o nono título de Masters Mill, 9 vitórias e 4 derrotas em finais, que também é um número excelente. E agora ele tem 10 vitórias sobre dois adversários diferentes. Contra o Deminaur, ele tem 13 a 0 no head-to-head. E agora 10 a... Não. Quanto é contra o Tizverev? Perdi a conta. Acho que era 9 a 4, né? E agora ficou 10 a 4.
É isso, eu misturei aqui. É porque eram oito vitórias seguidas, mas nove no total. Agora tá 10x4 head to head. Perdão pela confusão, gente. Ah, sim, pra terminar. É o primeiro Italião no campeão de simples em Madrid. Pra terminar, em termos de ranking, o que isso significa? O Sinner agora tem 14.350 pontos. Ele tá 1.390 na frente do Alcaraz.
Só que o Alcaraz já avisou, por causa da lesão no punho, ele não joga Roma nem joga Roland Garros. Isso significa que essa diferença, essa vantagem do Siner vai aumentar. E pode aumentar muito nas próximas semanas. Porque como o Alcaraz foi campeão de Roma e Roland Garros, ele vai perder 3 mil pontos só nesses dois torneios. E aí ele vai cair para 9.960 no ranking.
O Siner tem menos ponto para defender, porque ele foi vice nos dois, tanto em Roma quanto em Roland Garros. Então ele tem 1950 a defender. A gente está falando aí de uma diferença de 1050. Ou seja, mesmo se o imprevisto acontecer e o Siner não jogar nenhum dos dois torneios, nem Roma, nem Roland Garros, ele sobe aí, ele aumenta essa vantagem, que vai para 2440 pontos, se eu fiz a conta certa.
No melhor cenário possível, se o Cine for campeão de Roma em Roland Garros, ele vai passar a somar 15.400 pontos. E aí ele vai ter 5.440 de vantagem pro Caraz.
E isso equivale a mais de dois títulos de slam e um Masters 1000. 2.000 cada slam, mais 1.000 um Masters e mais aí quase um ATP 500 de lambuja. É muita coisa. Para o Sverev, a diferença então é obscena. Porque o Sverev hoje tem 5.805 pontos.
E isso quer dizer que ele está 8.545 atrás do Sinner. 8.000! São quatro slumps. Aliás, o Zverev está muito... É bizarro falar isso, porque é uma comparação que não faz muito sentido, mas é engraçado e é verdade. O Zverev está mais perto do último colocado no ranking do que do Sinner. Isso acontece de vez em quando nos circuitos. A gente olhar sempre para o número 3, às vezes quando a vantagem dos dois primeiros é muito grande, ou quando tem um primeiro que ganhou tudo em sequência.
Você vai ter alguns momentos disso na história, no passado, né? Inclusive o período de Big Four teve alguns momentos assim. Você tinha às vezes Federer ou Nadal, ou Nadal e Djokovic ganhando muita coisa, e o terceiro estava ali mais perto do último do ranking do que do primeiro. Acontece.
Vamos entrar agora nas perguntas que os apoiadores mandaram. Lembrando que essas perguntas são enviadas no nosso grupo de Telegram, que é um grupo exclusivo para apoiadores do saque e voleio. Primeira pergunta é do César Mortari Barreira. Como analisar a pressão psicológica que um adversário como o Sinner impõe nos adversários e como isso repercute em erros e dias ruins nos jogos desses adversários? Tem como deixar mais objetivo?
Eu acho, eu falei um pouco disso agora há pouco, eu acho que dá para o adversário entrar em quadra confiante de que dá para fazer algo diferente, ou pensando no que dá para fazer e acreditando e tudo. Mas a hora que a coisa começa a dar errado...
Ou quando, sei lá, você ganhou o primeiro set e perde o segundo, vai ali pro terceiro, isso vem na cabeça, evidentemente. E eu vou te dar dois exemplos, um exemplo prático disso com o Nadal, que é um dos maiores campeões da história do esporte.
mas esse pensamento não tem como você evitar quando você já passou por isso e já perdeu e perde para o mesmo cara e sempre perde e você começa a pensar durante a partida, nossa vou perder de novo, vai acontecer de novo
Vou usar um exemplo do Nadal que nem é sobre head-to-head. Mas vamos lembrar aqui, final do Australian Open de 2012, ele e Djokovic. Ele tava ganhando, tava um breakpoint na frente no quinto set. Ele perde aquele jogo. É o jogo que os dois saem destruídos. Enfim, 2017, Nadal, final do Australian Open de novo, ele e Federer.
