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Menino Americano de 4 Anos com Câncer Estágio 4 Foi Deportado para Honduras

09 de maio de 202643min
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Um menino cidadão americano de 4 anos com câncer em estágio 4 foi deportado para Honduras junto com a mãe após um check-in do ICE na Louisiana.

Neste episódio do Web Relatos contamos a história completa de Romeo: o que diz a ação federal, a versão do governo americano e o drama vivido pela família.

Uma história real que levanta questões difíceis sobre crianças cidadãs, tratamento médico e deportação.

Ouça até o final e deixe sua opinião nos comentários do YouTube.

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Fontes completas na descrição do vídeo no YouTube.

Participantes neste episódio1
D

Douglas

HostEngenheiro de dados
Assuntos4
  • Deportação de Cidadã AmericanaDiagnóstico de câncer em estágio 4 em criança cidadã americana · Processo de deportação de mãe e filhos cidadãos para Honduras · Versão do governo versus versão da família sobre a deportação · Acesso negado à advogada e comunicação restrita durante a deportação · Impacto da deportação na continuidade do tratamento médico da criança
  • Ação Federal Contra o Governo dos EUAPetição judicial · Alegações de violação da Constituição e políticas do ICE · Pedido de retorno das famílias aos Estados Unidos e indenizações · Diretriz do ICE sobre direitos parentais e crianças menores
  • Decisões controversas a favor de VorcaroVersão do governo: mãe escolheu levar os filhos · Versão da família: mãe agiu sob pressão e sem escolha livre · Importância da informação, tempo, liberdade e acesso a advogado para uma decisão real · Dilema sobre culpa do governo ou da mãe na situação
  • Direito de cidadania e nacionalidadeCrianças nascidas nos EUA com direitos próprios · Conflito entre política migratória e direitos de crianças cidadãs · O que acontece quando a burocracia ignora direitos de crianças
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Um menino cidadão estadunidense de 4 anos, em tratamento contra um câncer avançado em estágio 4, foi colocado em um avião e deportado para Honduras junto com a mãe. No episódio do Web Relatos de hoje, nós vamos saber tudo o que aconteceu com esse menino.

Olá, pessoal! Eu espero que esteja tudo muito bem com vocês. Sejam muito bem-vindos a mais um episódio em vídeo do Web Relatos aqui no YouTube, no canal Imigrante Web, e também em formato de áudio no podcast Imigrante Web no Spotify. Hoje, gente, nós vamos conhecer o relato do menino cidadão estadunidense de 4 anos, com câncer em estágio 4, que foi deportado pelo Ice junto com a mãe. Só que antes, deixa eu fazer a minha autodescrição.

Porque eu gosto de incluir, gente, aquelas pessoas que não conseguem ver, apesar de eu ter conteúdo aqui com vídeo, com imagens também. Mas eu sempre faço isso pra tentar me aproximar um pouco mais delas e elas saberem, pelo menos, quem elas estão ouvindo, tá bom? Bom, eu sou o Douglas, eu sou um homem branco com i76 de altura. Hoje eu tô usando uma camiseta preta...

Não é muito básica, ela não é de gola V, como normalmente eu estou usando. E ela tem uma gola comum, digamos assim, azul escura. E tem uma linha branca meio que costurando essa gola. Eu uso uma correntinha no pescoço também com um cristal compridinho roxo, pendurado para baixo, apontando para baixo na vertical. E um boné preto e fones de ouvido sem fio brancos, tá? Atrás de mim tem uma imagem de uma estante marrom claro.

E com alguns livros e objetos meio que vintage, assim, pra passar um clima de privacidade pra gente poder conversar. Eu gravo sentado, tá, gente? Então a câmera pega apenas o meu peito pra cima, tá bom? Hoje é sábado, dia 9 de maio de 2026. Então vamos lá, gente. Vamos falar sobre esse assunto. Vou compartilhar pra vocês. Vai ficar aparecendo na tela, gente, o processo, tá, que eu encontrei. Processo mesmo, tá, na justiça desse caso. Então vai ficar aparecendo pra vocês.

Aqui de acordo com o que eu vou falar e algumas outras coisas também. Bom, o nome real, gente, dessa criança, desse menino, não aparece no processo que eu vou mostrar aqui, tá? Porque foi uma questão de segurança, né? E por isso a ação federal usou pseudônimos, tá? Então nesse vídeo eu vou chamar o menino pelo nome usado no processo, que é Romeu, tá bom? A mãe dele aparece como Rosário.

A irmã parece como Ruby, ou Ruby, né? Então eu vou me referir a essas pessoas assim, tá bom? Segundo a imprensa local dos Estados Unidos, a mãe foi identificada como, tipo, Raquel, né? Mas escreve Rachel, né? Morales ou Rachel Alexis Morales.

Mas, no processo, os nomes foram protegidos, viu gente? E esse vídeo não é nem para romantizar isso, exagerar ou inventar nada, tá? O que eu vou fazer aqui é mostrar o que está no processo, o que disseram os advogados e as organizações de defesa dos imigrantes e também, claro, o outro lado, o que disse o governo dos Estados Unidos.

Porque uma história desse tipo, gente, ela precisa ser contada com responsabilidade. Então, eu quero realmente fazer as coisas do jeito que eu encontrei nas pesquisas. Novamente, todos os links que eu usar aqui e até alguns a mais com mais informações estão na descrição do vídeo para vocês conferirem todos os detalhes. No que está na tela é um documento branco, com as letras pretas, vermelhas e tal, com os destaques. Então, vocês vão ver que é bem grande.

