EP02 - Uma família feliz
Segundo episódio no ar!
🎙️ Neste episódio da Hora da Resenha, recebemos o Luiz para um bate-papo sobre o livro Uma família feliz, de Raphael Montes. Conversamos sobre os conflitos e o drama familiar por trás da obra, reforçando os sentimentos que o livro provoca durante a leitura. Uma conversa direta, cheia de curiosidades e riqueza sobre uma obra que chama atenção pelo tema e pelas histórias que revelam.
▶️ Dê o play e vem para mais uma resenha com a gente!
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Cris
Luiz
- Amor e Familia· SociedadeSinopse e premissa do livro · Personagens principais · Temas: suspense psicológico, drama familiar, segredos · Fórmula narrativa de Rafael Montes · Contraste entre o título e o conteúdo do livro · Violência psicológica e física · Depressão pós-parto e apagões de memória · O papel da mídia e da pressão social · O final trágico e suas implicações
- Novo livro do autor· NegociosObras anteriores e adaptações (Beleza Fatal, Bom Dia Verônica) · Estilo de escrita e gênero literário · Reconhecimento e prêmios (Prêmio Jabuti)
- O Clube do Batom e o direito ao desejarFormato e dinâmica dos encontros semanais · Experiência de participação e recomendação · Divulgação nas redes sociais e plataformas
- Credibilidade de histórias ficcionaisDiferenças entre 'Uma Família Feliz' e 'Jantar Secreto' · O peso e a angústia da leitura · Realismo versus ficção em thrillers
- Finitude e fragilidade humana· SociedadeSegredos em relacionamentos · Verdade versus ocultação em relacionamentos
Olá, sejam todos bem-vindos a mais um episódio aqui do Hora da Resenha, um podcast do Clube dos Seis, um clube do livro de Cris e Uma Santa Catarina, onde a gente debate sobre seis livros durante o ano, e a gente concluiu a nossa segunda leitura do ano, e estamos aqui para falar um pouquinho para vocês sobre essa nossa leitura.
O livro se chama Uma Família Feliz, escrito pelo Rafael Montes, um livro de suspense, um drama familiar. Então, é um livro que entrega toda uma questão, um mistério, né, envolvendo, depois a gente vai entrar com mais detalhes. Mas é um livro que gerou bastante debate, né, então vai gerar bastante conteúdo aqui também. E aqui junto comigo está o Luiz, um membro do clube, né.
Oi, gente, boa noite. Então, estamos aqui para falar sobre o livro do Rafael Montes, né? Mais um, esse é o segundo que eu leio. E antes, assim, da gente começar, eu só quero agradecer o convite de estar participando do grupo. Assim, a gente foi, a Larissa que me convidou, uma integrante do grupo, e é muito bom, assim, sabe? Eu estou lendo mais do que eu já estava, eu gostava de ler, mas aí fui parando, parando, e agora eu estou lendo...
o primeiro livro que a gente leu esse ano foi Tremendé, eu li em 15 dias aí depois comecei a ler Jantar Secreto, também li rápido porque eu tinha que ler Uma Família Feliz e também li rápido e tá sendo muito bom que a gente tem encontros semanais, pra falar sobre o livro ler sobre o livro
Então, assim, é muito bom. Quem puder participar também, participa aí com a gente, porque vale muito a pena. Ai, adorei, que ele já fez todo o Merchan do Clube antes mesmo de mim. É bom que você já veja que está aqui um membro, uma pessoa ativa no clube, por mais que o Luiz e a esposa dele começaram esse ano, mas já estão esse ano participando de todas as leituras. Domingo é o nosso... Ah, sim, o dia sagrado. Vamos... Não faz mais nada, vamos... Que maravilha. Acompanhar. E... E...
E é isso, você aqui é de Criciúma também? Isso, sou de Criciúma. Sou formado em jornalismo, mas atualmente trabalho como maçoterapeuta em Cocal do Sul. Então, assim, tenho meus tempos de voltar a ler novamente.
Mas sempre gostei de ler, sempre, sempre, sempre. Eu lia mais antigamente, mas aí trabalho, faculdade, curso, isso e aquilo. Fui deixando de ler até que fui convidado, a gente estava numa festa. E ela disse, eu participo de um grupo de leitura, tal, assim, assim, assim, assim. E eu e o Richard, vamos participar. E aí teve um dia, cara, eu li acho que cinco capítulos direto. Direto, assim, direto, direto, direto, porque eu queria...
Descobri mais o final, sabe? O outro que eu acho que o Jantar Secreto vocês já leram antes, né? Sim, ano passado. Então aí eu fui ler, cara, não dá. Assim, ó, não dá. Pra parar. Não dá pra parar. E aí assim, tô seguindo ele nas redes sociais. E agora ele tá, né? Ele vai lançar mais alguns filmes e tal. E tá todo mundo lá. Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Ele tá hypado. É. Então assim, é muito louco. É um dos melhores autores. Assim, não que eu leio. Eu não tenho lido muitos. Mas assim, de livros nacionais.
ele pra mim hoje é um dos melhores. É verdade. Já tem alguns que eu quero ler ali, mas assim, vamos com calma. Eu tô torcendo muito pro Rafael Montes cair ano que vem de novo. Torcei pra algum livro dele e a gente conseguir dar uma desenvolvida legal.
Agora, então, entrando mais detalhes sobre o livro, sobre características, para quem caso não conheça, ele foi publicado pela Companhia das Letras em março de 2024, então é um livro super recente. Eu fiquei surpreso, querendo ou não, faz dois anos do lançamento. Ele tem 352 páginas. Ele é um livro de gênero romance, psicológico, barra thriller e suspense.
Sobre o autor Rafael Montes, caso alguém não conheça, acho difícil, né? O mundinho literário BR, mas assim, uma introdução sobre ele. Rafael Montes nasceu em 1990, então aí ó, geração milênio. No Rio de Janeiro, escreveu romances suicidas, Dias Perfeitos, O Vilarejo, Zantar Secreto ou mais mais, né? Uma Mulher no Escuro, que foi um vencedor do Prêmio Jabuti.
