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Meus pais arrancaram minha bebê de mim à força | RELATOS ROUBADOS DO REDDIT #32

06 de agosto de 20261h32min
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Uma mãe se recusa a entregar a própria bebê enquanto amamentava. A reação dos pais dela? Imobilizar a filha e arrancar a criança dos braços dela à força.

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Sem medo do cancelamento (na verdade tem sim kkk), comentamos cinco relatos roubados do Reddit sobre pais completamente sem limites, uma amizade destruída por uma acusação falsa, uma sogra que trata a nora como secretária do filho, uma vingança de 6 dólares e um menino que fez a família perder o lugar onde estava morando.

CAPÍTULOS
00:00 Introdução
02:07 Meus pais arrancaram minha bebê de mim
34:34 Eu não sou secretária, mãe nem carcereira dele
50:10 Minha filha quer ir ao funeral da ex-amiga
01:00:00 Ele não acreditou que eu faria algo após a traição
01:19:01 Meu filho fez com que saíssemos da casa da tia

👶 “Fui agredida pelos meus próprios pais porque não quis entregar minha bebê que estava chorando. Atualmente estou sem contato com eles e traumatizada.”
🌐 Fonte: r/TrueOffMyChest

📱 “Eu não sou secretária, mãe nem carcereira dele”
🌐 Fonte: r/motherinlawsfromhell

⚰️ “Eu sou a babaca por dizer à minha filha que ela não tem o direito de lamentar nem de ir ao funeral da ex-amiga depois do que fez?”
🌐 Fonte: r/AmItheAsshole

💸 “Ele não acreditou que eu faria alguma coisa quando descobrisse que estava me traindo”
🌐 Fonte: r/pettyrevenge

🏠 “Eu sou a babaca por dizer ao meu filho que ele é o motivo de termos que sair da casa da tia dele?”
🌐 Fonte: r/AmItheAsshole

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🎙️ Host e roteiro:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠@adele_theoriginal⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

🎬 Produção e edição:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠@christian.homeboy⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Participantes neste episódio1
A

Adele

Host
Assuntos7
  • Maternidade e Paternidade· SociedadeAbuso físico e agressão·Controle parental·Corte de contato familiar·Trauma e saúde mental
  • Dinâmica familiar tóxicaSogra controladora·Marido 'enmadrado'·Falta de limites
  • Traição e Coma· SociedadeExposição pública·Publicidade paga em redes sociais·Consequências de adultério
  • Amizade tóxica e manipuladora· SociedadeRumores e difamação·Consequências de fofoca·Comunidade religiosa
  • Impacto no Desenvolvimento Infantil· SociedadeComportamento desafiador infantil·Responsabilidade parental·Moradia e instabilidade familiar
  • Mudancas Climaticas· Meio AmbienteQueimadas e desastres naturais·Colapso ambiental·Bem-estar animal
  • Cuidados com animais de estimação· SociedadeVacinação veterinária·Saúde e bem-estar animal·Viagens com animais
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
AAdele

Aqui temos relatos absurdos da internet contados por mim. Fica aí após a vinheta. Howbathers, howbathers, como vocês estão, minhas queridas e queridos? Sim, ai, ontem descobri mais um da cota masculina. Por que que eu fico tão feliz com a cota masculina? Não sei, né? Migalhas, porque nós mulheres gostamos de migalhas. Beijo, Jefferson. Antes de dar o serviço meteorológico e geográfico, estamos aqui a 27 graus às 9:44 deste dia maravilhoso em Mallorca, gravando do lado de fora, agradecendo muito pelos 37 graus ainda não estarem aqui.

Tá batendo uma brisa maravilhosa. Liguem o vídeo para vocês verem minhas flores. Para quem chegou aqui hoje, vou contar para vocês relatos que eu roubei do Reddit, aquela plataforma onde todas as pessoas que têm zero condições de comunicação com parceiro, que tem zero ideia de como se comportar em situações socialmente elevadas, vão lá e escrevem e perguntam a opinião da gente. E nós, especialistas em julgar, especialistas em comentar, especialistas em passar raiva, passaremos aqui uma horinha juntos fazendo exatamente isso.

Você tem a escolha: pega o busão agora para o trabalho, pega aquela louça que já tá fedendo, pega aquela roupa que tá ali jogada na cadeira misteriosa do quarto e fala: bora dobrar, bora separar, vem comigo. Vamos para o primeiro relato que vem do True Off My Chest, o subreddit que pesa o clima, aquele subreddit que fala aqui, ó, Desabafos sinceros do meu peito. Seria a tradução? Não sei. Ih, eu vou pesar o clima realmente já no primeiro minuto de podcast, hein.

Primeiro minuto não, já dá pra mudar lá pro terceiro. O título é: Fui agredida pelos meus próprios pais porque não quis entregar minha bebê que estava chorando. Pesado pra de manhã, né? Ai, Adele, conta mais coisas engraçadas. Ué, gente, o que eu posso fazer que a vida das pessoas é essa desgraça? E são os relatos que aparecem na internet pra gente contar. Eu pego o que tem, né? Aconteça então, mas criem situações mais engraçadas para que a gente possa rir aqui.

A vida não tá nada engraçada para ninguém. Vamos ver o que ela conta. Atualmente estou sem contato com eles e traumatizada. Aviso de gatilho aqui: abuso físico e agressão. Eu realmente preciso desabafar e quem sabe receber algum apoio, porque estou muito traumatizada e exausta com toda essa situação. Minha bebê agora está com cerca de 2 meses e meio, mas esse incidente grave aconteceu quando ela tinha apenas 5 semanas. Semanas.

Vou dar um contexto rápido. Minha mãe foi até a minha casa para ajudar, entre aspas, durante as duas primeiras semanas. Ela reclamava o tempo todo que estava entediada e dizia como estava infeliz por não estar na própria casa. Para que que foi então, velho? Ela assumiu completamente os cuidados com a bebê e só trazia a bebê para eu amamentar antes de arrancá-la de mim para fazê-la dormir sozinha. Uma vez ela chegou a se referir a mim como a irmã da bebê e falava da minha filha como se fosse filha dela.

E endoidou a véia. Por causa de toda essa interferência, levamos 6 semanas para finalmente nos sentirmos como uma família de verdade dentro da nossa própria casa. Bora avançar para a 5ª semana. Meu marido precisou comparecer ao funeral de um parente. Nós não queríamos expor nossa recém-nascida a uma multidão tão cedo, então ele me deixou na casa dos meus pais para uma estadia curta de 2 dias. Fora isso, ele jamais teria me deixado sozinha com eles.

Parece que já Parece que já são conhecidos por ser assim, nível tóxico master. O incidente começou porque minha bebê estava chorando e eu me recusei a entregá-la aos meus pais. Normalmente, sempre que a bebê chorava, minha mãe corria imediatamente e tentava tirar a bebê dos meus braços e ia para outro cômodo. Às vezes, até quando eu estava amamentando, ela ficava em pé em cima de nós duas nos vigiando. Dessa vez, minha mãe estava ocupada na cozinha, então mandou meu pai agir como uma espécie de Guarda!

Ele literalmente tentou tirar minha bebê de mim enquanto eu ainda estava amamentando. Eu disse claramente que não entregaria bebê e que eu mesmo iria acalmá-la. Eles entraram e saíram do quarto duas ou três vezes, ficando cada vez mais agressivos. Por fim, me encurralaram no sofá, prenderam os meus braços e arrancaram minha bebê à força das minhas mãos. Eu fiquei completamente fora de mim, é claro, como qualquer mãe do reino animal ficaria.

Quando tentei desesperadamente recuperar minha bebê, meu pai força física para manter a bebê longe de mim, me empurrando e me jogando para trás com violência. Fiquei com cortes e arranhões por toda a mão e pelo braço. Enquanto me agrediam, minha mãe continuava gritando que eu era anormal, que estava doente, que precisava ser fortemente medicada e que eles precisavam me sedar ou me fazer dormir. Os dois me acusaram de ser ingrata e de estar agindo como uma louca.

Eles só recuaram quando comecei a gritar que chamaria a polícia. Quando minha mãe finalmente devolveu minha bebê, ela estava chorando e tendo reações extremamente exageradas e melodramáticas. A mãe, não a bebê. Eu corri imediatamente para o meu quarto, tranquei a porta e tive que esperar lá apavorada até que meu marido— apavorada até meu marido conseguir ir me buscar no dia seguinte. Logo no dia seguinte fui embora daquela casa e cortei completamente o contato com eles.

Bloquei os dois em todos os lugares possíveis. Como meu pai não conseguia falar comigo nem com meu marido, ele chegou a ligar para o trabalho do meu marido para tentar chegar até mim. Ele falou um monte de merda, então foi super constrangedor. Meu marido tem me apoiado de uma forma incrível. Para me tranquilizar, ele assistiu as imagens do monitor da bebê que registraram o incidente e vi me lembrando de que eu era a única pessoa agindo de maneira sensata naquela situação.

Na verdade, ele está absolutamente furioso. Ele conversou com meus pais, deixou muito claro que um pedido de desculpa sincero seria o mínimo e que eles precisavam pensar seriamente no que fizeram. Ele me apoia 100% e disse que eu não preciso fazer nada que não queira. No momento, minha mãe me manda vídeos aleatórios de gatos ou aqueles vídeos idiotas no Instagram dizendo que eu deveria ser grata. Ela disse ao meu marido que não acha que precisa pedir desculpas, que não há nada para conversar e que só quer que o assunto seja encerrado.

Meu pai foi manipulador e narcisista durante toda a minha vida, então qualquer coisa que ele diga é completamente irrelevante. Eles tentam entrar em contato comigo o tempo todo agora, mas nunca é para pedir desculpas. Eles só querem fingir que nada aconteceu para poderem ver a neta. Eu sei que eles não estão realmente arrependidos. Eles só estão irritados e infelizes porque perderam o poder e o controle que tinham sobre mim. Alguém já lidou com esse nível de delírio e toxicidade?

Como vocês enfrentam as consequências de cortar completamente o contato, mesmo sabendo que fizeram exatamente o que precisavam fazer para proteger a si mesmos e aos próprios filhos? Às vezes eu me sinto triste e sozinha, mas perdoei tantas coisas ao longo dos anos que sinto que não consigo mais. Eu nunca tinha cortado totalmente o contato com meus pais e isso parece e desconfortável, mesmo depois de todos os traumas que eles me causaram ao longo dos anos.

Ah, o aviso de gatilho tinha que ter sido para mim. Eu não sei se eu cheguei a ler essa história até o final, porque diabos eu coloquei essa história aqui? Impressionante, né, como, como esses pais não se tocam do papel deles e de que a filha já não é mais uma criança, de que a filha já não é mais um ser que eles podem controlar e que eles têm poder sobre. Quando ela falou que a mãe chegou a chamar ela de irmã, meio que assim, meio que agindo como se a criança fosse filha dela, eu já pensei, cara, essa avó louca vai tentar tirar essa criança, vai falar, ai, minha filha é doida, vai tentar internar, vai tentar, sei lá, achar um laudo médico, vai tentar pegar a guarda.

Que perigo, né? Porque eu acho que isso acontece sim, alienação parental, mas sem ser de um dos pais, sendo praticada pelos avós. Eu, como não tenho filhos sem pelo, meus filhos são só com pelo, não, nunca vivi essa questão com crianças, mas me tocou muito aqui na parte que ela falou, nunca tinha cortado totalmente o contato. Isso parece errado e desconfortável. Ah, vamos pesar mais o clima aqui. Sim, eu cortei contato com pessoas da família, assim, ativamente cortei o contato.