Eu estou mostrando na tela, tem na descrição do vídeo também. Então é aqui que está tudo, absolutamente, praticamente, de tudo que eu vou colocar. Vou até selecionar uma parte aqui que eu sei que eu estava querendo selecionar antes e na hora que eu comecei o vídeo não estava dando certo. Pronto, deixei essa parte selecionada. Ah, aparece uma caixa de texto aqui, tá bom. Bom, gente, é o seguinte.

A Romeu é um menino cidadão estadunidense. Ele nasceu em New Orleans, no estado de Louisiana, nos Estados Unidos, no dia 18 de maio de 2020. Segundo a ação federal, ele tinha quatro anos quando ele foi levado para Honduras em abril de 2025.

E aqui que começa a parte mais pesada da história, tá gente? Em 2023, infelizmente, quando ele tinha apenas dois anos, ele foi diagnosticado com uma forma rara e agressiva de câncer no rim.

O processo, gente, da justiça afirma que era um câncer renal em estágio 4, que já havia se espalhado para os pulmões, inclusive. Ou seja, não era uma situação assim simples, né? Não era uma criança apenas fazendo acompanhamento comum. Era uma criança pequena, cidadã do país, em tratamento contra uma doença grave, aí avançada, que era esse câncer.

Segundo a denúncia, o Romeu fazia o tratamento no Manning Family Children's Hospital em New Orleans e precisava de acompanhamento especializado regular e contínuo. O Romeu morava nos Estados Unidos com a mãe Rosário e com a irmã mais velha Ruby. A Ruby também é cidadã estadunidense, gente. Ela nasceu no mesmo estado, Louisiana, em 2018 e tinha sete anos na época da deportação.

Então, nessa família, gente, a gente está falando de uma mãe hondurenha e dois filhos cidadãos dos Estados Unidos, porque eles nasceram nos Estados Unidos. Então, assim, duas crianças cidadãs do país ali onde tudo aconteceu. Um deles é o Romeu, de quatro anos, com câncer em estágio 4.

Pois é, eu vou falar um pouco da mãe, tá? A mãe do Romeu, que no processo aparece como Rosário,

Na imagem agora está aparecendo, vai ficar até por um tempinho passando um vídeo que mostra a mãe, pelas matérias que eu encontrei, e algumas imagens deles entrando no avião, da polícia do AISC, levando eles, o avião decolando, então vai ficar aqui num loop dessas imagens, tá? Ela, na imagem, é uma mulher branca com cabelo longo, pintado de vermelho, tá? Aí as crianças não aparecem o rosto.

Bom, a mãe do Romeu, que no processo aparece como Rosário, nasceu em Honduras. Segundo a ação federal, ela entrou nos Estados Unidos em julho de 2013, quando tinha apenas 13 anos. Ela era uma menor desacompanhada, né? E ainda segundo o processo, logo depois de entrar nos Estados Unidos, ela se entregou às autoridades migratórias.

Então ela foi detida por um período curto de tempo e depois ela foi levada para um abrigo de jovens em Santo Antônio, no Texas. E algumas semanas depois ela foi liberada para viver com a mãe dela perto de New Orleans, ali perto de Nova Orleans.

Ela cresceu, estudou e trabalhou, vivendo por mais de 10 anos em Louisiana. E segundo essa ação, esse processo, ela não sabia que havia uma ordem de deportação contra ela. Ah, eu confesso que eu ainda estava tipo assim, gente, mas como é que era a situação dessa mulher?

Na hora que eu estava escrevendo, eu falei, nossa, eu fiquei confuso. Mas enfim, essa ordem, ela teria sido emitida em 2015, quando ela tinha cerca de 15 anos, em uma audiência na qual ela não estava presente. Por isso que ela não sabia. E esse tipo de ordem é chamado de in absentia. Que acontece quando a decisão é dada sem a presença da pessoa. E aqui já existe uma disputa importante, né gente? O governo dos Estados Unidos diz que ela tinha a ordem final de deportação.

Mas os advogados da família dizem que ela não sabia dessa ordem e que quando finalmente descobriu, ela estava tentando buscar ajuda legal para reabrir o caso.

E essa diferença é essencial para entender o que veio depois, tá, gente? Bom, no dia 6 de fevereiro de 2025, segundo o processo, a Rosário, a mãe do Romeu, foi parada em uma abordagem de trânsito. Como tem gente que é parada em uma abordagem de trânsito, uma situação assim, acaba desenvolvendo para a situação do ICE, né, gente?

Teve até um caso polêmico aí de um político brasileiro, né, que fugiu do Brasil, criminoso, de acordo com as leis do país, do Brasil, foragido criminoso do Brasil, que foi parado supostamente numa situação de trânsito e acabou indo para o ICE, né. Bom, enfim. Então ela foi parada ali em fevereiro de 2025 no trânsito, numa abordagem de trânsito. Só que depois disso ela foi levada para uma delegacia local e em seguida colocada sob custódia do ICE.

E o ICE é o órgão responsável pelas detenções e remoções de imigrantes nos Estados Unidos, tá? Responsável pela imigração. A polícia de imigração nos Estados Unidos, tá, gente? Mas naquele momento ela não foi deportada, gente. Ela foi liberada para voltar para casa e colocada em um programa chamado ISAP, que é um programa de supervisão usado pelo ICE.

