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Descubra os Segredos da Anchorage Brewing Company com A Deal With the Devil - Triple Oaked (Batch 13 - 2024)

04 de maio de 20267min
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Neste episódio, exploramos o mundo extraordinário da cerveja artesanal com a Anchorage Brewing Company e sua notável criação A Deal With the Devil - Triple Oaked (Batch 13 - 2024). Com impressionantes 22.93% ABV, este barleywine americano é uma verdadeira obra-prima, envelhecida por 30 meses em uma combinação de barris de Willet Rye, Wild Turkey Bourbon e Heaven Hill 15 Year Malt Whiskey. Durante esse processo meticuloso, a cerveja é transferida três vezes para barris frescos, resultando em uma bebida complexa e rica em sabores. Apesar de não estar mais em produção, sua avaliação de 4,64 estrelas com 593 avaliações demonstra a excelência e o apreço dos amantes de cervejas. Saiba mais sobre esta preciosidade vintage e toda a dedicação por trás do processo de envelhecimento que define esta obra-prima da Anchorage Brewing Company.
Participantes neste episódio3
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Beer Review

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Hair Beer Brasil

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Assuntos3
  • A Deal With the Devil Triple OakedProcesso de fermentação e teor alcoólico · Engenharia celular e adições de açúcar · Controle de temperatura e estresse da levedura · Maturação em barris de uísque · Técnica Triple Oaked
  • Mentalidade de EscassezCusto e trabalho do processo · Disponibilidade e exclusividade · Hype e percepção de valor
  • Bebidas para festaLimites da cerveja artesanal · Evolução para novas categorias de bebida
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Ah, imagina uma bebida que passa, tipo, 30 meses absorvendo a essência de 3 barris de uísque diferentes e atinge quase 23% de álcool. Nossa, soa totalmente como uma descrição de um destilado raro, né?

Exato. Mas, na verdade, a gente está falando de uma cerveja. Bem-vindos a mais uma análise profunda. Hoje, a nossa missão é cruzar os dados do Antepid com as notas de produção e dissecar a Deal with the Devil. A famosa versão Triple Woked Batch 13, que saiu agora em 2024, certo? Isso, essa mesma.

Vamos entender a fundo o que faz dessa American Barley Wine da Anchorage Brewing Company um verdadeiro pacto com o diabo no mundo cervejeiro. E olha, o que impressiona logo de cara na ficha técnica não é só a ousadia dos ingredientes, é o desafio físico mesmo de criar algo assim. É um absurdo. A gente está falando de um choque frontal com os limites da biologia na fermentação.

Vamos entender então como eles chegaram lá, porque, bom, o número que salta os olhos nesses dados é justamente esse teor alcoólico, 22,93%. É quase um vinho fortificado ou um licor forte. Como que isso, técnica e sensorialmente, ainda se mantém na categoria de cerveja?

É a mágica do estilo American Barley Wine. E atingir 22,93% sem nenhuma destilação posterior é um feito extremo, sabe? A matemática inicial realmente parece não fechar. Pois é, pelo que a gente sabe de fermentação básica, a levedura consome o açúcar e produz o álcool. Mas chega num ponto em que ela literalmente morre intoxicada no próprio ambiente que gerou.

Não é? Aham. O raciocínio é exatamente esse. Para chegar a quase 23% de forma natural, a cervejaria precisa de uma engenharia celular minuciosa. Não dá para simplesmente jogar o malt lá e esperar. Então eles usam o quê? Cepas mutantes. Tipo aquelas leveduras de champanhe. Exato. Além de selecionar cepas ultra-resistentes...

os cervejeiros precisam fazer adições incrementais de açúcares fermentáveis. É tipo uma alimentação homeopática, para não esgotar a levedura de uma vez. Ah, entendi. E o controle de temperatura precisa ser cirúrgico, né? Para que a levedura não se estresse. Porque se ela estressar, ela gera compostos indesejados. Aquele cheiro e gosto ruim de solvente. O que acaba gerando um segundo desafio gigante, não é?

Porque um álcool tão extremo assim, recém-fermentado, deve ser incrivelmente agressivo ao paladar. Isso explicaria a necessidade de domar a bebida. Com certeza. O líquido cru deve ser quase intragável. E as notas de produção da Anchorage mostram uma solução que beira a insanidade logística para resolver isso. Eles deixam a cerveja maturando por 30 meses.

E não é em qualquer lugar. São barris de Willet Rye, Wild Turkey Bourbon e Heaven Hill Mouth Whisky de 15 anos. E o pulo do gato aí é o processo Triple Oat, a técnica raríssima de transferir o líquido para barris frescos, no caso, três vezes durante o processo todo. É aí que eu fico perplexa com o custo e o trabalho, sabe? A cerveja praticamente suga a alma de três whiskeys diferentes.

Mas me tira uma dúvida. Qual é o impacto real de trocar de barril tantas vezes, em vez de apenas deixar a bebida lá, quieta, no mesmo barril por 30 meses? Bom, pensa na madeira como se fosse uma esponja ou um saquinho de chá. O carvalho de um barril tem um limite físico dos compostos aromáticos que consegue ceder ao líquido. Taninos, baunilha, os próprios resíduos do uísque antigo. Chega uma hora que ele soltou tudo que tinha para dar.

Ah, faz sentido. Se o líquido ficar estagnado lá na madeira exausta, o ganho de sabor simplesmente para. Então, ao transferir para barris frescos, eles injetam uma camada nova e intensa em cada troca. São três ciclos completos de extração. Nossa, mas com todo esse trabalho, dois anos e meio de guarda, trocas de barris que devem ser caríssimos, sem contar a evaporação, fatalmente a disponibilidade cai muito. A escassez deve ser absurda. Total.

Os registros mostram que a produção dessa safra já está oficialmente encerrada e tem apenas uns 21 consumos mensais registrados no Anteped no mundo todo. É muito exclusivo e a aprovação é brutal, né? Nota de 4,64 com umas 600 avaliações ali e tem todo um status de vintage ligado lá, a versão original de 2018, mas aí vem a minha provocação para quem está escutando a gente. Manda!

Com uma produção tão limitada e difícil de encontrar, será que o hype acaba inflando a nota no subconsciente de quem bebe? Olha, a escassez definitivamente cria uma aura de exclusividade. Isso afeta o subconsciente, sim. Mas a gente tem que lembrar da exigência desse público. A comunidade que busca essa garrafa não perdoa falhas.

É, são bem críticos. Sim. Se a execução não fosse perfeita, se o álcool queimasse ou se a madeira deixasse a cerveja muito adstringente, a nota ia despencar impiedosamente. A pontuação alta só se sustenta porque o líquido no copo é realmente fenomenal. Resumindo, a Encoegi redefiniu os limites do que significa maturar uma cerveja.

criaram um perfil complexo que homenageia a cevada e, ao mesmo tempo, os grandes whiskeys americanos. É um verdadeiro testamento de paciência e controle técnico. O que nos deixa com um pensamento final para quem acompanha a gente refletir hoje. Quando uma bebida exige quase três anos em barris de whisky, passa por três trocas inteiras de madeira e atinge 23% de álcool,

Isso com as leveduras no limite biológico. Sim. Em que momento exato dessa jornada ela deixa de ser uma cerveja e evolui para uma categoria completamente nova e inexplorada de bebida? Fica a reflexão.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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