Não cheguei a bloquear. Eu sou meio contra bloquear porque eu sou tão fofoqueira e eu sou tão da picuinha e eu sou tão do detalhe que eu quero deixar todas as coisas, assim, todos os meios de comunicação ainda abertos, caso o outro lado ainda queira me contactar. Eu sempre falo contactar, mas eu acho que é contatar. Caso queira me contatar é para, não sei, continuar a briga. As pessoas, os parentes em que eu cortei o contato, são pessoas próximas, não estão bloqueadas, e faz exatamente um ano.

E, gente, foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz até hoje. E foi um caso parecido de uma coisa que aconteceu. Não, não teve abuso físico nem nada, mas dessa vez, mas foi uma situação onde eu tenho o editor como testemunha que eu sou uma pessoa muito explosiva, né? Eu sou uma pessoa muito reativa. Então realmente muitas vezes eu perco a razão muito fácil. Dessa vez ele me garante, ele como, claro, ele tá um pouco inclinado a me garantir por ser meu marido, mas ele sempre me diz quando eu tô errada também, que eu não exagerei nem nas palavras nem no modo de agir e tava certa ao exigir respeito numa certa situação.

Eu odeio contar as histórias assim tão por cima, tão lameada, mas é que como a situação ainda é meio crítica, eu não posso dar tantos detalhes. Um dia eu vou dar detalhes, talvez no dia que a gente tiver nosso Apoia.se, aí a gente conta todo esse babado. Em detalhes, que é uma— é um relato assim também meio pesado, meio chato pra contar assim tão em aberto, por ser meu, né? Eu poderia ter escrito ele, colocado aqui pra vocês, vocês não iam saber nunca.

Olha que boa ideia! Bom, agora você já sabe. E eu fiquei esperando um pedido de desculpas depois de muitos e muitos e muitos anos, sempre deixando as coisas indo pra debaixo do tapete, sempre relevando, sempre mantendo a harmonia, ficando puta, explodindo no momento e depois falando, ai, pelo bem da nação, ok, vamos continuar isso aqui. E nunca veio um pedido de desculpa, ou nunca veio uma resolução, nunca veio, né, uma— nunca veio nada.

Dessa vez eu falei, não, eu vou bater o pé, gente, não tem como continuar daqui. Não foi nem a coisa mais grave que aconteceu em toda essa relação com essas pessoas, mas foi uma coisa onde eu cheguei a um ponto que eu falei, eu não quero mais, me faz muito mal. E essa frase que ela falou, nunca cortei totalmente o contato, isso parece errado, desconfortável, é como eu me sinto até hoje, depois de um ano. Não vai vir o pedido de desculpa, a pessoa ou as pessoas não estão arrependidas, não reconhecem erros, não estão dispostas a dialogar.

E exatamente aqui, como esses pais dessa, dessa, desse relato querem continuar, né, simplesmente mandando os memes ou os vídeos de gato pelo Instagram, Aqui metaforicamente falando, querem simplesmente continuar a relação como se nada tivesse acontecido. E para mim foi chega. Naquele momento eu senti que foi um segundo passo da minha vida de virar adulta. Eu sabia que teria consequências ao cortar essa relação e sabia que eu ia me sentir muito culpada, muito desconfortável, ia sentir que isso tá muito errado.

E com o tempo não havia um dia que eu não pensasse nesse corte de relação, que que eu parei de responder, que eu parei de engajar, não vai vir nada, não vai vir nada, vamos fingir que nada aconteceu, então eu vou me calar a partir daqui. Como eu disse, não bloqueei, vou me calar. E o marido ali como pessoa intermediária e meio que como meu filtro, ou como também a pessoa que fala, olha, aqui você exagerou, aqui você tá certa. O senhor editor, né, para quem chegou hoje aqui nesse episódio, é o meu marido.

Enfim, o que que eu diria para essa pessoa que escreveu o relato, caso eu tivesse contato com ela? Eu falaria, Não vai mudar, você vai continuar sentindo que é errado, que vai, que você vai continuar sentindo culpa. Essas pessoas, seus pais, vão fazer drama, vão te fazer, vão falar de você como se você fosse a pior pessoa do mundo. E você tá na razão, você tá na sua razão. Eu odeio esse papo de minha verdade, minha razão. Não, existe a verdade e a razão de uma história, às vezes com, né, um pouco mais colorida de cada lado.

Eles, você tem a sua filha, você é uma pessoa adulta, e eles não conseguem reconhecer isso, né, que você tem a sua opinião, o seu modo de criar. E não é que você tava cometendo nenhuma atrocidade, você tava ali amamentando e você falou, eu vou acalmar minha filha. Não, a gente sabe fazer melhor, você não sabe. Ah, porra, né? Ai, olha, esse negócio de pais controladores, isso estraga tanto a gente, né? Isso transforma a gente em adultos tão inseguros, em adultos com tantas síndromes, né?

Síndrome de impostor e tal. A gente já vai ter que tratar tudo isso por ter passado a vida inteira levando isso no rabo. Então, amiga, do meu coração, querida. Corte esse contato o mais cedo possível e mantenha cortado, porque esse negócio de esperar as desculpas, e se elas vierem, não vão ser desculpas reais, como você disse. Vai ser só para ter o contato com a neta. Não é por você, é porque agora eles veem a neta como um objeto de desejo, né?

Os avós querem ter a netinha e eles se sentem muito donos dessa criança também. É duro no começo, vai ficando mais fácil. E se você no começo todo dia você pensa e sente essa culpa e sente esse desconforto por ter cortado a relação, no terceiro mês vai ficando menos difícil, no sexto mês você vai começar a ter dias onde você não pensa sobre isso, e após um ano você vai lembrar dessa situação uma vez por semana. Vai continuar desconfortável, vai continuar uma parte de você vai continuar sentindo culpa, Mas é o melhor para você.

E eu tô me sentindo hoje aqui a psicóloga formada, e isso tá errado, gente, porque eu não sou nada, eu não sou ninguém. Eu sou só uma pessoa com uma certa vivência, pelo fato de ser uma pessoa idosa, como dizem nossos seguidores do Instagram, uma pessoa velha, praticamente em decomposição. Não sei quem eu acho que eu sou, mas essa vivência, essa idade me dá, né, aquele negócio, você não pode dar palpite que você não tem filho, mas eu já fui criança.

Ah, você não pode dar palpite porque você não tem lugar de fala, porque você não é adolescente. Mas eu já fui adolescente e convivi com adolescentes, então sim, todo mundo tem uma vivência, tem uma opinião, e um podcast não dá para fazer calado sem opinião, né? Eu sinto muito que esse primeiro relato foi meio muito sério e não é do meu feitio, mas eu acho que é interessante que a gente discutir aqui. Temos uma atualização. Em primeiro lugar, obrigada a todos pela preocupação, pelas sugestões, pelos bons desejos e pelas palavras carinhosas.

A vida ainda está um pouco caótica por eu ser mãe de primeira viagem, Então li o que consegui e só agora estou conseguindo responder. Onde eu moro, cortar relações com a família não é algo considerado normal. Gente, em lugar nenhum é normal. Eu vivo em uma sociedade onde as pessoas visitam os avós e até parentes distantes o tempo todo. Esse lugar para mim se chama o quinto dos infernos. Alguém, alô terapia, me explica o meu ranço por parente.

Alguém me explica esse ranço que eu tenho assim dentro da minha carne. A gente sabe qual que é esse ranço, né? Se chama traumas. Aquela, né, que se autoterapeia, não sabe nada de psicologia, não sabe falar português, aí a ideia que ela tem é: bora fazer um podcast. Além disso, retirar completamente os próprios pais da sua vida não é fácil. Ah, você não me diga! Tem gente que retira eles também fisicamente, né? E você ainda tá retirando só metaforicamente do seu convívio, né?

Você ainda não cometeu nenhum crime. E foi justamente por isso que escrevi a publicação. Não diga! Ai, que às vezes eu também fico irritada com as pessoas que escrevem, desculpa. Porque eu estou tendo dificuldades para lidar com isso. Muitas pessoas perguntaram porque eu ainda não tinha bloqueado meus pais em todos os lugares. Onde? Sei lá, Snapchat, Pinterest. Eu não sou muito ativa no Instagram e também não gosto muito de publicar coisas.

Só vi os vídeos que eles mandaram 3 dias depois do incidente. Depois disso, deixei passar por um tempo porque queria ver até onde aquilo iria, mas começou a despertar muitos gatilhos, então acabei bloqueando. Dica, dica aqui da pessoa que não gosta de bloquear, porque gosta de deixar os canais abertos para manter a picuinha: no WhatsApp você não tem que bloquear a pessoa, você pode arquivar o chat. Arquiva a pessoa, se é um grupo, ou se não é um grupo, faça um grupo com a pessoa e arquiva, entendeu?

Aí você tem lá aquela tabzinha de arquivos, aí vai ficar lá 999 mensagens que a pessoa te mandou não lidas. Aquilo vai engatilhar mais ainda a pessoa que não foi bloqueada, porque ela vai falar: gente, ela recebe e não lê, ela recebe e não lê. Sim, eu recebo e eu não leio. Eu, como pessoa muito curiosa, se tiver ali na lista de pessoas, eu vou meter o dedão e vou ler. Mas não, eu deixo lá no arquivo, leio só a primeira frasezinha e falo: ah, olha você novamente, que tal irmos tomar no cu hoje?

Entendeu? Tá aqui minha dica. É porque gatilha, né? Toda hora vem aqui, subir aquilo. Então ela acabou bloqueando no Instagram os dois lá também. Depois apareceu uma notificação do Pinterest. Puts, eu realmente tinha esquecido que o Pinterest existia. Todos nós, né? Eu uso pouquíssimo. Vocês perguntaram porque eu espero um pedido de desculpas. Laços familiares são uma necessidade humana muito básica e acho que, como passei 30 anos correndo atrás disso, não consigo simplesmente me afastar de uma hora para outra.

Eu sei, no meu caso também, décadas. No entanto, tenho muita sorte por ter construído minha própria família segura e acho que não vou mais correr atrás de vínculos que já desapareceram há muito tempo. Tô com você. Minha família são as pessoas que eu convivo, que eu escolho ser minha família. Por isso que eu digo, de onde que vem esse ranço de parente? Parente é aquela coisa obrigatória e família é uma coisa que eu desejei ter.

Minhas amigas são minha família, meu marido é minha família, meus cachorros são minha família. Tá mais que bom, não preciso também ter 897 pessoas. Além disso, minha mãe e meu pai são pessoas extremamente manipuladoras. Eles choram, acabam no hospital e envolvem parentes distantes ou pessoas completamente aleatórias até conseguirem trazer você de volta. Nossa, as coisas também tinham se acalmado bastante ao longo dos anos e eu realmente achei que eles tivessem mudado.

Eu nunca tinha contado nem ao meu marido, com quem estou há 6 anos, sobre esse lado da minha família até esse incidente acontecer. Enfim, como era o dia de folga do meu marido, tivemos a oportunidade de sentar, olhar a publicação e conversar sobre tudo. Falamos com uma amiga advogada e ela nos encaminhou para outra pessoa que entende desse tipo de situação. Quando você mora em um país minimamente corrupto— ah, olha, poderia ser o nosso— sabe que a polícia trabalha mais para se livrar da burocracia do que para realmente ajudar as pessoas.

Acreditem em mim, se eu tivesse ido à polícia, talvez até tivesse sofrido represálias do meu círculo social. A polícia simplesmente encerrou a questão dizendo que deveríamos resolver o problema entre nós. Considerem-se sortudos caso achem isso inacreditável. Decidimos que ainda é cedo demais para processar ou tomar medidas legais e, no fim das contas, o apoio restante da minha família é importante, então não queremos fazer nenhum movimento errado.

