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Como construir relações que um dia viram oportunidades | Luiz Passos, CEO da A Mesa

13 de agosto de 20261h4min
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Como construir relações que um dia viram oportunidades?Neste episódio do Uptalks, converso com Luiz Passos, CEO da A Mesa, sobre o poder das comunidades, do pertencimento e das relações construídas de forma verdadeira.Luiz passou boa parte da vida criando e participando de comunidades — muito antes de transformar isso em um negócio. E, ao longo da conversa, ele mostra por que as melhores conexões não começam com aquilo que você pode ganhar delas.Falamos sobre:• como encontrar a comunidade certa para você; • como entrar em um grupo onde você ainda não conhece ninguém; • por que pertencimento é tão poderoso; • o papel do líder como anfitrião e facilitador; • como lidar com ego, status e interesses dentro de uma comunidade; • quando é o momento certo de pedir algo a alguém; • a solidão de quem precisa tomar decisões; • e por que fazer amigos antes de fazer negócios pode ser uma estratégia muito mais poderosa do que simplesmente fazer networking.Uma das ideias que ficam do papo:Seja interessante antes de ser interesseiro.No fim, oportunidades são consequência. Antes delas vêm presença, confiança, tempo e relações verdadeiras.☕ Pega o seu café e vem comigo.Inscreva-se no Uptalks e compartilhe este episódio com alguém que precisa estar nas mesas certas.

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Onfly. Porque viagem a trabalho não precisa dar trabalho.

Participantes neste episódio2
M

Marcus

Host
L

Luiz Passos

ConvidadoCEO da A Mesa
Assuntos12
  • Construção de Relações e Oportunidades· SociedadeIntencionalidade nas relações·Estar presente nas situações·Plantar sementes em terreno fértil
  • Poder das Comunidades Certas· SociedadeAutoconhecimento para encontrar tribos·Comunidades escolhidas vs. comunidades impostas·Terreno fértil para relações
  • Conexão Humana· SociedadeGostar de gente e amar pessoas·Momentos de socialização na agenda·Contato olho no olho e abraço
  • A Mesa: De Negócio a Comunidade· NegociosSolidão do empresário na tomada de decisão·Economia da solidão·Evolução do foco de restaurantes para outros setores
  • Evitar conversas inúteis· SociedadeReduzir o barulho e a fumaça·A importância de fazer as perguntas certas·A resposta está nas pessoas
  • Mecanismos de Comunidades e Negócios· NegociosAutoconhecimento e estudo sobre pessoas·Direção comum e objetivo em comum·A importância de duas pessoas para iniciar uma comunidade·Valores e estrutura da comunidade
  • O Momento Certo de Pedir Ajuda· SociedadeSer interessante antes de ser interesseiro·Construir confiança através do tempo e relacionamento·Entender o nível de maturidade da conversa
  • Integração em Comunidades· SociedadeConhecer a si mesmo e ao outro·Buscar comunidades com valores alinhados·Práticas naturais e autênticas
  • Liderança Comunitária· SociedadeGrêmio Estudantil como primeira liderança·Líder como anfitrião e facilitador·Norte comum e propósito
  • Aceitação do que não se pode controlar· SociedadePermitir-se viver novas experiências·A dificuldade de dizer não·A coragem de pedir ajuda
  • Planejamento para o futuro· SociedadeInfinitas possibilidades de mesas·Foco em vez de diversificação excessiva·Inteligência artificial e o futuro dos negócios
  • Ego e Status em Comunidades· SociedadeEgo como característica natural·Reforçar a cultura e valores·Convidar para sair quando necessário
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?Voz A

Fala, pessoal! Bem-vindos ao UpTalks. Hoje a gente vai receber o Luiz Passos, CEO da A Mesa. Vamos falar sobre comunidades, vamos falar como criar a sua comunidade, quais são os passos para entender quais são as oportunidades e como ganhar dinheiro com essas oportunidades que os relacionamentos podem trazer. E esse episódio tem um apoio e oferecimento da OnFly, porque viagem a trabalho não precisa dar trabalho. Se você ainda não conhece, sua empresa ainda não tem OnFly, aqui na descrição do vídeo tem um link.

Vai lá, apresenta OnFly para sua empresa e ainda de quebra ganha um voucher de R$1.000 para você viajar. OnFly, porque viajar a trabalho não precisa dar trabalho. Luiz, cara, obrigado, obrigado por ter aceitado esse café. Cara, eu já queria direto te perguntar: como que eu posso construir relações que um dia vão virar oportunidade?

LPLuiz Passos

Perfeito. Eu acho que o primeiro ponto é você sempre ter o espírito de intencionalidade. A intencionalidade nada mais é do que você saber o que você tá fazendo, por que você tá fazendo e qual que é o objetivo com aquilo. Então, quando você tiver oportunidades na sua frente, É você saber avaliar se aquela oportunidade faz sentido com seus objetivos, com o que você almeja. Beleza, fez sentido. Aí você diz sim para ela, porque você tem que aceitar para poder você viver a oportunidade.

E aí beleza, a partir daquele momento em que você se entregou, você tá ali, você sabe o porquê que você tá, o como que você tá. Você concorda comigo, Marcos, que você consegue levar muito mais É estar, ter a presença, estar ali presente na situação. Porque eu acho que o relacionamento, ele só gera ali efeitos se você realmente tá presente ali. Se você não— e para você tá presente, você precisa justificar para você mesmo o porquê que você tá fazendo o que você tá fazendo.

Porque se não tiver sentido, você se perde. Você fala, cara, pra onde que eu tô indo? Então acho que é muito disso, acho que parte do princípio da intencionalidade, de você estar presente e de você dizer sim pra na hora que, beleza, eu me deparei com aquela situação que faz sentido com o que eu tô buscando, então ali é o momento de eu criar relações que vão ser duradouras, que vão ser confiáveis, que vão ser baseadas ali em princípios.

E é igual plantar semente, se o solo é fértil, se a chuva tá caindo direitinho e enfim, o sol tá batendo, cara, ela vai germinar. Não tem como ela não germinar.

?Voz A

Você plantou uma hora, vai dar certo.

LPLuiz Passos

Exato. Mas você plantou no terreno que você conheceu, você estudou, você entendeu. Aí beleza, ela vai germinar. Não é simplesmente jogar um tanto de semente, cara, vai ter terra que não vai nascer, vai ter terra que vai passar o passarinho. Então acho que, acho que para a gente poder começar, eu já começaria dessa forma.

?Voz A

E qual que é o poder ou a força de estar na comunidade certa para construir essas relações para que um dia vão virar oportunidades?

LPLuiz Passos

Ótimo. Eu acho que, pegando a sua pergunta, a comunidade certa é aquela comunidade que você compactua, que você se sente bem, que você se sente acolhido. Isso não é fácil, porque a gente não, igual a gente pode citar, a gente não começa nas comunidades que a gente escolheu, nós somos colocados. Então se eu nasci católico, eu já tô nascendo na comunidade católica, eu não escolhi ser católico. Se eu sou judeu, mesma coisa, enfim.

Mas ao longo da vida, a partir do momento que você vai se conhecendo, eu acho que o primeiro ponto é esse, você fazer um trabalho de se conhecer, de entender o que que você gosta, o que que você pensa, enfim, você começa a ir numa linha de entender que grupos, quais grupos ali a gente pode chamar de tribo, enfim, que eu me sinto bem. E aí, na hora que você consegue entender que, cara, aquele grupo ali compactua dos mesmos valores, ali você tem a comunidade certa.