E esse programa pode envolver visitas em casa, check-ins presenciais ou virtuais. Check-ins, gente, é quando você tem que fazer check-ins, sabe? Comparecimentos presenciais ou virtuais no escritório do ICE, tá? Isso é comum para alguns casos de processo de imigração nos Estados Unidos. Então, esse programa pode envolver isso, né? Visita em casa, check-ins presenciais ou virtuais, pelo aplicativo no celular.

E ainda também pode envolver tornozeleiras eletrônicas.

Pois é, segundo o processo, ela passou a cumprir todas as exigências ali, as exigências do governo, tá? Ela comparecia às visitas, recebia os oficiais em casa, fazia os check-ins, tudo certo. E foi nesse período que ela começou a procurar advogados de imigração para resolver a situação. Foi conversando com os advogados que, segundo a ação, ela descobriu que existia uma ordem antiga de deportação contra ela.

Até aqui, a história já é delicada, né? Mas o ponto de virada acontece em abril, gente. Então já estava complicado, mas o negócio piora em abril. Porque segundo a ação, ela tinha uma visita domiciliar do ISAP marcada, agendada, por dia 14 de abril de 2025. Só que naquele mesmo dia, ela tinha uma consulta médica muito importante, uma consulta médica crítica.

E uma consulta que, segundo o processo, não poderia ser desmarcada, né? Ou remarcada, no caso, né? Ter a data trocada. E ela tentou remarcar a visita do ISAB por causa dessa consulta médica importante, de acordo com o que eles dizem, né? E, segundo a denúncia, foi aí que os oficiais disseram que ela teria uma visita familiar, entre aspas, né? Com o escritório no dia seguinte, tá? Foi pela primeira vez, segundo o processo, que...

que eles disseram que ela deveria levar os dois filhos cidadãos estadunidenses. Deixa eu só entender direito isso aqui. Então, pela primeira vez, segundo o processo, eles disseram que ela deveria levar os dois filhos cidadãos estadunidenses e os passaportes das crianças. Ah, a visita familiar não era eles irem na casa. Ah, eu estou viajando aqui.

Tá, entendi. Segundo a denúncia, os oficiais disseram que quando ela tentou desmarcar essa visita, até então ela ia sozinha, né, para fazer os check-ins. Quando ela tentou desmarcar, porque teria supostamente o médico para ir, o ICE, então, o governo, começou a dizer que ela teria que fazer uma visita familiar.

Ou seja, que ela não teria que ir sozinha, que agora ela teria que ir com os dois filhos dela, cidadãos estadunidenses, levando inclusive os passaportes das crianças. Ou seja, ela iria lá onde ela sempre foi, porém, não iria sozinha, levaria os dois filhos também. Ah, e aí foi quando, no dia 15 de abril, a Rosário então foi ao escritório com as crianças. Só que aí, chegando lá, a visita não aconteceu. Eles remarcaram. Pois é.

Ela levou as crianças lá e não deu nada. Depois, pelo aplicativo do ISAP, né, esse programa aí no qual ela estava incluída, ela recebeu uma nova data que foi para 24 de abril de 2025. E, de novo, a instrução era de levar as crianças e os passaportes.

Aí a gente imagina a cena, né? Uma mãe com o filho em tratamento contra o câncer. Ela tentando cumprir as regras. Ela vai ao escritório porque foi chamada. Primeiro cancelam, né? Depois ela chega lá porque ela foi com o menino doente e a filha também. E não teve nada. Aí remarcaram. Aí agora ela vai de novo, leva os filhos porque foi orientada a levar. Leva os passaportes porque foi orientada a levar. E só que aí nesse caso ela leva também uma advogada, tá?

Então nessa cena, ela foi de novo com todo mundo, porém com o advogado também, porque agora ela já sabe que o caso é sério, tem alguma coisa aí acontecendo, né? E aí, gente, na manhã do dia 24 de abril de 2025, às 8 horas da manhã, ela chegou ao escritório do ISAP em St. Rose, no estado da Louisiana, né? Ela estava com os dois filhos, o Ruby e o Romeu, e também com a advogada de imigração. Beleza. Segundo o processo, assim que ela chegou...

Um oficial pediu os passaportes das crianças, passaportes estadunidenses, e ela entregou. Depois, mandaram ela e os filhos esperarem numa outra sala. A advogada teria tentado entrar junto, mas segundo o processo, ela foi impedida. O oficial teria dito que separar a família da advogada era a política do programa, do ISAP.

Hum, que estranho, né, gente? Bom, dentro dessa sala, segundo o processo, estavam dois oficiais do ICE.

