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Explorando Tarred & Feathered (2025) da Freak Folk Bier: Uma Hazy IPA Refrescante

04 de maio de 20266min
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Neste episódio, mergulhamos no universo da cerveja Tarred & Feathered (2025), uma intrigante criação da cervejaria Freak Folk Bier. Com seu estilo Imperial / Double New England / Hazy, esta cerveja de 8.5% ABV encanta os paladares mais exigentes com uma combinação única de lúpulos Citra, Peacharine e Motueka, proporcionando um perfil complexo e surpreendente. Com uma nota alta de 4,48 baseada em 329 avaliações, é fácil entender por que ela tem impactado o cenário das cervejas artesanais. Descubra como seus sabores e aromas intrigantes conquistam os entusiastas de cerveja, mantendo-se em produção contínua e destacando-se como um vintage distinto da Tarred & Feathered. Vamos explorar juntos cada detalhe que faz desta cerveja uma experiência memorável!
Participantes neste episódio2
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Beer Review

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H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos2
  • Tarred & Feathered 2025Imperial / Double New England / Hazy IPA · Freak Folk Bier · Lúpulos Citra, Peacharine e Motueka · Teor alcoólico (ABV) de 8,5% · Ausência de IBU (Índice de Amargor) · Conceito de 'Vintage' em cervejas frescas
  • Características da IPACorrida pelo amargor nas IPAs tradicionais · Mudança de foco para textura e aroma nas NEIPAs · O papel estratégico do lúpulo em NEIPAs
Transcrição21 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

É engraçado como, tipo, quando a gente olha a ficha técnica de um carro esportivo, os números dão exatamente aquela dimensão do impacto, né? Cavalos de potência, torque, está tudo ali catalogado. É a planta do projeto.

Exato. Mas e quando a gente olha para os dados de uma criação artesanal super exclusiva e de repente faltam peças cruciais nesse quebra-cabeça? Fica aquele mistério no ar, com certeza. Fica mesmo. E é por isso que a nossa imersão de hoje vai mergulhar direto na Taradon Feathered 2025 da cervejaria Freak Folk Beer.

A ideia aqui é decupar esses dados brutos, porque é uma bebida que ainda está em produção, e entender o que essa receita promete entregar. Eu estou bem animada com essa.

Bom, o que é fascinante logo de cara é a estrutura técnica dela. A classificação aponta para uma Aipa Imperial, ou Double New England. É aquele famoso estilo Raze, que é naturalmente turvo. Sim, aquele visual opaco, bem clássico. Isso. E os números começam bem agressivos. O teor alcoólico, o nosso ABV, bate em expressivos 8,5%. 8,5% numa Raze?

Olha, me soa quase como um martelo de veludo, sabe? Um martelo de veludo, gostei dessa. É que a pancada do álcool tá lá. A gente sabe que é forte, mas a textura turva meio que promete amaciar o golpe.

Só que, olhando aqui a ficha, o IBU, que é aquele índice clássico de amargor, simplesmente não está disponível, consta só como NA. Pois é. A gente cresce nesse mundo cervejeiro achando que o IBU é, tipo, o grande atestado de potência de uma IPA. O amargor perdeu a relevância nesse caso? Então, essa ausência levanta um ponto super importante. E não é um erro de preenchimento de formulário, não. É meio que um manifesto do estilo mesmo. Ah, interessante.

Se a gente conectar isso ao cenário maior, as IPAs tradicionais viviam aquela corrida armamentista pelo amargor, né? Aquele choque no paladar. As ISIs simplesmente mudaram a regra do jogo.

Elas foram para um caminho bem diferente. Totalmente. Elas buscam uma textura bem sedosa e uma explosão aromática. O lúpulo entra no tanque não para amargar o líquido, mas de forma estratégica para soltar óleos essenciais e sabor. Colocar um IBU ali seria tentar medir a coisa errada, sabe? Desvia o foco.

Nossa, isso muda a forma como eu olho para o rótulo. De verdade. O foco sai daquela porrada seca e vai direto para a complexidade. Exatamente. E bom, isso já nos leva aos ingredientes, né? Que são o motor dessa máquina toda. Temos uma Double IPA feita exclusivamente com três lúpulos. Citra, Pecharine e Mutueca. Um trio de peso.

Sim, pensando numa banda de rock, é quase um supergrupo. O Citra é, sei lá, o vocalista famoso, aquele perfil cítrico infalível que todo mundo reconhece de longe. Mas e os outros dois? É uma ótima analogia. Porque, tipo, o Picharini, pelo próprio nome, deve jogar uma carga de pêssego bem pesada para dar corpo, enquanto o Motueka talvez entre com algo mais elétrico para equilibrar. Faz sentido isso?

Faz muito sentido. Essa leitura da dinâmica entre eles é bem precisa e ilustra muito bem a alquimia que a Freak Folk Beer costuma fazer. O citra, como você disse, segura a base sólida. Aí entra o picharine, que é uma variedade super moderna, e traz de fato essa nota bem suculenta de pêssego e nectarina, que preenche a boca.

Aquela sensação de morder a fruta mesmo. Isso. E para contrastar com esse dulçor, o motueca, que vem lá da Nova Zelândia, adiciona um perfil vibrante de limão e umas frutas tropicais mais brilhantes. Lada de frutas extremamente complexa, mas sem virar uma confusão no paladar. Cada nota tem seu lugar.

E um detalhe técnico aqui da ficha que não pode passar batido, não é uma colaboração. Bem observado. Ou seja, eles não dividiram o estúdio. O palco e o controle criativo são 100% da cervejaria, sem nenhuma concessão externa.

E ter controle absoluto sobre um teor alcoólico de 8,5% e uma carga tão intensa desses lúpulos modernos se reflete direto na recepção do público. As notas confirmam isso, né? Com certeza. Não é uma bebida que agrada só a um nicho super restrito. A nota de avaliação beira o 4,5, de um total de 5.

Isso é altíssimo. Muito alto. São centenas de registros únicos mostrando que quem consegue colocar as mãos nessa lata reconhece esse nível de execução quase que instantaneamente. Então, para quem está acompanhando essa imersão, o que tudo isso significa na prática? A Tarot Inferred prova que dominar lúpulos tão expressivos dentro de uma base potente exige uma técnica impecável para entregar esse perfil turvo de primeira linha.

Perfeito. E a cereja do bolo aqui é que a ficha técnica crava essa receita como Vintage True, ou seja, marca oficialmente a safra 2025 desse rótulo.

Nossa, e aqui as coisas ficam realmente instigantes para mim. Porque IPs turvas são produtos super frágeis por natureza. Demais. O oxigênio é o maior inimigo. Exato. O frescor de um picharine ou de um motueca desaparece rápido se a lata não for aberta quase que imediatamente depois de sair da cervejaria. O que deixa a gente com um belo paradoxo. Qual seria?

Se a palavra vintage ou safra sempre esteve atrelada àquelas garrafas de vinho ou cervejas escuras que envelhecem décadas, acumulando poeira num porão, o que significa colar esse termo numa bebida que foi construída justamente para brilhar intensamente e sumir em questão de semanas?

É uma quebra de expectativa gigante. Total! Será que o mundo das bebidas está redefinindo o conceito de safra para, tipo, celebrar a perfeição efêmera do que precisa ser apreciado hoje? É uma reflexão e tanto para quem está escutando a gente.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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Tarred & Feathered (2025)
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