Além de um infranto juvenil, a magia mortal, que é um sucesso de público e crítica, traduzido em mais de 25 países, é criador, roteirista-chefe e produtor executivo da primeira novela da HBO Max, Beleza Fatal. Maravilhoso. Tu assistiu, né? Foi de onde eu conheci o Rafael. Até então eu não conhecia. É que o Rafael Montes tem uma coletânea. Então, assim, quem for pra começar alguma coisa com ele, querendo ou não, vai poder devorar aí uns 5, 6 livros. Qualquer livro.
qualquer livro que vai gostar e também ele é produtor de uma série da Netflix Bom Dia Verônica então o cara tá em série, novela em livro, em filme eu vi Bom Dia Verônica e eu não sabia que era dele nessa pesquisa é dele e aí agora eu quero comprar o livro tem livro né eu quero comprar o livro pra ver porque gente é maravilhoso tenho curiosidade também de Bom Dia Verônica e aí
E agora já, só antes de a gente entrar no primeiro bloco, umas perguntas iniciais. Até uma coisa que tu já tinha comentado, você já tinha lido um livro dele antes do clube? Acho que o Jantar Secreto tu já leu o Ciano. Não, eu li junto com o clube. Então já leu o Gêlo. Porque daí eles fizeram esse comentário, porque daí tem o Jantar Secreto e tal. Aí eu assim, também.
quem tem receio será que eu devo começar ou não? pode começar, que vale a pena e você assistiu a adaptação? ainda não ainda não porque eu não ouvi bons comentários dessa adaptação mas assim, se for tirar eu assisti Bom Dia Vitória
Verônica. Minha Verônica. E eu gostei. Sabe? Porque é um suspense e suspensão, assim, sabe? Então, assim, vamos ler o livro pra ver. Mas o desse, não. Quero assistir ainda. Eu também quero assistir. Mas é aquela coisa assim, vamos assistir, mas amanhã, amanhã, amanhã, amanhã, amanhã, amanhã. É bom que agora a gente já tem a base do livro, né? Então a gente vai conseguir prestar mais atenção, detalhes, cenas, momentos, personagens.
A melhor coisa da vida do leitor É ler antes de assistir Já abaixa o espírito crítico
E você já leu algum livro parecido do mesmo gênero? Você é um devorador de suspense ou não? Eu gosto de suspense. Gosto mais de histórias reais. Mas assim, gosto de suspense. Só que assim, tem que ser um suspense tipo dele. Porque tu não sabe quem é. Tu aparece um monte de suspeito. E tu fica assim, pode ser ela.
Pode ser ele também, pode ser os dois. Eu gosto de suspense assim, que faz eu pensar até o final. Não aquele tipo assim, ah, tá, é ele, aí depois não tem mais muita emoção pra ir lendo até o final. Não tem muitas nuances que a gente fica perdido, a gente quer realmente se sentir perdido. Sem saber, muitas suspeitas, assim, o que que tá acontecendo nessa história? Não tem graça, sabe?
Ou aquele suspense que a pessoa já sabe no começo quem é, só que tem toda uma história pra dizer assim, ah, por que ele fez aquilo? Sim, assim é bom também. Alguns eu li assim, eu não lembro agora de cabeça, mas igual o do Rafael Montes. Ele seguiu uma fórmula que é muito boa. Até já entrando agora no contexto já, sem spoiler, que é o primeiro bloco onde a gente vai falar mais coisas características do livro, sem falar tão detalhes assim sobre cenas e personagens.
Uma coisa que eu achei muito legal e positiva sobre esse livro, que ele usou uma fórmula, tipo assim, ele revelou o que acontece no final. Começa o livro, o prólogo, já introduzindo a morte de um personagem. Não vamos dizer que é quem. O personagem morreu, da família.
E daí a gente, ai meu Deus, já com assassinato e tal, já fiquei aquela loucurada, pá. E daí começa, um ano antes. E daí a gente vai entendendo o que aconteceu, como foi desenvolvido tudo até o momento do crime. Então essa fórmula eu acho que é muito legal, porque deixa o leitor assim. Meu, o que que tá acontecendo? Tu vai querer ler pra saber o que aconteceu. E aí é nisso que tu devora. Teve um dia que eu vi quatro capítulos seguidos.
Porque eu tava agoniado pra saber o final, sabe? E tava bem longe do final. Mas assim, eu li. Porque assim, ó. O legal é que ele vai fazendo, tipo assim, ó. Um ano antes. Seis meses antes. Três. Duas semanas, né? Três horas antes. Sabe? Então assim.
É muito... Visceral. Muito visceral, viciante. Vai querer... Tu quer comer o livro. E daí tem uma hora ou outra, tu fica com raiva do Rafael. Ou dos personagens. Ou dos personagens. Eu fiquei com raiva de todo mundo. De todos os personagens. Até quem só apareceu pra entregar uma filta pra ela, eu já fiquei com raiva.
Tem bastante personagem nesse livro, já vamos entregar. Aqui tu fica num nível assim de ranço. Ranço. Que é um pior que o outro, né? É. Meu Deus. Tu fica com raiva da... Tu ficou com raiva da protagonista? Então, já vamos... Porque assim, quem é a protagonista?
É, é porque assim, a história é em volta de uma família, né? Mas como a história é narrada na perspectiva de uma só, a gente entende que ela é a principal. E ela, vamos dizer assim, ela já é uma personagem que a gente não pode confiar. É. Então a gente já fica com o pé atrás com ela desde o início. Então...
É um, realmente, é um sentimento de gostar, de ter um apego, porque a gente entende que talvez ela seja inocente, mas ao mesmo tempo sentindo raiva e é um misto. É um misto de sentimento sobre essa pessoa. Algumas coisas que ela faz assim, cara, por que que tu foi lá? Por que tu fez? Por que tu não fez, na verdade? Eu acho que a maior questão é sobre a protagonista, é por que tu não fez? Então assim, Rafael Montes é o máximo.
Então tá. Iniciando então aqui o bloco sem spoiler, eu vou dar uma leve pincelada sobre a sinopse do livro. Eva tem uma vida perfeita. Seu marido é um jovem advogado em ascensão. Suas filhas gêmeas são lindas, inteligentes e saudáveis. Seu trabalho, arte de reborn, então a nossa protagonista faz essa arte dos bonecos, é um sucesso na internet.