E havia dois documentos sobre a mesa também, pelo que fala. E os oficiais teriam exigido que a Rosário assinasse um documento legal, sem explicar o que era e sem permitir que ela consultasse a advogada. Porque ela não pôde entrar, né? E ela não assinou, tá? Ela se recusou. Depois, segundo a ação, segundo o processo, os oficiais tomaram os pertences dela

E das crianças. Então pegaram o telefone, a carteira, joia, bijuteria, etc. Então disseram que ela e os dois filhos seriam deportados para Honduras. Nossa, na lata, né? E é nesse momento que a história se torna ainda mais grave. Porque segundo o processo, a Rosário protestou. Ela não estava aceitando de jeito nenhum. E ela pediu para falar com a advogada. Explicou que o filho era cidadão dos Estados Unidos. E...

e que precisava ficar nos Estados Unidos para receber o tratamento crítico e continuar o tratamento crítico que ele estava, e esse tratamento poderia salvar a vida dele. Mas, segundo o processo, os pedidos dela foram ignorados. Eita! Esse é um dos pontos, né, gente, centrais. Ai, ai, ai, desse caso, né? A versão da família é que ela não escolheu levar os filhos com ela para Honduras. A versão da família é que ela tentou impedir... Ah...

que o menino também tivesse que ir, né? Que ela teria dito que ele precisava ficar nos Estados Unidos. E que mesmo assim, ela foi colocada em um processo acelerado de deportação. Que é até um programa, uma maneira nova que o Trump anunciou para poder fazer realmente a deportação de pessoas criminosas, né? E aí falava lá os tipos de crimes, porque quando ele assumiu o governo, lá em 20 de janeiro de 2025, ele falou que iria...

fazer várias coisas e que o foco para essas detenções era de criminosos, violentos, coisas graves e etc. Não era o que está acontecendo de acordo com as notícias. Bom, enquanto a Rosário estava isolada com os filhos,

A advogada começou a tentar agir, né? Em segundo processo, por volta das 10h47 da manhã, no mesmo dia, 24 de abril, a advogada protocolou no escritório do ICE, em New Orleans, um pedido chamado Formulário I-246, que é uma solicitação de suspensão de remoção.

Esse pedido incluía documentos mostrando que a advogada representava a Rosário e a família. No caso aí, a Rosário, né? Porque ela que, de acordo com os relatos, era a imigrante documentada. E também incluía evidências do diagnóstico de câncer em estágio 4 do Romeu.

E dizia que a Rosário não tinha tido conhecimento da ordem de deportação antiga. E a advogada também informou que pretendia apresentar uma moção para reabrir o processo de imigração. Mas aqui é que está o problema. Segundo a ação, o Weiss impediu a Rosário de falar com a própria advogada justamente no momento em que essa comunicação poderia ter sido decisiva. Eita, gente, imagina!

Nossa, então, pelo que eles estão falando e o processo fala, ela tentou falar com a advogada, que meio que, né, nessas horas se fala com o advogado, não é?

Bom, a advogada tentou descobrir onde a família estava, ligou para o escritório do ICE. Segundo o processo, quando ela perguntou onde a família estava, a mãe com as crianças estadunidenses, ela recebeu uma resposta de que não era possível rastreá-las porque elas não tinham o A number, que é o A number. Só que assim, gente, elas não tinham A number justamente porque elas eram cidadãs do país. Isso aí quem tem são imigrantes, entendeu? As crianças não têm isso.

A mãe sim, mas as crianças não. Quando a advogada insistiu para falar com o supervisor, segundo a denúncia, eles desligaram o telefone.

Meu Deus do céu. Ué, essa parte é forte, né? Porque mostra um buraco aí, burocrático, absurdo, se tiver acontecido desse jeito mesmo, né? Porque a criança, ela é cidadã dos Estados Unidos. E por ser cidadã, ela não tem o número de estrangeiro. Então, tipo assim, a comunicação aí tá falha. E por não ter esse número, a advogada, ela é informada de que não havia como rastreá-la. Ah, então eles perderam. Ah, não sei onde que tá. Hum.

Não sei onde que está. Onde que estão, né? Porque são as duas crianças, que a Ruby também nasceu nos Estados Unidos.

Pois é, gente, complicado, né? Bom, segundo o processo, ela e as crianças foram retiradas do escritório pela porta dos fundos. E a ação também afirma que isso evitou o contato com a advogada e com possíveis apoiadores, alguém para tentar intermediar a situação. Depois, a família foi transportada por cerca de três horas. E a Rosário, a mãe, perguntava para onde eles estavam indo, mas segundo a denúncia, ninguém dava informação alguma.

E ela acabou descobrindo que estava sendo levada para um hotel não identificado na cidade de Alexandria, ali no mesmo estado de Louisiana. Meu Deus do céu! Tipo assim, não sei para onde que a gente vai te levar, né? Credo que situação, gente, a pessoa tentando saber o que está acontecendo.

Bom, durante a tarde e a noite, a advogada mandou e-mails para as autoridades, para os contatos do ICE, ela anexou o pedido de suspensão da remoção, informou que o Romeu tinha necessidades médicas urgentes, pediu que a Rosário fosse liberada temporariamente, pelo menos para fazer arranjos de custódia para os filhos que são cidadãos dos Estados Unidos, só que segundo o processo, os oficiais não responderam de forma adequada.

Eita. E naquela noite, segundo a ação, a Rosário passou horas implorando para fazer uma ligação. E depois de muito pedir, um oficial permitiu uma ligação rápida. E ela ligou para o único número que ela sabia da memória, de cabeça, que era o do pai. E ela disse rapidamente que estava em Alexandria e que seria deportada no dia seguinte e pediu para ele avisar a advogada. Poucos segundos depois, segundo o processo, o oficial tomou o telefone dela, interrompendo a ligação.

Por volta de duas horas da manhã do dia 25 de abril de 2025, aí já era no outro dia, porque já era duas da manhã, né, depois de meia-noite, os oficiais acordaram a mãe, né, a Rosário, e as crianças colocaram os três numa van, levaram-o para o aeroporto perto de Alexandria. Por volta das seis horas da manhã, a Rosário, a mãe, né, a Rubi e o Romeu foram colocados em um avião para Honduras.