E ali é o terreno. Pensa que se a gente começou fazendo analogia, pensa que a comunidade nada mais é do que um terreno fértil. Só que às vezes, como a gente não conhece tudo, a gente tem que fazer testes. A gente testa em um, não deu certo, a gente testa no outro, mas a gente tem que sempre estudar. Então testou, não deu certo, mas beleza, por que que não deu certo? E aí, a partir dessa autoanálise, dessa análise do ambiente, você vai entendendo para onde que você quer ir.

Eu acho que a gente não nasce e a gente não acerta a primeira comunidade de primeira. Por quê? Porque é teste no início, é parte de um autoconhecimento. Para você entender que aquilo é bom, às vezes você tem que conhecer o que não é bom. Então acho que é isso, é parte do princípio de um autoconhecimento para você ir ali entendendo para onde que você quer ir. E aí vai ter um momento que você vai encontrar a comunidade certa.

?Voz A

Você falou que, muito bem colocado, que tem algumas comunidades que a gente não escolhe estar, que a gente nasce nela. Sim. Seja religião, seja grupo familiar, também é uma comunidade. Mas tem comunidade que você escolhe estar.

LPLuiz Passos

Exato.

?Voz A

Como que você faz para ser aceito numa comunidade? Porque você tem uma história disso. Sim.

LPLuiz Passos

Ótima pergunta. Eu acho que é isso. Se você já chegou num grupo que ele já tá formado, que ele já tá consolidado e você se conhece, então eu acho que eu vou tentar partir aqui de princípios. Eu acho que o primeiro princípio é esse, é se conhecer. Por quê? Porque eu preciso me conhecer para poder conhecer o outro. E aí a gente vai para o segundo princípio, que é conhecer o outro. Então se você mudou de cidade, como foi o meu caso, Você, quando entra em uma nova comunidade, você precisa conhecer o que que eles gostam, o que que eles fazem.

Eu tive a oportunidade de morar em Campos do Jordão, São Paulo capital e Gramado. E por ser filho de militar, eu sempre tive ali alguns ensinamentos. Então, o militar, de 2 em 2 anos, ele é obrigado a ser transferido. O meu pai, eu tive sorte dele não ser transferido. Mas ele sabia ali o que que tinha que ser feito quando tivesse uma situação de mudança, de transferência. Então eu acho que quando a gente se conhece, eu sempre vou voltar nesse ponto, a gente se conhece, pô, beleza, você sabe ali o que que você tem mais facilidade, o que que você não tem.

Quando você entra em uma nova cidade, você tem que buscar meios de adentrar naquela comunidade. Então você pode partir do princípio, era o que eu buscava, Uma igreja, então uma comunidade religiosa. Então se você já, porque se você entende que a comunidade católica ela é a mesma aqui, a mesma no Rio Grande do Sul, a mesma em São Paulo, então beleza, já é mais fácil.

?Voz A

Você já tá, você já tem uma comunidade que você conhece.

LPLuiz Passos

Exato, exato. Me conheço, conheço a comunidade, enfim. Um esporte, se você já é praticante de um esporte, seja ele qual for, pode ser até o tênis, pode ser o golfe onde você joga ali individualmente, Mas você não joga 100% sozinho, tem outras pessoas que também jogam. Você já conhece as regras, você já tem um conhecimento. No meu caso, eu buscava o jiu-jitsu. Beleza, então é mais uma comunidade. E aí, beleza, agora você pode começar a buscar oportunidades em lugares que fazem sentido para o seu trabalho, por exemplo, como era no meu caso.

Então, uma associação, que no caso ali era Associação de Bares e Restaurantes, É sindicato, seja ela qual for. Então você pode adentrar desde, poxa, eu quero me relacionar com determinado público, então um clube. Qual que é o clube que o pessoal frequenta aqui? Que que eles gostam de fazer? Que que eles, como é que eles frequentam esse clube? Não, eu quero, o meu público é high ticket, eu preciso de um dentista. Quem que vai ser o dentista que eu vou escolher?

Eu preciso de um advogado? Quem que é o advogado? Porque você entende que na hora que eu me conecto com essas pessoas e eu adentro na comunidade, porque eu acho que esse que é o ponto principal, uma rede de clientes de um escritório de advocacia é uma comunidade daquele escritório. Então é como se o sistema fosse formado de comunidades grandes e das suas micro comunidades. Se eu também sou cliente E por exemplo, Max, você também é cliente, sim, você entende que agora a gente tem um elo e temos uma conversa em comum, a gente pode falar sobre o nosso advogado.

Agora não, se a gente foi viver uma causa trabalhista, por exemplo, parecida, a gente tem mais um assunto. Então eu acho que comunidade é sobre entender sobre pessoas, só que para você entender sobre pessoas você precisa entender sobre você. Beleza, estudar sobre essas pessoas, como elas se comportam, o que que elas gostam de fazer, se elas tomam chimarrão, se elas tomam o que quer que seja, se é café, se é chá. E beleza. E para você entrar nessa comunidade, você precisa ter aquelas práticas também.

Agora, se são práticas que você não compactua, aquilo dali não é a sua comunidade certa. Ali você não vai prosperar, então você não vai ter negócio. Exato. Então, mesmo que seja intencional, então beleza, eu já entendi, já fiz o estudo, agora eu vou para a parte da conexão. De realmente ali começar a acolher, de começar a plantar. Mas a intencionalidade, se ela não for verdadeira, se o sim que você deu não for algo que você vai estar 100% presente, você vai ter que ficar o tempo todo pensando: não, eu tenho que fazer isso porque eles gostam disso, eu preciso fazer isso porque eles gostam disso.

Não vai gerar fluxo, não vai fluir. E eu acho que a palavra certa é exatamente essa: não flui, não caminha. Por quê? Porque não é natural. Só flui aquilo que é natural.

?Voz A

Quando foi a primeira comunidade, qual foi a primeira comunidade que o Luiz se viu liderando?

LPLuiz Passos

Eu tive a oportunidade de estudar no Colégio Militar, e dentro do Colégio Militar a gente tinha uma presença muito forte do Grêmio Estudantil. E é um Grêmio Estudantil que eu brinco que ele é diferente, não é um Grêmio Estudantil baseado em política ou coisas do tipo. Basicamente era um aluno que era representante do corpo de alunos com o comando do colégio e vice-versa. Então era um intermediário ali. E como a gente atendia a todos os alunos, então desde 6ª série, todas as séries, a gente tava ali fazendo um trabalho para comunidade.

Então acho que hoje, depois de alguns anos de formado, eu comecei a entender que aquilo era uma comunidade e que ali eu começo o meu trabalho com pessoas, com grupos, pessoas que tinham interesses diferentes. Então eu tinha um aluno de terceiro ano que tava focado em vestibular, então ele queria outros tipos de recreação com aluno da quinta série que tinha acabado de entrar no colégio e queria viver uma outra situação. Então você tinha que entender o seu público, entender o que que eles estavam buscando, entender o que o comando do colégio queria também, porque eu não posso chegar com qualquer projeto que não vai ser aprovado.

E eu lembro que na época tinha um filme que é o Tropa de Elite, né, que tinha uma frase que é: quem quer rir tem que fazer rir. Então eu sabia, cara, se eu quero fazer os militares rirem, beleza, eu tenho que fazer eles rirem, e vice-versa. Então é uma norma que eu sempre Cara, eu tô fazendo ele rir, eu vou rir, tá, beleza, então tá tudo certo. Então acho que ali foi o primeiro momento que eu enxerguei que eu tava liderando uma comunidade, fui eleito para aquilo, teve todo um processo de debate, essas coisas, e foi ali também que eu decido não ir para a linha de exatas, que eu decido fazer administração de empresas.

Até ali no meu terceiro ano eu tava Tipo, prestei vestibular para o IME, prestei vestibular para o ITA, enfim, minha família toda esperando que eu virasse engenheiro aeroespacial, enfim, cheguei a fazer até vestibular para AFA e tal, mas de repente eu entendi que não, cara, eu queria mexer com pessoas, era o que eu gostava, eu queria servir gente, e aí eu entendi naquele momento que administração era o melhor caminho.

