Episódios de Imigrante Web

Menina Americana de 2 Anos Foi Deportada

02 de maio de 202642min
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Uma criança de apenas 2 anos, nascida nos Estados Unidos e cidadã estadunidense, foi levada para Honduras junto com a mãe durante uma operação de imigração.

O caso gerou polêmica porque um juiz federal afirmou ter “forte suspeita” de que o governo havia deportado uma cidadã dos Estados Unidos sem um processo significativo. Mas o governo americano nega essa versão e afirma que a mãe, Jenny Carolina Lopez Villela, tinha ordem final de deportação e escolheu levar a filha com ela.

Neste episódio do Web Relatos, analisamos o caso de V.M.L., uma menina cidadã estadunidense no centro de uma disputa envolvendo ICE, DHS, Trump, cidadania por nascimento, deportação, direitos de crianças e devido processo legal.

A pergunta principal é: ela foi deportada ilegalmente ou apenas acompanhou a mãe removida dos Estados Unidos?

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Fontes usadas neste episódio:

O Globo:
https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/04/26/juiz-federal-alega-que-trump-deportou-crianca-de-dois-anos-nascida-nos-eua.ghtml

Law Dork:
https://www.lawdork.com/p/trump-deports-two-year-old-us-citizen

Center for Immigration Studies:
https://cis.org/Arthur/Case-TwoYearOld-Citizen-Who-Was-Deported-Dismissed

Seattle Times:
https://www.seattletimes.com/nation-world/2-year-old-u-s-citizen-was-deported-with-no-meaningful-process-judge-suspects/

DHS — Fact Check:
https://www.dhs.gov/news/2025/04/29/fact-check-dhs-not-deporting-american-children

DHS — ação encerrada:
https://www.dhs.gov/news/2025/05/10/aclu-supported-lawsuit-over-false-claims-ice-deported-us-citizens-dropped

ACLU:
https://www.aclu.org/press-releases/ice-deports-3-u-s-citizen-children-held-incommunicado-prior-to-the-deportation

White House:
https://www.whitehouse.gov/presidential-actions/2025/01/protecting-the-meaning-and-value-of-american-citizenship/

The Guardian:
https://www.theguardian.com/us-news/2025/apr/26/trump-administration-child-deportation

Reuters:
https://www.reuters.com/world/us/two-year-old-us-citizen-appears-have-been-deported-with-no-meaningful-process-2025-04-26/

BNC Amazonas:
https://bncamazonas.com.br/ta_na_midia/americana-de-2-anos-nao-teve-perdao-de-trump-e-foi-deportada-para-honduras/

#ImigranteWeb #WebRelatos #ImigraçãoEUA #Deportação #ICE

Assuntos3
  • Deportação de Cidadã AmericanaCaso VML vs. Harper · Jenny Carolina Lopez Villela · ICE (Immigration and Customs Enforcement) · DHS (Department of Homeland Security) · Cidadania por nascimento · Devido processo legal
  • Disputa sobre Cidadania e ImigraçãoOrdem executiva de Donald Trump sobre cidadania por nascimento · 14ª Emenda da Constituição dos EUA · Política migratória agressiva · ACLU (American Civil Liberties Union) · Center for Immigration Studies
  • Serviço de Imigração e Controle de Aduanas· PoliticaIntensive Supervision Appearance Program · Habeas Corpus · Custódia legal da mãe · Plano de cuidado para a criança
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Uma menina com apenas dois anos de idade, nascida nos Estados Unidos, ou seja, cidadã estadunidense, sem ordem de deportação contra ela, sem crime e sem idade sequer para entender o que estava acontecendo. Pois é, ela foi deportada dos Estados Unidos, o seu país, para Honduras junto com a mãe em abril de 2025.

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, a criança não foi deportada. Segundo a comunidade, a família e até um juiz federal conservador indicado por Donald Trump, havia uma forte suspeita de que o governo havia deportado uma cidadã estadunidense sem qualquer base legal. Pois hoje, no Web Relatos, nós vamos entender todos os detalhes desse caso que revoltou muita gente.

Olá, pessoal! Eu espero que esteja tudo muito bem com vocês. Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Web Relatos aqui no YouTube e também a mais um episódio do podcast Imigrante Web no Spotify. Eu sou o Douglas e hoje eu vou compartilhar com vocês todos os detalhes desse caso de uma menina com dois anos de idade que teria sido deportada dos Estados Unidos, junto com a mãe e uma irmã mais velha, mesmo ela tendo nascida nos Estados Unidos, portanto, sendo cidadã estadunidense.

Só que antes eu vou fazer a minha audiodescrição para incluir, gente, aquelas pessoas que não conseguem ver. Porque mesmo que eu coloque algumas imagens aqui nos episódios do Web Relatos, eu gosto de pelo menos tentar fazer algo para que essas pessoas que não conseguem ver tenham uma imagem, tenham uma noção de quem elas estão escutando, né? Consigam aí...

pensar e entender quem está falando com elas, tá bom? Bom, eu sou um homem branco, eu tenho 1,76 de altura, e hoje eu estou usando uma camiseta cinza escura de gola V, uma camiseta básica. No meu pescoço tem um colar, uma correntinha com uma pedra roxa na vertical, cuja ponta está apontando para baixo.

