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Explorando a Munichwine Bourbon Barrel: are we really strangers? da cervejaria everywhere

05 de maio de 20266min
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Neste episódio, mergulhamos no intrigante universo da Munichwine bourbon barrel aged "are we really strangers?" da cervejaria everywhere. Esta cerveja impressionante foi cuidadosamente envelhecida em barris de bourbon Old Elk, resultando em um teor alcoólico marcante de 14,2%. Com uma nota de 4,43 e 353 avaliações, ela se destaca pela complexidade e profundidade de sabores que conquistaram um público exclusivo, totalizando 434 check-ins, dos quais 394 são únicos. Descubra a história por trás desta criação que, mesmo não estando mais em produção, continua a fascinar os amantes de cerveja artesanal desde seu lançamento no terceiro trimestre de 2024. Vamos explorar o que torna esta cerveja tão especial e entender por que ela se tornou um clássico instantâneo entre os apreciadores de barleywines.
Participantes neste episódio3
A

anfitriã da sessão

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B

Beer Review

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H

Hair Beer Brasil

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Assuntos3
  • Peach Cobbler Bourbon Barrel AgedAnálise de dados e estatísticas · Cervejaria Everywhere · Teor alcoólico de 14,2% · Processo de envelhecimento em barris de bourbon · Old Elk Bourbon · Avaliações e check-ins
  • Características da Munich WineDefinição de Munich Wine · Uso de maltes alemães de Munique · Riqueza e doçura do malte · Açúcares residuais e textura · Interação do álcool com a doçura
  • Envelhecimento em barris de madeiraFunção do carvalho carbonizado · Filtro de carvão ativado · Liberação de compostos químicos (vanilina) · Notas de baunilha, caramelo e carvalho · Arredondamento do teor alcoólico
Transcrição19 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Hoje, o nosso mergulho é sobre uma daquelas obras de arte efêmeras. A gente vai analisar os dados de uma cerveja com um nome super irônico, tipo Are We Really Strangers? Ou Nós Somos Realmente Estranhos? Ah, sim. Essa é da cervejaria Everywhere, né?

Isso mesmo, da Everywhere. E a nossa missão aqui é desvendar as estatísticas dessa bebida. Só que, sabe o que é mais doido logo de cara nos nossos dados? O que diz na ficha técnica? Tem um campo lá que diz em produção e o valor é falso. Nossa, então já saiu de linha.

Exatamente. Ela virou literalmente uma estranha que a imensa maioria das pessoas nunca vai ter a chance de conhecer. O que torna a explorar esses dados algo bem mais fascinante, sabe? Porque se a gente olha para a base da receita, fica claro que ela não foi feita para durar para sempre na prateleira. Ela é uma Munich Wynn. Que, bom, para quem não está familiarizado, é o quê? Uma ale bem pesada. Isso é uma ale super pesada, com um foco gigantesco no malte.

Eles usam maltes alemães de Munique, que trazem uma riqueza e uma doçura, sim, extremas para a bebida. E é essa carga massiva de malte que leva a gente para o número mais assustador daqui, o teor alcoólico. Os famosos 14,2%, certo?

Sim, 14,2. É quase um vinho encorpado. Eu fico pensando aqui, a base de malte é tipo uma ponte suspensa gigantesca, construída só para aguentar esse peso todo do álcool, sem desabar no paladar. Exatamente. É uma ótima analogia.

Mas me explica, como é que se bebe algo com essa voltagem toda sem parecer que está engolindo puro combustível? Então, a imagem da ponte suspensa é perfeita. Se fosse uma cerveja comum, fermentada até 14%, o álcool ia ser totalmente abrasivo. Ia queimar a garganta inteira. Exato, ia queimar tudo. Mas na Munich Wine, a mágica acontece na mecânica dos açúcares residuais.

O malte de Munique deixa um monte de açúcar complexo que o fermento não consegue consumir. Ah, e isso muda a textura da bebida? Muda muito. Fisicamente falando, esses açúcares revestem a boca de quem está bebendo. Cria meio que uma camada espessa que mascara a agressividade do álcool, sabe?

Entendi. E aí o álcool corta a doçura para não ficar enjoativo, né? Perfeito. Uma coisa precisa desesperadamente da outra para funcionar. Só que essa ponte não se sustenta só com o malte, né? Tem também o processo de envelhecimento. Ela foi lançada ali no terceiro trimestre de 2024 e tem um detalhe importante. Passou por Barris de Bourbon.

Isso, envelhecida em barris de bourbon da marca Old Elk. E olha, os resultados nos aplicativos de check-in são absurdos. Tem quase 400 avaliações únicas com uma nota beirando os 4,45. É uma nota de excelência para uma cerveja que não é nem colaboração, nem edição especial de aniversário.

Pois é, mas deixa eu bancar a cética aqui rapidinho. Pode mandar. Estampar o nome ou o gel que de forma tão específica no rótulo, tipo, isso não é só uma tática de marketing barata. Sabe, para gerar um hype e inflar a nota antes mesmo da pessoa dar o primeiro gole. Olha, é muito fácil ser cínico com esses rótulos super detalhados, eu entendo. Mas nesse universo das cervejas extremas, a destilaria do barril faz uma diferença mecânica muito real.

Não é só para pegar o gosto do que estava lá antes? Não, não é só o gosto da bebida anterior. O carvalho carbonizado por dentro do barril atua fisicamente como um filtro de carvão ativado. Ah, que interessante! Ele quebra os compostos mais ásperos da cerveja e, ao mesmo tempo, a madeira libera compostos químicos, tipo a vanilina.

Que traz aquela nota de baunilha, né? Exatamente. É uma infusão constante de baunilha, caramelo e carvalho, que interage com a Munich Wine durante meses, arredondando aqueles 14%. Nenhum tanque de inox conseguiria fazer isso.

Então o barril atua quase como a ferramenta que aperta os parafusos daquela nossa ponta suspensa. Com certeza. Bom, amarrando o nosso mergulho de hoje. A gente tem uma Munich Wine massiva de 14,2%. Domada por esses compostos dos barris ou de elk.

Isso mesmo, que teve um lançamento meteórico no final de 2024 e logo depois desapareceu. Isso é o retrato exato de como a cultura cervejeira atual cria essas obras de arte efêmeras. Verdade. Mostra que grande parte do valor que a comunidade encontra está justamente na experiência de vivenciar algo altamente exclusivo e passageiro.

O que, no fim das contas, me deixa com um questionamento psicológico bem curioso aqui no ar. E qual seria? A gente dissecou toda a química e a excelência técnica dela, né? Mas até que ponto o simples fato de sabermos que uma bebida saiu de linha influencia a nossa avaliação? É um excelente ponto.

Será que o cérebro humano não infla automaticamente a percepção entregando essas notas estratosféricas de 4,43 só porque a gente sabe que a experiência nunca mais vai poder ser repetida? A raridade mexe muito com as nossas expectativas.

Pois é, fica a reflexão para quem nos ouve. Talvez a gente valorize tanto isso numa tentativa inconsciente de eternizar na memória algo que, bem, que já nasceu para ser um estranho.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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