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Explorando a Barrel-Aged Sump (2021) da Perennial Artisan Ales: Uma Aventura em Café Peruano e Barris de Bourbon

05 de maio de 20267min
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Neste episódio, nos aventuramos no mundo complexo e requintado da Barrel-Aged Sump (2021) da Perennial Artisan Ales. Esta Imperial Stout é uma obra-prima sazonal que combina grãos de café peruano torrados pela Sump, e é meticulosamente envelhecida por até 31 meses em barris de bourbon da Heaven Hill e Wild Turkey. Vamos explorar os aromas brilhantes de açúcar mascavo, passas e tabaco, tudo isso envolto em notas de chocolate cremoso e marshmallow queimado. Descubra como o caráter do uísque e do carvalho se destaca, complementando os sabores torrados e de nozes do café, enquanto criamos imagens de fontes de chocolate de três camadas, tapetes luxuosos de pele de urso e a indulgência de saborear um crème brûlée numa caverna iluminada por velas. Junte-se a nós nesta jornada através das notas complexas e da suavidade rica que faz desta cerveja uma experiência sensorial inesquecível.
Participantes neste episódio3
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Beer Review

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Hair Beer Brasil

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Assuntos2
  • Barrel Aged Whittle's WorkAvaliação e status de lenda · Teor alcoólico e classificação · Tempo de envelhecimento em barris de bourbon · Infusão mecânica contínua · Contrapeso de sabor com café peruano · Metáforas sensoriais e atmosfera
  • Mudancas ClimaticasAmeaça às safras de cafés especiais · Impossibilidade de recriar cápsulas do tempo líquidas
Transcrição19 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Imagina provar uma bebida que, olha, os críticos descrevem formalmente como a sensação de comer um creme brulê numa caverna à luz de velas. Nossa, parece até cena de filme, né? Demais. E no nosso mergulho profundo de hoje, a gente vai dissecar os dados de uma bebida que não é mais produzida. Sim, ela vive só nos arquivos e, bom, nas adegas de alguns poucos felizardos.

Exato. A gente está falando da Barrel Waged Sump, a safra de 2021 da cervejaria Perennial Artisan Ales. É uma verdadeira cápsula do tempo líquida. E quando a gente olha os números com uma nota de 4,41 baseada em mais de 1.200 avaliações...

Que é uma nota altíssima. Altíssima, com certeza. Fica bem claro que tem uma mecânica muito específica sustentando esse status de lenda. Tipo, não é só uma receita bem executada, é um marco sensorial que exige uma estrutura química bem robusta para existir. E assim, logo de cara, lá na ficha técnica, tem um dado que serve como um belo aviso.

que é o teor alcoólico de 12,6%. É pesado. Muito. Sendo classificada como uma imperial ou double coffee stout, a gente está falando de uma base absurdamente densa, rica em malte, criada justamente para aguentar o tranco desse nível de álcool sem desmoronar, né? Porque, tipo, eu imagino que não é algo para ser consumido de forma distraída.

De forma alguma. O malte forma uma espinha dorsal pesada, bem adocicada. E o detalhe de ser uma edição vintage, cuja produção já foi encerrada, adiciona muito peso a essa história. Faz sentido. Mas sabe, para entender por que a avaliação atinge esse patamar quase perfeito, a gente precisa olhar para o ingrediente mais silencioso, invisível e caro da receita, que é o tempo de envelhecimento.

É, nos dados consta que esse líquido descansou de 24 a 31 meses. Quase três anos. Isso, quase três anos em barris de Bourbon das destilarias Heaven Hill e Wild Turkey. Pensa no barril de carvalho como uma esponja térmica. Tá. Durante todo esse tempo, conforme o clima do armazém esquenta, a madeira expande e literalmente suga a cerveja para dentro dos seus poros.

Que já estão encharcados de bourbon de anos anteriores, certo? Exatamente. E aí, quando a temperatura cai e esfria, a madeira se contrai e cospe a cerveja de volta para o centro do barril. Caramba! Só que agora ela vem carregada com os açúcares, a baunilha e os taninos da madeira. É tipo uma infusão mecânica contínua.

