Episódios de Relatos Roubados Podcast

Não quis sair com a esposa e os filhos, mas saiu escondido | RELATOS ROUBADOS DO REDDIT #30

23 de julho de 20261h11min
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NAO ESQUECA DE NOS SEGUIR ❤️

Ele não queria sair com a esposa e os filhos, mas não teve nenhum problema em sair sozinho e escondido. E esse está longe de ser o único relacionamento deste episódio que talvez já tenha passado do ponto sem volta.

No episódio #30 do Relatos Roubados, temos encontros desastrosos, uma convivência que se tornou perigosa, uma amizade destruída por mentiras, um casamento à beira do limite e um mistério muito cheiroso no escritório.

1 | 1:56 | 💩 | “Mancha de merda depois do meu terceiro encontro. E agora?”
🌐 Fonte: r/AskMen

2 | 22:15 | 🏠 | “Sou babaca por querer sair da casa do meu irmão?”
🌐 Fonte: r/AITAH

3 | 30:42 | 🤥 | “Profundamente decepcionado com um amigo próximo”
🌐 Fonte: r/FragtMaenner

4 | 45:10 | 👨‍👩‍👧‍👦 | “Sou babaca por ter deixado minha esposa em casa com as crianças de propósito?”
🌐 Fonte: r/AITA_Relationships

5 | 1:00:00 | 💨 | “Nova funcionária peida o dia inteiro no escritório”
🌐 Fonte: r/Ratschlag

Qual dessas situações ainda tem futuro e qual já deveria ter acabado faz tempo?

🎙️ Relatos Roubados é um podcast que lê e comenta relatos roubados do Reddit.

Sem medo do cancelamento (na verdade tem sim kkk).

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🎙️ Host e roteiro:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠@adele_theoriginal⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

🎬 Produção e edição:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠@christian.homeboy⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Participantes neste episódio1
A

Adele

Host
Assuntos7
  • Relação com cunhada (história 2)Convivência com pessoa com deficiência · Roubo e agressão no ambiente doméstico · Abuso de poder e falta de privacidade
  • Mancha de merda no terceiro encontroAcidente com fezes na cama · Reações e conselhos absurdos · Síndrome do intestino irritável
  • Matrimônio em crise contemporâneaDiferenças de expectativas no fim de semana · Necessidade de espaço pessoal vs. tempo em família · Paternidade e responsabilidades
  • Traicao e perda de confiancaTraição conjugal e mentiras · Conflito entre amigos e esposas · Dilemas éticos em amizades
  • Problemas de convivência no escritório· SociedadeFlatulência excessiva no ambiente de trabalho · Desconforto e impacto no trabalho · Dificuldade em abordar o problema · Dieta e saúde intestinal
  • Opiniões sobre visitas em hospitaisConsideração com pacientes e colegas de quarto · Barulho e incômodo em ambientes compartilhados
  • Crítica à frase 'os incomodados que se mudem'Autocrítica e responsabilidade social · Comportamento e consideração interpessoal
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
AAdele

Esse é o Relatos Roubados Podcast. Eu vou te contar 5 relatos daquela plataforma chamada Reddit. Fica aqui, são relatos absurdos. Espera a vinhetinha. Roubados, bem-vindos a mais um episódio de Relatos Roubados Podcast, o relatão que vai ao ar toda quinta-feira em áudio e vídeo, dessa vez gravando Gravando onde? No jardim, meus amores. Outdoors, mais conhecido como do lado de fora. Aqui atrás com as minhas petúnias. Estão vendo minhas petúnias?

Gente, eu acordo todo dia 6:30, 7 da manhã para aguar essas plantas. Um inferno. Mais detalhes e fofoca da vida virão, virão. Vou te contar entre os relatos, mas a gente vai, para manter a retenção, a gente vai já para o primeiro relato que nem Se eu quisesse, ia ser tão perfeito pro dia de hoje. E já vou aqui colocar um aviso de gatilho. O primeiro relato é nojento. Então, se você tá comendo, deixa o seu pãozinho com ovo aí do lado pra depois não reclamar.

E aí eu explico por que que é tão perfeito pro dia de hoje. Inclusive, vou dar essa informação aqui. Hoje, gravando às 8 da manhã, eu ainda estou acordando. Porque, gente, durante o dia vai fazer 37 graus, vocês sabem. As câmeras não funcionam. E não tem como gravar do lado de dentro agora. Conto depois porque então a gente tá às 8 da manhã. Então qualquer coisa, qualquer relapso, qualquer atrocidade que eu disser é porque o meu cérebro ainda tá conectando, tá?

Vamos lá para o primeiro relato que veio do subreddit Ask Men, pergunte aos homens. A Dili, que que você tá fazendo nesse subreddit? Não sei, eu não sei. O que que eu fui perder lá? Mas lá estamos novamente. E é tipo, acho que 1 ou 2 dias, esse relato. O título é: Mancha de merda depois do meu terceiro encontro. E agora? Aí vocês perguntam: por que que combina tanto com o dia de hoje, Adeline? Calma, a gente vai chegar lá, talvez.

Ainda eu vou pensar se a gente vai chegar lá realmente. Quem escreve é um homem. Bom, o relato é assim, literalmente Um shitpost, gente. Shit, né, em inglês, mais conhecido como bosta, merda. Rapazes, essa é para vocês. 2 dias atrás fui jantar e dar uma volta no parque com uma garota, bem de boa. Era o nosso terceiro encontro e as coisas estavam indo bem. Ainda não posso dizer que ela é a mulher da minha vida, mas estamos nos dando bem.

Já tínhamos ficado uma vez antes, mas não fizemos muita coisa. Depois deste encontro, voltamos para o meu apartamento e o clima esquentou. Não fizemos nada muito louco, mas Ela acabou dormindo lá usando pouquíssima roupa. Eu obviamente estava completamente como vim ao mundo. Eu sabia que ela precisava trabalhar de manhã, então ela saiu de fininho bem cedo. Abri os olhos, me despedi e voltei a dormir. E quando acordei e virei para o outro lado, percebi bem no meio da cama, nos meus lençóis brancos, branquinhos, uma bela mancha de merda.

E antes que vocês comecem a colocar a culpa nela, Fui eu. Sabe quando você simplesmente sabe? Pois é, já se passaram 2 dias e quase não tive notícias dela. Existem 101 possíveis motivos para isso, mas estou surtando pensando que ela acordou, viu o presente que eu deixei no lençol e ficou com nojo de mim desde então. Devo comentar sobre o assunto? Devo tentar colocar a culpa nela? Devo bloquear o número dela e fugir? Por favor, aceito apenas conselhos completamente absurdos.

Por quê, né? Por que que eu fui me enfiar nesse subreddit? Tá vendo? Vocês perguntam o que que os caras conversam entre eles. Tá aí, conselhos absurdos. Eu não vou dar um conselho absurdo, eu vou perguntar como isso aconteceu. Ai, porque só completamente pelado, gente. E daí? Você não limpa o fiofó? Eu não entendo. Escorreu? Ai, é nojento. E sim, provavelmente ela viu. Ou não, provavelmente ela não viu, provavelmente ela sentiu o cheiro.

E se fosse você, ouvinte, o que que você faria? Você acordaria e falaria, tô indo embora, não volto mais. Bloquearia ele? Eu não bloquearia, mas assim, não precisa me chamar mais pra nenhum date, porque ficará manchada. Minha memória, com certeza. Se isso já acontece no terceiro encontro, a gente já leu relatos aqui nesse podcast de pessoas que aceitaram meses de gente mijando na cama. Se você chegou hoje aqui de asa delta ou de paraglide, volte 3 casas, acho que volte 2 episódios, e a gente tem lá um relato sobre uma moça Que enfiou um cara na casa dela que mijava na cama, tá bom?

