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Explorando a Eunoia Batch 18: Coconut da Phase Three Brewing

04 de maio de 20266min
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Neste episódio, vamos explorar a intrigante Eunoia Batch 18: Coconut, uma Imperial Stout da Phase Three Brewing que promete encantar os amantes de cervejas intensas. Com uma impressionante graduação alcoólica de 13.9% e uma nota de 4,6 baseada em 952 avaliações, esta cerveja destaca-se pelo uso exclusivo de coco em sua receita, resultando em um perfil de sabor único. A Eunoia Batch 18 passa por um processo minucioso de envelhecimento, de 19 a 37 meses, em barris de bourbon das destilarias Heaven Hill, Wild Turkey e Willett. Este envelhecimento confere à cerveja notas robustas de coco, especiarias de inverno e um toque sutil de defumado, criando uma experiência sensorial rica e complexa. Com uma produção ativa e um número crescente de fãs, esta cerveja se destaca como uma verdadeira obra-prima para os aficionados por stouts. Prepare-se para uma discussão aprofundada sobre os elementos que tornam a Eunoia Batch 18 uma escolha excepcional no universo das cervejas artesanais.
Participantes neste episódio2
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Beer Review

Host
H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos4
  • Anatomia da EunoiaImperial Stout com 13.9% de álcool · Envelhecimento em barris de bourbon · Mistura de stouts envelhecidas · Uso de coco cru e tostado · Reação de Maillard no coco
  • Envelhecimento em barris de madeiraEnvelhecimento de 19 a 37 meses · Barris de Heaven Hill · Barris de Wild Turkey · Barris de Willett · Equalização de sabores das destilarias
  • A adição de coco na Eunoia Batch 18Regra de ingrediente único: apenas coco · Mais de 400kg de coco na mistura · Coco como tempero complexo · Notas de licor de coco · Notas de especiarias de inverno
  • Cervejas ArtesanaisExcelência através do foco em poucos elementos · Aplicação em qualquer ofício · Potencial para futuras expressões puristas
Transcrição16 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Geralmente, quando se pensa num arranha-céu imponente, a atenção vai toda para aquela fachada de vidro brilhando lá no topo. É a parte bonita, né? A que todo mundo vê. Exato. Mas a engenharia de verdade, tipo a física que impede tudo de desabar, está na fundação escura que quase ninguém presta atenção.

E é exatamente essa mesma lógica que uma cervejaria precisa aplicar quando decide criar um autêntico monstro de 13,9% de álcool. Com certeza, porque se a base não for muito bem calculada e, sabe, sólida, a estrutura inteira desmorona no paladar. Vira puro etanol, né? Aham, puro etanol. Fica intragável.

E é por isso que a nossa missão na imersão de hoje é ter um objetivo bem claro, que é destrinchar a anatomia de uma dessas fundações impecáveis. O foco da nossa análise é a Eunoia Lote 18 de coco da cervejaria Phase 3 Brewing.

Uma baita cerveja. E super bem avaliada pela galera. Tem nota 4,6 com, tipo, quase mil avaliações já. Sim, é um absurdo. Certo, vamos desempacotar isso então. Para quem já acompanha o cenário, uma Imperial Stout com esse teor todo é tipo o casaco de inverno pesado do mundo das cervejas. Aquela cerveja que é feita para aquecer mesmo e ser apreciada bem aos poucos. Isso.

E para sustentar esse casaco pesado todo sem perder a elegância, a bebida precisa de uma fundação muito robusta. É por isso que passamos para o tempo de barril. Aham! E esse é o grande segredo. Porque a base não é uma única leva fresca. Na verdade, as nossas fontes mostram que ela é uma mistura de stouts que ficaram envelhecendo pacientemente entre 19 e 37 meses.

37 meses é muito tempo. E um detalhe que salta aos olhos nas anotações é que a base não envelheceu em qualquer lugar. Eles usaram barris de bourbon de três destilarias clássicas e muito respeitadas. A Heaven Hill, a Wild Turkey e a Willett. E se a gente conectar isso ao panorama geral, essa paciência de esperar até 37 meses é exatamente o que cria a complexidade inicial da bebida.

Mas tipo misturar barris de três fontes diferentes é como montar uma equipe de vingadores dos sabores. Eles precisavam dessa complexidade prévia para aguentar o que viria a seguir.

Totalmente. Pensa nisso como a equalização de uma música, sabe? Cada destilaria tem um perfil químico na madeira. O Wild Turkey, por exemplo, traz as notas mais altas. Mais especiarias, né? Exato, mais especiarias e uma leve secura no final. Já os barris da Heaven Hill funcionam meio que como o baixo dessa música, trazendo aquelas notas mais profundas de caramelo e baunilha. E o Will It?

O Willett ajuda a amarrar essas pontas. Então fazer esse blend depois de tanto tempo cria uma base espetacular por si só. Certo, então eles construíram esse palco de luxo. E uma vez que essa equipe de Vingadores está formada na base, a cervejaria finalmente executa sua visão purista para o lote 18, que foi focar num único ingrediente adicional que eles amam.

É, eles perceberam que nunca tinham feito uma enóia 100% de coco. A regra foi bem estrita, tipo, nada mais, apenas coco, barril e stout. E eles não economizaram, né? Foram mais de 800 libras, tipo uns 400 quilos de coco cru e tostado na mistura. É muito coco.

Nossa, sim. E aqui é onde a coisa fica realmente interessante. Porque usar coco cru e tostado faz com que ele atue duplamente, quase como um tempero complexo, em vez de só uma adição doce de fruta. Sim. E o que é fascinante aqui é que o coco tostado passa pela reação de maillard. Ah, aquele processo da culinária? Aquele mesmo, que dá sabor incrível à crosta do pão assado ou ao café.

Quando os óleos do coco encontram a camada interna carbonizada dos barris e os maltes torrados, acontece uma reação química em cadelha. Então eles acabam criando a ilusão de outros ingredientes. Perfeito. O resultado traz notas de licor de coco, especiarias de inverno e até uma fumaça sutil. E o legal é que não tem especiarias reais ou fumaça artificial ali. Tudo nasce unicamente da interação entre o barril, o malte e o coco.

Que genial. Então, o que tudo isso significa para quem está acompanhando essa análise? O sucesso dessa cerveja, que ainda está em produção, é uma baita lição de restrição. Sem dúvida. A verdadeira excelência muitas vezes vem de focar em poucos elementos, né? Exato. Barril, stout e copo. E dá o tempo que eles precisam, o que é algo aplicável a qualquer ofício que a gente faça. O que me deixa com pensamento muito provocativo para o futuro. Manda.

Já que a Phase 3 esperou até o lote 18 para fazer uma versão 100% de um ingrediente que eles sempre amaram, que outras expressões puristas de ingrediente único poderiam surgir no futuro a partir de misturas tão complexas envelhecidas em barris? Fica aí a reflexão para o pessoal pensar. Às vezes, o extraordinário raramente vem do excesso, mas nasce de uma fundação que levou anos no escuro para ser construída.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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