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Descobrindo Eunoia Batch 1: 2024 da Phase Three Brewing - Uma Stout Imperial que Celebra Aniversário

04 de maio de 20265min
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Neste episódio, exploramos a intrigante Eunoia Batch 1: 2024, a impressionante cerveja da Phase Three Brewing que celebra o quinto aniversário da cervejaria com estilo. Esta Imperial Stout, que não está mais em produção, apresenta um blend sofisticado de stouts imperiais envelhecidos em diversos barris por um período de 14 a 30 meses, resultando em uma média de 23 meses de maturação. Ao final deste processo, foram adicionados amendoim, marshmallow e chocolate, criando uma experiência gustativa única que equilibra notas ricas e apimentadas de uísque e toques de madeira. Com um incrível teor alcoólico de 13.8% e uma nota de satisfação de 4.57 entre 934 avaliações, a Eunoia Batch 1: 2024 captura a essência da inovação da Phase Three Brewing, trazendo uma reimaginação moderna de um clássico com um toque irresistível de sobremesa. Acompanhe nossa conversa sobre como essa criação celebra não apenas um marco, mas também a paixão por cervejas artesanais excepcionais.
Participantes neste episódio2
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Beer Review

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H

Hair Beer Brasil

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Assuntos4
  • Anatomia da EunoiaImperial Stout com 13.8% de álcool · Blend de stouts envelhecidas em barris · Adição de amendoim, marshmallow e chocolate · Função dos aditivos na calibração do sabor · Avaliação e engajamento da cerveja
  • Ciência da Maturação em BarrisEnvelhecimento em barris por 14 a 30 meses · Extração de taninos e ligninas da madeira · Analogia com orquestra para blend de stouts
  • Inovações na gastronomiaContraste entre tradição e inovação · Uso de ingredientes inesperados em bebidas clássicas · Percepção de intensidade e tédio
  • Avaliação de CervejaExploração do universo das cervejas artesanais · Histórias, curiosidades e experiências
Transcrição17 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Sabe quando a gente abre uma cápsula do tempo? A expectativa é encontrar o passado intocado, né? Mas imagina abrir uma relíquia envelhecida com o maior cuidado por anos e, tipo, no segundo seguinte, despejar lá dentro uma panela de marshmallow derretido. E pasta de amendoim? Nossa, parece até uma ofensa para os mais puristas.

É um contraste absurdo. Mas olha, é exatamente nas bordas dessa heresia que engenharia de sabores moderna fica tão fascinante. Uhum, com certeza. E é esse o nosso mergulho de hoje. A gente vai dissecar os dados da cerveja Eonóia Bete 1, aquela edição de 2024, da cervejeria Faze Tree.

Isso. A missão aqui é entender como eles celebraram cinco anos de história, modernizando um clássico, e o que isso revela sobre engenharia por trás de sabores tão intensos. Bom, para começar a entender tudo isso, a gente precisa olhar para a base dessa bebida. Porque não é qualquer cerveja. É uma Imperial ou Double Stout, e com um teor alcoólico de 13,8%. Eu fico surpresa só de ler isso.

É, 13,8 é quase a força de um vinho fortificado, sabe? A textura muda completamente, ela fica mais densa, pesada. É uma estrutura que exige um certo respeito do paladar.

Caramba, imagino. E o coração disso tudo é um processo bem meticuloso de blend, né? Sim, sim. Eles pegaram stouts que passaram entre 14 e 30 meses envelhecendo em barris diferentes. Isso dá uma média aí de 23 meses de maturação na bebida final.

É tipo uma regência de orquestra mesmo. Se a gente pensar que os barris de 30 meses são, sei lá, os contrabaixos e violoncelos trazendo aquela base madura e sombria, e os de 14 meses são os instrumentos mais jovens, com mais vibração. Essa analogia é perfeita, só que no paladar, o som dessa orquestra é quase ensurdecedor, porque durante todo esse tempo, o líquido vai extraindo taninos e ligninas da madeira carbonizada.

Nossa! Então ela herda notas super agressivas de uísque e o amargor do tostado do barril? Exatamente. Entregar só essa base pura seria um ataque. É um problema de intensidade enorme que precisava ser resolvido ali.

E é aí que entra a tal modernização, a adição da manteiga de amendoim, do marshmallow e do chocolate. Mas, peraí, injetar esses doces de confeitaria numa bebida envelhecida não corre o risco de ofuscar toda essa complexidade? Fica parecendo que tentaram mascarar um erro.

Olha, pelo contrário, essa é a parte mais inteligente da formulação toda. Os dados mostram que a função desses doces não é só estética, nem é para transformar a bebida numa sobremesa. As gorduras e os açúcares têm uma função quase mecânica aí. É como colocar isolamento acústico numa sala barulhenta.

A gordura da pasta de amendoim literalmente reveste as papilas gustativas. Uhum, criando um filtro. Exato. Cria um amortecedor contra a destringência do carvão e o calor alcoólico do uísque. Em vez de competirem, eles se calibram.

Que genial! E não é só teoria, né? Os números provam que essa estratégia deu muito certo. Nos dados que a gente analisou, a Eonóia de 2024 tem uma nota altíssima, 4,57. Com base em mais de 900 avaliações, né? É um consenso raro numa comunidade tão exigente.

Sim, e o nível de engajamento impressiona. São 1.219 registros totais, sendo mais de mil únicos. E isso para uma cerveja que já está com a produção encerrada no sistema. É o famoso status de vintage. A relação de consumo muda totalmente de figura aí.

Pois é, a pessoa não está só degustando uma bebida qualquer. Ela está caçando uma safra histórica super efêmera, que em prova quer marcar na história que teve acesso àquela experiência.

Com certeza. A exclusividade potencializa a percepção. O sabor ganha o peso da memória do acesso, sabe? Fato. Resumindo, a Eonoia Bet1 ilustra muito bem essa união improvável. A paciência da maturação clássica é equilibrada pela ciência rápida da confeitaria. Uma colisão exata entre tradição e química sensorial. E para quem acompanha o nosso mergulho, deixo um questionamento final.

Se a receita original de um clássico precisou receber um choque de açúcar e gordura após só cinco anos para continuar surpreendendo, o que isso revela sobre a velocidade da nossa percepção? A busca por intensidades inéditas parece estar encurtando nosso limiar para o tédio, exigindo que até o tempo ganhe novos sabores. Fica a reflexão.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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Eunoia Batch 1: 2024
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