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Allaire (2025) da Bakes Brewing Company: O Encanto Hazy da IPA Perfeita para as Festas

05 de maio de 20266min
0:00 / 6:23
Neste episódio, mergulhamos no universo da Allaire (2025), uma IPA Imperial/Dupla New England/Hazy produzida pela renomada Bakes Brewing Company. Esta cerveja anual de fim de ano é uma verdadeira obra-prima para os amantes de lúpulo, ostentando um equilíbrio encantador entre aromas cítricos de toranja proporcionados pelo lúpulo Nelson e nuances de pinho resinoso vindos do Chinook. Com 9% de teor alcoólico e uma nota impressionante de 4,27, a Allaire (2025) promete ser uma experiência sensorial inigualável nesta época festiva. Vamos desvendar os segredos por trás de seus 391 ratings e entender como a cervejaria conseguiu criar uma cerveja tão marcante e bem-avaliada. Acompanhe-nos nesta jornada fascinante e descubra o que faz da Allaire (2025) uma verdadeira joia do universo cervejeiro, especialmente quando acompanhada por uma robusta base de malte que faz dela a escolha perfeita para as celebrações de fim de ano.
Participantes neste episódio3
A

anfitriã da sessão

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B

Beer Review

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H

Hair Beer Brasil

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Assuntos3
  • Allaire 2025 IPAAnálise da Allaire (2025) da Bakes Brewing Company · Características da Hazy IPA · Equilíbrio de lúpulos Nelson e Chinook · Papel do malte na neutralização do amargor · Avaliações e popularidade da cerveja
  • Produção Contínua e Mística da CervejaContraste entre amargor cítrico e resinoso · Influência do teor alcoólico e malte na textura · Harmonia de sabores em cervejas potentes
  • Tradição da feijoadaCervejas como parte das celebrações festivas · Evolução de um sucesso isolado para tradição anual
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E se a bebida perfeita para as festas de fim de ano não fosse um vinho quente? Mas tipo uma bomba tropical turva com 9% de álcool. É, parece maluquice, né? Totalmente! Mas a nossa missão no mergulho de hoje é justamente tentar entender isso. É a Aler 2025, uma criação da Bakes Brewing Company, que dizem bate no paladar como um martelo de veludo.

Hum, e que martelo, viu? Para contextualizar, a gente não está falando de uma cerveja comum. A Aler 2025 é uma Imperial ou Double New England Hazy IPA. Nossa, um nome bem longo.

Pois é, e isso basicamente significa que ela não é translúcida, ela tem uma aparência bem turva, um corpo espesso e, bom, o detalhe que não dá para ignorar, que são esses impressionantes 9% de ABV. Certo, vamos desvendar isso. Porque, tipo, uma Hazy IPA com 9% de álcool me soa como uma grande contradição festiva. Com certeza.

A textura de uma Raze geralmente é aquela coisa macia, sabe? Mas 9% de álcool é uma pancada e tanto. Como uma cervejaria consegue pegar essa potência toda e equilibrar para criar uma bebida aconchegante para um feriado?

A resposta está em um conflito de ingredientes que, na real, é uma aula de engenharia de sabores. O que é fascinante aqui é a combinação de lúpulos que eles escolheram. A receita é liderada pelo lúpulo Nelson, que é cultivado pela Freestyle. E ele chega trazendo uma nota fortíssima, bem cítrica, de toranja. Toranja, tá. Isso.

Mas, para não deixar o cítrico dominar sozinho, entra o lúpulo chinook, da Roy Farms, trazendo um frescor de pinho super resinoso. Peraí, deixa eu bancar o cético agora. Pode falar. Colocar uma toranja cítrica super expressiva para bater de frente com pinho resinoso não criaria uma verdadeira guerra no paladar? É uma ótima pergunta.

Pois é, porque uma acidez amarga competindo com o tipo gosto de resina de árvore não parece o tipo de coisa reconfortante que a gente quer beber do lado de uma lareira. Parece agressivo demais.

E faria todo sentido pensar assim. Se fosse uma IPA tradicional, essa seria a consequência lógica. Um amargor completamente adstringente. Certo. Mas aqui entra a química da coisa. Lembra dos 9% de álcool que a gente falou? Lembro, claro. Então, para chegar nesse nível alcoólico tão alto, a cervejeria precisou usar uma quantidade absurdamente grande de malt na base.

Ah, claro. Então o álcool não vem do nada. Ele precisa de muito açúcar fermentável. Exato. E o grande segredo é que esse excesso de malte deixa para trás açúcares residuais muito densos. Entendi. Então, em vez de uma base aquosa e amarga, a gente tem uma base pesada e bem doce. É essa doçura quase charoposa que reveste a boca e neutraliza quimicamente os ácidos alfa-agressivos da toranja e do pinho.

Uau! Então o Malte atua como o grande pacificador aí.

Isso mesmo, ele abraça esses sabores extremos, arredonda as arestas e, bom, cria a sensação daquele martelo de veludo que você mencionou lá no começo. Isso é brilhante, a doçura pesada simplesmente camufla a agressividade do lúpulo. Mas, sendo bem honesto, com uma mistura tão exótica de pinho e toranja mascarada por malte doce, eu imaginaria que, sei lá, essa cerveja dividiria muitas opiniões.

É o que se espera, né? As pessoas realmente compram essa ideia excêntrica como uma tradição para as festas? Compram sim, e os números confirmam isso de forma bem clara. Na plataforma de avaliações online, ela sustenta uma nota impressionante de 4,27.

Caramba, 4,27 é muito alto. E não é a partir de meia dúzia de opiniões. São 391 avaliações de qualidade de um total de 450 marcações na plataforma. E olha, para uma cerveja tão potente, manter uma média acima de 4,2 é um feito e tanto.

Isso prova que a teoria química por trás da receita realmente se traduz em uma experiência boa na taça, né? E o fato de continuar em produção ativa mostra que não foi só sorte. Longe disso. Se a gente olhar para a história da cervejaria, esse rótulo é até categorizado como vintage. A Oler 2025 é a sucessora direta da safra de fevereiro de 2024.

Ah, virou um clássico dele já. Exatamente. Ou seja, eles transformaram o que poderia ser só um sucesso isolado de engenharia em uma tradição anual super aguardada pelo público. No fim das contas, o grande trunfo da Oler 2025 São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São São

É esse domínio absoluto sobre os contrastes. É pegar o amargor cortante do cítrico, a resina fresca do pinho e usar a doçura pesada do malte, não só para esconder o álcool, mas tipo para criar uma harmonia perfeita. Sem dúvida. O que deixa uma reflexão interessante para quem acompanha a gente hoje. Manda.

Se a base robusta de malte que ancora e transforma uma IP tão intensa em uma bebida aconchegante de festas, até que ponto a simples alteração dessa base de malte mudaria a identidade sazonal da receita? Hum, verdade.

Se a gente tirasse o veludo dessa base, será que essa aclamada bebida se transformaria em algo totalmente diferente? Fica aí a prova de que a base, que muitas vezes fica em segundo plano, é a verdadeira mestra da receita.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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