Ela abriu o casamento e surtou quando o marido fez o mesmo | RELATOS ROUBADOS DO REDDIT #31
Ela insistiu em abrir o casamento, mas não estava preparada para ver o marido usando a mesma liberdade.
Neste episódio, também tem antiga proprietária querendo continuar colhendo as frutas da casa que vendeu, colega de trabalho sem cargo bancando a chefe, uma opinião impopular sobre viajar e pesadelos de viagem que saíram completamente do controle.
1 | 01:48 | 🌳 | “Sou babaca por dizer à antiga dona da minha casa que ela não pode mais vir colher frutas da minha árvore?”
🌐 Fonte: r/AmITheJerk
2 | 18:42 | 💔 | “Minha irmã e meu cunhado vão se divorciar”
🌐 Fonte: r/offmychest
3 | 37:28 | 👩💼 | “A nova funcionária: Andrea. Seis meses de observações e anotações sobre ela”
🌐 Fonte: r/coworkerstories
4 | 50:40 | ✈️ | “A maioria das pessoas não gosta de viajar de verdade. Gosta de já ter viajado”
🌐 Fonte: r/unpopularopinion
5 | 01:09:25 | 🧳 | “Contem o pior pesadelo de viagem de vocês e o que aprenderam com ele”
🌐 Fonte: r/travel
Qual desses relatos mais te revoltou e em qual você ficou do lado do autor?
🎙️ Relatos Roubados é um podcast que lê e comenta relatos roubados do Reddit.
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- Divorcio e RelacionamentosInsistência em abrir o casamento · Reação à infidelidade do parceiro · Manipulação e culpa no relacionamento · Sacrifício e valorização do parceiro
- Viagens e ExperiênciasDiferença entre viajar e ter viajado · Turismo de experiência vs. 'tourist trap' · Redes sociais e a idealização de viagens · Planejamento e flexibilidade em viagens
- Antiga dona colhendo ameixasPropriedade e limites · Responsabilidade civil em acidentes · Tradição familiar vs. direitos de propriedade
- Experiências perigosas durante viagensAcidentes e imprevistos no exterior · Desafios logísticos e burocráticos · Lidar com emergências médicas e seguro viagem · Impacto de condições climáticas extremas · Aprender a se impor em situações de risco
- Dizer não ao chefeFuncionária com 'costas quentes' · Abuso de poder e autoridade · Ambição profissional vs. comportamento · Dinâmica de equipe e conflitos
Esse é o Relatos Roubados Podcast, diretamente de um jardim, roubando relatos absurdos da internet. Fica aí após a vinheta. Roubadas. Bom dia, estamos aqui mais uma vez em um episódio gravado nos outdoors, o primeiro podcast do Brasil que é gravado em um jardim cheio de mosquito. Às 8:30 da manhã, tá passado? Primeiro podcast do Brasil diretamente da ilha de Mallorca. Se tiver podcast gravado no lugar cheio de mosquito, vocês me mandem que eu quero conversar com os donos.
Estamos aqui eu, meu energético e meu repelente. Espero não trocar a ordem dos dois, não passar energético no corpo e não passar repelente na boca, porque aí teremos um problema. E hoje, para quem chegou aqui de asa delta ou de prancha, só para vocês saberem o que vai você, eu vou contar 5 relatos que eu mesma roubei daquela plataforma chamada Reddit e nós vamos comentar, eu e você, você e eu. Só que na verdade será um monólogo porque, né, eu tô falando com a câmera.
E vamos já para o primeiro relato. Devemos ter um tema, mas eu não tô lembrada, gente. São 8:26 da manhã, vamos acordar comigo, vamos acordar comigo, vamos entrar no mood comigo, entendeu? Ó, você já fizeram esse exercício assim que vocês sabe que pegam os dedos assim e vão levantando a sobrancelha? Façam. Quem não tiver assistindo aqui o vídeo tem que assistir agora, ó. Tô fazendo exercício de levantar sobrancelha e esticar aqui, ó. 10 segundinhos, 30 segundinhos, e já vai melhorando a cara de mal dormida.
Primeiro relato, o título é: sou babaca por dizer à antiga dona da minha casa que ela não pode mais vir colher frutas da minha árvore? Vir colher frutas da minha árvore, será que é uma metáfora? Ou será que é literalmente uma árvore? Bom, não posso dizer que é relatable, não posso dizer que eu consigo entender. Não temos uma fruta que— ai, mentira, a gente tem uma árvore de uma fruta que é uma frutinha aqui no Brasil, tá quase em extinção.
Eu fui olhar na internet, se chama pera selvagem, uma coisa assim. Não gosto muito não, ela é meio peluda por fora, sei lá. Mas quando eu morava em Brasília, mais especificamente na cidade satélite de Sobradinho, A gente tinha pé de coco que minha avó plantou, a gente tinha pé de pinha ou fruta do conde, no Ceará chama pinha, a gente tinha manga, só que não era uma manga boa, uma manga rosa grande, fiapuda. A gente tinha altas coisas, então não, eu não queria ninguém lá colhendo minhas coisas, até porque a gente consumia tudo.
Vamos ver aqui o que aquele pessoal fala aqui. Comprei minha casa no verão passado e há uma ameixeira— ai, que nome, ameixeira— e há uma ameixeira enorme no quintal. Algumas semanas depois de me mudar, a antiga proprietária me mandou uma mensagem e dizia que a mãe dela, que já faleceu, havia plantado aquela árvore. Ela perguntou se poderia vir colher algumas ameixas quando estivessem madurinhas. Eu deixei porque eu entendi o valor sentimental daquilo.
Quando ela apareceu, ela trouxe o marido, dois baldes e uma escada. Os dois colheram praticamente todas as ameixas maduras, inclusive as dos galhos que ficavam sobre o meu terraço. Além disso, deixaram vários galhos quebrados e frutas espalhadas pelo chão. No fim, quase não sobrou Nada pra mim. Pelo que entendi, a família dela usa essas ameixas para fazer geleia todos os anos há quase 20 anos. Ela entrou em contato comigo novamente e perguntou em qual fim de semana poderia vir colher as ameixas deste ano.
Eu disse que desta vez pretendia ficar com as frutas, já que a árvore está na minha propriedade e eu também quero fazer alguma coisa com elas. Ela ficou bastante chateada e disse que eu sabia o quanto aquela árvore significava para a família dela. Ela até me ofereceu alguns potes de geleia, mas esse não é exatamente o problema. Gastei muito dinheiro arrumando esse quintal e eu não quero que outras pessoas tratem uma parte dele como se ainda pertencesse a elas.
Minha irmã acha que eu deveria deixar a antiga dona levar pelo menos um balde porque é uma tradição familiar e não me custa nada. Eu me sinto mal por causa da ligação dela com a mãe, mas também não acho que comprar uma casa signifique que os antigos proprietários tenham acesso anual a tudo aquilo que sentem saudade. Sou a babaca? A primeira vez que eu li eu falei, ai, não custa nada. Mas aí Eu fiquei pensando, nossa, imagina, o pessoal entra no seu quintal com escada, com baldes e deixa a maior zona pra você limpar depois, quebram galhos.
E nossa, eu achei super de mau tom levar todas as ameixas. Porque, né, vou pegar, vou passar aí, vou pegar as que estão maduras. Mas seria de bom tom bater na porta e falar, olha, estávamos aqui colhendo, tá aqui uma cestinha com as suas ameixas. Ou passar e falar, querida, aqui muito obrigada por ter deixado. Tá aqui o seu pote de geleia. Inclusive, ameixa é um laxante maravilhoso, vocês sabem, né? Para quem tá sofrendo ali de constipação, ameixa, ameixa, ameixa, ameixa.
Geleia de ameixa é muito gostoso, adoro para colocar assim com, para comer com camembert, um pãozinho assim com camembert. Mas na verdade nunca compro de ameixa, não tem de ameixa para comprar aqui, tem de figo, mas eu imagino que a de ameixa deve ser parecida. Enfim, que que eu faria aqui? Que que vocês fariam? Vocês deixariam entrar? Eu acho que eu falaria na real. Eu falaria: olha, ano passado eu fui legal com vocês e vocês fizeram bagunça.
Então esse ano eu sinto meio receosa de deixarem vocês virem. E por que que você não transplantou a ameixeira para algum outro lugar? Quando você vendeu a casa, você sabia que você tava vendendo com ameixa, não é verdade? E agora você vai ficar todo ano tentando ter acesso a essa ameixa? Ameixeira? Nossa, amei esse nome, ameixeira. Será que esse é o nome de verdade ou o ChatGPT que inventou? Nossa, amei. Um a meixeira. Mas eu acho que eu falaria que não, que, ai não, melhor não.
Ou eu colheria e falaria, olha, separei um balde aqui para você, pode vir buscar. O que também vai me dar trabalho, mas, ai, mas aí todo ano você tem que ter contato com essa pessoa. Porque se fosse uma pessoa legal, né, eu acho meio, eu acho meio abusado, meio folgado da parte dela. Vamos ver os comentários, o que que o pessoal fala. Alguém fala assim, se ela voltar a entrar em contato, diga exatamente a verdade. Você ficou chocada quando elas apareceram no ano passado e por pura ganância colheram praticamente todas as frutas das árvores.
Ganância, olha, é que essa hora da manhã o meu vocabulário já é assim, né, vocabulário de quem foi embora do Brasil há muito tempo. E a gente vai ficando com vocabulário pobre, vai, vai, vai, vai piorando vocabulário. Ganância, essa ideia, é esse rolê. E para piorar, ainda deixaram uma bagunça para você limpar. Talvez se eles tivessem demonstrado um pouco mais de educação e consideração, você estivesse disposto ou disposta a ser mais generosa.
Mas eles estragaram tudo. Também acho. Foram desrespeitosos e tem que botar... Ai, não sei, não sei se eu ia querer gente na minha casa. Aí alguém colocou aqui um comentário que eu não pensei. Porque a história deve ser dos Estados Unidos. Também acho uma loucura deixar pessoas entrarem na sua propriedade carregando escadas. Aí eu pensei, por quê? Eu, como brasileira, já penso, carregando escada quer dizer que já vai subir aqui na minha janela, entrar pra roubar alguma coisa?
Não. Resposta: você tem razão, isso pode gerar uma baita responsabilidade caso aconteça algum acidente. Gente, a famosa liability! Eu não tinha pensado nisso. Minha propriedade, alguém cai, minha responsabilidade? Passada! Porque tem umas coisas assim, né? Eu sei que na Alemanha, gente, eu não sei se vocês sabem, mas eu moro na Alemanha. Não contei ainda nesse episódio, ou seja, minuto— deu nem minuto 10 para eu falar isso. Mas a pessoa não tem um repertório, né?