Nas minhas orelhas tem dois fones de ouvido branco sem fio, né? E eu tô usando um boné todo preto, tá bom? E atrás de mim, gente, tem uma estante de madeira, é uma imagem que eu projeto, uma cor marrom clara, com alguns livros, DVDs, umas coisas antigas assim, pra dar uma ideia de um lugar pra bater um papo, sabe? E eu gravo sentado, tá, gente? Então pega só do meu peito pra cima, inclusive tem um microfone no meu peito, que tem uma espuminha pra evitar...

vento, a minha respiração forte, essa coisa, e criar ruído no áudio aqui pra vocês, tá bom? Então é assim que eu apareço no vídeo, e é pra incluir esse pessoal, muito obrigado pelos comentários, inclusive, que eu tô vendo que essas pessoas estão comentando e agradecendo, eu que agradeço a presença de vocês aqui no Web Relatos, tá bom? Bom, gente, vamos lá, eu quero ressaltar o seguinte, que tudo que eu coloquei no texto desse vídeo foi baseado nas matérias da imprensa, tá? Das notas do Departamento de Segurança Interna.

e dos documentos que foram publicamente expostos, tá? Os links para todos eles, para todo o material que eu usei, e até alguns a mais, estão na descrição do vídeo, porque aí vocês podem lá conferir por conta própria, se é isso mesmo que eu falei, essas coisas assim, tá bom? Então, é só conferir lá. Bom, gente, então vamos começar. É o seguinte.

Olha só, eu costumo colocar na tela, atrás de mim, a imagem, eu compartilho a tela da imagem de alguns desses links, dessas matérias que eu usei para fazer o texto. Então, atrás de mim fica aparecendo isso, tá? Bom, no caso, está aparecendo aqui do Jornal Globo. Então, é o seguinte, pessoal, a criança...

Aí, desse caso, ela aparece nos documentos judiciais apenas pelas iniciais VML, tá? Porque é uma menor, né? E ela nasceu nos Estados Unidos, por isso ela era cidadã estadunidense por nascimento, né? A mãe dela se chama Jenny Carolina López Vilela. A Jenny é de Honduras.

E segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, ela entrou ilegalmente nos Estados Unidos três vezes. Em setembro de 2019, em março de 2021 e em agosto de 2021. E ainda segundo o Departamento de Segurança Interna, a Jenny e a filha mais velha foram consideradas inadmissíveis aos Estados Unidos na primeira entrada.

E as duas receberam ordens finais de remoção em março de 2020. Ou seja, elas entraram três vezes. Desde a primeira, elas foram consideradas inadmissíveis. E em março de 2020, elas receberam ordem final de remoção do país. A filha mais velha é chamada nas reportagens de Valéria.

E ela que veio com a mãe, que foi com a mãe para os Estados Unidos. Já a filha menor, que é o ponto principal aqui, a personagem dessa história, ela, abreviando aí o nome dela, ou um codinome, VML, toda vez que eu falo VML, eu estou falando dessa menina, aí cidadã estadunidense, tá? Ela nasceu nos Estados Unidos depois disso, tá? Depois dessas três entradas aí.

No país, na verdade, depois, inclusive, da ordem de remoção que a mãe e a irmã mais velha haviam recebido. A data exata de nascimento dela não aparece de forma aberta nas principais reportagens. Mas a gente sabe que em abril de 2025, foi quando tudo aconteceu, ela tinha dois anos de idade.

Então, a família, no centro desse caso, era formada pela Jenny Carolina Lopes, Vilela, Jenny Carolina Lopes Vilela, a mãe, né, hondurenha, Valéria, a filha mais velha, a VML, que é a filha menor cidadã estadunidense, e o pai da criança, citado em algumas fontes como Adiel Mendes Sagastume, e em outras fontes como Adiel Mendes Lopes.

O governo, em alguns documentos, tratou esse homem com muita cautela, chamando ele de alguém que alegava ser o pai da criança. Já a defesa dizia que ele era o pai da criança e queria que a filha permanecesse nos Estados Unidos. Também aparece nesse caso uma mulher chamada Trish Mack.

Ela, no caso, foi apresentada como uma pessoa que entrou, como a pessoa que entrou com a ação judicial em nome da criança. Então ela é uma personagem muito importante. Segundo as reportagens e documentos citados, ela teria sido indicada pelo pai da menina para atuar como guardiã ou custódia provisória dela nos Estados Unidos.

Então, vamos novamente. Tem a mãe, Jenny, tem a irmã mais velha, que aí deram o nome de Valeria, tem o pai, tem a menina, que a gente abreviou aí nas matérias também, fazem isso como VML, e agora tem essa Trisha, que o pai teria pedido para ser, essa Trish, né, Trish, teria pedido para ser então a guardiã temporária dessa menina, que aí no caso é menor de idade, né.

A ideia da defesa era simples, tá, gente? Se a Jenny fosse removida para Honduras, a mãe, a VML, a menina, por ser cidadã estadunidense, deveria poder ficar nos Estados Unidos com o pai ou com essa Trish, com essa mulher que tinha, então, a guarda, pelo menos, temporária dela. Mas o governo tinha outra leitura. Para o governo, a Jenny tinha a guarda legal da criança,

tinha uma ordem final de remoção e informou ao Weiss que ela queria levar a filha com ela para Honduras. E é aí que nasce a grande disputa desse caso, tá gente? E a criança, ela foi deportada mesmo?