Então assim, se esse cara no terceiro encontro já me deixa o negócio carimbado, imagina como deve ser o samba-canção desse rapaz. Vamos para os comentários, que é um subreddit de homens. Vamos ver o que os homens falam. Um homem de 47 anos diz: meu Deus do céu, garoto, você cagou na cama no terceiro encontro, não tem mais volta. Para mim também, ó, é ali. Aí o outro fala: ah, não fala isso, cara, sempre existe uma chance, só não com ela.

Você cagou na cama, irmão, corta contato e reza para ela não ter tirado uma foto antes de ir embora. Ah, eu teria feito, eu teria tirado a foto e esta foto já estaria no grupo das meninas, meninas, meninas já estariam analisando. E sim, Todo mundo já saberia, claro. Aí o outro diz: eu queria dizer que não tem mais volta com ela. Não que a sua vida acabou completamente, não, também não acho que você tem que se jogar da ponte, não.

Mas ele diz: agora vai morar numa caverna como um ermitão, com seu cu sujo. Aí o outro diz: cara, até a minha caverna tem papel higiênico. O meu fiofó ainda estaria mais limpo que o do Upi. E é aqui que eu fico: cadê? Cadê a explicação de como isso acontece? Foi— em alemão a gente tem um nome pra isso, sabe? O pum falso. Você acha que era só um pum e é um pum falso porque vem mais do que um pum. Em alemão a gente chama isso de falscher Freund, que é um falso amigo.

Adoro essa expressão. E sim, pode acontecer, mas né, dormindo? E ele falou: sabe quando você sabe que é você? Quer dizer que se ficou na cama, também ficou em outros lugares. Aí outro cara falou aqui: e provavelmente você também não tem mais chance com nenhuma mulher com quem ela converse regularmente. Mulheres contam umas para as outras todo tipo de merda que os homens fazem. Vocês estão entendendo os trocadilhos aqui, né? Não é possível que ela não vá contar sobre a merda que o Opus fez na cama.

E como um homem adulto completamente sóbrio consegue cagar na própria cama? Pergunta o comentário aqui. Por favor, sim, por favor me conte. Não, ele não respondeu. Aí outra pessoa respondeu para ele: posso dizer com experiência própria, quando sua alimentação fica uma merda durante muito tempo, você pode se limpar de hora em hora e ainda assim sempre aparece uma mancha marrom no papel. Não, olha, eu tenho épocas que eu me alimento Pior que pombo de cidade.

E não, isso não aconteceu. Meu fiofó literalmente parecia ter um vazamento lento de líquido marrom. Olha, eu coloquei aviso de gatilho antes. Quem escutou até aqui, problema seu. Definitivamente não foi a melhor fase da minha vida, mas finalmente fui ao médico, melhorei a saúde, perdi peso e coloquei minha merda em ordem. Outra pessoa falou, cara, compra um bidê. Mas o que adianta o bidê? Se ele tava na cama, não adianta nada, não adianta nada.

Temos um vaso sanitário com bidê integrado lá em Munique, o qual sentimos muita saudade. Aí o outro fala: cara, o cu dele não estava fechando e ele ainda estava vazando. Nenhum bidê resolveria esse problema, kkk. Tá todo mundo tirando muito com a cara desse cara porque ele merece. Aí outra pessoa vem com uma explicação aqui mais clínica, irmão. Eu tenho uma síndrome do intestino irritável e não tenho vesícula. Pausa aqui. Eu não tenho vesícula e meu cachorro Salsicha, que esteve presente no episódio do Jurandir, Volte Duas Casas, que inclusive é o mesmo episódio do Caramijão, ele tem a síndrome do intestino irritável.

E não, o meu cachorro não faz isso, e eu sem vesícula também não faço isso. Então, ó, Calma lá. Carrego lenços umedecidos. Gente, eu li lençóis. Carrego lençóis para casa das pessoas. Carrego lenços umedecidos comigo por precaução. Mesmo assim, nunca descreveria minha situação como um vazamento lento, muito menos deixaria uma marca de freada na cama. Também acho muito estranho. Aí ele pergunta, tipo, ele não limpou antes? Foi um pum com surpresa enquanto dormia?

Isso é a única coisa que me explicaria. Aí temos uma mulher no subreddit dando a experiência dela, que infelizmente Tô puta com a experiência dela. Ela diz: isso já aconteceu comigo uma vez, não com uma cagada, mas com uma que recebeu uma cagada nos próprios lençóis, tá? Ela diz: ainda estávamos bem no começo da fase de dormir juntos e certa noite, pouco depois do vamos ver, descobrimos a mancha. Até hoje não sei exatamente o que aconteceu e também não perguntei.

Porra! Quando a gente fala que a galera tá aí se contentando com migalhas, é disso que eu falo. O cara te mancha o lençol e você deixa quieto. Ela diz: só falei com calma que tinha outro jogo de lençóis limpos e nós trocamos, mas nunca, nunca mais aconteceu. E eu nunca descobri por que aconteceu naquela vez, mas ele é um cara incrível. Acabei me casando com ele e estamos juntos há quase uma década. Aí alguém pergunta, como caralhos você nunca perguntou, nem que fosse zoando?

Tipo, vocês já estão há quase uma década juntos, como que você nunca chegou a comentar? Aí você lembra aquela vez? O que aconteceu? O que aconteceu? Foi nervosismo? Retomar a história, né, assim, você já tem certa intimidade, dá para descobrir o que aconteceu. Aí ela diz que, ai, hoje em dia eu nem penso mais nisso. Mentira, se você contou aqui. Só lembro quando leio alguma coisa, como eu exposto. Vivemos tanta coisa desde então e claramente foi algo isolado, então nunca pensei em perguntar.

Quando ele chegar do trabalho, vou perguntar só por sua causa. Kkk. Aí ela perguntou, a resposta foi bem anticlimática. What the fuck? Acho que isso aqui foi alguma tradução errada do ChatGPT. Basicamente ele disse que se lembra do ocorrido, mas também não sabe por que aconteceu. Ele tá mentindo. Disse que não percebeu nem senti nada até descobrirmos a mancha. Então não foi consciente, só concluiu que foi um acidente isolado. Achei engraçado porque nunca conversamos sobre isso e foi exatamente assim que eu mesma descrevi a situação.

Olha, não, aí ela diz aqui outra coisa que para mim acabou com, colocou a K de pau, a K de pau, a pá de cal. Gente, tá vendo que são 8 horas da manhã, as pombas ainda acordando, e a pomba aqui também acordando. Inclusive tem uma pombinha aqui que eu chamo ela de Tauba. Quem me segue no Instagram sabe. Ela diz: eu estava na metade dos 30 e ele estava prestes a completar 50. Um homem de 50 anos deixando freada nos lençóis. Ah, então tá.

A situação teria sido mais constrangedora se tivesse, se fôssemos muito jovens. Não, eu acho que ela é constrangedora assim ou assim. Diz que começaram a rir, haha, e foi maravilhoso. Olha, não, Para mim encerrava ali, a foto já estaria no grupo das meninas. E vocês se perguntam por que que esse relato é tão relevante para o dia de hoje. Adele, aconteceu com você essa noite? Ai, foi o editor, né? Foi o editor, gente. Para quem não sabe, eu sou casada com o editor desse podcast.

E não, é, nós estamos na casa do meu sogro, e por assim dizer, que senhor de idade, com certas restrições e com alguns problemas. Bom, ele teve a grande ideia de tomar 2 laxantes ontem porque tava entupido. Como que ele acordou? Bom, o aviso de gato, ele não vai ser o suficiente para descrever a cena. Eu não vi a cena, só me foi descrita. Eu não quero saber de detalhes, mas digamos assim que Foi mais do que só uma mancha. Ainda bem que tem uma anja que acabou de chegar, pelo que eu escutei, que vai resolver essa situação.

