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Uma Homenagem Lupulada com a History of Dogs: For Gus da Freak Folk Bier

04 de maio de 20266min
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Neste episódio, vamos explorar a história emocionante por trás da cerveja History of Dogs: For Gus da Freak Folk Bier, uma IPA - Quadruple criada em memória de Gus, o querido amigo de Carlos e Kelsey Lopez. Descubra como esta cerveja, que ostenta uma nota altíssima de 4,54 em 283 avaliações, se destaca com seu teor alcoólico de 9,2% e uma carga surpreendente de lúpulo, atingindo 65 IBU. Produzida com um processo de quadruple dry-hop utilizando lúpulos Citra, Galaxy, NZ Cascade, Riwaka e Motueka Hop Kief, cada gole celebra a amizade e o amor por nossos amigos de quatro patas. Além disso, saiba mais sobre o impacto de suas vendas, com uma parte do lucro sendo revertida para a Central Vermont Humane Society. Não perca essa jornada sensorial e emocional homenageando Gus e o trabalho da Freak Folk Bier.
Participantes neste episódio2
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Beer Review

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Hair Beer Brasil

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Assuntos4
  • Significado de perrengueHistory of Dogs: For Gus · Freak Folk Bier · Gus · Carlos e Kelsey Lopez · Central Vermont Humane Society
  • Engenharia Técnica e FatoresQuadruple IPA · 9,2% de álcool · 65 IBU · Quadruple dry-hop · Lúpulos Citra, Galaxy, NZ Cascade, Riwaka e Motueka Hop Kief
  • Memória e NarrativasTransformar perda em produto · Consumo como ritual compartilhado · Suporte emocional através do consumo
  • Provocação FinalItens cotidianos como memoriais
Transcrição18 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Como é que se engarrafa o luto? E mais do que isso, como transformar a perda de um melhor companheiro numa das químicas mais extremas do mundo cervejeiro?

É uma pergunta fantástica, na verdade. Porque, bom, quando a sociedade pensa em eternizar uma memória, a gente logo pensa numa música de tributo, né? Exato. Ou um monumento de pedra, sei lá. Isso. Dificilmente a gente pensa num produto perecível, algo que vai ser simplesmente consumido. É, e é bem essa quebra de expectativa que a gente vai destrinchar na nossa análise de hoje.

Nós vamos focar na History of Dogs, For Gus, que é produzida pela Freak Folk Beer. Hum, excelente escolha.

A missão aqui, para quem nos acompanha, é entender como uma bebida artesanal serve de memorial, sabe? E ao mesmo tempo apresenta números técnicos que são, honestamente, um absurdo de engenharia. Sim. E para dar o contexto de quem inspirou tudo isso, essa cerveja é uma homenagem direta ao Gus. Ele era o cachorro e o melhor amigo inseparável de Carlos e Kelsey Lopes.

E vai além do rótulo, certo? Porque parte das vendas vai para a Central Vermont Romain Society. Exatamente, ajudando outros animais locais. É uma ação bem palpável e direita. Mas sabe, o que mais me intriga nisso é o peso psicológico da coisa. Tipo, até que ponto conhecer todo esse contexto de perda altera a percepção de quem está ali com o copo na mão? Muda drasticamente.

vai muito além de só buscar um significado na compra. O luto costuma ser uma coisa muito isoladora, né? É, solitária mesmo. Pois é. Mas quando a venda financia abrigos, o ato de abrir essa cerveja vira tipo um ritual compartilhado por quem consome. A Cissa é muito forte. É como se, de certa forma, as pessoas ajudassem a família a dividir esse peso.

Exatamente. A dor deles acaba ganhando um propósito coletivo, uma rede de apoio. É lindo isso. O consumo vira suporte emocional. Mas, mudando um pouco de marcha aqui, é curioso como essa intensidade sentimental acaba refletida na agressividade da receita. Com certeza. Eles não fizeram uma cervejinha leve e refrescante para lembrar do gus. Nem um pouco. Eles, tipo, engarrafaram um monstro.

Pra quem está ouvindo ter uma ideia, a gente está falando de uma quadruple IPA com 9,2% de álcool. E com 65% na escala Ibo. E só pra contextualizar tecnicamente, o Ibo mede o nível de amargor da bebida. Que já é bem alto. Sim, bater 65% não é dar um toque sutil no final, sabe? Esse amargor tá ali, lutando ativamente pra dominar o paladar.

E aqui eu confesso que eu fiquei bem confuso quando li a ficha, porque a receita fala que o lote passou por um quádruplo dry hop.

Uhum, o famoso dry hop. E usando 10 libras por barril. É um exagero estrutural imenso. Total. De lúpulos fortíssimos, tipo Citra, Galaxy, Enzica Skade, Rio Waka e aquele Motueka Hop Keef. Pra mim, é como colocar quatro camadas extras de cobertura num bolo. Não deveria virar um suco de mato intragável. Na teoria clássica de fermentação... Sim, desmororaria completamente.

E aí que entra a genialidade de como o mecanismo do dry hop funciona. Explica isso melhor. Imagina um chá. Quando a erva ferve na água, o calor intenso extrai os ácidos e isso gera um amargor fortíssimo. Certo, faz sentido. Mas o dry hop é o equivalente a colocar a erva na água fria depois que o líquido já está pronto. Você não extrai o amargor do cozimento. Ah, entendi. O líquido suba só os óleos essenciais, né? Isso.

Todo aquele aroma cítrico e floral. Então jogar 10 libras num barril 4 vezes é uma tentativa extrema de saturar a cerveja de perfume e não de amargura agressivo. Que jogada inteligente. Pois é. Só que a linha química entre extrair os óleos florais e deixar a bebida com um gosto vegetal horrível de mato é microscópica. Nossa, o risco de dar errado é gigante. Gigante.

E tem um outro segredo para segurar a pancada dos 65 IBUs, que a gente falou antes, que é a base da cerveja. O malte. Exato. Numa quadruple IPA, o álcool alto e a carga massiva de malte trazem um dulçor residual muito forte. Funciona literalmente como uma gangorra. Está de um lado o peso brutal do lúpulo, do outro o peso doce do malte. Isso. Quando os dois lados são extremos, a gangorra se equilibra perfeitamente.

E equilibrou mesmo, porque ela tem uma nota altíssima de 4,54, baseada em quase 300 avaliações únicas de consumidores. Perfeitamente orquestrada.

O que no fim das contas mostra que a History of Dogs, For Gus, consegue unir uma técnica brutalmente complexa a uma causa super vulnerável. E prova que produtos do dia a dia podem carregar muita alma e intenção, né? Sem dúvida.

o que deixa uma provocação final para quem nos ouve. Se a química e a técnica cervejeira conseguem engarrafar o amor e o luto por um animal de estimação, que outros itens aparentemente mundanos do nosso cotidiano poderiam virar memoriais vivos e poderosos se fossem criados com esse mesmo nível de intenção? Fica aí o pensamento.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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