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Explorando a Elegância e Maturidade da Brazilian Eagle’s Agility da Horus Aged Ales

05 de maio de 20267min
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Neste episódio, mergulhamos no universo fascinante da Brazilian Eagle’s Agility, uma obra-prima produzida pela cervejaria Horus Aged Ales. Essa Imperial Stout de tirar o fôlego nos convida a uma viagem sensorial única. Com 13.4% de teor alcoólico, essa cerveja passou impressionantes 30 meses maturando em barris de Amburana, uma das madeiras mais caras do mundo, refinando seus sabores complexos. Vamos explorar como as adições de avelãs e baunilha brasileira Chamissonis enriquecem o corpo já robusto e cremoso da cerveja, trazendo notas de marzipã, açúcar mascavo, chocolate ao leite e um toque de biscoito samoa. É uma experiência onde o equilíbrio entre a madeira e os ingredientes cria um perfil aromático que lembra um charuto suave mergulhado em coco. Imperdível para apreciadores de sabores intensos e amadeirados, vamos descobrir porque essa cerveja se destaca no trio Amburana, cativando paladares exigentes.
Participantes neste episódio2
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Beer Review

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Hair Beer Brasil

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Assuntos4
  • Brazilian Eagle’s AgilityImperial Stout com 13.4% de álcool · Maturação em barris de Amburana · Adição de avelãs e baunilha brasileira · Notas de marzipã, açúcar mascavo e biscoito Samoa · Comparação com charuto suave mergulhado em coco
  • Amburana e CumarinaPropriedades aromáticas da Amburana · Composto orgânico Cumarina · Interação do álcool com a madeira
  • Envelhecimento e LongevidadePaciência e tempo no envelhecimento · Micro-oxigenação dos barris · Suavização de sabores agressivos
  • Inovação em Madeiras para EnvelhecimentoPotencial de madeiras exóticas · Revolução no envelhecimento de bebidas
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Bom, para quem gosta de cervejas potentes, pense em uma bebida com um tipo pesados 13,4% de álcool. Mas que, nas avaliações, o pessoal descreve como um charuto suave mergulhado em coco. Nossa, é uma descrição em tanto.

Pois é, eu estou bem animado hoje, porque a missão da nossa análise profunda é cruzar as fichas técnicas da cervejaria Oros Aged Ales com centenas de avaliações para desvendar a Brazilian Eagles Ageless.

Que é uma Imperial Stout ou Double Stout de muito respeito. Exatamente. E o mais louco é que, mesmo ainda no tanque, a bebida já acumula uma nota impressionante de 4,28 de quem teve aquele privilégio de provar, sabe?

Uma pontuação altíssima. Sim. E a grande questão que salta aos olhos nessas anotações é, ok, vamos desvendar isso. Como se esconde uma pancada de quase 14% de álcool atrás de sabores tão delicados, sem ficar com aquele gosto completamente artificial ou agressivo? É, então, o que é fascinante aqui é que o segredo para mascarar essa potência toda não está na fervura em si, mas na paciência.

Um processo de envelhecimento, né? Exato. O que a gente vê nesses registros é um processo muito calculado. Eles pegaram essa base robusta e bom, deixaram descansando por impressionantes 30 meses. Caramba, dois anos e meio. Pois é. E o detalhe crucial não foi num carvalho tradicional. Foi em barris de amburana. Ah, amburana. Aí entra um ponto que, eu confesso, me deixa com o pé atrás.

Por causa do marketing envolvido? Totalmente. Porque o material de divulgação deles faz muita questão de frisar que a hamburana é tipo a madeira mais cara do planeta. Isso soa muito como uma jogada para inflar o preço da garrafa, sabe? Sim, eu entendo. Essa madeira realmente muda a química da cerveja a esse ponto? Ou é só para impressionar o consumidor na etiqueta?

Olha, é uma desconfiança super válida, mas nesse caso a química acaba justificando a fama, viu? Sério? Então não é só papo de vendedor? Não mesmo. A amburana tem um perfil aromático que é extremamente volátil e complexo, porque ela é riquíssima em cumarina.