Ela é paga para isso. Eu, gente, depender de mim, vocês vão rolar na bosta de vocês. Eu não me envolvo. Ai, Adélia, é normal, coisas do corpo. Ó, meus cachorros eu cato, eu limpo. Pessoas Homens, por mim que se afoguem na merda. Bom, quem chegou até aqui ao final do primeiro relato merece umas fofoquinhas que eu não vou contar mais agora no começo, né? Porque a gente sabe a retenção como que é no YouTube, ela faz o quê? Assim, a pessoa tem que chegar, pegar aqui uma, né, fazer uma degustazione.

Aí depois que faz a degustazione, fala, ah, eu vou ficar nesse podcast, porque não é, né? Aí não sei porque eu tô falando italiano. Bom, acabei de interrompida pelo nosso querido editor para dizer que tá tudo perfeito. Que legal, né? 8 da manhã, vamos fazer um brinde? Saúde, saúde! O que você tá tomando? Tô tomando Jack Cola. Mentira, pera aí que tem uma abelha, uma mosca em volta. Tomando energético, já tá na segunda lata, gente.

Eu acordei às 6:30 para fazer o cabelo e montar aqui, porque essas petúnias não ficam aqui normalmente, gente. Agora quero fofocar aqui com vocês, roubadas, depois do primeiro relato. Já contei a fofoca do dia do sogro que está ali sendo banhado. O que que aconteceu no Instagram semana passada, gente? Eu postei um relato, aí o editor falou assim, ah, eu vou cortar agora as histórias de uma maneira que fique mais das suas opiniões nas histórias.

Porque eu acho tão bom, e assim, às vezes eu corto para caber nesses 3 minutos, eu corto e fica só a história muito seca. Que péssima ideia, gente! As minhas opiniões não são muito mainstream assim, as massas elas não entendem, gente. Eu fui bloqueada. Tem uma mulher que me— primeiro assim, foi a história mais besta, o relato, ó, o branding, Adélia. O relato mais besta que tinha, o relato do quarto de hotel onde tinha uma menina relatando que tinha uma mulher de uns de 40 anos, uma pessoa mais velha.

E ela, com seus 18 anos, estava sofrendo com as implicâncias porque ela supostamente estava falando muito alto no telefone, recebendo visita, não sei o quê, não sei o quê. E eu falei, ó, eu conheço esse tipinho de jovem que não coloca o fone, que quer fazer chamada de vídeo, que tem assim zero consideração pelo ambiente e pelas pessoas em volta. Eu já vivi isso, já vi isso. E sim, gente, eu tenho opinião sobre visita de hospital.

Eu não acho que hospital é um lugar para você ficar fazendo social. As pessoas estão ali doentes. E se você tá dividindo um quarto de hospital, eu acho que você deve receber visita sim. Tem casos que você precisa de acompanhante, mas no caso descrito desse relato não era o caso dela. Pois comeram meu couro embaixo dessa história, porque o editor deixou no corte algumas das minhas opiniões. Aí tinha uma coisa do tipo assim: eu, mulher de 18 anos, eu falei para de 18 anos, já sou contra.

Eu tenho uma filha de 18 anos e você ofendendo os jovens e não sei o quê, vou parar de seguir. Gente, quando for parar de seguir, você não tem que avisar, você pode parar de seguir. Eu amo que avisa porque engaja, engajamento é tudo. Aí escreveu um textão desse tamanho, acabando com a minha raça. Foi, vai pela sombra, gata, tchau. E que quem sou eu? Ninguém interna ninguém se não for por uma coisa séria. E caiu aquela frase em 90% dos comentários: os incomodados que se mudem.

E isso é uma coisa que no Brasil se diz muito. E aqui tá na hora da gente exercer a autocrítica, nós como brasileiras e os 6% de brasileiros masculinos que escutam esse podcast. Beijo, editor! Beijo, pai! Beijo, né? A cota masculina. Esse esse grupinho de que os incomodados que se mudem, eu acho que isso é uma frase de gente sem vergonha, sem consideração. Não, não, não. Quem tá incomodando, que se toque. Quem tá incomodando, que mude seu comportamento.

Ou quem tá incomodando, que seja expulso. Será que a alemoa dentro de mim, depois de anos e décadas de Alemanha— para quem não sabe, quem chegou hoje aqui Eu moro na Alemanha, vocês não estão sabendo ainda desse fato, mas isso aqui, meu amor, isso aqui não é Alemanha, isso aqui é Mallorca, na Espanha, onde estou passando uma temporada, mais conhecido como meses. Ai, Dili, por quê? Vai no meu Instagram e aí você descobre. Enfim, eu acho que essa frase de efeitos incomodados que se mudem, eu sou contra, eu sou contra.

E 90% falou ali como se diz, não, gente, isso tá datado, isso tá errado. E a gente tem que puxar o próprio nariz. Ai, não, você tá muito alemãzinha. Não, não tô alemãzinha não. Hospital não é lugar de fazer farra, de ficar telefonando, de usar mensagem, não atrapalha. Quem tá ali com dor, com ponto, ele tá tentando se recuperar, não tá a fim de escutar você falando com sua família, não tá a fim de escutar você recebendo visita.

Olha, sei que comeram meu couro ali, me destruíram, e o mais engraçado era o povo me chamando de velha. Porque um dos comentários eu falava assim, ah, e a mulher que tá no quarto comigo, ela é bem mais velha, deve ter uns 40 anos ou mais. Aí eu comentei, bom, eu tenho 40 anos, poderia ser eu. De quem ela está falando? E eu me incomodo muito com barulho, gente. Eu prezo muito pelo silêncio. Silêncio é uma das coisas mais— como que eu vou dizer para vocês?

É uma coisa que quando eu não tenho, eu percebo o tanto que eu amo e admiro. O silêncio, mas silêncio total assim. Passarinho não conta, passarinho pode. Agora silêncio de televisão desligada, rádio desligado, pessoas caladas. Gente, isso quando eu não tenho, aí eu falo que saudades. E aí eu falei, poderia ser eu, tô aqui representando as quarentonas implicantes com adolescentes, porque adolescente é um saco. Eu não tenho que gostar de adolescente, não gostar de adolescente nem quando adolescente.

Eu, quando era criança, não gostava de criança, não gostava. Por que que eu tenho que aplaudir agora a menina de 18 anos? E o povo dizendo que eu sou implicante. Sou, sou implicante para caralho, vocês não sabem. E, gente, naquelas, eu não falei nenhuma atrocidade ali, e as pessoas comendo meu couro. Eu pensei, gente, ainda bem que as pessoas que seguem aqui no Instagram, a taxa de conversão é mínima. Que vão para o podcast, porque é, a gente é muito nichado aqui, viu, roubadas?

Vocês que escutam e gostam, vocês vão lá nesse, nesse relato e olha os comentários. A gente é nichado aqui, viu, porque a massa não está preparada para escutar a verdade. E sou contra os incomodados que se mudem, é o cacete, tá bom? Vocês que aprendam a se comportar. Só queria falar sobre isso. Ah, sim, e falando que o povo me chamou de idosa só porque você é uma velha. Gente, vocês acham que de verdade isso me ofende? Eu sou uma velha, tenho meus 40 anos, nunca estive tão bem.

Olha esse Botox segurando aqui, ainda vou injetar um colágeno ali. Vocês acham que isso me ofende? Bando de feia falando aí. Olha, tá, vou diminuir aqui, não vou parar, vou parar de xingar os seguidores, não pega bem. Devem ter denunciado a página. Ai, foda-se. Vamos para o segundo relato, que vem do Reddit e vem do Am I the Asshole, aí, T-A-H, sou eu, babaca. E é uma coisa que foi postada, um relatinho que foi postado há uns 2 meses por aí.

