Episódios de Relatos Roubados Podcast

Uma ligação misteriosa salvou a vida dele | RELATINHO ROUBADO #15

11 de agosto de 202628min
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🌀 “Reddit, contem suas histórias de ‘falha na Matrix’”

Um ovo que reaparece depois de ser retirado. Uma mulher que aparece repetidamente nos sonhos de um desconhecido e, anos depois, parece fazer a ligação que salva a vida dele. Pessoas vistas em dois lugares ao mesmo tempo. Uma secretária eletrônica gravando uma conversa que nunca aconteceu.

Hoje o Reddit resolveu testar até onde vai a nossa capacidade de encontrar uma explicação racional pras coisas. Porque coincidência é uma coisa. Agora... algumas dessas histórias estão fazendo hora extra.

Qual dessas falhas na Matrix você acha mais difícil de explicar sem apelar para universo paralelo?

🌐 Fonte: Reddit📍 Subreddit: r/AskReddit

🔗 Link original

O Relatinho Roubado é o irmão menor do Relatos Roubados de quinta-feira: um formato pocket, mais curtinho, com 1 relato extra pra vocês matarem a saudade. Sem medo do cancelamento, toda terça em áudio e vídeo.

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🎙️ Host e roteiro:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠@adele_theoriginal⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

🎬 Produção e edição:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠@christian.homeboy⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Participantes neste episódio1
A

Adele

Host
Assuntos4
  • Figuras anômalas· SociedadeOvos misteriosos no café da manhã·Sonhos recorrentes com Aurora·Ligação misteriosa que salva vida·Secretária eletrônica com gravação extra·Carro desaparecendo em tempestade·Dupla aparição de pessoa conhecida·Avistamento de figura enigmática·Visão de irmão em local improvável
  • Coincidências e Explicações Racionais· SociedadeExplicação para ovos misteriosos·Explicação para ligações cruzadas·Explicação para carro desaparecido·Explicação para dupla aparição·Explicação para avistamento enigmático·Explicação para visões de pessoas·Drogas e álcool como explicação
  • Interpretacao de Sonhos· SociedadeSonhos como mensagens do cérebro·Sonho com resolução de problema matemático·Sonho recorrente na infância
  • Medos Pessoais· SociedadeMedo de ligações no celular·Medo de mensagens de áudio·Medo de extrato bancário·Medo de campainha·Medo de parentes
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Bem-vindos a mais um relatinho do Relatos Roubados Podcast. Eu sou a Adélia, sua host. Trago toda terça-feira um relato do Reddit pra você matar a saudade até o Relatão da quinta-feira, que é o episódio longo onde eu falo, falo, falo, falo, e o editor desse podcast quer morrer que ele tem que editar. Tudo bem, roubadas? Tudo bem? Os vizinhos estão aqui se jogando na piscina, tô escutando eles, tô morrendo de inveja porque nós a gente não tem piscina.

E vamos de relatinho hoje. Acabei de gravar um episódio antes desse, queria fazer pausa, estou exausta, mas estou sendo obrigada a trabalhar. Sim, obrigada, estão me obrigando. Mentira, eu faço porque eu amo, eu faço com muito amor. E este relato é que a gente vai trazer daquele subreddit chamado Ask Reddit, pergunte ao Reddit, que é uma pergunta e os relatos são as respostas de quem tá lendo aquela pergunta. Ou seja, serão hoje vários micro-relatinhos, micro-Renatinhos.

Vamos de Renatos? Vamos de Renato. Vamos ver no que que vocês acreditam, porque eu sou muito cética de tudo, gente, não acredito em nada. A pergunta é: Reddit, contem suas histórias de falha na Matrix. Aham, o que que significa falha na Matrix? Aí ele explica: estou falando de acontecimentos estranhos ou coincidências que vocês nunca conseguiram explicar direito. Eu começo: no meu trabalho temos café da manhã todos os dias. É só um buffet simples com ovos, bacon e essas coisas, nada muito grande.

Serve apenas umas 12 pessoas. Tá ótimo, né, gente? Normalmente sou um dos primeiros da minha equipe a chegar e a cozinha estava vazia como sempre. Entrei na cozinha e vi uma bandeja de cerâmica com 12 ovos. Era parecida com a metade de baixo de uma caixa de ovos, com espaço para cada um. Ok, todos os espaços estavam ocupados por ovos cozidos, ainda quentes e recém-preparados. Peguei um ovo, fui até a lixeira, descasquei e depois voltei para perto da comida.