Também acho, também acho que aqui até agora, bom, você sofreu uma agressão, você poderia tentar fazer um BO, mas você disse que a polícia tá lá te abanando como se você fosse uma mosca. Acho que bloquear essas pessoas, como diz meu marido, é ignorar um narcisista, é o pior castigo. Ele aprendeu isso no TikTok. Psicólogo de plantão, diga assim, como lidar com eles? No entanto, registramos oficialmente a situação ontem. Ah, ó, fez Também tomaremos as precauções, precauções, palavrinha chata, necessárias, como instalar uma câmera na porta.

Acho bom. Moramos a alguma cidade de distância. Nossa, olha, recomendo às vezes um oceano de distância. Sabe qual que é o continente que não dê para chegar de carro? Eu recomendo. Estamos seguros em nossa comunidade e nossa menina está feliz e saudável. Felizmente não existe direito dos avós no meu país. Conversei com a mulher dos serviços sociais, ela me disse que caso haja alguma denúncia ou qualquer outra coisa, eles geralmente tentam manter o bebê com a família.

É, né? Porque pode ser que essa sua mãe, esse seu pai, essas desgramas saiam por aí falando com autoridade, dizendo que você é doida, que você não está apta para cuidar de um bebê, que você está cometendo isso, isso, isso, que você abusou da bebê, sei lá, né? Ainda bem que vocês foram atrás, porque já vai deixar um rastro, né, da papelada falar, ó, eles começaram. E você mencionou que você tinha uma gravação da baby cam, da câmera do quarto, onde dá para ver as agressões.

Então, ó, Você tá ali, você tá ali, ó, como diria Déia Freitas, você tá boneca. Ela até concluiu hoje que existe uma chance praticamente nula de eu enfrentar qualquer problema na minha situação. Li algumas mensagens de pessoas que estão passando ou já passaram por situações parecidas. Estou mandando muito amor e muitos abraços para todos vocês. Espero que vocês tenham os meios necessários para sair desse ambiente tóxico como eu consegui, ou que encontrem uma saída o mais rápido possível.

Espero que todos nós consigamos encontrar paz, alguns Alguns dias, algum dia, não alguns dias. Concordo, Pi, você tem a sorte, a mesma sorte que eu tenho. A sorte não, você fez certo e você escolheu um homem bom ao seu lado, como eu, né? O mérito na verdade é meu de eu ter um marido maravilhoso, que eu escolhi uma pessoa boa. Vocês devem estar pensando que ele tá aqui perto, por isso que eu tô falando isso. Exatamente, ele tá sentado ali.

Deixa eu ver a reação. Gente, a audição dele é tão seletiva que ele não tava prestando atenção. Vocês acreditam? É impressionante. Eu falo, falei tudo isso que eu falei agora, que ele vai ver no corte, na hora que for cortar, que for editar. Aí eu olho para ele, ele: essa é minha vida, maravilhoso, porém homem, ainda homem. E vocês sabem, né, homem ainda não acabamos com eles, mas um dia essa raça tem que acabar. Deixa eu beber um golinho da minha Fanta.

Fanta. Sim, gente, 10:10 eu bebendo Fanta. Saúde em primeiro lugar. Podia ser álcool, podia ser álcool, e não é álcool, mas Fanta Zero. É só porque já tinha na geladeira. Horrível, nossa, pode descer no ralo. Voltando ao meu pensamento, né, como diz o editor, nunca termina um pensamento. Ela tem a sorte de ter um marido decente ao lado que a apoiou. Só assim também eu consegui dar esse passo do corte. E se não fosse meu marido me apoiando, dando esse não só me apoiando no corte, que também é uma coisa boa para ele, porque ele também, né, tinha que lidar com esses problemas, mas também me apoiando em dizer que eu não estou louca, que as coisas que eu estou vendo e que eu estou sentindo são válidas.

E outra coisa, ele também é o intermediário ainda dessa relação, ou seja, ele terminou se lascando. Os comentários eram todos nesse sentido de registrar e bloquear os dois de todos os lugares e tomar muito cuidado, porque esses avós podem tentar até um dia, sei lá, sequestrar a neta. Tem gente que vai, né, no Reddit já faz a fic. Mas, gente, já existiu de tudo, né? Já existiu de tudo. Então as pessoas assim, a maldade das pessoas não tem fim.

Tem que realmente tomar cuidado. E alguém falou uma coisa que eu achei muito interessante nos comentários: essas pessoas claramente nunca ouviram um não durante toda a vida mimada delas, estão planejando silenciosamente uma maneira de tirar sua filha de você. Assim que sua mãe perceber que você não vai fingir que nada aconteceu, ela vai acionar o Serviço de Proteção à Infância para sequestrar legalmente sua bebê. Cara, eu acho bem capaz, mas vocês vocês viram aí que no direito vocês estão, e muito difícil de acontecer.

E assim, é tão louco que os comentários dizem isso também, que é tão louco que eles fizeram é com você nessa agressão, que eles colocaram até a criança em risco, né? A bebê em risco. Ela poderia ter caído, poderia ter batido a cabeça, né? Você tentando se defender, poderia ter acontecido coisas muito piores. Olha, outra coisa que eu acho que a gente pode levar para todos nós que precisamos cortar contato com alguém Alguém fala: é agora, mãe, este é o momento de estabelecer limites muito sérios.

Eles precisam sofrer consequências. Não ouse deixar que eles saiam impunes pelo que fizeram com você. Sim, nós que sofremos assim, não tô me colocando só do lugar de vítima, tá, gente? Pelo contrário, pelo contrário, eu sou muito culpada dessa relação com essas pessoas com quem eu cortei o relacionamento. Eu tenho minha parcela de culpa muito grande de não ter dado certo também, por ser reativa, por ser uma pessoa que falo mesmo, entendeu?

Que eu não fico engolindo nada. Esse povo que fica engolindo, engole, engole, engole, chega em casa e chora, é o cacete. Se for para explodir, eu vou explodir ali naquela hora, né? Você falou, eu vou te devolver o constrangimento porque eu vou aumentar minha voz. E eu falo, olha, eu tenho um dom que é um dom do qual eu não tô muito orgulhosa, mas com as palavras eu já fiz muita gente chorar. Eu vou lá naquela pior parte de você que eu já identifiquei, eu já analisei, e eu guardei, porque apesar de tudo eu não sou má.

Mas na hora que você pisar no meu calo, na hora que você pisar na minha joanete, eu vou pegar aquilo, vou transformar numa frase de efeito e vou jogar na sua cabeça de uma maneira— bom, nunca vou esquecer o dia que a mulher da Lufthansa saiu chorando daquele guichê depois de um péssimo atendimento. Tava implicando com embarque dos cachorros, ok, tinha 4 cachorros para embarcar implicar. Mas, gente, eu sei aquelas leis de cor e salteado, eu sei todas as regras, tá tudo certinho.

E ela começou a implicar, sabe, gente, que começa a implicar por implicar, e queria fazer esse joguinho de eu tenho o poder e vocês não. Pois eu falei, ah, é? Vamos brigar aqui. Como ali a gente não pode sair na mão, porque eu queria embarcar ainda e não queria ainda xingar, eu só soltei, nossa, realmente deve ser seu primeiro dia de trabalho aqui, né? Porque uma pessoa que já trabalha mais tempo aqui saberia dessas coisas tão básicas que é número 1, regra tal e tal, e número 2, como atender clientes.

Nossa, eu tinha sacado que ela tava tentando fazer o trabalho dela muito extremamente bem, por isso tava cagando regra que não existia. Essa mulher, as lágrimas dela começaram a descer de ódio e ela começou a atacar essas canetas, até que ela chamou a chefe: não vamos atender essas pessoas. Eu falei: nossa, mas você tá, você tá brava? Você ficou com raiva agora? Sim, gente, quando é com pessoas onde o palavrão reina Olha, eu não levo desaforo para casa.

Eu, quem leva desaforo para casa, a úlcera vem. Eu não vou ter úlcera por causa de você. Então sim, eu não sou só vítima dessa relação que acabou. Vai voltar um dia, não sei. Tô melhor agora, tô. Então pense nisso, coloca os limites de vocês. Olha, eu fiz isso aos 39. Aos 39 eu tive a força, o apoio e a capacidade de fazer isso. Poderia ter feito aos 35, poderia ter feito aos 34, mas eu acho que eu não tava pronta, não tava forte, não tava sábia o suficiente.

Então a Alice vai vir para você, vai vir para você, mas vai trazer muita sabedoria. Vamos ver se o próximo relato é menos, menos próximo à minha realidade, porque, né, nenhuma experiência única aqui. Tudo que eu pego no Reddit parece que é meio que eu fazendo minha própria terapia. Olha, vocês psicólogas de plantões, é isso? Será que é por isso que a gente gosta de escutar tanto a história alheia? Porque a gente se autoterapeiando no meio.

Pois é, né? Deveria escutar talvez um podcast de psicólogo para entender melhor. Antes da gente— acabei de ver que o segundo relato é de um subreddit também, assim, de cortisol altíssimo, que o meu Apple Watch— adoro aquele meme de quem é do Instagram, do cara que fala quem tem um Apple Watch nunca vai falar o meu relógio ou meu smartwatch, vai ser sempre o meu Apple Watch. Vai achar que eu tô fazendo exercício de tanto que o meu batimento cardíaco vai subir.

É do subreddit Mother-in-Law from Hell, a sogra dos infernos. Então calma lá, vamos fazer o joguinho do engajamento. Eu não sei se deu certo da semana passada ainda que eu fiz com vocês, porque o episódio vai ao ar hoje, dia 30 de julho de 2026. Mas vamos fingir que deu super certo, vamos fingir que vocês engajaram horrores, que foi o joguinho da caravana, dizer de qual caravana que vocês são. Ai, sou da caravana de Osasco! Por que que eu sempre falo Osasco, gente?

Eu acho que é o nome engraçado. Ai, sou da caravana de Teresina! Vamos ver, vamos ver. Hoje a gente vai fazer o joguinho de engajamento. Vamos ver, vai ter que vir aqui agora do nada. O joguinho do engajamento de hoje é: você para o que você tá fazendo, solta a louça, solta. Você tá no carro, vai para o acostamento, vai dar seta, dá seta direito, ó, não vai para o acostamento sem dar seta, enxuga a mão, solta o aspirador, tira a máscara aquela, né, que aspira com máscara.

Jamais, gente, não vou aspirar com máscara. Você que tá no ônibus, dá para mexer no celular ou vai ser roubado? Se for para ser assaltado no ônibus por causa do joguinho do engajamento, não façam. Mas gravem para gravar no cerebinho e chega em casa vocês têm que participar, porque o que que a gente quer é bombar esse podcast. Porque se podcast, bombar esse podcast, ia conseguir dinheiro desse podcast. Vocês vão ganhar relato para dar e vender, vocês vão beber relato.

Nossa, e eu vou ficar insuportável. Aí sim eu quero ver os haters tendo que me engolir. Se agora que eu não sou ninguém, tô no nicho aqui, então não sou ninguém não, né, meu amor? Tô aqui com as minhas nichadas, minhas nichadas que também tem aquelas opiniões, né, pouco assim beirando ao cancelamento. Se eu já sou assim agora, no dia que isso aqui soltar R$1, nossa, vocês me segurem, porque eu vou ter R$1 para contratar um jurídico, sei lá, não sei, vou contratar um outro editor, não o que dorme na mesma cama que eu.