Cumarina? E o que isso faz na prática? A cumarina é um composto orgânico que mimetiza naturalmente o aroma de baunilha, de canela, aquelas especiarias de confeitaria. Ah, entendi. E quando você quer dizer, quando a cervejaria coloca uma bebida com alto teor alcoólico ali dentro por tanto tempo, o álcool não fica só parado.

Ele interage com a madeira. E isso, ele atua como um solvente bem agressivo, extraindo ativamente essa cumarina das fibras. É por isso que as avaliações relatam notas tão profundas de marcipã, açúcar mascavo e aquele gosto específico de biscoito Samoa. Certo, então o álcool trabalha a favor do sabor, puxando os olhos. Mas as anotações também mencionam outros ingredientes.

As avelãs e a baunilha. Isso. Eles adicionaram avelãs e o que chamam de, literalmente, uma tonelada de favas de baunilha brasileira chamissones para fechar o tal do trio de amburana. Uhum. É muita coisa. Mas aí que está. Juntando a potência da madeira, o peso do álcool, a gordura da avelã e, tipo, baunilha em excesso, porque isso não vira um caos sensorial.

É fácil imaginar um perfume forte demais, onde os aromas brigam e sobrecarregam o paladar. Com certeza. E se essa mistura toda fosse feita num tanque de inox e engarrafada no mês seguinte, o resultado seria exatamente esse desastre. Uma bagunça completa. Bem isso. Mas o que impede o caos é a mecânica do próprio barril de madeira. Ele não é selado a vácuo, sabe? Ele respira. Ah, a famosa micro-oxigenação.

Exatamente. O grande trunfo é esse. Tá. O oxigênio entra de fininho pelas frestas. Mas como isso resolve a briga dos ingredientes?

Pensa no envelhecimento como passar uma lixa bem fina numa peça de madeira rústica. Essa respiração constante faz o oxigênio entrar em quantidades minúsculas. Só para dar um polimento. Isso, só o suficiente para reagir com o álcool. Ele literalmente quebra as moléculas mais pontiagudas e agressivas da bebida e vai fundindo os olhos da avelã e da baunilha. Nossa, faz muito sentido.

Sabe quando a gente abre um vinho muito tânico, muito forte, e precisa deixar ele respirar no decanter por uma hora para suavizar o gosto? Sim, sim, para o vinho não amarrar a boca. É o mesmíssimo princípio. O que a Horus fez foi basicamente colocar esse stout num decanter gigante, só que em câmera lenta, ao longo de 30 meses. E o tempo atua para arredondar as arestas químicas?

Perfeito. Aí as moléculas do álcool param de queimar as papilas gustativas, abrindo o caminho sensorial para a gente perceber o coco, o charuto e a baunilha de forma nítida. É fascinante pensar nisso. A receita não é só o que vai para a panela, mas a arquitetura de como esses elementos vão interagir com a física do ambiente, sabe? Ao longo dos anos.

Com certeza. A Brazilian Eagles Edilary acaba sendo uma aula prática sobre como domar ingredientes extremos através do tempo. Sim, um exercício de alquimia mesmo. E demonstra o impacto monumental que madeiras e botânicos sul-americanos têm nas cervezas escuras tradicionais. É uma quebra de paradigma em relação ao domínio histórico do carvalho americano ou francês.

O que nos deixa com um pensamento final bem intrigante para quem acompanha a gente. Qual seria? Se 30 meses numa madeira nativa específica, tipo a amburana, conseguem transformar radicalmente o perfil químico e sensorial de uma bebida pesada, alterando as próprias moléculas do álcool, quais outras madeiras exóticas e inexploradas estão por aí?

Nossa, verdade. O mundo é enorme. Madeiras que estão apenas esperando para serem descobertas e iniciarem a próxima grande revolução no envelhecimento de bebidas. Fica aí essa reflexão para a próxima vez que uma dessas criações inusitadas cruzar o nosso caminho.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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