Descobri que meu namorado tinha outra namorada há anos | RELATOS ROUBADOS DO REDDIT #33
Um namorado com DUAS namoradas oficiais, uma mulher que declarou guerra às toalhas que “reservam” espreguiçadeiras, um irmão que transformou um post do Reddit em prova policial, uma mãe querendo professora de graça e um francês que passou ANOS fingindo que não falava francês só para não conversar com o barbeiro.
Sim. Hoje tem de tudo.
🎙️ Relatos Roubados é um podcast que lê e comenta relatos roubados do Reddit.
Sem medo do cancelamento (na verdade temos sim kkk).
💔 "Meu namorado tem uma outra namorada de verdade. Nós vamos nos encontrar amanhã"
🌐 Fonte: REDDIT r/GirlDinnerDiaries
🏖️ "Eu tiro as toalhas das espreguiçadeiras reservadas nos hotéis e guardo tudo"
🌐 Fonte: REDDIT r/Beichtstuhl
🖨️ "Meu irmão autista viu o post"
🌐 Fonte: REDDIT r/GirlDinnerDiaries
📚 "Não, eu não vou dar aulas de graça para a sua filha que recebe educação domiciliar"
🌐 Fonte: REDDIT r/entitledparents
💈 "Menti para o meu barbeiro durante anos e nós nunca conversamos de verdade"
🌐 Fonte: REDDIT r/confession
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Adele The Original
- Relacionamento abusivo· SociedadeNamorado com duas namoradas·Descoberta por FaceTime·Encontro entre as namoradas·Sororidade e vingança conjunta
- Mentira para evitar conversa com barbeiro· SociedadeIntrovertido finge não falar francês·Uso de tradutor para comunicação·Medo de ser descoberto·Mudança para outro país
- Guerra às toalhas de espreguiçadeiras· SociedadeReserva de espreguiçadeiras em hotéis·Retirada de toalhas reservadas·Conflitos em resorts all-inclusive·Humor alemão em confissões
- Irmão autista exposto em post· SociedadePost no Reddit sobre irmão autista·Confronto e pedido de desculpas·Mãe intervém e imprime post·Rompimento familiar temporário
- Recusa de Aulas Gratuitas para Educação Domiciliar· EducacaoPedido de ajuda com educação domiciliar·Dificuldades de aprendizado da criança·Crítica à educação domiciliar sem preparo·Relações de amizade e obrigações
- Múltiplas Namoradas e Traição· SociedadeHomem com múltiplas vidas paralelas·Descoberta por meio de tecnologia·União das mulheres traídas·O caso de Olga e o colecionador de arte
- Evitar conversas inúteis· SociedadeOpção de atendimento silencioso em salões·Dificuldades de introvertidos em interações·Comparação com a cultura brasileira e europeia·Conversas sobre hiperfocos e interesses
Relatos absurdos da internet, vindos diretamente da plataforma Reddit, contados por mim. Fica aí após a vinheta. Roubadas, minhas queridas e queridos, estamos aqui novamente para mais um episódio de Relatos Roubados Podcast. Eu sou sua host Adele, aquela, a the original, não a Adele a cantora, não, eu sou mais velha que ela, então eu sou original. Vocês são meus queridos Howlanders, que comentam, que escutam, que dizem assim mesmo, não pode ter medo do cancelamento, tem que falar a verdade mesmo.
E hoje nós vamos de 5 relatos nesta quinta-feira, na verdade gravando numa segunda-feira. Te dar o serviço meteorológico para vocês, temos aqui 27 graus às 9:18 da manhã na belíssima ilha de Mallorca, em pleno verão europeu, onde a umidade relativa do ar, vocês vão ver o meu cabelo, para quem tá com vídeo ligado Ele vai desmoronar em 20 minutos, depois ele vai começar a enfarofar e vai ficar uma coisa preguenta. Coloca no vídeo no final para vocês verem como vai ficar.
Mas, né, reclamando de boca cheia. Tem gente por aí que é calvo e reclamando de boca cheia. Assim que se diz, gente? Tenha paciência, é cedo. Então vamos de 5 relatos que eu roubei do Reddit. Ontem tava gravando uns relatinhos e eu tava já enjoadíssima desse papo de traição. É muita traição. Que tem nesse Reddit, pelo amor de Deus, gente, vamos parar de trair. Aí eu falei, não, quero fazer um mix hoje de coisas, de umas, né, outro tipo de conflitos, porque a gente com a cabeça para outro lugar, porque a gente já sabe, nesse podcast traição não tem lugar.
Nós somos pessoas corretíssimas, jamais erramos, nunca jogaremos uma pedra para cima porque nosso teto é de vidro. Mas veja lá, primeiro relato, já temos novamente o tema traição. Eu falei, meu Deus, Mas o centro do relato, né, não é a traiçagem em si. Vocês vão entender. Vem do subreddit Girl Dinner Diaries, que é um subreddit que tá bombando agora, que é um subreddit só de meninas. É bem legalzinho por ser só de meninas. E a ideia, a proposta desse subreddit é: você posta uma foto da comida que você tá comendo, que você comeu hoje, descreve o que é e depois faz o seu relato.
Assim, meio estranho, né? Tava lendo lá uns relatos de uma menina que se declarou. Eu não trouxe esse, mas vou trazer um dia. Tinha a foto lá de um monte de salsicha sendo fritas, assim, sem sacanagem, umas 20 salsichas sendo fritas na frigideira. E era uma menina que se declarou para a melhor amiga dela, que estava apaixonada pela amiga dela. A imagem não combina, enfim. O título é: meu namorado tem uma outra namorada, nós duas vamos nos encontrar amanhã.
Adoro, adoro! Ou seja, temos traição, não só traição, temos relacionamento paralelo, temos poliamor às escondidas, temos um relacionamento aberto unilateral. Ai, ela descreve! Será que eu descrevo o jantar para vocês? Vou descrever. O jantar de garota de hoje é carne com arroz, porque eu precisava comer comida de verdade depois da semana que tive. Ai, nada a ver! É, Editou, quando for cortar pro TikTok, pras redes sociais, tira a parte da comida, né?
Porque o povo vai ficar: do que você tá falando, louca? Mas vocês aqui roubadas do episódio longo, vocês aguentam, vocês aguentam. O relato é assim: há 4 dias descobri que meu namorado de 3 anos tem outra namorada. Não é uma garota com quem ele estava só conversando, não é um rolo, um casinho, é uma namorada completa, oficial. Com capinhas de celular combinando e tudo mais. A maneira como descobri chega a ser constrangedora. Ele deixou o iPad dele na minha casa e recebeu uma ligação pelo FaceTime, e o contato estava salvo com um emoji de coração.
Eu atendi porque pensei que talvez fosse a mãe dele ou algo assim, pois não era a mãe dele, era uma mulher muito confusa que perguntou: quem é você? E eu respondi: quem é você? E foi assim que conheci a Jéssica. Em vez de começarmos a gritar uma com a outra, acabamos conversando por umas 2 horas. Descobrimos que ele dizia para ela que precisava trabalhar até tarde nas noites em que estava comigo, e para mim que estava na academia nas noites que estava com ela.
Esse homem construiu uma segunda vida inteira. Nenhuma de nós duas contou para ele que já sabemos. Jéssica e eu estamos trocando mensagens sem parar desde terça-feira e vamos nos encontrar amanhã para tomar um café, comparar tudo que sabemos sentimos e decidir como queremos lidar com essa situação. Sinceramente, ela é muito legal e eu estou discretamente irritada porque foi preciso esse homem ser um grande babaca para que nós duas nos conhecêssemos.
Enfim, um brinde à audácia inacreditável dos homens. Olha, eu amo esse relato porque, primeiro, como você Olha, você tem uma vida paralela, você constrói uma vida paralela. Primeiro, como que se consegue? Como que você consegue manter dois relacionamentos? Gente, é muito cansativo essa vida de mentiras. Assim, eu não entendo se é amor, é paixão, é medo de uma te largar e você ficar sem, é não conseguir se decidir. O que que leva pessoas homens normalmente a esse ponto da mentira e da vida paralela?
Por favor, me ajuda. Agora, ele diz para uma que tá trabalhando até mais tarde, ok. Ela pensa, nossa, menino rala, hein? Ai, nossa, que pessoa trabalhadora! Para outra que tá na academia, aí você fica pensando, gente, mas esse bíceps do rapaz não move? Que academia é essa? Você já sabe qual é a academia, ele tá fazendo só o hip thrust, tá? Ele tem a capacidade de mentir e viver essa vida paralela que deve ser cansativa, cansativa.
Agora, você salvar um contato com coração? Como assim? Se tivesse colocado, sei lá, o José eletricista, ela não ia atender. Falar que eu quero falar com eletricista, falar, marcar lá Marquinho, marquinho é mecânico, coloca lá. Ah, mas aí a outra vai ver quando for mexer no iPad. Bom, mas eu imagino você, pessoa de vidas paralelas, você não vai deixar ninguém mexer nos seus eletrônicos, nos seus devices, seu celular, seu iPad. Vai ser sempre tudo muito, muito pessoal, né?
Deve ter 80 senhas. Inclusive recomendo para vocês, traidores, comprem protetor de tela. Sabe aquele protetor de tela assim que você coloca igual no trabalho quando você quer colocar protetor de tela para que ninguém olhe diretamente para sua tela? Eu colocava. No meu trabalho, porque tinha sempre gente atrás de mim tentando bisbilhotar o que eu estava fazendo. E o meu shopping online não é para ser visto por todo mundo. E às vezes você tem um contrato lá aberto com salário de alguém, etc.
Enfim, compre um protetor de tela, porque aí é mais fácil de você controlar quem tá olhando diretamente na sua tela. Fica aqui minha diquinha. Amazon, bom, aqui na Europa, na Amazon custa lá 9, 10 euros. Imagina que na Até Muda deve ter por 20 centavos. Gente, vocês pedem na Temu aí no Brasil? Na Shein? Eu sei que no Brasil faz muito Shopee, né? E aqui nas Europa nunca ouvi falar de Shopee. Fiquei sabendo da Shopee no Brasil. Aqui é Shein e Temu.
O editor pede muito, acho que no Alibaba, AliExpress. AliExpress, nunca pedi lá no AliExpress. Pede muito o quê, Adele? Não vou dizer para vocês. O que que eu peço? Aquela, né? Vivam os chineses. Enfim, compensa protetor de tela, tá? Aí o cara grava como coração. Burro, traidor e burro. Ou já é aquela coisa, sabe o serial killer que quer ser pego? Que comete erros para ver se a polícia consegue um dia descobrir logo, porque fica pensando, eu não aguento mais essa vida de serial killer.