Meu Deus do céu. Segundo o processo, o voo saiu cerca de 20 minutos depois, então por volta das 6h20 da manhã. Foi de manhã, né? Vou até conferir de novo. É, 6h da manhã. Meu Deus, 6h20, então mais ou menos, que o avião saiu. Meu Deus do céu. Que situação, né, gente?

Agora na tela está aparecendo uma... para cá. A ACLU, uma publicação da ACLU, que eu vou comentar sobre isso, e tem também na descrição do vídeo, tá, gente? A ACLU divulgou naquele mesmo dia, gente, que o escritório do ICE em New Orleans havia deportado pelo menos duas famílias, incluindo três crianças cidadãs estadunidenses de 2, 4 e 7 anos.

Esse caso aqui, gente, no web relatos da semana passada eu falei sobre o caso da menina de dois anos que foi deportada, tá? Cidadã estadunidense. Foi nesse mesmo momento, tá, gente? Foi nesse mesmo voo, inclusive. Por isso que no episódio anterior eu falei que hoje eu falaria sobre essa criança com câncer que foi deportada, tá?

A organização disse que uma das crianças tinha um câncer metastático, raro, né? E foi deportada sem medicação, sem consulta com seus médicos, apesar do ICE ter sido informado sobre a condição urgente da criança. E aqui é muito importante explicar uma coisa, né, gente? O governo estadunidense argumenta que, tecnicamente, cidadãos do país não são deportados, que seria esse termo, né? Deportado não se aplicaria a cidadãos dos Estados Unidos. Mas o processo usa justamente esse termo, essa palavra...

explicando que alguns cortes já disseram que quando o governo remove o cidadão estadunidense do país, talvez o termo mais correto seja banimento. O que o texto está querendo dizer é que tem alguns cortes do documento que falam que o termo correto...

é banimento e não deportação, mas o processo seguiu usando o termo deportação, tá gente? Então para simplificar, os advogados então continuaram usando o termo deportados no processo, tá?

Nesse outro vídeo, gente, que eu falei aqui da menina de dois anos, foi na semana passada, eu te convido inclusive a ir lá conferir também, que também é uma história interessante, faz a gente pensar aí bastante coisa também. Bom, agora a gente vai conferir, gente, o que o governo dos Estados Unidos falou sobre isso tudo, né, gente? Porque a gente tem que olhar aí todos os lados para poder dar o direito de opinião, né? Bom.

Esse site é o site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, tá? E no dia 29 de abril de 2025, o Departamento de Segurança Interna, então, o DHS publicou uma nota oficial com o título Fact Check DHS is not deporting American Children. Em português seria checagem de fatos. O DHS não está deportando crianças estadunidenses, tá? Bom, segundo o departamento, é falso dizer que o governo estaria deportando crianças cidadãs dos Estados Unidos.

A nota afirma que no caso da Rachel Morales, que aí o nome foi usado para ela,

Ela entrou ilegalmente nos Estados Unidos em 2013, recebeu ordem final de deportação em 2015 e quando foi colocada sob custódia do ICE em abril de 2025, teria escolhido levar os filhos para Honduras com ela. O departamento também disse que ela apresentou os passaportes válidos para as crianças. Ah, por isso que na hora que eu estava lendo as coisas, falou assim, ah, essa informação...

do passaporte é muito importante, porque eles usaram isso depois para falar que ela realmente estava concordando e queria que as crianças fossem, I mean, queria que as crianças fossem com ela, por isso que ela já levou os passaportes, é como se ela tivesse levado prontamente, não que eles tivessem solicitado, né? Pois é, essa é a versão oficial do governo, tá gente? Então a versão é, os filhos eram cidadãos estadunidenses sim, mas a mãe teria escolhido levá-los.

Hum, aí tem aqui, tá, gente? A matéria tá na tela pro pessoal que quiser dar uma olhada, mas o link tá na descrição do vídeo também. E aqui vai falar, inclusive, de mais pessoas, tá? Aqui, por exemplo, a Jenny Carolina Lopes Vilela. Isso daqui é sobre a outro vídeo que eu falei na semana passada, inclusive, da criança de dois anos, tá? Porque foi todo mundo embolado aí nesse voo, infelizmente. Pois é, né, gente?

Bom, o Tom Holman, que é uma autoridade do governo Trump para a fronteira, também disse à imprensa, no caso para a Fox News, que está aparecendo na tela e que tem na descrição do vídeo, que as crianças foram com as mães por decisão das mães. Porque, como eu falei, teve o caso da mãe do Romeu, mas teve também o caso da menininha de dois anos. Então, estava todo mundo embolado nessa situação.

E também na Fox, o Marco Rubio, o então secretário dos Estados Unidos, afirmou que as crianças cidadãs dos Estados Unidos poderiam voltar para o país com os pais responsáveis ou alguém que assumisse os cuidados delas.

Inclusive, nessa reportagem da Fox, tem um vídeo aqui, foi de onde eu peguei, inclusive, o material para colocar no vídeo que eu estava passando aqui de fundo de tela, e tem mais detalhes para vocês poderem conferir, tá, gente? Pois é, né, gente? Mas aqui é que vem o choque entre as versões, né? Porque os advogados da família dizem que isso não foi uma escolha livre.