Foi aí que eu parei na hora. Havia 12 ovos na bandeja novamente. Ninguém entrou na cozinha enquanto eu descascava o meu ovo no lixo. Eu toquei no ovo misterioso e ele estava com a mesma temperatura dos outros ao redor. Não foi nada grandioso nem muito importante, mas foi algo muito estranho. Como ninguém recebe todos os dias um ovo misterioso vindo de universo paralelo, descasquei e comi aquele também. Resumo: encontrei um estranho ovo quântico no café da manhã, comi, não ganhei superpoderes.

Ai, gente, acho que simplesmente a questão é: enquanto ele descascava, ele deve ter dado as costas para bandeja. E alguém preparou esse café, né? Esse café não chegou ali de paraquedas, esse café não chegou ali de asa delta nem de drone. Alguém, uma pessoa humana, preparou aquele café. Então provavelmente essa pessoa humana que preparou o café chegou, olhou na cozinha e falou: ué, Eu coloquei uma bandeja só com 11 ovos e colocou ali um ovinho cozido em cima.

Agora ele teria visto, né? Ai, também não sei, não tem como explicar. Bom, ganhou um ovo do universo, parabéns! Tem gente que ganha na loteria, você ganhou um ovo. Aí vamos começar com os comentários. Quando eu tinha uns 20 anos, alguns anos atrás, comecei a sonhar repetidamente com a mulher de cabelos pretos e compridos chamada Aurora. Os sonhos eram diferentes, mas por algum motivo o rosto era muito marcante e o nome dela sempre aparecia.

Chegou um ponto em que eu acordava frustrado e confuso tentava pesquisar o nome dela no Google e descobrir de que forma eu poderia estar ligado a esta mulher Aurora. Depois de alguns meses, ela parou de aparecer. Deixei o assunto para lá e concluí que meu cérebro só estava sendo um babaca. Avançando alguns anos, chegamos ao Halloween de 2009. Eu estava no carro com um amigo parado em um posto de gasolina. Estava prestes a sair do posto e entrar em uma rodovia quando recebi uma ligação de um número desconhecido.

Parei o carro para atender, mas ninguém respondeu. A pessoa que estava atrás de mim ficou impaciente, buzinou e passou bruscamente na minha frente em vez de esperar 2 segundos para que eu saísse. Assim que aquele carro entrou na rodovia, um Honda Civic prateado perdeu o controle e bateu nele. Liguei para a polícia e fiquei esperando no posto até eles chegarem. Depois descobri que os 2 motoristas dos 2 carros morreram. Com toda certeza teria sido eu se não tivesse recebido aquela ligação.

Algumas horas depois liguei de volta para o número por gratidão e também por curiosidade. Chamou 3 vezes e caiu na caixa postal. Oi, você ligou para Aurora. Por favor, deixe seu nome e seu número. Nunca senti tantos arrepios na minha vida. Liguei novamente no dia seguinte porque ainda estava muito confuso com toda a situação. Uma mulher atendeu. Começamos a conversar e contei toda a história, inclusive sobre os sonhos que eu tinha.

Ela disse que não sabia como eu havia conseguido o número dela e que até onde se lembrava, ela disse que não sabia como eu havia conseguido o número dela. E que até onde ela se lembrava, ela nunca tinha me ligado. Estranho. Perguntei se ela tinha Facebook para confirmar se era realmente a mulher dos meus sonhos. Entrei no perfil dela. Caralho, era ela! Se isso não for uma falha na Matrix, então eu sou completamente maluco. É, se fosse aqui o não inviabilize, isso seria um luz acesa, né, gente?

Coincidências acontecem. Aurora, um nome de mulher. Ele sonha uma coisa muito louca, né? É, olha, vou dizer, sonho é uma coisa assim que me fascina, porque é quando o nosso órgão, cérebro, está ali trabalhando de uma forma que a gente tá zero consciente de como. Então tudo que acontece em sonhos, para mim, é quase que uma coisa misteriosa. Eu acho muito interessante, eu adoro lembrar de sonhos e depois ver o que significa. Acredito zero no significado de sonhos, mas tento sim interpretar e falar por que tá vindo aquilo, né?