Ou ela acompanhou a mãe porque essa decidiu levá-la, né? Decidiu levar a filha com ela. Pois é. Para entender isso, a gente vai precisar voltar para terça-feira, dia 22 de abril de 2025. Naquela manhã, por volta das oito e meia da manhã, a Jenny Carolina Lopes Villela, a mãe, compareceu a uma consulta de rotina de imigração em Nova Orleans, no estado da Louisiana. Essas consultas, gente, é... A springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs springs

No caso dessa consulta, ela fazia parte de um acompanhamento migratório do ICE, que é assim que acontece, tá gente? Quando as pessoas são colocadas sob um específico status migratório, em processo ou alguma coisa assim, o ICE, que é a polícia, vamos dizer assim, de imigração dos Estados Unidos, costuma determinar que essa pessoa vai precisar sempre fazendo check-ins, sempre se apresentando nas datas e horários que eles pedirem para elas se apresentarem, que eles mandarem, para que eles possam fazer o acompanhamento, o monitoramento e a supervisão...

dessas pessoas até que alguma coisa se decida sobre os processos dela tá então nesse caso a mãe foi lá para poder fazer o check-in do AIS bom

Segundo a reportagem do LawDark, ah, expirou o link, deixa eu dar um refresh, pronto. Segundo uma reportagem do LawDark, ela estava vinculada ao chamado Intensive, a mãe, né? Estava vinculada ao chamado Extensive Supervision Appearance Program, que é um programa de supervisão usado pelo ICE para acompanhar imigrantes que estão em processo de imigração ou remoção, que foi o que eu acabei de falar, né?

Muitas pessoas em situação migratória pendente com processo em andamento, recurso, ordem de remoção ou algum tipo de supervisão são chamadas para comparecer regularmente ao ICE. Então é isso aí que eu falei, esses check-ins, tá? Então durante anos, para muitas famílias, esse tipo de check-in terminava com a pessoa voltando para casa, né?

Iam lá, ficavam tensas e tal, mas voltavam para casa por muitos anos. Só que em 2025, com uma política de deportação mais agressiva, esses encontros passaram a ser vistos por muitos imigrantes como um momento de alto risco e de muito medo, né? A Jenny foi, então, ao escritório do WISE com as duas filhas, com a Valéria.

e com a AVML, que é essa filha dela menor de idade e cidadã estadunidense com dois anos de idade. Bom, segundo os documentos apresentados no processo, as três foram levadas sob custódia pelo ICE. Pois é, elas foram lá para a questão do check-in, só que ficaram sob custódia.

lá no escritório do ICE. Para a defesa, esse foi o primeiro grande problema. A VML, a menina, era cidadã dos Estados Unidos e não poderia ser tratada como alguém sujeito à deportação. A petição apresentada ao tribunal dizia que a criança estava sendo mantida sem base legal, sem acesso adequado à comunicação e sem um processo real para proteger os seus direitos. O governo, por outro lado,

Disse que a menina não estava sendo deportada como imigrante removível. Ela estaria sob a custódia legal da mãe. E a mãe teria informado ao Ice que queria manter a filha com ela e levá-la para Honduras.

Pois é, gente, essa diferença é uma diferença fundamental, tá? Por quê? Deportar uma cidadã estadunidense seria ilegal e inconstitucional, mas permitir que uma criança cidadã estadunidense acompanhe a mãe deportada, segundo o governo, pode acontecer quando a mãe tem a guarda e escolhe levar a criança com ela.

Ainda na terça-feira, naquela terça-feira, depois da detenção, o pai da menina e os seus advogados começaram a tentar descobrir onde a Jenny e as crianças estavam, gente. E segundo o Law Door, que é essa mesma matéria que está na tela, inclusive com a parte do texto selecionada, naquela mesma noite, o advogado do pai tentou contato com as autoridades do ICE, incluindo a direção do escritório de Nova Orleans.

A defesa queria saber onde a família estava, porque as crianças tinham sido levadas e pedia que...

E pedia que a remoção da Jenny fosse pausada até que os adultos pudessem conversar sobre o que aconteceria com a menina, né? Então, tipo assim, espera um pouco pra gente decidir o que fazer com ela, né? E também naquela terça-feira, segundo a mesma reportagem, o pai assinou um documento dando custódia provisória da menina pra Trish, essa Trish Mack que eu falei. Aí aqui existe um ponto muito importante, gente, que é o seguinte.

Segundo a leitura apresentada, depois pelo Center of Immigration Studies, que está na tela aparecendo, e novamente os links estão todos na descrição do vídeo, gente, o pai não teria se apresentado pessoalmente ao ICE, apesar de pedidos para isso.

A organização que defende uma política migratória mais restritiva argumentou que se ele queria que a filha permanecesse nos Estados Unidos, ele deveria ter aparecido pessoalmente e apresentado um plano concreto de cuidado. Pois é, inclusive nesse texto, aqui na tela aparece para as pessoas, aqui no final que está falando isso, tá? Simply put, aí aqui fala.

E se o pai do VML queria que o filho do US-Citizen permaneça aqui, ele deveria ter se apresentado a ele, como a agência o perguntou, e apresentou um plano para como ele ter se cuidado por o filho aqui. Isso não aconteceu. Então, ele está dizendo que ele não apareceu. Se ele quisesse, ele tinha aparecido lá.