A pessoa tem um repertório fraco. Ó, pessoal, a retenção do YouTube indo embora. Ai, vem aqui no podcast, ainda ela critica ela mesma. Ai, gente, olha, a gente tem que ser sincero com a gente mesmo. Mas morando na Alemanha, eu descobri que se você tem uma casa, você tem a obrigação de manter a sua calçada, que não pertence a você. A calçada é pública. Mas quando neva E nevar ainda é o melhor dos casos, porque tem a gelada, a geada.
Quando vira gelo, por exemplo, choveu e virou gelo, ou nevou, derreteu e virou gelo, aquela calçada na frente da sua casa é tua responsabilidade. Se alguém cair ali, partir o nariz, partir uma perna, quebrar alguma coisa, quebrar a bacia, é sua responsabilidade. Você tem obrigação de manter aquilo ali transitável e sem perigo. Inclusive, quando cai neve do teto lá de cima, você tem que colocar uma plaquinha: cuidado, pode cair neve na sua cabeça.
E às vezes cai, gente, cai uns troção assim, cai uma estalagmite, estalactite, uma de baixo até de cima, não sei, na cabeça assim. Então você tem que colocar a plaquinha lá: cuidado, pessoas estúpidas de cima, pode cair alguma coisa. Para você já falar: ó, problema seu se te matar. E matar não é nem o pior dos casos, né? Imagina você perder ali a consciência e virar um vegetal ali, porque Meu Deus, 8:35, ela já tá pesando o clima assim.
Na hora que eu penso, vamos começar de novo, vamos fazer uma coisa mais mainstream, vamos fazer uma coisa mais simpática. Depois eu penso nela e não, eu não consigo fingir por 10 minutos. Mas enfim, a responsabilidade é sua. Então, mesma coisa, sua propriedade, eles entram com a escada. Imagina alguém cai ali. Ó, ela continua: a pessoa pode cair da escada, quebrar um braço ou sofrer algo ainda pior. Desculpe, antiga proprietária, mas você não é mais bem-vinda nessa propriedade.
Na minha humilde opinião, o novo dono da casa não é babaca. A outra pessoa: sou holandês. Ah, holandeses, beijos! Não conheço nenhum holandês. Deixa eu pensar, vizinho que deve ser gente holandesa, que tenho certas ressalvas com ele. Sou holandês e nunca entendi muito bem porque existem tantos problemas desse tipo com responsabilidade civil nos Estados Unidos. Absurdo! Mas nesse caso da calçada também existe em outros países. Na maior parte da Europa, cada pessoa é responsável por si mesmo, pelos próprios animais e pelos próprios filhos.
A regra principal é ter responsabilidade pessoal e não fazer idiotice. Se você usa uma escada na propriedade de outra pessoa, você mesmo é responsável pela sua segurança e pelas consequências. Isso torna a vida cotidiana muito mais simples. Nos Estados Unidos, a principal regra parece ser: não convide idiotas para entrar. Gente, verdade. Eu lembro, eu morei uma época nos Estados Unidos, aquela, né? Nada fancy, nada chique, mas eu fiquei 6 meses lá, aprendi inglês.
God bless. Porque, né, tava ruim minha situação na universidade sem falar inglês. Em uma das primeiras aulas que a gente tava tendo na escola, a gente tinha um professor muito legal. Aí a gente tava lendo lá um caso de jornal, não sei o quê. Ele contou exatamente um caso sobre uma pessoa que teve um acidente de carro. E sei lá, o carro tava lá com cara de que ia explodir, que ia pegar fogo. Outra pessoa passando viu o acidente, parou e foi socorrer, arrastou a pessoa pra fora do carro.
E nisso, essa pessoa que teve o acidente ficou com sequelas. Não lembro se era paraplégico, alguma coisa assim, ficou com sequelas. Essa pessoa processou a pessoa civilmente, processou a pessoa que salvou ela de dentro do carro, porque você, né, ali no vai explodir, vai pegar fogo, vai estar desacordado, sei lá, vou tirar da ferragem. Ao retirar do carro, pode ser que ela tenha machucado a coluna dessa pessoa que teve o acidente e provocado a lesão que deixou essa pessoa com sequela.
Você tá, pensa. E sem sacanagem, uma das coisas que o professor falou quando a gente chegou lá na cidade de Boston— beijo, Boston— foi: olha, vocês estão aí, estão andando por aí de carro, não sei quem tem carro, de bicicleta, a pé, pensem duas vezes antes de parar para ajudar alguém. Porque ao ajudar, se você piorar a situação A responsabilidade pode ser sua e depois o processo civil pode ser de alguns milhões. Eu fico passada.
Aí a gente vê nos filmes, né, que tem aqueles advogados que são meio, parece meio suspeitos assim, a procedência que há. E se teve um acidente de carro, me liga pra gente processar, não sei o quê. Literalmente pessoas que passam na frente dos carros, as dashcams mostram, e batem a cabeça assim no carro, diz assim: auá, você me atropelou. Aí você assiste dashcam assim, você fala: meu Deus, você bateu a cabeça no meu capô, você quer me processar do quê?
Eu vou te processar por ter machucado meu capô. Enfim, câmeras por todas as partes. Na Europa já é outra coisa, né? O alemão tem pavor à câmera, você não pode filmar ele sem autorização dele, você não pode usar imagens das dashcams para nada, porque você não tá filmando com autorização antes. Enfim, cada país Cada é uma situação jurídica diferente. Me contem como é no Brasil. E aqui falei de tantas cidades, falei de onde eu moro, onde eu estou, onde eu já morei.
Vamos fazer o joguinho do engajamento aqui no final do primeiro relato? Porque o negócio é o seguinte: eu amo fazer esse podcast, adoro. O editor, mais ou menos, porque ele acordou hoje num mau humor do cacete, porque a mãe dele já acordou enchendo ele o saco. Não, gente, a gente não mora com minha sogra. Ela tá lá do outro lado do Oceano Atlântico, graças a Deus. God bless the Atlântico. É na Colômbia. Melhor coisa sobre minha sogra é que ela mora na Colômbia.
Mas ela quer mandar um vídeo de presente de aniversário pra irmã do meu marido. Minha cunhada hoje faz 50. Pelo amor de Deus, eu já tenho pessoas idosas, né, que eram supostamente da minha geração à minha volta, tá se decompondo praticamente. Piada interna para quem chegou hoje, tá? Eu sou uma pessoa idosa, apesar desta pele cor de churros brilhante assim de tanto repelente, que eu passo uma camada de óleo, depois eu passo repelente.
Aí meu marido fez ontem um vídeo com inteligência artificial, pegou um monte de foto que a mãe dele mandou, eu falo, Rappi, faz um vídeo. Passou o dia inteiro fazendo um vídeo, as fotos lá viraram um vídeo maravilhoso e não sei o quê, passou o dia inteiro ralando. Gente, quem disse que a idosa consegue pegar o vídeo que foi passado para ela por iCloud, baixar no celular dela e postar em algum lugar ou mandar pelo WhatsApp. Então ele já acordou com a força do ódio, com a mãe dele já falando: eu não consigo fazer.
Meu Deus, quem que aguenta? Ele tem uma paciência, mas aí ele desconta em mim, entendeu? Aí o mood já baixa. Mas enfim, eu não sei onde que eu tava. Ah, sim, tava aqui. Adoro fazer esse podcast, o editor mais ou menos, mas é aquela coisa, né? A gente Já tem o nosso nicho, nós somos nichadinhos. Porque vocês, roubadas, eu tenho que dizer, vocês são especiais, vocês são do mal. Não é todo mundo que escuta que fala, ai, nossa, gostei.
A gente não é mainstream. Podcast para as massas tá cheio por aí. Café com Deus Me Ama Não Sei Quem. Aí tem os outros podcasts também de Reddit. Aí tem outros podcasts maravilhosos de contar história e tal. E as pessoas que ficam aqui no nosso nichinho aqui escrevem: estou viciada. E eu falo: nossa, outra perturbada! Porque como pode viciar em alguém falando tanta abobrinha sozinha, né, de frente para uma câmera? Vocês são tudo meio problemática.
Amo, adoro, porque a gente tá construindo o nosso nicho, estamos conseguindo nossa comunidade. E para isso aqui continuar e eu não pegar um dia e falar: foda-se tudo, vou parar porque não vale a pena, cansei de gastar dinheiro com esse podcast. Porque a gente gasta, gente, a gente gasta maquiagem, a gente gasta na, né, a gente quer servir Luquinha, porque aqui a gente serve polêmica e Luquinha. Eu gastava com tráfego pago, parei agora porque já não tem mais condição, depois de 6 meses enviando tráfego pago no YouTube.
Agora é só no orgânico. Aí vocês vão lá ver no orgânico, a gente tem 200 views em cada vídeo. Então a gente tá esperando bombar, esperando viralizar com alguma coisa para que um dia venham, né, os louros, tá? A gente tá plantando para um dia colher e vocês vão ajudar a gente. Vocês já fazem muito, vocês comentam, vocês escutam, vocês engajam. E a gente vai fazer sempre um joguinho do engajamento, cada episódio para animar as pessoas que ainda têm um certo receio de comentar, ir lá e dar uma comentada, que é para o algoritmo, seja do YouTube, seja do Spotify, falar: olha, até que ela não é tão odiada.
Porque se vocês forem ver as avaliações do Spotify, vocês vão ver que eu não sou muito adorada. Mas não é minha intenção, não é minha intenção ser amada e adorada por todos, porque quem é amado e adorado por todos, alguma coisa errada fez. Né? Você tem que ser, você tem que ter a sua polêmica. Não é minha ambição ser isso. O joguinho de hoje é o seguinte: meu Deus, como ela enrola para falar! Sim, é um dos meus desvios de caráter enrolar, ou uma das minhas qualidades, você decida.
De qual caravana você é? É esse o joguinho. Eu sou caravana de Brasília, tá? Brasília, Distrito Federal, segunda geração, candanga. Minha mãe, primeira geração, que nasceu lá, eu segunda. Morei tanto plano, como a gente diz, como em Sobradinho. Beijo Sobradinho, beijo plano, beijo Asa Norte. E morei em São José dos Campos, interior de São Paulo. Não, não peguei o sotaque de lá, ainda falo com minha falta de sotaque de Brasília.
E moro na Alemanha, em Munique. Isso aqui não é Alemanha, como vocês estão vendo, a gente não tá lá, mas é o meu endereço oficial. E você, de qual caravana você é? Como você se identifica? Você é da caravana de Osasco, mas é de família de Recife? Então você é uma Osasquina que se identifica como recifense, escreve aí para mim. Não precisa comentar nenhum relato, nem comentar como eu fui chata e longa. Não, escreve sua caravana, já vou adorar.