Nadal tem uma quebra de vantagem no quinto set. E ele perde aquele jogo. Fica na cabeça. Vamos pular mais cinco anos. 2022. Nadal e Medvedev. Quinto set. Medvedev abre dois sets a zero. Nadal empata. Nadal saca para fechar o jogo. Uma quebra de vantagem no quinto set. E ele perde o saque. Você acha que não passou na cabeça dele?
que ele perdeu já duas finais no quinto set tendo quebra de vantagem, ele fala na coletiva depois do jogo que quando ele tem o saque quebrado ali, ele vem na cabeça dele, nossa, não pode acontecer de novo, já aconteceu duas vezes, tive uma quebra na frente, quinto set, e isso volta na cabeça. E aí é do tenista como é que ele consegue lidar com essas coisas. Evidentemente o Nadal lida um pouquinho melhor porque ele é quem ele é.
E assim, também ajuda o fato de ter sido o Medvedev. Porque eu acho que se é contra o Djokovic é um pouquinho diferente. Mas o Nadal é Nadal. O Zverev não é Nadal. E te dou um exemplo de outra maneira que essa pressão psicológica, ou pressão de head-to-head exerce sobre adversários, também envolvendo o Nadal. Nadal faz uma final de Australian Open em 2019 contra o Djokovic.
Ali ele já estava numa sequência de derrotas para o Djokovic em quadra dura, que era considerável. Fazia tempo que ele não ganhava o Djokovic em quadra dura, num slam.
Não lembro se a última foi aquela final de West Open de 2013, se teve uma depois, de cabeça sim, não lembro. Estou lembrando desse exemplo porque ele veio agora na minha cabeça, não tem nada programado, eu não faço roteiro desse tipo, sabe César? Mas, naquela final de 2019, o Djokovic estava em um nível altíssimo, e claramente o Nadal tenta jogar forçando situações ali, ele correu mais riscos do que ele correria normalmente.
E ele erra muito mais e é afinal que o Djokovic acho que ganha mais fácil do Nadal. O Djokovic estava num nível soberbo, mas o Nadal acho que por tentar fazer um pouquinho mais, por tentar não ser só vítima, ele força, ele corre riscos, ele comete mais erros e o Djokovic acaba vencendo aquela final de uma maneira mais fácil do que de repente teria vencido também, mas de outra maneira se o Nadal tivesse errado menos, trocado mais bola, entende o meu ponto?
É um exercício de futurologia, ou ficar imaginando e se isso, e se aquilo, mas o fato é o que aconteceu, o Nadal realmente força as situações ali e joga mal para os padrões de Nadal.
Pergunta do Lucas Parra. Você já mencionou que Federer tinha um slice na direita do Djokovic que incomodava o Sérgio. Que o Nadal jogando com profundidade no meio também poderia incomodar. Alguns pequenos buracos no jogo do Sérgio. Eu nem acho que sejam buracos, mas eu acho que eram pontos que ele não era tão forte quanto em outras situações. A maneira de você minimizar, controlar danos.
Mas voltando, ele escreve assim, quais você acha que são os pequenos buracos no jogo do Cine e quais jogadores no circuito tem armas pra explorar isso? Cara, também não acho que o Cine tenha pequenos buracos. Mas assim, a direita dele é menos sólida que a esquerda, então você tem que escolher alguma coisa.
você escolhe isso a porcentagem de primeiro saque do Cine oscila bastante, então eu acho que vale forçar arriscar e pressionar a devolução do segundo saque, coisa que o Zverev nunca faz também, ele sempre está devolvendo o segundo saque lá de trás então acho que o Djokovic fazendo isso, bota um pouco mais de pressão, embora o head to head do Cine contra o Djokovic seja muito favorável ao italiano recente então então
também é algo que não é que a gente vai dizer ah, é um buraco no jogo do Cine, quem fizer isso vai ter sucesso, não. Mas algumas coisas, sabe? Dar curta, acho que tirar o Cine do fundo de quadra, é fácil dar curta no Cine? Não, não é fácil dar curta no Cine porque ele não joga tão recuado e joga agressivo, então...