Por que tá vindo aquilo? O que que meu cérebro tá querendo me dizer? Eu sempre acho que são mensagens que meu meu cérebro captou durante a vida, durante o— eu não acho, eu li sobre isso. São mensagens que meu cérebro captou, talvez não em minha sã consciência, eu inconscientemente, mas meu cérebro conscientemente captou, né? E ao dormir a gente vai lá trabalhando todas as informações. Um sonho que eu nunca vou esquecer foi antes da minha primeira prova de matemática na faculdade.

Eu tava muito nervosa, gente, primeira prova de todas era a de matemática, ou seja, foi a primeira prova do primeiro semestre. Tava muito nervosa, tava estudando muito, e eu cheguei a uma questão, a uma equação que eu não conseguia resolver. Claro, eu tinha a folha de respostas, mas eu não entendia, eu não queria olhar a folha de respostas, eu queria chegar. Eu sabia que aquela era muito relevante, aquele problema, aquela equação, e eu tinha que conseguir chegar àquela solução.

E sabe quando você fica um dia naquilo ali, você estaciona e não consegue? Gente, sim, às vezes um dia era um problema resolvendo, porque na prova você vai ter que estar, né, você tem que ter o gás, porque você só tem uma hora para resolver aquela prova. Gente, eu fui dormir cansada, o cérebro exausto, eu sonhei como se resolvia o problema, acordei e estava correto, eu consegui resolver o problema. Ou seja, o meu cérebro passou o dia inteiro trabalhando, estava exausto.

Quando eu dormi e dei pausa para ele um pouco, ele conseguiu no sonho resolver e eu consegui lembrar. Tava eu sonhando, talvez eu não estivesse sonhando, tava eu meio acordada, não sei, mas eu acho muito louco. Então ele sonhar com uma pessoa chamada Aurora com um rosto muito marcante, interessante. Sonhos recorrentes eu acho uma coisa muito interessante. Vocês já tiveram? Me conta. Eu tinha um sonho quando criança recorrente que era, não vou esquecer jamais, eu estava no banco de trás de um carro e eu acho que era o primeiro carro da minha mãe, uma Elba preta, Jurássicas.

Quem sabe o carro Elba quadradão, cabe um colchão atrás, inclusive quando ela sai para as noitadas assim antigamente. E eu ia junto, sei lá, vai ter festa na chácara. E eu ia junto, tinha um colchão atrás pra eu deitar lá e dormir na hora que eu tivesse cansada. Sem julgamento, gente. Criança nos 80, era assim mesmo. As mães curtiam. E tinha esse negócio de, é, isso aqui não é ambiente pra criança não. Tá aí. Tô aqui hoje saudável, tenho só 897 traumas.

Tomo só 7 remédios controlados. E tenho só 3 ou 4 vícios sendo tratados. E tô viva, não tô? Não sei qual que é o drama. Mas o meu sonho recorrente era, eu acho que eu tava nessa Elba, no banco de trás. E essa Elba estava sendo dirigida à noite, só que não tinha ninguém no banco do motorista. E eu lembro muito o lugar que era. Para quem é de Brasília, senta aqui comigo, me dá a mão. Estava no eixinho de baixo, não o eixinho de cima, indo na direção Asa Sul para Asa Norte, mas já quase chegando ali no miolo, porque uma das coisas que eu via do carro era o prédio do Banco Central, que é aquele prédio preto que tem assim umas 4, não sei se são, acho que são 4 pilastras e umas coisas pretas assim de vidro.

É um prédio muito simbólico e a gente sempre passava por ali. Eu morei uma época na Asa Sul, morei uma época na Asa Norte e estudava uma época na Asa Sul, vindo da Asa Norte. Então assim, era um, o eixinho sempre tava presente na minha vida, né? Então era essa cena, essa era de noite, o eixinho estava vazio, então imagino que era madrugada. Eu vi o prédio do Banco Central quase chegando ali na área do Conjunto Nacional Rodoviário, eu estava na parte de trás desse carro em movimento e estava desesperada porque eu tinha aqui para o banco da frente para pegar o carro em movimento.