Bom, fechando o joguinho do engajamento aqui, vamos para o segundo relato. Segundo relato vem do subreddit Off My Chest, direto do meu peito. esse aqui é— vamos pesar o climinha aqui que a gente já vai para a área do divórcio. O título é Minha irmã e meu cunhado vão se divorciar. Até aí. E daí? Qual que é a taxa de divórcio mundial? 80%? Não sei, 50%? Depende do país, eu acho, né? O que eu vejo, e assim é só um sentimento, tá, é que no Brasil as pessoas se separam com muito mais facilidade quando alguma coisa não funciona, o que eu acho corretíssimo.
O que eu vejo na Alemanha, observando famílias de amigos, conhecidos, que as pessoas tendem a fingir por mais tempo a família margarina e é tudo um bando de família falida, mas se divorciam menos. A impressão que eu tenho, não sei se juridicamente é mais complicado, ainda não vamos nos divorciar. Pelo contrário, divorciar só no outro plano, daqui ele só sai viúvo, vocês sabem. Vamos lá, a história é o seguinte: minha irmã e o marido estão juntos desde que ela tinha 18 anos, hoje ela tem 29.
Nos últimos 4 ou 5 anos ela passou praticamente todo o tempo livre jogando videogame com pessoas que pela internet. Durante o último ano ficou pressionando o marido para abrir o casamento porque queria ficar com outras pessoas. Ele não queria, mas depois de ouvir aquilo repetidamente acabou cedendo. Ai, nossa, como sou contra, gente! Quem escuta esse podcast sabe, sou uma pessoa, sou uma feminista, sou uma progressista, sou, mas monogâmica.
Não acredito em relacionamento aberto, né? Não acredito em relacionamento aberto. Para mim isso é— não, gente, tá casado, já estão juntos aqui há 11 anos, aí quer abrir o relacionamento, aí uma parte não quer e acaba cedendo, já faliu ali. Ali a empresa chamada casamento já faliu. Se uma quer abrir, outro não quer abrir, já faliu. Se os dois curtem e já entra no relacionamento e fala: esse relacionamento vai ser aberto, aí eu acho que é ok.
Eu não acho que é ok também não, não faria jamais. Mas vocês aí que se entendam, vocês que fazem. Você tem relacionamento aberto? Me conta. No fim de semana do Dia dos Pais, ela foi buscar no aeroporto um dos caras com quem jogava online e passou o fim de semana com ele. Nossa! Enquanto ela estava fora, meu cunhado ficou com outra pessoa. É o combinado, né, gente? De repente, minha irmã surtou completamente, mesmo tendo sido ela quem tanto insistiu por esse acordo.
Agora eles vão se divorciar. Oxi! Ela foi buscar um cara no aeroporto na semana do Dia dos Pais, fim de semana do Dia dos Pais, aí ele fica com uma pessoa e ela surta? Peraí que tá passando um avião. Gente, tô que nem a Deia. Depois o editor corta. Depois o meu Léo, que não se chama Léo, corta. Lá na Deia, gente, não, em Viabilizers, Deia Freitas, né? Escola de podcast pônei do Brasil. Lá sempre passa uma moto, lá tinha um cachorro.
Aqui passa avião. Isso que dá gravar nos outdoors, mais conhecido como lado de fora. Ela continua: o que me deixou ainda mais enojada foi o que aconteceu ontem, no dia 4 de julho. Nos Estados Unidos, mais conhecido como Independence Day, o dia que os aliens chegam e falam: vamos destruir esse país. Ela fez com que ele se sentasse diante da minha família inteira e confessasse que tinha ficado com outra pessoa, como se ele tivesse sido responsável por destruir o casamento.
Nossa. Enquanto isso, ela convenientemente omitiu que havia passado meses implorando por um casamento aberto, que foi a primeira a realmente ficar com outra pessoa e que ele só fez o mesmo depois de que ela já havia cruzado essa linha. Pareceu que ela manipulou toda a situação para fazer com que ele assumisse a culpa enquanto ela saía como vítima. O que mais dói é saber que tipo de marido ele era, ou é, né, que o cara tá vivo.
Ele trabalhava 60 horas por semana, uau, para que ela não precisasse trabalhar. Quando ela sofreu com depressão pós-parto, ele ficou ao lado dela durante tudo. Chegava do trabalho, cozinhava, limpava, cuidava da família sem reclamar. Ele a adorava de verdade, teria feito qualquer coisa por ela. Para ele, ela era perfeita. Enquanto isso, passei a vida me envolvendo com homens que me tratavam terrivelmente. Bom, aí a culpa já é sua, gata.
Tornei-me mãe solo quando meu filho tinha apenas 6 meses. Durante um dos momentos mais difíceis da minha vida, minha irmã me disse: não é problema meu que você decidiu engravidar. Bom, sua irmã não vale nada, mas aquela teve razão. E também disse: não é problema meu que você virou mãe solo. Outra vez, minha irmã parece não valer nada, mas aqui ela trouxe fatos, né? Sinceramente, essas palavras ainda doem. Imagino, porque os fatos doem.
Agora vejo minha irmã jogar fora o tipo de casamento e de parceiro que eu daria qualquer coisa para ter. Parece que ela tinha tudo o que eu sempre quis e não valorizou nada até perder. A parte que me faz sentir uma pessoa horrível é que agora eu vejo meu cunhado de outra forma. Não digo isso de maneira predatória e jamais faria alguma coisa, mas passei a enxergá-lo como alguém que profundamente, que se sacrificou pela família e que merecia muito mais.
Gata, não vejo predatório, você já tá, ó, a cobra dando bote já assim, ó. Às vezes me pego imaginando como teria sido construir uma vida com alguém como ele. É com ele, né? Com ele que a gente não sabe. Logo depois sinto-me culpada porque no fim das contas ele ainda é o marido da minha irmã, mesmo que estejam se divorciando. Ai, gente, papéis, papéis, relacionamento tá aberto. Não sei se o que sinto é tristeza por ele, inveja da vida que eles tinham, ou simplesmente dor por ver alguém que deu tudo de si ter o coração partido.
Você faltou, faltou uma coisa na sua lista, né? Vontade de catar o marido. Só sei que me sinto péssima por ele e odeio que minha mente tenha ido para lugares que me fazem sentir vergonha. Olha, negócio é o seguinte, bom, desde que eu li esse relato pela primeira vez, já mudei minha opinião sobre o que deve ser feito aqui, o que que eu acho da história. Primeira vez que eu li, a minha mente foi aquele lugar correto, sabe, o politicamente correto.
Falei: ai, nossa, que errado! Agora que o homem está vulnerável, está sendo abandonado pelo amor da vida dele, a irmã vai lá e se interessa por ele. Agora, lendo novamente, eu falo: olha, dane-se, sua irmã não vale nada, número Né? Ela quer jogar o videogame dela, quer catar as pessoas lá da internet. O casamento para ela já acabou faz tempo. Se conheceram cedo, ela tinha 18 anos, e agora ela deu a crise de adolescência dela aos 30.
Ótimo, vamos tirar sua irmã da equação, tá? Porque ela não vale nada e ela não vai valer nada. Foi péssima em levar o marido a fazer essa, essa confissão diante da família. Que diabo é isso? Primeiro que família não tem que decidir, não tem que saber dessas intimidades, nada. Segundo, que você abriu o relacionamento, minha querida, você aguente o rojão, tá? Vamos tirar essa vaca aqui do meio. Vamos pegar aqui o cunhado, um homem que parece ser um homem decente, dos poucos, porque, né, convenhamos, a gente tem 6% de ouvintes masculinos.
Beijo, editor! Beijo, pai! Beijo, Samuel! Nossos 6%. Então digamos que temos 6% de homens que prestam, aquela, né, que usa a estatística do podcast do que ele faz. A gente sabe, né, que a estatística diz que a grande maioria dos homens não prestam. Ela pôde acompanhar durante anos que parece que esse homem presta, e ela tá sentindo um certo interesse porque parece que ela quer a mesma coisa que esse homem quer. Vou julgar por ela ser— ela disse que ela sente vergonha por ver ele de outra maneira agora.
Não, porque você tá vendo uma pessoa que vai ser jogada fora, entre aspas, e falou eu venho aqui, eu tenho um ombro amigo e tenho outras coisas amigas também. Mas você vem no papinho já de, ai, passei a vida com homens que me trataram terrivelmente. Isso é culpa sua, isso é problema seu realmente. E a sua irmã tinha razão, você engravidou porque você quis e você manteve a gravidez porque você quis, né? Então assim, isso não tem nada a ver com o seu cunhado.
Ai, mas agora ela vai, vai pegar o irmão, imagina irmã, eu duvido que o irmão vai querer, porque talvez ele esteja um pouco— irmão? Eu falei, gente, ela pega o irmão, pega o marido da irmã. Acorda, mulher, acorda, pelo amor de Deus, que pega o irmão! Vocês estão vendo, né? 8:57, ainda não conectou aqui tudo aqui, ó. O software ainda tão subindo ainda na nuvem. Ela pega o marido da irmã, eu duvido que o marido da irmã esteja agora pronto para isso, né?
Talvez ele esteja traumatizado com essa família dos infernos. Os comentários são todos assim: ai, jamais faça isso! Ó, você se manifestou e o defendeu durante o tribunal improvisado da sua família? Pergunta interessante. Independentemente do que esteja pensando ou sentindo, não faça nada a respeito. Ele está passando por um momento extremamente delicado e está muito vulnerável. Se você tentar se aproveitar disso, não será melhor do que sua irmã.
Será, gente? Ah, sim, as pessoas estão vulneráveis, mas estar vulnerável também quer dizer que você está aberto. Eu tô falando muita merda, né, porque vocês sabem que eu sou formada em absolutamente nada de psicologia, embora tenha tido uma ou outra aula de psicologia econômica. Vale aqui para isso? Ela diz assim: você pode apoiá-lo durante esse processo, mas não deixe que isso vá além. Por que não deixa que isso vá além? A vida é só uma, né?
Vai que eles são Meant to be together. Eles são almas gêmeas e não sabem ainda, e precisam de que ocorra esse divórcio para que eles se encontrem. Gente, tanta gente pegando família, e quem assiste não inviabiliza— assiste não, quem escuta não inviabiliza, sabe, né? Tanto sogro pegando genro, sogra pegando gente, tanta baixaria que acontece. Aqui não seria nenhuma baixaria, que você fala, olha, divorcia aí dessa praga da minha irmã e vamos conversar, vamos tomar um vinho.
Aí a resposta da Upi: ai, claro que sim, meus pais também o defenderam quando a irmã fez aquela cena ridícula de novela. Todos achamos que ela é uma idiota e com certeza eu nunca faria nada. Eu o amo porque ele faz parte da família há muitos anos, jamais colocaria isso em risco. E concordo que fazer algo assim seria nojento. Eu não sei se seria nojento, eu acho que a gente tá todo mundo sendo aqui todo mundo muito Ai, muito certinho, tá todo mundo sendo aqui muito não, não faça nada, não sei o quê.
