Episódios de Fui e Voltei

Viajar para Omã: desertos, praias e o que fazer

08 de maio de 20265min
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Neste episódio de Fui e Voltei, viajamos até Omã, um destino que combina tradição, natureza e paisagens impressionantes.

Falamos da melhor altura para visitar, do que não pode faltar no roteiro e das experiências mais marcantes , entre desertos, montanhas, praias e cidades cheias de cultura.

Um destino cada vez mais procurado por quem quer conhecer um lado diferente do Médio Oriente.

Se procura uma viagem fora do habitual, este episódio é para si.

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  • Turismo em RoraimaMascate: Grande Mesquita do Sultão Qaboos · Mascate: Royal Opera House · Mascate: Souk Mutrah · Deserto de Wahiba Sands · Wadi Shab · Jebel Shams (Grande Canyon de Omã) · Jebel Akhdar (Montanha Verde) · Influência portuguesa em Mascate
  • Melhor época para visitar OmãÉpoca das chuvas para encontrar Oases · Outubro a Abril · Julho e Agosto com temperaturas extremas
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Fui e voltei. Podcast da RDS sobre viagens. Em cada semana um novo destino, nacional ou internacional. Fui e voltei com Sandro Bernardo. Disponível em rds.pt e nas plataformas habituais.

Hoje encontrei a bordo um passageiro super simpático que me fez recuar a uma das minhas viagens a um país onde a hospitalidade não é só um detalhe, é mesmo um cartão de visita. Se gosta de calor, paisagens inesperadas e comida que sabe mesmo bem, deixo-lhe uma sugestão. Visitar Oman no Médio Oriente. Sei que neste momento não é a melhor altura para ir. Já lá vamos.

mas coloque na sua bucket list porque vai valer a pena. Fui ao Oman umas duas ou três vezes e guardo sempre ótimas memórias. Numa delas, peguei no carro com três amigas e fomos à descoberta. Tínhamos um objectivo claro, encontrar o Hades. Para quem não conhece, o Hades são as lagoas naturais entre montanhas

que se formam depois das chuvas. E aqui começa a parte engraçada. Pode estar a pensar, ah, mas isto não é do Médio Oriente, não é só deserto. Exatamente esse o erro comum. Nós nessa viagem saímos da budade, atravessamos a fronteira, seguimos viagem pelo caminho, montanhas verdes, leitos de rios secos, paisagens incríveis, mas nada de Oades. Um dia inteiro à procura e zero. Olha, até que decidimos fazer aquilo que às vezes evitamos fazer em viagens, usar a internet.

E percebemos o óbvio, só há Oades com água na época das chuvas. Pois bem, tínhamos ido na altura errada.

Fica a dica então, a melhor altura para visitar é entre Outubro e Abril. Agora, o que também não pode perder, começando por Moscato, a capital, uma cidade que mistura a tradição e a modernidade com edifícios elegantes, mercados tradicionais e até um toque português.

Sim, ouviu bem, português. Era mil e troco passos. Espera aí, deixa-me ver aqui a minha cábula. Em 1507, Afonso de Albuquerque conquistou Mascate e cerca de, durante 140 anos, esteve presente na região. E ainda hoje é possível ver essa influência, por exemplo, nos fortes de Aljabali, Almirani, que protegiu a cidade.

Em Moscato há três prazes obrigatórias. A grande mosquita do sultão Coavos, a Royal Opera House e a Moustrak Suc. É perfeito para perder tempo e trazer lembranças. Depois disso, siga para o deserto Luaiba Sands e aqui prepare-se para uma experiência difícil. Difícil? Não, diferente. Porque vai ter passeios de 4x4 nas dunas e um pôr-do-sol que fica na memória.

Depois siga para Wadishab, uma caminhada simples. Leva-o a águas cristalinas onde pode nadar e aqui até pode-se aventurar, descobrir uma gruta escondida com uma cascata lá dentro. Amei! Depois suba até Jebel Chams, conhecido com o Grande Canyon de Oman, e faça um trilho nos Balcany Walks. As vistas são incríveis. E termina no Jebel Akdar, a montanha verde, onde encontra terraços, agrícolas, plantações de rosas e um clima mais fresco do que o que se prevê.

Mas, mais que as passagens, as pessoas são o cartão de visita. Nesta viagem que lhe estava a falar com as minhas amigas, paramos numa pequena vila. Qual é a coisa? Abrimos a bagageira do carro, estávamos a comer frango assado. Uma coisa assim, rápida. De repente, um senhor local que o meto aproxima-se e convida-nos para ir jantar a casa dele. Nós assim olhamos uns para os outros, hesitamos. Ele insistiu, olha, e fomos.

Sentamos no chão da sala com toda a família, partilhamos uma refeição incrível, com direito a uma sobremesa ainda melhor caseira. Foi um gesto super simples, mas que diz tudo sobre a hospitalidade humanita. Já que falamos de comida, tome nota. Shua é o cordeiro cozido lentamente. Machuai é o peixe com arroz e limão. Arroz cabuli e termine com tâmaras com café humanita. Bem, o café é bem diferente do nosso. Leva especiarias como açafrão.

e combina perfeitamente com as tâmaras. Sim, dê uma oportunidade às tâmaras. Eu dizia que não, que não gostava, até provar logo. São bem diferentes. Outra coisa curiosa, em muitos restaurantes tradicionais, vai sentar-se no chão, rodeado de almofadas. Esta é o início, mas faz parte da experiência. E se a sua pergunta for, é seguro? Especialmente para mulheres, a resposta é simples. Sim, sem problema nenhum. Mesmo sem companhia masculina.

E não precisa de usar roupa totalmente de coberta. Apenas algum bom senso cultural.

Agora, atenção ao clima. Julho e Agosto são mesmo muito, muito quentes. Temperaturas rondam os 45 a 50 graus. Se calhar, evitava. Em termos de preço, Oman não é o destino mais barato do Médio Oriente, mas não é por Ibiti. Há hotéis e resortes à beira-mar com preços bastante razoáveis.

Para chegar lá, pode voar a partir de Lisboa com escala, normalmente com companhias como Emirates e Eteado ao Catar, ou então pode ir com a Lufthansa. Esta é a sugestão da semana, já sabe, um calor e boas pessoas, e comida é sempre comigo. Eu volto para a semana, volto daqui a 7 dias com mais um episódio. Até lá, já sabe, se for... Fui e voltei.

Podcast da RDS sobre viagens. Em cada semana um novo destino, nacional ou internacional. Fui e voltei com Sandro Bernardo. Disponível em rds.pt e nas plataformas habituais.