À sua volta, tudo está à sua mão. Blue Paradise, que é o nome do condomínio onde eles moram, de classe média alta, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Oferece todo o serviço que ela não precisa, sem sair do conforto do seu lar. Eva tem a vida perfeita, até descobrir que está grávida e seu mundo virá de cabeça para baixo. Então, primeira perguntinha que eu te faço. Como você descreveria uma família feliz em poucas palavras para alguém que nunca ouviu falar do livro, se eu chegasse ao Luiz?
Uma Família Feliz, que eu sei que tu leu. Tipo assim, em poucas palavras. Como tu definiria esse livro? Sabe aquela família de margarina? É isso. A propaganda da margarina? É isso. Aquela família. Ela vai, acorda cedo, faz a comida, faz a mesa pra eles, pras meninas, pro marido. Eles comem, vão pra aula, ela fica em casa, arruma a casa toda, depois vai trabalhar no Reborn.
Esse é a família feliz, que eles começam a vender pra nós no livro. Só que... Só que... Porém, entretanto, toda a vida, contudo, a família feliz passa por turbulências durante essa história. Não existe uma família feliz neste livro.
A gente descobre isso no final. No final, porque elas não eram infelizes. Era uma família infeliz. Então tu descreveria pra pessoa, assim, o livro passa uma ideia, mas na verdade é outra. Porque esse título Uma Família Feliz não tá com nada. Que tipo de sentimento o livro mais te causou durante a leitura? Raiva? Sim. Agonia, tem umas partes que eu digo assim, cara, por que tu tá fazendo isso, irmão?
Não há isso, sabe? Faz sentido. Esse livro também teve momentos que eu fiquei assim, eu fiquei, obviamente, a gente traz isso pra nossa realidade. Então, tipo, meu Deus, se isso tivesse acontecido comigo, a gente fica mal, assim, né? É uma coisa bem angustiante.
O título passa uma ideia bem específica, como eu tenho comentado, como uma família feliz, mas a leitura entrega outra sensação. Então, como você explica esse contraste com o Rafael? Tu acha que ele fez esse título, uma família feliz só para dar uma contrariada no leitor? Vocês vão ler vendo uma coisa, mas... E vão perguntar, cadê essa família feliz?
Próxima pergunta. O que você acha que o livro se aproxima mais? De um thriller psicológico ou mais de um drama familiar? Tu vê muito assim, ah, é mais novelinha? Ou é mais assim, meu Deus, thriller psicológico, perseguição, morte? No começo tu vai achando que é uma novelinha. Depois, quando tu vai acontecendo as coisas ali, principalmente com a Eva, aí tu vê que o negócio é bem... Bem tenso. Bem tenso, e ele fica assim, ó.
será que é isso? Talvez ela tenha, né? Porque, né? Aí não, aí ele transforma em psicológico. O livro, ele é um misto, começa muito, ele é, obviamente, ele é todo desenvolvido em cima do drama familiar, né? Isso. Mas é muito desenvolvimento da família, então a gente vê muito ali conflito, mesmo, esposa, marido, mãe e tal, e daí depois do meio pro final é loucurada, né? É perseguição, é tal, então é um misto de drama familiar com o livro psicológico. Pra frente, eu lia...
Quase faltando ar. Tanto agonia que eu ficava com a Eva. E as coisas acontecendo. E tipo, a gente sabe o que é a real ali, mas ela não tem como. Porque as pessoas só olham pra ela e dizem assim, ó, ela tá meio biruleibe, né?
Os personagens do livro são bastante complexos. O que mais te chamou a atenção na construção deles? Vamos focar mais na família central, em questão da Eva, do Vicente. Como o Rafael abordou a vida de cada um. Tu achou os personagens mais ou menos ou bem descritos? Não, são bem descritos e bem viruleiros. Porque assim, a Eva tudo bem, ele escreveu, tal, legal.
Só que tem algumas coisas que ela passa que tu não sabe se ela passou na infância dela e trouxe isso. O Vicente, como tu mesmo falou, né? Ele é um cara que, tipo, ele pensa muito no trabalho dele. Ele quer ter uma... né, aparecer, mas assim, como o...
pai de uma família feliz. Ele se preocupou muito no status. Tipo assim, se acontece alguma coisa internamente, família, não, ninguém pode saber. É uma coisa nossa. Então ele tem que manter o status de homem perfeito, trabalhador perfeito, pai perfeito. Trabalha, bota comida em casa, tal. E a Eva começa pensando assim, ah, é uma mãe de família, tal, legal. Aí depois começa...
Não é tão legal assim. Ela tem probleminhas. Durante a leitura, você sentiu que podia confiar na narrativa ou sempre ficou em dúvida? Sempre em dúvida. Sempre. Sempre em dúvida. É, porque a Eva... Primeiras páginas, eu já não queria confiar na Eva, porque eu tinha uma...
Não é cara do Rafael botar a protagonista como a Tananã. Aí tem o Vicente. Mas, ai, Vicente, né, cara? Não sei. Não é um homem confiável. Não é um homem confiável. E aí depois não tinha mais ninguém, assim. Porque daí depois começou a aparecer os amigos, né? Amigos dela e tal. Então...
Mas a narrativa, até a questão pra gente poder passar pra pessoal que tá assistindo a Eva ao mesmo tempo, as coisas vão acontecendo ela não e tudo evidencia que ela que tá fazendo, os desastres, né
Só que ela não tem certeza se foi ela ou não. Porque conforme a gente vai lendo, a gente vai entendendo. Ela vai ter certos apagões. Então, mais pra frente a gente pode explicar porquê, mas aconteceu certa coisa. Só que durante essa situação, ela estava apagada, estava dormindo. Então ela não... Pô, aconteceu tal coisa, foi tu que fez. Aí assim, não sei, eu estava apagada, não lembro, não vi. Então a gente não consegue confiar nela. Essa parte ali desse apagão e tal,
Aí depois mais pra frente, eu assim, cara, será que ela tem esse apagão e não viu, tal? E aí eu, por nada, assinambula. A gente não entende por que que isso acontece. Então fica uma coisa meio aberta, assim, realmente pra gerar dúvida na gente. Então é bem complicado a gente confiar na protagonista, infelizmente. Em relação aos personagens.