Ai, casamento não é sagrado não, gente. A mulher cagou no casamento dela, foda-se. Ai, como vai explicar para as crianças depois? Casais trocam. Comentário aqui depois: parece que ter menos contato com a sua irmã seria mais saudável. E caso ela reclame, lembre a ela que não é culpa sua que ela virou mãe solo. Sim, com certeza. Ela disse que já se distanciou da irmã, também acho. Então tira essa mulher da vida, porque, né? Ela disse que só tem contato com a irmã por causa da sobrinha e do sobrinho, que eles sempre vão na casa dela.
Mas ela disse que ela odeia os próprios filhos. A irmã dela odeia os próprios filhos e que ela não gosta de ver como a irmã trata os filhos, que destrói ela. Então ela sempre gosta de pegar os sobrinhos para ficar na casa dela sempre que pode. Olha aí, então vamos montar. A irmã quer viver a vida dela de videogamer e de adolescente que cata todo mundo. Ok, vai, gata, vai lá, vai ver. O cara parece que é um bom pai, trabalha 60 horas.
É bom que não fica muito em casa, né? Nossa, ser casado com quem trabalha dentro de casa, o coleguinha aqui, é complicado. Tem dia que você quer pegar uma foice e usar a foice, vou dizer para vocês. Tem dia que você quer passar a cara da pessoa na sal Sem muito carinho, porque, né, as paredes são 4. O cara trabalha 60 horas, maravilhoso, parece que é bom pai, já demonstrou que é capaz de ser um bom marido. A mulher não gosta dos filhos, ela quer sair dando por todo mundo.
Você ama seus sobrinhos e você já tá olhando para o seu cunhado. Gente, é tão errado assim ela demonstrar para o cara, falar: olha, não deu certo com minha irmã, tem outra irmã aqui. Né? Você não tem que procurar nada. Você quer sair agora para fazer o quê? Dating nos aplicativos? Deus me livre! Olha, olha, não acredito em Deus, mas Deus me livre. Não acredito em Deus, não acredito em Deus, mas Deus me livre. Caso aconteça alguma coisa com o editor, tá?
Caso um desses aviões que ele vive pegando caia e eu fique viúva, gente, eu não vou entrar em aplicativo. Eu me recuso. Eu acho humilhante. Não vou, não vou, não Não quero conversinha de primeiro date. Ai, que que você gosta? Qual que é o seu filme preferido? Não sei qual que é meu filme preferido, não sei, eu não tenho isso de filme preferido. Depende, depende do dia, depende do dia. Tem dia eu não gosto de comédia romântica, odeio comédia romântica, odeio comédia.
Não me venha com nada de Adam Sandler, odeio Adam Sandler. Ai, que que você gosta? Gosto de true crime, gosto de pessoas sendo esquartejadas. Eu quero ter primeiro essa conversinha com alguém que eu conheço na internet? Não quero, não quero, não quero. Ai, que mais que as pessoas perguntam? Ai, que que você gosta de escutar? Podcast, gosto de escutar podcast, sejam de histórias de outras pessoas que são loucas, absurdas, ou seja de true crime, ou seja de investigações.
Ai, mas que tipo de música você gosta? Não gosto de música, gosto de silêncio, gosto de silêncio. Aliás, não gosto nem que você esteja falando. Ai, que signo que você é? Sou Touro com ascendente em Gêmeos. Inclusive, caravanas, você é caravana de onde e qual é o seu signo? Não que astrologia seja alguma coisa, né, gente, que isso aqui é astrologia É igual religião. Mas o que que eu posso fazer que é verdade? Astrologia, diga aí qual que é o signo de vocês.
Não tô a fim para esse papinho, então não vou entrar em aplicativo, não tô a fim. Então caso aconteça alguma coisa com o editor e eu fique viúva, eu vou ficar viúva, vou ficar viúva, celibato aqui viremos. Aí você fala para esse cara: olha, você aí com 2 filhos, toda essa carga emocional, tá 11 anos nesse relacionamento, você quer mesmo ir para pista? Você quer quer mesmo ter que fazer date com pessoa doida por aí? Doido, doido e meio já tem eu aqui, já é da mesma família.
Você nem conhece outros sogros. Sogros ou sogros? Eu nunca sei. Sogros, sogros, sogra, sogros. É, eu acho que é um bem bolado. Digam aí o que que vocês acham, ou se é a hora da manhã que tá deixando meus neurônios assim meio doido. A resposta aqui da Upi: eles ainda moram juntos e só decidiram no último mês que o casamento acabou. Bom, não, sua irmã já decidiu que esse casamento acabou, ó, desde que ela decidiu abrir o relacionamento.
Não sei se vão tentar resolver tudo entre eles ou se vão levar o caso à justiça. Tenho a sensação de que ela simplesmente vai abandonar as crianças um dia e ir embora. Ai, tomara! Vai, vai, vai, não quer as crianças, vai. Tem quem quer aqui, ó. Ela nunca quis ter filhos e mesmo assim decidiu ter não apenas uns, uns, mas dois. Eu adoro. Ela nunca quis ter filhos, mas teve dois. Por que, gente? Bom, já estão aí, né? Já estão aí.
Não tem como doar agora, não tem como colocar agora no eBay, não tem como colocar na Amazon para vender. Gente, que pecado! Até tem. Ai, que horror! Tem um monte de gente que— ai, não, vamos pesar o clima aqui não. Tem umas coisas horríveis na internet, vou nem falar sobre esse assunto. Aliás, vou falar assim, estão investigando, né, em plataformas onde de roupa usada, onde anúncios que pareciam estar vendendo entre muitas aspas, bichinhos de pelúcia, mas a descrição parecia descrição de crianças.
Nossa, pesei demais o clima. Puta merda, virou sério, gente, porque eu tenho esse lado sério. Eu tenho meu lado político, eu tenho meu lado sério, eu tenho meu lado militante. A gente vai fazer um especial um dia de relatos misteriosos investigativos, vocês vão ver esse meu lado. Não tenho só o meu lado debochado não, tá? Vocês vão conhecer esse lado. Comentário: sua irmã parece uma pessoa adorável. Ai, também amei a gata. O homem que ficar com ela depois disso será um verdadeiro sortudo.
Foda-se, não estou defendendo ela de maneira nenhuma, é isso, é apenas uma especulação. Mas acho que ela começou esse relacionamento muito jovem e não conhece nenhuma vida adulta além da que construiu com o marido. Ela nunca passou por uma decepção amorosa, nunca teve um parceiro horrível, nem viveu nada parecido. Vai enfrentar uma realidade bem dura, ou não, ou ela vai só se divertir agora. Eu também comecei com editora que eu conheci ele também com 18 anos.
Acho que ela está passando por uma espécie de pequena crise porque está, porque está completando 30 anos. Com certeza, gente, tenho amigos que estão agora vivenciando a crise dos 30 e poucos. Além disso, ela perdeu mais de 90 kg no último ano e meio, então ganhou uma confiança que nunca teve antes. Ah, com certeza, nossa! E a taxa de pessoas que se divorciam depois do emagrecimento, sem sacanagem, a gente começou com taxa, mas eu li sobre isso, era tipo de 60%.
Não tô zoando. Não tô zoando, não tô procurando a estatística, não vou procurar a fonte. Se quiser me colocar de mentirosa, coloca, tô nem aí também. Novamente, não estou defendendo, é apenas o que imagino. Sim, ela tá em outra fase, ela é outra pessoa, ela não queria ter filho. Ai, deixa ela, deixa ela, deixa ela. Em algum momento ela vai perceber o que fez. Se vai se importar ou não já é outra história, também acho. Com todo respeito, alguém disse, ela parece uma pessoa muito machucada e com pouca ou nenhuma autoestima.
Pedir para abrir um casamento já é enorme sinal de alerta. Quando o parceiro não concorda, é praticamente uma confirmação de que a pessoa está fazendo alguma coisa, porque tá passando por uma crise. Continua o mesmo pensamento. Sim, sua irmã agora tá em outra fase, deixa ela viver a vida dela, ela tem os motivos dela. E você quer catar esse cunhado, só a favor, use sim da época vulnerável dele e fala, ó, quer ajuda aí com essas crianças?
Vamos criar essas crianças juntos, sangue do meu sangue, né? Não, eu acho isso, mano, se isso não é um flerte Estou aqui disposta a ser madre de tus ninhos. Que cresce tu e eu. Não precisa ser assim também, né, com esse nível de sexo e apelo, mas se conseguir, vai lá, gata. Vamos para o terceiro relato, e esse aqui, tretinha de empresa que vocês falaram no Instagram que vocês gostam. Vem do subreddit Coworker Stories, e a nova funcionária Andréa. 6 meses de observações e anotações sobre ela.
Amo que uma pessoa sentou para escrever 6 meses de picuinha sobre uma funcionária nova. Amo, gente, poderia ser eu. Resumindo, ai, amo, amo, amo, amo. Acompanha esse subreddit há muito tempo, mas esta é a primeira vez que posto. Tem uma colega de trabalho chamada Andréa Nome alterado por privacidade. Ai, que pena, eu quero nome real. Que começou há menos de 6 meses na nossa empresa como um favor para um amigo antigo do CEO. Ou seja, já entrou ali, né, pelos— já pegou uns atalhos ali.
Só isso já não era um bom sinal, mas estamos acostumados a trabalhar com todo tipo de figura estranha. E ela foi contratada como uma operadora comum. Em nenhum documento consta que ela ocupa algum cargo de chefia. Que isso seja aqui anotado. Nosso espaço é uma mistura de depósito com fábrica e parece o último refúgio para funcionários problemáticos. Ou seja, todo mundo que é meio doido, todo mundo que tem uns parafusos mal colocados, o povo coloca lá.
Ah, vai lá trabalhar naquele departamento, onde o departamento dos ler-ler, dos delulu. Eu poderia facilmente escrever uma série como The Office sobre esse lugar. Aí faz, faz, faz, faz. Ó, The Office bombadíssimo. Mas hoje a história é sobre a Andrea. Já foi estrela a ser contratada apenas porque o amigo do CEO implorou para que ele arranjasse um emprego pra ela, depois de ela ter sido demitida do trabalho anterior. Mas a situação só ficou cada vez mais absurda.
Ela tem 21 anos, mas age como se tivesse 41 e trabalhasse ali há décadas e fosse a gerente. Depois de que ela entrou, contratamos alguns jovens de 18 anos, recém-chegados ao mercado de trabalho, e a Andrea começou a dar ordens a eles como se comandasse o lugar. Até aí, ó, tem 21, eles têm 18, né? Hierarquicamente estão tudo no mesmo lugar para mim. Eu com 40, eu olho só para baixo e falo: ai, gente, vocês têm nem pelo na cara ainda, vocês mulheres.