Ai, tomara que me peguem logo, eu possa ir para cadeia relaxar. Talvez esse cara faz uma burrice dessa para ser pego. Agora, das duas se conhecerem e baterem um papo, isso para mim é next level. Isso para mim é garotas, sororidade. Porque assim, uma não tem culpa, a outra não tem culpa, as duas são vítimas de um grande, de um babaca. E o que elas estão fazendo? Elas estão unindo o ódio por uma pessoa para construir uma vingança.
Tem coisa mais bonita numa relação, no ser humano, do que odiar a mesma pessoa e planejar uma vingança juntas contra essa pessoa? Eu acho que esse é assim, é um nível de— quando você tem um amigo assim, quando você tem uma amizade que chega nesse nível, é o máximo da pirâmide da amizade que você vai conseguir escalar. Amei! E o que eu mais amei não é só isso. Não, não temos atualização, gente. Era assim, o relato tem tipo um dia no dia que eu achei.
Estou perseguindo. Eu sempre deixo o link ali na descrição. Beninas, garotas! Jefferson e Samuel, nosso 7% de cota masculina. Sim, Jefferson, agora a gente tem 7%. Sim, meu bem, graças a você saímos dos 6% para os 7%. Inclusive, fui olhar nosso de Tocantins, 0,5% do Spotify nos escuta de Tocantins. Aí você pensa, ai, sou só eu? Não, me aparecem lá duas cidades, ou seja, uma é você, ou você escuta de uma cidade e depois, sei lá, quando vai trabalhar escuta de outra.
Bom, beijo, Jefferson ouvinte. Vamos ler Garotas e Dois Meninos, vamos ler os comentários. Ah, o que eu ia dizer, que o editor vai ficar puto, é sempre tem ali o link na descrição que leva ao post do Reddit originalmente. Então Então, se vocês estão muito curiosíssimos para quando isso aqui for ao ar, daqui a uma semana e meia, ver se já tem alguma atualização, pode clicar lá. Ou então não clica e me peça. Aí, me pedindo por comentário, número 1, já engaja, e número 2, me lembra de ir lá olhar se tem para eu trazer atualização caso apareça, porque eu gostaria muito de saber o que que elas vão planejar juntinha.
Os comentários São maravilhosos. A @nepscatspancakestacks diz: isso aconteceu com a minha irmã. Ela e a outra namorada viraram melhores amigas, viajaram pelo mundo juntas e anos depois foram madrinhas uma no casamento da outra, quando ambas se casaram com pessoas muito melhores. Boa sorte! Gente, isso não é fofo? Amizade feminina é uma coisa muito gostosa, né? É uma coisa muito linda. Você se encontrar através de um macho nojento e você conseguir manter essa amizade.
Acho maravilhoso. Vocês conseguiriam? Eu acho que eu conseguiria. Assim, obviamente, se a pessoa não sabia da minha existência, né? Porque se ela sabia da minha existência, aí... Eu não vou culpar ela, assim, eu sou a favor da gente direcionar o ódio sempre ao traidor que está num relacionamento com a gente, nunca aos amantes. A não ser que o amante ou a amante seja o familiar slash Amigo, aí vamos sentar ele no cupinzeiro. A squirrel loves chipmunk, diz.
Gente, isso também aconteceu com a minha melhor amiga. Elas, as duas namoradas que se encontraram, continuam sendo grandes amigas e também foram madrinhas uma no casamento da outra. Elas são amigas há tanto tempo que eu sinceramente tinha até esquecido como a amizade começou até ler o seu comentário. Como assim, gente? Quer dizer que isso então é uma coisa recorrente? Amizades que nasceram através da traição. Ainda diz: o cara que causou tanta dor às duas já desapareceu da vida delas há muito tempo.
As duas, né? O que restou foi apenas a amizade entre elas. É muito legal. Nossa, eu conheci, eu tinha uma amiga, acho que eu já citei ela aqui, mas acho que é pertinente citar de novo aqui, né? Porque podcast é assim, gente, a gente vai repetindo as histórias, porque como eu não vivencio mais muita coisa, só fica aqui dentro desse quintal, as histórias vão se repetir. Eu sinto muito. Mas a gente tinha uma amiga que a gente conheceu inclusive através do cachorro dela, que era um pug, e a gente tinha uma pug.
O cachorro dela passou pela nossa pug, se apaixonou. A gente tava de bicicleta, minha pugzinha na cestinha, e o cachorro dela, o Alfie, viu nossa pug, saiu correndo assim atrás da gente. Aí a gente parou para cumprimentar e ainda se conhecerem. Ficamos amigas, cuidamos muitas vezes do pugzinho dela, o Alfie, para ela viajar. Até que ela se apaixonou. Ele era o quê? Ele era um colecionador de arte. Aí a gente ficou, nossa, que cara legal!
Ele ia lá em casa também quando ela ia buscar ou levar o cachorrinho dela para as viagens. Adorava ficar com ele. Fidinha, wife! Tadinho, já faleceu. Aí ele ia lá também, eu não lembro o nome dele. A gente ficava, nossa, que rapaz, hein! Meu marido e eu, a gente ficava, nossa, querida, a gente já tá até com crush nele. Bonito, educado, bem vestido, carinhoso com os cachorros. Que catch! Nossa, a gente ficou, ela vai se dar muito bem.
Fico muito feliz por ela, né? Isso meses, gente, meses. Eles viajavam juntos e ela começou a planejar o quê? A mudar de país. A gente morando na Alemanha e ela adorava a Espanha, mais especificamente a ilha de Tenerife. Que fica nas Ilhas Canárias, né, ali baixando a África, fica na altura ali do chifrezinho da África que fica apontando para o Brasil. Ali tem as Ilhas Canárias, é um território europeu, é um território espanhol.
Vai entender, né, esses colecionadores de território que foram nossos colonizadores. Mas enfim, é uma ilha espanhola e ela apaixonada por Tenerife, porque Tenerife é conhecida como a ilha da primavera, ilha primaveral. O clima lá é sempre ameno, assim, uns uns 25 graus, nunca é muito quente, nunca é muito frio o ano inteiro. Ela falou, a gente vai se mudar para lá, nós dois. Nossa, vou vender meu carro, vou fechar meu negócio.
Ela tinha um salão que fazia procedimentos na cara das pessoas. Ela, uma, ela, que país que ela era, Christian? Me lembra? Ela era da Bielorrússia. Ou ela era ucraniana? Eu acho que ele era bielorrusso, talvez ela também, não lembro. Enfim, a mãe do Aifer era de onde, Christian? Era, ela era da Bielorrússia. Enfim, continuando aqui porque a gente foi interrompido. Ela da Bielorrússia, ele eu acho que também. E ela, não, já vou fechar meu negócio, já fechei meu salão, já vendi meu carro.
Fui corrigida aqui. Ainda bem que a gente tem um editor, né, gente? Diretor, editor, fofoqueiro profissional. Ela da Bielorrússia, ele russo. Já fechei meu negócio, vou vender meu carro e a gente vai de mala e cuia pra Ilha de Tenerife, porque lá a gente vai ser muito feliz. Ele vende arte, colecionava e vende arte. Uma pessoa muito culta, sempre andava assim com terno. E a gente assim, né? Vai, que rapaz bonito, simpático. Ai, que legal pra ela, que legal pra ela.
Vai sair da tristeza da Alemanha e vai pra Ilha de Tenerife. Um dia ela conseguiu. Ele era muito misterioso com o celular, mas uma pessoa, né, assim, que tem muitos contatos importantes, normal. E viajava muito, porque, né, a pessoa que vende arte viaja muito. Não sei, gente, vocês conhecem alguém que vende arte? Faço a menor ideia. A fic lá que ele inventou. Um dia ela, muito bisbilhoteira das minhas, conseguiu ver ele colocando a senha nos aparelhos dele, celular ou iPad.
E quando ele foi tomar banho, ela foi lá olhar, pois ele não tinha duas mulheres, ele tinha 5 mulheres. 5! Ele tinha 5 vidas. As viagens dele eram as mulheres em 5 lugares diferentes. Tinha uma com filho que já chamava ele de pai, a outra já considerava, se considerava casada com ele. E ele dizia a mesma coisa para todo mundo, que iam morar juntos, que não sei o quê, não sei o quê. Gente, a nossa amiga já tinha fechado o negócio dela.
Ela já tava praticamente de mala e cuia em direção a essa ilha de Tenerife. Quando ela descobriu, ela entrou em contato e as reações não foram muito boas. Ainda bem que a gente tem o nosso editor, produtor, diretor e fofoqueiro oficial, porque ele tem— ele me relembrou aqui da história, que já tem uns 10 anos essa história, por aí. Todas se uniram, as 5. Ela entrou em contato com as mulheres, uma com a qual ele ia ainda casar.
Para ela, ele também prometeu casamento. Ela também tava jurando que eles iam casar. E ela assim, uma mulher linda, gente, linda, linda. Ela era esteticista, então ela tinha uma pele maravilhosa. Ela já tinha seus 40 e poucos anos quando a gente conheceu ela, mas uma mulher linda assim, bonita mesmo. Poderia pegar outros caras que ela quisesse, assim, e conhecia muita gente, inclusive. Pois elas se uniram Para desmascarar o cara.
Claro também que se uniram para primeiro saber como que ele fazia. Ele tinha o truque das 99 rosas. Quando ele cagava alguma coisa, ele chegava lá com aquele monstro de buquê de rosas para elas. E ele fazia o mesmo truque com todos. Eram em cidades diferentes, mas tudo na mesma região de Munique. E vocês sabem, né, as comunidades dos países ficam meio que entre elas. Pois elas desmascararam ele, acabaram com a raça dele e queimaram o filme dele na comunidade comunidade ali russa, bielorrussa.
Ele ia numa igreja. Aí elas começaram, né, o plano de desmascarar e confrontar. Infelizmente me faltam ali os detalhes, que eu amaria. Isso daria um filme maravilhoso. Só que o problema é que se a gente fizesse um filme com isso, todo mundo ia falar: ai, que exagero, ninguém tem 5 mulheres paralelas. Pois olha aí, paralelamente, 5 para o cara não era nada, gente. Quase a quantidade de dias da semana. Pois quando começou isso, ele falou: não, gente, você não pode me desmascarar.
Eu Estou sendo perseguido, a máfia vai me matar porque eu sou um agente secreto. Por isso que minha vida é tão misteriosa assim. Ele, a fic do agente secreto. Elas não caíram nisso, continuaram a desmascarar, acabaram com a raça dele. Ele visitava a igreja russa, que ele tinha estudado no Vaticano. Ai, nem sabemos se isso é verdade, gente, nem sabemos. Mas enfim, o cara vivia ali naquela comunidade, queimaram o filme dele, ele teve que meio que sumir.