Quem você se sentiu mais próximo e quem você sempre se sentiu mais desconfiado? Primeira parte, quem você se sentiu mais próximo? Tipo assim, quem você se sentiu com paixão? Sentiu pena? Teve algum? Seria da Eva. Fora a Eva, não teve nenhum assim. Nada? Nada. Mas eu diria talvez...
As crianças, porque as coisas vão acontecendo com as crianças, e elas não tem como falar, né? O que eu achei ruim das crianças é que assim, elas foram pra psicóloga, diretora da escola, tudo assim, aí ele não quer, né?
O Vicente não quer que isso saia, mas ele entrega as fotos, ele faz tudo para os outros. Sabe, então assim, ó. Aí nessas partes eu ficava com pena da... Da Eva. Da Eva, porque assim, ó, cara, ela não tem como se defender. Sim.
É como se ela não tivesse prova de como... Ela sabia que era inocente, mas não tinha pra comprovar. É, então é bem complicado. E qual personagem você sempre desconfiou desde o início? Assim, não, eu acho que é essa pessoa. Foram duas. O Vicente e a Eva. Os dois que... Os dois. O Vicente, porque eu achei que assim, cara, o Vicente deve ter feito alguma coisa assim pra se separar dela.
E ele tramou isso. E a Eva, porque ela deve ter... Ela já tem uma cabecinha meio fora. Aí esses foram os dois, de resto nenhum. Você compraria essa obra com outros filhos psicológicos que você leu? Tipo assim, no nível de todos os suspensos que você leu. Que nível você compararia esse livro? Tipo assim, ah, ele é bom, ele é... Ah, já li melhores, ele é razoável. Não, ele é ótimo. Ele é ótimo.
Não tem, assim, porque os thrillers, os suspensos que eu leio, a maioria deles são reais. Ah, certo, legal. Então, tipo assim... É mais pesado, né? É mais pesado. Mas assim, ó, não lita. O que eu lembro, assim, que eu tenha lido, mas igual esse não tem. Nem o Jantar Secreto dele foi tão pesado quanto esse. É que esse, acho que ele tem mais momentos angustiantes. Então, por isso que deixa a leitura mais envolvente. É que eu acho que, assim, o Jantar Secreto...
Ele é meio que uma ficção. Já uma família feliz é uma coisa mais real. Isso, isso mesmo. Quando tu tá lendo, tu pensa assim, cara, eles estão violentando as meninas, cara. Quem é que tá fazendo isso? Não pode, gente, não dá. Sabe, aí, tipo... E aqueles momentos que tu fica, não vou conseguir mais ler, não vou conseguir mais ler.
Esse até agora, pra mim, é o mais suspense, assim, sabe? O mais suspense mesmo é esse. E, bom, Rafael Montes conquistando os corações dos autores. Nossa Senhora! Você acha que todo mundo é capaz de esconder um lado sombrio? Ou o livro exagera? Porque...
Tanto a Évora quanto o Vicente, o casal principal, né? Escondem coisas do passado deles. Eu acho que sim. Um pra cada um pro outro. Ah, não. Entre eles, né? Entre eles, sim. Então tu acha que isso na vida real é uma coisa que acontece mesmo? As pessoas escondem? Sim. Por vergonha, por medo.
No caso da Eva foi por vergonha. Por vergonha, é. E você confiaria em alguém como os personagens que são descritos na história como se fosse na vida real? Tipo assim, vamos jogar pra Eva, que é a principal suspeita, né? Se, por exemplo, uma situação acontecesse na sua família e a Eva estivesse ali presente e tudo dissesse que fosse ela, mas ela dissesse, não, Luiz, não fui eu, eu não sei, eu não tava prestando atenção direito, eu dormi, eu apaguei. Como tu ia lidar com essa pessoa? Sim.
Então, como eu falei naquela hora, quando tu vê a Eva falando eu capotei. E é sempre quando ela... Sempre quando acontece alguma coisa, ela tá sempre apanada, gente. Aí fica assim, cara, eu cheguei a não acreditar nela. Porque não tem outra explicação. Sabe? E o legal é que assim, no final do livro...
o Rafael chega com a explicação e a gente fala como pode, né? querendo ou não, a gente acaba sempre desconfiando então se tivesse alguém na vida real não teria como passar pra não eu também já teria julgado horrores, porque a Eva eu joguei a Eva já no começo do livro nas primeiras partes
E a última pergunta, pra gente encerrar esse primeiro bloco sem spoiler, você acha que existem verdades que devem ser escondidas? Ou você acha que a verdade... Não, tipo, isso trazendo pra vida real, não pensando na história. Não, mas entre o casal, não. Tipo assim, a verdade tem entre duas pessoas. Tem, tem que ser... Porque assim, é a confiança, sabe? Sim.
Porque se ela falasse, olha, mesmo que a verdade magoa a pessoa, você acha que tem que ser dito. Tem, porque assim, é uma verdade que, antes da gente se conhecer, entendeu? Antes de a gente se conhecer, eu era isso, tu era isso. Agora a gente é isso. É a tua história, é a minha história, é a nossa história. Eu não acho que posso esconder.
Ah, mas não. Cara, se a pessoa gosta de ti mesma, ela vai te entender. Ela vai compreender, por mais que seja um passado ruim, enfim. Ela vai te entender e vai lutar pra isso, assim, que isso não aconteça mais, que todo mundo tem um passado, né? Eu tenho um passado, o Richard tem um passado, tu tem um passado, ela tem um passado.
É nosso passado. A partir daqui é a nossa história. É que a gente tem que seguir. Claro que eu posso falar, aconteceu isso, isso, isso. Mas antes da gente se conhecer. Agora é outra vida. Sim. Então, sinceridade em primeiro lugar. Sim, sinceridade em primeiro lugar. E infelizmente não foi uma coisa que o nosso casal pensou. Então isso acabou gerando todo um alvoroço ou drama durante a história. Pra nós leitores é bom, né? Porque a gente vê o caos acontecendo.
