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Zymarium Meadery e a Fascinante Barrel-Aged Endless Nostalgia: Descubra os Segredos por Trás do Melomel

03 de maio de 20266min
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Neste episódio, mergulhamos no universo fascinante da Barrel-Aged Endless Nostalgia, uma criação da Zymarium Meadery. Essa mead de estilo Melomel surpreende não só pelo equilíbrio, mas pela complexidade dos processos de envelhecimento que a tornam única. Com 66% de Endless Blueberry descansada por 17 meses em um barril de Elijah Craig Bourbon com mais de 10 anos, e outros 34% de Endless Blackberry envelhecida em um barril "Buffalo Trace" por 11 meses, esta bebida alcança um ABV de 14% e uma nota impressionante de 4,56 com base em 110 avaliações. Apesar de não ser uma colaboração, a expertise da Zymarium Meadery em capturar a essência das frutas e a maturidade proporcionada pelos barris resultam em uma experiência sensorial nostálgica e sem precedentes. A produção está ativa, e esta preciosidade já reúne 129 avaliações únicas entre suas 131 no total. Não perca os detalhes por trás de cada gole e a história desse tesouro líquido que continua a fascinar mensalmente seus apreciadores.
Participantes neste episódio2
B

Beer Review

Host
H

Hair Beer Brasil

Co-host
Assuntos3
  • Nostalgia e SaudadeProcesso de envelhecimento em barris de bourbon · Equilíbrio entre mirtilo e amora · Papel dos taninos da madeira no corpo da bebida · Zymarium Meadery · Elijah Craig Bourbon · Buffalo Trace
  • Bebidas Artesanais e FuncionaisUso da madeira como ferramenta ativa · Matemática e tempo na produção · Desafios de alto teor alcoólico sem amargor
  • Identidade e reflexão em hidroméisContribuição das frutas vs. carvalho americano · Potencial das bebidas artesanais
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Como é possível sustentar uns pesados 14% de álcool numa bebida sem usar uma gota sequer de amargor para equilibrar?

É uma excelente pergunta. Né? Hoje o nosso mergulho nos dados da ficha técnica do Better Waged Endless Nostalgia vai responder exatamente a isso. A ideia é entender por que a Zymar e o Midori decidiram, tipo, complicar absurdamente a produção e gastar quase dois anos separando lotes de frutas. E o mais interessante é que os dados não mostram só uma receita bonita, sabe? Eles mostram uma verdadeira solução artitetônica para um problema bem específico no paladar.

Total. Porque olhando para a ficha, a primeira reação é achar que essa divisão milimétrica do processo é puro preciosismo. Pensa só, 66% da base é o Endless Blueberry.

Isso, que ficou lá 17 meses. Exato, 17 meses maturando em barris de bourbon Elijah Craig de mais de 10 anos. Aí os outros 34% são do Endless Blackberry, com 11 meses em barris Buffalo Trace. Confesso que eu fiquei meio confusa lendo isso. Ah, é natural achar estranho.

Por que não economizar tempo e espaço físico, jogar tudo num barril só e deixar a natureza agir? Então, parece preciosismo mesmo, mas misturar tudo desde o dia 1 seria tipo um desastre de controle de danos. Se as duas frutas e a madeira competissem pelo mesmo espaço e tempo ali simultaneamente, o resultado seria uma bagunça gustativa.

Nossa, viraria uma lama de sabores. Basicamente isso. O mirtilo precisa de mais tempo. Esses 17 meses de contato com o barril envelhecido servem para criar uma fundação pesada e extrair as notas mais profundas do bourbon. Saquei!

Já a Amora, ela entra em menor proporção e passa só 11 meses num barril diferente justamente para atuar como o acabamento na fachada. Ela precisa brilhar de um jeito mais fresco, sem ser esmagada por essa estrutura pesada do mirtilo.

É quase como ter um maestro super metódico regendo uma orquestra. Ele segura os metais lá no fundo, exigindo que eles construam peso sonoro aos poucos. Uma ótima analogia. E aí ele só manda os violinos entrarem muito depois, no momento exato em que não vão encobrir ninguém.

Perfeito. Esse fracionamento não é para tentar ser chique. É sobre garantir que nem as frutas, nem as madeiras e nem o perfil do próprio destilado anterior se anulem, sabe? Faz muito sentido. E assim, toda essa paranoia matemática com os barris cria uma expectativa gigante. Se a produção gasta quase dois anos separando lotes minuciosamente, o resultado na taça tem que justificar a espéria e o investimento, né? Com certeza. Ninguém faz isso à toa.

E olhando para as métricas, os números confirmam que a estratégia funcionou. No universo super saturado de hidroméis artesanais, uma nota geral de 4,56 baseada em mais de 110 avaliações não é só um sucesso, beira a unanimidade. É um grau de aceitação muito raro. Isso indica claramente que eles conseguiram entregar aquele nível de complexidade que a ficha técnica promete.

Mas aí entra a parte que realmente chama atenção e nos leva àquela pergunta inicial do nosso mergulho. A bebida ostenta cruéis 14% de teor alcoólico. E o IBU, que mede o amargor, é totalmente inexistente. Zero amargor tradicional.

Pois é. Sem o amargor para cortar esse peso, a minha impressão inicial é que isso viraria algo enjoativo ou simplesmente uma pancada alcoólica super perigosa, mascarada pelo dulçor intenso do mel e das frutas. E viraria exatamente isso, se não fosse por aquela estratégia cirúrgica dos barris que a gente acabou de detalhar. O amargor normalmente serve para ancorar a bebida.

Cortando o excesso de doçura, certo? Isso, cortando a doçura e equilibrando o álcool. Como eles abriram mão disso completamente, a estrutura para suportar esses 14% sem agredir o paladar precisa vir de outro lugar. É aí que o carvalho entra. Não só como um toque de sabor, mas como o próprio esqueleto da bebida.

Ah, então os taninos da madeira acabam roubando o papel da Amargor. Precisamente. Aquela maturação detalhada em diferentes tempos extrai taninos e compostos estruturais da madeira de Borbom. São eles que abraçam e meio que seguram o álcool. Integrando tudo com o mel? Integrando tudo perfeitamente. Criando peso sem aspereza.

Fica muito claro que produzir algo nesse nível transcendeu a ideia simples de colher boas frutas e fermentar com mel. É um exercício brutal de tempo, de matemática e de usar a madeira como uma ferramenta ativa de engenharia. Sem dúvida.

A madeira deixou de ser um mero recipiente passivo para se tornar o ingrediente mais influente e calculista de toda receita. E isso deixa um questionamento fascinante no ar para quem acompanha esse mundo. Para imaginar até onde as bebidas artesanais podem chegar. É de explodir a cabeça.

Se a identidade inteira e o sucesso dessa bebida são tão absurdamente dependentes do fracionamento de tempo e da marca exata dos barris de Bourbon, fica a reflexão. Até que ponto a alma do que está na taça vem de fato das frutas originais? E até que ponto ela é apenas um reflexo genial do carvalho americano?

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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Buffalo Trace

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Elijah Craig

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Zymarium Meadery

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