Só que eu não sabia dirigir e eu comecei a ter esse sonho tipo aos 5 anos, 6 anos. E depois alguém me explicou, não sei se foi até minha mãe que me explicou, é que ela tinha um sonho recorrente parecido, que era quando ela não sabia dirigir ainda. E eu na época eu tava aprendendo a andar de bicicleta sem rodinha. Isso demorou muito para mim porque eu caía, me machucava, ficava com muito medo e não tentava mais. Até que aos 8 anos eu tinha muita vergonha de não saber andar de bicicleta sem rodinha e comecei a treinar sozinha.

Falei, agora eu vou aprender. E eu consegui. E depois disso isso, eu nunca mais tive esse sonho do, da Elba indo em direção ao Banco Central. Ou seja, é o cérebro desse cara avisando ele. Mas aí vamos para a parte do carro. O carro entrou ali, não teve paciência, tá, gente? Isso não precisa ser explicado. Sim, poderia ter sido você, poderia ter sido, né, a sua morte ali no trânsito. Agora, este número desconhecido te ligar, você ligar de novo, e o nome ser Aurora, é isso que me Que me incomoda, porque como que um número te ligou?

Isso nunca aconteceria comigo, né? Porque um número que eu não conheço me ligou, eu vou parar o carro para atender? Jamais. Às vezes eu tô olhando para o celular, um número que eu conheço me liga, eu fico olhando para ele e falo: que horas que vai parar? Eu não atendo celular, gente, não atendo. Você quer alguma coisa de mim, você me escreve. Aí alguém pergunta: nossa, você não se casou com a Aurora? Por que vai se casar? Ai, vamos para outra, outro micro-relato.

A secretária eletrônica do universo paralelo. Isso aconteceu há cerca de 15 anos. Gente, lembra quando a gente tinha secretária eletrônica no aparelho fixo em casa? Era muito chique, era coisa de rico, né? Não tinha, eu não tinha, mas eu lembro assim das pessoas que tinha fitinha. Acho que depois minha mãe comprou um aparelho desse com as fitinhas. Gente, tinha uma fitinha cassete que você tirava e colocava, que loucura! Vocês nem sabem do que eu tô falando, né?

Vocês são mais jovem. Dá um Google aí, daqui a pouco vai entrar de moda, igual o povo tá andando por aí com câmera CyberShot. Liguei para um amigo, mas ele não estava em casa, então deixei uma mensagem na secretária eletrônica. Oi, sou eu, eu sou o fulano, foi uma pena não te encontrar, te ligo mais tarde, tchau. Então desliguei e saí de casa, não fiz nenhuma outra ligação. Mais tarde naquele dia ele me ligou de volta e disse: uau, que mensagem foi aquela que você me deixou?

Quem era a garota com quem você estava conversando? Eu respondi: do que que você tá falando? Eu não estava conversando com garota nenhuma. Acontece que a mensagem não terminou depois que eu disse tchau. Precisei ir até a casa dele e ouvir a gravação algumas vezes. Depois da mensagem inicial que eu realmente deixei, exatamente como escrevi aqui, houve uma pequena pausa. Então a gravação continua por mais uns 30 ou 40 segundos comigo conversando com uma garota.

Era minha voz, mas era uma conversa que eu nunca tive com a mulher cuja voz eu não reconhecia. Dava para comparar com a mensagem que eu sabia que tinha deixado, e as duas vozes eram indistinguíveis. Palavra, filha da mãe! Não era apenas a voz, era também o jeito de falar e os meus maneirismos. Era a minha voz, maneirismos de voz, né? Além disso, as referências ao meu trabalho e as minhas atividades também eram as mesmas. Basicamente, nessa conversa eu falava com a garota sobre ir esquiar, mas dizia que primeiro precisava passar na minha oficina para trabalhar em um carro.

Tudo isso combinava perfeitamente comigo. Então a mensagem simplesmente terminou. Ela foi gravada em uma daquelas secretárias eletrônicas digitais que armazenava a mensagem em um chip. Então infelizmente não havia uma fita que eu pudesse levar para ser analisada. Além disso, nem eu nem meu amigo tínhamos linhas telefônicas compartilhadas, então essa também não é uma explicação. Que diabo é uma linha telefônica compartilhada, gente?

