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Descubra a West By Northwest: A D.O.U.B.L.E. Colaboração da Riverlands Brewing Company

04 de maio de 20266min
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Neste episódio, exploramos a fascinante West By Northwest, uma IPA Double Hazy fruto da colaboração entre a Riverlands Brewing Company e a Gnosis Brewing. Com um ABV de 8,2%, esta cerveja surpreende pelos lúpulos Motueka, Citra e Nelson Sauvin que criam um perfil aromático e saboroso inigualável. Com uma avaliação impressionante de 4,21 pontos e mais de 571 avaliações, a West By Northwest não apenas agrada aos paladares mais exigentes, mas também ressalta o charme e a competência das cervejarias envolvidas. Vamos mergulhar nos detalhes que tornam esta IPA uma verdadeira obra de arte no universo da cerveja artesanal. Prepare-se para um episódio repleto de descobertas e sabores intensos.
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Beer Review

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Hair Beer Brasil

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  • West By Northwest IPAColaboração Riverlands e Gnosis · Estilo Double Hazy IPA · Lúpulos Motueka, Citra e Nelson Sauvin · Engenharia da receita e textura · Percepção de álcool e amargor
  • Mercado de cervejas artesanaisProdução contínua de colaborações · Superação do hype inicial · Aceitação de cervejas superalcoólicas
  • Cervejas ArtesanaisPerda de importância do IBU em Hazy IPAs · Foco em aromas e espetáculo sensorial
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Imagina uma bebida com 8,2% de álcool que desce macia, tipo um suco tropical. E o mais louco, os criadores simplesmente se recusam a divulgar o nível de amargor. Isso já quebra algumas regras da gravidade cervejeira logo de cara. Exato. Hoje, a nossa missão neste nosso mergulho nas fontes é entender essa cerveja que está chamando tanta atenção. A West by Northwest.

Uma colaboração de peso, né? Entre a Riverlands Brewing Company e a Gnosis Brewing. Sim, queremos descobrir o que os números e a receita dizem sobre o sucesso desse rótulo. Bom, vamos desempacotar isso. Vamos lá. O primeiro detalhe que salta aos olhos é que essa cerveja continua em produção contínua. Tipo, não é daquelas edições vintage limitadíssimas que somem das prateleiras em uma semana.

E olha, isso nos revela muito sobre o mercado atual. Manter uma colaboração assim na linha fixa significa que ela sobreviveu àquele teste do hype inicial. Aham, virou rotina de consumo da galera. Exatamente. E a ambição por trás disso fica super clara quando a gente olha para o estilo dela, que é uma IPA imperial.

Que o pessoal também chama de Double New England, certo? Isso, ou Double Hazy IPA. Basicamente é um estilo totalmente focado em entregar uma aparência bem turva e, nossa, uma explosão aromática que domina os sentidos.

Aqui é que a coisa fica realmente interessante. Porque para criar essa explosão toda, a receita leva aos lúpulos Motueca, Citra e Nelson Salvin. Um trio de respeito, sem dúvida. É tipo montar um super grupo musical, sabe? A química precisa funcionar perfeitamente para não virar bagunça. Com certeza.

O Citra entra com aquele vocal pop bem agressivo de frutas tropicais. Aí o Nelson Salvin traz uma base acústica sofisticada, que lembra uva branca. E o Motueca amarra tudo.

Exato, com uma lima de baixo cítrica e brilhante. Mas, peraí, eu preciso ser a cética da história agora. Manda. Uma cerveja com 8,2% de álcool e o índice de amargor, o famoso IBU, listado só como não aplicável. É, parece meio perigoso no papel.

Pois é. Geralmente essa combinação aponta para um xarope intragável ou para o puro gosto de álcool queimando a garganta. Como que eles escapam dessa armadilha? O que é fascinante aqui é a engenharia por trás da receita. Porque assim, o álcool não desaparece por mágica, né? Claro que não. Em uma Raze IPA como essa, eles usam uma carga muito pesada de grãos ricos em proteínas, tipo aveia e trigo.

Ah, tá. E o que isso faz? Bom, quando essas proteínas ficam lá em suspensão no líquido, elas se encontram com a quantidade absurda de óleos essenciais soltos por esses três lúpulos. Certo. E aí rola uma reação que cria uma textura muito aveludada, sabe? Quase espessa. Essa estrutura literalmente encapsula a percepção do álcool no nosso paladar.

Nossa, então é a própria textura da cerveja atuando como um escudo contra a agressividade do álcool. Exatamente isso. Quem bebe sente o peso e o corpo da bebida, mas aquela queimação adstringente do álcool fica totalmente mascarada pela cremosidade.

Isso muda tudo. E os dados mostram que quem consome cai direto nessa ilusão sensorial, já que ela ostenta uma nota excelente de 4,21. Sim, e baseado em 571 avaliações. E se formos além dessa nota fria, o comportamento do público é super revelador. Conta mais sobre os números. A gente tem quase 700 registros de consumo, os check-ins totais, sendo que 618 deles são únicos. Uau, então a taxa de sucesso no primeiro gole é alta?

Quase todo mundo que prova pela primeira vez gosta o suficiente para avaliar super bem e mantendo quase 100 consumos registrados todo mês. É uma retenção gigantesca para uma bebida tão densa.

E se conectarmos isso a um panorama maior, fica nítido que as pessoas pararam de fugir das cervejas superalcoólicas desde que a textura entregue conforto. E então, o que tudo isso significa no fim das contas? Basicamente, a união da Riverlands com a Gnose não foi só jogar ingredientes caros dentro de um tanque. Não mesmo. Eles dominaram a química da turbidez e dos óleos de lúpulo.

Transformando um produto teoricamente agressivo em uma experiência sensorial super acessível. Perfeito. O que demonstra que as colaborações e essas receitas complexas continuam moldando as prateleiras hoje em dia. Porque entregam intensidade, né? Isso. A intensidade que o consumidor moderno exige, mas com uma engenharia de sabor que aquelas antigas IPAs super amargas não conseguiam oferecer.

Aquele super grupo de lúpulos realmente soube dar um show de química. Com certeza, Darum. Mas, para quem nos ouve, fica aqui uma provocação para levar depois do papo de hoje. Considerando que uma cerveja tão cultuada, complexa e forte sequer listou a sua métrica de amargor... Uma boa questão.

Será que o tradicional IBU simplesmente perdeu a importância nessa nova era das cervejas hazy, onde o foco principal é o espetáculo dos aromas? Fica a dúvida no ar. É algo bem instigante para se pensar na próxima vez que for erguer o copo.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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