?Voz A

E quando que servir gente ou criar comunidades viram um negócio na sua vida?

LPLuiz Passos

Vira assim que eu vivo uma experiência ali à frente de um restaurante em Gramado. E tava com meus 26 anos ali, muito bem, já tinha tido uma experiência em Campos do Jordão que tinha sido muito bem-sucedida. E aí naquele momento eu vivo uma situação onde eu senti na pele o que era a solidão de tomar decisão através de uma chuva que veio no Rio Grande do Sul. Quem tá assistindo pode lembrar que o aeroporto ficou fechado, aquela coisa toda.

E aí eu começo a me questionar, eu começo a me questionar, ver ali o que que tava dando certo, o que que não dava. Mas na hora que eu olho para o exemplo que o povo gaúcho tava fazendo, eu começo a ver que ali tinha uma comunidade muito forte, ali tinha um grupo muito forte. Então, das pessoas mandando barcos, das pessoas colocando o dinheiro delas à disposição para poder ajudar o próximo. Tempos depois eu volto para Belo Horizonte ainda com aquilo na cabeça e eu começo a entender, cara, e se os donos de restaurante de Belo Horizonte se reunissem em grupo para poder ter trocas?

Ter trocas para poder falar sobre os problemas, para poder falar ali. Isso é uma criação de uma comunidade, porque Gramado é o que ela é hoje muito por uma união empresarial junto ao setor público e setor privado para desenhar um calendário para a cidade. Se a gente for parar para pensar, e as pessoas acho que elas não fazem essa associação, mas o Natal de Gramado é uma das épocas mais quentes ali do Sul. E é um calor que é um calor, sim, mas eu não posso depender só do inverno.

Então é, eu junto aqui com todos os nossos, a nossa comunidade, e a gente começa a atrair o turismo, cara. Beleza, nós somos concorrentes e tal, mas depois que o turista já tá aqui, depois que ele já pousou, ele já tá aqui, a gente já venceu de Rio de Janeiro, já vencemos de Campos do Jordão, já vencemos de outras.

?Voz A

Depois disso a gente vira concorrente, mas antes disso, a gente tá aqui pelo destino.

LPLuiz Passos

É isso, é isso. Então começa nesse sentido, eu venho com essa ideia, a gente traz alguns palestrantes, trouxemos CEO do Outback, CEO do McDonald's, enfim. E aí eu comecei a ver que era muito mais sobre uma solidão, que a gente tava ali conversando sobre essa questão da tomada de decisão. Porque eu acho que no fundo você não, você não entra em uma comunidade porque você tem esse racional todo de, ah, eu sou um ser sociável e por isso eu preciso estar em grupo.

Não, você entra porque vai dar ROI, você entra porque você tá com uma decisão difícil na empresa para ser tomada. Só que depois que você adere, aí você começa, poxa, não era só isso, cara. Não, eu quero passar mais tempo aqui, eu quero poder entrar em outros assuntos com essas pessoas que estão aqui. E aí eu comecei a entender que existia um mercado, quando a gente fala que existe uma economia dessa solidão, sabe? Então ali foi o momento chave que eu entendi que, poxa, a gente tá falando de um business que tem ali os seus valores, que tem ali as suas regras, como um business de mercado.

?Voz A

Fazer parte de um grupo é se sentir pertencente a algo? E voltando lá, a igreja e tudo isso, é ser pertencente também a um grupo, como a mesa. O empresário, ele busca se sentir pertencente a um ecossistema, talvez?

LPLuiz Passos

Acho que sim. Acho que é uma das necessidades ali do ser humano, é se sentir pertencente a algo. Quando a gente tem uma criança ali em uma fase, você é pai, talvez você vai se recordar, tem momento que o filho ele quer ajudar o pai nos deveres de casa ou coisas do tipo. Então, por exemplo, vai ter uma, ah, vamos pintar a parede, o filho ele quer ajudar. Enfim, não é porque ele entende que aquilo ali é um trabalho, que o trabalho engrandece, coisas do tipo.

É porque ele quer ser pertencente ali a esse convívio do pai e da mãe. Então, o pertencimento, ele é uma característica que, se a gente for parar para pensar, Ele tá a todo momento, mas ele é uma característica quase que inconsciente. A gente só percebe que a gente não é pertencente quando a gente não está pertencendo. Então, quando a gente tá isolado, quando aconteceu alguma coisa e a gente não foi convidado, e aí vem o sentimento: poxa, mas eu queria fazer parte.

Quando você ali já tá convivendo tudo, você não fica lembrando disso. É igual respirar, eu não fico aqui lembrando: olha, eu tenho que puxar o ar, tenho que respirar. E coisas do tipo. Então eu acho que essa é uma característica do ser humano, mas é isso, muitas vezes ele não entra em uma comunidade para se sentir pertencente, ele tem outros princípios ali, outras—

?Voz A

ele entra olhando para outra coisa e ele fica pelo pertencimento.

LPLuiz Passos

Exatamente, exatamente. E comunidade na sua essência é isso, eu posso adentrar Seja qual for o motivo, e muitas vezes é financeiro. O cara, ele quer ter um ganho, ele, principalmente se for um empresário ou coisa do tipo, ou um ganho político, um ganho social, enfim. Mas ele começa a entender que na hora que ele tá fazendo parte e que a conversa é boa, que o ambiente é bom, que as experiências são boas e que acima de tudo ele tá fazendo amigos, aí vem o sentimento de pertencimento.

Falei, cara, agora eu posso falar, eu faço parte disso, eu sou membro disso. Então eu acho que por se tratar de uma coisa que tá no nosso inconsciente, muitas vezes não é tão claro, mas na hora é uma coisa que você precisa viver, é uma coisa que você precisa sentir. Mas se eu começar a trazer esses exemplos clássicos, como a escola, como religião, como uma academia, seja de luta, enfim, Você começa a falar, cara, pô, faz sentido.

Ali no meu colégio eu tinha um comportamento que era um comportamento de, vamos pegar, de manada ali. Depois na igreja eu também tenho, onde a gente faz os mesmos rituais e se sente pertencente. Então eu acho que é uma situação, por isso que parece ser difícil hoje. O mercado ele tá indo numa linha, o Brasil já é considerado o país das comunidades, mas O mercado fica tipo, mas como fazer uma comunidade? Mas beleza, como é que eu faço dos meus clientes uma comunidade?

E é só dar atenção, é só você ir lá e entender, cara, no fundo, o que que você quer? Como é que você quer se sentir? Como é que você quer caminhar nesse grupo? E aí beleza, você começa a entender que não é tão difícil assim, sabe? E em um mundo onde o serviço e o produto, eles estão ficando comodizados, e cara, com inteligência artificial eu acho que vai ficar cada vez mais, você precisa dar um sentimento de pertencimento. Por quê?

Porque a compra ela não vai ser mais tanto nesse aspecto de a gente tiver aí, se o Elon Musk tiver certo e o dinheiro começar A não ser importante, o que que vai ser importante? Vai ser o emocional? Vai ser propagandas mais agressivas no sentido psicológico? Ela vai entender o que que você quer e tudo? Ou vai ser mais esse senso de pertencimento? A marca, ela comunica o que que você quer, o que que você quer transmitir. Então eu acho que é um um ponto que vale a pena estudar. E no final é sobre estudar sobre pessoas, sobre gente.

?Voz A

No final é sempre sobre gente, né?

LPLuiz Passos

Sempre.