Dizem que ela estava isolada, dizem que ela foi impedida de falar com a advogada, dizem que ela pediu para o filho ficar nos Estados Unidos por causa do tratamento e dizem que ela nunca assinou autorização permitindo a deportação dos filhos. Ainda falam que o ICE violou as suas próprias regras ao não permitir que ela organizasse a guarda ou os cuidados das crianças. Pois é, esse é um ponto muito crítico.

na parte jurídica, né? É muito importante na parte jurídica. A ação, o processo, cita uma diretriz do próprio ICE, chamada Directive 11064.3, que é a que eu vou colocar na tela também agora, e que também está na descrição do vídeo.

E aqui é o seguinte, gente, tem o link dessa diretriz, está aqui na tela, vai aparecer ali, está FOIA link, e quando clicar nele, vai abrir um documento em PDF, está aqui, para o pessoal que está vendo aqui na tela, está aberto aqui.

para a gente, tá? Então, o documento aparece aqui, está na descrição do vídeo também. Essa diretriz tratava dos interesses de pais irresponsáveis não cidadãos que têm filhos menores. Segundo o processo, essa regra dizia que o ICE deveria evitar interferir desnecessariamente nos direitos parentais de pessoas que têm filhos menores.

E também dizia que, salvo em situações específicas contra a própria criança, o ICE não deveria tomar custódia nem transportar crianças menores. E quando uma mãe ou pai com ordem de remoção tivesse filhos menores, o ICE deveria dar uma oportunidade razoável para essa pessoa decidir sobre o cuidado ou a viagem dos filhos, além de consultar um advogado.

E é exatamente isso, gente, que os advogados dizem que não aconteceu. Segundo o processo, a Rosário não recebeu uma chance real de decidir, não recebeu uma chance real de falar com a advogada, não recebeu uma chance real de fazer os arranjos para o Romeu continuar o tratamento nos Estados Unidos. E o Romeu, uma criança estadunidense de 4 anos, com câncer em estágio 4, foi deportada, ele foi deportado para Honduras.

Que situação, hein? Pois é, segundo a ação, os passaportes das crianças só foram devolvidos depois que a família já tinha chegado em Honduras, gente. E a mãe também teria recebido os documentos em inglês. E segundo o processo, esses documentos pareciam ser os mesmos que os oficiais tentaram fazer a Rosário assinar antes da deportação. Mas ela nunca assinou.

O processo afirma que ela se opôs explicitamente à remoção dos filhos. E afirma que ela queria que os filhos ficassem nos Estados Unidos, especialmente o Romeu, por causa da doença. E também afirma que depois que eles chegaram a Honduras, a situação médica do Romeu piorou demais. Segundo a denúncia, gente, ele passou a apresentar sinais de deterioração. Deterioração, isso mesmo, incluindo a falta de apetite e febre persistente muito alta.

Nos Estados Unidos, ela poderia levar o filho imediatamente ao hospital onde os médicos já conheciam o caso. Mas em Honduras, segundo o processo, ela não conseguiu encontrar oncologistas pediátricos especializados para tratar o menino. E aí é que vem uma das partes mais dolorosas, né gente? Porque segundo o processo, mesmo com poucos recursos, a Rosário teve que mandar o Romeu temporariamente de volta para os Estados Unidos para continuar o tratamento. Só que dessa vez, gente, sem ela.

Meu Deus! Pela primeira vez, segundo a ação, o Romeu teve que passar por parte do tratamento de câncer sem a mãe, que era a sua principal cuidadora. Nossa, a gente imagina uma criança de 4 ou 5 anos com câncer muito avançado, viajando entre países para tentar continuar o tratamento sem a mãe ao lado, porque a mãe foi removida dos Estados Unidos.

É devastador, né gente? Vamos pensar na criança.

Pois é. Antes de eu continuar, gente, eu quero te pedir uma coisa. Eu quero te pedir rapidinho pra você curtir esse vídeo, tá? Pra você se inscrever no canal, ativando o sininho de notificação, porque assim você não pede nada que eu postar aqui. Pedir também pra você compartilhar esse vídeo e esse canal com pessoas que você sabe que gostam desses assuntos sobre imigração, imigrante, relatos e tudo isso. Compartilha também sobre o podcast, tá, gente?

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Ainda tem uma parte muito importante para a gente falar, que é sobre a ação federal contra o governo dos Estados Unidos, esse processo federal, tá, gente? Bom, o que acontece, gente? No dia 31 de julho, deixa eu só colocar na tela também, e novamente, link na descrição do vídeo. Ah, eu acho que eu cubro um pouco, eu vou ficar um pouco de lado assim, tá? No dia 31 de julho de 2025, foi aberta uma ação federal no United States District Court for the Middle District of Louisiana.

O caso aparece como VVACUNA, o número 325CV00669. Tem na descrição do vídeo e está na tela também, tá, gente? A ação foi movida contra autoridades do ICE, do Departamento de Segurança Interna e do Governo Federal.

Entre os réus aparecem os nomes como Brian Acuna, Scott Ledwig, Todd Leans, Christine Owen, Pamela Bondi, o Departamento de Segurança Interna, o ICE e Melissa Harper, que era diretora do escritório do ICE em Nova Orleans, ali quando os fatos estavam acontecendo naquela época.