Foi muito assustador, não consigo explicar. Resumo: talvez eu tenha me conectado a um universo alternativo por meio de uma secretária eletrônica. Ai, eu cética de tudo, como explicaria isso? Eu explicaria que antigamente, quando a gente usava telefone fixo, ligações se cruzavam, gente. Ai, vocês não têm noção! Isso não acontece, né, hoje em dia mais com linha de celular. Nunca fiquei sabendo, nunca vi. Acho que com linhas, né, modernas.

Mas antigamente as linhas de telefone fixo se cruzavam e você de repente começava a escutar a conversa de outra pessoa no meio da sua conversa. E sempre saía briga. Desliga você! Não, é eu que tô aqui! Sempre saía briga. Eu sempre brigava com as pessoas. Não era uma coisa que acontecia todo dia, acontecia, sei lá, uma vez por ano, mas acontecia. Então essa seria a minha explicação. As vozes são quase idênticas que fazem parecer idênticas, mas é uma gravação, gente.

Será que eu reconheceria minha voz como idêntica? Você tem que pensar, né? Existem vozes que são idênticas. Tô escutando agora um podcast de true crime alemão onde uma das narradoras tem exatamente a mesma voz da minha podcaster preferida de um outro podcast de true crime alemão. Gente, de uma maneira que eu achei que era a mesma pessoa. Eu falei, ué, ela tem outro podcast? E não, eu fui atrás, é outra pessoa totalmente diferente, mas as vozes são muito iguais.

Na minha percepção. Pode ser que eu tenha uma percepção diferente da pessoa, né? Audição acho que é uma coisa bem pessoal. Então, e se foi uma ligação cruzada que você não percebeu que tinha? Aí, ao desligar, a sua ligação cruzada continuou falando com a secretária eletrônica, basicamente. E enfim, você não conhecia essa mulher porque essa mulher não conhece— você não conhece ela. A pessoa com a voz muito parecida com a sua, que tinha profissão parecida com a sua, mecânico de carro.

Eu diria que foi isso, assim, 20 coincidências em uma. O que que vocês acham? Acho que é exatamente isso. Aí um comentário diz assim: enquanto eu lia isso, as luzes do meu quarto se apagaram. Com certeza foi porque eu mal tinha conectado o abajur na tomada, mas ainda assim fiquei assustado. Assim, aqui onde eu sento de noite para ler os comentários de vocês e responder, e tomo meu vinho olhando para o céu, tem uma luz com sensor que fica exatamente ali atrás de mim.

Ela fica levemente ligada e o sensor liga a luz bem forte quando alguma coisa passa na frente dela. Gente, isso acontece muitas vezes e eu não vejo nada passando na frente dela. Ai, é um gato. Não vejo nenhum gato. Ai, é um rato. Não vejo nenhum rato. Eu já fiquei sentado olhando para lá, vejo a luz se acender e nada acontece. Mas deve ter alguma explicação, tipo, a luz tá estragada. Né? Vocês ficaram com medo? Ai, zero medo, gente.

Eu tenho medo de— vou dizer as coisas que eu tenho medo para vocês: ligação no celular, mensagem de áudio, extrato bancário, tenho medo. Quando toca uma campainha, tenho medo. E tenho medo de parente. Tenho medo dessas coisas. Uma luz com sensor que liga sem ter nada passando na frente. Alguma explicação deve ter. Outro que é um micro relato: eu estava voltando para casa em um dia de tempestade quando vi uma estrada secundária que levava ao campo de golfe da região e ela estava bloqueada por barricadas com luzes piscando.

Também reparei uma Mercedes parada depois das barricadas com pisca-alerta ligado. Parei e fui até o carro para ver se alguém precisava de ajuda, já que sou técnico em emergências médicas. Iluminei o banco traseiro com a minha lanterna e vi um homem caído para o lado. Aparentemente dormindo. Achando que tinha encontrado alguns bêbados, fui até a janela do motorista, bati no vidro e iluminei o interior. O motorista estava sentado completamente ereto, imóvel, olhando fixamente para frente.

As batidas no vidro e a luz da lanterna não fizeram com que ele piscasse, se assustasse ou se mexesse. Olhei para o lado e vi que o passageiro estava caído para frente sobre o painel. Aquilo começou a me deixar assustado. Liguei para a delegacia e pedi que enviassem uma viatura em código 2, ou seja, sem luzes nem sirenes, até o local que eu estava para me ajudar a verificar o que estava acontecendo, já que as portas do carro estavam trancadas.

