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Deliciando-se com a Barrel-Aged Then You Roast the Mallow (2022) da Perennial Artisan Ales

02 de maio de 20266min
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Neste episódio, mergulhamos no mundo das stouts imperiais com a intrigante Barrel-Aged Then You Roast the Mallow (2022) da Perennial Artisan Ales. Esta cerveja, que não está mais em produção, é uma verdadeira obra-prima que combina três bases de stout diferentes, maturadas por até 17 meses em diversos barris, antes de serem harmoniosamente acondicionadas com marshmallows, pedaços de biscoito graham e nibs de cacau. Exploramos sua rica complexidade gustativa, que evoca aromas de ganache recém-derretido e marshmallow queimado, enquanto no paladar revela um equilíbrio perfeito entre malte torrado, carvalho e glacê de bolo de chocolate. Uma experiência que promete conquistar tanto apreciadores de stout quanto recém-chegados ao mundo das cervejas artesanais.
Assuntos2
  • Barrel-Aged Then You Roast the MallowPerennial Artisan Ales · stout imperiais · processo de fabricação de cerveja · experiência sensorial
  • complexidade gustativa da cervejaaromas de ganache e marshmallow · equilíbrio entre malte e carvalho
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E porque você é um ouvinte, você ganha 20% de sua primeira ordem. Just head to mood.com. That's M-O-O-D.com to get started. Imagina tentar misturar três cervejas ultra pesadas, envelhecer tudo isso em, sei lá, seis barris de uísque diferentes. Nossa. E no fim jogar marshmallow lá dentro. Loucura. Tipo, o bom senso grita que isso daria um desastre, né? Um desastre totalmente intragável.

Mas em 2022, essa exata loucura se transformou em uma das garrafas mais cobiçadas do mundo. Exatamente. E os números comprovam esse fenômeno, ostentando uma avaliação média surreal de 4,21. Tudo isso baseado em mais de mil análises de consumidores extasiados.

A nossa missão nesse nosso mergulho profundo de hoje é justamente cruzar esses fóruns de especialistas com as anotações originais da cervejaria. Para entender a anatomia da Barrel Age, then you roast a mellow, certo? Exato, da Perennial Artisan Ales, uma double pastry stout com potentes 12,9% de teor acólico e que já não está mais em produção.

Infelizmente, né? Pois é. Certo. Então, vamos destrinchar isso. Porque criar uma bebida com essa descrição parece menos com o processo tradicional de fabricação de cerveja e muito mais com a arte de um mestre de destilaria compondo um blend de whiskeys raros, sabe?

Total. E o que é fascinante aqui é que a palavra blend quase não faz jus à engenharia por trás do líquido. Verdade. Não pegaram simplesmente uma cerveja pronta e jogaram lá na madeira. A montagem exigiu de 14 a 17 meses. Caramba, mais de um ano. É, muito tempo. E envolveu três bases distintas. Metade da composição é a famosa base mama. Isso, que passou por barris da Heaven Hill, Buffalo Trace e Wild Turkey.

Aí depois entra um 37,5% da base Black's Beauty. Que foi envelhecida em Barris Weller e Blentons. Certo. E os 12,5% finais vêm de uma nova Wheated Stout. Uma base de malte com trigo, sabe? Sim. Maturada em Barril's Old Fitzgerald. Sabe que o uso dessa Wheated Stout faz todo sentido técnico para mim?

Ah, faz mesmo. Porque o trigo adiciona uma textura muito mais sedosa, cria aquele corpo aveludado na boca. Com certeza. Mas analisando essa lista, misturar Wild Turkey com Old Fitzgerald já é um desafio gigantesco de equilíbrio na alta coquetelaria. Nem me fale. Jogar três maltes escuros super alcoólicos em cima de seis perfis de madeira totalmente distintos não deveria gerar uma bagunça gustativa completa. Eu fiquei curiosa.

Olha, essa é a grande dúvida que surge mesmo ao desmontar a receita. A intuição aponta para o caos absoluto. Sim, é muita informação. E de fato seria, se não fosse a mecânica do tempo. Durante esses longos meses, oporre uma micro-oxidação muito lenta lá dentro da madeira. Ah, entendi. Então as moléculas de álcool mais ríspidas, aquelas mais voláteis, elas se quebram e se fundem com os açúcares presentes no carvalho. Que química interessante.

Demais. E é esse processo que transforma o que seria uma queimação alcoólica agressiva numa estrutura super integrada. E um detalhe crucial dessa química é que barris como Weller e Blentons costumam liberar notas muito fortes de baunilha e caramelo na bebida durante essa oxidação.

Essa é a jogada mestre. Essas notas de baunilha e caramelo não estão lá só pelo sabor. Não. Não, elas atuam como uma ponte química. Uma ponte essencial entre o amargor intenso do malte torrado e a etapa final da produção. Ah, claro. Portanto, essa base amadeirada não é tipo uma tela em branco para receber ingredientes. Ela funciona como a fundação de concreto de um prédio. Densa e robusta.

Isso, robusta o suficiente para sustentar o peso absurdo dos açúcares da confeitaria, sem deixar a estrutura desmoronar. Aqui é que a coisa fica realmente interessante. O tal peso de açúcar vem do tratamento pastry. Exato. A cervejaria condicionou esse líquido super estruturado, com marshmallows e com migalhas de biscoito Graham Cracker. E nibs de cacau também. Isso.

É literalmente como engarrafar a experiência de comer um s'more numa fogueira, só que dentro de um barril de carvalho. E é exatamente esse equilíbrio milimétrico entre a fundação de concreto da madeira e essa doçura da finalização que explica aquela nota altíssima dos consumidores. Dá para imaginar.

No paladar, o resultado traz aromas intensos de ganache derretida e marshmallow queimado. Que delícia! Só que o peso doce, que lembra tipo uma cobertura de bolo de chocolate, nunca se torna enjoativo. Porque ele é imediatamente cortado pela distringência do carvalho, não é? Isso mesmo, pelo carvalho e pelos maldestorrados. O rigor do tempo doma completamente aquele excesso de açúcar.

O que prova que a paciência extrema consegue pegar elementos brutos, às vezes quase conflitantes, e forjar uma experiência sensorial inesquecível para quem degosta. Com toda certeza.

Voltando àquela ideia inicial do mestre de destilaria, eu deixo uma reflexão final para quem nos ouve expandir por conta própria. Manda bala! Quando os produtores passam mais de um ano orquestrando reações químicas entre seis barris de destilados renomados e ingredientes clássicos de sobremesa, será que a linha que separa a cerveja, a alta coquetelaria e a confeitaria fina simplesmente deixa de existir?

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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