Episódios de 100 Cláusulas

E23 - Indemnização por acidente: a proposta da seguradora não é um presente. é um ponto de partida.

13 de agosto de 202617min
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A maior parte das pessoas não perde a indemnização a que tem direito num tribunal, perde-a em cima da mesa, no dia em que assina a proposta da seguradora sem perceber bem o que está a assinar.
Neste episódio do 100 Cláusulas, Diana e Nuno Ramos Correia, advogados, explicam o que acontece a seguir a um acidente de viação com danos corporais e porque a primeira proposta da seguradora raramente reflete o valor real a que a vítima tem direito. O princípio de base é simples: quem sofre um dano tem direito a ver a sua situação reposta por inteiro, como se o acidente nunca tivesse acontecido. Na prática, é aqui que a maioria dos acordos falha.
Neste episódio vais descobrir:
  • porque um carpinteiro que continua a trabalhar depois do acidente pode, ainda assim, ter direito a indemnização por perda de capacidade física
  • que danos como o sofrimento da família, a ajuda de terceira pessoa ou a privação de uso do carro costumam ficar de fora da primeira proposta
  • porque a tabela que a seguradora usa é só um mínimo administrativo, e não o valor que um tribunal costuma atribuir
  • o que significa dar quitação à seguradora ao assinar, e porque depois disso não há marcha atrás
  • em que momento vale a pena esperar antes de fechar um acordo, em vez de assinar cedo demais
A pergunta não devia ser se a proposta parece generosa. Devia ser se alguém já somou tudo o que ainda falta somar.
Saiba mais sobre Diana e Nuno Ramos Correia em ⁠https://ramoscorreia.com⁠