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Hexes da Brujos Brewing: A Magia da Cerveja IPA Reimaginada

02 de maio de 20266min
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Neste episódio, mergulhamos no universo encantador da Hexes, uma inovadora IPA - American da Brujos Brewing. Com um notável teor alcoólico de 7.5%, esta cerveja artesanal cativa o paladar com seu processo único de Double Dry-Hopped que combina o melhor do lúpulo Taiheke (NZ Cascade), Krush, Mosaic e Citra. Descoberta por 511 aficionados por cerveja, sua nota de 4,22 em 463 avaliações reflete a qualidade e a paixão por trás de sua produção. Ainda em produção e longe de ser uma colaborativa, a Hexes apresenta um perfil que respeita as tradições das West Coast IPAs enquanto se destaca pela inovação e frescor de seus ingredientes. Vamos desvendar o mistério e a magia por trás desta bebida que já conquistou tantos corações ao redor do mundo.
Assuntos3
  • Cerveja Hexes da Brujos BrewingDouble Dry-Hopped · Lúpulo Taiheke · Lúpulo Mosaic · Lúpulo Citra · Lúpulo Krush
  • Características da IPATeor alcoólico de 7,5% · Nota de 4,22 · West Coast IPA
  • Processos de produção alimentarEngenharia de produção · Técnica Double Dry Hopped
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No mercado cervejeiro de hoje, sustentar uma nota super alta, sem depender daquele hype de uma colaboração famosa, ou da urgência de uma edição super limitada, é quase um milagre orgânico. Com certeza. É algo bem raro de se ver.

Pois é. E o objetivo da nossa análise de hoje é justamente dissecar as especificações e a composição da Exis da Bruges Brewing. Uma cerveja que está dando o que falar, né? Exato. Para quem acompanha a nossa discussão, é uma baita oportunidade de entender engenharia por trás de um rótulo que caiu tanto nas graças do público. E o mais impressionante é que essa aceitação absurda não vem de uma receita mirabolante cheia de invenções tipo adjuntos loucos.

Aham, de jeito nenhum. Vem de uma base incrivelmente sólida. A gente está falando de uma American IPA clássica, com 7,5% de ABV. Uma graduação de respeito, né? Sim. E embora a gente não tenha o IBU divulgado, aquele índice de amargor, a gente sabe que é uma linha de produção ativa.

Isso, não é uma daquelas safras especiais que somem do mercado, nem uma colab. Exatamente, é uma produção contínua. E é aí que o mérito técnico brilha. Aqui é que a coisa fica realmente interessante. Porque se a gente olhar para os registros de avaliação, a Exis possui 546 marcações totais. Um número bem expressivo. Muito.

E impressionantes 511 são avaliações únicas. Ter quase todas as degustações como únicas é como abrir um restaurante onde todo cliente está provando o prato pela primeira vez e mesmo assim a média de satisfação continua lá no alto. Essa analogia é perfeita. E qual é a nota atual deles?

Eles mantêm uma nota de 4,22, baseada em 463 avaliações diretas. Nossa, olha, manter essa margem de 4,22 com tantas bocas diferentes provando o produto de primeira viagem, isso indica uma consistência brutal. Com certeza. Mostra a qualidade real ali na taça, sabe? Porque o mercado de hoje é muitas vezes movido pelo medo de ficar de fora, o famoso FOMO.

Total, onde as cervejas ganham notas infladas simplesmente por serem raras ou super limitadas. Exato. Mas a Rexes não. Sendo uma linha própria, sem depender de outras cervejarias para gerar burburinho, ela entrega o resultado por puro mérito da sua engenharia de produção.

Ok, vamos desempacotar isso. Porque a receita se define como uma West Coast EPA, mas com a técnica Double Dry Hopped, o famoso DDH. Isso, um DDH bem robusto. Mas eu fico me perguntando, as West Coasts não são famosas justamente por aquele amargor limpo e resinoso?

Sim, tradicionalmente sim. Então, aplicar um DHH pesado não corre o risco de, sei lá, ofuscar totalmente essa identidade clássica da costa oeste americana? Olha, essa é a grande sacada estrutural deles. O DHH, por ser uma adição dupla e bem massiva de lúpulo na fase fria da produção,

Ah, quando o mosto já esfriou, né? Isso. Ele extrai uma explosão absurda de óleos essenciais, aromas e sabores, mas sem adicionar aquele amargor duro e adstringente lá da etapa de fervura. Ah, entendi. O amargor não rasga a garganta. Exato. Eles conseguem preservar a base seca e limpa da West Coast, mas modernizam completamente a entrega aromática. É tipo o melhor dos dois mundos.

E analisando a seleção de lúpulos que eles usaram, dá para entender bem a lógica. O Crush, o Mosaic e o Citrus já garantem aquela fundação. Aquela fundação tropical e cítrica bem intensa que se espera de uma boa American IPA.

Exatamente, mas a sacada de mestre parece ser a inclusão do Tyrek, não é? Sem dúvida nenhuma, o Tyrek é essencialmente a variedade cascade clássica americana, mas cultivada na Nova Zelândia. Ah, legal, que é fornecida pela galera da Enes e Hobbs, né?

Isso mesmo. E quando a cervejaria aplica a técnica do DDH, combinando esses lúpulos clássicos americanos, com o frescor inconfundível desse terroir neozelandês, hum, cria-se um contraste aromático fascinante. Uma complexidade cruzada. Exato. É essa complexidade cruzada que justifica a avaliação tão alta lá no aplicativo. É muita técnica envolvida.

Ou seja, eles pegaram a robustez dos 7,5% de ABV e enveloparam com essa carga técnica intensiva de lúpulos globais. Para entregar uma West Coast redonda. Sim, uma cerveja que agrada em cheio logo no primeiro gole. E sem precisar de uma lista de ingredientes secretos.

O que nos faz pensar muito sobre os limites dos estilos hoje em dia, sabe? Como assim? Quando os cervejeiros cruzam técnicas modernas de saturação de lúpulo, como esse duplo dry hopping, com perfis de terroar do outro lado do mundo, tipo o Tyreke, a linha do que define o estilo clássico começa a ficar bem turva. E muito mais interessante, diga-se de passagem. Muito mais. A gente vê a evolução do estilo acontecendo em tempo real no copo.

Fica, então, a provocação para quem nos acompanha. Na próxima vez que uma American IPA moderna for aberta e servida... Hum, uma boa reflexão. Será que o que está no copo ainda representa a velha guarda da tradição? Ou será que já é a prova viva de que a inovação técnica contínua vai acabar redefinindo o padrão histórico do que consideramos ser uma verdadeira American IPA? Pois é, fica o convite para essa reflexão a cada novo brinde. Valeu por acompanhar mais esse mergulho de hoje.

E assim chegamos ao final de mais um episódio do Beer Review, um podcast da Hair Beer Brasil. Aqui, exploramos o universo das cervejas artesanais, com histórias, curiosidades e experiências que tornam cada gole especial. Beer Review, Hair Beer Brasil. Se você curtiu, siga o podcast na sua plataforma preferida para não perder nenhum episódio. Compartilhe com amigos que amam descobrir novos sabores e histórias.

Beba menos, mas beba melhor. Até o próximo episódio e... Saúde!

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Cerveja Hexes - IPA
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