Cachorrinho frio da mãe que não para de latir. Enquanto falava ao telefone, voltei até a minha caminhonete para buscar minha bolsa de primeiros socorros. Ainda falando com a central, a atendente pediu para que eu anotasse a placa do carro. Foi justamente nesse momento que um caminhão com plataforma elevatória da companhia de energia apareceu vindo pela estrada bloqueada. Fui contornar o caminhão para conseguir ver a placa e o carro tinha desaparecido.

Eu conversei com o motorista do caminhão e ele disse que havia uma árvore de cerca de 24 metros caída atravessada na estrada e que provavelmente ela só seria liberada depois de 1 ou 2 dias. Então a pergunta é: para onde que aquele carro foi se havia uma árvore bloqueando a estrada de um lado e barricadas bloqueando o outro? Desde então sempre fico um pouco inquieto quando paro para ajudar em acidentes ou situações de perigo na estrada.

Aí ele manda o cruzamento no Google Maps e disse que as barricadas estavam mais ou menos a 1,5 metro à frente da câmera, onde a câmera tava ali, a foto do Google Maps, e a árvore estava depois da curva ao longe. Olha, corajoso, mas você trabalha com primeiros socorros, então imagino que você deve estar, né, treinado para situações assim, de ver alguma coisa que parece um acidente ou pensar alguém que parece ajuda agora. Para onde foi esse carro?

Eu acho que a explicação aqui são drogas. Tá? Você achou esse Mercedes e a galera tava travada de alguma droga, é muito louca, travadão. Quando você chegou com a lanterna, eles ficaram: caralho, é a polícia, vamos fingir que a gente é invisível. E ficaram invisíveis, né? Sabe quando você acha que quando você não se mexe você não vai ser visto? Quando você piscou a luz ali, eles travadão ali, o cara ereto, móvel, falando: se eu não respirar, ele acha que eu não tô aqui.

O outro desmaiado atrás, no banco de trás, nem participou da brincadeira. O outro na frente meio que fingiu que tinha tido um acidente, morreu. Quando você virou as costas e eles escutaram o barulho do caminhão, eles aproveitaram e com as luzes apagadas, e talvez era um híbrido, ah, não era um híbrido porque faz muito tempo eu acho a história, só rolaram o carro sem ligar o motor. Ai, não sei. Ai, gente, não sei. Talvez eles deram um jeito de passar pela árvore, contornaram, a gente não sabe.

Ou pior, pararam o carro no acostamento algum lugar meio que esconderam num mato, na via ali, num campo, enquanto a travação da droga passava, que eles tomaram, que eles estavam muito loucos. Essa é a minha explicação, não vejo nada sobrenatural aí. Vocês veem alguma coisa assim de falha na Matrix? É estranho, obviamente, você olhar, tem um Mercedes, você virar a cara, olhar de novo, não tem mais Mercedes. Mas drogas. Ou a outra explicação é você como socorrista, noites viradas, cansado, Talvez também usando alguma ou outra droga lícita para manter acordado.

A gente não sabe qual o seu nível de cansaço. Talvez misturou tudo ali, todo mundo nas drogas. Outra pessoa conta: isso aconteceu comigo quando eu estava no terceiro ano da escola e me assustou tanto que comecei a chorar e precisei ir até a diretoria conversar com o diretor. É o seguinte: eu estava no corredor de castigo por ter me comportado mal quando o meu vizinho Ted, que era um ano mais novo do que eu, saiu de uma sala a minha direita, passou na minha frente e desceu uma escada.

Nós dissemos oi um pro outro, ok? Uns 20 segundos depois, ele saiu da mesma sala, passou novamente na minha frente e desceu a escada. Eu fiquei olhando pra ele, confuso e assustado. Ele olhou de volta, tipo: que diabo você tá me olhando desse jeito? Viu fantasma? Eu nunca tinha percebido o quanto aquilo parecia um déjà vu de Matrix. acho que você imaginou, não tem dois Teddies. Ou você confundiu, você tava nervoso, terceiro ano.