Não que ele seja ruim, mas sei lá, colocar uns efeitos, enfim. Joguinho do engajamento hoje é: não chega nunca esse caralho, né? Ela não consegue terminar um pensamento, gente. Nossa, próximo podcast. Não, você volta. Que que você tá vestindo? Tá vestindo hoje? Qual é a cor? Qual é? É short, camiseta, é macaquinho? É, me dá o outfit of the day, porque o que que isso diz sobre você, né? Eu quero saber que tipo de pessoa que eu estou lidando.

Vou agora narrar para quem está só no áudio. Se você tá no ônibus com medo de ser assaltado, estou eu com o famoso macaquinho, o jumpsuit, né? Uma peça de roupa que eu neguei no meu armário durante muitos anos, porque, gente, Qual que é a solução para ir ao banheiro aqui? O botão, o primeiro botão é aqui em cima, o último botão é aqui embaixo. Tenho que fazer xixi, que que eu faço? Quem que sentou e falou: essa é a peça de roupa?

Neguei a existência dele. Aí comprei um esse ano, vesti, falei: ficou lindo, ficou lindo! Já tô no jumpsuit número 7 ou 8 e contando, porque eu achei muito legal o conceito. Mas outro dia a gente tava no restaurante, eu tive que ir ao banheiro e fiquei horrorizada, porque eu tinha certeza que naquele momento ia acontecer alguma coisa, que eu ia ter que sair correndo da na cabine, ou que alguém entrar ali e eu naquela situação, né?

Enfim, que que você tá vestindo hoje? Qual cor? O meu jumpsuit é marrom com rosa e verde, as cores da mangueira num fundo marrom. Bora lá, terminou o joguinho do engajamento, aí você ganha o segundo relato. A Dani, que Dani ridícula! Ai, gente, tem que pensar em alguma coisa para vocês engajar. Vocês engajam horrores, mas eu quero que todo mundo engaje para fazer isso aqui bombar. Vamos fazer bombar! Tanta gente fazendo podcast ruim por aí e eu vou ver os números das pessoas, eu Eu falo, que que é isso?

Vocês estão, sabe, parece esse povo que se contenta com qualquer coisa, qualquer homem que pega na lata do lixo. Vocês pegam qualquer podcast aí, vocês adotam. Quero mais gente adotando isso aqui, que isso aqui é bom, isso aqui é bom de qualidade. Dá para escutar o vizinho construindo a mansão dele? Dá. Mas é aquela coisa, quer um áudio melhor? Engaja. Quer para eu ganhar dinheiro e poder, sei lá, contratar uma inteligência artificial para tirar o barulho da a obra.

Vamos lá para sogra do inferno. Ai, lembrei desse. Nossa, por que que eu escolho as coisas que me irritam? Na hora que eu leio, me irritam depois. Agora, quando— ai, bom, vamos lá. Quero saber a experiência de vocês, porque eu acho que aqui vai ter muita gente para dar essa experiência. O título é: Eu não sou secretária, mãe, nem carcereira dele. Preciso desabafar, por favor. Sou casada há 16 anos Bom, eu sou a quase 7, mas ajuntada a 22.

Segura, segura minha mão, segura minha mão. Vamos. Durante todo o meu casamento, minha sogra me tratou como se eu fosse a secretária pessoal e a responsável pelo meu marido. Frequentemente, quando ele pede alguma coisa a ela ou quando ela precisa dizer algo a ele, em vez de falar diretamente com o próprio filho, ela fala comigo para que eu resolva. Noiva. Ai, hoje de manhã ela me mandou uma mensagem dizendo que meu marido havia comentado que precisava ir a um dermatologista.

Minha sogra disse ao meu marido que enviaria as informações, mas em vez de mandar para ele, mandou para mim. Esse homem está chegando aos 50 anos. Eu não vou marcar as consultas médicas dele. Eu não vou ficar administrando a porra da vida dele enquanto já administro a minha, a dos nossos filhos, a casa e as finanças. Estou de saco cheio dessa misoginia escancarada. Eu sou a parceira dele, isso significa que estamos juntos nessa.

Eu não sou a cuidadora dele. Então hoje de manhã, quando ela me enviou essas informações, tirei um print, mandei no grupo da família e marquei meu marido. Espero que ela entenda a indireta, mas provavelmente não vai porque ela é tão tapada quanto uma pessoa consegue ser. Caso alguém tenha alguma sugestão de como lidar com isso no futuro, porque estou 1000% de saco cheio, adoraria ouvir. É 16 anos, né, fazendo isso, e agora você quer pedir demissão?

O meu conselho é: você se lascou, porque ele já tá perto de 50 anos. Dá mais 10 anos aí que esse inútil não vai levantar da cadeira para mais nada. Você vai ter que dar banho nele, gente. Você tá lascada, você tá lascada. Pior que o que não falta, quando eu ligo aqui minha memória de elefante, o que não falta são exemplos de pessoas assim, e sempre o quê? Homens com mães. Esse dia, esses dias eu tava no Instagram, para variar, porque quando eu não tô na frente dessa câmera, quando eu não estou em alguma praia paradisíaca, quando eu não estou em algum aplicativo gastando dinheiro que eu não tenho, eu estou no Instagram ou no TikTok.

Tava lá e meu Instagram tá infestado de coisas em espanhol porque eu estou na Espanha, meu amor. Passando uma— quem chegou hoje aqui, gente, não comentei isso ainda com vocês. Acho que eu não contei nenhum capítulo, mas eu Eu moro originalmente na Alemanha e estou passando uma temporada muito longa em Mallorca, na Espanha. Então meu Instagram está infestado de coisas em espanhol, porque eu vou likeando por ali, vai mudando um pouco o nosso feed.

E tava lá, ai, palavras que só existem no espanhol. Eu falei, bora ver. Aí tinha uma que se chamava enmadrarse, o verbo enmadrarse, dizer, ai, fulaninho tá muito enmadrado. Madre, né? Eu, madre, mãe, mãe de vocês, madre de vocês. E uma pessoa que é muito enmadrado é exatamente isso: um filho que nunca largou a teta, um filho que ainda está envolvido ou envolto, me diz aí, está envolto na placenta, um filho que nunca saiu do casulo, criado pela mãe.

E eu tenho aqui, vamos ver, tenho dois exemplos muito, muito próximos de mim. Meu marido não é assim, já vou dizendo. Editor, beijos, não é assim. É inútil em lembrar coisas? É. Tem uma memória de quem tem Alzheimer? Sim. Às vezes eu acho que é burrice? Sim. Mas nesse caso com a mãe é zero. E eu sempre falo: não me use como secretária. Quando ele vem aqui, dica, dica, dica, dica, dica, dica da sábia. Quando o seu marido, seu namorado, sua namorada, seu esposo, seu ficante virar para falar: ai, você tem que me lembrar de fazer tal coisa.

O editor adora fazer isso. Você vira para ele e fala assim: não ocupe minha memória RAM mental com a sua lista de to-dos, ok? Pega o seu celularzinho de merda, abre o bloco de notas e faça uma listinha Pega o seu alarme, coloca um alarme com o nome não esquecer de tal coisa. Pega o seu calendário, coloca isso. Mande um email para você mesmo, faça um print dessa coisa importante, mas não, não vá ocupar o meu cérebro com a sua lista de coisas.

Ai, você não pode me deixar esquecer de fazer tal coisa. Não, já basta as coisas que eu não devo deixar de esquecer. Não faça isso, tá? Isso é uma coisa que eu faço ativamente com o editor, que ele tem uma memória de verdade, da Dory do filme do Nemo. Sem sacanagem, a memória dele é— ele não é diagnosticado com nada, mas sabe da pessoa que vai na cozinha pegar água, volta com uma furadeira, faz um furo na sala e não lembra que foi pegar água e dorme com sede?

Ele é assim. Ai, não posso esquecer de levar meu passaporte. Ótimo, então eu não esqueça, que eu não vou te lembrar. Agora, no meu círculo de parentes e pessoas que eu tenho ranço, conheço um adolescente, um pré-adolescente, um adolescente. Quanto que é adolescente, gente? Para mim, 11. O editor respondendo, a pergunta era retórica. Para mim, 10, 11 é pré-adolescente, e 12, 13 é adolescente, né? Então temos um adolescente que tá sendo criado assim completamente enmadrado, puro, né, puro suco da mãe.

Não faz nada sozinho, nada. Não. E a mãe não permite que ele faça nada sozinho. O que que vai acontecer com essa pessoa quando essa pessoa for morar sozinha? Caos. Vai ser caos. Aí vai entrar num relacionamento, o que eu aqui entre nós duvido muito, que essa pessoa entre em qualquer tipo de relacionamento com um homem ou com uma mulher, esta pessoa adolescente. E o que vai acontecer? A outra pessoa vai ter que assumir todos esses compromissos com a realidade, porque ele não vai ser capaz de lembrar de marcar um médico, não vai ser capaz de lembrar de levar o lixo.

Não façam isso, não eduquem seus filhos assim, não sejam misóginas, mamães, porque sim, a misoginia tem infelizmente o início dela hoje em dia na nossa sociedade muito nas mães, na criação dos filhos homens, né? A gente tem que ativamente interromper essa misoginia. Hoje eu tô, parece que eu comi um livro Gente, quem que me aguenta hoje? Eu tô na sabedoria querendo fazer frase difícil. Vamos voltar ao normal, Adélio. E o engraçado é que essa pessoa adolescente que eu conheço que é assim, o pai dessa pessoa adolescente é assim, entendeu?

Então a gente vê a coisa se repetindo. Eu acho que difícil no caso dela, e eu acho que só mandar o print no grupo da família não é o suficiente para você sair desse cargo de secretária. Você tem que falar ativamente falar não, não vou marcar para ele, não, não me mande essas informações, manda para ele, tá? Falar acho que você mandou errado, ou então falar assim acho que você mandou errado, você não ia mandar para ele? Ai, tô mandando para você para você marcar, porque ele fala não, ele vai pegar o dedinho dele e vai discar os números e vai ligar ele mesmo para marcar, tá bom?

Comentários, vamos ver se eles são mais legais que eu. Obrigada, mas por que você está mandando isso para mim, não para o seu filho? Por favor, mande diretamente. Ai, que por favor e obrigado o quê, gente? Vamos diminuir. Quem tá sendo descarado, quem tá sendo babaca, quem tá sendo sem noção, tem negócio por favor e obrigada não. Ah, que por favor e obrigada! A pessoa diz: não faz o menor sentido me colocar como intermediária, tá vendo?

Não, não tem efeito. Essa frase muito educada não tem efeito. Vai, você vai continuar parecendo assistente dele. Tem que falar assim: ué, tá mandando isso aqui por quê? Não sou eu que tô com pereba no rabo? Não sou eu que preciso de dermatologia? Antagonista é ele. Você precisa de ser direta, concordo, mas não assim nessa delicadeza. Você não é uma petúnia, tá? Ela não consegue ler a sua mente e não é razoável esperar que ela fique investigando o que você quis dizer quando você não deixa isso claro.

Também acho, essa véia, vamos supor, o marido já tá com quase 50 anos, vamos colocar que a véia tá com 70 anos. Se ela até hoje tá lá emadronando o filho dela, ela não vai sacar por um print que você, ai, estou sendo misógina e não vou mandar para minha nora. Não, você tem falar. Quer expor? Faz no almoço de família, faz climão, faz climão, faz climão. Olha, vocês não têm que parar de achar que vocês têm que ser amada por todo mundo também, viu?

A pessoa que contou a história responde: quero dizer, não é realmente minha responsabilidade administrar isso. Eu já falei várias vezes para ele acabar com essa situação. Então ele também faz parte do problema, óbvio. Ele está comodíssimo, ele tem duas funcionárias do né? A, a, a, a Madre 1 e a Madre 2, que é você. Então ele também faz parte do problema. E hoje de manhã eu falei novamente para ele fazer alguma coisa, tá vendo?