?Voz A

Qual é uma comunidade que você, você que é uma, você é o cara das comunidades, que você olha assim e fala assim, cara, isso é uma comunidade, mas as pessoas não entenderam que isso daqui é uma comunidade, mas Eu tenho um bom exemplo, eu acho.

LPLuiz Passos

Eu acho que quando você faz parte de uma empresa— hoje quantos funcionários estão aqui na Onflag?

?Voz A

1.100.

LPLuiz Passos

1.100. Você tem uma comunidade. Só que quando você não entende que você tá dentro de uma comunidade, que tem culturas, que tem horários às vezes de trabalho, tem padrões ali— quando você não entende que você tá dentro de uma comunidade, você não se sente pertencente. Se você não se sente pertencente a algo, você às vezes trabalha contra. Se você entendesse que, cara, não, ali eu faço parte de uma comunidade onde a gente tem o mesmo norte, a gente tem o mesmo rumo, para que que eu vou trabalhar contra? Ou não, beleza, ou eu não sou membro dessa comunidade.

?Voz A

É isso que diferencia um grupo de pessoas de uma comunidade, esse senso como esse norte comum?

LPLuiz Passos

Eu acho que 100%. A gente pode ter um grupo de pessoas, vamos pegar um barco para a gente fazer uma analogia. A gente tem uma comunidade quando a gente tem pessoas remando na mesma direção. Se eu tenho ali apenas um grupo de pessoas onde cada um tá remando, cada um em uma direção, você não tem uma comunidade assim, vamos dizer. Você não tem princípios que que norteiam aquelas pessoas, você não tem valores, tá cada um por si, cara, se ele der ruim, deu, se o outro ali morrer, morreu, enfim.

Mas não, eu acho que quando o espírito de comunidade, ele na sua essência tá ligado diretamente a pertencimento. Então se você trabalha num lugar que você gosta, que você se sente pertencente, coisas do tipo, você tá em uma comunidade. Mesmo sem você saber, sem você perceber. Então eu acho que essa— eu não sei se respondi. Não, super respondeu, cara.

?Voz A

Veio várias coisas aqui na minha cabeça. Por exemplo, Dia dos Pais recente, a escola dos meus filhos, sei lá, faz um brinde ali para os pais, e a escola deles sempre faz algo que as crianças personalizam para os pais. Meu filho mais novo, ele desenhou a logo da Onfly. Ele colocou Onfly mais família.

LPLuiz Passos

Que legal!

?Voz A

É isso. Porque no final do dia, ele também se sente, talvez ele também se sente parte da Onfly.

LPLuiz Passos

É isso. E eu acho que tipo assim, beleza, se a gente entende que o quadro ali de funcionários é uma comunidade, o que que o gestor, o que que o dono, o que que o líder ali tá fazendo para fortalecer essa comunidade? Porque uma comunidade, ele precisa de um líder.

?Voz A

Esse era um ponto, cara, que eu queria chegar com você. O líder é o anfitrião?

LPLuiz Passos

Eu acho que sim, eu acho que sim. O líder, ele pode ser escolhido, então nem sempre é o que funda, que dá o início. Ele, por exemplo, a gente pode pensar que eu, por exemplo, lá no Grêmio Estudantil, era uma comunidade onde foi escolhido baseado em propostas, Cara, isso aqui é o que mais está alinhado com o que a maioria enxerga. Então é quase como se fosse, tipo assim, nós somos a comunidade brasileira, nós somos a comunidade de Minas Gerais, onde a gente tem um governante, onde o povo escolheu.

E eu acho que a palavra anfitrião, ela é uma palavra que eu não sei ao certo o significado, mas vamos pegar aqui no nosso senso, é aquela pessoa que tá ali para servir. Para poder te orientar, para poder, cara, eu tô com dúvida em relação a isso, para onde eu devo ir, cara, acho que tô me perdendo. O anfitrião tá ali com o objetivo de satisfazer aquele grupo. Mas você concorda que se o grupo, cada um tá querendo ir para uma direção, esse anfitrião nunca vai conseguir, porque ele não tem um norte, ele tem respostas diferentes e tem caminhos diferentes, tá?

Então o O norte, ele vem da comunidade, ele vem do grupo, vem do grupo, porque só pode, só pode existir uma comunidade se, beleza, vamos tratar que existe um fundador. Um grupo só vai seguir ele se tiver um norte, se ele trazer um norte para o grupo, porque se não tiver um propósito, se não tiver uma missão, se não tiver uma visão de futuro, aquele grupo ele tá dispersos.

?Voz A

E como é que ele faz isso? Ele lidera a conversa ou ele cria as oportunidades para que—

LPLuiz Passos

Ótimo, ele cria as oportunidades. Eu acho que uma comunidade, ela precisa de um líder. Mas quando a gente fala um líder, não é uma figura que as pessoas precisam venerar ou algo do tipo. Ele precisa de uma figura facilitador. Isso, exato, exato, exato. E ele pode ter outros facilitadores que também ajudam ele, mas você precisa ter um guardião, vamos pegar ali, da cultura, dos valores. Como se a gente fosse fazer nessa mesma analogia, você precisa ter os guardiões dessa cultura na sua empresa, pessoas que, poxa, estão mais de 10 anos, por exemplo, mais de 7 anos, que são os guardiões da sua cultura.

Então eu acho que quando a gente fala de comunidade a gente tá falando sobre o que que é o ser humano desde sempre, sabe? O que que é a essência dele. Sempre foi assim, pô. Se você pegar uma tribo indígena, ela tem essa mesma arquitetura. Se você pegar outros povos, tudo vão ter sempre essa arquitetura de grupo, de ter um líder, de ter, mas que não necessariamente a pessoa que Ele tá ali para servir, para ser o anfitrião.

?Voz A

E como é que você lida com as disputas por status, vaidade, interesse?

LPLuiz Passos

Porque isso também rola demais, demais, toda comunidade. Eu acho essa pergunta, eu acho muito boa, porque eu acho que é a parte mais difícil. A parte mais difícil é você entender que as pessoas elas, o ego é uma coisa quase que natural, onde todos nós temos, alguns mais, outros menos. Então você reforçar a cultura do que que você acredita, do que que você tá ali propondo, e reforçar é repetir, é ir filtrando, entendendo e selecionando, é parte ali fundamental.

Então quando uma pessoa começa a sobressair ou começa a se tornar ali um outlier ou sair de fora do que que aquele grupo tem, você tem dois caminhos com ela, na minha opinião. Ou você vai ir ali e dar um foco, um anfitrião, vai dar um foco nela para, cara, vamos fazer uma forcinha aqui para voltar, ou tem que convidar para sair.

?Voz A

Ela tem que sair da mesa, ela tem que sair Exato.

LPLuiz Passos

Se a conversa não tá fazendo sentido, se ela só interrompe, se ela só quer aparecer, não quer agregar, ela não tem por que estar ali. Talvez vai ter um outro grupo, e provavelmente tenha um outro grupo onde essa pessoa vai se encaixar, mas ela só não tá no grupo que faz sentido para ela. Mas por quê? Porque ela não tá ali de forma natural, ela tá ali com uma estratégia por trás, ela tá ali com um pensamento por trás, ela não deixa a coisa fluir.

Então essa pessoa, ela talvez tem que encontrar um outro ambiente onde os interesses dela vão ser atendidos, onde provavelmente as outras pessoas estão com o mesmo interesse. Então eu acho que no final das contas é sempre sobre estar ali de verdade, sabe? Que é como a gente começou, né, a nossa conversa.

?Voz A

Quando eu tô dentro de uma comunidade, como eu identifico que é o momento certo de eu pedir algo para alguém?