Já a defesa sugeria outro contexto. O pai teria medo de se apresentar ao AIS porque também poderia ser detido e deportado. Ou seja, para o governo e seus defensores ele não apareceu. Para a família e a defesa ele estava tentando agir, mas dentro de uma situação de medo e vulnerabilidade.

Pois é, na quarta-feira, dia 23 de abril de 2025, a defesa continuou tentando obter informações sobre onde estava a Jenny com as crianças, com as meninas, né? A Trish, essa mulher lá que ficou com a guardiã da menina, também tentou descobrir onde que elas estavam, o que que tinha acontecido. Mas, segundo a defesa...

As respostas não foram suficientes e eles continuaram sem saber. Aí na quinta-feira, dia 24 de abril de 2025, a situação chegou ao tribunal.

Os advogados da Trish entraram com uma ação de habeas corpus em nome da menina, da VML. E habeas corpus aqui nesse contexto, gente, é um pedido urgente para contestar uma detenção considerada ilegal, tá? A ação foi apresentada no Tribunal Federal do Distrito Oeste de Louisiana, porque a defesa havia descoberto que a Jenny e as crianças tinham sido levadas para Alexandria, na Louisiana.

O caso ficou registrado como VML versus Harper, né? Inclusive, eu vou colocar aqui na tela também para o pessoal ver um pedaço, um trecho do documento. Harper, no caso, gente, é Melissa Harper. Inclusive, no documento aparece. Trish Mank as next friend of VML, né? A minor, uma menor. Petitioner versus Melissa Harper. Aí, continua ali, né?

E essa Melissa é diretora do escritório do Weiss em Nova Orleans, tá? A defesa pediu uma ordem emergencial para impedir que a menina fosse levada para fora dos Estados Unidos antes de uma análise judicial. A tese da defesa era bem clara. A menina é cidadã estadunidense, ela está sendo detida sem base legal e ela não pode ser deportada e deve ser liberada para a Trish, para ficar com a Trish, que está pronta para cuidar dela nos Estados Unidos.

Segundo a petição, o pai da menina conseguiu falar rapidamente com a Jenny pelo telefone. Ele teria ouvido a Jenny e as crianças chorando. E durante essa ligação, segundo a defesa, ele lembrou a Jenny de que a filha deles era cidadã estadunidense e que por isso ela não poderia ser deportada. E o pai também teria tentado passar o número de telefone de um advogado, mas alegou que a ligação foi interrompida pelas autoridades. Eles falam que eles desligaram o telefone, gente.

Porque estava no Viva Voz, tá? Quando ele ia falar do número de contato do advogado, eles desligaram a ligação. Pois é, esse detalhe é central para a versão da família, tá? Porque para a defesa não parecia existir uma decisão tranquila e livre da mãe.

Parece que ela não tinha tomado uma decisão tranquila, que ela realmente falou, então é isso mesmo que eu quero. Parecia que existia ali nessa situação uma mãe sob custódia, criança chorando, um pai tentando intervir e advogados correndo contra o tempo para tentar resolver. Mas na madrugada de sexta-feira de 25 de abril de 2025, o Departamento de Justiça respondeu ao pedido emergencial.

O governo afirmou que a menina estava sob a custódia legal da mãe e disse também que a mãe estava programada para ser removida naquele mesmo dia para Honduras junto com as duas filhas. E alegou ainda que a mãe havia informado aos agentes do ICE que ela queria manter a menina com ela e levar a criança para Honduras junto com ela.

O governo também apresentou uma carta, uma suposta carta, escrita à mão, atribuída à mãe, como prova dessa decisão dela. A defesa contestou essa interpretação. Segundo os advogados da Trish, a carta não dizia necessariamente que a Jenny, a mãe, desejava de forma livre e informada levar a filha com ela para Honduras. Para a defesa, a carta apenas registrava que a menina estava indo com a mãe.

Isso, para eles, não era a mesma coisa que uma decisão tomada com o tempo, com orientação jurídica e conversa entre os responsáveis pela criança.

É. Meio que, né, gente, pelos relatos aí, essa questão de desligar a ligação e etc., meio que faz sentido, né? Na sexta-feira, dia 25 de abril de 2025, o juiz federal Terry A. Dottie entrou no caso, tá, gente? Esse juiz entrou e aqui existe um detalhe que chamou muita atenção, tá? Esse juiz foi nomeado pelo Donald Trump para ser juiz.

Ou seja, ele não era um juiz progressista, não, tá? Tentando confrontar aí uma administração conservadora ou o contrário até ao movimento do ICE mesmo e o movimento do Trump. Não. Ele foi indicado pelo Trump para o cargo, ele era conservador e etc. Mas mesmo assim, ele demonstrou preocupação com o que estava acontecendo.

Na ordem judicial, o juiz disse que o governo argumentava que estava tudo bem porque a mãe queria que a criança fosse com ela. Mas ele escreveu o seguinte também. O tribunal não está sabendo disso, não. O tribunal não está sabendo.