Porque nós mulheres de 40, a gente começa a nascer pelo aqui embaixo, né? Vocês sabiam disso? Pois é, eu não tô falando dos homens, tô falando das mulheres mesmo. E o rádio, meu Deus, o rádio! Ela vive cantarolando baixinho com uma voz aguda e irritante. Isso começou depois que ela cantava em voz alta e mandaram que ela parasse porque estava incomodando todo mundo. Ai, não sou contra. Você quer escutar sua música no trabalho? Fone.
Os incomodados que se mudem, a gente já conversou sobre esse assunto episódio passado. Volte uma casa. Certa vez, os operadores mais jovens perguntaram se poderiam mudar a estação de rádio porque preferiam músicas mais novas. Ah, também já sou contra. O quê? BTS? Não pode falar mal de BTS, senão eu vou virar mesária, né? Tem que ter cuidado. Queriam colocar algo como a Capital FM. Aí sim, eu sei o que que é isso, mas aceitariam até uma outra rádio lá.
Antes que eu pudesse responder, Andréa disse toda arrogante: eu e a fulana— fulana quem nos escreve— somos os funcionários mais antigos, então nós escolhemos a música e nós gostamos de ouvir essa estação. Ela não tá tão errada. Quem chegou primeiro ali que escolhe. Eu diria que quem chegou de manhã e colocou o rádio que escolhe. Você quer amanhã chegar e colocar o rádio mais cedo? Ai, gente, mas tem que colocar rádio para trabalhar.
Aí a pessoa fala: calma aí, porra, eu nunca disse isso. E ela não tem autoridade nenhuma para decidir algo assim. Você tá de picuinha. Ela também já mandou os mais jovens colocarem os 4 pés da cadeira no chão, como se fosse a professora de escola, porque estavam se inclinando para trás. Gente, isso aqui é segurança do trabalho. Trabalho, você tá de chatice aqui. Isso aqui eu tive, sem sacanagem, eu tive um treino sobre isso. E apesar dela não ser chefia, os chefes das pessoas que estão se inclinando são responsáveis por essa pessoa que tá se inclinando e vai cair, vai bater a cabeça no chão e vai ficar de lulú.
Nossa, depois que eu tive esse treino sobre isso, de que como chefia eu não poderia deixar mais os imbecis que trabalham para mim subir na cadeira de rodinha para ajustar o horário do relógio que tá na parede para o horário de verão, era eu gritando o dia inteiro no escritório: cuidado com isso, cuidado com aquilo! Vocês acham que adulto sabe se comportar? Não. Eu tive uma funcionária uma vez que ela sai, ela era muito estabanada.
Meu Deus, a Melissa, gente, a Melissa era muito estabanada. Ela só falava berrando. Uma vez que eu sentei do lado dela num jantar, essa orelha ficou surda 3 dias. E estabanadíssima, ela foi fazer um chá na cozinha e na volta da cozinha ela conseguiu derrubar a xícara de chá na mão dela. Queimaduras de segundo grau, teve que ir para o hospital. Minha sorte é que isso aconteceu na pausa na cozinha, então ali eu não sou responsável por ela.
Tivesse acontecido isso no corredor, no caminho dela para cozinha, indo para o negócio, eu já teria que ter me envolvido num outro nível. Por quê? Porque o seguro da empresa que paga aquela assistência médica é um rolo, seriam uns mil formulários que eu ia ter que preencher, porque aquela anta foi lá e saiu correndo da da cozinha e derrubou o chá na mão dela. Acontece, acontece. Mas aqui a Andrea tá certa, cadeira para colocar no chão.
Andrea nunca recebeu treinamento sobre procedimento de entregas nem sobre a forma como controlamos nosso estoque. Mesmo assim, depois de ficar sozinha por pouquíssimo tempo após a chegada de uma entrega importante de componentes, ela abriu as caixas e retirou metade das peças das embalagens. Depois deixou um bilhete incompreensível com algumas quantidades rabiscadas. Ah, tá trabalhando meia-boca porque ela é amiga do se virou.
Você que não é amiga de ninguém, você que se vire. Quando descobriram e foram questionar a Andrea, ela negou que aquela fosse a letra dela, apesar de haver exemplos idênticos da sua caligrafia espalhados por todo lugar. Mentirinha básica de lugar de trabalho. Além disso, ela já tinha se gabado para mim de que a entrega havia chegado e de que ela tinha organizado tudo para que pudéssemos começar a usar as peças. Dizer que ficamos confusos seria pouco.
Andrea também gosta de dizer que é a única adulta que trabalha na casa dela. Ué, gente, eu me gabaria também se fosse isso. Não há nada de errado nisso, eu também sou quem sustenta a minha Mas depois ela começou a se gabar de que determina quanto os pais aposentados podem gastar com comida durante a semana e que quase sempre consegue impor o valor que quer. É, aí, bom, do jeito que você escreve, aí a gente já coloca aqui, a gente imagina já dois senhorzinho, né, mamãe e papai ali passando fome, comendo meia fatia de pão cada um.
Ela contando a história, ela deveria dizer, imagino que deve ser assim, olha, a gente tem aqui por semana tanto para fazer o mercado. Mercado, tá? Então tem aqui, vamos fazer o mercado, já comprar tanto. Se vocês comerem tudo até o meio da semana, aí a gente vai ter um problema. Então assim, depende de como tá contando a história, né? Ela ficou importunando repetidamente outro colega autista, também de 21 anos, até que ele finalmente dissesse a data de aniversário.
Ela queria saber se ele era mais novo e ela ficou radiante quando descobriu que sim. Ai, gente, sério que você sentou para escrever isso? Por que que eu peguei esse relato? Já tô com raiva de você. Quanto colega que sofre de ansiedade Ansiedade, roubadas. Quem não sofre de ansiedade? Sério, esse diagnóstico é um diagnóstico para toda a sociedade. Todo mundo sofre de ansiedade, a diferença é o grau, né? Você é ansioso do tipo que come a unha da mão ou do pé?
Você é ansioso do tipo que come uma lata de leite condensado ou 3? É uma questão de grau de ansiedade, de nível de ansiedade. Agora, ai, nosso colega que tem ansiedade, Não me venha com esse diagnóstico, tá? Ansiedade é o temperinho de muitos meus diagnósticos, tá? Com outro colega que sofre de ansiedade, ela entrou na área de trabalho e disse para ele largar o celular porque o intervalo tinha acabado. Novamente, ela não é gerente.
Bom, ela é uma colega controladora, mas ela tá errada? Não tá. Pelo que sei, essas foram literalmente as primeiras palavras que ela dirigiu a ele. Ela viu fulano de 18 anos ali no TikTok, ela falou: Oi, tá de pausa ainda? Acabou pausa. Vocês acham isso tão errado também? Quando começou na empresa, colocaram Andréa para ser treinada em um dos projetos mais fáceis e antigos, para que pudesse aprender os procedimentos, entender o tipo de trabalho que fazemos.
A pessoa responsável por esse projeto tem bastante conhecimento e é muito tranquila. O problema é que não há trabalho suficiente nesse projeto para mais de uma ou duas pessoas. Por isso, algumas semanas depois, Andréa foi transferida para um projeto muito mais movimentado e complicado. Complicado e ela odeia trabalhar nele. Correta, gente. A gente quer evitar fadiga e a gente quer dar nosso mínimo. Já tentou inúmeras vezes voltar para o projeto mais fácil, mas disseram que não existe trabalho nem horas suficientes para justificar mais uma pessoa ali.
Eu, como amiga do amigo do CEO, quero voltar para o projeto mais fácil, certo? Quando pedem que ela faça alguma coisa e ela não está com vontade, simplesmente sai andando e começa a fazer algo completamente diferente. Gente, isso é todo funcionário médio de qualquer empresa. Isso já fez com que a responsável pelo projeto perdesse completamente a paciência com ela algumas vezes. Até aí, uma quarta-feira normal. A Andreia já discutiu com supervisores e também com o responsável pelo depósito.
Qualquer outra pessoa já teria recebido uma advertência. Ela sabe que ela tem as costas quentes, você tá com inveja, vai ser amiga do CEO também. Mas a Andreia não, ela não é demitida imediatamente nem leva advertência. Nessa semana, a pessoa tranquila que lidera o projeto favorito dela começou duas semanas de férias. Durante toda a semana anterior, a Andreia estava visivelmente mais feliz, como se estivesse esperando alguma coisa acontecer.
Alguém precisaria assumir o projeto durante as férias dessa pessoa. E adivinha quem foi conseguido? Não foi a Andréa, fui eu. Ai, agora você virou alvo da Andréa, né? Por isso tá escrevendo isso aqui. Além da pessoa que saiu de férias, sou eu quem mais conhece o projeto. Passei 3 anos trabalhando nele e assumindo sua operação. Andréa não reagiu nada bem, passou a maior parte da semana emburrada e evitando falar comigo. Ai, grande bosta.
Não faço ideia de que por que ela achou que teria alguma chance de comandar o projeto depois de 6 meses de empresa. Estamos mantendo registros de todas as merdas que ela faz até agora. Agora não vi nenhuma, falar a verdade. Ela é uma costas quentes mediana. Ela já recebeu uma advertência, mas não diminuiu o ritmo nem mudou de atitude. Andréa trabalha conosco há menos de 6 meses e agora todos estamos esperando para ver qual será a próxima coisa que ela vai aprontar.
Meu Deus, falei sobre Andréa mais do que seria saudável para minha cabeça, mas foi bom colocar tudo para fora. Gente, vocês estão vendo que eu não devia ter pego esse relato, que é um relato de uma pessoa meio invejosa do fato da Andréia ter entrado ali por ajudas, por atalhos. Não é legal para nenhuma equipe quando alguém entra assim, mas acontece, acontece. Todo mundo sabe, todo mundo tem aquele colega que entrou ali, você fala: como que essa pessoa foi contratada, gente?
Mal sabe escrever o nome, já tá ali. Quem contratou não foi você. Ela agindo meio como gerente, talvez ela tá mostrando que ela ambiciona esse cargo Tá tão errado? Ela não tá ali para fazer amigo. E essa verdade a gente tem que aprender, que lugar de trabalho a gente não tá ali para fazer amigo. Ali é faca nas costas. Na hora que você virar as costas, você vai sentir uma faca. Na hora que alguém tiver a possibilidade de serrar o pé da tua cadeira para você cair, a pessoa vai serrar o pé da tua cadeira.
Inclusive, essa é uma expressão que se diz muito em alemão. Então, ou você faz isso, ou você vira o ultra mediano ali escondidinho e consegue se manter mediano durante anos. Mas ela parece que tem certas ambições. Eu não acho tão Então assim, as coisas que você contou não parece tão assim, sei lá, já vi tanta coisa mais absurda na vida real. Aí alguém disse que já sabe o que vai acontecer, vão inventar um novo cargo entre os operadores e os líderes e vão colocar a Andréia lá.
