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Core Competency Blend No. 3 da Corporate Ladder Brewing Company: A Stout Imperial de Excelência em Barris de Brandy

03 de maio de 20267min
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Neste episódio, exploramos a fascinante Core Competency Blend No. 3 da renomada Corporate Ladder Brewing Company. Esta Stout Imperial impressionante revela um mundo de sabores profundos resultantes de um cuidadoso envelhecimento. A cerveja repousou por 25 meses em barris de Grape Brandy, e a edição de 2022 aprimorou-se em barris Parker's Heritage por 24 meses. Com um teor alcoólico surpreendente de 14%, esta bebida não só agrada pelo seu aroma rico e complexo, mas também pelos seus nuances aveludados que garantem uma experiência inesquecível. Descobrimos o que torna essa cerveja uma exclusividade do "Share" Holders Membership Club e debatemos suas impressionantes notas de avaliação. Junte-se a nós enquanto brindamos a esta obra-prima embalada em um rótulo que promete encantar pelo seu equilíbrio e sofisticação. Um episódio imperdível para os amantes de uma boa stout envelhecida.
Participantes neste episódio5
B

Beer Review

Host
H

Hair Beer Brasil

Host
C

Cheeks

Convidado
C

Corporate Leather Brewing Company

Convidado
P

Parker's Heritage

Convidado
Assuntos3
  • Core Competency Blend No. 3Envelhecimento em barris de brandy e whisky · Teor alcoólico de 14% · Carga de malte torrado e viscosidade · Blend de barris de grape brandy e Parker's Heritage · Exclusividade para membros do clube Shareholders
  • Psicologia do consumo e exclusividadeViés de avaliação em amostras pequenas · Status e raridade influenciando percepção de qualidade · Expectativa e evento psicológico na degustação
  • Cervejas ArtesanaisSustentação de alta carga alcoólica sem queimar a garganta · Papel do malte torrado na textura e doçura · Micro-oxigenação e extração de compostos da madeira
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É de impressionar mesmo, uma bebida escura, densa, tipo com uma textura que lembra quase um xarope na taça e com formidáveis 14% de álcool. Sim, e que passou mais de dois anos trancada em barris de madeira. Exatamente. A nossa imersão de hoje foca justamente nesse monstro engarrafado, a Core Competency Blend No. 3.

Produzida pela Corporate Leather Brewing Company, certo? Isso. E a gente reuniu as fichas técnicas e as avaliações de consumidores para tentar entender como essa cerveja consegue, sabe, ficar de pé. É que ela é um verdadeiro peso pesado, né? A gente está falando de uma stout na categoria imperial ou double. Aham. E olha, sem nenhum índice de amargor registrado, o famoso IBU, mas com esse teor alcoólico de 14% que simplesmente rouba a cena.

14%. É tipo, basicamente o equivalente a uma garafa de vinho tinto bem encorpado. Quase um licor em alguns aspectos. Nossa, sim. Mas aí entra a minha grande confusão. Como é que uma cerveja sustenta essa carga alcoólica toda sem virar, sei lá, puro álcool de posto? É uma ótima pergunta.

Porque assim, sem queimar a garganta e sem perder completamente a identidade, né? Então, aí que tá a genialidade da base de uma Imperial Stout. A carga de malte torrado que eles usam na receita é, assim, gigantesca.

Não é só para deixar a cerveja preta, então? Não, de jeito nenhum. Essa quantidade absurda de malte cria uma viscosidade, uma textura muito espessa e cheia de açúcares residuais. Caramba! E esse corpo pesado e denso basicamente abraça o álcool. Essa doçura e a textura que amortecem aquela queimação que a gente esperaria.

Faz muito sentido. É como se essa textura servisse de escudo. Exato. Um escudo sensorial. E, pelo visto, essa base de malte precisa ser muito forte mesmo para aguentar o que vem depois. Que são mais de dois anos de maturação. É, aí que o negócio fica meio maluco.