LPLuiz Passos

Excelente, excelente. Eu acho que o primeiro princípio é sempre ser interessante antes de se interesseir. E ser interessante é realmente ser interessado pelos problemas das pessoas, pelo que que as pessoas estão passando, ou coisas do tipo. Quando você demonstra esse interesse, o que que você tá fazendo? Você tá criando um elo onde essa pessoa provavelmente ela tá criando um elo de confiança com você. A confiança ela só vem baseado no relacionamento, e o relacionamento ele só vem baseado no tempo.

Se você já chega pedindo algo do tipo sem passar por esses, esses crivos, cara, ou a resposta que você vai receber não é a que você tava buscando, ou essa pessoa vai afastar. Então não tem o, ah, cara, eu acho que aqui é o time certo. Começa a ser quase que uma coisa natural. Então quando você começa a entender que a conversa saiu de um nicho específico onde ela começou, provavelmente começou a ir para outros esses pontos. Então agora a gente tá falando mais sobre família, eu tô abrindo a minha intimidade ali, já tem um relacionamento, já tem ali uma confiança.

E a própria conversa ela vai te mostrando o nível de maturidade. Pô, entrei em um assunto, a pessoa desviou, cara, então ainda tô aqui nesse nível, não posso ir para o próximo. Então volto e tal e entendo. E aí na hora que você consegue ter esse elo, você concorda que você conhece a outra pessoa? Se você conhece, você consegue saber o momento certo onde vai incomodar, onde não vai, onde vai ser útil, onde, por exemplo, vai ser só uma troca de interesses.

Então eu acho que a partir do momento em que você conhece o outro e você entende como o outro pensa, o que que ele acha, as opiniões dele, você consegue identificar claramente. Eu acho que não tem Ah, são 3 meses, a gente vai fazer isso, isso e isso. Cada pessoa é uma pessoa, cada pessoa tem o seu tempo, mas eu acho que parte do princípio de conhecer a outra pessoa.

?Voz A

Vamos voltar a falar da mesa. A mesa, você comentou, ela nasce para unir donos de restaurantes. Isso. Mas hoje ela não tem esse perfil mais.

LPLuiz Passos

Exato.

?Voz A

Ela migrou para um perfil de se leve? Ou sim, como foi essa mudança?

LPLuiz Passos

Eu comecei a entender que, e é o que a gente tava falando, né, um negócio quando ele tá no início, ele é um ser vivo onde ele começa ali a ter os interesses, onde quando você comunica para o mundo exterior assim, ele começa a atrair determinado tipo de pessoas. Então você começa a entender, poxa, ou a minha comunicação tá errada, ou eu tô comunicando de forma errada e aí eu tô atraindo o lead errado, ou realmente mais pessoas estão tendo esse tipo de problema.

Porque no final das contas, o problema que o dono de restaurante tem é o mesmo problema que outros empresários têm, porque são problemas de gestão. A gente pode ter características do setor, Mas você concorda que problema de mão de obra, problema de comprar barato e vender caro, essas coisas são todos problemas de gestão definidos por setores financeiros, gente, pessoas ali, logística, vários setores vivem. Então na hora que eu tava trazendo ali um CEO do Outback, por exemplo, e eu entendia que aquilo dali era uma palestra, uma conversa apenas para donos de bares e restaurantes, Eu comecei a receber demanda de gente que admira a cultura do Outback, o padrão de atendimento.

Cara, como é que eles conseguem crescer tantas lojas só com funcionários internos? Então todas as lojas do Outback, elas são de sócios que cresceram ali dentro da loja, que evoluíram. Muitos deles começaram como garçom, começaram lavando pia, enfim. Então a gente começou a escutar o mercado. E entender que beleza, pô, não, nossa comunicação não tá errada. Então se a gente tá atraindo esse público é porque realmente faz sentido.

E eu acho que um negócio, quando ele tá ali nos seus primeiros anos, ele precisa estar aberto à mudança. Eu acho que o que você entende como objetivo do negócio, isso raramente muda. O meu objetivo, mais do que reunir ali empresários, donos do setor de entretenimento e restaurante, Era ajudar esses empresários, era ajudar o empresário a tomar decisões melhores e se sentir menos solitário. Se você é empresário, seja qual setor que for, e tem essa dor, cara, você é bem-vindo na mesa.

E aí a gente foi entendendo com o tempo, eu não comecei já com todas essas diretrizes, a gente foi entendendo com o tempo que o nosso perfil, o nosso ICP, é um perfil de empresários solos Então, que começaram os seus negócios ali sem uma sociedade. Os que têm sócios são sócios investidores, são pessoas que não estão ali na operação. E tem momentos que esse sócio, ele se encontra numa tomada de decisão ali onde ele não tem para quem perguntar, para tirar dúvida.

Mesmo que o WhatsApp dele esteja com mil contatos, o ego muitas vezes entra nesse momento também. De, cara, não, se eu fizer essa pergunta aqui para o fulano, será que ele vai continuar achando que eu sou bom do jeito que ele acha que eu sou bom? Então eu acho que a gente foi entendendo, é sobre escutar, é sobre a escutativa, é sobre você tá ali presente entendendo, cara, não é que o estar presente não quer dizer que eu tenho uma linha reta e eu só tenho que seguir aquilo.

Não, eu tenho que entender todo o ecossistema, eu tenho que sentir. Eu tenho que estar ali, pô, tô presente. E aí vai te levando o mercado, seus clientes, os feedbacks. E o início de um negócio, eu acredito que ele tem que estar muito, muito nessa escutativa, sabe? Que é a mesma coisa da criação da comunidade. A criação de uma comunidade, ela é parte desse princípio de escutativa.

?Voz A

A mesa é uma comunidade, porém um negócio.

LPLuiz Passos

Isso, isso.

?Voz A

Quantas pessoas fazem parte dessa comunidade hoje?

LPLuiz Passos

Hoje a gente tem mais de 300 pessoas que recebem ali a comunicação, que estão ali presentes. Hoje a gente tem um grupo de WhatsApp onde esses membros trocam ali, mas hoje a gente tem divisões. Então a gente tem a mesa Experience, onde são as experiências que a gente vive, enfim. A gente tem a mesa comunidade, onde realmente é um grupo que se reúne, e aí ele tem ali as suas vantagens, tem ali os seus benefícios. E a gente tem um board.

O board é ali realmente onde a gente senta para analisar o problema de um membro, entender o que ele está buscando, como que a gente pode ajudar, como que a inteligência do grupo, a inteligência coletiva, pode ajudá-lo naquele momento, naquela questão específica. Mas você entende que é baseado no relacionamento, é baseado no quanto eu confio naquela pessoa. Então eu começo através de um evento, da mesa experience.

?Voz A

Ah, achei que você começava na comunidade e depois ia para a experiência.

LPLuiz Passos

Não, você começa de um evento. Então você é convidado, seja por um membro, seja por alguém. Cara, você tem que ir lá viver comigo essa experiência. Então a gente tem alguns eventos que a gente abre para as pessoas poderem conhecer. Se aquela, se a comunidade compactou já ali, pô, aquele cara fez muito sentido e tal, a gente convida ele a entrar para comunidade. Da comunidade, se a gente entende que, poxa, esse cara realmente quer servir, ele já entendeu que na hora que ele tá ajudando um outro empresário ele tá se ajudando, aí ele vai para o board.

Porque o board nada mais é do que uma reunião onde a gente analisa um case de um dos empresários e tá todo mundo ali 100% focado em resolver. Não tô focado em vender, não tô focado em tirar um interesse ou entender os seus números ou coisas do tipo. Não, nosso objetivo é criar um plano de ação para te ajudar. Para isso a gente precisa ter um grau de cultura, um grau ali de apoio já mais elevado. Então a gente tem ali umas gradações baseadas no tempo de relacionamento, no quanto aquela pessoa tá inserida na nossa cultura, coisas nesse sentido. Legal.

