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2nd Shift Brewing e sua Obra-Prima: Double Barrel Aged Liquid Spiritual Delight (LSD) - Buffalo Trace and Still 630 Bourbon

04 de maio de 20266min
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Neste episódio, exploramos a excepicional Double Barrel Aged Liquid Spiritual Delight (LSD) - Buffalo Trace and Still 630 Bourbon da renomada cervejaria 2nd Shift Brewing. Este Stout Imperial/Double destaca-se não apenas pelo teor alcoólico de 11,5%, mas pela complexidade e profundidade de sabor obtida através de um intricado processo de envelhecimento. Inicialmente, esta cerveja passou um ano amadurecendo em barris de Buffalo Trace, antes de ser transferida para barris de Still 630 Bourbon, criando camadas únicas de sabor que fascinariam qualquer apreciador de cervejas artesanais. Com uma nota impressionante de 4,42 e baseando-se em 381 ratings, é evidente que esta raridade em produção contínua encanta seus degustadores. Vamos dissecar o que torna a arte e o processo da 2nd Shift Brewing tão especial e como esta cerveja tornou-se um must-try no mundo das Stouts imperiais.
Participantes neste episódio2
B

Beer Review

Host
H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos2
  • Double Barrel Aged LSDProcesso de envelhecimento em barris · 2nd Shift Brewing · Buffalo Trace · Still 630 Bourbon · Imperial Stout
  • Desenvolvimento de Produtos ArtísticosRevisitar etapas de produção · Refinamento de processos criativos
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Se a produção de bebidas fosse tipo o cinema, o envelhecimento tradicional em barril seria aquele filme original fantástico, sabe? Aquele super aclamado pela crítica. O grande clássico. Exato, o clássico. Mas o material que vamos dissecar na nossa análise de hoje seria a sequência épica, onde o diretor simplesmente enlouquece e dobra o orçamento e as explosões. Nossa, sim. Uma explosão literal de sabor nesse caso, né?

É, estamos falando da Double Barrel Aged Liquid Spiritual Delight, que é carinhosamente chamada de LSD, da cervejaria Second Shift Brewing.

E pra dimensionar, assim, o peso dessa sequência épica, a gente só precisa olhar pro básico da ficha técnica dela. Que já é um absurdo por si só. Totalmente. Estamos falando de uma Imperial Stout, batendo ali a casa dos 11,5% de teor alcoólico. Mas o detalhe que mais chama atenção, pelo menos na minha visão, não é nem essa potência toda. É o sato de não ser uma edição super limitada, certo?

Isso, exato. Ela continua em produção ativa. Tipo, ela não é classificada como uma safra única ou uma daquelas edições vintage que você nunca mais vai achar para comprar. É, o que é gigante, porque significa que não foi só um acidente feliz, sabe? Um lote que deu sorte. Eles decifraram o código para replicar essa obra-prima ano após ano.

A genialidade virou rotina mesmo, o que nos leva de volta para aquela sua ideia do orçamento dobrado. Sim, porque como exatamente essa cerveja atinge esse nível de complexidade? Tem que ter um trupe aí. O segredo está bem na química do processo. E o detalhe crucial que encontramos nas anotações deles envolve um lote lá de 2019. O que aconteceu de tão especial nesse lote?

Então, essa cerveja já tinha passado um ano inteiro descansando em barris de bourbon. E não qualquer bourbon, da famosa marca Buffalo Trace. Que já dá um perfil aromático bem, bem intenso. Muito intenso. Mas aí, em vez de simplesmente engarrafar o produto, que, convenhamos, já estava ótimo. Eles foram lá e inventaram mais.

Pois é, eles pegaram quatro desses barris e transferiram o líquido para envelhecer de novo. E dessa vez, utilizaram barris recém-esvaziados de uma outra destiladeria, a Steel 630. Mas, ah, peraí. Deixa eu fazer o papel de advogado do diabo aqui, porque isso me parece um pouco arriscado demais. Pode falar. Uma Stout com 11,5% de álcool.

que já passou um ano inteiro puxando todo aquele sabor de bourbon, ela já é uma bebida extremamente pesada. Com certeza bem robusta. Colocar isso num segundo barril de bourbon não estraga tudo. Digo, como que isso não vira puro gosto de madeira ou, sei lá, puro álcool de destilaria? Parece muita invenção de moda.

Olha, é uma dúvida super válida. E é bem aí que entra o pulo do gato da química da madeira, sabe? Imagina o seguinte. Depois de um ano inteiro, aquele primeiro barril já entregou praticamente tudo que tinha de melhor. Ah, os compostos da madeira, tipo a baunilha. Exato. A baunilha, as notas torradas, aquele soco do borbon fresco. Tudo isso já se esgotou no primeiro ano. Entendi.

Se eles simplesmente deixassem a cerveja lá no mesmo barril por mais tempo, ela só iria oxidar lentamente, sem ganhar quase nada de novo. Ah, claro. Então o barril original meio que vira só um recipiente neutro depois desse período? É bem isso. Ao transferir o líquido para um segundo barril fresquinho, a cerveja recebe tipo uma injeção renovada de aromas intensos. Que um barril esgotado jamais conseguiria entregar de novo.

Exatamente. Cria-se uma extração em camadas. Você ganha base suave do primeiro envelhecimento, mas coroada com a explosão aromática da nova madeira da Steel 630. E o melhor, sem superoxidar a bebida. Ok, na teoria a ciência é linda, maravilhosa, mas toda essa alquimia não serve de nada se, na prática, o gosto lembrar um pedaço de carvalho molhado, né? Verdade.

O público realmente comprou essa ideia. Temos números sobre isso? Comprou e comprou muito. Os dados confirmam que a aposta deu super certo. Ela registra uma média impressionante de 4,42 naquelas plataformas de monitoramento de fãs do estilo.

Uau! 4,42 é muita coisa! É muita coisa! Para dar um contexto real para quem está acompanhando a gente, no mundo altamente crítico das avaliações de cerveja artesanal, qualquer nota acima de 4 já é vista como excepcional. Sim, o pessoal é bem exigente nessas plataformas.

Muito! Então, bater 4,42 é alcançar um patamar de elite quase inatingível. São cerca de 500 interações no total, sendo 413 únicas e 381 ratings diretos.

E ainda tem gente avaliando. Sim, as pessoas continuam interagindo com ela até hoje. Teve uma avaliação agora no último mês, inclusive. O que prova que o fascínio não foi uma coisa passageira. Essa técnica do duplo barril não foi só um truque de marketing para cobrar mais caro. No mesmo, foi uma manobra muito bem calculada. O esforço insano de produção se traduziu diretamente na taça de quem consome.

Com certeza. E olhando para o cenário maior, qual seria o grande aprendizado dessa nossa análise de hoje? Eu diria que a grande lição aqui é sobre paciência extrema e inovação no artesonato. Sabe, fica provado que ter a coragem de revisitar uma etapa que todo mundo já consideraria pronta e submeter isso a uma nova fase de refinamento pode elevar o resultado do ótimo para o extraordinário. É.

o que deixa uma reflexão muito interessante no ar para quem está nos ouvindo. Se uma cerveja pode ser transformada de forma tão fantástica, ao passar por um segundo ciclo de descanso em um ambiente novo, que outros projetos, ideias ou até processos criativos em nossas próprias vidas poderiam alcançar a genialidade se a gente simplesmente permitisse a eles uma segunda fase de maturação?

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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