O processo pede, entre outras coisas, que o tribunal declare que as ações do governo violaram a Constituição dos Estados Unidos. E também pede que o tribunal declare que o ICE violou suas próprias políticas sobre pais não cidadãos e crianças menores. E pede que o ICE seja obrigado a permitir o retorno das famílias aos Estados Unidos.

O caso também busca indenizações, claro, né? Segundo o Civil Rights Litigation Clearing House, que acompanha litígios de direitos civis, o caso ainda estava em andamento na atualização agora, do mês passado de abril de 2026. Nossa, tá processando todo mundo, né? Pois é, gente, a imprensa local ali do estado, de Luizena, também acompanhou o caso, tá?

Vou colocar aqui na tela o da Fox, né? A Fox, ela publicou, inclusive foi onde eu peguei parte da matéria, peguei o vídeo e tal. Ela publicou uma matéria sobre a deportação da mãe e da criança com câncer, tá? Tá na tela pra vocês e foi publicada no dia 29 de abril de 2025, tá?

por André Fuentes. Andrés Fuentes. Na reportagem, a advogada Gracie Willis, do National Immigration Project, disse que a mãe estava sob estresse e trauma inimagináveis. Ela também contestou a versão de que a mãe teria escolhido livremente levar os filhos para Honduras. Segundo Willis, o governo sabia da condição médica do menino. Segundo essa advogada, né?

A matéria também trouxe, gente, o outro lado, no caso do senador Bill Cassidy, que afirmou que seu escritório havia confirmado que a mãe assinou um formulário permitindo que as crianças a acompanhassem para Honduras. Mas os advogados e a ação federal contestam essa ideia de consentimento livre, dizendo que a mãe não assinou os documentos e que nunca autorizou a remoção dos filhos. É uma disputa de versões, né, gente?

É uma disputa de, não, não foi isso, foi isso, foi aquilo, não foi, foi isso. De um lado o governo diz que a mãe escolheu. Do outro a família diz que ela foi colocada em uma situação de pressão, sem advogado, sem comunicação e sem o direito de escolha real.

E no meio disso, né, gente? Quem que tá no meio disso? Uma criança de 4 anos, cidadã dos Estados Unidos, com câncer avançado sem saber o que ia acontecer com ela. E sem condições de fazer toda a análise do que tava acontecendo, né? Esse caso é grave, né, gente? Por vários motivos, né? Primeiro, porque envolve crianças cidadãs dos Estados Unidos, né?

considerando que elas não são mais importantes do que ninguém no mundo, mas considerando estar nos Estados Unidos, onde se fala muito sobre o cumprimento de leis. Então, por isso, o Romeu e a Ruby nasceram lá. Eles não eram imigrantes sem status cidadãos do país. Segundo, porque envolve uma criança com uma condição médica extremamente séria. A gente não está falando de uma consulta de rotina, a gente está falando de um câncer em estágio 4.

terceiro porque o processo alega que a mãe foi impedida de falar com a advogada, e em qualquer sistema minimamente justo, o acesso ao advogado é essencial, principalmente quando há crianças, saúde e deportação envolvidos, né gente?

Todo mundo sabe disso. Quarto, porque o processo diz que o próprio ICE tinha uma diretriz que exigia uma oportunidade razoável para os pais decidirem o que fazer com seus filhos e segundo a ação, gente, isso não aconteceu.

Quinto, porque o governo sustenta que foi uma escolha da mãe. Mas se a mãe está detida, gente, sem telefone, sem contato livre com advogado, com oficiais dizendo que ela seria deportada e com o filho doente ao lado, a gente fica com aquela pergunta, né? Que tipo de escolha é essa que ela tinha? Uma escolha livre ou uma escolha feita sob pressão? Bom, essa é a pergunta central desse caso, né, gente?

Será que ela teve realmente liberdade para escolher isso?

E aqui a gente vai falar o seguinte, até agora o tribunal ainda não decidiu definitivamente todas as alegações do processo, tá? Então quando a gente fala que o ICE violou direitos, é importante dizer o seguinte, isso é o que a ação federal alega, tá? Esse processo aí alega. Quando a gente fala que a mãe não consentiu, é importante dizer que isso é o que os advogados e o processo afirmam. E quando a gente fala que o governo diz que ela escolheu levar os filhos junto com ela,

Também eu preciso deixar claro aqui que essa é a versão oficial do Departamento de Segurança Interna e que todos os links estão, cujos os links, no caso, estão na descrição do vídeo para vocês conferirem, tá? Mas é que existem os fatos que ninguém pode contestar, nem dá para contestar. O Romeu era uma criança cidadã estadunidense, ele tinha câncer, ele estava em tratamento nos Estados Unidos, ele acabou indo para Honduras depois da deportação junto com a mãe, mesmo diante de tudo isso.

a disputa é sobre como que isso aconteceu, se houve consentimento real e se o governo seguiu ou não a lei e as próprias regras, por isso que dá tanta polêmica. Aí a gente tem que parar para pensar, imaginar aí de novo na cena. Bom, vamos pensar. Uma mãe entra em um escritório achando que ela está indo fazer um check-in, uma coisa comum.

Aí ela leva os filhos porque mandaram levar. Aí ela leva os passaportes porque mandaram levar os passaportes. Aí ela leva uma advogada porque aí ela já percebeu que ela precisava de ajuda. A advogada fica do lado de fora. Ninguém deixa a advogada entrar. Os passaportes são recolhidos e retidos. O telefone, quando ela está ligando para alguém para poder pedir ajuda e tal, é tomada, é a ligação encerrada.