Ou seja, o governo dizia que havia consentimento da mãe, mas o juiz queria verificar isso pessoalmente ou diretamente, para ter certeza. Ele queria falar com a Jenny, falar com a mãe. Ele queria entender o consentimento dela e os direitos de custódia antes que a criança fosse retirada dos Estados Unidos e levada para Honduras. Segundo a ordem, às 12h19 da tarde daquela sexta-feira,

o juiz ligou para os advogados do governo. Ele queria falar com a Jenny, ele queria falar com a mãe. Mas naquele momento, segundo o próprio juiz, o avião que levava a mãe e as crianças já estava sob o Golfo do México. Ou seja, já estava no ar.

E às 1h06 da tarde, os advogados do governo retornaram à ligação e disseram que não seria possível falar com a Jenny, porque ela e as crianças das duas filhas já tinham sido liberadas, já tinham sido enviadas e liberadas em Honduras. Ou seja, quando o juiz tentou verificar diretamente se a mãe realmente queria levar a filha cidadã estadunidense para Honduras, a criança já estava fora dos Estados Unidos, gente.

Foi nesse contexto que o juiz, então, escreveu a frase que virou manchete por todos os lados. Ele marcou uma audiência para analisar o caso e disse que fazia isso para dissipar a sua forte suspeita. Ele queria eliminar essa forte suspeita de que o governo havia deportado uma cidadã estadunidense sem nenhum.

Processo significativo e sem nenhuma base legal para isso. O juiz também, gente, escreveu que é ilegal e inconstitucional deportar, deter para deportar ou recomendar a deportação de um cidadão dos Estados Unidos.

Essa é a base da crítica à ação do governo, tá, gente? Inclusive. Só que assim, a versão oficial do governo foi muito diferente, tá? Eles falaram coisas completamente diferentes. E aí, no dia 29 de abril de 2025, o Departamento de Segurança Interna publicou uma nota que está aparecendo, inclusive, na tela para as pessoas e também tem na descrição do vídeo.

uma nota oficial, tá? E o título dela em tradução livre seria Checagem de Fatos, o DHS, que é o Departamento de Segurança Interna, não está deportando crianças americanas, né? E no caso, estadunidenses.

nota, o departamento acusou a imprensa e políticos democratas de espalharem uma narrativa falsa para demonizar os agentes do ICE. Segundo o departamento, era falso e irresponsável dizer que crianças cidadãs estadunidenses estavam sendo deportadas.

O departamento ainda informou que nos casos mencionados pela imprensa, as mães tinham ordens finais de deportação. Aqui fala as mães, gente, porque tem um outro caso, que inclusive no próximo Web Relatos eu vou falar, tá?

Por isso que nessa nota ali fala sobre as mães. Aí na semana que vem eu vou contar, porque é um caso também chocante, um menino com doença grave, e aí eu vou falar isso para vocês no próximo Web Relatos. Pois é, e a nota ainda disse que para não separar as famílias, o ICE pergunta aos pais se eles querem ser removidos com os filhos ou se querem que o ICE coloque as crianças com alguém seguro, indicado por eles.

Tá. Segundo o Departamento de Segurança Interna, no caso da Jenny, a Jenny Carolina López Villela, a mãe, ela escolheu levar a filha menor com ela para Honduras. O governo disse ainda que a Jenny entrou ilegalmente nos Estados Unidos três vezes. Setembro de 2019, março de 2021 e agosto de 2021.

Nossa, março, abril, maio, junho, julho, agosto, cinco meses depois ela entrou de novo. O governo disse também que a mãe e a filha mais velha foram consideradas inadmissíveis na primeira entrada e receberam as ordens finais de remoção em março de 2020, como eu já tinha falado, e afirmou...

que quando a Jenny foi levada sob custódia em abril de 2025, ela decidiu levar a filha cidadã estadunidense para Honduras e apresentou um passaporte estadunidense válido da criança. Esse detalhe do passaporte foi usado pelo governo para poder reforçar a sua versão de que até o passaporte eles viram. Segundo o departamento, a menina não estava proibida de entrar nos Estados Unidos. Ela era cidadã.

Logo, segundo o governo, ela poderia voltar para os Estados Unidos futuramente. É a via de regra, né gente? E aí no dia 10 de maio de 2025, o Departamento de Segurança Interna publicou uma nova nota, também está na tela e também está na descrição do vídeo. E dessa vez o departamento disse que a ação apoiada pela ACLU havia sido encerrada.

A porta-voz Trisha McLean afirmou que a ação se baseava em alegações falsas de que o Departamento de Segurança Interna havia deportado uma cidadã estadunidense. Segundo ela, a verdade sempre foi que a mãe, que estava ilegalmente no país, escolheu levar a filha de dois anos com ela quando foi removida para Honduras.

Pois é, essa é a versão oficial do governo dos Estados Unidos. Mas as organizações de direitos civis, como no caso essa ACLU que eu mencionei e que o texto menciona, apresentaram uma leitura oposta, tá gente? A ACLU disse que ações como essa representavam um abuso de poder, tá? Segundo a organização... A Ação?

O ICE tem diretrizes escritas e informais que exigem coordenação para o cuidado de crianças menores quando deportações são realizadas. Isso incluiria coordenar a entrega de uma criança a cuidadores disponíveis independentemente do status migratório desses cuidadores.

Para essa organização, a CLU, e para a defesa, o problema não era apenas a existência de uma ordem de remoção contra a mãe. O problema era o que aconteceu com a menina, uma criança cidadã estadunidense. A defesa dizia que a criança deveria ter tido proteção judicial real antes de ser removida dos Estados Unidos. O pai deveria ter tido a oportunidade efetiva de apresentar um plano de cuidado. A guardiã provisória deveria ter sido considerada.