Ela ficou arrasada, obviamente arrasada, porque a gente tava animado para esse casamento deles, a gente tava animado que eles iam se juntar, a gente tava todo mundo. Ele era muito carismático, ele era muito manipulador. Nossa, quando ela cuidou uma vez da nossa, da nossa mominha, a nossa primogênita, mandava fotos, a mominha no colo dele. A gente, ai, que cara fofo, ai, que feliz por ela, ai, que bom, meu Deus. E nisso 5, com algumas já com criança chamando ele de pai.
Vocês verem, ela tá bem hoje, ela se mudou para Dubai, está lá, ela é uma agente imobiliária em Dubai, em Dubai, em Dubai. Continua belíssima, linda, loira, belíssima. E espero que agora um pouco mais esperta. Mas eu não vou culpar a vítima aqui. Como que ele engana 5 pessoas? As 5 eram idiotas? As 5 eram ingênuas? Não. O cara tinha lábia. Mas assim são os agentes secretos, né, gente? Precisa ser um agente secreto, você tem que ser bom no que você faz.
E aqui a gente tem um cara que tem duas, não é nada. O que que vocês fariam? Vocês conseguiriam manter uma amizade assim? Vocês marcariam um café? Vocês planejariam uma vingança? Ah, eu amo a ideia da planejar uma vingança. E tinha que ser uma vingança assim bem pública, uma coisa assim que moralmente acabasse com a vida dele publicamente, e principalmente online, principalmente na internet. Porque ali, na hora que o bagulho— o bagulho não, eu ia falar o bagulho, ou caralho— na hora que o bagulho viralizar e o Metrópoles postar e o Fofoquei postar, aí lascou.
Então vamos pensar nisso, hein, gente. Ah, e não esqueçam hoje em dia de filmar tudo, documentar tudo para viralizar e monetizar no TikTok, ok? Vamos para o segundo relato. E sim, ai, queria mais detalhes do relato da nossa amiga. Vamos chamar ela de Olga, que é um nome bem da área russa ali. Ela não escuta esse podcast, mas beijo, Olga, espero que você esteja bem. Que coisa, hein? Ai, coitada, foi no mesmo ano que a mãe dela morreu que tudo isso aconteceu.
Bom, vamos para o segundo relato. O segundo relato tem nada a ver com o primeiro, tem nada a ver com traição. Ainda bem, não aguentava mais. Segundo relato vem de um subreddit alemão, o Beichtstuhl, ou seja, o confessionário, onde as pessoas vão lá e confessam coisas. Só que o confessionário dos alemães é bem diferente do confessionário em inglês, onde as pessoas contam coisas assim, ai, Eu confesso que eu não aguento mais o meu marido.
Ai, eu confesso que eu quero pegar meu filho neurodivergente e entregar pra doação. Não, convencionário alemão tem aquele humorzinho gostoso dos alemães que é bem peculiar. Vamos lá, o título é: eu tiro as toalhas das espreguiçadeiras reservadas nos hotéis e guardo tudo. Vocês estão pensando: o que que você tá falando? Gente, vocês nunca viram esses vídeos no TikTok? Eu não sei se no Brasil é assim, me contem quando vocês vão pros hotéis, mas Aqui na Europa viajar é uma coisa, né?
Aquela começa fazendo uma frase que tem nada a ver, mas enfim, tem muito isso de viajar para resort all inclusive, né? E isso se escuta maravilhosamente chique. Eu sei que no Brasil tem uns resorts all inclusive maravilhosos, mas aqui é na verdade o tipo da viagem mais fubanguinha. Já fiz, trabalhei 6 anos numa empresa que vendia isso e detesto. Assim, você compra o pacote estilo no Brasil tem aquela empresa CVC. Beijo CVC pra torcida, gente!
Não tá saindo uma palavra hoje certa. Já comprei na CVC uma vez pra levar minha avó pra Bahia. A única vez que eu fui ao Nordeste foi com o editor e com a minha avó, que a gente foi pra Arraial d'Ajuda, foi maravilhoso. Mas aqui a gente compra os pacotes, né, igual nessa empresa que eu trabalhava. E você compra o pacote all inclusive, você vai lá, eles, você já tem às vezes até o trem da sua casa até o aeroporto, aí o avião, aí o transfer do aeroporto no local de viagem para o hotel.
E no hotel você escolhe às vezes all inclusive até na comida e bebida. Vocês imaginem a qualidade Tá? E tá tudo ali. Então é um jeito de fazer férias que eu não curto. Eu, número 1, não gosto de ficar em hotel com um monte de gente. Hotel para mim tem que ser pequeno, sabe? 5 quartos, hotel boutique ou bed and breakfast. Não gosto desses hotéis que parece uma prisão, não gosto desses hotéis que parece um navio. Não vou, não vou.
Já fui, é muito barato, gente. Claro, tem a versão luxo, Do all inclusive tem a versão luxo, mas em sua grande maioria a massa é— antigamente você comprava por 300 euros uma semana na Turquia num desse, hoje não mais. Quando eu comecei a trabalhar em 2016 com isso, era, gente, sem sacanagem, 299. Era mais barato você viajar para Turquia, ficar uma semana comendo lá e alugar seu apartamento em Munique do que ficar em Munique comendo uma semana.
Mas hoje em dia coloca assim com sei lá, 1000 euros, 800 euros, você compra um pacote e vai pra passar uma semana no sol em algum lugar com voo e tudo. Quem faz muito isso? Os alemães viajam muito assim porque é um jeito econômico de viajar também com a família. Os britânicos viajam muito assim, os russos viajam muito assim também. Eu não, inclusive porque eu tenho cachorro e essas coisas não acomodam pets e eu viajo com meus cachorros.
Então, né, aqui a gente tem a casa de família que a gente pode ficar. Mas quando a gente vai viajar, a gente procura lugares assim mais uma finca, um hotel fazenda, uma coisa mais, né, uma coisa pequenininha. Nesses hotéis, com essa quantidade de gente, o que que acontece? O povo passa o dia inteiro no hotel porque a comida já tá incluída. Você não vai ficar naquele hotel para pegar um carro de aluguel, que custa uma fortuna, um carro de aluguel no verão, por exemplo, para viajar pela ilha de Mallorca.
Por exemplo, Mallorca tem muito esses hotéis de Não, você passa o dia inteiro ali na piscina consumindo o que já tá incluído no seu plano, correto? Também faria. Eu, a primeira vez que eu vim a Mallorca, em 2003, gente, Jurássica! Quantos anos? Calcula aí, 23 anos atrás, que foi quando eu me mudei do Brasil para a Alemanha. Foi uma viagem que eu fiz com a minha mãe, com a minha irmã. Minha mãe comprou para mim receber na Europa, que ela, né, um dia eu conto essa história, não sei, provavelmente não.
Vamos contando aqui pelo meio. E a gente veio para Mallorca, foi a primeira vez que eu vim a Mallorca, 23 anos atrás. A gente ficou no hotel desse, gente, a comida era, mas não tinha nada que salvasse, sabe? Você pensar, é batata frita, não tem como cagar. Tem como cagar. As bebidas era aquela coisa, aquela mistura de Tang, não tinha um suco de verdade. O sorvete era tudo ruim e era tipo hotel 3 estrelas. Você pensar, 3 estrelas não é ruim, né?
Péssimo. O pão, gente, o pão era ruim. O pão. Você acha alguma coisa para comer? Você acha. Às vezes dá uns piriri ali, dá, né? Porque aquela coisa de buffet. Enfim, as pessoas passam o dia inteiro na piscina do hotel, e se tiver uma praia do hotel, na praia do hotel ou na praia na frente do hotel. Que que eles fazem na hora que abre a piscina? Normalmente as piscinas fecham, né? Porque tem que ter sempre alguém ali cuidando. Começa a luta das espreguiçadeiras, gente.
Olha no TikTok, olha no Instagram esses vídeos, é Ridículo. Às 6 da manhã, a galera correndo com as suas toalhas. Aqueles alemão, velho, que você fala, meu filho, você já tá na— você tá perdendo a hora do seu funeral, correndo para colocar, para marcar a espreguiçadeira. Dali eles vão tomar café, depois vão ao banheiro, depois vão passar os seus paninhos, né, para se refrescar. Já expliquei os paninhos dos alemães, como funciona.
Você não sabe do que eu tô falando, volte duas Ou pergunta aí, comenta aí do que você tá falando. E começa a luta por espreguiçadeiras. Mas a luta, literalmente luta, gente, sai porrada, é véio batendo em criança, é adolescente dando bicuda na tia, sai porrada, é uma coisa horrível. E nas praias também, eu já vi entrevista, porque nas praias, né, tem os guarda-sol que no Brasil são móveis, né, normalmente você compra, você paga uma cadeira e um guarda-sol, o cara vai lá e monta para você.
Aqui tem aqueles guarda-sol de palha que já são montados na areia, que eu odeio, porque fica um guarda-sol a 1 metro do outro. Quer dizer que eu vou ficar cheirando o pé do meu vizinho? Não vou, gente, não vou. Eu compro por 20 euros meu guarda-sol, caminho meus 20 minutos na praia até achar um lugar para eu fincar meu guarda-sol na areia. Eu não vou pagar para passar o dia cheirando o pé do meu vizinho ali, escutando gente. Não gosto de gente.
Aquela vai ser cancelada. Ai, olha, tá no episódio de número 33, o número que eu não sei nem falar porque eu tenho a Porque às vezes vocês não sacaram ainda que eu não gosto muito de gente? Vocês me poupem, né? Vocês não sacaram isso até aqui agora também? Vocês são devagar das ideias. O povo vai pra praia esperar os caras das cadeiras, das espreguiçadeiras chegarem e ficam embaixo, cocorar ali de cócoras embaixo dos guarda-sol esperando.
Eles chegam às 6 da manhã. Aí os caras chegam, sei lá, às 7, às 8, já tem lá aquele monte de casal, a de alemão, esperando embaixo ali do... É uma cena, eu fico pensando, gente, você sai da sua casa, pegou um avião pra passar isso. Isso. Cada um faz férias do jeito que quer, eu não tenho nada a ver com isso. Se eu não gosto, simplesmente não vou. Mas essa pessoa aqui vai. E agora que dei todo esse contexto, vocês vão entender melhor o título.
