Episódios de RareBeerBrazil - Beer Review

Explorando a Filosofia Líquida da Beyond Good and Evil da Hill Farmstead Brewery

05 de maio de 20267min
0:00 / 7:04
Neste episódio, mergulhamos na complexidade filosófica e sensorial da cerveja Beyond Good and Evil da renomada Hill Farmstead Brewery. Esta Imperial Stout única promete uma experiência inesquecível, com sua rica composição que inclui envelhecimento em barris de bourbon e um toque especial de xarope de bordo de Vermont. Com 10% de teor alcoólico, ela desafia o paladar tanto quanto o seu homônimo desafia os leitores a transcender conceitos tradicionais de bem e mal. Vamos explorar como uma cerveja pode ultrapassar as fronteiras do sabor, assim como a filosofia de Nietzsche nos convida a ultrapassar as fronteiras do conhecimento convencional. Descubra por que ela conquista uma nota impressionante de 4,53 em avaliações, mantendo-se firme na produção, sempre provocando a curiosidade dos entusiastas de cerveja artesanal ao redor do mundo.
Participantes neste episódio3
A

anfitriã da sessão

Host
B

Beer Review

Co-host
H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos4
  • Filosofia e PensamentoConceitos filosóficos em forma líquida · Filosofia de Nietzsche · Cerveja Beyond Good and Evil · Hill Farmstead Brewery
  • Avaliação de CervejaNota de 4,53 em 4.200 avaliações · Ausência de IBU listado · 4.800 check-ins únicos · Produção contínua
  • Cuppa Eunoia Imperial StoutEnvelhecimento em barris de bourbon · Xarope de bordo de Vermont · 10% de teor alcoólico · Notas de baunilha e carvalho
  • Envelhecimento em barris de madeiraSuavização das arestas · Tempo de descanso em barris · Transformação de ingredientes agressivos
Transcrição19 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Sabe, geralmente, quando a gente pensa em filosofia de alto nível, ah, imaginamos aqueles livros grossos e poerentos, ou talvez um longo debate acadêmico, a expectativa é algo puramente mental, quase intocável, né? Uhum, com certeza. Fica só no mundo das ideias.

Exato. Mas tipo, e se fosse possível engarrafar uma crise existencial em forma líquida? Nosso mergulho nas fontes de hoje, sim, a nossa missão aqui, foca numa bebida bem singular que mistura teoria literária densa com produção artesanal extrema. Vamos investigar a cerveja Beyond Good and Evil, criada pela Hill Farmstead Brewery.

Certo, vamos desvendar isso. Como um conceito tão complexo ganha vida no mundo real? Olha, o que é fascinante aqui é a coragem de abraçar o peso de um conceito desses, porque além do bem e do mal não é só um nome de impacto, sabe? É uma das obras mais famosas do filósofo Frigid Nietzsche.

Nossa, sim. Um peso pesado da filosofia. Pois é, e é um texto que desafia toda a sabedoria convencional. Ele meio que exige que as pessoas transcendam aquelas caixas binárias de bem e mal, confrontando a própria natureza do que a gente considera ser a verdade. Tipo uma quebra de paradigma mesmo, né? Exato. E lendo as fontes, fica super claro que a cervejaria não colou esse nome no rótulo por mero capricho, sabe?

Não foi só uma jogada de marketing, então. Porque colocar o título de um manifesto filosófico super denso numa garrafa de cerveja poderia ser só para vender uma bebida artesanal mais cara, parecendo um intelectual. Com certeza, poderia muito bem ser. Mas esse desafio filosófico informa e inspira diretamente o trabalho deles. Tá, mas como exatamente uma ideia tão abstrata vai parar dentro de um tanque de fermentação?

Tipo, como isso se traduz nos ingredientes e na paciência para criar uma cerveja física? É uma ótima pergunta. E para entender isso, a gente precisa olhar para as especificações técnicas da receita e para o método deles. O estilo escolhido para representar essa ideia não é nada sutil, viu? Estamos falando de uma Imperial Double Sweet Stout.