E o juiz deveria ter conseguido ouvir a mãe antes que o avião saísse dos Estados Unidos e chegasse a Honduras.

Agora aqui é importante a gente fazer uma distinção, tá? O processo judicial não terminou com uma decisão dizendo que o governo agiu ilegalmente, tá? Segundo o Civil Rights Litigation Clearing House, o caso foi aberto em 24 de abril de 2025 e encerrado em 8 de maio de 2025 depois de uma estipulação conjunta de desistência. Ou seja, o caso foi encerrado sem uma decisão final sobre o mérito.

O tribunal não decidiu definitivamente se o governo violou ou não a Constituição no caso da menina. E esse encerramento foi usado pelo Departamento de Segurança Interna para reforçar sua narrativa de que a acusação era falsa. Também houve uma interpretação jurídica favorável ao governo publicada pelo Center of Immigration Studies.

Essa análise argumentou que o caso foi mal compreendido. Segundo o texto, a saída de uma criança cidadã estadunidense junto com um pai ou uma mãe removida do país não é algo novo na lei de imigração dos Estados Unidos. A organização defendeu que filhos cidadãos de pais removidos frequentemente acompanham os pais a menos que exista uma decisão clara e um plano concreto para que permaneçam...

nos Estados Unidos. Nessa leitura, se o pai da menina queria que a criança ficasse nos Estados Unidos, ele deveria ter se apresentado ao ICE e mostrado como cuidaria dela.

E sozinho, né? Como isso não aconteceu, a criança então permaneceu sob a custódia legal da mãe. E se a mãe decidiu levá-la, então, segundo essa interpretação, a menina não teria sido deportada, no sentido jurídico aí da, né, estrito. Essa é a visão favorável ao governo, tá gente? Mas a crítica principal continua em outro ponto. Mesmo que a mãe tivesse a guarda legal, o contexto da decisão importa.

A Jenny, a mãe, ela estava sob custódia, ou seja, o Ice já estava com ela, né? Ela estava prestes a ser removida. A defesa dizia que houve dificuldade de comunicação, o pai dizia que tentou intervir, a ligação teria sido interrompida, o juiz tentou falar com a Jenny e não conseguiu porque o avião já tinha chegado a Honduras. Então, a pergunta não é apenas se existiu uma carta.

Pergunta, porque diz que teve uma carta que ela escreveu ali, né, dizendo que essa era a vontade dela. A pergunta é se houve um processo real, se houve tempo suficiente, real, para alguma coisa ser feita, se houve uma decisão livre da mãe, clara também e verificada, confirmada, né, por mais pessoas, para ver se era isso mesmo que ela queria. E também se uma criança cidadã estadunidense de dois anos recebeu a proteção, né, que ela deveria receber.

Então tem todas essas coisas para se preocupar. E essa é a grande tensão do caso, né gente? Pro governo, a mãe foi removida legalmente e escolheu levar a filha. Pra defesa, a menina foi colocada dentro da engrenagem de deportação da mãe, né? Sem que seus direitos como cidadã fossem analisados de forma significativa. E pro juiz, pelo menos naquele momento, havia uma coisa estranha, uma suspeita forte de que o governo tinha removido uma cidadã estadunidense sem o devido processo.

Pois é, né, gente? Bom, esse caso também aconteceu em um momento muito sensível, gente, nos Estados Unidos, tá?

Eu já falei sobre isso aqui, inclusive, lá no Web News. Em 2025, a cidadania por nascimento, ela estava no centro de uma grande disputa política e jurídica. Inclusive, na tela está aparecendo para as pessoas, e tem o link na descrição do vídeo, aquela ordem executiva do Donald Trump, no dia que ele assumiu posse do governo dos Estados Unidos, nesse segundo mandato como presidente, no dia 20 de janeiro de 2025, ele já anunciou isso.

Ele havia assinado essa ordem executiva tentando restringir o princípio da cidadania por nascimento protegido pela 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Os tribunais bloquearam essa medida e o tema chegou à Suprema Corte. Então o caso dessa menina não apareceu isolado. Ele surgiu...

dentro de um ambiente de confronto entre política migratória, cidadania, deportação em massa e limites do poder presidencial. É por isso que ele teve tanta repercussão. Porque realmente, gente, nesse anúncio aqui, nessa ordem executiva do Donald Trump, ele fala realmente sobre...

não basta mais, não bastaria mais, né, se ele conseguir aprovar tudo isso, que a criança tenha nascido nos Estados Unidos para ela ser cidadã estadunidense. E ia depender muito também de qual é o status migratório dos pais. Então, assim, é uma coisa que há muitos anos é uma garantia.

é um direito de cidadania por nascimento, ele realmente quer cancelar isso, tá, gente? Pelo menos, caso os pais sejam indocumentados, ele não quer que essas crianças tenham cidadania automaticamente e diz, inclusive, que é para evitar casos como esse das pessoas supostamente quererem ter filhos.