Ah, essa me deixou levemente, levemente furiosa. O título é: sou babaca por querer sair da casa do meu irmão? Diria que jamais alguém é babaca por querer sair da casa dos outros, porque é o ó morar com os outros. Ela escreve, uma mulher: há alguns meses, meu irmão, o Mark, de 40 anos, e a esposa dele, a Ânia, de 38, me ofereceram um quarto vago na casa deles, perto da minha faculdade. Eu moro lá sem pagar aluguel em troca de ajudar a cuidar das contas do Airbnb da Anne, que fica ao lado.

É uma tarefa simples e que eu gosto de fazer. Meu irmão quase nunca está em casa e a Anne trabalha no exterior, então as únicas pessoas que ficam por lá são duas pessoas que trabalham na faxina e no cuidado, e a irmã da Anne, Léa, de 56 anos, que tem uma deficiência intelectual e funciona mentalmente como uma criança de uns 8 a 12 anos. Eu me dava bem com a Léa quando só a via de vez em quando, mas morar com ela tem sido muito difícil.

Pra resumir, aqui estão algumas das coisas que ela já aprontou. Tá preparado? Roubou minhas roupas enquanto elas estavam penduradas para secar. Quando eu perguntava sobre isso, ela dizia que aquelas roupas tinham sido dadas pela mãe falecida dela quando ela ainda era adolescente, o que era obviamente mentira. Às vezes ela tinha ataques enormes quando eu insistia que as roupas eram minhas. Tenho apenas uma mala e meia de roupas, então é fácil perceber quando alguma coisa desaparece.

Nossa, aqui já pegou minhas coisas, minhas roupas. É a única coisa que eu possuo, são meus únicos bens. Depois da primeira grande discussão que tivemos por causa das minhas roupas, ela começou a me bater com um banco de bar enorme sempre que eu passava perto dela na cozinha. Isso aconteceu mais de uma vez. É o quê? Ela te desce o cacete? Ela coloca em mim a culpa pelas coisas que ela quebra e conta para Anne que fui eu. Depois eu levo a bronca.

Eu costumava trancar a porta do meu quarto, mas quando a Léa contou para Anne que eu não deixava que ela entrasse, eu fui obrigada a deixar a porta destrancada até quando eu saía de casa. Nas palavras da Anne: esta é minha casa, você não pode dizer onde minha irmã pode ou não entrar. Pera aí, gente, tá, essa é sua casa. Agora você tem uma senhora de 56 anos, uma Idosa em decomposição. Olha, isso é piada interna dos roubadas, tá?

Se você não entendeu, volte 80 casas. Por que em decomposição? Porque algum dia alguém comentou que eu só tenho cachorro em decomposição. E nos últimos comentários tavam chamando de idosa, agora eu sou idosa em decomposição. Agora tem uma idosa, não, 156 anos, uma senhora com a capacidade mental de uma criança de, sei lá, 10 anos. É ok pra ela? Bater em você se fosse uma criança de 10 anos, tá? Você ia aceitar ela descendo o banco nas pessoas?

E esse papinho de a minha casa você não pode proibir, onde minha irmã— meu quarto ninguém entra assim. Como assim as pessoas que moram na mesma casa que você podem entrar no seu quarto? Eu acho isso muito estranho assim. Certa vez, depois de outra discussão enorme porque ela roubou minha única calça jeans boa enquanto estava secando, ela entrou no meu quarto enquanto eu dormia e bateu com tanta força na cabeça que meus ouvidos ficaram zunindo.

Que grande filha de uma puta essa pessoa! Eu a vi saindo correndo pela porta. Uma coisa, olha, eu tenho pouquíssimo contato. Aliás, eu tenho exatamente zero contato com pessoas com deficiências, assim, com discapacidades, assim. Mas vocês me digam aí, quem tem contato, é normal? Tá, talvez dizer é normal é bem capacitista. Mas eu acho que em nenhuma circunstância é aceito, independentemente de como é a sua Ah, ela tem capacidade mental de uma criança de 3 anos.

Eu não deixo uma criança de 3 anos também sair, descer o cacete em todo mundo. Ou deixo? Contei para o meu irmão, que contou para a Anne. A Anne não disse nada. Recentemente, uma câmera gravou a Léa pegando minha pulseira da Pandora, mas ela negou. Quando eu mostrei o vídeo, ela ficou agressiva. Quando eu mostrei para Anne, ela me acusou de discriminar a Léa por causa da deficiência e quis me expulsar de casa. Tô discriminando por causa da deficiência?

Não é assim. Vou ficar quieta por causa do processo. Meu irmão a convenceu a me dar mais uma chance. Justificativa dela foi que mesmo quando eu pegasse a irmã dela roubando minhas roupas, eu não deveria acusá-la. Ah, então tá, vamos tratar ela como um cristalzinho. Ah, véia! Perguntei se ainda seria uma acusação quando eu tivesse pegado a Léa fazendo aquilo. Ela respondeu que eu não deveria confrontar a irmã dela e que deveria levar essas coisas para ela ou para que meu irmão resolvesse.

Eu costumava fazer isso até que a Anne começou a ignorar minhas preocupações. Além disso, eu nunca recuperava minhas coisas a menos que eu confrontasse a Léa ou que outra pessoa que não fosse a Anne intermediasse a situação. Por enquanto não estou sendo expulsa, mas quero ir embora. Vou voltar a morar com os meus avós por um tempo até conseguir juntar dinheiro suficiente para pagar o depósito de alojamento estudantil. Quando falei que queria sair, a Anne ficou chateada e disse que se eu fosse embora não haveria ninguém para cuidar da contabilidade da casa do Airbnb que ela aluga.

Estou realmente discriminando a Léa? Isso está me incomodando de verdade porque sinto que estão sendo injustos comigo, mas a Anne age como se eu estivesse fazendo algo muito mais cruel do que simplesmente tentar proteger as poucas coisas que eu possuo. Agradeço qualquer conselho. Você está sendo discriminada por você não ter um lugar para morar e tá morando de favor. Tá vendo, gente? É isso que dá morar de favor nos lugares. E assim, morando de favor entre aspas, porque você tá trabalhando em troca.

Tá? Então no final você tá meio que alugando ali, você não deixa de ser uma inquilina. Eles te tiraram qualquer direito de privacidade, tendo esta louca— ah, vou usar o termo louca assim— entrando no seu quarto. Ah, ela é deficiente, Alice. Sim, ela é deficiente, então tranca a porta. Ela é deficiente, você deixa também a porta do seu armário de armas aberto para ela brincar se ela quiser? Eles estão discriminando você e eles estão te humilhando.

E assim, vai embora, vai embora. E Esse irmão é péssimo, tá? Que a Anne esteja protegendo a irmã dela, péssima, porque não tem que proteger uma pessoa que sai aí batendo nos outros, independente da deficiência que ela tenha. Tem que corrigir, tem que proteger as outras pessoas das loucuras da Léa. E o seu irmão é um grande babaca, um batata, um pateta, um banana, tá? Então vai embora, saia dessa humilhação. Os comentários estão na mesma vibe, dizendo que estão se aproveitando.

E que a Anne não é uma boa pessoa também, acho. Ela é péssima. E a galera vai além. Eu também diria à Anne que eu quero as minhas coisas de volta ou eu vou denunciar a Leia por roubo. Acho ótimo. Até porque, talvez pra você e pra mim, uma pulseira da Pandora, falar, ai, eu odeio Pandora, coisa cafona. Cara, esses negócios são caros. E é uma estudante, ela deve ter aquela coisinha ali, aquela joiazinha, entendeu? Denuncia. Denuncia.