É muito difícil você empurrar o Cine para trás e ter margem. O Alcaraz faz isso porque, um, ele consegue empurrar, e dois, ele tem uma das melhores curtas do circuito se não for a melhor. Mas quantos caras conseguem fazer isso? Então, entende o dilema? A direita do Cine tem dias, momentos que dá uma descalibrada ali, mas tem que ser alguém que consiga forçar e insistir ali. É fácil? Não é. É essas coisas.
sabe, e o Lucas explicou que ele comparou Sinner e Djokovic porque os dois são e foram absolutamente dominantes e tem estilos parecidos outra pergunta do Lucas é a seguinte, criticamos muito o Zverev por tremer ou não ser agressivo ou se apequenar contra os grandes do circuito porém nesse caso contra o Sinner não é a situação que atualmente todo mundo está apanhando do italiano e temos essa impressão maior do Zverev porque ele com mérito está chegando longe nos torneios e consequentemente jogando muito e perdendo contra o italiano Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near
não sei se ele perguntou se ele afirmou essa segunda, está sem interrogação acho que ele afirmou mas eu acho que é o seguinte, essa coisa do Zverev tremer, eu acho que não se aplica para os jogos com o Siner, tá ou de não ser agressivo, ou de se apequenar eu acho que isso tem alguns jogos na carreira do Zverev que são muito assim até o jogo que ele ganha do Djokovic no Australian Open do ano passado que é um jogo que o Djokovic estava muito mal fisicamente e consegue equilibrar a partida por um tempo, porque o Zverev estava Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near Near
não estava conseguindo tirar vantagem disso esse é um dos jogos teve um jogo de Sverev com o Djokovic que o Djokovic joga lesionado empurrando o saque ali com aquele problema no abdômen o Australian Open também uns anos atrás
e o Zverev tinha tudo pra ganhar, pra incomodar ali e perde o jogo recente do Zverev com Alcaraz no Australian Open que o Alcaraz não tava bem fisicamente Zverev podia ter feito coisas muito mais interessantes ali do que ficar trocando bola, podia ter sido mais agressivo, ele mesmo fala isso depois do jogo, não sou eu que tô sendo extremamente rigoroso na análise, o Zverev fala isso
sendo um pouquinho mais rigoroso, agora, aquele jogo do Zverev contra o Nadal, o jogo que ele se lesiona em Roland Garros, o Zverev tava jogando uma enorme idade, ele nunca podia ter perdido aquele primeiro set. E aí você vai me dizer, ah, mas o Nadal jogou muito. Pô, mas vê o que o Zverev jogou nos pontos que ele teve ali pra matar o set. Sabe? Ah, mas é o Nadal e o Roland Garros. É o Nadal e o Roland Garros, mas aí quer dizer que por ser o Nadal e o Roland Garros, ninguém pode ganhar um set dele nunca.
o Zverev estava jogando num nível altíssimo e a situação estava ruim para o Nadal porque o jogo estava em condições lentas ele não estava conseguindo empurrar o Zverev para trás e ainda assim o Zverev conseguiu perder um set que estava na mão dele
Então, esse tipo de situação, que tem em alguns torneios e em alguns torneios grandes, é que dá um pouco dessa reputação para o Sverev. Não acho que seja o caso contra o Sinner, não. Contra o Sinner é muito mais nível e muito mais matchup.
Outra pergunta do Lucas. Você acha que se o Keyrio fosse treinador do Alcaraz, o espanhol poderia ser taticamente tão brilhante e consistente como o Cine? Não sei, é difícil isso, Lucas. É meio especular, né? Porque eu acho, e assim, é puro achismo meu, tá? Não lembro nem o que o Ferreiro fala sobre isso. Mas eu acho que o Alcaraz é desses tenistas que, para render o melhor, precisa de uma certa anarquia.
Leal Azevedo uma vez usou essa expressão numa entrevista comigo falando sobre nem lembro quem era, acho que era o Felipe Medigene na época e eu acho que ela é super válida pra tenistas como Alcaraz, não tô comprando Alcaraz com Felipe Medigene pelo amor de Deus, gente
Mas estou usando a expressão porque é uma situação parecida aqui, em termos de comportamento, de cabeça do jogador. Se você pega o Alcaraz e manda ele fazer 500 vezes a mesma coisa, talvez ele morra de tédio na quadra e não consiga executar. Então...
Mas o Keirle é um cara que se comunica tão bem e que consegue fazer coisas brilhantes com tenistas diferentes que eu acho que, de repente, com ele, o Alcaraz acharia, de repente, mais rápido ou melhor um balanço entre anarquia...