Mas você falou que você ficou tão nervoso que você foi chorando falar com o diretor. Acho que tava tentando fugir do castigo, né? Não. Aí ele disse: lembrei de um segundo exemplo de algo parecido e eu vou ter que contar também. Alguns anos depois desse incidente com o Ted na escola, minha irmã e eu estávamos na sala assistindo televisão, na sala de casa. Nós dois vimos nossa mãe atravessar o outro cômodo e passar pelo corredor ao lado.

Talvez uns 20 minutos depois, ela entrou em casa vindo do quintal. Minha irmã e eu nos olhamos confusos e perguntamos como ela tinha voltado para fora hora de casa, se a gente viu ela entrando? Nossa mãe não fazia ideia do que estávamos falando. Ela disse que estava no quintal havia horas e, claro, não havia mais ninguém em casa. Então você tá vendo, você tá, como se diz, vendo, não, está tendo premonições de coisas que vão acontecer, será?

É, para essa aqui não tem nenhuma explicação não. Eu diria que você está mentindo, mas depois você falou que viu com a sua irmã. Dá tempo de mais um, dá tempo de mais um. Quando eu tinha 12 anos, minha mãe deixou que eu esperasse dentro da caminhonete quando ela fazia compras no supermercado. Ai, gente, típico, né? Quem não? Criança aqui anos 80, 90, fica aí no carro esperando. E minha mãe fazia isso comigo. Aí o carro travava e o alarme ligava.

Brasil, né? Carro tem que ter alarme. O alarme ligava, alarme com sensores internos, que se eu peidasse ali dentro, o alarme disparava. E esse alarme, sabe aquele que era? Daquele que vai na maior altura e tem 8 tipos de alarmes embutidos. Então ela saía, minha mãe é a pessoa mais enrolada da face da terra, assim, se ela falar que uma coisa vai demorar 5 minutos, demora 55. Vou só ali na farmácia pegar uma coisa, fica aqui. Provavelmente que ela tava estacionada na segunda linha, né?

E eu fico pensando, o que que adianta deixar uma criança dentro do carro? Eu não vou pegar o carro e restacionar se alguém chegar para tirar o carro. Qualquer intenção, ai, olha, irresponsabilidade dos anos 80 e 90. Então eu tinha que ficar lá imóvel, sem respirar. Se acontecesse alguma coisa e eu me mexesse e aquele alarme começasse a tocar, eu tinha que ficar lá olhando para o nada com aquele alarme tocando e todo mundo me olhando como se eu fosse— ai, olha, traumas.

Vamos falar: nossa, que problema de gente branca, igual me falaram uma vez um O que que eu posso fazer se esse é um dos meus traumas? Que que esse trauma me fez fazer? Não sei, tenho esse podcast por causa desse trauma. Tá, vamos voltar para a história. A mãe deixou que ele esperasse dentro da caminhonete enquanto ela fazia alguma coisa no mercado. Além de ser perigoso, né, vinha alguém ali sequestrar uma criança. Enquanto esperava, vi um senhor idoso caminhando em direção ao veículo.

Ele me olhava com uma expressão impossível de descrever, como se eu soubesse demais. Ele parou cerca de 1,5m da caminhonete onde eu estava, ficou me encarando por alguns segundos e depois voltou exatamente pelo mesmo caminho de onde tinha vindo. Por algum motivo aquilo foi bastante traumático e muito confuso para mim naquela idade. 5 ou 6 anos depois, meu pai estava mostrando vídeos antigos da nossa família em Yellowstone. Acho que é um parque natural dos Estados Unidos, né?

Uma reserva natural, acho que na Califórnia, se eu não me engano. Em uma gravação feita perto do geyser de Old Faithful, reparei no mesmo homem. Era ele, as mesmas roupas, o mesmo olhar. Ele observava a gente pela câmera e parecia olhar diretamente para mim através da televisão. Só de contar isso já estou apavorado. Aí ele adiciona aqui: não esperava que essa história fizesse tanto sucesso. Mais alguns detalhes: o vídeo de Yellowstone foi gravado quando eu era muito pequeno, acho que eu tinha uns 2 anos.

Eu estava em um daqueles carregadores de bebê nas costas do meu pai. Gente, pode ser coincidência, esse senhor viu eles no Yellowstone, foi filmado, e ele tem uma cara meio mal encarada. E anos depois você tava no carro com a sua mãe, ela foi no mercado, e era o mesmo senhor com as mesmas roupas. É, senhor Normalmente usam as mesmas roupas sempre, ou roupas muito parecidas. Vocês não acham? Eu não acho tão sobrenatural assim, nem falha na Matrix assim.