Ai, é deficiente, denuncia. Então a responsável dela vai responder pelo roubo dela, já que não pode trancar a porta. E outra pessoa falou: e denunciaria por agressão. Também acho, também acho. No final, não faça isso porque eles te acolheram, entre muitas aspas, né? Esse negócio de denunciar termina pegando mal. Mas vai embora, pelo amor de Deus! Tá vendo, gente? Não funciona esse negócio de: ai, vem morar aqui. Ó, no final ninguém dá nada de graça para ninguém.

Sempre desconfiem, né? Aí você pode ficar aqui de graça, desconfie, desconfie, porque nesse, tem algum dizer que fala isso, nesse mato tem cachorro. É assim que diz, mas cachorro é uma coisa boa, né? Enfim, eu não satisfeita em ir ao subreddit Ask Men, pergunte homens. Fui ao subreddit Frag Männer, pergunte aos homens em alemão. Eu não sei por que diabos, mas alguma coisa me fascina nos relatos dos homens, muitas vezes porque eles estão errados.

Sinto muito, homens. O título é: estou profundamente decepcionado com um amigo próximo. Amigos e decepções sempre andando de mãos dadas. O relato é o seguinte: um dos meus amigos mais antigos, ele tem 34 anos, está com a atual parceira desde os 17, ou seja, há 17 anos junto com a mulher. Hoje eles são casados e têm 2 filhos. Segundo ele mesmo, a vida sexual do casal está completamente zerada, mas a libido dele é muito alta. E em vez de tentar trabalhar essa questão dentro do relacionamento, ele trai a esposa constantemente, no nível em que chega a manter relacionamentos paralelos.

Como eu sou a principal pessoa com quem ele desabafa, sempre deixei bem clara a minha opinião: ele precisa trabalhar no relacionamento, porque enquanto continuar a buscar o que ele não tem no relacionamento fora, nunca vai sentir necessidade de procurar a esposa para conversar sobre o assunto. Isso é um fato, né? Até aqui. Enfim, isso continuou durante vários anos e em algum momento a situação explodiu porque parte das traições foi descoberta.

Minha parceira e eu o acolhemos em nossa casa e passamos horas conversando com ele sobre o relacionamento e honestidade. Processo de educação do homem hétero traidor. Apresentamos duas opções: ou você conta toda a verdade para sua esposa, ou você se separa, porque o que você está fazendo com ela e com seus filhos não é apenas injusto, mas também é covarde. Avançando um pouco na história, ele contou superficialmente para esposa o que ele andava fazendo, mas ele passou muito longe de contar toda a verdade, infelizmente.

Aí, o quê? Eles continuam juntos, ou quer dizer, eles voltaram, ou talvez nunca tenham realmente se separado. E na semana passada eu recebi uma mensagem extremamente agressiva da esposa dele. Ela dizia que eu e minha parceira éramos pessoas horríveis e perguntava quem nós pensávamos que éramos para falar mal dela e aconselhar ao meu amigo a se separar. Perguntou também como nos atrevíamos a dar conselhos sobre o relacionamento deles e como podíamos apoiar o fato de ele Traí-la.

A mensagem foi pesada. Então ligamos para o meu amigo. Ele disse que não conseguia explicar como a esposa tinha descoberto o conteúdo das nossas conversas e que eu sabia, estava a par de todas as coisas, e que sentia muito por aquilo. A hipótese de ela ter mexido no celular dele não faz sentido porque a mensagem dela mencionava detalhes que só tínhamos discutido pessoalmente. Ou seja, ele provavelmente nos apresentou como bodes expiatórios, como já fez uma vez.

Algo do tipo: ai, um dos meus amigos aprovava o que eu fazia e me o incentivava a continuar traindo você. Pedi que eles esclarecessem toda a história. Depois da ligação, encaminhei para ele a mensagem da esposa. Não houve nenhuma reação ali, nada. Preciso dizer que eu e minha parceira estamos extremamente decepcionados com ele como pessoa. Durante muito tempo nos esforçamos demais para ajudá-lo a sair dessa situação, como demos inúmeros conselhos e também tentamos enxergar tudo pelo ponto de vista da esposa dele.

E agora tudo isso se volta contra nós. Por quê? Porque ele é covarde, covarde demais, e não tem coragem de contar toda a verdade. Eu não consigo imaginar que essa amizade ainda possa continuar. Alguém aqui já passou por algo parecido? O que vocês acham, queridas ouvintes roubadas? Me contem. Todo mundo já teve aquela situação na vida que fala: vou ter que contar dessa traição da pessoa A para pessoa B, ou porque são amigos em comum, ou porque você achou muito injusto.

E aí você ficou naquele dilema: conto, não conto? Conto, não conto? Conto, não conto? Levanta a mão quem já se lascou. Para quem tá só no áudio, eu estou levantando a mão. Primeiramente, aqui nesse relato, vale a pena ser amigo desse cara? Assim, cara babaca. Eu, eu tenho um grande problema com pessoas que não tem princípios. Assim, como é manter uma amizade com uma pessoa que faz tudo isso? Eu não entendo. Eu não sei sobre o que que a gente vai conversar.

Vai ser sempre eu tentando te educar o que você deve fazer? Ah, mas a gente já é amigos de muitas décadas. Gente, sim, amizade acaba. Manda catar coquinho. Eu já passei por isso. Eu já tive uma amiga Deixa eu ver aqui, contar tudo bem anonimamente, mas alemães, então jamais vão saber que são eles. Éramos muito amigos e assim, de viajar juntos, de casal, do casal ir na casa um do outro e tal. Gostava muito desse casal, mas o relacionamento dele estava meio que desmoronando, dava para ver.

Que que ela fez? Começou a atrair ele Não só assim esporadicamente, quando saía. Não me contou, fiquei sabendo através de terceiros e fiquei passada. Nessa época a gente perdeu muito contato porque ela tava na vibe muito virando adolescente aos 30. Não curtiu adolescência, dá nisso, dá aos 30, dá sair a porra louca, né? E depois a gente se encontrou uma vez, aí ela me pegou de canto e foi contar sobre um cara que já virou assim relacionamento paralelo mesmo.

Mesmo, com quem se encontrava sempre, e que ele tinha um apartamento em tal lugar, e como eram as noites. E eu fiquei assim, eu não quero saber disso. Eu sou amiga do seu namorado também, eu gosto muito dele. Inclusive, assim, a gente, a amizade nasceu da nossa amizade, a gente estudava juntos na mesma universidade. Mas ultimamente, assim, eu talvez seja seja mais amiga dele, ou talvez me identifique mais com ele. E ali naquela noite eu falei, ai, para mim acabou essa amizade.

Assim, não falei isso para ela porque não tava a fim de confronto, não tava a fim de acabar com a noitada da galera. Mas não procurei mais, não engajei mais nessa conversa, e não me achei no lugar de contar para ele essas coisas porque eu pensei assim isso quem tem que fazer é ela. E o que eu for contar vai só machucar muito ele. Ele é uma pessoa muito sensível. Não acho que ele deva saber de tudo isso também. Não acho necessário ele saber de tudo isso também.

Acho que o relacionamento deles vai acabar assim, com minha ajuda ou sem minha ajuda, porque ela já tá indo por outro caminho. Mas, cara, não me envolva. Eu não quero saber dos detalhes. Eu não quero saber das suas noitadas. Eu não quero saber dos caras com quem você ficou. Eu sou amiga dele também. E ficou super mal, né, a situação. Tanto que nos afastamos dos dois, porque como manter as duas amizades, não tinha como. Bom, no final das contas, ele também se mudou já para outro lugar, muitos quilômetros de distância, e a nossa amizade de qualquer maneira aí é meio que se dispersar ali pelo mundo, coisa que acontece, né, na vida adulta.