E agora, vamos finalmente pra segunda parte, que é a segunda parte com um spoiler. Então, pra você que não quer saber nada sobre o livro, sim, detalhes, você pode pausar ou pula pro final, onde a gente vai ter só as considerações finais, né? Onde a gente só vai dar o nosso veredito sobre o livro.
É bom. Já vou deixar o veredito, é bom. Mas se você que não se importa, pode acompanhar agora, que agora nós vamos soltar os cachorros. E na parte do spoiler, eu trouxe aqui só uns certos parágrafos dando detalhes de cada acontecimento, de cada personagem. E daí a gente aborda sobre eles. Primeiro, a protagonista, Evan.
Eva é a protagonista da história, uma artista que faz bonecos, que tenta manter a sua família estruturada, mas entra em colapso psicológico após o nascimento do Lucas. E daí o Lucas, já vamos revelar aqui, as duas meninas gêmeas não são filha dela, o Vicente. Isso, são filhos do Vicente.
Com uma outra mulher. A gente descobre isso. Nem sabia isso no início. A gente acabou sabendo num decorrer da história. Isso. E daí ela tem esse primeiro filho com o Vicente, que é o Lucas. Ela sofre exaustão, possível depressão pós-parto e apagões de memórias. Sim.
Ao longo da trama, passa a ser acusada de agredir os filhos, tanto as meninas quanto o próprio filho dela, o Lucas. Isolada, perseguida e desacreditada, começa a investigar o marido e até acredita estar possuída pela própria mãe. Por quê? A gente vai decorrendo a história entendendo que a Eva teve um passado bem complicado com a mãe dela. Então, assim, umas coisas assim, de violência psicológica, física. E ela não conta pro Vicente.
Só depois que vai ter todo um remelexo ali, que ela diz pra ele que ela sofreu, que ela apanhou dela. Então isso é até complicado, porque, por exemplo, ela tá sendo acusada de violência. E se ela contasse pras pessoas, não, eu sofri violência no passado. Então todo mundo diz assim, bah, então tu sofreu violência no passado, tu também é violência. Tu também é violenta. Então por isso que até ela, obviamente, também contei um pouco assim, sentimento de vergonha. Então ela preferiu esconder essa parte da história, né?
E no final, ela descobre quem é o criminoso responsável pelos atos violentos. E aí que tá o próximo. Mas, já é tarde demais. Sarah, uma das meninas das gêmeas, acaba falecendo. Eva acaba em um desfecho trágico também, junto com a outra menina. Então, assim, a nossa protagonista, também acaba morrendo. Mais pra frente, a gente pode até detalhar mais. Mas, ou seja, então é toda uma questão assim. Ela sentando...
se provar inocente e no fim ela nem acaba acontecendo, ela acaba morrendo como culpada. E é assim, é uma cena, é a parte do livro, a parte final do livro, que ele começa com essa parte, que no livro a Eva começa a contar assim, que abriu um buraco, botou a Sarah, tampou e acabou ali.
No capítulo 30, no final do livro, ela conta tudo, como ela chegou até naquela parte onde ela enterra a Sarah e o que acontece depois com ela e com a Angela. Gente, assim, ó. Eu sou muito... Então, tipo assim, eu vim lendo... Todo livro eu quase vim lendo sempre no ônibus. A agonia de estar lendo aquilo ali e assim, ó...
Eu ficava, meu Deus, Deus. Sabe, então assim, é um final, é trágico. É trágico. Mas é sensacional. Eu não vejo outra...
Outro final. Sério? Não vejo. Porque assim, ela não tinha mais como provar que ela não era culpada. Sim, era bem complicado. E ela não vai dizer que uma menina de 10 anos fez isso. Sim. Ninguém acreditaria nela porque todo mundo já odiava ela mesmo. Então, é bem complicado. Próxima personagem, mãe da Eva. Uma figura central no passado da protagonista.
que ela era alcoólatra, extremamente abusiva, agredia a Eva fisicamente, psicologicamente durante a infância. Isso a gente só sabe nos últimos capítulos. Acho que mais do meio pro final, né? E chega a acreditar estar se repetindo o ciclo de violência com a Eva. Então a mãe da Eva acaba sendo só uma personagem ali pra gerar esse, querendo ou não, essa dúvida, esse gatilho, né? Tipo assim, a Eva sofreu violência. Então pode ser que isso gere todo um transtorno psicológico nela e esse negócio de violência.
Cheguei a acreditar, tá? Realmente poderia ser uma boa justificativa. Poderia ser a mãe da Eva. Mas só pra acelentar, a mãe da Eva, na história ela não está presente porque ela é falecida. Ela tinha falecido. Próximo personagem, Isabela, que é a empregada da casa. Ah, tá.
Ela cuida das crianças e tenta ajudar Eva em momentos críticos, até ser acusada indiretamente quando surgem os machucados em Lucas. Mas se revolta e acaba indo embora as pós-suspeitas. Representa uma figura externa e percebe o caos na casa. Ela é só uma das suspeitas que a gente acaba bem no início.
Será que ela, já que ela era empregada, ela estava junto com as crianças, então poderia ser a principal suspeita. Mas a gente acaba descartando porque tem outros suspeitos que tem evidências maiores. Evidências maiores, verdade. Vicente, o grande, o poderoso, marido de Eva, controlador, manipulador.
preocupado com a aparência social ao longo da história, alterna entre apoio e agressividade, chegando a forçar relações com Eva. Há suspeitas que ele possa ser abusivo ou até responsável pelos crimes que acontecem com as crianças, né? Ele foi um dos primeiros que eu... Suspeitou. Eu suspeitei depois da Eva. Quando eu disse assim, não, a Eva não pode porque... Não dá. Aí eu disse, será que é o Vicente, cara? Até porque, né, no...
durante o livro, ele fala, saiu pra ir trabalhar, chegou tarde. Sim. Várias coisinhas vão acontecendo e a gente vai, assim... Vai botando a culpa nele, né? E assim, ó, além de responsável pelos crimes atuais, também um dos suspeitos pelo passado da ex-esposa. Ex-esposa, que ninguém sabe o que aconteceu. Que também faleceu. Sim. A família, gente, é assim, a família é mórbida, todo mundo tá morrendo. Todo mundo tá morrendo. Dá temido.