Deve ter falado muito educadamente. Olha a educação onde nos traz. Eu cuido dos meus próprios pais, dos meus filhos, da casa, das finanças, dos animais de estimação, é o mínimo, do quintal e de todo o resto, tá vendo? Por que que você cuida de tudo isso? Por que que você cuida dos filhos, das finanças, dos animais de estimação, do quintal? Por quê? Ele não me respondeu, mas viu minha mensagem. Gente, engraçado! Você acha que ele viu a mensagem, ele sacou?

Ele não sacou não. Ele deve estar achando que você já marcou para ele. Ele tá esperando o print de quando você marcou a consulta para ele. Quando ele chegar em casa, teremos uma conversa pessoalmente. Eu não vou mais pedir, vou mandar que ele resolva isso. Sim, seja desagradável. Vamos fazer aqui o movimento de ser mais desagradável, tá, com as pessoas. Ai, Adele, mas quer dizer que a vida vai virar um inferno? Não, é, você tem que colocar os seus limites.

Você ficou ficando toda, ai, então, amor, eu acho, olha, na terapia me disseram para a gente conversar isso, vamos sentar aqui. Não, gente, minha terapia não tá em dia, então eu vou no desagradável mesmo. Ela diz, não quero lidar com o inevitável ataque de raiva e com as ligações para os outros irmãos contando como eu sou horrível, como aconteceu das outras vezes que estabeleci limites. Caso ele não faça nada, aí eu definitivamente vou falar alguma coisa.

Estou dando uma última oportunidade para ele corrigir isso antes que eu mesma resolva, coisa que ele não quer que eu faça. Claro, ele não quer ficar mal com a mamãe dele, porque se ele ficar mal com a mamãe dele, ela vai parar de servir ele. Isso vai acabar comigo cortando o contato com ela novamente, porque ela vai explodir comigo. Aí você explode mais antes. Ela vai explodir com você, você explode em cima da explosão dela. Você fala: aqui não, véia, aqui não, chega, chega, chega, chega, chega, já fui trouxa, já fui trouxa, aqui não.

Alguém responde: 16 anos em letras garrafais. Só isso. E é também assim o meu pensamento, né? 16 anos você engoliu isso e agora está tentando reeducar ele. Por isso que é, a gente pega esses projetos de homem, né? Uma coisa é você pegar um que mija na cama, outro que não coloca o lixo no lixo. A gente já teve de tudo nos últimos episódios, né? A gente só teve tribo, tá? Esses a gente não vai arrumar, tá? Questão de higiene que a gente não vai arrumar.

Agora, questões de caras enmadronados, isso dá para arrumar. Questões de caras inúteis, isso dá para dar uma arrumada, mas só quando o training ocorre nos primeiros anos, nos primeiros meses de relacionamento. Se, gente, é igual pegar cachorro ideia. Pega minha cachorra de 15 anos e meio e tenta falar para ela agora que ela não vai ganhar o snack da noite na cama. Ela não vai aceitar, tá? Tivesse feito isso quando ela tinha um aninho, ela ia ser a bichinha até educadinha com um aninho.

Agora é uma véia rabugenta. Ai, meu Deus, amo demais! Ontem desmaiou depois da vacina, achei que tinha diarreia. Passamos os 15 minutos mais horríveis da nossa vida. Beijo, Toma, minha filha linda, minha pugzinha. Alguém pergunta por que ele não está resolvendo isso. Deveria ser a mãe dele que escreve, deveria ser ele quem escreve para mãe. Porque a gente, vocês perguntam também, né? Por quê? Porque o homem é assim, ué. Vê que a mulher tá resolvendo tudo, a gente tem como mulher essa síndrome de querer resolver tudo.

Eu não, né, porque eu larguei mão. Assim, sou super mulher, super feminista. Feminista e feminina e amo ser mulher, mas tem coisas que eu vejo que nós mulheres tendemos muito a fazer, que é uma coisa, é people pleasing, querer sempre agradar, querer sempre ser gostada dos outros. Trabalho muito nisso, que não trabalho ativamente para que as pessoas não gostem de mim. Olha os conselhos da louca! Não façam isso porque dá certo, as pessoas se afastam mesmo, mas Eu trabalho ativamente e não querer agradar o tempo todo.

Vão ter situações desagradáveis e eu tenho que deixar elas desagradáveis e vai ser ok. É fácil falar, gente, mas tem hora que aí eu olho para trás e falo: tá vendo, evitei a fadiga da pessoa, evitei a situação constrangedora e a coisa desagradável. Agora eu tô mal, devia ter feito mil vezes pior. É outra coisa que é isso, né? Eu não tenho mais essa síndrome de querer arrumar nada para não quero arrumar nada, quero que se exploda, quero se lasque.

Não só na questão de relacionamento com homem, também assim com família, né? Essa pessoa, essas pessoas com quem eu cortei relação, um dos problemas que eu tinha também era muito isso de chegar sempre com uma banana podre para mim, sempre com abacaxi para eu resolver. Falar: não quero, não quero, resolva você os seus. Tá muito chato já essa relação de só resolver problema, coisa chata. Alguém falou aqui, ah não, ela mesma falou: sinceramente não sei, já falei várias vezes, também avisei que além de ser esquentada eu não tenho a menor porra de papas na língua.

Parece que tem, porque 16 anos. Da última vez que estabeleci um limite, ela ficou gritando comigo da varanda da frente usando um pijama tipo camisola enquanto dizia que estava de saco cheio das minhas merdas. Mas deixa ela passar de louca, deixa. Ótimo. Dessa vez não acho que conseguiria simplesmente fechar o vidro do carro e ir embora sem dizer uma palavra. Não tem o que fazer. Pode mostrar o dedo para ela, faz uma banana com braço, sabe?

Mais. Aquilo resultou em 6 meses sem contato e deve ter sido o quê? Uma maravilha. Contato com gente insuportável é problema. Falta de contato com gente insuportável é presente. Ou como vocês sempre dizem nos comentários, é livramento. Bora para o terceiro relato, que daqui a pouco eu tenho que sair para almoçar com sogrão e o marido. Vem do subreddit Am I the Asshole, traduzido para o português: sou eu Babaca. E o título é, gente, eu só peguei coisa que pesa o clima hoje, mas é o que temos, né?

Sou eu a babaca por dizer à minha filha que ela não tem o direito de lamentar nem de ir ao funeral da ex-amiga depois do que ela fez? Uau, temos ex-amiga, funeral, ou seja, funeral, alguém morreu, né? Quando minha filha estava na escola, ficou amiga de uma garota chamada Kelly. Elas continuaram próximas durante a faculdade. Minha filha chegou a ser uma das as anjainhas de casamento de Kelly. Para explicar de onde veio o comportamento da minha filha, meu ex-marido me traiu repetidas vezes e o nosso casamento terminou de uma forma horrível.

Minha filha não fala mais com o pai e despreza completamente qualquer tipo de traição. Há cerca de 7 anos, minha filha se convenceu de que Kelly estava traindo o marido. Minha filha começou a perseguir Kelly pela internet e basicamente destruiu a vida de Kelly. Quando minha filha descobriu que o homem com quem tinha visto Kelly era um parente, já era tarde demais. Kelly estava junto com este parente em um restaurante chique. O casamento de Kelly já tinha acabado, e como moramos em uma comunidade muito religiosa, ela foi excluída por muitas pessoas.

Kelly e minha filha tiveram uma briga enorme, e tudo se resumiu ao fato de que minha filha destruiu a vida de Kelly. Kelly bloqueou minha filha em todos os lugares e acabou se mudando. Depois daquilo, Kelly odiava minha filha filha e a mãe de Kelly também. Eu ainda encontro com a mãe de Kelly ocasionalmente e ela já deixou muito claro o que sente pela minha filha. A questão é que Kelly faleceu recentemente. Minha filha descobriu por meio de uma publicação no Facebook e o funeral será neste fim de semana, a 2 estados de distância.

Minha filha estava planejando ir ao funeral e eu disse que achava isso uma péssima ideia. Ela respondeu que precisava ir e eu disse novamente que ela não deveria. Começamos a discutir e ela afirmou que tinha todo o direito de lamentar sobre a morte da amiga e comparecer ao funeral. Eu disse que na verdade ela não tinha o direito de lamentar a Kelly nem de ir ao funeral, porque Kelly passou a odiá-la depois de tudo que aconteceu, porque minha filha tinha destruído a vida dela com esses rumores de traição.

Minha filha não fala comigo desde então. Agora estou me perguntando se deveria avisar a família de Kelly que minha filha talvez apareça no funeral, ou será que sou eu quem está errada nessa situação? Olha, em primeiro lugar, Achei super bom assim, como acho que é uma mãe escrevendo, você como mãe, pelo menos foi como eu traduzi, como mãe, não como pai, você tomar as dores da Kelly, da família da Kelly, e não simplesmente automaticamente da sua filha por ser sua filha, né?

Eu acho terrível quando assim o marido, a filha, o filho faz uma cagada e a família se coloca assim em frente como se, ah, é só porque é sangue do meu sangue não pode cagar. Funeral, não é assim? Eu acho que mostra muito quem sua filha é quando ela diz: eu tenho direito de ir ao funeral. Que mané direito, gente! Aí, esse, olha, esse negócio de eu tenho direito, eu vejo muito isso com discussões assim onde a pessoa fala: mas eu tenho direito.

Você não tem direito nada, mané direito, pô de direito! É o funeral de uma pessoa. Agora, que o funeral, para quem que é o funeral? Funeral é para família se despedir, é para fechar um ciclo. Aí você, como pessoa, pessoa não grata vai dar as caras lá porque você se acha no direito, porque você precisa. Se você quer lamentar, se você quer, você precisa essa closure, como diz assim em português, esse fechamento. Você consegue só fazer o seu luto ser significante fazendo algum tal de ritual.

Faça você. Sua mãe disse que é uma comunidade muito religiosa. Vá você à sua igreja, senta lá, vá se recompensar, peça perdão, sei lá que diabo tu faz na tua igreja para você conseguir não ir para o inferno depois do que você fez. Você sim, né, colocou rumores, e a gente sabe que rumores podem levar a fins trágicos. Não precisa ser verdade, basta colocar um rumor aí para você destruir relacionamentos completamente e nunca mais a vida ser a mesma.

Então esse papinho de eu tenho direito, ó, direito você tem de ficar calada. O direito que você tem é de pedir desculpas. Você quiser Você pode ir lá e pedir desculpas para família. Como? Um dia, esperar passar um tempo, mandar por carta ou por mensagem, falar: fiquei sabendo do que aconteceu, sinto muitíssimo. É, apesar de tudo que eu errei, eu ainda amava ela muito, e meus pêsames. Pronto. Mande flores se quiser. Eu acho que isso ainda dá.

Ou mande, sei lá, Eu acho que o melhor jeito é não aparecer, porque se você destruiu o casamento de alguém, essa família te odeia, te odeia, te odeia. É um comentário aqui muito pertinente: você não é a babaca, mas toda sua comunidade é. Verdade. Ela falou que a comunidade excluiu a Kelly após esses rumores da traição. Mas a gente sabe que como é a comunidade religiosa né? Hipocrisia na frente, chifre atrás. A pessoa diz: e sua filha também?

