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Explorando a There Is No Dana da Mortalis Brewing Company: Uma Pastry Stout Divina

03 de maio de 20267min
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Neste episódio, vamos mergulhar no universo do sabor com a There Is No Dana, uma singular Imperial / Double Pastry Stout da renomada Mortalis Brewing Company. Prepare-se para uma experiência rica e intensa, com notas marcantes de amendoins torrados pela própria cervejaria, cacau, manteiga de amendoim e marshmallow. Essa cerveja não só satisfaz os fãs de stouts fortes, como também promete despertar o interesse dos mais curiosos com o seu teor alcoólico de 10% e uma nota impressionante de 4,38 no Untappd, baseada em 372 avaliações. Descubra o que torna esta cerveja em produção contínua uma escolha quase sobrenatural para aqueles que não querem enfrentar o desconhecido de copo vazio.
Participantes neste episódio2
B

Beer Review

Host
H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos4
  • There Is No Dana Pastry StoutAvaliação e notas no Untappd · Imperial / Double Pastry Stout · Ingredientes: amendoins, cacau, marshmallow · Desafios técnicos na produção · Mascaramento do álcool pela doçura
  • Cervejas ArtesanaisCaça Fantasmas · Deus sumério Gozer · Monstro de marshmallow Stay Puft · Engarrafando cultura pop
  • Envelhecimento em barris de madeiraBase original enviada para envelhecer · Transformação do sabor pela madeira · Potencial de sabor futuro
  • Avaliação de CervejaExploração de cervejas artesanais · Histórias e curiosidades
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Certo, vamos destrinchar isso. Hoje a gente tem um mergulho profundo numa avaliação impressionante. Uma nota de 4,38 baseada em 372 avaliações no mundo super competitivo de cervejas artesanais.

Nossa, sim. E o alvo é uma garrafa que parece desafiar as leis da física cervejeira. É a There is no Dana, da Mortalis Brewing Company.

Exatamente. E ela continua em produção a todo vapor. Então, a nossa missão hoje é entender como uma bebida consegue atingir esse status de fenômeno líquido, sabe? Como ela entrega uma experiência que justifica números tão altos assim? Bom, o que é fascinante aqui é que esses números refletem uma engenharia de receita muito audaciosa. A gente está lidando com o que o pessoal cataloga como uma imperial ou double pastry stout.

Certo, e esse termo imperial não está ali só de enfeite, né? Com certeza não. Isso indica que a cervejaria precisou usar uma carga de grãos assim absolutamente massiva. Eles precisavam gerar açúcares fermentáveis suficientes para bater a marca de 10% de teor alcoólico.

10% UAU! E aí a gente entra na parte insana da lista de ingredientes, porque a receita não parou nessa base de grão super pesada. Nem um pouco. Eles adicionaram amendoins torrados na própria cervejaria, nibs de cacau, pasta de amendoim e, tipo, no topo de tudo isso, marshmallow.

Mas peraí, adicionar pasta de amendoim e cacau não seria um pesadelo técnico na produção? Porque assim, os óleos e as gorduras desses ingredientes normalmente destroem completamente a espuma da bebida na taça, certo? Aham.

É um risco gigantesco, na verdade. Gordura é, sem dúvida, o inimigo número um da retenção de espuma em qualquer cerveja. Uhum, eu imaginava. Pois é, o truque técnico que cervejarias modernas usam para contornar isso envolve processos muito específicos. Eles usam pós de amendoins engordurados ou umas técnicas de lavagem, sabe? Entendi. Para garantir a explosão de sabor sem arruinar a estrutura visual e tátil. Exato.

E é justamente a busca por essa textura que define a alma do estilo pastry stout. O foco é criar um corpo bem denso, aveludado e com um dulçor super intenso. Tentando visualizar o resultado aqui, a imagem mental que vem é literalmente a de uma sobremesa de acampamento, só que em forma líquida. Sabe aquela fogueira crepitando e o marshmallow derretendo? Sim, o marshmallow junto com o chocolate e a pasta de amendoim.

Isso, perfeito. Só que escondendo um chute invisível de 10% de álcool. E isso me levanta uma dúvida técnica sobre essa construção toda. Pode falar. Será que esse excesso proposital de doçura e de ingredientes tão pesados serve justamente como um disfarce? Tipo uma forma de mascarar esse álcool alto, criando uma armadilha deliciosa?

Olha, você acertou na música. A doçura extrema e o peso cumprem exatamente o papel de mascarar a agressividade térmica do álcool. Isso cria um equilíbrio bem perigoso, porém perfeito.

Um perigo engarrafado, nossa. Totalmente. Mas a genialidade da Mortales Brewing vai muito além de resolver problemas químicos lá na panela. Tudo nessa receita foi desenhado em torno de uma narrativa muito inteligente. Ah, história por trás do rótulo, né? Isso. A descrição oficial da cervejaria diz assim. Quando se está lutando contra um antigo deus sumério, é melhor não sentir sede.

Espera um pouco, vamos juntar as peças aqui. O nome da cerveja é There Is No Dana. Lutar contra um antigo deus sumério. E aí tem marshmallow na receita. Vai vendo. Isso é uma referência super direta à Caça Fantasmas. Caramba. There Is No Dana. Only Zoo. O deus sumério, Gozer. E, óbvio, o gigantesco monstro de marshmallow Stay Puft lá no clímax do filme.

Brilhante, né? Eles não criaram apenas uma cerveja com sabor de sobremesa. Eles literalmente engarrafaram a cultura pop de um jeito muito inteligente. E essa é a verdadeira sacada que diferencia um produto bom de um fenômeno, eu acho. Não é só um senso de humor genérico jogado no rótulo. Com certeza não. A cervejaria pegou a nostalgia de um clássico do cinema e converteu em um perfil de sabor literal. O apelo do mercado artesanal hoje mora muito nessa capacidade, sabe?

De transformar a degustação numa espécie de decodificação. Quem abre a garrafa não está só consumindo malte e lúpulo, né? Exato. A pessoa está participando ativamente de uma história. A criatividade na resolução química e na identidade é o grande diferencial hoje. A grande lição aqui é que as cervejarias no topo do jogo operam como contadoras de histórias.

A Mortales entregou uma experiência sensorial que une essa estrutura alcoólica incrivelmente robusta com o desafio técnico de domar os ingredientes, e tudo isso amarrado por uma homenagem muito bem executada.

E pensar no esforço colocado nessa versão específica levanta uma curiosidade enorme sobre o futuro dessa própria receita, porque a fonte que a gente analisou traz uma provocação final bem intrigante. Opa, e qual seria? A descrição oficial revela um detalhe crucial. A maior parte da base original dessa cerveja não foi lançada agora. Na verdade, ela foi enviada para repousar e envelhecer em barris de madeira.

Caramba, sério? Isso muda tudo. Pois é. E aí fica a reflexão para quem está acompanhando o nosso mergulho profundo. Se a versão atual, recém-fabricada, já carrega essa intensidade absurda de amendoim e marshmallow e já tem 10% de álcool para enfrentar um deus sumério. Nossa, imagina só o que vai sair dali.

Exatamente. Como o longo tempo trancado no escuro e a influência da madeira vão transformar essa base original. Que gigante de sabor ainda está lá, adormecido no barril, apenas aguardando o momento de ser libertado.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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Mortalis Brewing Company

There Is No Dana
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