Vou até ler de novo para vocês lembrarem, que tô a meia hora aqui dando contexto, vocês nem lembram do que eu tô falando. Ela diz assim: eu tiro as toalhas das espreguiçadeiras reservadas nos hotéis e guardo tudo. Vamos aplaudir? A gente nem precisa saber o resto. Vamos aplaudir. Ela diz: confesso que quando estou de férias em hotéis, sempre faço uma ronda às 6 da manhã e retiro tudo das espreguiçadeiras reservadas. Comecei a fazer isso porque ficava extremamente irritada ao ver que às 11 da manhã a primeira fila continuava completamente vazia.
As pessoas só apareciam perto do meio-dia, quando apareciam. Tudo começou numa noite por volta das 11, depois de toda a programação do hotel. Pausa aqui. Deus me livre, gente, esses hotéis têm aquelas danças, aqueles animadores, aquelas discotecas. Nossa, sair da minha casa para me enfiar no hotel que tem animação? Mas nunca, mas nunca, gente! Eu pago para ter silêncio. Bom, vamos continuar. Eu estava sentada na praia quando vi outros hóspedes reservando durante a noite as espreguiçadeiras para o dia seguinte.
Aí eu resolvi me divertir um pouco, esvaziei 8 espreguiçadeiras reservadas na primeira fila e distribuí as toalhas e os livros em outras 3 espreguiçadeiras na última fila. Na manhã seguinte, eu já estava na praia às 7 horas e, obviamente, os hóspedes ainda não tinham aparecido. Como eu sabia onde estavam as toalhas deles, consegui acompanhar o momento em que chegaram, super tranquilos, cheios de confiança, e isso à 1 da tarde.
Quando perceberam que as toalhas não estavam mais no lugar, ficaram de péssimo humor. Mas iam reclamar com quem? O que que eles iam dizer? Então, é, eu reservei minhas espreguiçadeiras ontem à noite? Acho que não, né? Eles estavam visivelmente irritados. A partir daquele momento, transformei isso na minha missão. Todas as noites, por volta das 11 ou meia-noite, eu fazia uma ronda completa. Como já estava acordada mesmo, retirava tudo das espreguiçadeiras reservadas e colocava os objetos amontoados na última fila.
Como acordo cedo, às 6 da manhã, eu eu voltava para a praia, retirava qualquer coisa que tivesse sido colocada lá durante a madrugada, pegava um café e aproveitava a tranquilidade maravilhosa à beira-mar. Talvez isso também pudesse ser publicado no Eu Sou o Babaca, mas eu não me arrependo de nada. Palmas! Maravilhosa! Olha, perigosíssimo, porque a galera que reserva é a galera que sai na porrada também. Tá? Essa velhada, eles não têm nada a perder.
E não são só velho não, gente, tem família também. E aqui a gente vê que não era nem na piscina do hotel, era na praia. É péssimo isso, é de um péssimo gosto, é de um péssimo tom, é de uma, é de um egoísmo. Já fiz isso? Já. Ai, desvio de caráter, a hipocrisia desse podcast, hein? Onde que eu fiz? Acho que uns 2 anos atrás foi, fomos para um hotel pequeno assim, 20 quartos por aí, eram 20 apartamentos, cada um tinha sua cozinha e tal, na Itália, onde a gente tava indo pela segunda vez.
A primeira vez que eu fui tava ótimo, tava vazio, e de manhã a gente lá pegava espreguiçadeira na sombra porque a gente tinha os cachorros, os cachorros podiam ir para piscina, piscina natural maravilhosa. Eu falei, foi tão bom que eu vou repetir, que eu tinha ido com as minhas amigas, vou repetir com meu marido em agosto, acho que foi em agosto, e não foi tão bom porque tava o quê? Lotado. Gente, agosto na Europa todo mundo tem férias, é um mês que você não viaja.
Você não tem filho em idade escolar em agosto, você não viaja, você não viaja. Se vier para Europa, você tá aí no Brasil, não venha em agosto, tá todo mundo viajando. Você vai pagar mais caro, o serviço vai ser péssimo, não faça nada. Agosto é bom para você ficar nas cidades grandes, vai Aí você quer viajar? Tudo bem, fica em Munique curtindo porque lá não vai ter ninguém. Vai, sei lá, para Madrid. Paris é sempre cheio. Paris você pode ali 46 graus no verão ou 0 grau no inverno, aquele lugar é um formigueiro.
Enfim, voltando para o hotel na Itália, como a gente tinha os cachorrinhos, a gente tinha uns lugares específicos que a gente precisava ficar com guarda-sol e não tinha como comprar o nosso próprio e colocar. Então eu vou assumir assim que a gente fazia, mas eu fazia menos tá? De manhã, quando eu saía com os cachorros pela primeira roda, eu já deitava na piscina. Então eu fazia todo o rolê fake de eu fingia que eu estava indo para piscina, sendo que eu sabia que eu ainda ia voltar para o apartamento, ainda ia tomar café e depois ia para piscina.
Ou seja, ainda umas 2 horas depois. Mas eu falava, eu não tenho coragem de ir lá simplesmente reservar minha espreguiçadeira, não vou fazer isso. Então eu pegava as toalhas, pegava os cachorros, pegava um livro, e eu literalmente fazia fazia uma versão fake de mim mesma, que era: eu deitava por uns 20 minutos na espreguiçadeira, li o livro, ou pegava o celular, gente, provavelmente pegava o celular, ficava lá com os cachorros.
Para quê? Se a gente fosse para o tribunal das minúsculas causas, eu dissesse: gente, eu não reservei a espreguiçadeira, eu usei, depois fiz uma pausa e fui tomar café da manhã. Vocês entendem a diferença? Eu não simplesmente jogava minhas coisas lá, eu Eu sou tão da culpa, eu sou tão Caxias que eu não conseguia fazer a coisa errada completamente errada. Eu queria fazer a coisa errada, mas, né, sempre pensando: se eu fosse uma advogada, como que eu colocaria isso aqui na hora que fossem me julgar?
E deu certo. Fiz isso alguns dias porque eu não queria que as outras famílias com crianças pegassem o meu guarda-sol para os meus cachorros. Gente, criança passa para protetor solar. Né, pega sol, eu descascava a cara inteira, nariz inteirinho assim, saiu umas queimaduras de segundo grau. Precisa de guarda-sol para criança não. Os comentários dos alemães. A pessoa diz aqui: essa é a resposta mais alemã para o problema mais alemão que eu já ouvi na vida.
Gostei de você. Aí a Upi responde: é preciso combater as pessoas usando as próprias armas delas. Amo, Pi, mas que perigo! Imagina se um brutamonte vê você fazendo isso e vai lá te encarar. Claro, você vai falar: ué, você tá reservando? Quem? E muitos hotéis colocam proibido reservar. Por favor, gente, vai lá olhar uns vídeos disso. É muito, é muito ridículo, é muito ridículo fazer férias assim. Aí alguém fala: você disse que essa é a resposta mais alemã para o problema mais alemão.
Eu não concordo. A autora poderia ter levado de casa plaquinhas de reserva já plastificadas para distribuir sobre as espreguiçadeiras reservadas. Naturalmente, as placas precisariam conter uma mensagem suficientemente passivo-agressiva, mas ainda assim formal, explicando que tipo de filhos da puta são as pessoas que reservam as espreguiçadeiras. Gente, é piada interna desse subreddit, porque os alemães, eles têm mania de imprimir tudo.
E coisas que são muito importantes, eles plastificam, sim, eles te terminam. E eles adoram deixar bilhetinhos super longos ou mensagens super longas te explicando por que que você é uma péssima pessoa. 23 anos, gente, daquele país. Tenho traumas, não só tenho traumas como já fiquei um pouco assim também. Aí o outro adiciona: sim, tem que fazer isso, mas a mensagem também precisaria ter pelo menos 500 palavras, porque como todos sabem, as pessoas preferem enfrentar uma uma muralha de texto em vez de receber a informação principal de forma curta e direta.
Isso também deveria ser aplicado a placas de trânsito. Em vez de pare, no futuro poderia estar escrito: estudos comprovaram que em veículos com câmbio manual o pedal central serve para reduzir a velocidade do automóvel e pode ser utilizado para essa finalidade sem querer, sem qualquer problema. Somente um completo idiota deixaria de fazer isso neste local. Portanto, dê o bom exemplo e mostre aos idiotas como se faz corretamente.
Muito mais intuitivo, entendeu? Eles mesmos se sacaneiam entre eles, alemães, porque eles sabem o tanto que eles são pedantes, eles sabem o tanto que eles são chatos. Aí alguém comenta: nós estivemos recentemente em Creta. Onde é Creta? Geografia. Deixei aqui meio segundo para vocês pensarem. Grécia. Pelo amor de Deus, roubadas! Vocês não me sejam igual aqueles US americanos que a gente vê no TikTok, onde o pessoal fala: onde que é a França?
França, França é a capital da Espanha? Sério, não me sejam, a gente teve educação no Brasil. Bom, ela foi para Creta e por lá eram principalmente ingleses, holandeses, italianos e alguns poucos franceses que reservavam espreguiçadeiras. Um deles estava sentado à mesa do café da manhã no terraço com vista para a piscina e assobiava sempre que alguém se aproximava das espreguiçadeiras que ele havia reservado. Sim, ele tinha reservado várias espreguiçadeiras, porque afinal de contas o sol muda de posição.
Puta que pariu, um nível completamente novo de absurdo. E o italiano quase saiu no soco com funcionários do hotel depois que eles retiraram as toalhas dele porque ele havia ficado 2 horas sem aparecer. É de uma audácia! Aqui fica minha mensagem: se você adora fazer uma intriguinha, adora uma vingança, adora lutar pelos direitos das pessoas, Vai lá no seu hotel e tira a toalha de quem desapareceu, cronometra, depois senta lá e filma.
Ó, a gente tá na época do conteúdo, tudo é conteúdo. Filma para o quê? Viralizar onde? No TikTok, meu amor. Eu fazia isso também, mas não com toalhas. Na minha época universitária, eu ia estudar na biblioteca municipal, linda, gente, a biblioteca de Munique municipal, linda. Eles abriam às 8 e fechava meia-noite, e as minhas diárias de estudo eram às vezes das 8 à meia-noite, e fazia faziam fila. As pessoas faziam fila já às 7 e pouco da manhã para entrar na biblioteca, porque tinham lugares limitados.
É um lugar muito gostoso para estudar, climatizado, belíssimo. E às vezes você não tem como estudar em casa, ou você não consegue. Você procrastinador oficial— que palavra difícil para quem tem a língua presa— você procrastinadora raiz que nem eu, você fica em casa, você faz o quê? Você assiste, sei lá, 20 capítulos de uma série que você odeia em vez de estudar. Então eu fazia minha filhinha 7 e pouco da manhã, pegava o meu armarinho lá e pegava a minha mesa.
