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Explorando a Schmoojee Squid Ink da Imprint Beer Co.: Um Mergulho no Smoothie Sour

05 de maio de 20266min
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Neste episódio, mergulhamos no universo das sour beers com a intrigante Schmoojee Squid Ink da Imprint Beer Co. Conhecida por sua cor azul escura e sua fusão única de framboesa, mirtilo e sorvete de biscoito azul, esta cerveja é uma verdadeira explosão de sabores. Com um teor alcoólico de 6,5% e uma popularidade que cresce a cada gole, a Schmoojee Squid Ink é uma opção obrigatória para os amantes de cervejas artesanais que buscam uma experiência sensorial única. Vamos discutir o que torna essa criação tão especial e por que ela já conquistou uma nota média de 4,19 com mais de 1.200 avaliações. Prepare-se para uma conversa deliciosa sobre o equilíbrio entre o azedume e a doçura neste smoothie sour que promete tingir a sua experiência de degustação com tons inéditos.
Participantes neste episódio3
A

anfitriã da sessão

Host
B

Beer Review

Co-host
H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos3
  • Schmoojee Squid InkAnálise da cerveja Imprint Beer Co. · Ingredientes: framboesa, mirtilo e sorvete de biscoito azul · Teor alcoólico e IBU · Engenharia química do Pastry Sour · Substituição de amora silvestre por mirtilo
  • Gestão de RiscosAviso de vestuário para proteger roupas · Transformação de problema logístico em atrativo · Degustação como evento performático
  • Qualidade Técnica Sustenta ExcentricidadeCalibragem de acidez e açúcar · Recepção positiva da comunidade cervejeira · Nota alta em avaliações
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Imagina colocar no copo uma bebida que parece literalmente tinta de lula. E que ainda por cima vem com um aviso de perigo para suas roupas. Aham, um aviso bem real. Exatamente. Certo, vamos desvendar isso. No nosso mergulho de hoje, a gente vai cruzar a ficha técnica da cervejaria Imprint Beer Coal com os dados do Antapd e o alvo é a Smooj Squid Ink.

Uma cerveja que desafia quase todas as regras, né? Totalmente. A nossa missão aqui é entender como uma bebida que, olha, parece ter saído do laboratório de um cientista maluco, conseguiu uma recepção tão absurda e positiva da comunidade.

É um caso muito curioso mesmo, porque o mundo cervejeiro tem regras rígidas. Mas a Imprint simplesmente pegou esse manual e jogou pela janela. Jogou mesmo. Lendo os ingredientes, parece receita de uma sobremesa insana. Sim, uma sobremesa engarrafada. Pois é. A classificação oficial é Sour Smoothie, ou Pastry, e leva framboesa, mirtilo e, pasmem, sorvete de biscoito azul. Sorvete de verdade.

O que é muito louco. Demais. Quem está escutando agora deve estar pensando, tipo, como colocar laticínios pesados no meio de uma cerveja não arruína a fermentação inteira e como isso resulta em 6,5% de álcool com amargor marcando um IBU não disponível, um N barra A na ficha.

Então, o que é fascinante aqui é a engenharia química por trás desse estilo, o pastry sour. Quando a gente vê esse IBU zerado ou não disponível, sabemos na hora que não tem lúpulo fervido para extrair amargor. Certo, o que já é bem estranho para uma cerveja. Muito. A espinha dorsal dessa bebida é a acidez lática. A grande sacada técnica deles é usar essa acidez afiada para equilibrar aquela carga colossal de açúcar.

O açúcar do sorvete, no caso. Exato. Os açúcares não fermentáveis e as gorduras que vêm do sorvete. Se não fosse-se a acidez intensa típica da Sours, a bebida seria intragável de tão doce. Faz todo sentido. É a acidez domando o peso do açúcar. Mas eu notei nas especificações uma mudança recente. A receita original usava a amora silvestre, o boysenberry, né? Isso, usava sim.

E agora eles atualizaram a produção, trocando pelo mirtilo. Considerando que é uma produção totalmente da casa, sem parcerias externas, por que eles mexeriam numa base que já estava funcionando tão bem? Olha, essa substituição reflete uma busca rigorosa pelo perfil exato da bebida. A amora silvestre traz uma adstringência e uma acidez própria.

Que talvez brigassem com a acidez da cerveja. Provavelmente. Quando combinadas com o perfil lático e a textura densa do sorvete, isso devia gerar um certo atrito no paladar, sabe? Já o mirtilo tem uma doçura muito mais sutil e redonda. Entendi. Deixa a bebida mais macia, talvez? Com certeza.

Mas não foi só uma correção de sabor. Essa troca desencadeou uma reação física bem extrema na aparência da cerveja. Nossa, e aqui que a coisa fica meio assustadora. Eu fiquei chocada. Sim, assustadora é a palavra certa. A combinação desse mirtilo com a quantidade absurda de sorvete azul transforma o líquido em algo opaco, muito denso e de um azul quase negro. Parecendo tinta mesmo.

Exatamente. Beber isso é literalmente lidar com a tinta de lula que dá nome ao rótulo, Ice Squid Ink. E o risco de arruinar o guarda-roupa é tão real que a cervejaria colocou um aviso oficial. Aquele alerta de vestuário.

Sim, tá lá na descrição. Por favor, use roupas escuras ao beber. É loucura. É uma jogada brilhante de marketing reverso. Como assim? Eles pegaram um problema logístico inegável, tipo a pigmentação agressiva que mancha tecidos, e transformaram no atrativo principal da parada. Pior que funciona! Sim, mas o que segura essa cerveja no mercado não é só esse truque visual de manchar a camisa.

Pois é. Eu confesso que, no início, eu esperava que fosse só uma daquelas bizarrices de internet. A pessoa compra uma vez, tira a foto para o Instagram e nunca mais bebe. É o que costuma acontecer com essas inovações malucas. Mas os dados mostram o oposto. A cerveja continua em produção contínua, com mais de 1.400 check-ins no total. E uma média altíssima de registros mensais, né?

Sim, quase 60 pessoas registrando o consumo todo mês. Como que uma cela? Cerveja de sorvete azul hackeia o sistema de avaliações desse jeito. Se a gente conectar isso ao cenário maior, sabemos que o público de cerveja artesanal é altamente crítico. Muito exigente. Demais. Uma piada visual com gosto ruim seria massacrada nas avaliações logo no primeiro gole.

Com certeza. No entanto, a Smooj Squid Ink ostenta uma nota altíssima de 4,19, e isso com mais de 1.200 votos. É uma nota absurda para algo tão fora da curva. Exato. Isso prova que a qualidade técnica daquela calibragem de acidez e açúcar, que a gente mencionou antes, ela sustenta a excentricidade da bebida.

Então a receita da sorveteria do cientista maluco não é só um truque? Longe disso. É a prova em números de que a ousadia extrema pode ser um sucesso absoluto. Claro, quando a execução é impecável. Alta gastronomia engarrafada. Realmente fascinante.

Mas pensando bem sobre aquele aviso oficial da cervejaria, eu não consigo parar de pensar nisso. O das roupas escuras. Isso, se chegamos ao ponto em que é necessário emitir um alerta de vestuário para proteger a roupa de quem consome, a gente tem que se perguntar, até que ponto a degustação de bebidas deixou de ser apenas sobre o paladar e se transformou de vez em um evento performático de risco calculado?

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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