Um comentário diz: nossa, todas as histórias dessa discussão podem ser explicadas por viagens no tempo. Ai, isso é me pope. Não é que eu não acredite em viagem no tempo, eu acho que deve ser possível sim, de alguma maneira, mas isso é me pope. A única conclusão possível é que as nossas versões do futuro são todas umas babacas. Amei! Porque teve um comentário que disse: ah, esse velho é você vindo do futuro. Mas que inútil! Sou eu vindo do futuro e eu não avisei nada?

Só olhei assim de cara feia para mim mesmo? Por que que não me avisou nada? Falou compra a ação da empresa tal, volta nos anos 80 e manda eu comprar ação da Apple. Dá tempo de mais um? Vamos só mais um, Christian. Isso aconteceu na casa de um amigo em 2008. Quando éramos adolescentes, tínhamos um galpão muito legal na casa de um amigo onde nos reunimos todos os fins de semana, adolescentes. Bagunça! O lugar tinha 4 beliches, mesas, lareira, televisão, geladeira e tudo mais.

Nossa, arrasou, hein? Certa noite estávamos todos lá quando decidi que precisava fazer xixi. Saí pela porta da frente do galpão e comecei a caminhar para a direita, mas parei. Deixa eu explicar como era o lugar. Ao sair do galpão, a casa ficava à esquerda. À direita era onde estacionávamos os carros. Mais adiante havia apenas campos vazios e árvores. Cenas de filme de terror, né, gente? Já estava escuro. As luzes da casa iluminavam o espaço entre a casa e os carros, mas a claridade desaparecia logo depois deles.

Quando dei um passo para a direita, que é o lado que tava meio iluminado, será, com a intenção de ir atrás dos carros para me aliviar— assim, ele queria mijar atrás dos carros— vi o irmão mais velho do meu amigo parado ali. Fiquei observando por uns 5, 10 segundos enquanto ele permanecia imóvel, olhando para a escuridão. Então ele começou a caminhar por trás de algumas árvores e de um carro até desaparecer. Na escuridão. Confuso, voltei para dentro do galpão e perguntei ao meu amigo o que o irmão dele tava fazendo perto dos carros.

A conversa foi assim: eu falei, cara, o que que seu irmão tá fazendo ali perto dos carros? Meu amigo, como assim? Aí ele, ele acabou de passar ali por trás dos carros. Aí o irmão do meu amigo, ei, eu tô aqui! Eu olhei para o lado e lá estava o irmão dele sentado em uma das cadeiras com uma bebida na mão. Ele estava usando exatamente as mesmas roupas que eu tinha acabado de ver, e a única forma de entrar no galpão era pela porta pela qual eu estava parado, bloqueando a passagem.

Até hoje não faço ideia do que aconteceu e imagino que eu simplesmente tenha visto coisas, mas o fato de ter ficado observando ele caminhar por uns bons 10 segundos sempre me deixou intrigado. Eu acho que era outra pessoa muito parecida com o irmão, ou que o irmão sabe uma outra entrada do galpão e você foi trollado. Eu acho que é isso. Vocês acham, gente? Vocês acreditam em alguma coisa assim dessas coisas de falha na Matrix, para não dizer, sei lá, coisas misteriosas?

Tem algum caso de vocês assim? Tem uma pessoa na família de vocês assim? O editor é na nossa relação a pessoa que vê coisas. Eu já disse para vocês, já dei minha lista de medos, nada disso aqui. Eu acho que esse menino tava bêbado, na verdade. Ele falou que ficava ali adolescente bebendo, devia ter fumado um, era isso, gente. Eu acho que 90% se explica com drogas e álcool, e os outros 10% são pura, é o puro suco da coincidência.

Coincidência acontece. Bom, já tá bom para um relatinho, mais que bom. Meus olhinhos já estão pequenos para quem tá assistindo o vídeo, porque a claridade tá muita. Normalmente eles são assim, ó, super abertos, ó, ó, ó. Um grande beijo e eu vejo vocês no relatão de quinta-feira, hein? Vejo lá!