Só que durante o dia você tem que ir o quê? Ir ao banheiro, você tem que ir almoçar. E o que acontecia muitas vezes é que as pessoas reservavam e desapareciam, gente. Elas iam para o parque, elas iam almoçar, elas iam tomar café da manhã, e você via aquela mesa lá reservada o dia inteiro. A galera pegava livros, largava lá, deixava o computador às vezes amarrado com, como se diz, um, parecia um fecho de bicicleta, bicicleta, um cadeado de bicicleta, dá para fechar na mesa para o computador, você enfia assim no buraquinho do computador que tem para fechar e deixavam lá o dia inteiro.
Que que a biblioteca começou a fazer? Funcionários passavam nas mesas e deixavam papel, sei lá, verde, aviso: passamos por aqui, não tinha ninguém. O funcionário passar, fazer outra ronda, sei lá, em meia hora, meia hora, não lembro os horários. Se ele passasse e aquele bilhete depois de meia hora ainda tava lá, virava bilhete vermelho. Se ele passasse depois de meia hora, o bilhete vermelho ainda tivesse lá, eles retiravam as coisas para liberar, né, mesas para as pessoas que estavam.
Gente, a gente ficava sentado nas escadas esperando liberar uma mesa para estudar, que é absurdo. Gente, eu estudei na época que não tinha ChatGPT, ou seja, o meu diploma vale. O meu diploma vale, porque o diploma que você ganhar hoje em dia não vale. Eu hoje em dia não estudaria nada. Eu só também estudei por causa do visto, né? Senão não tinha motivo para ficar na Alemanha. Se um dia vocês quiserem saber mais detalhes, me perguntem.
Ai, me deu uma fominha agora. Eu não tomei café da manhã, são as 10 da manhã. Vamos fazer o jogo do engajamento com isso? Aquela, né? Bem orgânico, veio aqui. Não, mas tô falando sério, me deu uma fominha agora. Até agora eu só tomei um energético. Mentira, foram dois. O que que eu vou comer agora? Ai, eu adoraria comer agora uma coisa que tem na geladeira. Eu vou dizer para vocês, um queijo que tem aqui que parece queijo frescal, parece queijo mineiro.
Beijo, minerada que comentou! Gente, quantos mineiros! Amei! Fui olhar a porcentagem de mineiros que escutam podcast no Spotify, 10%. Só. Achei que era mais pelo tanto de comentários, mas os mineiros, as mineiras comentam. Beijo, minhas queridas! E quem ganha? São Paulo, estado de São Paulo, claro, estado mais populoso. E depois eu acho que é o estado do Rio, depois é estado de Minas. O que que eu faria agora? Eu gostaria de pegar um pão, fatiar, dá uma leve fritadinha na frigideira porque o pão tá velho, a gente não tem pão fresco.
Pegar esse queijinho fresco que tem aqui aqui e fazer na frigideira com manteiga e um café. Nossa, até roncou aqui agora. Me digam, que que foi a última coisa que vocês comeram hoje? Ai, gente, ainda mais que vai ser comida brasileira que vocês vão me contar, né? Me conta para eu passar vontade. Nossa, que que eu gosto de comida do Brasil? Eu amo pão de queijo, doce de leite. Por mim, assim, pão de queijo, doce de leite são as únicas coisas que eu preciso.
Não preciso de mais nada. Ai, as frutas, pão de queijo, doce de leite. A raiva, pão de queijo doce de leite, quer saber de mais nada. São, ai não, casadinho, biscoito casadinho, mousse de maracujá. Claro, eu também adoro um arroz com feijão bem feito. Ontem o editor fez arroz, feijão, guacamole para almoço, tava uma delícia. Me conta, jogo do engajamento, gente, que que é? Para quem chegou hoje aqui, jogo do engajamento, gente, para o algoritmo fazer a gente ficar famoso, que eu quero ganhar milhões com esse podcast, aquela, né?
Eu vou entrar no BBB E para entrar no BBB 30, eu quero entrar como podcaster. Para eu entrar como podcaster, a gente tem que fazer bombar isso aqui. Então vamos fazer o jogo do engajamento, que é para o algoritmo, né, dar um up na gente. Me diz aí qual foi a última coisa que você comeu, tá? Não precisa ser a última coisa, mas me diga uma coisa que você comeu hoje que vale a pena ser mencionada, para fazer inveja quando as pessoas forem comentar e falar: puts, aqui você pisou, hein!
Aqui ser 1 milhão. Quero saber dos mineiros principalmente. Vamos para o terceiro relato, que também vem daquele subreddit Girl Dina Diaries. Ai, aqui a gente já vai para outra área. Não quero traição. Agora a gente já teve vingancinha gostosa de alemão, agora a gente vai para a área familiar. Acho que eu dei uma escorrida aqui na minha cadeira de balanço. Gente, vocês perceberam que a minha cadeira de balanço, ó, o barulhinho, ó, dá para escutar o barulhinho.
Cadeira de balanço de madeira idosinha deixa eu abrir aqui. O título é: meu irmão autista viu meu post no Reddit sobre ele. Tá, e daí? Aí daí nada, né? Imagina você fazer um post no Reddit sobre alguém e a pessoa ir lá e ler. Pesado, né? Porque assim, quando você faz no Instagram, no Facebook, você tá dando shade, você quer que a pessoa veja, né? Você quer que chegue até a pessoa que está postando. Agora no Reddit muita gente escreve anonimamente, muita gente que sabe que amigos e famílias também usam Insider, eles fazem uma conta nova que é para não serem identificados, mas com detalhes termina sendo identificado.
Enfim, no caso dela aqui, ela não tinha colocado nada anonimamente e o irmão achou. Ela conta: no começo da semana fiz um post sobre o meu irmão, ele 30 anos e diagnosticado com autismo, e o post era falando sobre ele falando comigo de forma arrogante e sobre como nossa mãe sempre me ensinou a não contrariar meu irmão e nem me defender. Aqui parte do post, já que eu apaguei o original. Aí ela disse que era assim: eu quase nunca converso com meu irmão, quase nada mesmo, mas hoje precisei passar na casa dos meus pais.
Ele estava lá e abriu a porta dizendo: ah, estávamos esperando por você. Entrei e disse que já tinha falado com a nossa mãe e que só estava deixando umas coisas lá. A minha barriga também já está bem grande por causa da gravidez e meus pais têm uma entrada enorme até a casa, né, onde você entra com o carro. Então eu já cheguei ofegante. Meu Então trouxe um copo d'água enquanto eu me sentava e relaxava, o que foi gentil. Depois ele sentou na minha frente como se fosse uma entrevista e perguntou como eu estava.
De novo, até ali gentil. Normalmente eu me limito a conversas superficiais com ele, mas hoje eu cometi o erro de dizer que meu curso tinha acabado de começar e que por isso muita coisa estava acontecendo ao mesmo tempo. Eu trabalho 4 dias por semana, tenho um bebê de 11 meses e acabei de começar o mestrado. Mestrado. E por aí vai. Esse foi o meu erro. Ele abriu um sorriso enorme e disse: ah, fiquei sabendo disso! Então você finalmente vai fazer.
É a última pessoa da família a conseguir um mestrado. Fiquei sentada tentando me controlar e apenas dei de ombros. Mas ele continuou: hoje eu tava no escritório, né, olhando todos os diplomas da família pendurados na parede. Aí eu percebi que quase não tinha nada seu lá. Gente, acabei indo embora enquanto ele continuava falando sem parar com aquele sorriso enorme sobre como ele era maravilhoso. Eu me controlo porque isso deixa minha mãe chateada, mas cara, você tem 30 anos, mora com seus pais e não tem emprego.
Isso me irrita demais. Eu estou aqui vivendo como uma adulta e ele não faz ideia de como é ter responsabilidades. Mas então eu penso como ele deve se sentir sozinho e acabo ficando com pena. Enfim, desculpem, eu só precisava desabafar. Ok, até aqui era o post original que o irmão achou na internet, no Reddit. Aí ela continua: enfim, meu irmão me ligou na quarta-feira e disse que tinha lido o post e os comentários. Eu esperava que ele surtasse, mas ele pediu desculpas.
Ele disse que agradecia pelo choque de realidade, que ele achava que estava apenas brincando comigo. Eu disse que não tinha graça nenhuma e que ele estava sendo cruel, e ele concordou. Eu fiquei chocada. Tivemos uma conversa agradável, a primeira em anos. Ele me pediu para apagar o post agora tinha se desculpado e eu apaguei. Tá pronto, né? Conversa boa, tudo resolvido. Até que hoje cheguei à casa da minha mãe para deixar meu filho de 11 meses por algumas horas enquanto eu ia ao salão fazer o cabelo.
Nós entramos, minha mãe ficou toda animada a ver o bebê, mas tava agindo de um jeito muito estranho comigo. Então ela me entregou uma pilha de papéis com o meu post e os comentários impressos. Eu nem conseguia processar tudo aquilo que tava acontecendo, gente. Tudo impresso em folha de papel, como se fosse uma investigação policial. Acontece que meu irmão salvou tudo, me convenceu de apagar o post e depois mostrou tudo para nossa mãe.
Nossa mãe me fez sentir péssima e começou a defender meu irmão, mas quando ela disse: lembre-se de que ele processa as coisas de forma diferente, você precisa ser mais sensível e madura, blá blá blá, eu perdi completamente a cabeça. Eu não sei se foram os hormônios da gravidez ou décadas de ressentimento acumulado, mas eu respondi: de jeito nenhum! Nenhum eu vou fazer isso. Isso é muito infantil. Leia o post de novo, minha senhora.
E no caso de não conseguir perceber que existe algo errado aqui, então para mim acabou. Fui embora e levei meu filho comigo. No fim, meu filho se divertiu com as mulheres maravilhosas do salão, meu cabelo ficou incrível e eu estou muito orgulhosa de mim mesma. A paz que eu estou sentindo depois de bloquear a minha família é inacreditável. Em algum momento eu voltarei a falar com a minha mãe, mas por enquanto estou apenas aproveitando o silêncio.
Ah, e um enorme vai tomar culpa para o meu irmão, caso ele esteja lendo. Bom, que irmão filho de uma babaca, né? Porque a senhora mãe dela é a pior. A senhora mãe dela passou a vida inteira protegendo ele. Gente, diagnóstico autismo, tem lugar de fala? Não, não tem esse diagnóstico, tem outros. Conheço pessoas com autismo, não sei, acho que sim, elas não têm diagnóstico oficial, mas eu acho que esse diagnóstico, até eu, meu achar, tá, não te dá carta branca para ser um filho da puta.