?Voz A

Que tipo de mesa que ainda falta criar dentro da mesa?

LPLuiz Passos

Boa pergunta. E eu ainda não tinha parado para pensar nela, então vamos tentar construir o raciocínio aqui agora. Eu acho que as mesas, elas sempre são inúmeras. A gente pode— isso aqui que a gente tá é uma mesa. Ontem, Dia dos Pais, provavelmente você tava em uma outra mesa. As mesas, a mesa, ela tem esse poder, né, de ser um espaço onde você consegue contar histórias, você consegue viver experiências. Então eu acho que elas são quase que infinitas.

Por quê? Porque eu posso começar a segmentar. Então eu vou ter a mesa do segmento de viagem, eu vou ter a mesa do segmento hoteleiro, eu vou ter a mesa do segmento— então eu posso ter ali as suas variedades, os seus grupos, com uns com mais, outros com menos pessoas. Mas eu acho que um princípio para você decidir sempre qual é a próxima mesa é entender para onde a sua comunicação tá indo, onde os seus clientes estão querendo ir, aonde, para onde que o barco tá indo, sabe?

E aí você vai entender. E eu acho que uma coisa errada que muita gente fala é, quando você me fez essa pergunta, que você pode parar e pensar é que, cara, eu tô deixando várias outras mesas na mesa. Então, resumindo, tem dinheiro na mesa e que eu posso pegar. E talvez até quem esteja escutando possa estar pensando nisso, mas esse é um erro. Porque se você quer pegar todo o dinheiro, cara, alguém vai ficar sem ser atendido, alguém vai— você vai ter que dispersar, você vai ter que ter um foco em outra coisa.

Então acho que essa frase de você tá deixando o dinheiro na mesa. O Warren Buffett fala, né, que a estratégia de você investir, tipo assim, não colocar todos os ovos em um único cesto, ela, cara, só não é boa para quem não entende. Porque se o cara entende o que que ele tá investindo, ele tem conhecimento, cara, pode colocar todos os ovos numa cesta. O cara que quer diversificar é o cara que quer diminuir o prejuízo. Então ele ganhou de um, perdeu do outro, mas ele não sabe muito bem, 100%, para onde está indo.

Ele só tá tentando encontrar uma forma de parear ali o equilíbrio. Porque se você sabe exatamente o que que você quer, o que que seu público quer, então, cara, você não precisa de 20 mesas. Se você tiver uma, tiver duas, tiver três ali, já tá o suficiente. Então eu acho que esse é um pensamento que muitas vezes a gente acha que a gente tá deixando uma oportunidade na mesa, que a gente deveria migrar todo o nosso negócio para aquilo lá.

Cara, agora é inteligência artificial, todo negócio tem que mirar, tem que fazer um estudo, tem que entender, entender se o seu público naquele momento tá querendo isso, se o seu público na hora que você apresentar, mesmo que ele queira, ele vai conseguir aderir àquilo, ele vai conseguir internalizar aquilo. Então eu acho que não é uma coisa tão— parece muito simples, né?

?Voz A

Mas na verdade não parece muito simples não.

LPLuiz Passos

Então acho que, acho que, mas concordo, concordo. Acho que pode até parecer simples, mas não é fácil.

?Voz A

Isso, boa, boa. Pode ser simples, mas não é fácil.

LPLuiz Passos

Mas não é fácil.

?Voz A

O racional é simples, mas executar não é.

LPLuiz Passos

Exato, exato. Então, ah, cara, agora— e esse é o problema. Eu acho que a gente vive um problema que é: a gente tem um grupo de empresários que escuta muito podcast e tal, que tá ali buscando muito conteúdo. A gente vive um mundo onde o conteúdo é uma das principais ferramentas. Mas você concorda que quando um empresário ele vai para a linha de criação de conteúdo, ele tem uma estratégia ali por trás? No final, ele quer te levar ali para comprar a ideia do que que ele pensa e coisas do tipo.

E nem todo mundo pensa a mesma coisa. Então, se você tá fadado a tomar suas decisões baseadas nessas opiniões, toda segunda-feira você muda de estratégia. Porque você escutou um podcast novo, cara, agora os caras estão falando que a gente tem que ir nessa linha, então vamos mudar. Na outra semana, agora eu escutei um outro Ele falou que o negócio é sair do operacional, o negócio é só ficar no estratégico. Ah não, agora ele falou que a gente tem que demitir todo mundo e só contratar IA, só gastar com token.

Então você fica ali fadado à decisão. Então tipo, cara, a única coisa que você não pode terceirizar é a sua estratégia.

?Voz A

E é nisso que a mesa conecta. Cara, tô com dúvida disso daqui, tô sendo bombardeado de 1 milhão de coisas. É nisso que é a proposta da mesa? É conectar para isso também?

LPLuiz Passos

Um dos princípios da mesa é a clareza. Eu acho que a gente vive num mundo com muito, muito ruído, muita informação, muito excesso de barulho. E aí o nosso objetivo é, através da hospitalidade, cara, diminuir um pouco o barulho, tirar a fumaça que tá na frente dos seus olhos. A resposta é quase como se entre aspas, fosse um processo terapêutico. A resposta você vai encontrar, a gente não vai te entregar ela. Por quê? Porque você precisa saber fazer as perguntas certas.

Eu posso colocar um especialista daquela área que você tem problema e tudo, se você não terminar ali a conversa ou a mentoria, ou seja ela qual for, tendo feito a pergunta certa, você não vai ter a resposta certa. Então o que que a gente faz? A gente faz com que em um ambiente que tenha pessoas boas Pessoas que estão alinhadas com um propósito e pessoas que, cara, estão com a escuta ativa, a gente treinar e ali, beleza, usar das ferramentas, seja da alimentação, da comida, enfim, para que a pessoa consiga tirar dela o melhor.

E muitas vezes o melhor dela são boas perguntas. Então o cara foi lá, ele entendeu, ele escutou a palestra com calma, Ele escutou o case com calma, então ele consegue formular bem. Então acho que o nosso objetivo no final é esse. E aí a gente tem algumas técnicas que a gente usa, a gente tem alguns princípios. E o que a gente mais quer? Que esse cara não tenha essa experiência só na mesa, que ele possa levar, ou leva para sua casa, quando seu filho chegar, mesmo que você esteja cansado, Cara, receba ele bem, use isso.

Então nós somos uma comunidade onde a gente acredita que o melhor, o mundo ideal, é fazer amigos antes de fazer negócio. O negócio, ele é uma consequência, ele é uma consequência, mas que é muito mais sobre padrão, sobre atitudes, sobre comportamento Seja ele dentro da mesa ou seja fora. Porque é isso, no final, se você é um membro de uma comunidade, você é membro daquela comunidade. Aonde você estiver, você tá representando ela, mesmo se você tiver fazendo coisa errada.

Então, cara, eu tô fazendo aqui, tá, mas não era o católico? Não era o evangélico que tal? Então acho que É muito sobre entender qual que é o seu posicionamento, não só naquele momento, mas o seu posicionamento para a vida, sabe?

?Voz A

Então, bom, quem que deveria sentar mais à mesa e quem ainda está ficando de fora da mesa? Boa pergunta.

LPLuiz Passos

Hoje, caramba, acho que foi Acho que participar disso aqui, eu acho que é muito bom. Eu acho que mais pessoas poderiam ter oportunidade, porque quando eu tô falando aqui para você, né, eu sempre brinco que o meu ouvido é o primeiro que escuta. Então tô falando primeiro para mim. E aí eu acho que essa pergunta, ela vai muito numa linha de— eu acho que precisa sentar na mesa as pessoas que não entenderam o poder de estar presente, de ter uma escuta ativa, de realmente se doar, de querer ajudar.