A gente acha na infância, né, que amigos são para sempre. Gente, não, amigos vão e vêm. A gente tem fase, a gente tem fase da nossa vida, a gente muda e é ok. Teve outro caso mais extremo Voltando, né, olhando aqui minha época de adolescência, gente, no Brasil, e assim, eu não sei se é normal ainda hoje em dia, mas eu morava e tinha, morava no lugar e tinha um círculo de amizades ou de conhecidos onde os homens traíam compulsivamente suas namoradas.

Eram adolescentes, mas aliás, muitos já eram homens, já eram mais velhos inclusive. E sabe essa traição compulsiva? Tem que sair pra balada e na balada tem que ficar com tantas. E tem namorada de 5 anos, entendeu? Namorada que tá em casa. E eu tinha uma amiga que eu sabia que o namorado dela fazia isso toda vez que ele saía e ela jurava que não fazia ideia, né? Eu presenciei uma ou outra vez e ela foi ficando muito minha amiga até que um dia eu falei, gente, ela é muito boba, ela meio que sabe, mas tapa o sol com a peneira.

Sei que eu armei uma coisa para ela meio que descobrir, e deu certo. Ela descobriu, ela teve provas. Ou seja, não fui eu só fazendo a fofoca, porque eu sabia que isso não seria o suficiente. Ela já estava há anos com esse cara, e nisso ela terminou com ele depois de anos. Ela nunca tinha tido outro namorado e tal. E eu falei, segura minha mão, vou te levar para sair, vou te levar para se divertir, não se preocupe, segura minha mão.

Dei todo o apoio, falei, bem-vinda à vida de solteira. Eu nem era solteira na época. Mas a gente também, o meu namorado da época, meus amigos, todo mundo acolheu muito ela e falou: você não precisa desse cara, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê. Ela ficou sabendo de atrocidades que ele cometia nas costas dela. E o quê? Hoje, 20 e tantos anos depois, estão casados e tem uma renca de filhos. E aí? Não. E ainda, né, apertaram o 22.

Aí nisso eu bloqueei ela porque eu não tenho tempo a perder com essa galera, gente. Não tem tempo para perder com essa galera, discutir com ela. Tentei abrir o olho dela, não quis. Eu falei, ó, você, eu lavo minhas mãos porque o chifre é tão grande que já tapou completamente sua visão. E, gente, pessoas não mudam, tá? Pessoas que mentem compulsivamente assim, igual esse cara do relato, não mudam. Eu acho sim que pessoas mudam em geral, sim, pessoas evoluem.

Agora, quem mente compulsivamente, quem trai compulsivamente, não acredito que mude não. Então, e já um cara já aqui no auge dos seus 34 anos, ele mente profissionalmente praticamente aqui. E aí eu fico pensando, por que que você tem o cara do relato, né? Porque tem essa necessidade agora de limpar seu nome. Esquece a esposa dele, ela meio que já sabia, 17 anos levando chifre. Gente, parou um passarinho ali, a coisa mais linda, fazendo um barulhinho, coisa mais linda.

Tô apaixonada! As manhãs, que coisa mais— tô me sentindo Ana Maria Braga aqui, né? 8:30 da manhã, a gente podia cozinhar alguma coisa, fazer um crepe, fazer um crepe. A louca tomando energético às 8 da manhã falando que vai fazer um crepe. Olha, essa amizade aí já prescreveu, já era. Essa mulher já sabia, sabe, tava tapando ali o sol com a peneira. Bom, tem um caso de uma pessoa conhecida que fiquei sabendo por terceiros também.

Eu adoraria contar esse relato aqui um dia, onde a esposa ficou sabendo da traição. E o que que a esposa fez? Mandou um email para a mulher com quem ela estava sendo traída, perguntando como que ela tinha ousadia de seduzir o marido. Então é aquela coisa, tem gente como eu e como você, ouvinte, espero, que se souber de um chifre fala: que bom, meu bem, é, daqui não vamos. Ou perdoa, né? Agora tem gente que gosta de tapar o sol com a peneira, gosta de fingir que não tá vendo, gosta de se fazer de sons.

E talvez seja essa dinâmica da relação deles. Essa dependência dela com ele. Eu, para mim, ali, ó, eu pegava sua parceira e falaria: com esse mentiroso patológico, eu não quero ter. Eu duvidaria também dos seus princípios como pessoa de ter certas amizades assim. Eu, como sua parceira, eu não gostaria de ter esse cara na minha casa, nem para acolher, nem para educar, né? Porque o que vocês estão praticamente fazendo é educando este senhor, e nem para esclarecer as coisas.

Deixa falar mal de mim, deixa me usar de bode expiatório, eu tô cagando para vocês. Não me envolvam, não E assim foram os comentários. Galera acabou ali com o amigo. O cara enrola mulher há 17 anos, trai sem parar, e até agora nunca recebeu como consequência nenhum divórcio nem nada parecido. Então, caso ela realmente não soubesse, ou é cega ou burra, ou as duas coisas, tá vendo, gente? É o que eu digo. Também pode ser que ela saiba e tolere mais ou menos por causa dos filhos, muito comum, né, da casa e da vida que tem juntos.

A gente já conhece esse tipo de história. Vou ser sincero, não se meta mais nisso. É o que eu te digo, conselhos bem-intencionados durante anos, mas para quê? Para quê? Para quê? Para quê? Os outros também falam que nunca acho que eu curaria nenhum dos dois. Olha, coisa é história mais antiga da sociedade, né? A mulher fica com raiva não do homem que traiu, mas com raiva da amante, ou com raiva dos amigos que contaram para ela.

E o alecrino tá lá alecrinando. Não. E o outro fala que ninguém precisa de amigos assim. Eu também. Assim, eu duvido inclusive da sua integridade tendo esse cara de melhor amigo. Não, não tenha mentirosos compulsivos de melhores amigos. Você não tem nada a ganhar nessa amizade, nada. E se ele com 34 já tá assim, imagina esse cara cinquentão querendo catar as novinha. Ai, sai de perto de mim! Vamos para o quarto relato, que o efeito do energético tá acabando.

Gente, esse energético aqui também é um genérico. Sem sacanagem, ele custou acho que 36 centavos. É muito barato, é muito barato. E eu, porque falei mil vezes que o original Red Bull me patrocine, gente, fazer publi do Red Bull aqui eu tomo 4 num episódio, se vocês quiserem. Um de Ai, mas você disse que prefere o genérico. Meu amor, eu tomo aqui até vinagre. Você já me patrocinou? Não, vinagre não, vinagre não. Adele, por 1 milhão de euros você tomaria vinagre?

Sim, por 1 milhão de euros. Por 500 mil você tomaria vinagre? Sim. Por 500 euros você tomaria vinagre? Sim, sim. Então tá, tendo esclarecido isso, vamos para o título do quarto relato, que é: sou babaca por ter deixado minha esposa em casa com as crianças de propósito? Lembrei desse relato. Ah, vamos, segura minha mão. Se bem que não segura minha mão não, que você deve estar aí toda entretida. Que você tá fazendo hoje? Tá indo para o trabalho?

Olha, eu pegaria sempre os relatórios para fazer aquela tarefa mais chata, né? Fazer a pia da cozinha. Mas aí, como o relato é longo, o relatão é longo, dá para não só fazer a pia, mas como também no final daquela geral passar o sprayzinho antigordura, né? Ou aspirar. Odeio aspirar. Assim, eu gosto de aspirar só com aquele aspirador portátil de cima, sabe? Mas vamos falar a verdade aqui, que ele não aspira muito. Mas é assim, eu gosto de pegar os relatos longos para fazer isso.

Vamos lá, os relatos, não, os podcasts longos para fazer. Minha esposa de 33 anos e eu, homem de 37 anos, estamos juntos há 10 anos. Temos 2 filhos pequenos. Somos pessoas muito diferentes e a ideia de que os opostos se atraem não poderia ser mais verdadeira no nosso caso. Eu amo a minha esposa, mas sempre que discutimos parece que nunca conseguimos chegar a uma solução. Nossa briga mais recente me deixou completamente perdido.