Eu sinto muito, não Nossa, finalmente você vai fazer seu mestrado, né? E daí que você tem um mestrado, cara? Você mora aqui de graça na casa de papai e mamãe, não trabalha, não faz nada, e vem me esfregar seu mestrado na minha cara? Foda-se você, seu inútil! Vamos para os comentários. Eu li o post original e o irmão da autora é um babaca gigantesco. Ei, irmão da autora, caso você esteja lendo isso, você é um babaca gigantesco, e se continuar nesse caminho vai acabar completamente sozinho Quando a mamãezinha não estiver mais aqui.
Sim, gente, essa mamãezinha aí protegendo o bebezão dela, ela tá fazendo um desserviço inclusive a ele, né? Porque ele, pelo que parece, sabe lidar zero com pessoas e não sabe lidar com a irmã. E eu acho que ele tá sendo só— ele é só uma pessoa má, independentemente dele ter um diagnóstico ou não. Ele é uma pessoa má. Tem gente do bem, tem gente do mal. Ele é do mal. Pronto, esse é o meu parecer. Outra pessoa fala: falando com uma pessoa autista, cara, você é um babaca.
Autismo não é desculpa. Comeram o couro desse cara, desceram, porque provavelmente ele vai estar lendo. Se ele achou o primeiro post da Upi, ele vai achar esse aqui também. E eu achei maravilhoso, porque se ele for imprimir, ele que tenha papel nessa impressora, viu? Porque eram comentários e comentários e comentários. Comentários, porque esse post bombou muito. E o povo assim acabando com a raça dele, acabando com a raça da mãe dele.
E merecidos. Espero que ele imprima, espero que ele mostre para mãe, espero que eles fiquem muito magoados e muito tristes. E espero que a Ypê dê bastante tempo ao tempo e pense realmente quando que ela quer desbloquear a mãe dela. Porque essa mãe, você grávida de 8 meses, ai, você tem que ser mais empática com essa jamanta de 30 anos que eu tanto. Ai, minha senhora, para de proteger marmanjo! Coisa mais linda, tô vendo minha cachorrinha aqui assim de patinha próxima tomando sol, a Luluzinha.
Outra pessoa diz: sim, eu também sou autista, e as pessoas autistas que conheço às vezes dizem sim alguma coisa de um jeito errado sem querer e acabam magoando alguém, mas normalmente fica muito claro que foi um acidente e elas corrigem rapidamente quando percebem ou quando alguém chama atenção. De modo geral, elas costumam ter um cuidado especial para serem gentis e agradáveis, porque sabe muito bem como é quando os outros não são gentis.
O irmão da autora a rebaixa de propósito para se sentir superior. Autismo não é desculpa para ser um babaca. Exatamente, ele fica humilhando ela, ele tenta humilhar ela. Nossa, ela grávida de 8 meses com um bebê de 11. Gente, vamos fazer a matemática aqui. Que resguardo, hein, amiga? Que resguardo foi o seu? Pô, Pério, enfim, já odeio o seu marido, mas não sabemos como chegou até aí. Pode ter desse, né, uma coisa que vocês planejaram.
Enfim, trabalha 4 dias e vai começar o mestrado. Ou seja, a mulher é a Mulher Maravilha, a Superwoman, a Batgirl, e vem esse senhor de idade aí, essa jamanta, este tribufu. A outra pessoa diz: meu filho tem quase 10 anos e foi diagnosticado com autismo no ano passado. Depois de acompanhar tudo isso com ele, comecei a suspeitar que eu também esteja esse aspecto. Nós dois somos exatamente assim, sentimos-nos péssimos quando dizemos alguma coisa errada sem querer.
Eu fico repassando constantemente as coisas que falei, tentando descobrir se talvez disse algo ofensivo. Esse irmão está magoando a autora de propósito porque ele sente prazer nisso. Também acho. A crueldade dele em fazer isso é obviamente porque ele sabe que a mamãe vai lá e vai falar: não briga com meu filhinho, né, protegidíssimo. E ele usa a Upi para se sentir melhor porque ele sabe que ele é um inútil na vida. E, gente, é diagnóstico de autismo também não significa que você tem que ficar morando na casa dos pais sem trabalhar, mesmo tendo mestrado.
Não significa isso não, né? Tanta gente que é e não é diagnosticado e tem uma vida completamente funcional. Pensando aqui em 3 do meu ciclo de amizades. Vamos para o quarto relato. Esse mix de hoje aqui de subreddit e de histórias tá uma delicinha, porque esse aqui eu fui lá no subreddit Entitled Parents. Que a gente pode traduzir como pais folgados. Acho que sim. O título é: não, eu não vou dar aulas de graça para sua filha que recebe educação domiciliar.
Ai, educação domiciliar, gente, que ranço! Isso é uma coisa muito US americana, né? Muitas vezes de ultra-religiosos que não querem que as crianças aprendam sei lá o quê na escola. Muitas dessas famílias assim meio seita que tem sei lá quantas crianças e já mistura tudo ali, faz uma escolinha dentro de casa. Aí, ai, gente, eu acho péssimo, péssimo. Aí você passa o dia inteiro só entre família, só com seus irmãos, só com seus pais.
Porque convenhamos, né, claro que a escola ensina a gente coisas, né, o ABC, 1, 2, 3, as contas básicas. A partir de uma certa série, tudo que a gente aprende ali, a gente aprende para as provas, e mal fica alguma coisa para o futuro, não é verdade? É verdade. Acho que a educação primária, né, né, termina sendo a que a gente carrega para a vida inteira, que tem que realmente, tem que ser a melhor. Interpretação de texto, gramática, essas coisas, o hábito da leitura, a matemática básica, a geografia básica, para não ficar igual certos, né, conterrâneos dessa senhora aqui que vai contar a história, é a ciência básica para saber, né, como o menino e a o homenzinho e a mulherzinha fazem filhinhos.
É isso que eu chamo da educação primária, entre aspas, aqui eu falando como zero pessoa. Mentira! Eu sou formada em economia e pedagogia. Eu tenho aqui lugar de fala. Vocês dão licença? Abre alas, coloca o tapete vermelho para pedagoga. Aí vem até meu sotaque de carioca na hora que eu fico aqui, na hora que eu vou esbanjar aqui sabedoria, entendeu? Você tá Obrigado, gente. Cariocas não me odeiem, adoro imitar vocês. Tem dia que eu tô atacada e falo só carioquês.
Não, hoje, entendeu? Hoje, puta que pariu, vai tomar no cu! Não, caralho, o que que foi aquilo? O cara chegou aqui— desculpa, gente, desculpa, péssimo, péssimo, péssimo. Para quem tá escutando só no áudio, isso aqui deve estar um inferno. Gente, vamos baixar o volume, né? Não vamos me escutar nunca sem fone, muito palavrão. Vamos perder o fio da meada mais uma vez. Perdemos o fio da meada. Cadê o fio da meada? Sim, isso que eu chamo de educação básica, né, isso tem que estar fixo ali na cabeça.
Depois, quando você vai, né, avançando nas séries, aí você vai pegando naquela matemática que, nossa, pelo amor de Deus, tomara que eu nunca tenha que usar isso. Integral, quanto que eu vou ter que calcular uma integral à mão? Né? Lagrange, quando que eu vou ter que calcular o problema do Lagrange à mão de novo? Nunca. E se eu tiver que fazer, eu não vou saber. Enfim, essas coisas, tudo bem, né? A gente vai, a gente vai aprendendo para depois descobrir nosso caminho e pegar uma universidade ou fazer um curso preparatório, não sei.
Enfim, eu acho sim que é possível ensinar essa educação básica em casa. Eu fui alfabetizada pelo meu avô, que só tinha até a 6ª série. Ele me ensinou coisas básicas da geografia mundial, assim, pessoa maravilhosa. E eu com 4 anos, eu não tô querendo pagar aqui de menina prodígio, mas com 4 anos eu sabia já ler e escrever. Aos 5 anos eu fiz o discurso de despedida do meu pré-escolar, tá? Acho que eu já mencionei isso, que eu sou muito orgulhosa disso.
Eu pulei a 1ª série por causa disso, porque meu avô me alfabetizou em casa. E na 1ª série eu sabia de tudo já que eu tinha que saber. Me colocaram na toda série. Escola Classe 1 de Sobradinho, beijo quem comentou de Sobradinho, lá de Brasília, cidade satélite. Adorava aquela escola, inclusive fiquei 2 anos lá. Mas a escola para mim não tá ali só para ensinar a educação, né, curricular. Você tá ali para aprender a ser gente também.
Número 1, aprender a acordar e sair de casa. Quantos de nós temos um problema com isso até hoje? Quando a depressão bate, quando a ansiedade bate, o acordar, se arrumar e sair de casa às vezes é uma das coisas mais difíceis do dia. Conviver com outras pessoas, conviver com coleguinha, aprender a não bater no coleguinha, aprender a bater no coleguinha que te bateu, aprender a respeitar professores, aprender a comer numa mesa com tantas pessoas.
Gente, a escola está ali para te preparar para ser uma pessoa que vive em sociedade. Ah, mas eu não moro em sociedade, eu moro no cu do Judas. Ótimo, então faça o seu homeschooling, a sua educação domiciliar. Tô pouco me lascando porque eu não vou ter que encontrar com você na sociedade. Agora, você encontra esse monte de gente estranha por aí que tem nos Estados Unidos, um monte de gente que, né, vou nem falar aqui, mas um monte de gente da seita e dos outros religiosos.
Você fica pensando, nossa, essa pessoa tem zero desenvoltura social. Por quê? Porque foi homeschoolado, porque ensinaram ele em casa. Sou contra, sou contra, sou contra, não me dá. Ai, mas eu não confio, as escolas são tão perigosas. Pois é, as casas para as crianças também são perigosas. Os maiores crimes contra crianças acontecem normalmente nas quatro paredes que elas consideram seguros. Mas vamos aqui para essa mãe folgada dessa história.
Para contextualizar, eu e minha amiga— burro vem na frente, gente— minha amiga e eu, a minha amiga que eu vou chamar de Amy, temos 26 anos e nos conhecemos desde o ensino médio. Ou seja, a Amy ia para escola. Com o passar dos anos, acabamos nos afastando e não conversávamos desde 2020 até agora. Quando tínhamos 19 anos, ela teve uma filha que hoje deve ter o quê, uns 8 anos. Eu não vejo a menina desde que ela tinha 1 ano. O pai da criança nunca foi presente, mas felizmente Amy tem uma família muito boa que lhe dá bastante bastante apoio.