Certo, mas espera aí, vamos desvendar isso. Manda. Quase três anos sofrendo essa infusão dentro de um barril de uísque, o gosto da madeira e do destilado não acabam engolindo tudo que tinha ali? Ah, como assim? Porque, na minha cabeça, é como esquecer uma peça de carne marinando por dias na geladeira. A marinada simplesmente destrói o sabor original.

Ah, sim. E olha, esse é o maior pesadelo de qualquer mestre cervejeiro. Imagino! Muitas cervejas envelhecidas passam do ponto e viram puro suco de madeira velha, sabe? Ficam desequilibradas, muito adstringentes. Credo! Pois é. Então, para não deixar o barril dominar e destruir a base da cerveja, a Perenion introduziu um contrapeso de peso pesado.

Que é o café? Isso. Grãos de café peruano torrados especificamente para eles pela marca Samp. Ah, então o café não entra no finalzinho só para dar um sabor extra. Ele funciona tipo uma ferramenta de engenharia de sabor mesmo. Com certeza.

O café traz umas notas agressivas de torra, além de toques de nozes e figos. E ele é inserido com precisão matemática para bater de frente com a intensidade do bourbon e do carvalho. É uma briga boa. Muito. O barril puxa para um lado com a doçura do uísque e a aspereza da madeira, enquanto o café peruano puxa para o outro com acidez e uma amargura. Entendi. E o que sobra no meio dessa tensão extrema é simplesmente o puro equilíbrio.

E deve ser exatamente por causa dessa guerra química entre a madeira e o café que os provadores parecem, tipo, entrar em curto circuito na hora de descrever o sabor, né? Totalmente. Porque confesso que, lendo os relatórios de degustação, parece um delírio coletivo. Eles listam aromas complexos de açúcar mascavo, uva passa, tabaco, tudo isso coberto por fudge de chocolate e marshmallow queimado.

Uma explosão de coisas. E aí vem as metáforas oficiais da cervejaria, que me fizeram rir alto. Além daquela caverna à luz de velas, eles dizem que a cerveja lembra uma fonte de chocolate de três andares e um luxuoso tapete de pele de urso. Olha, o que é fascinante aqui é que, por mais extravagantes que essas imagens pareçam, elas cumprem uma função neurológica muito real. Verdade.

Sim, porque o cérebro humano tem uma dificuldade imensa de processar perfis químicos tão complexos usando apenas palavras descritivas de sabor. Fica faltando vocabulário, né? Exato. Então, ao falar de um tapete de pele de urso ou de uma fonte de três andares, a cervejaria não está falando de gosto. Ainda bem. Eles estão traduzindo a atmosfera, sabe? A textura. Estão descrevendo uma sensação tátil, que é rica e absurdamente luxuosa.

Faz todo sentido. Então eles não estão descrevendo o sabor de um urso, obviamente. Estão descrevendo aquele peso da cerveja na boca, aquela sensação aveludada e quente que toma conta do paladar. Aham. E isso transforma a degustação numa cena cinematográfica completa na mente de quem bebe.

Nossa, muito legal. Então, recapitulando a jornada dessa Bia Samp 2021, é a prova de que uma paciência insana de quase três anos em barril, combinada com o choque extremo entre uísque e café peruano, consegue criar algo luxuoso, né? Uma safra memorável que, enfim, exigiu condições perfeitas para existir.

Isso deixa uma reflexão final para quem está acompanhando a gente. Qual? Considerando que essa safra dependeu de ingredientes agrícolas super específicos e com as mudanças climáticas ameaçando severamente as safras de cafés especiais como esse peruano, é um ponto importante. Será que no futuro, mesmo com todo o tempo do mundo, essas cápsulas do tempo líquidas vão ser literalmente impossíveis de recriar? Fica aí o questionamento para quem nos ouve.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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