A pessoa que contou a história responde: sinceramente, não estou surpresa. As pessoas não gostam de quem trai. Sim, eu acho que não é nem dependente de ser uma comunidade religiosa, basta ser uma comunidade fofoqueira, uma cidade pequena que seja, porque matar um rumor é quase impossível, gente. Porque todo mundo fala, ai, onde tem fumaça tem fogo, ai, ali deve ter um fundinho de verdade. Mesmo que você consiga provar, não tem nada a ver aquilo que aconteceu, vai sempre ficar esse gostinho de que, ai, provavelmente tem sim.

As pessoas não esquecem, as pessoas falam, e você acaba com a reputação de alguém com um rumor mal colocado no mundo. Eu tento sempre trabalhar só com fatos, viu? Vamos não colocar rumor por aí. A Upi disse: as pessoas não gostam de quem trai. Mesmo que namorássemos em mesma região religiosa, ó, como eu disse, tem a impressão de que ela ainda teria perdido muitos amigos. Também não ajudou o fato de ela já não ter a melhor reputação, enquanto minha filha tinha uma reputação muito melhor na comunidade.

Senti aqui o veneninho da tia religiosa, hein? Estou explicando isso para mostrar porque o boato se espalhou tanto, se espalhou tanto, e por que as pessoas acreditaram na minha filha em vez de acreditarem na Kelly? Fofoca pode ser uma coisa realmente horrível. Calma lá, fofoca é uma coisa, boato é outra. Fofoca é normalmente baseada em fatos reais, tá? Para mim, para mim, vamos lá, qual que é a definição de fofoca para você? Para mim, a definição de fofoca é um fato que tem fundo de verdade e tem alguma evidência, seja ocular, seja print.

Bom, aqui ela achava que ela tava trabalhando com evidências porque ela viu a menina com aquele no restaurante chique, né, com o parente dela. Mas a gente imagina que lugarzinho filho de uma égua tem que ser para você ser vista com alguém no restaurante chique e já surgir um boato da sua melhor amiga que você está traindo o seu marido. Gente, se eu for com um amigo no restaurante chique, eu conheço pessoas chiques que já me convidaram a lugares chiques, e não só isso, pagaram a conta.

Tava traindo um total de zero pessoas, mas esse lugarzinho desgramado que elas moram, isso já foi o suficiente para o boato já virar fofoca que virou crime reputacional. Mas fofoca não destrói vida não, boato destrói. Aquela, né, quer colocar aqui que passa o pano para fofoca. Mas ela também concorda, pessoas religiosas também não ajudaram. Importante, alguém perguntou: sua filha chegou a admitir publicamente o erro? Ela se esforçou quase tanto para dizer a todos que estava errado e que Kelly era inocente da difamação quanto se esforçou para espalhar esse boato?

Aí eu Ela não se esforçou para consertar a situação quanto se esforçou quando estava espalhando aquela informação. Ela fez uma única publicação na internet dizendo que tinha entendido tudo errado e foi só isso. Ah, fácil, né? Ficou aí sei lá quanto tempo jogando boato no mundo, aí depois, ah, então, Facebook, entendi errado. Aí eu acho, gente, a quantidade de pessoas que resolvem a vida por publicações na publicações, palavra, dicção ruim da Mona, né, por publicações feitas na internet.

Imagina se eu for sentar resolver todos os meus conflitos publicando em alguma rede alguma coisa. Claro que eu publico um shade nos stories, é claro, mas eu aposto que as pessoas, para quem é o shade, elas são tão burras que elas nem entendem, né, porque eu sempre vou, eu sempre parto do ponto de que a pessoa, o meu ponto de ranço é burro. Comentário diz: o luto é uma coisa imprevisível. Olha que sabedoria! Mas você não é a babaca.

Ela destruiu a vida de uma pessoa. Sua filha pode lamentar a morte caso queira, mas não no funeral da Kelly. Existe hora e lugar para tudo, e esse não é o momento nem o lugar. Aí alguém diz uma coisa que eu achei bem legal: é o fato de sua filha nem conseguir reconhecer que aquela amizade já acabou, pegou fogo e afundou, é inacreditável. Só de pensar que ela tem o direito de estar lá já é uma assim, diz muito sobre a sua filha, que pessoa entitled que ela é.

Aí eu queria tanto uma tradução para entitled em qualquer idioma e eu não tenho. Em português eu diria que é uma pessoa que se acha no direito. É, acho que é isso, né? É assim, de um entitlement. Adoro essa palavra, eu acho que eu uso umas 80 vezes por dia e eu falo assim nesse tom. Entitlement. Vamos de quarto relatinho, um sobre o ato que eu deveria pegar mais vezes aqui aqui, que normalmente são ótimas fontes de ideias para nós.

Se chama Petty Revenge, que é uma vingança mesquinha, uma vingancinha. E o título é: ele não acreditou que eu faria alguma coisa quando descobrisse que ele estava me traindo. Por mais de uma década fiquei com um homem que definitivamente não merecia minha lealdade. Há 3 dias as coisas estavam ruins, E eu disse a ele que já sabia que ele estava me traindo. Em seguida, apresentei os fragmentos de informação que eu tinha certeza de que eram verdadeiros.

Aqui meu comentário: o famoso jogou verde e colheu maduríssimo. Foi o suficiente. Ele admitiu e eu parei ali por um instante. Eu disse: essa não foi a primeira vez. Ele abaixou a confessa. Gente, ela jogou verde duas vezes e ele admitiu duas vezes. Esse escroto nunca foi fiel a mim desde o primeiro dia. Primeiro dia ele era horrível. Eu fui fiel. Eu estou furiosa. Que eu fiz? Criei uma conta no Facebook e escrevi detalhadamente todas as mentiras, manipulações, abusos e traições que consegui contar.

Acrescentei que havia avisado todos os maridos, namorados e amigos dele que eu sabia com certeza que ele já tinha dormido com as companheiras deles. Agora, além de se preocupar com essas pessoas, ele também precisa lidar com toda a região sabendo quem ele realmente é por causa da publicação. Mas essa publicação no Facebook não estava se espalhando tão rápido quanto eu esperava. Mais do que qualquer outra coisa, comecei isso para alertar outras mulheres sobre ele.

Ele é perverso uma forma que eu jamais imaginei. Ninguém estava fora dos limites para ele, nem mesmo a namorada do próprio irmão. Credo! Sim, gente, nesse nível. Não conheço muito bem as opções, nem sei onde essas coisas do Facebook ficam na página, mas eu acabei chegando a uma tela no Facebook com uma espécie de formulário, e eu descobri que por apenas $6 é possível transformar uma publicação em um anúncio. O Facebook exibe então esse anúncio durante 3 dias para um público específico que costuma interagir publicidade.

Gente, não confundam bondade e lealdade com fraqueza. Ele nunca tinha visto até onde eu poderia chegar, até me pressionar além do limite. Palmas, palmas para a Queen que descobriu como fazer publicidade paga no Facebook! Eu amo! Eu trabalhei durante muitos anos com isso, com marketing digital, né, colocando muitos e muitos euros atrás de anúncios de produtos, mas nunca tinha me vindo à mente de colocar num exposed. Eu amei! Anotem a dica, garotas e garotos.

Você publicou alguma coisa no Facebook? E, gente, vou deixar aqui no Instagram e no TikTok também, tá? Ou no YouTube. Você publicou e não tá tendo aquele alcance que você esperava? Não tá toda a família e amigos deles lendo? Não tá toda a região e sua cidade descobrindo o que você queria se expor? Sim, gaste uns reais, gaste uns eurinhos, gaste uns dólares e transforme isso em anúncio. Temos aqui outra questão, né, difamação, que eu já escutei que no Brasil agora tá na maior, na maior moda, na maior moda, a pessoa que traiu, quando ela é exposta, processar outra por difamação.

Então olha aqui, negócio é o seguinte: isso aqui não é conselho jurídico, esse podcast não tem um setor jurídico ainda porque vocês não pagam nenhum real. Então eu não sei como que é a questão de difamação. Talvez você joga no ChatGPT e fala: como que eu posso fazer um post deixando bem claro quem é a pessoa, mas sem que ela possa usar isso no processo como difamação? Tá aqui minha ideia de profissional: você escreve o seu exposed, joga no ChatGPT com um prompt dizendo: me salve do processo de uma ação.

Depois joga no Gemini, porque a gente sabe que o ChatGPT é um merda. Depois joga no ChatGPT a resposta do Gemini e fala: porra, ChatGPT, olha o que você fez! Iam me processar e eu ia terminar aqui devendo as calças por causa disso. Depois desse vai e vem com a inteligência artificial, pega o seu post e diz— vou pegar aqui a ideia que a Deia Freitas colocou ontem no podcast dela— diz que tudo foi um um sonho, que você teve um sonho e nesse sonho as coisas aconteciam assim, tá aí.

Ou que você teve uma visão. Vamos fazer, você, você é a Márcia sensitiva, você teve uma visão e assim. Aí você escreve o seu exposed de uma maneira que não fique, né, muito claro, mas que fique claro. Coloca ali seus eurinhos, seus reaisinhos atrás, e deixa o algoritmo fazer a mágica de expor essa pessoa. Eu amei, estou pensando em que fazer com isso. Aí não tem nem para expor não, gente, não sai de casa. Casada 22 anos, vou expor quem?

Comentários aqui deixaram mais dicas de como fazer a vingança perfeita. Entre também nos grupos de Facebook chamados Estamos Saindo com o Mesmo Cara da sua região. Sim, gente, existem grupos de Facebook Estamos Saindo com o mesmo cara, Boston. Estamos saindo com o mesmo cara, sei lá, coloca outra cidade aí. Não sei se tem no Brasil. Eita, pera aí que eu acho que meu batom tá todo cagado. Se meu batom tiver todo cagado, desliguem o vídeo, não me coloquem na tela 4K da casa de vocês, 8K da casa de vocês, com batom cagado.

Juntou aquela babina, gente, aqui desliga o vídeo. Eu passei um hoje. Entre nesses grupos e poste lá. Amei essa dica também. Outra pessoa colocou: e continue nos atualizando, vamos todos comemorar a desgraça que cairá sobre esse idiota sem coragem. Eu amei. Outra diz: espero que as mulheres levem a sério o seu alerta, fez muito bem. Também espero que você fique longe dele definitivamente. Outra diz: eu também espero, mas os defensores do Chris Brown— quem lembra Chris Brown, Rihanna, já provaram que posso estar errada.

Mas a OP diz também: espero que elas levem a sério e sempre tentem ficar longe dele. Só que uma ressalva, né, só uma coisa que ela fez aqui que é muito perigoso, e a gente sabe que é muito perigoso. Ela contatou maridos, namorados e amigos que ela sabe, ou que ela acha, ou que ela tem certeza que também eram mulheres com quem o desgrama dela saiu. Eu aprendi isso, né? Assim, eu entendo o ódio pela amante, entendo, é uma coisa normal da ser humana.

Mas não façam isso porque isso pode terminar em morte. Então assim, a gente quer que as pessoas, né, que cometeram esse adultério, a gente quer que elas sofram, a gente não quer que elas morram, porque morrer é um fim muito— ai, Cristian, vê se tem que cortar isso aí, porque a gente não quer que o fim das pessoas seja assim tão fácil. Isso aqui é, olha, disclaimer: esse podcast usa uma linguagem exagerada porque se trata de um podcast de entretenimento, explicando aqui para quem não entende o óbvio, tá bom?

Mas não vamos fazer isso, ok? Você descobrindo traição, você pensa um milhão de vezes sem chamar o homem que tá sendo traído do outro lado para contar. Você não sabe a reação dele, você não sabe o que vai acontecer, você não quer ter nas suas mãos a culpa de ter acontecido uma coisa mais séria com uma outra mulher. E o seu ódio tem que ser redirecionado. O seu ódio pela amante, que é sim uma coisa natural, não deve estar pela amante.