Além disso, ela trabalha de casa. Recentemente, Amy entrou em contato comigo e começamos a colocar a conversa em dia. Foi então que descobri que ela decidiu educar a filha em casa porque não confia no sistema de ensino. O problema é que a menina está tendo dificuldades para acompanhar outras crianças da mesma idade. Além disso, ela tem dificuldade para ler e uma compreensão de texto muito fraca. Pelo menos foi isso que Amy me contou.
Acontece parece que a Amy só voltou a falar comigo porque queria que eu ajudasse a filha dela nos estudos. Eu sou historiadora, mas segundo Amy, isso é praticamente a mesma coisa que ser professora de história. E aparentemente isso significa também que eu deveria ensinar a disciplina em inglês como professora. Amy ainda quer que eu faça tudo de graça porque já não se sente capaz de continuar ensinando a própria filha. E como eu sou amiga dela, tenho obrigação de ajudar.
Nós não nos falamos há anos e agora ela simplesmente aparece com esse pedido? No meu país, crianças que recebem educação domiciliar precisam fazer provas anuais para comprovar que estão aprendendo no ritmo adequado para a idade e para validar os estudos. Caso contrário, eu nem sei exatamente o que pode acontecer. Provavelmente os responsáveis recebem uma multa e a criança é obrigada a voltar para uma escola. Mas isso não é problema meu.
Além disso, eu não tenho a qualificação necessária para ajudar, não sou professora e não faço ideia de como ensinar uma criança tão nova. É justamente isso que Amy se recusa a entender. Por favor, não decidam educar os filhos em casa caso vocês não tenham os recursos, o conhecimento e a preparação necessários para isso. Ah, gente, e é isso, né? A mãe tem zero, zero preparação e acha que é capaz de ensinar tudo. Nossa, já vi cada documentário, cada desses reality E as mães acham que realmente elas podem ensinar dos 2 aos 16 anos as crianças delas.
É uma confiança no taco delas, eu, hein? E sim, essa mãe, essa mãe, ó, é sim, essa mãe é muito da folgada. Eu como amiga, número 1, não tenho obrigação a nada, gente. Amigos não são obrigados a nada, tá? Amigos são amigos. Amizade não vem com obrigação. Amizade que traz para mim obrigação, eu já corto. Não quero ter obrigação com ninguém, não. Nossa, eu tenho muito mais ex-amigos do que amigos, muito mais. Não quero ter obrigação.
E agora esse papo de, ai, você tem que ensinar, não tem que ensinar nada. E quem tem dificuldade de aprender, está num contexto fora da escola, deve ser muito mais difícil. Os professores são preparados para isso, eles entendem, eles já viram 800 vezes, ah, fulaninho, tô vendo aqui, olha, fulaninho na hora de escrever comete tal erro, comete tal erro, comete normalmente esses exercícios que são bons. As pessoas, esses professores ruins, existem professores ruins, mas em sua grande maioria professores fazem isso por paixão à profissão.
Porque, né, aguentar crianças nessa idade para tentar ensinar a elas, se não for paixão e vocação, eu não sei o que que é. É doideira mesmo, é clinicamente loucura. Comentários, achei muito muito pertinente, não petulante. Gente, adorava petulante, mas não era aquele lugar. Então, ela não confia no sistema de ensino, mas ela está conseguindo fazer um trabalho ainda pior sozinha. Ela parece ser especial. Dá para entender porque vocês se afastaram.
Felizmente isso não é problema seu, Vitória. Aí a OP disse: sim, ela sempre foi assim, ela tem boas intenções, mas nunca pensa nos detalhes até ser tarde demais. E obviamente a culpa nunca é dela. Nossa, coloca na lista de ex, ex, ex-amigas. Outra pessoa no outro comentário dizia assim: interessante, né, que ela não confia no ensino das escolas, mas tá indo até você que foi formada, né, no ensino escolar, e depois estudou no sistema de ensino, e foi até você pedir ajuda porque ela não tá dando conta no sistema que ela acha ser melhor.
Que mulher Joel Jota. Não, gente, olha, cansada, cansada de pais que acham que todo mundo tem obrigação de— ninguém tem obrigação de te ajudar em nada, tá? Que graça tem nesse passar o dia inteiro com a criança em casa, gente? Não é muito melhor mandar ela para escola? A criança vê outras coisas, outras pessoas, conviver com outras pessoas. Ai, mas tem todos os perigos. Ai, olha, tem aquela famosa história na Colômbia que o editor sempre que conta.
Tinha uma mulher que morria de medo de sair de casa. Ela era famosa lá no vilarejo dela por não sair de casa, porque ela tinha muito medo de sair de casa, porque ela tinha medo de morrer. Ela tinha muito medo de todos os perigos que estavam ali em volta, então ela não saía de casa. Sabe como que essa mulher foi de arrasta? Caiu um avião em cima da casa dela. De todos os lugares que esse avião tinha para cair, caiu em cima da casa dela, e assim ela morreu.
Moral da história: mande seus filhos na escola, pelo amor de Deus. Vamos de quinto relato, que vem do subreddit Confessions, igual o álbum da Madonna, né, Confessions 2. Não escuto Madonna mais, fiquei sabendo. Ah, escuto assim, se tiver tocando, mas eu não vou lá dar play. Não, não vou, não sou, não faço parte. Falar a verdade assim, música mesmo que eu vou lá dar play hoje em dia, poucas. Eu li isso, né, que a gente, nosso gosto musical, a gente constrói até certa idade.
A partir de uma certa idade a gente para de abrir a cabeça para músicas novas, e eu sou assim. Gente, tava uma noite dessas aqui, exatamente aqui, isso aqui do ladinho, acho que respondendo comentários de vocês, sei lá. Eu pego um vinhozinho, tipo às 11 da noite, quando bate uma brisinha deliciosa, pega um vinhozinho, venho sentar aqui na escuridão. Tava escutando The Cranberries, anos 90, fiquei ali jurássica. O título é: menti para o meu barbeiro durante anos e nós nunca conversamos de verdade.
Um homem que vai ao barbeiro, à barbearia. Homens e seus barbeiros, né? Parece que isso é sempre uma questão. Claro, nós mulheres também temos aquela pessoa que sabe cortar o nosso cabelo, a gente não quer colocar na mão de outra pessoa. Eu tenho meu turco em Munique, adoro ele, só que eu sempre tenho que ter muito cuidado com ele que homens tendem a cortar muito mais o cabelo que as mulheres querem. Este cabelo aqui não vê tesoura desde setembro e nós agora estamos entrando em agosto.
A gente vai fazer um ano que eu não corto cabelo por medo, dá para ver. Mas ai, dane-se. Ele conta: sou francês e moro há alguns anos em uma cidade grande da França. Costumava ir ao mesmo barbeiro praticamente todos os meses e eu sempre odiei essa conversinha desconfiada e papo aleatório, o famoso small talk. Desde criança sou muito introvertido. Eu só queria entrar na barbearia, cortar o cabelo e ir embora. Na primeira vez que eu fui até esse barbeiro, achei que nunca mais voltaria.
Então eu fingi que não falava francês e que só sabia falar em inglês, justamente para evitar qualquer conversa. Anos se passaram e até hoje o barbeiro acredita que eu sou um americano perdido na França. Ele não fala uma única palavra de inglês. Nas poucas vezes em que precisamos nos comunicar, eu usei o tradutor do Google no celular. Era muito bom não precisar conversar, mas eu sempre ficava com medo de que de alguma forma ele descobrisse a verdade.
Agora vou me mudar para outro país e ele provavelmente nunca ficará sabendo. Desculpe, senhor barbeiro, mas muito obrigado pelos ótimos cortes de cabelo. Olha, eu entendo, eu entendo que tem dia também que— vamos começar, vamos colocar aqui, vamos me colocar no no palco. Eu como taurina sou introvertida, eu como geminiana falo pelos cotovelos. Então depende do dia, entendeu? Sem Gêmeos não teria podcast. Mas a taurina em mim gosta muito do silêncio, gosta muito de ficar quieta.
A geminiana aceita o small talk, aceita o papo aleatório, aceita conversa fiada. E eu sou muito muito boa nele. Em fazer aquela conversinha de elevador, eu sou ótima na conversinha de elevador, mas eu acho mentalmente cansativo, eu acho super desgastante. Nossa, trabalhar presencialmente, uma das coisas que mais me cansam é o papinho aleatório. Cansa demais. Ai, como foi o fim de semana? Ai, que que vocês fizeram? Ai, como que tá falando.
Gente, às vezes é bom você ter umas respostas atravessadas, pseudo engraçadas, para ajudar uma cortada ali. O que eu gosto do meu cabeleireiro é ele fala pouquíssimo alemão, e muitas vezes quando ele fala eu não entendo direito o que ele tá falando, porque ele fala muito quebrado assim. Aí eu respondo meio que qualquer coisa, então a gente fica ali naquele um pouquinho e acabou. Eu posso ficar na minha paz do Senhor ali no meu TikTok escutando o meu podcast.
Sim, eu consumo podcast para um caramba. Não só produzo maravilhosamente podcast, mas consumo. Mandem-me dicas. Inclusive, uma ouvinte me mandou uma dica do Café Creme Chocolate, essa ordem. Adoro, tô escutando agora sempre para dormir. A voz da, acho que Tati? Ai, não vou lembrar o nome da que faz. A voz dela é muito gostosa para dormir, gente. Não terminou um capítulo, né? Não terminou um capítulo, nunca sei quem é o assassino, mas é uma delícia para dormir.
Mandem-me mais dicas de podcast que vocês escutam, adoro. Sou relutante em começar um novo, reluto muito, mas ó, alguém foi lá, me indicou esse, fui lá, escutei, adorei. Então eu sou boa no small talk, mas eu prezo pelo silêncio. Eu lembro que no Uber você podia selecionar isso, né, o silêncio. Eu acho que no Brasil você podia selecionar silêncio, porque eu não sei, conversa de Uber às vezes é complicado também. Às vezes eu também não, mas você pode dar umas respostas assim meio atravessadas, meio ser meio evasivo, mas você não vai querer dar resposta atravessada para quem tá cortando seu cabelo, né.
Uber é uma coisa, vocês provavelmente não vão mais se ver e ele não vai causar um acidente com você ali dentro do carro. Agora você não vai querer deixar a pessoa que tá cortando seu cabelo de mau humor e você não vai querer deixar ela que te ache intragável. Como que a gente faz? Resolve isso dando uma boa gorjeta no final. Vai a primeira vez, seja simpático, dá uma gorjeta. Porque, gente, já trabalhei muito na área de serviço, na área da gastronomia.
