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Descobrindo a Fignotize: A Arte da The Bruery em Cada Gole

05 de maio de 20265min
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Neste episódio, mergulhamos no universo exuberante da Fignotize, uma criação impressionante da renomada cervejaria The Bruery. Esta Strong Ale Americana é uma incrível celebração de sabores, conquistando apreciadores ao redor do mundo com sua notável complexidade e riqueza. Com um teor alcoólico de 16.7%, Fignotize é uma ousada e deliciosa aventura para o paladar, cuidadosamente envelhecida em barris de bourbon da Bufflo Trace e Wild Turkey, que conferem uma profundidade única à cerveja. Os ingredientes inusitados e sofisticados como figos, ameixas, feijões de baunilha de Madagascar, canela e um toque de mel, trazem uma harmonia de sabores doces e intensos. Com uma avaliação impressionante de 4,31 em 322 classificações, descobrimos o que faz desta cerveja em produção contínua um destaque na prateleira e no coração dos entusiastas. Junte-se a nós e explore como a The Bruery transforma ingredientes especiais em uma experiência sensorial extraordinária.
Participantes neste episódio2
B

Beer Review

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H

Hair Beer Brasil

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Assuntos3
  • Cervejas ArtesanaisComposição e ingredientes · Teor alcoólico elevado · Envelhecimento em barris de bourbon · The Bruery · Buffalo Trace · Wild Turkey
  • Alquimia CervejeiraFermentação e açúcares · Micro-oxigenação e maturação · Integração de sabores · Sobrevivência de leveduras em ambiente hostil
  • Avaliação da FignotizeComplexidade e riqueza de sabores · Harmonia de ingredientes · Produção contínua e exclusividade
Transcrição16 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Hoje a gente vai dar um mergulho naquelas fichas técnicas e anotações sobre uma cerveja que foge totalmente do padrão. Foge muito. É um negócio quase surreal. É, porque a expectativa ali no fim da tarde é abrir algo leve na casa dos 4% ou 5% de álcool, sabe? Mas a gente esbarrou aqui na fignótese da cervejaria The Brewery.

É uma American Strong Ale que bate uns absurdos 16,7%. 16,7% já entra no território de licores, né? Ou vinho fortificado. Exato. Eu fico impressionada. E a nossa missão aqui com essa análise é entender como se constrói essa potência toda sem virar um desastre no paladar de quem bebe.

É que para chegar nesse nível, a The Broody não partiu do zero. As anotações aqui mostram que a Fignotese é tipo uma continuação de um rótulo muito popular deles, que é a The Notorious Fidge. Ah, o famoso Figpopa, né? Aquele trocadilho sensacional com o mundo do rap. Esse mesmo. E a receita herda todo aquele tratamento pesado da antecessora. A base é super carregada com figos, ameixas, favas de baunilha de Madagascar e canela.

Nossa, é muita coisa. E o que muda agora, o que leva o nível dessa bebida, é a adição de mel na nova versão. Figos, ameixas, baunilha, canela e mel. Sinceramente, lendo essa lista, me lembra muito a receita de uma daquelas sobremesas natalinas bem densas, sabe?

Aquele bolo clássico de Natal, né? Isso, aquele que pesa uns 2 quilos na mão. Mas como que uma cervejaria consegue colocar tanto ingrediente de confeitaria numa bebida sem que ela vire tipo um xarope doce e intragável? Então, o segredo está na biologia da fermentação. Porque o mel não entra ali só para adoçar o líquido.

Ah, ele tem outra função. Tem. Ele fornece uma carga gigante de açúcares, que são altamente fermentáveis. A levedura consome quase toda essa parte doce para conseguir gerar aquele álcool de 16,7%. Entendi. Então não sobra aquele dulçor enjoativo no final. Exato. O que sobra no paladar, na verdade, são mais os compostos florais do mel e a essência das especiarias.

Tá, a levedeira dá conta do açúcar, mas isso deixa a gente com um problema ainda maior. Como assim? Porque a gente tem 16,7% de álcool puro, a presença da madeira tostada e as frutas escuras. A matemática não fecha. Como que isso tudo não vira uma bagunça agressiva que desce queimando a garganta?

Ah, o repouso é fundamental para resolver esse conflito. E não é qualquer repouso. Os documentos detalham um processo de double barrel aged. É um duplo envelhecimento. Hum, duplo. Eles trocam de barril? E ela descansa em barris de bourbon de duas marcas bem de peso, que são a Buffalo Trace e a Wild Turkey. E é aqui que a química entra em cena, porque a madeira do barril respira, né?

E aí ocorrem aquelas micro-oxigenações. Isso. Durante meses, o oxigênio vai bem lentamente quebrando as moléculas mais agressivas do álcool. É como se funcionasse como uma lixa passando numa madeira rústica, então? Perfeita analogia. Vai transformando em compostos de sabor muito mais suaves. E ao mesmo tempo, o carvalho, que já está encharcado com dois bourbons diferentes, atua como uma ponte química.

Forçando uma integração dos ingredientes. Exatamente. Ele pega as notas escuras do figo e da ameixa e entrelaça fisicamente com a baunilha e a canela, criando uma camada extra de complexidade. Faz todo sentido. E olhando para as avaliações que a gente tem no material, o resultado prático de toda essa química é super claro.

As notas são bem altas, né? Sim, ela sustenta uma nota de 4,31, baseada em 322 avaliações. É uma bebida ainda em produção, mas, tipo, bastante exclusiva. É, tem apenas uns 400 registros no total até agora. Pois é. No fim das contas, a Fignotais acaba sendo um ótimo exemplo de alquimia cervejeira, unindo aquele bom humor no nome com uma técnica de envelhecimento altamente sofisticada.

É a prova de que ingredientes pesados, se passarem por um processo de maturação longo e controlado, conseguem achar um alinhamento perfeito. Com certeza. Mas sabe, pensando em todo esse processo, fica uma reflexão bem provocativa para quem escuta investigar depois. Qual? A gente falou muito sobre a levedura consumindo os açúcares para gerar o álcool, certo? Mas como exatamente ocorre essa sobrevivência extrema delas? Assim o ambiente fica bem hostil.

Muito hostil. Fica a curiosidade sobre o comportamento biológico dessas leveduras. Como elas conseguem processar adições tão intensas de mel e frutas dentro de uma madeira já saturada de destilado forte? É um desafio e tanto para a biologia.

suportando um ambiente quase inóspito de quase 17% de álcool sem morrerem no processo. Aquela sobremesa de Natal inofensiva do começo da nossa conversa esconde, na verdade, uma batalha química e biológica fascinante.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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Buffalo Trace

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The Bruery

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Wild Turkey

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