E daí, como ele já casou com essa mulher e ela acabou morrendo assim, misteriosamente, ninguém sabe o que aconteceu com essa mulher, né? Então, ele também é um dos suspeitos, né? No entanto, ele também parece genuinamente preocupado com os filhos em alguns momentos.
Então a sua ambiguidade mantém a dúvida até quase o final do livro. A gente fica assim, porque ao mesmo tempo ele tem evidências de que ele pode ser um suspeito, mas ele é muito preocupado, porque quando acontece alguma coisa com a criança, ele fica, ah, meu filho, ah, minhas filhas. Ele é muito próximo das crianças, então ele está sempre querendo cuidar, sempre querendo levar para o hospital quando se tem alguma coisa, então ele é muito atencioso com relação. Eu sinto que o Vicente ama mais as crianças do que a própria esposa.
Então a gente fica se pensando, será que esse personagem realmente é uma família? Será que ele detesta? Vicente é um ponto de interrogação. Alice, ex-esposa de Vicente, mãe biológica das meninas, morreu misteriosamente em um acidente. Há indícios que sua morte pode ter sido acidental, levando suspeitas sobre o Vicente.
Mas a gente não... Ao mesmo tempo tem uma teoria de que talvez ela possa ter... Está viva, né? Porque a Eva, no meio da suspeita, ah, não sei quem pode ser. Ela acabou acreditando, tipo assim, não, eu acho que a Alice está viva.
Ela pode estar agredindo as meninas pra... Tipo assim, ah, vou mostrar pro Vicente que essa nova mulher dele não é uma boa pessoa. Uma boa pessoa bem assim. Então ela acreditou nessa teoria, mas ao mesmo tempo a gente viu que não é real. É, eu acreditei que era real, porque quando a Eva vai pra casa da mãe, começa esse negócio da picape. Quando começou essa picape, tu falou... Ai, eu assim, gente...
Mas aí, assim, quando ela ia chegar, só porque eu não lembrava se a Alice era loira, morena. Sim, eu também não lembrava. Aí eu assim, será, né? Mas não sei, assim, é uma coisa que ele também deixou em aberto. Eu não gostei disso, né? Porque, ah, uma hora uma picape começa a perseguir ela, daí assim, a gente não sabe quem é, não esclareceu no final quem era. E aí tem todo um... tem aquele jornalista também. Jornalista. Tentou falar com ela, não conseguiu. No outro dia já tinha...
Um monte de coisa. O perfil dela todo num jornal. Ai, senhor, como essa mulher sofre. Então, assim, ela é perseguida até pela mídia, pra vocês terem uma noção.
Márcia, vizinha de Eva, fofoqueira e invasiva. Representa a pressão social do condomínio. Seu filho também aparece em certos momentos, acaba entrando em conflito direto com a Eva, porque tem um momento que a Eva vai numa festa com essa Márcia, porque essa Márcia começa assim. Essa é a parte que eu falei, pra quê? Tu vai fazer isso, mulher. Tudo bem, eu sei que sujaram o carro, não sei o quê.
E ela também já tava no ponto dela. Ela tava no limite. Aí ela saiu e deu assim, gente, pra quê? E assim, ó, quando vocês forem ler, tá tocando a música da Xuxa. Eva sai do elevador e lari lariê. Eva...
Arrebenta a porta. Hilary, Hilary, gente. É, vai pra cima da... Esboela a mulher. Hilary, Hilary. Gente, aquilo tava me dando uma agonia, uma agonia assim. Gente do céu. Pra quê, Rafael? Pra quê? Já joga ela direto pra mulher? Não? E brigou, e daí todo mundo olhando.
E daí, no fim, essa Márcia, ela presente na história só pra gerar todo o conflito, porque, querendo ou não, como a Eva já tava, assim, do de Adalino condomínio, porque todo mundo do condomínio acaba sabendo da história que as crianças estavam sendo violentadas e que a Eva é suspeita, então, querendo ou não, a Eva, tipo assim, não, vou tirar satisfação com essa mulher. E aí, já era todo esse alvoroço aí.
Sarah, uma das filhas gêmeas, irmã de Angela, mais sensível, mais vulnerável, apresenta problema de saúde, ao longo da história aparece triste, fragilizada, acaba sendo vítima, a gente sabe que ela é a primeira a morrer no início.
E morre de forma violenta por um membro da família. Marcando todo o clima que se dá narrativa. Então essa eu acho que, talvez, eu acho que de toda a história é a que deve a gente sentir mais pena. Porque essa aí sofreu, né? Sofreu. Porque, tipo, saber que, tipo, alguém da família tava tirando o pozinho do remédio. Sim. E daí por isso que ela tava se sentindo fraca. E daí tudo caiu em cima da Eva. É, que era a mãe, né? Então... E aí
Foi bem complicado pra essa menina Solange, melhor amiga de Eva Vive um relacionamento problemático Com o marido e tem um amante Inicialmente parece Um apoio emocional Mas a relação é estável Em certos momentos ajuda a Eva A investigar Vicente, mas também contribui Para a atenção e revelar informações importantes Como vazamentos da foto A Solange foi aquela pessoa assim Também foi uma das suspeitas Sim Né
Por ser uma pessoa muito ligada à família, ela tinha contado com o Vicente, com as crianças, com a Eva. E ela disse que ela tava tendo um caso com um homem casado. Ela falou isso pra Eva, né? Pra Eva. E aí depois a Eva começa assim, será que é ela? Será que é o Vicente? Porque o Vicente começa a chegar tarde em casa, né? Esses negócios, então... Foi bem assim, tipo... Mas eu também, assim, eu continuei desconfiando dela até perto do final. Mas depois eu fui vendo e falei, ó, não, muito...
falta coisa falta, né, então e uma coisa assim que eu odiei a Solange que ela assim, malhou o pau na Eva era as duas, era a melhor prima, viu as fotos porque vazou as fotos das crianças machucadas não acreditou a melhor amiga não quis ouvir, chotou ela de casa e quando a Eva foi questionar tá, mas quem foi que compartilhou as fotos pra vocês?