e o que ele precisa fazer taticamente pra vencer partidas acho que o Alcaraz já evoluiu enormemente nesse quesito, tá? com o Ferreiro com o Samu Lopes, enfim sem Cahill, não tô dizendo que o Cahill iria fazer a mágica ou ele fazer algo que outros não fizessem mas eu acho que o Alcaraz vem evoluindo nisso também, é outra das coisas que vem com a idade
E para terminar a pergunta do Vanderson Ferreira A Mirra Andreva de 19 anos Parece bem menos perigosa que a de 16 Que chegou a quarta rodada No próprio torneio de Madrid de 23 Trataria como evolução natural Para um jogo de mais equilíbrio Por ter mais responsabilidades com o ranking Hoje
eu acho que sim, tem duas coisas aí tem ranking, tem expectativa tem uma pressão que ela mesma exerce sobre si mesma e ela fala abertamente sobre isso a Contita fala que a próxima parte da evolução da mirra tem que ser mental
Então, tem esse aspecto, e tem uma entrevista da Mirra nesse torneio de Madrid, não sei se foi depois da Semi ou se depois das quartas, em que ela fala que... Ou foi... Não, a Mirra mesmo, que ela falou que, assim... Antes, toda a derrota pra ela era o fim do mundo, que ela sofre, sofria muito com...
com cada derrota, com cada semana, que ela queria, às vezes, via companheiras de circuito perdendo jogos e rindo e se divertindo no dia, depois e tal, e que ela gostaria de ser mais assim, mais leve, mas que ela espera que um dia ela evolua a esse ponto, de não deixar a coisa pesar muito na cabeça dela. Isso é uma coisa.
E outro fator é que eu acho que o circuito conhece um pouquinho melhor a Mirra, que é um pouco natural. Três anos ela está ali na elite, as pessoas vão entendendo mais como jogar contra ela. O plano da Kostchuk hoje me pareceu muito...
nesse sentido de tipo, não vou deixar essa menina jogar, ela distribuiu o jogo aqui porque ela é perigosa. Se você olhar todos os jogos da Costu, ela não joga tacando devolução assim a vida inteira. Então eu acho que ela foi mais agressiva hoje do que o normal para minar essa capacidade que a Andreva tem de distribuir o jogo.
de se impor, eu acho que a Kostuki entrou em quadra naquela de vou atacar primeiro pra não ser atacada e a segunda pergunta do Wanderson é a seguinte, na discussão, o melhor jogador sem islam, que eu falei num podcast recente, ele pergunta assim você diria que com as três finais o Verev foi quem teve mais chances de vencer um islam? eu acho que sim, não só por causa das três finais a última final é contra o Sinner ele perde, né?
Mas a primeira final, principalmente, ele pega o Tim, que não era campeão de slam, era uma estreia do Tim numa final, se eu não me engano, ou não? O Tim já tinha jogado o final de Roland Garros, com o Nadal, não lembro de cabeça agora. Mas o Tim não era campeão de slam. E o jogo vai para o quinto set, e o Zverev saca em 5-3, se não me falha a memória, o 5-4. Mas o Zverev saca para o título.
E depois, quando o jogo vai pro tiebreak, fica 6-6. Ou seja, o Jveravis teve a dois pontos de ser o campeão de slam. Então, quem chegou mais perto, certamente foi ele. Dos que não ganharam o slam. Pelo menos, assim, recente, né? Não sei se... Vou lembrar, pesquisando, de algum tenista que não ganhou o slam e teve um match point.
Mas, repito o que eu falei naquele podcast, que assim, se a gente olhar todos os não campeões de islam, talvez o Zverev não seja o melhor ou mais talentoso ou mais brilhante que, sei lá, que o Nalbandian, que o Marcelo Rios ou que outros caras que entram nessa conversa. Mas, ele fez três finais de islam. Ele ganhou vários Masters 1000. Ele tem um currículo muito, muito, muito respeitável. Acho que, em termos de currículo, o melhor deles.
três finais de slam e ficou dois pontos de um título, ou é um game de saque então eu acho que sim pelo menos não me vem na cabeça agora um exemplo melhor, alguém que tenha chegado mais perto ah sim, lembrei agora essas coisas vêm no improviso o Coria teve um match point, dois match points ou três, dois, acho que na final contra o Gaudio e o Roland Garros mas se olha o currículo do Coria, olha o currículo do Sverev, pô né
Nem se compara. Os vereiros tem muito mais coisa e final de slam no saibro, final de slam em quadra dura. Então, teve chances. Teve mais chances, numericamente falando. O Kórez teve a um ponto. E alguns centímetros. Teve uma paralela ali que ele arrisca que não sai tanto assim. Deu dó.
Mas é isso, gente. Obrigado por quem ouviu até aqui. E só lembrando que pode voltar todo dia porque tem um episódio novo do Café com Consenza toda manhã. O podcast está no Spotify, na Amazon Music, no Apple Podcasts, no YouTube, no YouTube Music. E se você ficou interessado e de repente quer apoiar o meu trabalho, quer mandar perguntas para eu responder no podcast, dá uma olhada lá no apoia.se barra saquevoleio para saber todos os benefícios de apoiar o saquevoleio.
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