Desvendando a Flower Myth da TEST: A IPA Hazy Que Encanta
- Cerveja Flower MythTriple Hazy IPA · Colaboração com Fidens Brewing Co. · Teor alcoólico de 10,5% · Mistura de lúpulos americanos e do hemisfério sul · Nota de 4,5 no Untappd
Geralmente, quando o pessoal pega uma cerveja que passa dos 10% de álcool, a gente já se prepara para aquele impacto na garganta, aquele calor quase agressivo. Mas a nossa análise de hoje vai mergulhar na ficha técnica de uma cerveja que joga essa expectativa totalmente pela janela, a Flower Myth. Uma Triple Hazy IPA da cervejaria Teste, que tem impressionantes 10,5% de ABV.
Exatamente. 10,5. É praticamente um teor alcoólico de vinho, só que entregue numa bebida com textura de suco. Eu fiquei super intrigada, porque eu gosto de pensar nela como um soco de veludo, sabe? Uma potência extrema, mas focada na textura e nos aromas. A nossa missão hoje é decodificar como eles fazem isso.
E olha, é um desafio brutal de engenharia cervejeira. Porque assim, no estilo hazy, o objetivo principal é sempre a maciez. O álcool não pode roubar a cena de jeito nenhum. Sim, ele tem que ficar mascarado, né? Total. E a sacada para sustentar essa potência toda está exatamente na base de ingredientes da receita. Em vez de ficarem só na cevada tradicional, eles usam uma carga massiva de trigo e de aveia.
Espera, então é a base de grãos que esconde o álcool. Isso mesmo. O trigo e a aveia são cheios de proteínas que não fermentam. Então, elas ficam lá, suspensas no líquido. Ah, isso cria uma textura muito mais densa, certo? Certo, fica quase mastigável. Essa estrutura proteica meio que reveste o paladar e amortece aquela queimação do álcool.
Nossa, faz todo sentido agora. É literalmente a luva macia em volta daquele soco que eu falei. A potência está lá, pronta para derrubar, mas super bem embalada. E além dessa base pesada, os dados mostram que a receita usa uma mistura de lúpulos americanos com lúpulos do hemisfério sul, né? Sim, e vale destacar que a cerveja, que ainda continua em produção ativa, é uma colaboração oficial com a Fiddens Brewing Co. Que é simplesmente um peso pesado em hipas turvas.
Pois é. E juntar perfis de lúpulos de cantos tão opostos do mundo exige muito equilíbrio. Lúpulos da Nova Zelândia ou da Austrália, por exemplo, trazem aquelas notas intensas de frutas tropicais e aqui é um toque de diesel. O que poderia brigar feio com aquele perfil mais cítrico e resinoso dos lúpulos americanos, imagino. Com certeza. Conseguir harmonizar essas duas forças mostra um domínio absoluto das técnicas de lupulagem a frio.
E aí eu fico pensando, será que essa complexidade toda, tipo misturar lúpulos de dois hemisférios e ainda trazer o peso de uma cervejaria convidada tão forte, é o verdadeiro segredo por trás da popularidade da Flower Mif? Eu diria que sim. Porque esse apelo todo da receita e da colaboração não fica só na teoria, sabe? Ele se traduz instantaneamente no engajamento do público. O que nos leva para os números.
E que números, hein? Eu fiquei completamente chocada porque a performance dessa cerveja no mercado é de cair o queixo. É absurdo. Se a gente destrinchar os dados de recepção, ela tem uma nota excepcional de 4,5, baseada em mais de 400 avaliações.
Caramba! No universo de quem caça essas reis e pás, alcançar um 4,5 é muito raro. Super raro. E tem uma proporção curiosa no tráfego também. Olha só, de 513 registros totais no aplicativo, 451 são de provadores únicos.
Nossa, é muita gente nova provando. Sim, e eles mantêm um volume mensal bem expressivo de 214 registros. É muito o clássico efeito de estreia de um filme super aguardado no cinema. Ter 451 e únicos e em 500 e poucos check-ins totais significa que a esmagadora maioria está provando pela primeira cima vez. O público está correndo para garantir o primeiro ingresso e descobrir se a obra faz jus à fama toda.
Exato. Ninguém quer ficar de fora do hype. E, claro, com 10,5% de álcool, pouca gente vai pedir um segundo copo na mesma noite. O foco acaba sendo totalmente a experiência da descoberta. Verdade. Mas olha, para amarrar nossa discussão, a Flower Myth é um triunfo colaborativo inegável. Ela une esse alto teor alcoólico com uma composição super elaborada e um baita sucesso de crítica.
É uma aula, né? De como entregar força sem perder nada de elegância. Com certeza. Só que, analisando as métricas finais, tem um detalhe que não quer calar. Lá na linha do IBU, que é a métrica de amargor, o campo diz simplesmente N barra A, não aplicável ou não disponível.
O que, parando para pensar, é uma ironia histórica gigante, considerando que a família das IPAs, e especialmente as triple IPIs, foi criada e definida por muito tempo justamente pelo amargor extremo. Exatamente. E aí fica grande reflexão para quem está ouvindo a gente agora.
Diante de tudo isso, será que a presença maciça de aveia e trigo no estilo hazy não apenas escondeu o álcool, mas tornou o próprio conceito de amargor completamente relevante para o paladar moderno? É uma excelente provocação. Fica aí o pensamento para a galera mastigar na próxima vez que abrir uma lata dessas.
E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.
Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!
TRIED
cerveja