“Depois vejo isso.” O problema de ignorar sintomas durante demasiado tempo
“Depois vejo isso.” “Deve passar.” “Não deve ser nada.”
Adiar consultas, exames ou sintomas persistentes é mais comum do que parece - mas, em alguns casos, esperar demasiado pode fazer diferença.
Neste episódio da Hora H, falamos sobre o motivo pelo qual tantas pessoas ignoram sinais do corpo, o impacto do diagnóstico precoce e o peso da desinformação e do autodiagnóstico na forma como lidamos com a saúde.
Uma conversa simples e próxima sobre prevenção, decisões e a importância de não normalizar sintomas persistentes.
- Atraso em consultas e procedimentosMotivos para adiar consultas e exames · Impacto do adiamento na gravidade dos sintomas · Sintomas comuns de desvalorização
- Sinais Precoces e DiagnósticoImportância do diagnóstico precoce · Prevenção em saúde oral · Prevenção em saúde mental
- Desinformação em Redes SociaisPesquisa de sintomas na internet · Uso de inteligência artificial para diagnóstico · Limitações do autodiagnóstico
- Acesso a Terapias Avançadas no SUSFacilidade de agendamento de consultas · Teleconsultas como ferramenta de acesso
OraH, o podcast da RDS em parceria com o grupo H-Saúde, em que esclarecemos as suas dúvidas sobre saúde sem complicar. Tem questões sobre sintomas, tratamentos ou doenças? Envie a sua pergunta nas redes sociais e ouça depois a resposta na rádio com profissionais da excelência. OraH, todas as quintas-feiras, na RDS e em podcast nas plataformas habituais.
Olá, seja bem-vindo a mais um episódio da Hora H, o podcast da rádio RDS em parceria com o grupo H-Saúde. Todas as semanas trazemos-lhe um tema da sua saúde, do seu dia-a-dia e desconstruímo-lo de forma simples, próxima e sem complicações.
Já falámos de diversas especialidades, desde medicina estética, desde cuidados com a alimentação. Hoje vamos para algo mais simples, mais concretamente o adiar ir ao médico. É muito comum. Quase toda a gente já fez isto, sentir algo e adiar. Depois vejo isso, deve passar, não deve ser nada. Mas porquê é que temos tanta tendência em adiar consultas, exames ou até sintomas que se prolongam no tempo?
Para termos uma perspectiva diferente, temos hoje connosco o Paulo Borralho, que é o diretor de Marting e Comunicação do Grupo H-Saúde, que acaba, de certa forma, acompanhar diariamente a realidade de muitas pessoas na forma como lidam com a própria saúde. Primeiramente, Paulo, muito obrigado por estares connosco mais uma vez para nos dar aqui também a tua perspectiva, dar aqui uma outra visão, neste caso diferente de um utente.
Na tua perspectiva, porquê que tantas pessoas continuam a adiar cuidado de saúde, mesmo quando sabem que deviam ir ao médico? Olá, Marcela. Antes de mais, olá a ti e a todos os ouvintes.
Eu acho que as pessoas se detendem muito quando os sintomas parecem pequenos, têm falta de tempo, até o próprio medo do diagnóstico e aquela frase típica do isto vai passar, deixam essas coisas mais pequenas e acham que vou adiar, vou adiar, mas o problema é que quanto mais cheia dia, mais graves os sintomas podem ficar e depois o tratamento é mais difícil.
De certo, inclusive, há muita gente que só procura ajuda quando o problema, efetivamente, já interfere no dia-a-dia. Tendo em conta também a tua experiência e a realidade que acabam por observar no grupo H-Saúde, há algum padrão comum entre estas pessoas que acabam por desvalorizar aqui os sintomas?
O padrão é normalmente aqueles sintomas do cansaço constante, deixam passar, dizem isto é normal, descanso mais um bocadinho, mas depois têm alterações no sono, porque também não estão a descansar, porque já estão, lá estão, são problemas, são dores persistentes, são, lá está a negação. É normal isto acontecer, mas não é válido, como é óbvio, tipo, devemos...
