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A Harmoniosa Aventura de A Loving Tongue da Freak Folk Bier

04 de maio de 20265min
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Neste episódio, exploramos a envolvente A Loving Tongue da Freak Folk Bier, uma New England IPA que promete conquistar os amantes de lúpulo. Produzida com cevada americana e aveia, esta cerveja encanta com uma combinação de lúpulos resinosos como Simcoe, Amarillo e Citra, que conferem notas cítricas e tropicais. Com um teor alcoólico de 7% e uma nota impressionante de 4,29 nas avaliações, A Loving Tongue se destaca no cenário das cervejas artesanais. Descubra como a Freak Folk Bier conseguiu, mesmo sem colaborações, criar uma IPA que continua a fascinar e inspirar apreciadores mundo afora.
Participantes neste episódio2
B

Beer Review

Host
H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos3
  • Fractured IPA Freak FolkAnálise da cerveja New England IPA · Ingredientes: cevada americana, aveia, lúpulos Simcoe, Amarillo e Citra · Teor alcoólico de 7% e nota de 4,29 · Ausência de colaborações e safras especiais · Interação da aveia com lúpulos para reduzir amargor e aumentar aroma/sabor · IBU não listado (NA)
  • Mercado de cervejas artesanaisZero consumo mensal apesar de em produção · Alta avaliação e baixa disponibilidade · Lotes limitados e distribuição rápida · Caça ao tesouro por novidades
  • Pressão por Inovação vs Cuidado ÉticoMercado cervejeiro obcecado por ingredientes bizarros · Sucesso de receita focada em ingredientes tradicionais · Maestria na execução técnica
Transcrição17 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Como uma cerveja que, tipo, está oficialmente em produção, registra exatamente zero consumos no último mês? Bom, na nossa imersão de hoje, a gente vai investigar isso. E o mais curioso é que não estamos falando de um rótulo obscuro ou esquecido por aí, né? É a Loving Tongue.

Sim, da cervejaria Freak Folk Beer. Isso mesmo. Ela ostenta uma avaliação altíssima, mas parece que simplesmente evapora do mapa assim que sai dos tanques. Certo, então vamos desempacotar isso. Porque para entender esse comportamento meio bizarro nos dados, a gente precisa primeiro olhar para a fundação da receita.

Com certeza, a base de tudo. E, surpreendentemente, os registros mostram a base super direta. Nada de colaborações tipo Colab com outras marcas, nada de safras especiais. Aham, vintage é falso no registro. Pois é. A receita leva cevada e aveia americanas, junto com aquele trio de lúpulos que a galera conhece de olhos fechados. Cinco, amarilo e citra. É um perfil de construção clássico e, assim, extremamente focado. Sim.

E pensando nessa adição pesada de aveia, eu sempre associo isso àquela textura visual de vitamina, sabe? Um smoothie mesmo que quebra totalmente a transparência da bebida. Mas mecanicamente falando, como que essa base espessa consegue interagir com uma carga de lúpulo tão potente sem virar uma bagunça no copo?

O que é fascinante aqui é justamente a química da coisa. Não é só sobre deixar o líquido turvo para ficar bonito na foto, sabe? A aveia possui uma carga altíssima de proteínas e durante o processo essas proteínas se ligam aos polifenóis dos lúpulos. Do zinco ou do amarilo.

Exato. E do citra. Elas criam uma suspensão permanente. É isso que forma aquela neblina super característica da Reise. E o detalhe crucial, essa ligação amortece a percepção de amargor no paladar. Ah, peraí. Isso explica um buraco na ficha técnica, então.

O IBU, né? Isso. O IBU sequer aparece listado. Consta apenas como NA, o que mostra que a preocupação deles no processo foi zero com amargor. É, o foco foi 100% na saturação de lúpulo para extrair só sabor e aroma. A base de malte e aveia meio que neutraliza a agressividade. Deixando o perfil frutado e cítrico brilhar, né?

Brilhar de forma muito redonda, sem dúvida. E essa saturação aromática aliada à textura aveludada explica perfeitamente o que a gente vê nos dados de avaliação. Estamos falando de uma cerveja com 7% de teor alcoólico, segurando uma nota de 4,29. É uma nota altíssima.

Baseada em 618 avaliações diretas. Manter uma nota acima de 4 com esse volume de gente julgando é raríssimo. Muito raro. O que traz a gente de volta para aquela contradição inicial dos dados. Verdade.

Quando eu vi zero consumos mensais, eu, curioso do jeito que sou, logo pensei que a base de dados estava simplesmente errada ao dizer que a cerveja segue em produção. Aham. Pensei, ah, com certeza já descontinuaram a receita. Eu confesso que também desconfiei disso no começo. Parece muito um lote morto. Mas se a gente cruzar com outro ponto dos dados, a história muda completamente. O número de check-ins.

Exatamente. Existem 785 check-ins no total para a Lovingtang. Desses, 692 são registros únicos. Caramba! Ou seja, a esmagadora maioria bebeu uma lata só e nunca mais conseguiu repetir a dose. Pois é. O status em produção é real, mas o que os dados capturam é a dinâmica de mercado dessas cervejas de nicho. É uma verdadeira caça ao tesouro, sabe?

A cervejaria solta um lote limitadíssimo. E a distribuição é engolida em questão de horas pelos caçadores de novidades. Aí o gráfico de consumo mensal despenca para zero imediatamente depois. Quem conseguiu comprar, provou, fez o check-in. E as prateleiras secam até o próximo lançamento.

Então o cenário que a gente tem é o seguinte, a Loving Tongue é uma haze IPA de 7% avaliada lá no teto, que gera filas e zera estoques instantaneamente, mas que é construída sobre uma fundação super tradicional de ingredientes. Sem precisar inventar moda. É a prova definitiva de que dominar o básico com perfeição técnica ainda gera um impacto gigantesco no mercado.

O que deixa quem acompanha a nossa análise de hoje com uma reflexão provocativa. Em um mercado cervejeiro que parece cada vez mais obcecado em jogar marshmallow, lactose e ingredientes bizarros dentro dos tanques, para chamar atenção... Nossa, sim! Será que o sucesso estrondoso de uma receita focada unicamente na maestria de usar cevada, aveia e três lúpulos tradicionais sugere que a execução perfeita sempre vai vencer o excesso de inovação?

É uma ótima pergunta para se fazer. Fica aí o pensamento para a próxima vez que um copo turvo aparecer na mesa. Obrigado por acompanharem mais essa imersão e até a próxima. Até mais, pessoal.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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Freak Folk Bier

A Loving Tongue (New England IPA)
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