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A Imersão na Super Megabite da Hop Butcher For The World: A IPA Triple Hazy que Surpreende

05 de maio de 20265min
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Neste episódio, embarcamos no universo da Super Megabite, uma maravilha da Hop Butcher For The World. Esta cerveja é uma IPA Triple New England Hazy impressionante, destacando-se pelo seu uso ousado dos lúpulos Citra e Amarillo, resultando em uma explosão de aromas e sabores tropicais e cítricos. Com um respeitável teor alcoólico de 10.5% ABV, a Super Megabite encanta não apenas pelo seu visual turvo e convidativo, mas também pela complexidade de seu paladar que levou a uma classificação notável de 4,31 por entusiastas de cerveja ao redor do mundo. Vamos explorar o que faz desta cerveja um verdadeiro deleite para os apreciadores e entender como a Hop Butcher For The World continua a inovar e surpreender o mercado cervejeiro com produções em andamento que prometem manter sua reputação impecável.
Participantes neste episódio2
B

Beer Review

Host
H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos3
  • Super Megabite IPAAnálise da cerveja Super Megabite · Hop Butcher For The World · IPA Triple New England Hazy · Lúpulos Citra e Amarillo · Teor alcoólico de 10.5% ABV
  • Cervejas ArtesanaisOcultação do teor alcoólico · Processo de dry hopping · Ausência de IBU em Hazy IPAs · Textura e turbidez em cervejas
  • Avaliação de CervejaImpacto das avaliações online · Engajamento do consumidor · Definição de sucesso no mercado artesanal
Transcrição16 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Como uma cerveja consegue esconder, tipo, 10,5% de álcool a ponto de ficar perigosamente fácil de beber? Hoje a nossa investigação vai destrinchar a ficha técnica de uma artesanal bem badalada para entender a ciência por trás disso. A missão aqui é traduzir o que faz dela tão procurada por quem gosta do assunto. O alvo é a Super Mega Beach. Ela é feita por uma cervejaria com um nome, bom, bem peculiar, que é Hop Butcher for the World.

É, um nome desses já joga a expectativa lá no teto, né? Tipo açougueiro de lúpulo pro mundo. Mostra que a cervejaria realmente não tá pra brincadeira com os ingredientes dessas receitas mais modernas.

Com certeza. Então vamos dar uma olhada na identidade dessa bebida. A ficha aponta que ela é uma IPA Triple New England, ou seja, uma Triple Hazy IPA. E é uma criação solo deles, sem parcerias e também não é de uma safra específica. Exato. E o que chama muita atenção nessa receita é o uso exclusivo de só dois lúpulos, que são o citra e o amarilo.

Pois é, eu fico muito curiosa com isso. Pensando na cozinha, é tipo um chefe que pega as duas especiarias mais potentes, mais cítricas da bancada e joga tudo na mesma panela de uma vez só. É justamente essa adressividade absurda de ingredientes que garante esse título de triple para ela. Olha, o termo triple até sugere essa carga bem massiva de lúpulo, sabe? Mas o segredo real está na estrutura da cerveja.

Porque citra e amarilo juntos, hum, criam uma verdadeira bomba de frutas tropicais. Caramba, uma bomba mesmo. É, e para suportar essa quantidade absurda de óleos essenciais sem virar um suco ralo, a base de malte precisa ser muito forte. É aí que entra aveia e trigo para dar aquela turbidez clássica das reizes.

Ah, entendi. Aquela textura mais aveludada, né? Isso constrói um corpo quase cremoso na boca. E essa base mais densa inevitavelmente leva a um número que assusta bastante na ficha. Eu mesmo fico impressionado. Nossa, nem me fale. O teor alcoólico altíssimo, de 10,5% de ABV. Mas tem um detalhe que não parece bater muito bem.

A métrica de amargor, MIBU, aparece como não informada. DNA, né? Exatamente, DNA.

Pera, se não tem IBU listado numa cerveja entupida de lúpulo, isso significa que eles jogaram tudo no final do processo, a frio? Tipo, só para extrair o aroma frutado e fugir daquele amargor que rasga a garganta das hipas antigas? A química do processo é bem por aí mesmo. Quando o lúpulo entra só nas etapas finais, no dry hopping, os ácidos alfa não isomerizam com o calor.

Ah, sem fervura contínua não gera o amargor. Perfeito. Sem calor, sem aquele amargor agressivo. Então o cálculo de IBU perde totalmente o sentido técnico ali. E essa é a grande mágica e armadilha do estilo. Porque o álcool fica escondido, né? Isso. Fica totalmente escondido atrás do dulçor do malte e dessa explosão de sabor. Quem bebe não sente a pancada etílica logo de cara.

Nossa, que perigo. E isso explica o apelo gigantesco. Olhando os dados do público, a Super Megabat tem uma nota média de 4,31. E é muita gente avaliando, viu? São mais de 4.500 notas, num total de quase 5.600 registros na plataforma.

Uau! É um volume muito alto! Sim. E apenas no último mês foram 239 novas avaliações. É tipo um verdadeiro exército de pessoas documentando a experiência com a mesma bebida. E sabe, todo esse volume de avaliações online não serve só para massagear o ego de quem produziu a receita. A ficha técnica confirma que ela continua em produção ativa.

ajuda a manter a cerveja viva no mercado. Com certeza. No mercado artesanal, onde as receitas mudam toda semana, sobreviver e virar um produto de linha exige exatamente esse tipo de engajamento frenético da galera. Então, para dar uma resumida na nossa análise de hoje, a Super Megabyte pega uma potência bruta de 10,5%, esconde esse álcool sobre uma textura veludada e joga uma dupla implacável de lúpulos, eliminando aquele amargor punitivo.

Isso garante não só o sabor intenso, mas o lugar cativo nas prateleiras graças ao veredito de quem consome. O design de uma cerveja hoje vai muito além da química da panela. Ele passa obrigatoriamente pela aprovação das multidões.

O que deixa um pensamento provocativo final para quem acompanha a nossa investigação de hoje? Considerando todos esses milhares de registros, até que ponto a cultura atual de avaliar compulsivamente cada bebida na internet é o que realmente define se cervejas extremas e superalcoólicas ganham um lugar fixo nas prateleiras em vez de serem só experimentos passageiros?

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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