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Explorando Sabores Memoráveis com New Zealand Is New Zealand da Sapwood Cellars Brewery

05 de maio de 20265min
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Neste episódio, mergulhamos no universo das IPAs triplas com a New Zealand Is New Zealand da Sapwood Cellars Brewery. Esta cerveja impressionante, resultado de uma colaboração com a Commonwealth Brewing Company, oferece uma explosão de sabores tropicais como manga e maracujá, combinados com a resinosa explosão do lúpulo Riwaka da Nova Zelândia. Com um teor alcoólico de 10% ABV e uma nota de 4,22 no Untappd, esta cerveja artesanal é uma delícia complexa e memorável que desafia o paladar e representa uma verdadeira obra-prima da inovação cervejeira. Junte-se a nós enquanto exploramos o que faz desta TIPA uma adição notável ao mundo das cervejas artesanais.
Participantes neste episódio2
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Beer Review

Host
H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos3
  • Cerveja New Zealand Is New ZealandAnálise da Triple IPA · Sapwood Cellars Brewery · Commonwealth Brewing Company · Lúpulo Riwaka · Teor alcoólico de 10% ABV
  • Inovação em CervejariasEquilíbrio entre química e produção · Desafios da Hazy IPA com alto ABV · Engenharia química na produção de cerveja · Alquimia botânica e lúpulos
  • Colaboracao PremiadaParceria Sapwood Cellars e Commonwealth Brewing · História de colaborações anteriores · Diálogos ocultos entre criadores
Transcrição17 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Geralmente, a gente pensa num laboratório de química como aquele lugar super estéreo, né? Tubos de ensaio perfeitamente alinhados, jalecos brancos. Mas quando a ciência rigorosa encontra, tipo, o caos controlado de uma cervejaria artesanal, bom, a coisa fica muito mais interessante.

Com certeza. Hoje a nossa missão é destrinchar as anotações de produção da Sepwood Cellars. Eles lançaram uma cerveja bem específica, muito aclamada, chamada New Zealand is New Zealand. Uhum, nome curioso. Pois é. E o detalhe que salta os olhos logo de cara nos dados é que ela é uma triple New England, a famosa Hazy IPA, mas batendo absurdos 10% de teor alcoólico. Vamos desvendar isso.

E aí, para quem acompanha o meio cervejeiro, fazer uma Raze IPA com 10% de álcool é tipo andar na corda bamba. Nossa, total. Porque a graça desse estilo é ser turvo, suculento e sem aquele amargor extremo das hipas mais tradicionais, sabe? O problema é que para gerar tanto álcool na fermentação, precisa de uma quantidade massiva de malte. O que acaba deixando muito açúcar residual, certo?

Exatamente. O risco disso virar uma bomba doce, super enjoativa e intragável é gigante. Mas as notas de produção mostram que eles acertaram em cheio. A cerveja ostenta uma nota excelente de 4,22. É baseada em 390 avaliações, num total de 444 registros lá na plataforma.

Isso, uma consistência incrível para algo tão difícil de equilibrar na receita. E essa pontuação toda não é um acidente, né? É o resultado de uma química colaborativa construída ao longo dos anos. Tem uma história de origem bem legal aí. Sim, sim. Anos atrás, o pessoal da Sapwood foi até a Commonwealth Brewing, na Virgínia, para fazer uma double IPA chamada Heisenberg.

E essa nova triple IPA de agora é a, tipo, metade da casa dessa série de colaborações. Isso soa muito como um episódio de spin-off de série de TV famosa, onde os personagens fazem um intercâmbio de laboratórios. O que é fascinante aqui é ver como eles brincam com isso. Nas notas da cervejaria tem a frase, e é science rabiscada. E até um aviso dizendo, ah, não se preocupe, ela não é azul.

Uma referência clara à Breaking Bad. Total. Eles misturam esse humor mais nerd da cultura pop com uma seriedade imensa na produção. Porque esconder todo esse álcool exige, de fato, uma engenharia química pesada. A piada com a ciência é super literal. É a ciência aplicada no copo.

E aqui é onde a coisa fica realmente interessante, porque essa ciência lúdica se traduz direto na engenharia dos lúpulos escolhidos para a receita. A receita lista três lúpulos principais, crush, hiwaka e sinko. E as notas dizem que o crush e o sinko trazem um sabor muito forte de manga e maracujá.

Aí eu te pergunto, como se equilibra a doçura aromática dessas frutas com algo que é descrito como uma explosiva umidade, um dankness do lúpulo rio Aca?

É aí que entra a verdadeira alquimia botânica. Aquele excesso de açúcar do malte com sabor de manga seria um desastre. Mas o rio Aca, que vem lá da Nova Zelândia, não está na receita para adicionar mais fruta. Ele entra exatamente para quebrar essa doçura. Trazendo um contraste mais herbal, então.

Exato. Um aroma super intenso, pungente, rústico, que lembra pinho. Quimicamente falando, os óleos essenciais resinosos do riu-aca agem como um contrapeso. Pensa numa sobremesa muito rica e pesada. Se a gente coloca um toque cítrico ou amargo por cima, quebra o peso e equilibra o paladar. O riu-aca corta o perfil pesado do malte, ancorando o sabor para a bebida não ficar enjoativa.

Faz todo sentido. E para quem se interessa em conferir essa matemática na prática, os dados mostram que o lançamento em latas acontece no dia 13 de junho de 2025.

custando 23 dólares o pacote com 4. Isso. Um valor que reflete bem o nível técnico dessa química toda, né? Então, o que tudo isso significa no fim das contas? Significa que, por trás de um nome curioso e 10% de álcool, não tem só uma bebida forte. É uma baita aula de botânica e uma celebração de parceria entre duas cervejarias.

E isso me leva a pensar em algo bem provocativo, sabe? As fontes mencionam que esse lançamento é a metade da casa de um diálogo iniciado anos atrás em outro estado. Pode crer. Se a produção de uma cerveja complexa pode servir como uma conversa de longo prazo entre duas empresas distintas, separadas pelo tempo e pela geografia...

Fica a reflexão. Quais outros produtos do nosso dia a dia podem ser, na verdade, diálogos ocultos e prolongados entre seus criadores, apenas esperando que alguém perceba o padrão?

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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Sapwood Cellars Brewery

New Zealand Is New Zealand (cerveja)
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