Basicamente, minha esposa trabalha de casa durante toda semana e também cuida das duas crianças. Eu trabalho fora de casa, então quando chega o fim de semana só quero ficar em casa, descansar ou cuidar de alguns projetos domésticos. Minha esposa, por outro lado, sempre quer sair e fazer alguma coisa em família com nossos dois filhos. No fim de semana passado tivemos uma discussão enorme porque eu não queria sair. Mas ela queria.

No fim, ela subiu para o andar de cima com as crianças para que eu pudesse trabalhar em algumas coisas. Só que, na verdade, eu acabei saindo de casa para esfriar a cabeça. Horas depois, ela verificou minha localização e descobriu que eu a tinha deixado sozinha em casa. Aparentemente, durante todo esse tempo, ela achava que eu estava dentro de casa trabalhando nos projetos enquanto ela cuidava das crianças no andar de cima. Ela diz que o que eu fiz foi por pirraça, mas eu discordo.

Eu não estava tentando provocar minha esposa. Eu não vejo nada de malicioso em ter saído sem ela. Eu só precisava de uma pausa para manter a sanidade. Não nos falamos há uma semana e estamos dormindo em quartos separados. Não entendo porque ela está tão chateada e conversar só acaba gerando mais discussão. Ela continua insistindo que agi por pirraça e eu não sei como fazê-la entender que não foi essa a minha intenção. Ela está sendo irracional ou eu sou o babaca?

Babaca. Para mim, você é o ex-marido, você não é um babaca, você é um master da filha da putice, você é perverso, tá? Porque o que a gente escuta aqui no seu texto é: chega o fim de semana, eu quero fazer os meus próprios projetos domésticos. Que que é esse projeto doméstico? Montar uma um trenzinho, seu projeto doméstico. Ai, meu marido, cheio dos projetos domésticos dele também. E eu amo, eu amo aqui assim, bem sarcástico, tá, que ele começa um, não termina, começa outro, não termina.

Aí tem 80 coisas não terminadas. Aí eu surto, aí eu dou um piripaque, aí eu dou uns berros. Aí eu sou tida como a grossa histérica, tá vendo? Pirraça ele fez porque nisso não foi pirraça. Ele precisa da sanidade dele. O que que ele faz? Ele sai de casa para espairecer. Agora ela quer sair e eu não quero, eu quero ficar em casa. A mulher tá dentro de casa a semana inteira com seus filhos e trabalhando. Que que a gente escuta do relato dele?

Ela trabalha e cuida das crianças. Ele trabalha fora de casa e no fim de semana ele quer descansar. Olha, gente, eu acho que, sabe, o homem tem que acabar, o homem tem que acabar. E é isso aí, vocês sabem, vocês ficam aí arranjando homem para vocês e dá certo senão. Comer o couro dele nos comentários, mas assim descascar esse homem nos comentários, porque ele escreveu num nível de não estou entendendo. E contentar conversar só mais discussão, porque, cara, você tá tentando ter razão numa coisa que você não tem razão.

Você é um babaca, elogio para você, entendeu? Vamos ler uns comentários que colocam em palavras mais belas tudo isso que eu estou sentindo. Você é o babaca considerando que toda discussão começou porque ela queria sair de casa e você não queria, e depois foi você que saiu de casa. Deixa eu ver se eu entendi. Sua esposa trabalha em casa em tempo integral enquanto também cuida das crianças e você está irritado porque ela quer sair de casa, irmão?

Pelo amor de Deus, coloque-se no lugar dela. Imagine fazer seu trabalho normal dentro de casa durante toda semana enquanto cuida dos filhos ao mesmo tempo. Depois me diga que você também não ficaria maluco porque é residente de casa. E também existe uma coisa chamada acordo. Faça uma atividade fora de casa em um dia e fique em casa no outro. Simples assim. Aí alguém coloca aqui uma coisa que tenho certeza que é: esse cara com certeza chama de ficar de babá quando é obrigado a cuidar dos próprios filhos.

Aí, gente, não bastasse o relato dele: eu saí de casa porque, ao espairecer, ele diz assim: sair com nossos filhos não é divertido. Eles têm 2 e 3 anos. Eu entendo que ela queira fazer coisas, mas sair com as crianças me deixa maluco. Você não me diga que crianças de 2 e 3 anos são estressantes. Escolhas, meu Se você não gosta de criança, porque aqui teve duas escolhas, você tem dois, e agora você vai sair de casa com os dois.

Vai deixar trancado em casa até quando? Que cara! Olha, sair com as crianças me deixam no lugar óbvio. É claro, é diferente a vida de quem sai de casa sem crianças, a vida de quem sai de casa com crianças. Por que que você acha que eu não tenho? É diferente minha vida, gente. Não quero comparar vocês que têm filhos, olha, Parabéns quem sobreviveu até aqui. Eu não faço ideia de como vocês dão conta. Ontem passeando aqui, cara, 36 graus, eu suava.

Eu levantei da cadeira onde tava sentada, parecia que eu tinha mijado. Falei, tudo que eu precisava agora aqui também era uma criança gritando desesperada de calor, entendeu? Se eu mal consigo carregar minha carcaça por esta vida árdua, a gente tá zero árdua, minha vida. Zero árduo. Mas por que que tá zero árduo a minha vida? Porque eu não escolhi ter duas crianças de 2 e 3 anos, entendeu? Agora você escolheu. E sim, ela quer sair de casa, contrata uma babá então para ficar com as crianças, contrata alguém.

Ou então, melhor ainda, não é legal sair com as crianças sempre? Fala: meu amor, meu amor, eu te amo tanto, eu vou cuidar desse capiroto 1 e capiroto 2 que nós criamos aqui em casa, e você vai sair, você vai lá, você faz sua unha, você você vai no salão, você vai no shopping, faz um dia para você, vai tomar um sorvete. Mas sim, eu acho também que, eu acho um absurdo que quem tem filho depois, inclusive é um caso agora atual que eu andei discutindo com pessoas próximas, ai, a gente quer fazer férias, mas com criança é tão complicado.

Sim, gente, é complicado, mas eu acho que é importante fazer essas memórias também com as crianças. Depois vocês vão se vai entender, tá? Olha, eu aqui falando com 4 cachorros, gente, para chegar da Alemanha até essa ilha com 4 cachorros e um senhor com cadeira de rodas, meu sogro, isso foi uma odisseia. Dá para fazer um documentário da gente fazendo as manobras que a gente fez para chegar aqui. Mas fizemos. Era mais fácil, mais cômodo ficar em casa e não fazer nada?

Era. Quando a gente inventa de ir para praia com 4 cachorros em decomposição de velhos, Tá no calor, no sol, tá agora que tá 30 e tantos graus, eles não mal saem de casa, ficando no ar-condicionado, que eles não querem. Mas quando o clima tava mais ameno, a gente, né, mostrei para vocês no Instagram, a gente pega, vai. Tô comparando cachorro com criança? Tô. Não gostou? Ó, vai lá no Instagram me xingar de velha, tá? O importante é que você engaje.

Você não me odeie sem engajar, tá bom? Me sentindo maravilhosa que tenho haters me bloqueando assim. Eu consegui, porque a minha podcast é um sucesso. Enfim, é muito mais fácil não fazer não fazer nada é muito mais fácil, mas fazer as coisas, depois você fala, pô, foi legal, fiz essa memória. Porque a gente vive das memórias, a gente vive das experiências que a gente fez. Deixa eu continuar aqui nos comentários, que eles comeram o couro dele.