Seu ódio tem que estar no seu parceiro. A amante tem os motivos dela, a não ser que a amante seja parente, viu? Se a amante for parente, aí retira tudo que eu disse. A amante for parente, aí você joga água quente nela. Você não, você não sei, você faz um exposed dela também. Mas o ódio tem que estar no parceiro da gente, não na terceira parte. É isso que eu queria dizer. Vamos de quinto relato. Hoje nem teve fofoquinha, né, gente?

Hoje eu nem contei nada da vida pessoal. Tô assim, tô sequinha, tô tristinha. Mentira, não tô tristinha, acho que eu tô passando uma época ótima. E por estar passando uma época ótima aqui nessa ilha maravilhosa onde o sol derrete nossa cabeça, me falta lamúrias da vida. Quem tem a vida feliz e tranquila não tem picuinha. Quem corta pessoas tóxicas da vida não tem problemas. Então tá me faltando fofoquinhas. O que que a gente pode falar dos acontecimentos da nação nos últimos dias?

Absolutamente nada. Só que eu morro de medo desses, essas queimadas que vocês devem ter visto aí nos jornais ultimamente, no verão europeu, como no Brasil também, gente. Não é coisa de verão europeu, mas o negócio aqui que a densidade populacional na Europa é muito maior, né? No Brasil, quando tem queimada, eu lembro quando tinha queimada no Cerrado, que é uma região muito seca. Eu sou da caravana de Brasília, beijo Brasília, beijo Distrito Federal, beijo Sobradinho.

Quando a gente via as queimadas, era uma coisa assim muito distante porque a densidade não era tão grande. Hoje em dia Brasília também tem uma densidade populacional enorme, assim, coisas que a gente via que eram cidades uma longe da outra, agora tá tudo grudado. E na Europa, tendo essa densidade tão alta, quando tem essas queimadas é uma coisa muito trágica, muito triste, e é uma coisa que se repete todos os anos. E eu queria dizer aqui, deixar minha mensagem para vocês, que nós estamos vendo o mundo colapsar aqui todos juntos.

E não deixa de ser uma coisa triste, mas é uma coisa que a gente não vai mais evitar. Eu acredito sim que a gente tá destruindo o mundo numa velocidade tão rápida que a nossa geração ainda vai poder curtir uma coisa ou outra. Vocês que tiveram filhos, vocês pensem, pensem muito no que vocês fizeram. Aquela já roga praga para quem tem filho. Meu negócio é é que a gente tá vendo o mundo colapsar de muitas formas, né? E climática é uma delas.

E sentando aqui vendo de camarote, vendo esse colapso, e o que me parte, o que me dói o coração são sim ver as imagens das pessoas tendo que sair das casas delas, senhores tendo que sair dos asilos, e claro os animais. Tanto animais silvestres que não sabe para onde ir, que não entende o que está acontecendo. Gente, a tartaruguinha não vai correr rápido são rápidos, mas não suficiente. Elas são rápidas, mas não suficiente. Até os pássaros que podem voar, eles não sabem para onde, eles se intoxicam com a fumaça.

E não só os animais silvestres, mas como os animais também que, né, são mantidos em cárcere, seja animais domésticos que não conseguiram fugir a tempo, sejam os animais, né, de que estão ali para o abate. É de uma tristeza tão profunda que a gente vai vendo os vídeos e na internet vai vendo as notícias. Nossa, não cabe no coração da gente a tristeza que dá. Pesei o clima, pesei. Mas é isso, né? A gente tá aqui de camarote, aqui no VIP do colapso mundial, do climático.

Vamos curtir o que dá para curtir. E eu acho que é isso, um reminder, mais conhecido como lembrete, de que vamos curtir, viver a vida enquanto o mundo é mundo, enquanto estamos aqui. Ontem o desmaio da minha pequena também, mais uma vez, né? Outro lembrete de que Essa constelação que nós estamos aqui, onde estamos todos vivos e relativamente saudáveis, é uma constelação momentânea e que isso pode acabar a qualquer momento. Isso era para ser um podcast de entretenimento e tá virando um podcast de funeral.

Ai, mas cara, nossa, ontem foram tomar vacina, né, a vacina da raiva, que neste caso eu seria antivax. Diz antivax em português? Acho que alemão que antivax, antivacina nesse caso, porque o schedule— nossa, os anglicismos hoje não saem de mim, desculpa, gente, o anglicismo hoje tá terrível. A lei, a lei é a lei que diz, sim, é a lei, porque para viajar com os cachorros eles têm que estar completamente vacinados conforme as recomendações veterinárias.

E as recomendações veterinárias— não é o termo que eu tô procurando, veterinários, me ajudem aí nos comentários se tiver algo— são muito, muito pesadas para os cachorros, né? Essa renovação de vacina deles é num período— a vidinha deles são muito— a vidinha deles é tão curta, mas a gente tem tanto medo dessas doenças dos animais que a quantidade de vacina que eles tomam na vida deles é muito muito alto. E minha cachorra de 15 anos e meio, com certeza, depois de 15 anos tomando a vacina da raiva, já tem os anticorpos da raiva.

Inclusive, a gente tem a sorologia feita, né, mostrando que ela tem um nível de anticorpos alto e tal, não sei o quê, para ela poder viajar para fora da Europa. E para poder entrar na Europa, ela precisa desse papel que prova que ela tem os anticorpos em tal altamar. Enfim, o que eu quero dizer com isso é que eu sou contra vacinar os cachorros tão idosinhos ainda com essa recomendação tão, tão forte, tão estrita que eles têm. Ah, essa só vale por 1 ano, essa só vale por 2 anos.

Eu seria mais a favor de, a partir de certa idade do cachorrinho, você olha se esse cachorrinho tem os anticorpos tal. Os testes podem ser caros e tal, ou podem ser. Aí, gente, hoje em dia dá para ver. A gente viu com os testes de COVID, dá para fazer as coisas bem acessíveis se a gente quiser. E ver, bom, cachorrinho tem os anticorpos para doença tal, tal, tal e tal, então não precisa da vacina nesse ano. Por que eu digo isso?

Porque a vacina foi muito forte para ela ontem, ela desmaiou. E ver aquele corpinho de 6,5 kg desmaiando assim, com as perninhas assim abrindo no chão, é de desmontar qualquer um. Nossa, o editor e eu, a gente ficou na salinha com os outros 3, eles carregam, onde a gente tava vacinando os 4 de uma vez. Aí as médicas levaram ela lá para parte de trás, a gente não viu como que foi ali. Eu não tava ressuscitando, não foi um choque anafilático, foi baixa de pressão.

Elas explicaram para a gente depois, colocaram ela no soro com cortisona e deram também um antialérgico, né, just in case, para ela. Ficaram lá observando a pressão dela durante 20 minutos até atingir a pressão normal. Fizeram o do snack. Aí ela aceitou um snack, foi liberada novamente, mas ela ficou o dia inteiro bamba, com as perninhas bambas de trás, bem desorientadinha. E deu para ver que aquela vacina ontem foi demais para ela.

Eu teria— imagina a culpa que nós carregaríamos de ter vacinado ela aos 15 anos e meio para manter o calendário de vacinas completo, e isso ter levado ela a um fim ou a um estado vegetativo, não sei, uma coisa terrível. Então o que que eu tô querendo dizer aqui? Não vacinem os idosinhos de vocês, não tô querendo dizer isso. Tô dizendo que eu adoraria que a gente fosse um pouco mais avançado também na medicina veterinária e não obrigassem eles a tomar tantas coisas quando não fosse necessário.

Até porque em muitos países a gente sabe que a raiva, que é o— ontem foi a vacina da raiva, é uma doença já completamente erradicada, que fala, ou erradicada, acho que é erradicada né, que fala. E assim, que a probabilidade de um cachorro pegar raiva aqui é mínima. Claro, indo para outros países onde ainda existe raiva, como no Brasil é um deles, precisa da sorologia, e são outros casos. Outra boa notícia é para quem é dono de cachorrinho e mora nas Europas.

Uma das filhas da Lufthansa, a ITA Airways— a Lufthansa comprou essa empresa italiana— vai permitir a partir do dia 30, não, a partir do dia 3 de agosto de 2026, a viagem de cachorro de até 30 kg num assento ao seu lado. E assim, eu como pioneira das viagens com cachorro aqui, assim, a Muma é nossa pioneirinha, me emociona muito isso. Viajar com 4 cachorros de avião, de carro, foi sempre bom. A gente nunca sempre teve 4, né? Começou com uma, depois tínhamos 2, depois 3, e agora vamos ter 4.

Ó, não me diga, dele! Mas foi assim, sendo que o quarto, né, chegou no último ano só. Mas sempre viajamos com no mínimo com 2 ou 3 nos últimos anos. E cada passo, né, seja que as airlines dão, cada passo que os restaurantes ou que os países— a Espanha esse ano aprovou uma lei dizendo que os cachorros não animais não são, ou animais de estimação, acho, permita-me errar aqui que eu não tô muito certa, não são simplesmente bens materiais como eles são em muitas legislações definidos.

Eles são membros da família. Cada passo que a gente dá para o bem-estar animal é uma grande vitória. E eu acho que a gente faz parte disso porque a gente sempre empurrou nas pessoas essa mentalidade de convívio, né, com animal. Já que você decidiu ser tutor deste animal, você é também responsável pelo bem-estar. E o bem-estar de um animal não quer dizer que o animal tem que estar em todos os restaurantes, mas o bem-estar do animal é— não mantém ele trancafiado em um lugar.

Se sua vida se resume a ir para balada e restaurantes, então você vai ter que levar seu cachorro para balada e restaurantes. Me prolonguei aqui, mas como vocês podem ver, é um assunto que mexe com meu coraçãozinho. Vamos para o quinto relato, que vem do @amidashole. Não vou traduzir, já estão gostar de saber. O título é: sou eu a babaca por dizer ao meu filho que foi por causa dele que tivemos que sair da casa da tia? Eu sou da, eu sou da equipe, eu sou do time dizer a verdade aos filhos, seja a idade que for.

Tem um ano de idade, vai, tua culpa, nem entende, né? Bom, o relato é assim: tenho dois filhos, uma menina de 6 anos e um menino de 10. Menino de 10, já sou contra. Ai, ela é contra criança de 10? Não, gente, a gente sabe o tanto que são mini capirotos, né, meninos de 10 anos. Aconteceram algumas coisas e as crianças e eu precisávamos de um lugar para ficar até que eu conseguisse me reerguer. Sinto muito, amiga. Uma amiga que eu não via há anos ficou sabendo da minha situação por meio de uma outra amiga em comum e se ofereceu para nos deixar morar com a família dela por algum tempo.

Ela é casada, tem 4 filhos, meninas de 6, 4 e 3 anos e um menino de 13 meses, e está grávida do quinto filho. Eita, nós! Essa amiga é um verdadeiro anjo. Sim, hein? 2 dos filhos dela foram adotados depois de passarem pelo sistema de acolhimento, e eu não sou a primeira amiga que ela recebe em casa acolhida. O marido trabalha com tecnologia e minha amiga é diretora de uma escola particular da região, sendo responsável por várias unidades.

Eles têm uma casa grande com uma sala de brinquedos enorme, um quintal imenso, uma estrutura para as crianças brincarem, uma piscina, para isso. Antes de nos mudarmos, ela pediu que eu passasse por uma verificação de antecedentes criminais. Assim que o resultado saiu, nós nos mudamos ainda no fim daquela mesma semana. Ela colocou minha filha no quarto da filha mais velha dela. As duas imediatamente se tornaram melhores amigas.