Caramba! Envelhecida em barris de bourbon, né? Sim, envelhecida em barris de bourbon. Traduzindo isso para a experiência sensorial, é uma cerveja extremamente escura, densa, robusta e bem doce. A receita original, produzida lá em maio de 2012, levou um toque de um ingrediente muito marcante da região de Vermont. O maple syrup, né? Isso, o autêntico xarope de bordo.

E estamos falando de uma bebida potente, porque as fontes apontam a 10% de teor alcoólico. Uma cerveja preta com 10% de álcool recém saída do tanque deve ser bem agressiva, eu imagino. Ah, sem dúvida.

E é bem aí que a metáfora começa a tomar forma, sabe? Uma stout tão alcoólica e densa, recém-fabricada, tem um sabor muito áspero. Ela quase queima o paladar. Tipo, o choque inicial de ler Nietzsche pela primeira vez?

Perfeito, é bem isso. Bate forte e desafia os sentidos logo de cara. Mas o segredo dessa cerveja não está só nos ingredientes, sabe? Está no tempo. O tempo de envelhecimento. Exato. Eles deixaram essa mistura descansar lá, de forma quieta e contente, em barris de bourbons selecionados à mão por mais de 18 meses. Mais de um ano e meio. Mas, assim, o que esses 18 meses fazem na prática?

O tempo meio que suaviza as arestas. O xarope de bordo traz uma doçura terrosa que equilibra a agressividade daquele álcool todo, enquanto a madeira do barril de borbo adiciona notas complexas de baunilha e carvalho. E aí o que era cru e difícil de engolir vira algo reconfortante. E é aqui que a coisa fica realmente interessante, porque isso explica completamente os dados de recepção do público que a gente tem nas fontes.

Uhum, os números são impressionantes. Porque, pensa bem, se alguém ouve falar de uma cerveja de 10% inspirada em Nietzsche, a expectativa é algo divisivo, né? Tipo, ame ou odeie. Mas as estatísticas contrariam isso total. Ela tem uma nota de 4,53. Nossa, altíssima! Sim, e baseada em mais de 4.200 avaliações.

É uma pontuação quase perfeita, o que é raríssimo para uma bebida tão pesada. E olha, um detalhe curioso das fontes. Não tem listagem do IBU nela. O IBU é o índice de amargor, certo? Isso. Não listam o IBU porque o foco deles não é aquele amargor punitivo. É focado na complexidade e na armania que surgem depois de tanto espera.

E as pessoas continuam buscando por ela freneticamente. Tem quase 4.800 check-ins únicos nas plataformas, com uma média constante de 16 por mês. O que mostra que não foi só um projeto passageiro. Exato. Não foi um projeto de colaboração ou uma safra limitada que sumiu das prateleiras, sabe? Ela continua em produção.

E se conectarmos isso a um panorama maior, faz todo sentido. Aquele longo descanso na escuridão do barril espelha o próprio processo que a filosofia propõe. Pode crer. Porque transcender o lugar comum não é uma coisa que acontece da noite para o dia, né?

De jeito nenhum. Exige muita paciência, uma introspecção profunda e a quebra de convenções. O mestre cervejeiro basicamente usou o tempo como uma ferramenta. Uma ferramenta para desconstruir a agressividade inicial. Exatamente. Transformando aqueles ingredientes super pesados numa obra perfeitamente equilibrada. Então, o que tudo isso significa no final das contas?

Deixa uma provocação ótima para quem está escutando a gente. Se um mestre cervejeiro consegue capturar o desafio intelectual de Nietzsche numa garrafa de stout com xarope de bordo, que outros conceitos complexos a gente poderia traduzir em experiências físicas que podemos saborear no dia a dia, né? Olha, é definitivamente uma excelente provocação para se ter em mente na próxima vez que formos encher um copo e saborear algo novo.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

Anunciantes2

Hair Beer Brasil

Podcast Beer Review
external

Hill Farmstead Brewery

Beyond Good and Evil
external