Ao mínimo, não é ao mínimo sintoma, mas se temos um sintoma que achamos que devemos ter atenção, devemos procurá-lo. Mas isso é um sintoma, é um padrão comum que existe na comunidade, que é deixar andar, deixar andar. E é o que estavas a dizer há bocado, quando interfere no dia-a-dia, quando interfere no trabalho, quando interfere no descanso ou na qualidade de vida, é que as pessoas começam a tomar as decisões para ir procurarem ajuda médica.
diagnóstico precoce faz mesmo a diferença acho que já deixa de ser uma pergunta e sim uma afirmação no entanto há áreas em que isto é mais evidente
Sim, tens áreas, por exemplo, da saúde mental ou na saúde oral, dou um exemplo claro, por exemplo, uma cárie, pode começar sem dor, se tu não fizeres um check-up e estares a ver, normalmente, o check-up na medicina dentária, para veres a cárie, para veres todos os problemas.
Mas uma dor de uma carga, por exemplo, ou uma comédia pode começar sem dor até. Mas ao mínimo sintoma deve-lhe procurar logo. Pode causar uma infecção, pode ser até submetido a uma cirurgia ou até pode perder os dentes por causa desse desleixo médico. Lá está, mas a saúde mental e a saúde oral são as áreas que devem ter mais atenção e que as pessoas ignoram.
E tanto numa área como noutra, já temos visto notícias, artigos inclusive também, em que se fala aqui muito autodiagnóstico e também, neste caso, relacionado com a internet, numa sociedade cada vez mais digital. Inclusive, estava a lembrar-me da questão da notícia ou artigos, que mencionavam que as pessoas já iam pedir conselhos ao chat GPT, por exemplo. Hoje muita gente pesquisa sintomas online antes de procurar ajuda. Isto ajuda ou ainda cria mais ansiedade?
ajuda, pode ajudar, mas não substitui a avaliação profissional. Ele chama-se Google, não se chama Dr. Google, ele chama-se ChatGPT, não se chama Dr. ChatGPT. A internet pode esclarecer para alguns sinais ou alguns sintomas, mas não substitui a avaliação profissional. Não é regra, mas pode orientar para o melhor profissional que precisamos para os sintomas que temos.
Certo, e lá está, cada caso é um caso, é importante aqui um entendimento personalizado e informação sem contexto até pode atrasar decisões importantes. Olhando também para a vossa realidade do Grupo H-Saúde, mas também no ponto de vista geral, hoje sentimos, ou neste caso vocês acabam por sentir também, que há mais facilidade em aceder a cuidados de saúde?
Sim, é muito mais fácil do que antigamente, porque as pessoas sempre que precisavam de marcar uma consulta ou de soja o que for, tinham que ir para uma sala de espera, tinham que ir para uma unidade de saúde e estar na fila e estar ali.
Depois era aquele problema de estarem num sítio que já estão doentes e depois não queriam ir. E agora tem o facto simples de poder embarcar uma consulta através dos sites das clínicas, como o nosso site.
para marcar consultas, dá para marcar um pedido de marcação online. E temos as teleconsultas que, apesar de passar para os mínimos sintomas, para aqueles sintomas mais pequenos, é útil para resolver esses questionamentos de salas de espera e aquele problema que as pessoas têm de procurar um médico, quando podem estar na sua própria casa também, e de contê-la em consulta médica.
Sim, uma primeira fase de diagnóstico no caso das telas consultas, sim. Paulo, para terminarmos, que mensagem é que gostavas que as pessoas retivessem deste episódio? Ou seja, o que é que nunca devemos ignorar na nossa saúde, no nosso dia-a-dia? O que não devemos ignorar é mesmo o nosso corpo. Porque o nosso corpo dá-nos sinais antes dos problemas tornarem mais graves.
Devemos ouvir os sinais e procurar ajuda atempadamente, porque pode fazer toda a diferença. Cuidar da saúde cedo é sempre mais simples do que tratar tarde. Gosto muito desta frase. É aquela típica do prevenir é melhor que remediar. E convém termos essa vontade, essa atenção de procurar ajuda ao mínimo sintoma, porque se essas coisas aparecem...
é por alguma razão e não vamos deixar aquilo prolongar porque depois fica muito mais problemático e grave tem até um provérbio, não deixes para amanhã o que podes fazer hoje Paulo, acho que também é importante aqui reforçar, ou neste caso aqui um resumo do episódio desta semana, que muitas vezes o mais difícil não é tratar, é dar o primeiro passo, porque a partir de aí acaba por ser relativamente mais fácil, inclusive com o acompanhamento, neste caso, dos profissionais médicos especialistas do Grupo H-Saúde é isso Now
e a partir daí é perceber quando devemos agir ou neste caso perceber quando devemos agir pode fazer toda a diferença este episódio fica disponível em podcast, voltamos para a semana com outro tema, até lá cuide de si, cuide da sua saúde. Paulo, muito obrigado mais uma vez. Obrigado.
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