Tem pessoas que viajam grávidas e escondem isso, vão como turistas, etc, para poder garantir que a criança nasça nos Estados Unidos, para ela ter uma cidadania garantida, tá? Isso que o Donald Trump não quer que aconteça mais. Para muita gente, a história da menina, gente, dessa menina, que a gente respeitou aqui como as matérias colocaram, abreviando como VML, parecia mostrar o risco de uma política migratória rápida demais.

Rápida demais para ouvir o pai, rápida demais para ouvir a mãe com calma, rápida demais para permitir a atuação efetiva dos advogados, rápida demais para o juiz intervir antes do avião sair, ou até mesmo pousar lá, sair dos Estados Unidos ou até mesmo pousar lá em Honduras. Ao mesmo tempo, para os defensores do governo, o caso foi usado pela imprensa de forma distorcida.

Eles dizem que pais sem status legal não ganham o direito de permanecer nos Estados Unidos apenas porque tiveram filhos cidadãos. E dizem que a menina manteve sua cidadania, tinha passaporte estadunidense e não estava proibida de voltar para os Estados Unidos no futuro.

Essas duas leituras, né, gente, esses dois lados, mostram porque o caso é tão difícil, né? Porque não dá pra gente falar que ele cabe em uma frase simples, né? Não é...

Não é apenas, ah, deportar uma criança americana, mas também não é apenas a mãe escolheu levar a filha, entende? O que aconteceu, está numa zona muito mais delicada, a mãe tinha ordem de remoção, a menina era cidadã, o pai queria que ela ficasse, o governo dizia que a mãe decidiu levá-la.

A defesa dizia que não houve um processo suficiente e honesto. O juiz tentou verificar, mas não conseguiu verificar a tempo. E a criança, que era o centro da história, tinha apenas dois anos de idade. Essa é a parte mais humana do caso. Todo mundo falou pela menina.

O governo, a defesa, o pai, a mãe por meio da carta apresentada pelo governo, supostamente, né? A ACLU, essa organização ali, o Departamento de Segurança Interna, o juiz, a imprensa, mas a menina não.

Ela não tinha voz. Ela não podia explicar o que ela queria. Ela não podia pedir um advogado. Ela não podia dizer o que ela achava disso ou onde ela se sentia em casa. Ela não podia pedir para o avião esperar mais um pouco. E é justamente por isso que o devido processo existe para proteger quem não consegue se proteger sozinho. Então, assim... É...

Bom, vamos resumir assim, uma linha do tempo, para a gente poder entender a velocidade de tudo, tá? Então, pegar tudo que eu falei e fazer uma linha do tempo. Segundo o Departamento de Segurança Interna, a mãe, Jenny, entrou ilegalmente nos Estados Unidos em setembro de 2019. Em março de 2020, ela e a filha mais velha receberam ordens finais de remoção.

Em março de 2021, ela teria entrado novamente. Em agosto, de novo. Ela entrou uma terceira vez. Depois disso, a menina, a VML, nasceu nos Estados Unidos. Em 22 de abril de 2025, a mãe foi fazer um check-in no ICE com as duas filhas lá em Nova Orleans e as três foram levadas sob custódia.

Em 24 de abril, dois dias depois, a Trisha, essa mulher aí que o pai apresentou, entrou com habeas corpus em nome da menina. Na madrugada de 25 de abril, o governo respondeu dizendo que a mãe queria levar a criança.

Na tarde do mesmo dia, 25 de abril, o juiz tentou falar com a mãe, mas a 1h06 da tarde foi informado de que não dava mais, porque as crianças e a mãe já estavam em Honduras. Em 29 de abril, sete dias depois da detenção, o Departamento de Segurança Interna publicou a nota negando que estivesse deportando crianças cidadãs estadunidenses.

Em 8 de maio, o caso foi encerrado sem decisão de mérito. Em 10 de maio, o Departamento de Segurança Interna publicou uma nova nota dizendo que a ação apoiada pela agência ACLU havia sido abandonada.

Porque aí essa sequência a gente mostra como tudo aconteceu muito rápido. Menos de um mês, né? Porque 10 de maio veio aí a publicação que tinha tudo... Foi isso mesmo? 10 de maio? Agora eu tô com medo de ter falado besteira. Deixa eu voltar um pouco aqui. É, 10 de maio o Departamento de Segurança Interna publicou dizendo que a ASLU havia... A ação apoiada pela ACLU havia sido abandonada. Pois é, então é importante a gente ouvir os dois lados, né gente? O governo disse que cumpriu a lei.

Diz que a mãe tinha ordem final para ser removida, diz que ela escolheu levar filha, diz que a criança tinha passaporte estadunidense e não perdeu o direito de voltar aos Estados Unidos depois. A defesa e as organizações de direitos civis dizem que a menina, por ser cidadã estadunidense, merecia ter tido um processo real antes de ter sido removida dos Estados Unidos. E dizem que havia um pai tentando intervir.

uma guardiã provisória disponível, já que supostamente o procedimento do ICE seria deixar a criança com uma pessoa. Então, no caso, já tinha. Também fala sobre que tinha advogados tentando agir. Tinha um juiz que não conseguiu verificar a informação do consentimento da mãe antes da saída do país.

No fim, gente, o caso dela terminou sem uma decisão judicial definitiva sobre quem estava certo. O governo declarou que a narrativa da deportação era falsa. A defesa dos grupos de direitos civis continuaram apontando as falhas graves do procedimento. E a criança saiu dos Estados Unidos, foi para Honduras junto com a mãe.