Meu filho ficou em um quarto pequeno de 8 por 8 que antes era usado como depósito. Gente, 8 por 8 deve ser o quê? Uma medida dos Estados Unidos, pelo amor de Deus. Porque 8 metros por 8 metros, mas que havia sido lindamente decorado para ele. Nossa, até decorado! Eu fiquei no quarto de hóspedes. Meu filho pode ser extremamente desafiador. Já tentei fazer terapia junto com ele, terapia individual, acompanhamento com profissionais especializados em comportamento e tudo mais que vocês possam imaginar.

Ele é uma ótima criança na escola, mas assim que chega em casa tudo se transforma em uma disputa de poder. Há muitas discussões e ele pode ser agressivo com a irmã. Antes de nos mudarmos, minha amiga conversou comigo sobre o meu filho. Ela disse que queria nos ajudar, mas que caso a situação começasse a prejudicar os filhos dela, ela teria que nos mandar embora. Nas primeiras semanas, ele se comportou muito bem. Depois começou a testar os limites.

Ele foi castigado e em seguida começou a provocar a irmã e a filha mais velha da minha amiga. Recebemos nosso único aviso. Aí eu conversei com meu filho, tentei castigá-lo novamente, e ele voltou a mexer com as meninas. Minha amiga e o marido disseram que estavam dispostos a deixar minha filha continuar morando com eles até que conseguíssemos nos estabelecer, mas que eu e meu filho precisávamos sair naquela mesma noite. Eles pagaram um hotel para nós durante uma semana.

Depois disso, ficamos por nossa conta. Passamos algumas semanas indo de um hotel ou pousada para o outro, e assim ficamos. Agora estamos em um apartamento de 2 quartos que quase certamente tem problemas com mofo, enquanto me candidato a diferentes moradias destinadas a pessoas que se enquadram em determinados limites de renda. Decidi deixar minha filha morando com os meus amigos até que estejamos em um lugar um pouco maior e em condições um pouco melhores.

Vou visitá-la sem o meu filho algumas vezes por semana e passamos os fins de semana juntas. Outro dia, meu filho ficou bravo comigo e disse que eu favoreço a irmã porque permito que ela fique na casa boa enquanto ele precisa morar aqui. Eu já estava exausta com o comportamento desafiador deste menino e disse que o motivo da irmã dele poder continuar lá e ele não é que o comportamento dele fez com que fôssemos expulsos. Ele tinha escolhido nos ignorar quando conversamos com ele e o castigamos por pegar repetidamente a comida das meninas, atirar nela com armas de brinquedo e fazer outras coisas desse tipo.

Agora ele precisa lidar com as consequências. Desde então ele está tão chateado que eu comecei a me perguntar se eu talvez deveria não ter contado o verdadeiro motivo pelo qual tivemos que sair. Olha, eu acho um absurdo que ele só ficou sabendo do verdadeiro motivo só agora. Este menino deveria ter sabido, deveria ter sabido, acho que deveria ter sabido no dia que vocês tiveram que sair da casa, que vocês saíram no mesmo dia, e falar: olha, você fez A, consequência é B, estando saindo e indo morar neste muquifo pelas suas atitudes.

A gente tá vendo que as atitudes são atitudes de molecagem, jogar com arminha, pegar comida e tacar nelas, molecagem assim. Desnecessaríssima. Então eu acho que, sem querer colocar a culpa na mãe, né, porque a gente tá vendo que a mãe tá numa situação super complicada, perdeu a casa, tava para ficar desabrigada, foi abrigada pela amiga Anja. Anja de tudo, essa amiga que não tinha a menor necessidade, não tinha também a menor obrigação de manter a filha dela lá.

E eu achei que foi um arranjado assim assim bom. Podem até julgar, você vai deixar sua menina com seus amigos, mas ela vai estar lá muito melhor, muito mais feliz do que morando aí no muquifinho que vocês tiveram que ir. Ai, tem problema com mofo, gente? Menor problema. Ai, morei 13 anos numa casa com mofo, deve ser por isso que eu sou cheia de pereba. Nossa, toda emperebada. A gente nunca sabe o que que o mofo pode contribuir para nossa saúde de negativo, mas a gente sabe que é justificativa, né?

Coloco tudo culpa no mofo até hoje, porque a minha casa era cheia de mofo, a casa que a gente morava antes. Mas sim, você tem que achar outro lugar, né? Não é a situação. A outra, ela tá com uma brinquedoteca, com piscina, tem a mãe que parece que sabe das coisas, diretora de escola. Dá para ver que os cara tem grana, a vida deve estar muito confortável, deve estar comendo melhor, e vocês devem estar aí contando o dinheiro para da manhã, né?

Então assim, a sua amiga não tinha necessidade de, não tinha obrigação de fazer nada disso. Achei ela super, como dizer, super lúcida em falar: olha, vou te abrigar, mas quero seus antecedentes criminais. Muita gente coloca a gente dentro de casa sem saber quem é, e ela quis saber quem você era, apesar de amiga. Amigas, amigas, crimes à parte. E eu entendo completamente ela dizer: esse menino eu não quero mais na minha casa. Então eu não quero colocar toda a culpa na mãe, porque ela tá, vamos aqui dizer, que ela tá já no limite dela, né, procurando onde melhorar, tentando se reerguer.

Ela disse que já tentou tudo, terapia de várias maneiras, mas eu achei ela muito branda no jeito de narrar. Não sei se essa brandeza— ai, meu Deus, é esse o substantivo? Acho que é brandeza, brandura, brandosismo, esse brandão. Eu não sei se isso também foi como ela agiu com esse menino, porque ela escreveu que ela tentou castigar e conversar com ele novamente, dá para ver que não é suficiente com esse demônio que você tem aí de criança.

Então eu acho que tinha que estar já muito claro para ele falar: olha, se você fizer isso aqui de novo, a gente tem que pegar nossa malinha, nosso paninho de bunda e ir embora hoje, e vamos dormir no carro, vamos dormir talvez numa caixa de papelão. Você quer isso? Tem que deixar claro para ele, porque aos 10 anos eu acho que sim, que as crianças já têm muito discernimento de muita coisa. Eu penso com quem eu era com 10 anos, claro, eu à frente do meu tempo, né?

Primeiro, mulher. Então ali coloca já uns 5 anos a mais de mentalidade do que esse menino, só pelo fato de ser mulher. Mas quando eu penso as coisas que eu já fazia sozinha aos 10 anos, tanto más quanto boas, você já tem discernimento muito grande. Eu acho que sim, é importante que ficasse claro para ele as consequências do que ele fez, e talvez não teria chegado esse ponto. Vamos ser sinceros, diz aqui uma pessoa, a pessoa que contou a história já sabia antes mesmo de se mudar que o filho seria um problema.

Também acho, mas o que que ela ia fazer, ficar na rua? Mesmo assim, o desespero por uma moradia fez com que ela decidisse ir, talvez até esperando que a amiga aguentasse a situação por muito tempo. Esse resultado já era, porque é visível. Podemos culpar o menino, mas a pessoa que contou a história também sabia que aquilo nunca daria certo. Uma coisa está 100% clara: o fato de eles não terem uma moradia adequada não é responsabilidade do menino.

Não é obrigação dele providenciar uma casa nem se comportar de determinada maneira para garantir a segurança habitacional da família. Concordo, concordo que sim, esse é o trabalho dos pais, né? Cadê a pergunta? Cadê o pai dessa criança aqui, né? Infelizmente vemos aqui novamente uma mãe solo tendo que lidar com todas as coisas da vida. Não é responsabilidade dele, garantiu uma moradia. Mas eu acho sim que é importante ele saber, ele ter responsabilidade pelos atos dele, ainda mais uma criança tão problemática.

Se ele se comporta assim na escola, ele pode ser expulso, ele pode ser suspenso, ele pode, né, podem tirar ponto, sei lá. A escola trabalha com isso, trabalha com, né, vamos criar responsabilidade pelos seus atos, e com isso você vai ter que arcar com as consequências. Você quer ser suspenso? Você vai perder tal prova. Você quer ser expulso? Você quer repetir de ano? Então eu acho que a gente não pode isentar completamente ele só porque tem 10 anos, não.

A pessoa continua. Ele claramente tem algum problema por trás desse comportamento que precisa ser tratado, também acho. Mas ela também já disse que já tentou várias coisas. E a gente acha que esse relato é dos Estados Unidos. A gente sabe que lá, sem grana ou sem um convênio, é quase impossível você achar uma coisa boa, né? Existem programas sociais, mas aí você está à mercê da disponibilidade, você está à mercê do calendário público.

Coisas privadas são impagáveis e eles já estão sem casa. Então eu acho aqui que a pessoa foi sim dura com a mãe. Não sabemos como a mãe, né, o que aconteceu para mãe chegar até aqui. Mas eu também acho que essa amiga não teria ajudado essa mãe se ela não soubesse que a mãe tá ralando e que a mãe merece essa ajuda. Então eu acho sim que esse menino tem que saber que a mãe dele não tem a vida fácil, que a vida dele não é fácil, que ele tem uma irmã que se comporta exemplarmente e que ele com comportamento dele só tá voltando mais as coisas.

Eu não, eu, gente, eu sou muito contra a criar mini pessoas debaixo dessa bola de cristal. Ai, Adele, cala a boca, você não tem filho. Mas eu tenho que conviver com os filhos de vocês. Então, né, neste mundo nós somos pessoas que compartilhamos lugares na sociedade, e a gente vê muito esse negócio da gente falou sobre isso no relato de hoje das crianças enmadronadas. Tenho casos assim no meu perímetro social. Se a gente continuar, né, criando crianças nessa bola de cristal onde, ai, taquei comida no coleguinha, bate no coleguinha, e as crianças não vão arcar com as consequências, que diabo de adulto vai crescer?

Vai crescer igual esses homens incapazes de marcar o próprio dermatologista, igual esses homens, né, que traem porque não querem arcar com a responsabilidade emocional e etc. e tal. Vem tudo daí, aquela, né, tudo é culpa da mãe. Sinceramente, desde o primeiro dia naquela casa boa, ele deveria ter entendido claramente que se fizer isso vai acontecer aquilo. Sim, você não está na sua casa. Eu acho que isso também é muito importante, pais de crianças.

Olha, esse aqui não é seu quarto, esse aqui não é sua cama, você se comporte. Avião não é o seu chiqueiro, tá? Vamos fazer assim, eu acho que tem que ficar bem claro para as crianças onde elas podem se comportar de uma maneira e onde elas podem se comportar de outra. E quando ele recebeu o aviso, talvez devessem ter feito com que ele escrevesse essa frase algumas centenas de vezes. Exagerado, exagerado. Bom, gente, sem mais delongas, que esse episódio tá longuinho.

Já me desculpa aqui Christian, editor, usa essa desculpa se necessário no final, que o áudio talvez esteja cagado. Não cagado, mas, né, nosso vizinho tá construindo uma mansão, gente. Vou postar depois uma foto no Instagram da piscina dele. Deve ter uns 97 metros a piscina dele, assim, de longura. Longura não, vocês sabem a palavra que eu quero dizer. Neste momento tem um editor banhado e vestidinho com a roupinha cor-de-rosa atrás das câmeras, meio que me apressando, que vamos sair agora para um assim, ó, em plena quinta-feira.

Foi ótimo estar com vocês aqui. Um episódio mais sério, um episódio mais psiquiátrico, um episódio mais sábio, mas é disso que nós vivemos, roubadas. Um grande beijo, me defenda nas trincheiras, amores, preciso de vocês. Vamos fazer esse podcast bombar, vamos fazer esse podcast bombar, ganhar dinheiro e brilhar. Até a próxima!

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