Provavelmente. Coisa que eu mais vi também na minha vida são cargos inventados que não tem nenhuma função que ajude a equipe de alguma maneira, senão é só para que a pessoa que está ali esteja feliz. Gente, corporate life, a gente tem que jogar o jogo do corporate life, é assim mesmo. E esse será o emprego definitivo da Andréia, ou pelo menos será enquanto o CEO e o pai dela continuarem nesse esquema. Falaram que era o pai dela, porque se for o pai amigo do CEO, então você tem que baixar sua cabeça e ser amiga da Andréia.
Eu acho, não vale a pena ser amiga de quem é amiga, não vale a pena ser inimiga de quem é amiga do CEO, né? Vamos trabalhar aqui com inteligência. Estamos todos trabalhando pelo mesmo interesse: ganhar um salário, não é? Então não é para fazer amigo. Se você acontece de você fazer amigo no lugar de trabalho, que bom para você, mas tenha cuidado também. Quarto relato. Agora a gente vai entrar no novo subreddit que se chama Unpopular Opinion.
É um subreddit onde as pessoas postam as opiniões que não são populares delas. Pessoas, os que, né, chamamos também de hot takes, e vê se elas estão corretas ou se abre a discussão ali para as pessoas. E eu achei interessante, achei temático, combina com meu vestido, é sobre limão. A unpopular opinion dessa pessoa é: a maioria das pessoas não gosta de viajar de verdade, gosta de já ter viajado. E eu acho que eu vou concordar. Vamos ler o que ela diz.
Eu sei que isso parece absurdo porque as pessoas tratam viajar como se fosse o auge da experiência humana, mas boa parte do processo é bem desagradável. Aeroportos são irritantes, fatos. Fazer mala é irritante, fatos. Dormir no lugar desconhecido é irritante, fatos. Se a gente tiver que olhar para o valor do lugar que a gente vai pagar, se você puder pagar um lugar melhor do que você mora E muitas vezes você só está com calor, cansado, com fome e fingindo que enfrentar uma fila para você ver alguma atração famosa é uma experiência mágica.
O que as pessoas parecem amar de verdade é a lembrança da viagem depois que ela acaba, as fotos, as histórias e a sensação de terem feito algo interessante com a própria vida. E tudo bem, sinceramente. Só acho que existe uma diferença enorme entre aproveitar uma viagem enquanto ela está acontecendo e gostar da ideia ideia de ser uma pessoa que viaja. É claro que algumas pessoas realmente amam cada parte da experiência viajar, mas para muitos de nós o melhor momento é contar tudo depois, com uma iluminação melhor e sem o jet lag.
Gente, quando eu li isso, isso descreveu muita coisa que eu observo, né? Eu, uma pessoa cronicamente online, uma pessoa cronicamente das redes sociais já há muitos anos, e que me identifico com o gosto de viajar, tá? Mas eu gosto de viajar do meu jeito. Quando a pessoa fala aqui que a viagem normalmente é você está o tempo todo cansado, com fome e pegando fila, sim, mas aí você tem que aprender a viajar. Porque o que eu vejo com o Instagram é, e a gente pode fazer também assim uns especiais sobre viagens, sobre turismo, porque eu gosto muito de falar sobre o assunto.
Inclusive trabalhei 6 anos num das maiores empresas de de turismo na Alemanha que faliu. Ajudei a falir ela. Não tenho background de turismo, mas trabalhava com isso também. O que eu vejo que as redes sociais também fazem muito é as pessoas colocam na lista: você tem que conhecer isso, o melhor não sei o quê, a melhor pizza de Roma, Itália, é o lugar mais bonito para se ver o pôr do sol em Florença, a praia mais bonita de Mallorca.
E aí você não conhece o lugar ainda, você vai pesquisar e você vai pegando esses, né, essas listas que as pessoas fazem no Instagram, no TikTok, nos blogs, que ainda existem muitos blogs de viagem, nas páginas, e você vai caindo nesse conto do vigário. E é esse o problema: as pessoas vão tumultuando uma só experiência Vou dar um exemplo, é o que a gente chama de tourist trap, né? Ou seja, é ali que o turista se fode. Estávamos em Paris.
Ai, gente, isso se escuta tão snob, mas, gente, não é longe, tá? Assim, de Munique para Paris você pega um trem fuleiro, não custa muito, e, né, dá para fazer um fim de semana bate-volta. E era o que a gente tava fazendo, nós, beninas, nosso grupinho de beninas. E uma coisa que bomba muito entre os brasileiros é o tal daquele cara que faz doce lá, o Cedric. E uma das nossas amigas falou, ai, vamos lá, vamos pegar um doce. Eu não tinha entrado ainda nessa bolha e não conhecia esses doces, eu tinha conseguido ficar longe disso.
E cara, você chega lá, é o melhor exemplo desse tourist trap. Vou dar um outro exemplo aqui de Mallorca depois. A gente chegou lá tipo 10:30, hora de café da manhã, uma fila do lado de fora onde já é organizada por segurança e já tem assim coisinha de aeroporto para dividir a fila, tá? Na hora que eu olhei aquilo, eu falei: que que é isso? Tem que ser muito maravilhoso. Fila desorganizada, um sol dos infernos. Eu pensei: eu não acredito que eu tô perdendo as poucas horas que eu tenho em Paris para estar nessa fila.
Bom, vamos lá, esse negócio tem que ser delicioso. Entramos na lojinha. Enquanto isso, todo mundo lá fora fazendo foto com segurança. Estamos aqui na loja do Confeiteiro Cédric, não sei o quê, não sei nem o nome do cara. Entramos na loja. Vão, eles deixam entrar assim um grupo de pessoas por vez. O café em cima onde você pode comer já está, ó, se você quiser reservar, você tem que reservar com meses de antecedência. Falei, gente, coisa absurda, tem que ser muito maravilhoso.
Aí tinha, sei lá, 5 tipos de docinho, já tinha acabado não sei quantos porque a gente chegou praticamente tarde. Não acho tarde, mas enfim. Falou, vamos pegar esse, esse, esse. Pegamos 3, 2 tortas pequenas e uma torta grande. Éramos 4 meninas e a gente nem mais não ia comer porque a gente já tinha uma reserva para o almoço, já tava tarde. A gente falou, a gente leva e come de sobremesa depois. Ah, ótima ideia, porque também era muito doce para o café da manhã, né?
Ótimo, vamos, que a gente não vai estragar nosso apetite para o almoço. Cada tortinha, isso acho que 2 anos atrás, 17 euros as mini tortinhas individuais. Aí, caralho, olha, eu espero que seja uma experiência. Não tenho nada contra em pagar caro para uma coisa que seja maravilhosa, mas que seja maravilhosa, tá? Belas, belas. Aí tem uma torta de morango— não, era de framboesa, não era de morango— que era assim de um tamanho perfeito para dividir em 4, assim um circulozinho assim.
Falei, então a gente leva essa e mais duas, essa e mais uma pequena para experimentar, uma coisa assim. Essa torta pequena custava 40 pau. Falei, ok, 10 euros para cada uma, né? Colocando aqui em reais, 10 euros mais conhecido como R$60. Já peguei essa fila, já fiquei meia hora, e eu na fila eu xingava, eu xingava o Fábio, eu não Eu tô nessa fila, né? Que eu tô pegando fila para comprar doce, coisa ridícula. Tem Paris inteira é só doce, por que que eu vou pegar fila?
Pegar, mas vamos, já tô aqui. E minha amiga, coitada, né, que levou a gente nessa fila, eu já com a cara assim que eu já tava fazendo climão, que eu tava puta de estar nessa fila. Aí eu perguntei para um dos moços, você é super mal atendido lá dentro, mas Paris, né, franceses, Paris, não espero ser bem atendido lugar nenhum ali. E turistas, né, 80 mil turistas por dia ali naquela lojinha. Falei, então a gente vai levar, né, porque só pode comprar para levar, porque no café não tem como sentar para comer, porque você não— a gente não reservou 8 meses antes.
Você pode partir já essa torta em 4, porque a gente vai levar e a gente provavelmente ia comer em um parque ali, porque a gente tinha um restaurante maravilhoso reservado que era dentro de um parque. Provavelmente a gente ia sentar no parque depois e fazer ali uma experiência piquenique, para não dizer uma experiência fuleira comer no meio da rua. O cara tem a pachorra de me dizer que naquela torta de 40 euros que eu estava comprando, ele falou: não, a gente não pode pagar.
Partir. Oi? Falei: é o quê? E como você supõe que eu vá comer essa torta desse tamanho assim, que eu pego e coloco ela na boca? Aí minhas amigas já fazem o olhão, né? Já pensa: ai, cacete, ela vai fazer barraco! Ai, que vergonha, ela vai fazer barraco! Não, não fiz barraco, mas eu falei umas verdades. Eu falei que isso, gente, você não tem faca aqui na sua confeitaria? Não, a gente não pode partir. Olha, Ali poderia ter o gosto mais maravilhoso do mundo, mas só aquela experiência ali dentro que eu já falei, que babaquice.
Fomos para o restaurante maravilhoso. Se quiserem a dica, era uma coisa nichada assim, foi a dica de uma decoradora que fez a decoração, que trabalha em uma certa casa de luxo e fez a decoração desse restaurante. E uma das meninas segue ela e não sei o quê. Não era nada bombado nem nichado, ficava também meio longe no jardim. A comida foi maravilhosa, caríssima, mas assim, tava tão boa assim a vibe que a gente tomou até um champanhe lá e tal.
Aí então, carregando nossas tortinhas no restaurante, emprestaram a faca para a gente partir essas malditas tortinhas. Quando o restaurante fica dentro de um parque, saímos para o parque, sentamos no parque, vamos comer essas tortinhas. Gente, horríveis! Não valia 3 euros e a gente pagou as duas, 54 euros, tá? Uma pequena e uma média para 4 pessoas. Horrível, de um horrível assim que os ratos do parque, que eram uns ratos desse tamanho aqui, do tamanho de um cachorro, ganharam os pedaços.
A de pistache, horrível, era meio salgada por dentro. Gente, ruim, um negócio ruim. Linda de fotografar, linda. Aí você entra no Instagram, você entra no Google, você entra no TikTok E todo mundo fazendo aquela coisa, ai, que foi lá e comprei, mordendo, vendendo essa experiência para gente como se fosse uma coisa maravilhosa. E é isso, a famosa tourist trap. Não é maravilhoso, só ficou bombado, só ficou hypado. Corram de qualquer coisa hypada, corram, porque quer dizer que já foi bom um dia e agora já não é mais.
Existem pouquíssimas coisas que são hypadas e ainda são boas. Outro exemplo, você vai olhar Mallorca nas listas de TikTok, de Instagram, e tem uma praia que tá sempre no topo dessa lista. Já fui a essa praia há uns 5 anos atrás e já fui a essa praia também de barco. Inclusive, experiência muito louca, quase, quase afundamos o barco, que é desses barquinhos que você mesmo pode dirigir. Gente, que coisa louca! Amo! Perdão, microfone. 5 anos atrás ainda dava para ir, mas já estava hypado demais.