Talvez um dia essa menina possa voltar aos Estados Unidos. Ela é cidadã, né? Mas aí isso levanta outra pergunta. Quem garante que esse direito formal vai virar realidade, gente? Quem garante a logística, por exemplo? Quem garante os documentos? Quem garante que ela terá condições reais de retornar? Porque direito no papel é uma coisa, né, gente? Direito acessível e exercido e protegido, aí é outra coisa.

Talvez essa seja até a grande lição desse caso. Uma criança pode ter cidadania, pode ter passaporte, pode ter direito de entrar nos Estados Unidos, mas se ela está no meio de uma deportação acelerada, dependendo das decisões de atitudes de adultos sob pressão, esse direito pode ficar muito distante da realidade. É, o caso dela não tem um final simples, ele deixa perguntas, né gente?

Para você, o que você acha disso? Essa criança foi deportada mesmo na prática, mesmo sendo cidadã estadunidense? Ou o governo está certo ao dizer que ela não foi deportada e que ela apenas acompanhou a mãe, porque a mãe tinha a guarda dela e teria decidido levá-la com ela? E ainda, qual deveria ser o procedimento correto quando uma criança cidadã dos Estados Unidos está no meio da deportação de um dos pais? O que você acha disso? Qual é a sua opinião?

Eu quero saber, porque eu tenho gostado bastante dos comentários, porque me faz olhar por mais ângulos até do que eu tinha imaginado, tá, gente? E eu vou continuar buscando por mais relatos, mais histórias, assim, pra compartilhar com vocês. E, gente, a proposta do Web Relatos...

na verdade, é que as pessoas me enviam os relatos delas, tá? Pro e-mail imigranteweb.com. Essa é a proposta do Web Relatos. Eu já comecei a receber alguns relatos. Enquanto isso não acontece, aí eu vou juntando, vou guardando esses que eu já recebi pra ver se consigo montar um episódio. Mas aí eu vou pesquisando mais coisas na internet e acabou que esse assunto de pessoas deportadas, em especial dos Estados Unidos, tem trazido mais pessoas, tem levantado a curiosidade de muitas pessoas.

e movimentado aí opiniões e eu tô gostando bastante disso. Mas a proposta é essa, então se você tem, não precisa ser sobre deportação, tá? O Web Relato é pra contar relatos, alguma coisa que aconteceu com você enquanto imigrante, seja no país que for, não precisa ser nos Estados Unidos, se for deportação também, se for como no meu caso, problema de saúde, quando eu ainda não era cidadão canadense, etc. O que for, ou durante uma viagem sua pro exterior e aí aconteceu alguma coisa engraçada ou trágica ou da maneira que for.

Qualquer coisa, a gente junta ou faz um episódio só sobre isso. Se não for para revelar o nome, me avisa no e-mail. Escreve lá que autoriza que eu use a história para contar aqui no canal, porque acaba ficando aqui, né, gente? Disponível. Tá bom? E se você chegou até aqui, eu quero te pedir para você deixar o seu like, se inscrever no canal.

para você compartilhar esse vídeo e esse canal com alguém que gosta de saber sobre isso, sobre imigração, sobre direitos de imigrantes, ou histórias reais mesmo de famílias de imigrante, porque isso me ajuda bastante. Eu vou pedir para você me acompanhar nas redes sociais.

Acompanhar também o canal nas redes sociais. O arroba do canal é arroba imigrante web em todas elas. E o meu está aparecendo aqui na tela para vocês. E também, gente, lembrá-los do podcast Imigrante Web, tá? Lá no Spotify, o podcast está lá. Lá o episódio sai só em formato de áudio, mas é essa mesma coisa que eu falei aqui. E o YouTube também classifica o Web Relatos como podcast. Então, você pode ver o vídeo aqui.

Você pode ouvir só o podcast no YouTube também, que está classificado como Web Relatos. Mas lá no Spotify, o podcast tem o nome do canal, que é Imigrante Web, e o conteúdo do podcast é só o áudio do Web Relatos. No canal a gente tem o Web News.

que é esse programa de notícias sobre imigrantes, imigração e etc. Mas está vindo já já aí a Build Expo, que é um programa que eu chamo de a Feira de Intercâmbios no YouTube, que é um programa da minha empresa de educação no Canadá, de intercâmbios, mas aí o intercâmbio não precisa ser só no Canadá, que é o Build Expo, já já vem com várias instituições de ensino participando.

explicando para as pessoas ao vivo, tirando dúvidas das pessoas ao vivo sobre como seria estudar naquela instituição de ensino. Então vale a pena. E o passo a passo que vem já já também com profissionais licenciados de imigração de países na medida que eu for fazendo parcerias, respondendo também dúvidas ao vivo do pessoal. Então fique ligado no canal, se inscrever e ativar o sininho de notificações. É muito importante, porque aí você não perde nada disso.

que está vindo por aí, tá bom? Então, coloque aqui no comentário o que você acha disso tudo. Não deixem de conferir, gente, todos os links na descrição do vídeo, tá? Tem todos os que eu usei compartilhando a tela e tem alguns outros, uns três ou quatro a mais, que também falaram sobre esse assunto nas notícias. Muito obrigado por todo o apoio e nós nos vemos no próximo Web Relatos. Tchau, gente!

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