Ah, a gente viu porque o teu próprio e-mail, tu, pelo teu próprio e-mail, mandou pra gente. E da Eva já questiona, tá? Tu não acha estranho eu ter mandado as fotos meio que me incriminando dela? Ah, é verdade. Então, tipo assim, não acreditou nada na amiga, nada. Então, tipo assim, não é a melhor amiga. É, isso que era a melhor amiga, né? É, então... E a Eva não tinha ninguém. Não tinha ninguém pra contar.
A família dela toda era morta. O pai e a mãe, ela não tinha irmãos. O Vicente não acreditava nela, ela só tinha a Solange. E não veio o apoio da melhor amiga. Nossa, falando agora assim, eu começo a pensar, meu Deus, não tinha ninguém, né? Ninguém. Tava ela e Deus. E nem Deus que sabe dessa mão, porque acabou morrendo. Então assim, ela não tinha ninguém pra pôr no fogo por ela. Eu não tinha pensado nisso ainda. Porque ela fala várias vezes assim, não tem ninguém e tal.
Mas eu nunca tinha parado pra me falar, putz, ela não tem ninguém mesmo, cara. Não tem um primo, um amigo. Nem as crianças, cara. Nem as crianças. E ela não trabalha fora, então ela não tem colegas de trabalho.
a mulher do bebê reborn que ela demorou quase o limite pra fazer recebeu, gostou e tal e depois ganhou mais um pau nem as clientes dela gostavam, né? então tava complicado, pra nossa protagonista tava complicado Angela, a outra gêmea inicialmente parece apenas uma criança comum mas no final é revelado como uma verdadeira responsável sobre as agressões da família esse é o plot é, e aí tipo assim quando eu lido, cara adeus
Me chamou a atenção quando eu li que o Lucas nasceu, e elas foram lá na cama dele. A Ângela não gostou muito dele. A Sarah gostou, eu percebi, assim, olha, cara, tu vê, né? Aí quando eu tava lendo, eu até vi assim, será que foi a Ângela?
Na realidade, Angela, não. Eu acho que foi as meninas. Elas são gêmeas, tal, ali e lá. Talvez alguma delas. Aí quando veio o plot, eu sabia ali. Só pra vocês saberem, durante as lives, eu comentei assim, gente, talvez seja alguma negocinho de gêmeas assassina, uma coisa meio do filme da Orphan, uma criança psicopata. E querendo ou não, assim, acho que pode ser ela. Mas ao mesmo tempo, nem eu tinha certeza sobre. Eu só peguei assim, joguei e falei, né?
E no fim, quando foi revelado, eu terminei assim. Não acredito. Era uma das gêmeas mesmo. Então, assim, foi um plot que realmente pegou todo mundo. Porque elas aparecem bem pouco, né? Elas aparecem no começo. Aí depois, quando acontece toda a ação ali de... De estar marcada com a agulha e tal. Que elas começam a aparecer mais. Até então, elas não têm muito aparecido na...
em toda a história. A gente sempre pensa que é um adulto, né? Sim. E pelo fato de ser criança, a gente não dá muita bola. Mas no fim, né? Demonstra comportamento perturbador, incluindo machucar os irmãos e esconder suas ações. Confessa odiar a família, que é a peça-chave, o plot, responsável direto da morte de Sarah. No caso, a gente acaba descobrindo que ela fez isso, ela machucava o irmão, machucava a irmã.
pra que, de certa forma, o pai, de certa forma, expulsasse a Eva, né, porque, de certa forma, eu pensava, essa é a minha esposa, e também pra, tipo assim, alguma coisa de ruim acontecer com os irmãos, só pra ela ter atenção do pai. O objetivo dela era eliminar os irmãos, eliminar a madrasta, pra só ela viver com o pai.
Quando eu li, deu assim, gente, que menina louca. Louca, gente, assim. É uma coisa que até são ações que a gente se questiona. Será que uma criança era capaz de fazer isso? É que ela tinha 10, né? É, e lá abrir o frasco do remédio, tirar as cápsulas, tirar o remédio, deixar vazio pra que a irmã tomasse e passasse mal. É uma coisa assim que chega a ser absurda, assim, uma criança pensar isso.
Rafael Montes viajou aí, né? Mas a gente acredita. A mente dele foi lá longe, assim, e trouxe essa luz aí. E por fim, Lucas, né? Que é um dos filhos, né? O recém-nascido, que é o filho emocional da Eva, chora constantemente. Gente, durante esse livro, até eu pensei assim, gente, será que eu tinha paciência pra ter um recém-nascido? Ah, gente, sério. Porque a Eva...
Ela é a mãe e ela descreve ele como assim, ai, o parasita começou a chorar. Ai, começou a chorar de novo. Nesse momento que ela fala, bem no começo, quando ela tem filho, que ela chama ele de parasita, e eu assim, ela não gosta do menino. Ai.
Mas aí eu entendo que ela teve uma... Depressão, né? Uma depressão pós-parto, então é normal, eu acho, ter isso. Mas assim, é de se pensar que ela é que teria matado, que ela é que teria machucado. Sim. Porque ela gostava do Lucas, ao mesmo tempo ela se incomodava com o choro, no negócio de ter que dar atenção para as coisas, mas ao mesmo tempo ela amava a criança, né? E no fim ele foi o único filho que sobreviveu, né? Porque as duas gêmeas acabam morrendo. Só pra vocês entenderem.
A Sarah, a Angela, né? Acaba matando. E a Angela, enfim, morre junto com a Eva dentro do carro. E ela pede, né? Ela assim, não, mãe, não faz. Mãe, para, mãe, para. E ela... Só pra... A solução da Eva foi assim. Foi isso. Ah, e essa menina é psicopata? Ela não vai ser presa mesmo, então... E eu vou levar ela comigo. E eu vou ser, né? Então, tipo assim, entre... Vai ser presa pra uma coisa que eu não fiz, então...
No fim, vai as duas pra outra realidade, né? E termina assim a história. Uma coisa meio Homer Julieta. Uma coisa bem Homer Julieta. Bem dramática. Então, assim, a Eva morreu como culpada. Sim. Porque dela matou a Sarah e matou a Angela.