Mas sabe aquela coisa? Ah, eu quero ver, vou lá para ver. Hoje em dia virou um caos, um caos. A praia tem uma faixa de areia não existente. Imaginem assim um despenhadeirinho onde você tem que descer por umas pedras. Aí sim, as imagens são maravilhosas. Vai chegando ali, depois de andar 45 minutos para chegar, você faz fila para conseguir uma foto. A experiência é péssima, tá fazendo 40 graus, você entra no mar, você não tem onde deixar suas coisas.
E pensando, meu Deus, e depois dizer que isso aqui é a praia mais bonita e a experiência mais legal de Mallorca. Aí as pessoas caem naquilo. E claro, como que você vai saber que é uma tourist trap se você não for? Então o meu resumo da ópera é: fuja de qualquer coisa que esteja no número 1 de qualquer lista. E uma coisa que, citando o grande pensador Thiago Teodoro do podcast Me Conte Uma Fofoca, Me Conte Uma Fofoca, se vocês não escutem, vão lá escutar, é onde eu me informo de todas as fofocas do Brasil.
Thiago Teodoro e Olivera, antigamente Duda Delorusso, ex-drag. Thiago disse uma coisa uns capítulos atrás, disse assim: ai, as pessoas têm essa mania de procurar sempre o melhor, a melhor pizza de São Paulo, a melhor padaria de São Paulo. Gente, o melhor é aquele que tá do lado da sua casa. E isso é muito verdade, é muito meu mantra quando eu viajo. Gente, o melhor é aquilo que está ali perto onde eu vou curtir. O melhor é aquele restaurante que não tem fila, onde me tratam bem.
Talvez não seja a melhor comida que eu vou lamber o prato, mas a experiência em si, o preço que eu vou pagar, o tempo que eu vou esperar, a vista que eu vou ter, a experiência em si vai ser agradável. Agora, todo mundo, e isso eu tenho que dizer que os brasileiros ainda são mais diagnosticados com a síndrome do eu tenho que fazer o melhor do que os outros turistas. A gente gosta muito de se parecer. A gente é muito parecido. Então a gente quer mostrar, né, olha, Brasil, a gente foi lá no Cedric, comemos o doce dele e é péssimo.
Pois eu postei, falei mal, horrores, marquei ele, falei, mas é uma merda, não vão, não vão, o serviço é péssimo, os doces não valem a pena, não vale o dinheiro. Qualquer padaria ao lado ali vende doces maravilhosos que estão muito além do que aquela experiência que estão vendendo ali. A mesma coisa praia que tá em todas as listas aqui de Mallorca. Não vá a ela que tá na lista bombada. É linda, é. Vão ter outras praias também lindas que não estão hypadas.
Outra coisa é Costa Amalfitana. Gente, eu era totalmente contra porque eu via os vídeos na internet e eu vi o caos. Mas a gente fez uma vez uma road trip até a Sicília que foi maravilhosa. A gente saiu de Munique. Vocês olharam no mapa Munique lá em cima? Mil e uns 1.500 km, descemos toda a Itália, fomos para Sicília. Aí eu falei, cara, a gente já tá aqui embaixo, na volta vamos passar na Costa Amalfitana e vamos olhar, vamos ficar 3 noites lá que seja.
E meu marido, ai, que saco. Belíssima a Costa Amalfitana, mas já está hypado demais, já não vale a pena. Se você for ter experiência George Clooney, se você for ter experiência Hailey Bieber e chegar de barco e ficar no hotel ultra exclusivo e não sei o quê, e não pegar as filas, não ter que procurar estacionamento, estacionamento, ótimo, você vai amar a Costa Amalfitana. Se você for ter a experiência da pessoa normal que vai chegar de ônibus ou de carro, vai ter que procurar estacionamento, não vá.
Existem outros lugares mais bonitos ali, já tá, ó, não cabe mais uma mosca, não cabe mais uma abelha. Cinque Terre, mesma coisa. Eu tenho uma lista de milhões de coisas. Aí a gente foi na Costa Amalfitana fora de temporada, ou seja, não sofremos com nada assim de engarrafamento e tal. Mas a gente ficou só imaginando, imagina isso aqui na alta temporada, no verão, quando tiver os ônibus, quando tiver os turistas. É intragável, é impossível.
E vai estar fazendo 40 graus e você vai estar com fome e você vai brigar. E é por isso que as pessoas se separam depois das viagens, porque como essa pessoa que falou, as pessoas gostam de mostrar as fotos, se exibir e contar da viagem, porque as fotos vão sair bonitas, você pode editar e tirar as pessoas de trás dela. Mas é aquela coisa, mostre mais a realidade no Instagram, mostre que tem coisas que já não dá mais para fazer.
Veneza no verão não dá para que fazer, cara. Não dá nos horários assim durante o dia. Dá para ser a Veneza de noite no verão. É minha dica. Você quer a Veneza? Vá a partir das 5 da tarde. É maravilhosa a cidade, esvazia completamente. Vá jantar em Veneza, durma lá. Não chegue a Veneza 10 da manhã para passar o dia. Não vá, você não vai curtir, não vai ser legal. Vai ser tipo aquela viagem, sabe, que você vai lá, só fez as fotos, você só vai ver o lugar depois quando você sentar para ver as fotos.
Que graça tem isso? Vamos aprender a curtir os lugares, vamos aprender a curtir as coisas que estão à nossa volta. E parem com essa ânsia de procurar o melhor do melhor, melhor da lista, o número 1, porque isso aí foi só uma invenção de alguém. Alguém colocou em alguma lista e ficou hypado por culpa de alguém, não quer dizer nada. Nossa, para vocês verem aqui, eu já tô falando há uma hora disso porque é um negócio que mexe muito comigo.
Aí os comentários aqui que eu acho muito interessante também, que as pessoas contam: entendo completamente o que você está dizendo, um ex meu era exatamente assim, ele reclamava durante toda a viagem, mas Mas depois que voltávamos, adorava contar para os amigos como tinha sido. Eu realmente gosto de todas as partes. Tenho tempo para esperar numa fila, ficar sentado no aeroporto e ouvir podcasts. Gosto da sensação de estar perdido e com fome, cansado e precisar descobrir como resolver o problema.
Nossa, meu marido sempre fala isso, o famoso editor, que quando a gente tá no lugar sem, sabe, sem uma agenda— às 10 horas a gente tem que ver a Torre Eiffel, às 11 horas a gente tem que ir no docinho do Cédric, ao meio-dia a gente tem que ver não sei o quê, aí a 1 hora a gente tem que ir na Champs-Élysées— quando você tá com agenda aberta e você se perde por uma cidade, é delicioso. E você passa por um lugarzinho que você não sabe se tá na lista de algum lugar ou não, e você senta, ah, eu vou almoçar aqui.
E depois que você vai olhar quais são as avaliações, depois que você vai olhar se é famosinho, você simplesmente curte. É diferente. Aí ela fala que por outro lado não gosta muito de conversar sobre viagem depois, tá, tá, tá. Dá para entender que terminamos, né? Sim, vocês não são compatíveis. Viagem também é muito bom para ver a compatibilidade das pessoas, né? Uma pessoa que tá só atrás dos Instagram hotspots para tirar foto.
E uma pessoa que quer curtir a vibe do local, elas não vão conseguir. Outro exemplo que eu vou dar, porque eu aprendi a viajar do jeito que eu gosto, eu, meu marido, a gente aprendeu a viajar. O burro vai na frente, meu marido e eu aprendemos a viajar do jeito que a gente gosta com os anos, né? Florença, você acha que eu vou a Florença no verão, 40 graus? Eu não sou louca. Roma no verão, eu não sou louca. Eu não tenho, eu não tô cansada de viver, eu não quero ir de arrasta.
Fomos no inverno, maravilhoso. Maravilhoso, um décimo da quantidade de pessoas que ainda tem lá, tem turista ainda pra caralho. Sentamos em qualquer restaurante que tava ali naquele momento que a gente queria sentar, onde batia um sol, e foi uma experiência maravilhosa. Enchemos a cara, comemos super bem, entendeu? Faça a experiência daquele momento que você está e não faça uma lista de coisas do Instagram que você tem que ver.
Se oriente, estude obviamente sobre a cidade para você ter uma orientação na hora que você estiver lá. Você não tem que olhar tudo, né? Se oriente, saber, sei lá, sabe que é Budapeste, qual que é o lado de Buda, qual que é o lado de peste, o que que tem em cada lugar. Para você ter uma noção geral do lugar. Mas não vá correndo atrás dos hotspots do Instagram, do TikTok. Na hora que você vê aquela fila de pessoas ali, todo mundo brigando, saindo tapa, não, para que isso?
Outro dia eu tava vendo uma fila de pessoas para ver uma onça no Pantanal, uma fila de barcos. Nem sei se aquilo ali era inteligência artificial, se era verdade. Gente, que absurdo! Se você como casal consegue viajar e tem a mesma vibe, seu relacionamento vai longe. Já vou dizendo isso. Outra resposta: não existe aquele ditado que todo casal deveria fazer uma viagem de 2 semanas antes de se casar? Concordo. Vão viajar, vão para um lugar quente, vão alugar um carro, vão dirigir num lugar diferente, vão pegar um hotel.
Porque se você for para descobrir como essa pessoa é depois que vocês se casarem, porque tem gente que casa antes de morar junto, aí já é tarde demais. Façam viagens, porque nas viagens existem Brigas, assim, discussões onde você vê que, nossa, meus princípios, meu caráter completamente desviados comparando com o dele. E sim, gente, vai ter gente que gosta do mochilão, vai ter gente que gosta de viajar de trem, vai ter gente que gosta de viajar chique.
Aquela coisa, não me chame para acampar, não me chame para fazer trilha, eu não vou, não vou fazer, entendeu? Não vou fazer. Você quiser uma coisa assim de, ai, vamos sentar e tomar um vinho, vamos comer, uma viagem estilo taurino, uma viagem viagem assim, que pessoa que gosta de coisas boas, gosta de curtir, gosta de evitar fadiga. Eu sou só companheira de viagem, dirijo, sabe, procuro lugar legal. Mas bom, o quinto relato também fica na área da viagem, para a gente terminar tematicamente.
Como vocês veem, hoje eu não queria nada que fosse cortisol muito alto, sabe, porque gravando de manhã, né. E vem do subreddit travel, mais conhecido como viajar ou viagem. O título é: contem o pior pesadelo de viagem de vocês e o que aprenderam com ele. Tenho a sensação de que qualquer pessoa que viaja para além de um resort all inclusive acaba enfrentando alguma situação no exterior que a desafia ou simplesmente acaba com ela.
