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Desvendando a Three Philosophers da Brewery Ommegang: Um Mergulho no Enigmático Belgian Quadrupel

05 de maio de 20266min
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Neste episódio, vamos nos aprofundar na complexidade rica e sedutora da Three Philosophers, uma obra-prima da conceituada Brewery Ommegang. Com um estilo Belgian Quadrupel, esta cerveja impressiona com sua combinação elegante de ale e kriek autêntico belga, proporcionando uma experiência que equilibra profundidade maltada e doçura suave. Ao despejar, revela um misterioso tom de marrom castanho, perfeito para ser saboreada em momentos de contemplação tranquila. Com uma graduação alcoólica de 9.7% e um amargor IBU de 21, esta cerveja permite uma jornada agradável em busca do significado da vida, adoçando o caminho com um toque serendipitoso de cereja. Junte-se a nós enquanto descobrimos os detalhes fascinantes e as notas sensoriais que tornam a Three Philosophers uma companhia ideal para reflexões profundas.
Participantes neste episódio3
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anfitriã da sessão

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B

Beer Review

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Hair Beer Brasil

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Assuntos3
  • Análise da Three PhilosophersComposição e estilos (Belgian Quadrupel e Belgian Creek) · Características sensoriais (profundidade maltada, doçura suave, acidez, vivacidade) · Papel da carbonatação no equilíbrio do sabor · Avaliação e popularidade da cerveja (Untappd) · Relação entre IBU baixo, teor alcoólico e amargor · Impacto do teor alcoólico na degustação lenta
  • Filosofia de VidaA busca tradicional vs. a contemplação através da cerveja · A cerveja como facilitadora da reflexão e desaceleração · A harmonia de elementos opostos na vida e na cerveja
  • Mercado de cervejas artesanaisExploração de histórias, curiosidades e experiências · A filosofia de beber menos, mas beber melhor
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Geralmente, quando a ideia é buscar o sentido da vida, a imagem que vem à mente é de monges no topo de montanhas, aqueles grandes pensadores debruçados sobre pergaminhos, uma busca super árdua. Sim, sim, e que exige aquele silêncio todo, muito isolamento e quase sempre uma aura de muita seriedade.

Exato. Mas e se o atalho para essa contemplação toda couber numa simples taça? E tipo, nas palavras de quem produz, prometer pelo menos adocicar a jornada. É uma promessa e tanto, olha. Pois é.

Hoje, na nossa análise aprofundada, vamos cruzar as notas técnicas da cervejaria Omengang com os dados de milhares de usuários lá na plataforma Untapd. A nossa missão é desvendar o perfil dessa bebida que atingiu esse status tão filosófico, a cerveja Three Philosophers. E o que mais chama atenção nessa nossa investigação é que não é puro marketing, sabe? Não mesmo. Eu fico muito impressionado com os dados.

A rizar no química essa receita, junto com o comportamento de quem consome, revela como a bebida literalmente altera o ritmo das pessoas.

Então, para entender essa proposta mais contemplativa, o primeiro passo é a gente olhar para a composição dela, que tem uma coloração castanha bem misteriosa, sim. É um visual bem único. Sim, e essa complexidade toda nasce de um verdadeiro tour de force de estilos. É a mistura inusitada de uma Belgian Quadruple com uma autêntica Belgian Creek, que é uma cerveja de cereja.

A genialidade da receita mora justamente nesse contraste. A quadrupel entrega uma profundidade maltada que é brutal e uma doçura suave que preenche a boca, sabe? Caramba, parece intenso. E é. Aí entra a crique, que a cervejaria descreve como um toque quase acidental de cereja. Isso traz uma acidez e vivacidade que quebram a base mais escura. Entendi.

É como se um romance clássico e super denso ganhasse, de repente, um capítulo surpresa vibrante no meio. Nossa, é a analogia perfeita. Mas me diz uma coisa. As notas técnicas também destacam uma carbonatação efervescente. Com toda essa densidade, como essas bolhas atuam na prática para equilibrar o peso do malte e do açúcar?

Então, pense na física do sabor. A carbonatação funciona como uma lâmina de limpeza. De verdade. O gás carbônico tem uma acidez natural bem sutil. Ah, faz sentido. E uma textura tátil. Quando as bolhas estouram na língua, elas literalmente cortam a sensação charoposa do malte. Isso limpa as papilas gustativas e prepara a boca para o próximo gole.

E é justamente essa capacidade das bolhas, de tipo limpar o paladar, que impede a cerveja de se tornar exhaustiva, certo? Com certeza. O que explica um fenômeno estatístico muito impressionante nas plataformas de avaliação. A Three Philosophers é um sucesso absoluto. E isso sendo uma cerveja de linha contínua, sem aquele apelo de edição limitada.

Isso é bem raro de ver no mercado. Sim. Lá no Antápede, ela tem uma nota média de 3,95. Isso baseado em mais de 167 mil avaliações, com mais de 260 mil registros totais. É muita coisa. Manter uma nota de quase quatro estrelas, com mais de 185 mil consumidores únicos, mostra que o negócio funciona. Mostra mesmo.

Esse ponto de equilíbrio entre a densidade e a limpeza do paladar agrada uma base quase universal de pessoas. Mas espera, tem um detalhe nos números que não fecha muito bem à primeira vista. O que chamou sua atenção? A bebida tem um IBU, que é a escala de amargor, de apenas 21. É baixíssimo, né?

Com tanto malte e cereja e tão pouco lúpulo para amargar, a bebida não correria o risco de ser super enjoativa? É uma ótima pergunta. Ouçam justamente os vigorosos 9,7% de álcool que ancoram a experiência toda. É exatamente a engenharia do álcool atuando aí. Como tem pouco lúpulo para quebrar o doce, o alto teor alcoólico entra fornecendo aquecimento.

Ah, aquele calorzinho no peito. Exato. E traz uma secura fundamental no final do gole. Esse calor estrutural é o contrapeso perfeito para o açúcar do malte e da fruta. Então esse álcool alto não é só um dado técnico, né? Ele dita como a bebida precisa ser bebida, literalmente.

Exatamente. O próprio perfil da cervejaria sugere que ela é perfeita para ser consumida lentamente. Para aquela contemplação silenciosa, como lhes dizem. Sim, porque a biologia humana não permite o contrário. Ninguém consegue virar um copo com quase 10% de álcool e uma textura tão densa de uma vez só.

Verdade, seria impossível. Pois é, as propriedades físicas da receita forçam o corpo a desacelerar. O calor da bebida exige pausas longas entre os goles e ao impor esse ritmo lento, a cerveja cria o tempo literal para pensar. O espaço mental necessário para tal contemplação que dá nome a ela, né?

E isso mesmo, o sentido filosófico na prática. É a química ditando o comportamento humano, é incrível. Então, para resumir a nossa análise de hoje, a cerveja junta a intensidade monástica de uma quadrupel com a surpresa frutada de uma crique.

Criando uma bebida de alto teor alcoólico super bem avaliada e feita para degustação bem lenta. Provando que a harmonia muitas vezes surge de elementos que parecem completamente opostos. O que nos leva de volta àquela ideia da busca pelo sentido da vida.

A famosa busca no topo da montanha. Pois é. Se a união de elementos tão distintos como o peso do malte e a leveza da cereja cria a base perfeita para a contemplação e força a uma pausa, fica uma pergunta. Manda. De que outras formas a mistura do inesperado no nosso dia a dia pode ajudar a desacelerar num mundo tão acelerado? Deixamos essa reflexão para adoçar a jornada de quem nos acompanha hoje.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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