E daí as únicas provas que tinha, a Angela antes de morrer apagou. Então assim, meu Deus. Foi o momento que eu mais senti a raiva da Ethel. Porque daí ela tinha a prova, ela tinha gravado que a Angela tava machucando o irmão. Ela podia pegar aquilo pro Vicente. No fim, o que aconteceu? Ela apagou.
A Angela falou aí, a outra trouxa tá aqui dormindo, eu vou ali apagar a prova. Então esse momento me deu uma raiva. Mulher, pelo amor de Deus! Mas assim, gente, vale muito, muito, muito, muito a pena. Por mais que a gente tenha dado spoilers aqui, vocês têm que ler.
Porque assim, ó, é uma leitura muito boa. É leve, entre aspas, mas é leve no sentido de que, assim, tu consegue ler, sabe, sem ficar... Claro, vai ter outros momentos de raiva, e aí você diz, ó, aqueles dois falaram, na verdade, essa hora é que eu tava com raiva, ó. Essa hora é que o Richard tava com raiva, o Lúcio tava com raiva. Então, assim, vai ter esses momentos aí, vocês vão sentir bastante sentimento ruim, né? Raiva, angústia, enfim. Agora, só umas perguntas finais pra gente concluir esse nosso episódio.
O que você achou da escrita do autor? Achou que foi uma coisa meio enrolada? Foi bem descritiva? Foi envolvente? Super descritiva, super envolvente. Como eu falei, eu cheguei a ler quatro capítulos uma noite, assim, sabe? Tipo, dormi mais tarde, tendo que acordar no outro dia de manhã, mas lendo, assim, ó, porque eu tava... Eu quero devorar, quero devorar, quero devorar. Então, Rafael sabe o que faz. Rafael sabe o que faz.
E você indicaria esse livro pra alguém? Super. Vale a pena. Esse e o Jantar Secreto. São os dois que eu li dele até agora, mas eu já vou ler outros próximos. Eu também tô bem curioso. Eu também só li o Jantar Secreto ano passado, li agora Uma Família Feliz, já tô querendo agatar mais alguma coisa dele. E torcendo, como eu falei, pra gente ter mais uma leitura dele no ano que vem e ter mais um episódio gravado. Agora eu tô terminando de ler o Desenhos Ocultos, pra daí depois eu voltar a ler o livro dele de novo.
Já tá lá no meu clima. E agora, perguntas assim, bate bola, vou pegar, vou lançar aqui pra ti, rapidamente, a primeira resposta que tu vier, tu fala, uma coisa assim, meio de frente com a bogeirinha, só vai e responde. Uma família feliz, Luiz, é uma leitura fluida ou densa? Fluida.
Tu achou assim? Vai rápido. Vai. É uma história chocante ou uma história mais reflexiva, assim, crítica? Chocante. Chocante. Tu fica toda hora... Surpresa. Uma palavra que define o livro como um todo. Maravilhoso. Maravilhoso. Ó. Um sentimento que ficou depois que tu concluiu. Raiza.
Uma raiva por todos os personagens. Até os que morreram. Até para os que morreram. Um ponto forte da história. Um ponto forte da história é quando a Eva toma tenência, e começa a gravar, o que tem que gravar, para provar. Das provas. E o momento que a gente vai assim, nossa, agora vai. Agora vai, e aí não foi. Mas é o momento, assim, que a gente vê que ela acorda, sabe?
Porque o livro todo ela vem muito... Perdida. É, muito perdida. E aí esse ali foi o momento. E um ponto fraco da história. Ah, esse momento aqui, nossa, achei muito nada a ver. Cara, eu acho que não teve ponto fraco. É? Porque assim, tudo que teve ali foi exato pra acontecer mesmo, pra te criar raiva, pra te gostar, pra te não gostar. Mas não teve, ah, esse aqui é um ponto, eu acho que é um capítulo que eu poderia ter estado. Não. É? Ó, então...
É um bom personagem. Um bom personagem? Com certeza não.
Cara, é um bom personagem, a Eva e o Vicente. O Vicente, bom. É que eles são, assim, ó, tipo, é os opostos, sabe? Sim. Ela é a... É porque ambos não fizeram nada de mal, né? É. Mas ao mesmo tempo, eles eram mal com outros, né? Mas pras crianças, não. As crianças, não, sabe? É. Ela queria defender do jeito dela e ele do jeito dele, sabe? Então, assim, são dois... Autores... Autores, não. São dois personagens muito bons. Sim. Muito bons.
E um péssimo personagem. Solange. É uma personagem que não tem como gostar. Não. Eu quero ver quem é a atriz que vai fazer ela no filme. No filme.
Você leria esse livro de novo? Leria. E uma nota de 0 a 5. Quantas estrelas tu dá pra esse livro? 5. 5? 5. Ó. 5, 100, 10, 10. Zero defeito. Zero defeito. Então tá. Então tá, gente. Esse foi a nossa resenha sobre Uma Família Feliz. Um livro de Rafael Montes. Um suspense assim que... Leiam.
Impactou o nosso clube Então tá mais aqui que recomendado Passada a nossa recomendação sobre essa leitura Queria agradecer muito, muito, muito A participação do Luiz Que aceitou o nosso convite Muito obrigado Então vir aqui colaborar, passar toda a perspectiva dele Sobre a história
E passar pra vocês aqui ficar ligado, né, no nosso podcast, seja a gente tá presente no Spotify, no YouTube e também no Deezer, então pode seguir as nossas redes sociais e também no Instagram, né, o arroba clube.26, que lá a gente vai tá informando, divulgando, todas as coisas sobre o clube. E quem quiser nos conhecer, né, e também participar, é só entrar. Entra lá no Instagram, entra no nosso link do grupo do WhatsApp e começa a acompanhar a gente participando das leituras com a gente. É isso aí.
E é isso, esse foi o Hora da Resenha. Muito obrigado. Comente aqui embaixo se você já leu ou não. Uma família feliz. Um beijo e até a próxima. Tchau, tchau, galera. Um agradecimento especial à Livrarias Catarinense, que foi a nossa parceira nesse episódio, aonde cedeu o espaço pra gente estar gravando o podcast. Muito, muito obrigado a toda a equipe.
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