Talvez seja um passaporte roubado, uma noite numa cadeia mexicana. Sem julgamentos da minha parte, aqui vai o meu caso. Eu estava em Londrina, no Brasil. Meus irmãos e eu estávamos passeando pelo centro da cidade quando fui atropelado assim que desci daquela da calçada. O motorista nem parou. Meu irmão precisou correr atrás dele. O acidente me deixou com 4 fraturas na parte inferior da perna direita. Precisei passar por uma cirurgia, fiquei 4 noites no hospital e depois enfrentei um voo longo e doloroso de volta para casa.
Não sei exatamente o que aprendi com isso. Talvez que quando você está em outro país precisa olhar para os dois lados da rua 6 vezes antes de atravessar. Também aprendi que no Brasil aparentemente não acreditam em analgésicos Mentira! Porque, meus amores, se um lugar onde você pode se dopar é no Brasil, mentira. Fiquei muito grato por não precisar pagar um único centavo pela cirurgia na perna, mas posso garantir que teria pagado uma fortuna por medicamentos mais fortes e por alguma comida que não fosse arroz e feijão salgados demais.
Olha, tá reclamando? O SUS te arrumou todinho, tá reclamando? Próxima vez você fica quebrado no meio da rua. Hoje em dia finalmente posso pagar por um seguro de viagem. Oba, fodido, né? Fodido. Sai para viajar, vai para Londrina. Quem que vai para Londrina? Tem alguém de Londrina? Caravana de Londrina tá aí, gente? Quem vai para Londrina no Paraná é atropelado porque não sabe olhar para rua, porque deve ser um americano idiota que acha que, né, que tá me vendo.
Ele não é louco, ele tá me vendo. Pois aprenda a olhar para rua. Aí quer, te arrumam todo, te dão arroz com feijão para você comer e vem dizer que o nosso analgésico não são fortes. Vai para Alemanha, Alemanha eles tratam tudo com chá de camomila e ar fresco. E o ibuprofeno 400 na Alemanha, ibuprofeno 400, ibuprofeno de 600 você precisa de receita para comprar. Aí eu falo, ué, não é só eu pegar um de 400 e metade, ou tomar 2 de 400 e eu já tenho de 800?
Pois vocês estão vendo onde que eu moro. E esse fulano aqui deve ser americano, tem que ser. Cadê a caravana dos Estados Unidos? Alguém comenta. Eu tinha 22 anos, era estudante em Londres no ano de 2020, precisava voltar para casa nos Estados Unidos. O que aconteceu em 2020? Que alguém, lembra? Com todo mundo tentando ir embora ao mesmo tempo, meu histórico de viagens e o preço das passagens subindo cada vez mais, passei a quinta-feira, sexta-feira e quase todo sábado tentando sair de Londres pelo aeroporto de Heathrow.
Finalmente consegui embarcar no sábado à noite, mas no meio do voo o avião foi desviado para Halifax por causa de uma emergência médica. Todos precisaram desembarcar e passar a noite lá. No domingo, o voo estava com mais passageiros do que assentos e eu acabei ficando de fora. Na segunda, finalmente consegui chegar a Chicago, mas fiquei preso durante 7 horas nas filas da imigração e perdi as outras duas conexões que ainda precisava para chegar em casa.
Mas também mora na baixa da égua, hein? Consegui remarcar tudo para um voo na terça-feira com uma conexão durante a madrugada. Finalmente, quase uma semana depois, cheguei em casa na quarta-feira. Moral da história: quando viajar, leve bagagem de mão, mais roupas, produtos de higiene e lanches do que acha que vai precisar. Isso é óbvio, isso é óbvio. Vocês americanos, vocês realmente, vocês se passam, vocês se passam na triste.
Leve também sabão para lavar roupa. Não, mas você lava calcinha no banheiro com o sabonete que tiver no banheiro. E construa um bom histórico de crédito para ter um limite no cartão e conseguir comprar qualquer passagem que precisarem, uma emergência. É, moral da história é: nunca saia sem nenhum real no bolso. Você sempre tem que ter o extra para comprar passagem, nós, se tiver que voltar fugindo para casa. Eu tive sim a minha pior experiência de viagem, foi na Colômbia.
Eu acho que um dia eu tenho que contar esse relato, como foi essa experiência de viagem. Tá aí um relato especial, experiência de viagem. Vai ser esse relato da Colômbia, vai ser o relato de como a gente quase ficou preso na Itália por causa do COVID, e podemos colocar algum outro relato aí. Acho que essa foi a minha pior experiência de viagem. Nossa, foi horrível, gente, 30 horas sem preciso mijar. Minha bexiga é feita de ácido inoxidável.
Outro aqui: tive desenteria no meio da trilha de Inca. Inca em Mallorca também tem uma Inca, mas eu acho que deve ser a Inca onde os incas moravam. A lição que aprendi foi: sempre leve dinheiro em espécie. Eu tinha levado algumas centenas de dólares como recomendaram e usei cada centavo para pagar vários moradores de locais diferentes que ajudaram a descer meu companheiro da montanha a cavalo. Sinceramente, você se cagando Sinceramente não sei como teríamos conseguido descer de outra forma.
Vocês cagando e o poxo descendo a cavalo. Amor, negócio de desenteria. Egito, famoso, né? Todo mundo fala, ai, meu sonho conhecer as pirâmides do Egito. Meu sonho não passar nem perto. Beijo, Egito. Negócio seguinte, é famoso a desenteria, é famosa a desenteria do Egito. Todo mundo que vai fica 3 dias de seja por causa da água que você usou para escovar os dentes, seja por causa de alguma coisa que comeu, seja por causa do gelo que colocaram no seu drink.
As bactérias lá não são as mesmas bactérias daqui. E você fala, ah, eu sou brasileiro, eu tô, meu estômago, meu intestino aqui, ó, minha flora intestinal tá índia. Fiquem sabendo, aprendi com o Dr. Drauzio Varella, que 6 meses após você ir embora de um lugar, a sua flora intestinal já se adaptou completamente a esse novo lugar. Você já perdeu toda aquela imunidade que você achava que você construiu comendo coxinha da rodoviária.
Você já não tem mais. Aconteceu com meu marido, que terminou o quê? Cagando no mar lá na Bahia, porque ele comia qualquer coisa que ele achava na rua. Ele fala, eu sou colombiano. Então, Egito, eu não tenho vontade, porque eu sei que eu vou chegar lá já soltando pelas ventas, ou, né, pelas ventas e pelo fiofó. Não irei, não quero ver as pirâmides. Vou ver por foto, vou ver por celular, Que legal, fica do lado de Cairo. Gente, vocês já viram vídeos de Cairo?
Pelo amor de Deus! Olha, Egito, Índia, vocês não vão ver a minha pessoa baixando por aí. Deixa eu ver quanto que tá esse episódio já. Esse aqui me deu pânico ao ler. No ano passado eu estava na Islândia e decidi fazer mergulho com snorkel na fissura de Silfra porque meu marido queria muito. Não, Não, não, não, o lugar é realmente lindo, mas na metade do percurso meu traje seco começou a vazar e a água entrou muito rápido. Gente, tá embaixo da água e a água tá entrando no seu traje.
E vale lembrar que aquela água vem de geleiras, então imaginem, é congelante. Tentei avisar ao guia, imagine, né, com as mãos lá, mas ele praticamente tentou me convencer de que eu estava exagerando. Disse que um pouco de água era normal e que também era normal sentir as mãos e os pés dormentes. O que? Você estava já com hipotermia. Hipotermia. Não tive escolha, precisei terminar o percurso, o que significou mais 20 minutos nadando com dor enquanto meus braços e minhas pernas ficavam cada vez mais dormentes.
Que loucura! Depois comecei a sentir como se milhares de agulhas estivessem espetando meu corpo inteiro. Quando finalmente saímos da água, falei novamente para o guia que estava com dor e não conseguia sentir os membros. Na mesma hora, ele ficou com uma expressão história de quem tinha visto um fantasma. Aí ele acreditou em você? Ele finalmente percebeu, pelo jeito como o traje estava estufado, que eu não estava exagerando. Mesmo assim, ainda precisei caminhar de volta até o estacionamento.
Depois simplesmente me colocaram dentro da van com aquecedor no máximo enquanto meu marido buscava nosso carro. Demorou cerca de 4 horas para meu corpo voltar a parecer normal, e o processo de me aquecer novamente também foi muito doloroso. Acho que aprendi que preciso me impor com mais firmeza, principalmente porque aquilo poderia ter colocado vida em risco. Dito isso, Silva é realmente linda e eu recomendo muito a experiência.
Você tá louca! Mas confiram, traz várias vezes antes de entrar na água, e principalmente se vocês forem pessoas baixas. Nunca, nunca que vocês vão me ver fazendo snorkel, gente. Para quê? Tem aquele ditado que minha amiga disse, como que é? Só quem se arrisca merece viver o extraordinário. Mas tem gente que se arrisca e não sobrevive ao extraordinário. Então vamos manter tudo, né, de uma maneira que a gente sobreviva. Não vou fazer snorkel, não vou fazer mergulho.
Assisti aquele filme Open Water onde as pessoas são esquecidas em mar aberto. Não. Bom, meus queridos, ainda tenho muitos comentários sobre viagens, mas já estamos explodindo aqui o tempo. E as câmeras, vocês sabem, agora com 29 graus elas já vão começar a detonar. Gente, 9:55, vocês vão vendo aqui meu vestido de linho foi derretendo com conforme eu fui suando. Primeiro podcast do Brasil que é gravado numa poça de suor. Se vocês conhecem outro podcast no Brasil que é gravado no suor, me mandem que eu quero conversar com essa pessoa.
Eu não sei se vocês estão vendo, mas já tô escorrendo aqui. Esse tema viagens e histórias e terror de viagem, eu amo. Se vocês tiverem, me mandem, ou se vocês tiverem interesse, falem que a gente faz um especial só viagens, terror de viagens, e eu conto os meus relatos de viagem ali, porque é um tema assim que mexe muito com minha cabeça. Sou muito medrosa, não quero colocar minha risca em vida, minha vida em risco. Ai, você está escutando?
Bom, não quero colocar minha vida em risco, morro de medo de morrer de uma maneira idiota, mas adoro saber o que as pessoas fazem, inventam, se enfiam em cada lugar que elas perdem. Fico pensando, gente, quem que tá em sã consciência sentada em casa e fala, vou comprar uma viagem para Índia, me hospedar um hostel. Sabe essa galera? Nossa, adoro! Por aqui ficamos, porque estamos aqui na nossa poça de suor e já maquiagem já derreteu, cabelo já estufou.
Meu Deus do céu, gente, a umidade do ar deve estar 180%. E deixa aqui um grande beijo. Agradeço por todos os comentários de vocês, roubadas. Vocês são maravilhosas, vocês que são as divas e as musas. Continue, não esqueçam do nosso joguinho de engajamento em. Vai lá dizer qual que é a caravana de vocês. Um grande beijo e até a próxima!