Uma boa gorjeta a gente nunca esquece. Quando eu era caixa de verduraria, eu era verdureira, né, caixa de verduraria, eu também ganhava gorjeta como caixa. E eu sabia exatamente quem da gorjeta. Não esquecemos. A pessoa pode vir uma vez ao mês, não sabe, a última vez que ela veio aqui ela me deu 2 euros de gorjeta. Não esqueço, amo. Então a gente pode comprar o nosso serviço dando um extra financeiro. Agora, essa mentira que ele se envolveu aqui, eu acho, por um lado eu fico com pena assim de você ter ido tão longe de usar o tradutor do Google.
Por outro lado, foi uma maneira de você manter uma relação e não deixar de ir, né? Não, para quem é super introvertido, super entendo que, gente, pessoas super introvertidas comigo, elas ficam muito desconfortáveis, porque às vezes eu posso ser extrovertida demais, às vezes eu pego lugar demais da conversa, às vezes eu coloco pessoas introvertidas também em situações constrangedoras, conversando demais, perguntando demais. Então eu entendo o lado do introvertido, porque dentro de mim, lá dentro, mora uma pessoa introvertida, que eu foquei, que Gêmeos foi lá e foi sufocando com os anos, e aqui estamos.
Quando eu era criança, eu morria de vergonha de tudo. Eu odiava estar com outras crianças porque eu era muito introvertida, não queria fazer novos amigos, eu queria ficar com os adultos onde eu me sentia mais segura. Ali eu era bem taurina, tinha muita vergonha de tudo, medo, sei lá, medo, vergonha, introversão, tudo misturado. Agora aqui, eu tenho que dizer, quando eu vou ao Brasil, uma das coisas que eu mais gosto, que eu mais prezo, é esse troca com as pessoas.
Eu acho gostoso. Eu sei, quando é todo dia você acha um saco. Tem dia que você não tá no mood, você não tá no mood. Aí você, gente, você colocar um fone no ouvido, você fala: ai, desculpa que eu tenho que, eu tenho que escutar isso aqui para o trabalho. As pessoas vão entender. Agora, quando eu vou ao Brasil, eu sinto exatamente essa diferença do europeu mais calado, né? É porque a Alemanha, né, gente? Ou até aqui, Mallorca, né, que já é Espanha.
Embora o mallorquino tenha uma veia bem— eles parecem os alemães às vezes de fechados, o mallorquino raiz. Mas Mallorca não pertence somente aos mallorquinos, por mais que eles odeiam. Tem muito estrangeiro aqui, muita gente é muito espanhol do continente, muitas outras nacionalidades aqui, muito argentino. E só de chegar aqui a gente já percebe como as pessoas são mais abertas. Outro dia eu tive uma conversa ali com a caixa de supermercado, que é colombiana, meu marido é colombiano.
Ai, você já foi à Colômbia? Essa troca faz falta, sabia? No dia a dia, ser mais humano. Então quando eu vou ao Brasil, eu gosto muito dessa troca, seja com o carinha do quilão, nossa, com os porteiros do prédio. Você fica lá, ó, a portaria do prédio, hein? Quem que— a portaria de qual prédio que não é o point? Ali ficam os vizinhos, chegam, conversa com o porteiro, aí você encontra com outro vizinho. Aí você— eu gosto, eu curto, mas eu também vou ao Brasil uma vez a cada 3 anos.
Então para mim faz parte do rolê turístico praticamente. Então eu entendo que todo dia pode ser um saco. As pessoas aqui comentam. No salão que frequento dá para marcar o horário pela internet e selecionar a opção atendimento silencioso, caso você não queira conversar. Eu amo isso. E caso estejam se perguntando, sim, sou de um país nórdico. Os nórdicos, né, conhecidos pelo amor, pelo carinho, pelo coração quente que eles têm. Eu não sei, assim, eu trabalhando num lugar e eu vejo um fulano marcou atendimento silencioso, eu ia pessoa.
Eu falo, caralho, eu sou tão chata, eu sou tão chata que a pessoa marcou atendimento silencioso. Eu ia conseguir ficar quieta ou aquilo ia ser gatilho para eu falar mais? Não sei. Como que vocês são, gente? Vocês são do small talk? Vocês são do papo aleatório? Alemão, papo aleatório, ele só sabe fazer um: o tempo. É por isso que toda vez que a gente começa podcast eu dou serviço meteorológico, porque 23 anos de Alemanha. Então assim, o tempo tempo é como você começa qualquer conversa na Alemanha.
Relações, casamentos, diplomacia, tudo se inicia falando do tempo. Sempre presta atenção, sempre reclamando: tá quente demais, tá úmido demais, tá seco demais, tá ventando demais, tá frio demais. Nunca tá bom. E se tiver bom, você tem que falar: tá bom o clima, mas tá errado para essa época do ano. Aí já puxa uma mudança climática entendeu, para o assunto. Alemanha, gente, tô dando aqui uma aulinha para vocês de como sobreviver na Alemanha.
Outra pessoa disse que pagaria a mais por esse serviço do silent treatment, do silêncio no atendimento. Ai, nossa, quando eu fui no Brasil, a Tamise, acho que Tamise o nome dela, que a Bruna me indicou, nossa, tão simpático o lugar, tão legal. A gente vai lá, conversa, eu escuto a fofoca dos dos outros. Inclusive, eu tava lá e chegou uma mãe da Líbia, da embaixada da Líbia. Imagino que marido ou embaixador, ou trabalhava na embaixada da Líbia, com as duas filhas da Líbia, e só falavam em inglês.
E a cabeleireira lá com mãos e pés, elas com mãos e pés. Eu falei, vou ajudar, e fiquei lá traduzindo o que que elas queriam. Inclusive, queria pintar o cabelo roxo. E estavam dizendo para a cabeleireira que, como as meninas estavam sem o véu e elas já eram meninas, sei lá, de 13, 14 anos, que se ela podia garantir que não ia vir nenhum homem durante o atendimento para elas poderem ficarem confortáveis ali. Aí a cabeleireira: ai, mas meu marido, tem que avisar ele porque ele não vem aqui de tarde.
Então enfim, eu fiquei ali no meio servindo de intérprete e foi super legal, batemos um papo e tal. E tal. E, né, eu acho uma pena não ter essa troca. Eu falo que eu não gosto de gente, mas eu gosto de gente selecionada. Outra pessoa diz: a gente deveria simplesmente se mudar para um país nórdico, problema resolvido. Gente, vocês falam isso, depois de 6 meses você tá ali tomando antidepressivo e pergunta por que que o antidepressivo não funciona.
É por essas outras coisas. Falta o calor humano, tem que encostar em mim para conversar o tempo todo. Brasil não tem Mas vai, eu aceito. Outra pessoa diz: uma vez eu selecionei esse tipo de atendimento e também moro em um país nórdico, mas a minha cabeleireira não pareceu muito convencida. Ela começou dizendo com muita hesitação: então, vi que você marcou atendimento silencioso. E o restante do meu atendimento foi constrangedor.
Desde então voltei a marcar atendimento normal com conversa fiada mesmo. Acho que é um bom exercício para uma pessoa introvertida. Exatamente, vai lá e Então assim, vai no embalo. Os cabeleireiros, as esteticistas, os Ubers, eles sabem como guiar uma conversa. Vai no embalo, seja entrevistado. Gente, o editor desse podcast, o senhor meu marido, ele é o entrevistador oficial. Ele é muito— eu sou boa de papo aleatório, ele é muito bom.
E sem você perceber, ele arranca todas as informações das pessoas. Eu amo. Ele chega, ele tem a fofoca completa com data, com hora, com nomes. E a pessoa nem percebeu que contou tudo para ele, entendeu? É uma lábia assim que ele me ganhou. Outra pessoa disse: passei décadas odiando cortar o cabelo e me recusando a fazer isso até que a situação, até a situação ficar tão ruim que já não dava mais para ignorar. Então, há 1 ou 2 anos encontrei uma mulher tão completamente neurodivergente que adoro as conversas dela e agora só corto o cabelo com ela.
Nada de como vai o trabalho, da minha família. Com ela é mais assim: nossa, fiquei hiper focada em roedores aquáticos depois de fazer palavras cruzadas. Você gostaria de ouvir algumas curiosidades sobre capivaras enquanto corta o seu cabelo? Amo! Gente, olha isso, isso é cultura, isso é cultura! Eu adoro, adoraria. Me conta, me conta tudo sobre capivara, como elas são, quem são, por que são. Além disso, faz os melhores cortes de cabelo que já tive e de alguma forma também é extremamente rápida.
Caso ela se mude daqui de onde eu moro, eu vou precisar descobrir como explicar para minha esposa que teremos que arrumar as malas e ir atrás dela. Outra pessoa diz: nossa, a minha família inteira tínhamos a melhor cabeleireira do mundo e ela era muito parecida com essa nas conversas durante o corte. O salão dela era coberto de pôsteres de anime e outras coisas nerds. Ela entrava completamente na onda de qualquer hiperfoco estranho que você quisesse compartilhar.
Sinto muito falta dela porque ela se mudou para outro estado. Aí agora o supra-sumo da introversão. Aliás, essa também poderia ser o da vergonha. Uma vez fiquei meio tipo para uma barbeira. Uma barbeira? Não, uma vez barbeira pode falar, claro, né? Se ela corta cabelos masculinos, ela é uma barbeira, gente. Não sei, foi a tradução, pode dizer. Muito simpática, que traria um presente para ela da minha viagem de férias a Tenerife.
Olha, fechando o ciclo, a gente falou de Tenerife no começo do episódio, falando aqui no último algum comentário. Só que eu esqueci completamente e agora eu nunca mais passo por aquela região onde está o salão dela. Já se passaram 3 anos. Pô, ela nem lembra! Ou então vai lá e leva um chaveiro, um rum. Tenerife tem rums maravilhosos com sabor de coco. Leva um rum, compra na Amazon e leva para ela e fala: ai, fiquei 3 anos sem vir aqui, tá aqui seu Gente, que episódio gostosinho, com uma mescla assim de, né, não ser só traição, traição, traição.
O que que eu faço? Meu marido me traiu. Vou tentar, vou, olha, a língua presa hoje tá difícil. Vou tentar fazer mais episódios assim, roteiros mais assim, mais misturadinhos, que aí levam o nosso humor também, né? Nem sempre é só para aquele, ai, vou passar raiva aqui. Claro, não se preocupe, entrarei sempre relatos que deixam nosso cortisol assim, ó, que a gente fica até com a cara inchada de ódio. Sempre terá, sempre terá, porque, né, vocês homens, vocês sempre estão aprontando, vocês não deixam barato.
Gostaria de agradecer por todos os comentários, por todo mundo que tá chegando e ficando e maratonando. Olha, vocês fazem o nosso dia muito bom, adoro. Um grande beijo e até o próximo relato.