Sim, porque a cerveja é um blend. Pensa bem, uma parte descansou por 25 meses em barris de grape brandy. Que é um destilado de uva. Isso. E a outra passou 24 meses em barris de uísque da edição de 2022 do Parker's Heritage. Um bourbon absurdamente intenso.

Totalmente. E não é só jogar a cerveja no barril e esquecer, certo? Jamais. Durante esses dois anos, a madeira respira. Rola um processo constante de micro-oxigenação lá dentro.

Ah, o líquido entra e sai da madeira? Isso, o líquido entra e sai dos poros da madeira com as mutanças de temperatura. E nisso vai extraindo açúcares, notas de baunilha e compostos daquele carvalho tostado. Uau! É justamente esse contato íntimo e prolongado que arredonda e doma a fúria dos 14% de álcool.

Mas espera aí, deixa eu ver se eu entendi. A gente tem a doçura frutada de um destilado de uva batendo de frente com a agressividade de um whisky americano superpotente. Exatamente. Como é que essas duas forças não passam por cima do sabor original da cerveja escurecida? Porque, nossa, parece muita coisa brigando por espaço.

Olha, se não fosse um blend prensado milimetricamente, com certeza passariam. Ia virar uma bagunça. Sim, assim se acontece porque a doçura frutada deixada pelo barril de brandy entra justamente para cortar a rispidez amadeirada do barril do Parker's Heritage.

Ah, eles se equilibram. Eles não competem com a stout. Na verdade, eles usam aquela base grossa de malte que a gente mencionou como um palco. Um palco para criar novas camadas. Sim, isso. O brandy adoça o whisky e o whisky traz uma complexidade profunda para o brandy. É uma alquimia absurda. E claro que uma produção dessas, que exige barris super específicos e tanta paciência, não vai parar na prateleira do mercado da esquina.

Nem pensar. É uma cerveja raríssima. Pois é. O acesso é exclusivo para os membros do clube Shareholders da cervejaria. E checando os registros da comunidade cervejeira, a gente tem só 155 check-ins no total. O que dá 151 únicos, se não me engano. Isso mesmo. São 140 avaliações com uma nota média impressionante de 4,18.

Que é uma nota, assim, altíssima para os padrões de qualquer avaliação. Sim, muito alta. Mas aqui eu preciso ser a chata cética da história. Pode mandar. Quando o acesso é tão fechado assim, não rola um viés imenso? Ah, com certeza. Porque, tipo, será que esse 4,18 é puramente sobre o sabor do líquido? Ou o fato de pertencer a esse clube cria uma espécie de câmara de eco?

Onde a raridade infla a percepção de qualidade. Exato. É só pelo sabor ou status também fala alto? Olha, a gente entra direto no campo da psicologia do consumo. Uma amostra minúscula de 140 pessoas que já tem um acesso totalmente bloqueado aos meros mortais, bom, isso muda a expectativa.

a pessoa já vai com sede ao pote, né? Total. A degustação deixa de ser só sobre o paladar. O cérebro entra super enviesado pelo status e pelo fato da pessoa ter esperado anos por aquele momento. Então vira um evento quase psicológico, muito além do sensorial. É o casamento perfeito entre a ciência de fazer cerveja e a obsessão por coisas exclusivas.

Então, no fim das contas, essa Core Competence Blend número 3 é uma aula dupla, né? Primeiro, sobre paciência técnica, provando que esperar 24 e 25 meses para harmonizar barris tão intensos vale muito a pena. E segundo, sobre o poder avassalador da escassez. Perfeito.

E para fechar essa nossa imersão de hoje, fica aqui uma provocação para quem está acompanhando a gente continuar refletindo. Até porque o assunto não morre aqui. Com certeza não. A pergunta é, até que ponto o status da raridade e a consciência de anos de espera reescrevem a forma como o cérebro processa os sabores? É uma ótima pergunta. Afinal, o peso da exclusividade parece transformar o gosto da bebida muito antes de a primeira gota sequer tocar a língua.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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