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Descobrindo os Sabores da Lumberjack Caramel Frappuccino Break da 3 Sons Brewing Co.

05 de maio de 20266min
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Neste episódio, exploramos a magnífica e complexa Lumberjack Caramel Frappuccino Break, uma cerveja criada pela renomada 3 Sons Brewing Co. Este Imperial Stout, impressionantemente envelhecido em barris de Bourbon 15YR 1792 por 20 meses, nos brinda com um perfil gustativo robusto e recheado de nuances. Identificamos como os grãos de café torrados e o caramelo artesanal se harmonizam perfeitamente, enquanto o xarope de bordo escuro adiciona um toque de doçura única. Com um teor alcoólico de 14,7%, esta cerveja é uma verdadeira obra-prima para os paladares que buscam potência e sofisticação em uma só experiência. Durante o episódio, discutimos como a Lumberjack Caramel Frappuccino Break se tornou um destaque no cenário das Imperial Stouts e como ela continua em produção para a alegria dos entusiastas das cervejas artesanais.
Participantes neste episódio3
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Beer Review

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Hair Beer Brasil

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Assuntos2
  • Lumberjack Caramel FrappuccinoAnálise de ingredientes e perfil gustativo · Processo de envelhecimento em barris de Bourbon 15YR 1792 · Substituição do amargor tradicional pelo teor alcoólico e taninos · Desempenho e aceitação da cerveja no mercado · 3 Sons Brewing Co.
  • Cervejas ArtesanaisRedefinição de equilíbrio cervejeiro · Combinação de técnicas clássicas e ousadia em ingredientes · Potencial para novas categorias de bebidas
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Então, para o mergulho de hoje, a gente pegou uma ficha técnica que, olha, parece ter saído direto de uma cafeteria gourmet surtada, e não de uma cervejaria. Nossa missão aqui é analisar os dados da Lumberjack Caramel Frappuccino Break.

É um nome gigantesco, né? E produzida pela Three Songs Brinco. E assim, a ideia é entender como uma receita tão extrema realmente funciona na taça. Exato. E a provocação já começa nos ingredientes, porque, bom, ela é abarrotada de grãos de café expresso torrado, caramelo e aquele xarope de bordo escuro, o Dark Maple Syrup.

Hum, sim. É muita coisa doce. Então, a pergunta que fica logo de cara é se a gente está olhando para uma cerveja mesmo ou, tipo, para uma sobremesa líquida super pesada, sabe? Tecnicamente, a ficha classifica ela como uma stout imperial ou double pastry. Esse termo pastry já entrega o jogo. Pastry de confeitaria, né? Isso.

Sinaliza bem essa intenção de replicar sabores densos, bem doces da confeitaria. Mas se a gente focar só no caramelo e no xarope, perde a base da receita. Peraí, como assim perde a base?

É que antes de qualquer ingrediente doce entrar no tanque, o líquido passa por impressionantes 20 meses descansando. E não é em qualquer lugar, é em barris de bourbon 1792. Nossa! E barris que já tinham envelhecido o destilado por 15 anos, não é isso? Exatamente. 20 meses absorvendo tudo isso. Mas espera aí. 20 meses num barril de destilado forte.

Isso não, sei lá, destrói completamente a estrutura da cerveja antes mesmo do caramelo entrar?

Ah, no papel parece que sim, mas não. Porque quase dois anos só sugando a madeira é como um tempero muito robusto num prato doce. Sim, é uma ótima analogia à cerveja base precisa ser um monstro para aguentar esse tempo todo sem sumir, entende? Essa estadia no barril não destrói a estrutura, na verdade ela cria esse tempero essencial para o que vem depois. Certo. E aí a gente chega no detalhe mais chocante dessa ficha técnica para mim. O amargor.

É. O IBU, que é o índice que mede o amargor do lúpulo, está listado simplesmente como não aplicável. Uhum. O que é loucura no mundo da cerveja. Calma, vamos destrinchar isso para quem nos ouve. Uma cerveja sem índice de amargor aplicável? Como que uma mistura entupida de xarope e caramelo não vira um xarope de tosse intragável na boca? Tipo, não tem lúpulo para quebrar o doce.

Bom, é aí que entra o grande truque estrutural deles. Sem o lúpulo para dar aquele amargor tradicional, quem assume o papel de espinha dorsal é o teor alcoólico. Que é altíssimo. Sim, colossais 14,7%. E ele trabalha junto com os taninos que foram extraídos do barril de carvalho nesses 20 meses. Tá, mas como isso funciona na prática? Porque 14,7% de álcool é uma pancada muito forte no paladar.

É, mas pensa assim, os taninos da madeira trazem aquela secura adstringente, sabe? Aquela sensação que meio que enxuga a boca. Ah, sei, igual o vinho tinto bem seco. Exato. Quando essa secura se choca com o calor de quase 15% de álcool, cria uma barreira física que simplesmente corta a doçura do xarope de bordo e do caramelo.

Caramba, então o álcool e a madeira literalmente substituem a função do lúpulo. Literalmente. Se não fosse esse peso alcoólico absurdo, a bebida seria insuportável de tão doce. E a teoria da fermentação parece amarrar tudo perfeitamente. Mas na boca de um consumidor comum, esse álcool todo pode só deformar o paladar. Com certeza. É um risco enorme. Então, os números de consumo refletem esse equilíbrio ou isso é só uma explicação técnica que o público acabou rejeitando na vida real?

Olha, os dados mostram que a execução foi um sucesso real, viu? A ficha registra 517 consumos únicos e sustenta uma nota média de 4,29. De um total de 500 notas, por aí.

484 avaliações para ser exata. E alcançar um 4,29 num universo super crítico como o da cerveja artesanal é dificíssimo. É, a pessoa é bem exigente. Muito. E o fato de conseguirem isso com uma bebida sem Ibo e com ingredientes tão doces, bom, prova que a sensação de boca não ficou enjoativa. A barreira de álcool e madeira funcionou mesmo, então. E não é só um nicho minúsculo se forçando a gostar de algo bizarro, né? Porque os números têm um bom volume e consistência.

Exatamente. E a confirmação definitiva disso vem do status lá do sistema, a bebida continua em produção ativa. Ah, eles não pararam de fazer? Não pararam. A cervejaria apostou super alto nessa substituição da Margor tradicional e o mercado abraçou ativamente a ideia.

É, eu acho que o grande aprendizado dessa nossa análise vai muito além de conhecer uma bebida extrema. Mostra que os produtores atuais estão, sei lá, reescrevendo o próprio conceito de equilíbrio cervejeiro. Com certeza, eles estão combinando a paciência clássica de envelhecer o líquido na madeira com a ousadia pura de jogar xaropes e cafés na mistura. Sim, criando sensações que quebram qualquer padrão do que a gente espera ver num copo.

o que prova que a estrutura de uma bebida pode ser montada de formas completamente não ortodoxas e ainda assim agradar em cheio quem está bebendo. Com certeza. E deixando um pensamento instigante para quem acompanha a nossa análise refletir depois. Manda! Se as cervejarias continuam adicionando ingredientes densos de confeitaria, anulando completamente o amargor tradicional e alcançando teores alcoólicos de quase 15%, para que

Bom, qual será o limite técnico para a gente continuar chamando essas misturas complexas de cerveja antes que elas exijam uma categoria de bebida totalmente nova no mercado? Fica a reflexão.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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