Porque todo mundo, todo mundo sem exceção, tem algo a poder contribuir. Seja essa pessoa quem for, ela tem alguma experiência, ela tem alguma vivência que ela pode contribuir. E muitas vezes essa pessoa tá se proibindo de sentar em uma mesa, não é nem que ela tá sendo convidada, não tá sendo convidada, ela tipo O cara recebe o convite lá, não, não acho que eu sou, ainda não tô pronto e tudo. E essa pessoa, ela tem muito para poder contribuir.

Então eu acho que falta sentar em mesas pessoas que têm conhecimento, mas ainda não se sentem prontas para poder sentar. E eu acho que não existe momento certo, momento, ah, agora é o seu momento de sentar na mesa. E tá sentando aquela pessoa que se permite. Mas vamos fazer um raciocínio. Você concorda que a pessoa que se permite é aquela pessoa que se conhece? E aí a gente volta no se conhecer, no se conhecer, nosso primeiro princípio.

Então eu acho que é tudo sobre pessoas, tudo sobre gente. E quando a gente fala sobre isso, é tudo sobre você também. Porque você entender sobre os outros, você faz parte do outro. Em uma visão externa, você tá ali, você também é um ser que tá naquela comunidade. Então você precisa se entender. Então acho que é isso. Eu acho que as pessoas, elas poderiam fazer, gastar mais tempo se permitindo viver e falar sim para as oportunidades que que estão surgindo.

Eu acho que tem um filme muito legal que eu recomendo, que é o Sim Senhor, que é um filme do Jim Carrey. Eu acho que ele começa ali de um exagero, né? Então ele começa a falar sim para tudo, só que ele começa a entender que quando você não se permite viver uma situação, você tá dizendo não, não só para aquela situação, mas para tudo que ela pode trazer junto. Então eu acho que é saber falar sim. Claro, não é falar sim para tudo.

Saber falar não é muito mais difícil do que saber falar sim. As pessoas acham que falar não é fácil, não é. Mas muitas vezes a gente deixa de ver oportunidades, de ter experiências novas, de viver a vida do jeito que ela tem que ser vivida, por falta de sims.

?Voz A

Você é forte, hein? Nossa, é muito forte, cara. Tá, para quem entendeu então essa importância de construir relações que um dia vão virar oportunidades, o que que essa pessoa tem que fazer primeiro? Fazer primeiro não, fazer primeiro ela tem que se conhecer. Isso. Mas o que que ela tem que fazer em segundo?

LPLuiz Passos

Gostar de gente.

?Voz A

Gostar de gente.

LPLuiz Passos

Gostar de gente, aprender a amar pessoas. E amar é uma palavra muito forte. Eu acho que a gente está em um mundo onde o amar é um sentimento que tá intrínseco dentro de todo mundo, mas a gente tá evitando. Então a gente tá gostando muito de outras coisas. Então a gente tá gostando muito de ser solitário, estamos gostando muito de animais. Não tenho nada contra Mas existe uma hierarquia. Tudo isso a gente pode gostar, a gente tem um momento que a gente gosta de ficar sozinho, a gente tem um momento que a gente gosta de se divertir com cachorro, de se divertir com cavalo, seja o animal que for, mas a gente precisa aprender a se divertir com pessoas.

A gente precisa estar aberto. Para isso a gente precisa estar ali presente, a gente precisa estar em comunidade, a gente precisa estar em grupo. A gente tem que, pô, vai ter o almoço de domingo na casa da avó, tem que ir, tem que ir. E às vezes entender, e aí entender a importância disso é entender que precisa estar dentro da sua agenda. Momentos de socialização precisa estar dentro da sua agenda. Então, se beleza, eu tenho que ter no momento da minha agenda ali, ó, cara, eu vou tomar um café com fulano, Eu vou ali visitar Beltrano, eu vou no almoço de domingo.

E aí, beleza, vai começar, cara, pô, valeu a pena. Eu parei aqui tudo, mas esse café valeu a pena. Parei aqui não, mas esse almoço valeu a pena. E aí você começa a entender, cara, ter momentos de socialização na minha agenda é importante. E socialização não é só no online, tem que ter contato. Tem que ter ali, é olho no olho, é abraçar, é uma comida ali. Então eu iria um pouco nessa linha.

?Voz A

Nessa linha, e voltando na mesa, daqui a 5 anos, onde que a mesa vai estar? Qual acho que é o tamanho dessa comunidade?

LPLuiz Passos

Eu acho que talvez qualquer outro empresário que tivesse aqui falaria com clareza. Eu não sei, eu não sei por quê.

?Voz A

Mas qual é o sonho? Porque assim, cara, não só de hoje, de outras conversas, eu já vi que você é um cara que a comunidade ela tá na sua vida porque você gosta de criar conexões, facilitar conexões. Você é o cara das conexões. Sim, acho que hoje comunidade está na moda, mas você, você é um cara de antes da moda.

LPLuiz Passos

Sim, sim, sim.

?Voz A

A comunidade sempre fez parte da sua vida. Sim, né? Então assim, qual que é esse sonho, cara, de levar isso para onde? Fora dinheiro, fora, porque eu já entendi que não é, não é consequência isso para você dentro da mesa, tá? Tô errado?

LPLuiz Passos

Não, você tá totalmente certo.

?Voz A

Você tem uma missão com isso.

LPLuiz Passos

Cara, eu acho que por ser uma missão que ela não é tão divulgada e ela é uma coisa muito mais interna, talvez eu, a primeira resposta que eu fale é, cara, não tem. Mas eu tenho, eu acho que ninguém começa nada, né? E aí eu vou ser bem sincero, vai ser a primeira vez que eu vou trazer. Acho que a minha missão ali, a minha visão Eu acho que, igual eu falei, tem muita gente que não tá se permitindo sentar em mesas, tá? Tem muita gente que não entendeu que a comunicação, a socialização, elas são ferramentas poderosíssimas e que, se elas bem utilizadas, elas podem fazer da sua vida uma vida muito mais agradável.

Na vida a gente vai ter aflição, isso daí é princípio bíblico, mas ela pode ser muito mais agradável. Ela pode ser muito mais divertida quando a gente entende que a troca com outra pessoa e que as respostas muitas vezes que você tá buscando, ela tá em outras pessoas. Então quando você entende isso, a sua vida ela começa a ganhar sentido. Então eu acho que a minha visão de 5 anos é a gente conseguir alcançar mais pessoas, a gente conseguir levar mensagens que muitas vezes parecem ser complicadas de uma forma mais simples, Mas principalmente a gente levar uma mensagem de que a resposta que você busca muitas vezes está em outra pessoa.

Essa pessoa ela pode estar sentada do seu lado, basta você ter coragem de fazer uma pergunta e de você se abrir, de você abaixar a guarda e falar assim: cara, eu tô precisando da sua ajuda, você me ajuda? E eu acho que tá muito difícil fazer isso. A gente tá com um ego, a gente tá com grau de comparação. A vida que eu mostro nas redes sociais não me impede de pedir ajuda, falar assim, Marcos, eu tô passando por isso aqui. E aí, em vez de você virar e falar assim, cara, mas seu Instagram não tá mostrando isso não.

Então, tipo, o cara ele começa a arquitetar, não, mas se eu pedir ajuda ele vai achar que não, então melhor ficar aqui. E aí você vai só, em vez de colocar para fora, só coloca para dentro, coloca para dentro. E uma hora o corpo ele fala assim, opa, opa, opa, opa, Agora já lotou, não tem mais o que colocar para dentro não. Então acho que se eu pudesse deixar uma mensagem, essa é a resposta que você tá buscando. Às vezes tá na mesa do lado, às vezes tá na mesa do lado, na pessoa do lado, ou na pessoa que tá na sua frente.