Ela fala que ela tem um filho com câncer. Ela diz que ele precisa ficar nos Estados Unidos. No dia seguinte, na madrugada, ela e as crianças são colocadas em um avião e mandadas deportadas dos Estados Unidos. Em Honduras, a mãe diz que não consegue encontrar o atendimento especializado que o filho precisa. E para continuar o tratamento, o menino precisa voltar temporariamente para os Estados Unidos. Só que sem ela. Meu Deus do céu, imagina.

Essa é a parte, gente, que eu fico pensando na criança mesmo, tá? Porque para uma criança em tratamento contra o câncer, a mãe não é detalhe, né? Aliás, para ninguém, né? A mãe não é detalhe. A mãe é segurança, é colo, é a tradução do mundo, é a pessoa que segura a mão na consulta, que lembra o remédio, que conhece o médico, que percebe quando alguma coisa está errada. É complicado.

Segundo o processo, essa criança foi privada não só da continuidade médica, mas também da presença da principal cuidadora, que é a mãe.

Eu fico imaginando, gente, fica como se passasse um filme na minha cabeça, sabe? Esse caso, gente, ele não é apenas sobre o Romeu, né? Ele representa aí uma pergunta maior. O que acontece quando política migratória encontra crianças cidadãs dos Estados Unidos?

O que acontece quando uma ordem antiga de deportação atinge uma mãe que anos depois tem os filhos nascidos nos Estados Unidos? O que acontece quando a burocracia enxerga a mãe como removível, mas esquece que junto dela existem crianças com direitos próprios no país? E o que acontece quando uma dessas crianças está doente? Está doente e com uma doença gravíssima.

Segundo os defensores de imigrantes, esse caso mostra um problema maior, gente. Famílias sendo removidas rapidamente, com pouco acesso a advogados e pouco tempo para organizar a vida e a vida dos filhos. Segundo o governo, por outro lado, gente, as autoridades estão apenas cumprindo ordens de remoção e deixando que os pais decidam se levam ou não os filhos cidadãos dos Estados Unidos. Mas aí a pergunta continua...

Para uma decisão ser verdadeira, a pessoa precisa ter informação, tempo, liberdade e acesso ao advogado. Sem isso, é escolha ou é imposição? Não é? O que você acha? O que você acha disso?

Comenta aqui a sua opinião sobre o caso do Romeu. Ele nasceu nos Estados Unidos, a irmã dele também. Eles tinham uma vida em Louisiana, ele tinha médicos, hospital, tratamento, rotina, e de repente tudo isso aí, gente, foi arrancado, tudo isso foi interrompido. O governo diz que a mãe escolheu levar os filhos. A mãe e os advogados dizem que ela nunca teve o direito de realmente escolha livre. Pois é, gente, é, o governo... é, é.

A mãe e os advogados dizem que ela nunca teve uma escolha real, o direito de fazer isso. Mas aí vamos pensar aqui, já que a gente tem que pensar por todos os ângulos e considerando vários lados de opiniões também. A mãe, de fato, nunca teve direito a uma escolha, gente? E quando ela decidiu ficar nos Estados Unidos do jeito que ela ficou? E a gente está falando dessa pergunta por quê? Será que ela não sabia mesmo dessa ordem de remoção?

Porque eu fiquei pensando assim, tá, vamos pensar de um lado, meio que pensando de todos os lados. E por esse lado aí que eu tô tentando ir, né, e tentar entender, tipo assim, tá, se a pessoa não tem, ela não sabe nada sobre como tá o status migratório dela, então quer dizer que ela nunca procurou saber? Saber que ela não era cidadã, ela sabia. Entendeu o que eu tô querendo dizer? Tipo assim, eu tô tentando pensar por todos os lados.

que tem toda essa coisa emocional, tudo isso fato inegável, a catástrofe, o desastre aí por causa da situação da criança, ele cidadão estadunidense, a irmã também, já um pouquinho maior, mas também cidadã estadunidense, mas aí tem essa parte, tá? Então ela não foi informada que havia uma ordem de remoção. Então durante quanto tempo que ela nem nunca entrou em contato com o departamento de imigração para poder saber como é que estava e tal, né?

Então, a gente vai ficar com essa pergunta também. Então, de fato, ela nunca teve o direito de escolher. Ela poderia ter escolhido e checar o que estava acontecendo com o estado migratório dela, já que ela sabia que ela não era estadão nos Estados Unidos e não tinha alguma outra documentação ali com prazo, sem prazo de validade. Ela sabia que algum limite, alguma coisa deveria ter. Será? Ela tem culpa ou é culpa do governo? Isso poderia ter sido evitado?

Os Estados Unidos estão errados no que eles estão fazendo ou está tudo certo? Porque ela não foi considerada e não é considerada admissível pelos Estados Unidos. É, vale a pena pensar, né? Pois é, a gente é numa situação complicada.

Quero muito saber a sua opinião mesmo, o que você acha disso. Curta esse vídeo, por favor. No Spotify também, no podcast. Compartilhe com as pessoas que você sabe que gostam. Se inscreva aqui no canal e no podcast também, isso me ajuda bastante. E mais uma vez, o meu nome é Douglas e esse foi o relato de hoje. Até sábado, gente. Sábado que vem eu volto com mais um episódio. Tchau.