?Voz A

Boa, boa. Então tá, então falando de mesa, então indica alguém para poder vir sentar nessa mesa aqui para a gente conversar. Aqui no Aptalks também?

LPLuiz Passos

Cara, eu acho que o Aptalks, e que super legal essa iniciativa, eu acho que parte muito dessa questão. Talvez eu posso te devolver essa pergunta e aí você vai me devolver quem que eu posso ajudar. Que é, eu te devolveria: quem acha que você acha que a pessoa que consegue ter uma resposta para uma pergunta que você tem hoje. Quem que você acha que poderia ser? E aí a gente vai atrás dessa pessoa. E aí cria o desafio aqui, mesmo se eu não conhecer, a gente vai mostrar na essência.

?Voz A

Esse é o homem que, sem conhecer, sem conexões, ele levou para uma mesa o— ele era governador na época, Romeu Zema. Ele é o homem que fez isso.

LPLuiz Passos

Mas quem que você acha que—

?Voz A

putzana, não esperava que você me devolvesse assim não.

LPLuiz Passos

A pergunta eu acho que você tem aí, é só você externalizar. Qual pergunta? Pô, se eu trouxesse aqui eu ia fazer uma, aquela pergunta do milhão, aquela pergunta que se aquele cara me respondesse—

?Voz A

ah, tem uma lista, tem uma lista.

LPLuiz Passos

Então fala de onde, fala como é que seria a pergunta, que aí eu tento pensar nele.

?Voz A

Vamos lá. Qual que é a missão do Uptalks? Tá, a missão do Uptalks é falar dos mecanismos ocultos que conduzem os negócios.

LPLuiz Passos

Legal.

?Voz A

O nosso público hoje é formado por pessoas que estão em crescimento ou já estão em cargos de liderança média para alta e empresários. Segmentação de idade, tá tudo, tudo batendo dentro dessa missão que que lá atrás eu desenhei para o Topos. Então a ideia é ter papos onde a gente consiga provocar e entender não só o que deu certo, mas também o que deu errado. Porque ninguém gosta de falar do que deu errado, poucas pessoas talvez.

Porque você, todas as vezes que a gente falou, por exemplo, sobre o Rio Grande do Sul, né, me lembro da primeira vez que a gente conversou, você falou que Aquilo ali pra você tinha sido um dos maiores baques da sua vida. Sim. Mas também foi o que te trouxe aqui. Sim. E eu acredito muito nisso, cara, porque a gente tende a tratar as derrotas, as dificuldades da vida como algo que deixa marca e ainda leva. Mas essa marca ainda leva talvez seja pra te lembrar de onde que você tá perseguindo, cara, sabe?

LPLuiz Passos

Não é à toa que o corpo tem cicatrizes. A gente vai falar dessa lista então, mas não, mas eu gostei muito porque essa questão eu já tenho o nome em mente. Acho que tem um médico super renomado aqui, Frederico Porto, é um cara que é um médico de grandes empresários também, ali não deixa de ser um empresário. E eu acho que quando a gente fala dessa questão oculta, né, e o oculto nada mais é do que aquilo que não tá claro, eu acho que tem muitas questões.

E tem um ponto que é: a gente tá em uma mudança de geração onde novos hábitos de consumo estão muito presentes, e a gente precisa entender cada vez mais o para onde esses hábitos estão nos levando, para qual direção tá indo, mas entender o porquê que esses hábitos também estão surgindo. Então, se a gente fizer uma análise super rápida, cara, se você olhar desde que a moeda deixou de acompanhar ali a sua valorização com o ouro, então ela perdeu ali essa— que antigamente, para você imprimir mais dinheiro, você precisava de de mais ouro.

Quando isso é perdido, muda toda uma linha, toda uma linha econômica, toda uma linha de como os governos— e isso gera um impacto que a gente sente até hoje. Então você entender essas frentes, você entender esses lados ocultos, que não são tão ocultos, basta você dar uma estudada ou escutar a pessoa que entende sobre aquilo, você começa a entender, por exemplo, que hoje falar sobre o valor da parcela é muito mais factível para venda do que falar o valor cheio, porque a população foi sendo educada a entender que, cara, eu posso pagar o valor da parcela.

Por exemplo, as pessoas não sabem por que que a compra do supermercado é feita uma vez por mês, ou por que que ali a família dele faz a compra toda semana. Então, por que que antigamente se comprava uma quantidade maior? Mas beleza, teve uma questão chamada inflação, onde você não poderia depender do preço do dia de amanhã, então já fazia uma compra maior. Então beleza, foi fatos, foram questões históricas, questões que aconteceram, marcaram.

E aí você começa a ter um hábito de consumo a partir daquilo. E é muito sobre essa questão do lado oculto, né, que é nada mais é do que o lado que não tem luz ali.

?Voz A

Sim, sim, é isso. Essa é a ideia, cara. É por isso esses papos, por isso a gente, por isso o TikTok surgiu.

LPLuiz Passos

Legal.

?Voz A

Para poder mostrar e entender porque, como é que eu que quero criar uma comunidade, qual que é o meu primeiro passo. Eu fiz a lista aqui dos passos. É isso. O que que é o mecanismo que tá por trás? Porque é muito bonito você chegar e falar, cara, puta, tem uma comunidade, faço parte de uma comunidade. Não vai criar uma comunidade. Não é uma coisa assim, ah, eu decidi aqui, vou criar uma comunidade, amanhã tem uma comunidade. Ou é?

LPLuiz Passos

Não, não. Mas a gente passou os princípios, e aí eu acho que a pessoa que escutou com ali, com a caneta e tal, e foi anotando quais eram, ela conseguiu entender a lógica. Então, que a gente pode repassar aqui, que é, então beleza, vai do autoconhecimento, depois que você fez um autoconhecimento você vai estudar sobre gente, sobre pessoas, depois que você estuda sobre pessoas você vai estudar sobre relação, então beleza, Eu tenho, eu conheci o indivíduo 1, agora eu conheci todo esse grupo, agora como que eu uno esse grupo?

?Voz A

Eu coloquei aqui direção comum.

LPLuiz Passos

Isso, isso, isso. A base do relacionamento entre duas pessoas é as duas terem um mesmo norte, um mesmo caminho. Elas podem ter formas diferentes de chegar, mas o objetivo é em comum. É incomum. Beleza, agora que eu tenho ali duas pessoas para eu poder gerar uma comunidade, eu preciso começar a divulgar sobre isso, sobre os padrões, sobre o que que a gente acredita e tudo. A partir do momento que eu tenho a entrada de novas pessoas baseados nesse princípio, então uma comunidade a gente não faz com uma pessoa, tem que ter no mínimo duas, no mínimo, no mínimo duas para se iniciar uma comunidade.

E aí, beleza, depois que eu tive isso e essa mensagem tá sendo transmitida, aí eu tenho uma comunidade. E aí dessa comunidade, aí eu tenho valores, a gente tem toda uma estrutura ali que cada uma vai ter a sua. Não existe uma regra clara, existe o que que aquele grupo tem interesse em comum.

?Voz A

E a partir daí ajudar, servir. Ser interessado um pelo outro e ter o nosso líder facilitador, que no nosso caso aqui hoje, o espaço. Luiz, cara, muito obrigado.

LPLuiz Passos

Eu que agradeço.

?Voz A

Aprendi bastante, notei aqui bastante, bastante coisa aqui.

LPLuiz Passos

Isso é bom, bom sinal.

?Voz A

Pessoal, foi isso, mais um Aptalks. Muito obrigado se você seguiu a gente até aqui. Não se esqueça de compartilhar esse episódio com aquela pessoa que precisa criar a sua comunidade, que quer estar inserido, talvez tá chegando numa cidade nova. E é isso, até a próxima semana. Tchau!