Você é um pai de merda. Tenho lembranças incríveis do meu falecido pai levando a minha irmã e eu para passear nos fins de semana, ao zoológico, ao parque. Stop aqui, zoológico sou contra. Zoológico parece uma coisa perversa para mim. Uma coisa são santuários que, né, resgatam os animais que não tem mais condições de viver na natureza porque foram criados por pessoas, porque nunca moraram na natureza, porque estão machucados. Isso é uma coisa.

Agora, zoológicos só para seu filhinho Enzo ir lá ver o que que é uma girafa, aí tem que trazer uma girafa da África porque até ali sou contra, tá bom? Acho ridículo, acho ridículo prender animais que não te fizeram nada. Num lugar para você ir lá passear e ver. Imagina a gente tivesse com pessoas também. Antigamente fazia, né? Antigamente traziam pessoas de outras raças, outras cores, outras espécies para eles, né? Eles, os navegadores, os grandes navegadores, os grandes colonizadores, ou seja, europeus, iam para os outros países e viam: meu Deus, uma pessoa negra!

Ô meu Deus, uma pessoa do olho puxado! Aí pegavam, enjaulavam e levavam levavam, né, colocava no circo e venham ver a pessoa de pele escura, não sei o quê. Vocês acham isso legal? Vocês não acham legal, né? Faziam isso quando começaram a descobrir o mundo, ou seja, quando começaram a destruir o que tava quieto no mundo. Vocês acham legal com pessoas? Não acho. Por que vocês vão fazer com animais, tá? Essa é a minha opinião em zoológicos.

E outra coisa, ouvinte, se você tem passarinho em gaiola em casa, repense repense todas as suas decisões até aqui, tá? Eu vou militar nisso aqui. Repense. Uma gaiola? Sério? Que que ele te fez para estar dentro daquela gaiola? Você acha que ele é feliz ali? Um animal que tem capacidade de voar, e você pega a menor coisa que tem na sua casa e você coloca ele dentro para ele animar seus dias cantando? Você acha que— sério, sério mesmo?

Repense. Ai, minha avó tem uma poesia. Sente com a sua avó e fale: Repense, repense, porque o seu lugar no inferno, minha senhora, está garantido. A gente se vê lá. Voltando ao comentário: ao zoológico, ao parque, a museus infantis. Leve criança aos museus infantis, gente, tem um monte de coisa de interação. Nossa, em Munique tem o Deutsches Museum, já fui umas duas vezes, não vou mais. Por quê? Porque é um grande parque de diversões para as crianças.

Tem barco, tem, nossa, tem as estrelas, tem os dinossauros, tem, aperta aqui, faz não sei o quê aqui, eles saem de lá Façam isso com suas crianças. Ai, mas eu acho um saco. Eu acho um saco, mas eu posso evitar. Sabe por quê? Porque eu não tenho criança. Você que tem criança não pode evitar. Esse vem no pacote de ter criança, tá bom? Sinto muito que seus filhos não terão as mesmas lembranças. Você não deveria ter tido filhos se não está disposto a exercer o papel de pai e proporcionar experiências que contribuam para a vida deles.

A solução óbvia seria passar um dos dias do fim de semana fazendo passeios em família e o outro fazendo coisas em casa, mas você é um babaca Ponto, ponto. Assina embaixo, assina embaixo. Vamos, eles cagaram tanto na cabeça desse homem. Meu pai era um pai de merda e ainda assim era melhor do que você. Ele nos levava para acampar, para visitar amigos que tinham filhos, para passear de carro sem nenhum motivo específico, e por aí vai.

Gente, sim, um passeio de carro, adorava entrar no carro e passear. Aí você passa lá no drive-thru e pega um sorvete Aí a criança faz a maior sujeira no carro. Ou, ai, tem que lavar o carro. Crianças, entra no carro, vamos lavar o carro. Coisa assim. E passa ali no lava-jato, sei lá, incluir as crianças, né, na vida. Eu tento fazer com meus cachorros. Aí ele, já não satisfeito em dizer que, né, em escrever esse relato imundo, ele escreve: sim, pelo que eu estou vendo, as pessoas não estão enxergando a situação pela minha perspectiva, porque a sua perspectiva perspectiva de um merda.

É óbvio que a gente não tá enxergando essa situação pela sua perspectiva, porque é absurda a sua perspectiva egoísta. Ah, eu consigo enxergar pela sua perspectiva de egoísta assim. Eu quero descansar, eu quero, eu quero pegar meu celular e assistir o TikTok até o fim, até acabar o TikTok. É isso que eu quero fazer. Eu posso, você é pai, você não. Não concordo com a sua perspectiva. É esse negócio. Aí comer mais o couro dele, comer o couro dele, comer o couro dele.

Até que no final ele é, eu acho que talvez deveria ver pelo lado dela. Ai, bom, esse cara já me deixou grisalha. Inclusive, vocês viram que eu pintei o cabelo de novo, gente? Estarei morena pelas próximas 2 semanas e meia no máximo. Gente, a tinta escorre de mim, o sol bate, queima. Eu não sei se alguém, se tem alguma deusa usa aí, ouvinte roubada que entende de cabelo. Gente, não quero ideias mirabolantes de pessoas testando coisa para eu sair comprando produtos, não.

Eu quero profissionais do cabelo, tá? Não me venham: ai, compre aquele shampoo da Kerastase de 900 euros. Não, já comprei, não serviu. O que que eu faço para tinta pegar no cabelo? Porque ela pega, fica legal. Por mim ficaria dessa cor aqui agora. Tudo bem clarear um pouquinho, mas Gente, dá 3 semanas, eu tô loira e eu não sou loira. Isso aqui é mais perto da minha cor natural e o cabelo fica torrado. Não sabe o que eu faço? Eu fico com cara de surfistinha.

Ai, que colocaram meu energético hoje de manhã? Cocô de pombo. Vamos para o quinto relato. Bom, quinto relato, chegamos aqui, sobrevivemos. Ai, eu amo esse relato porque é tão simples. Mas vocês disseram no Instagram que vocês gostam de coisas de treta de empresa, de picuinha, de futrica de empresa. E agora eu quero que vocês me deem uma solução para esse relato aqui. Ele vem do subreddit Ratschlag. O que que é Ratschlag? É o advice em alemão, é o conselhos, onde as pessoas estão pedindo conselhos.

Já tem um ano, espero que a situação já tenha sido resolvida, mas há um ano a pessoa escrevia assim: nova funcionária peida o dia inteiro no escritório. Bom, gente, começamos esse episódio com uma cama melada, terminamos com escritório fedido. Não, não tenho problemas de falar sobre. Vamos lá. Na minha empresa temos uma funcionária nova desde a semana passada. Ela é super legal e nos damos muito bem. A mesa dela fica bem em frente à minha no escritório, só que desde que começou a trabalhar trabalhar aqui, várias vezes por hora um cheiro penetrante de peido toma conta da sala.

A mesa dela fica bem em frente à minha no escritório, só que desde que começou a trabalhar aqui, várias vezes por hora um cheiro penetrante de peido toma conta da sala. Os peidos são realmente muito fortes, estão afetando meu comportamento e meu trabalho. Às vezes, quando a nuvem chega, eu vou ao banheiro ou abro a janela por alguns instantes, mas isso só ajuda parcialmente. Durante o intervalo, ela me contou que vai regularmente à academia, então desconfio que seja por causa da alimentação dela.

Qual seria a melhor maneira de resolver essa situação? Eu gostaria de conversar com ela, mas provavelmente ela não vai conseguir simplesmente parar de peidar, porque imagino que isso também seja constrangedor para ela. Quem nunca teve uma pessoa assim? Eu já tive no escritório, não era peido, era Shakira. Eu adorava essa menina, muito simpática. A gente ficou assim amiga também, até de, né, no privado assim. A gente saiu já algumas vezes para comer, para tomar alguma coisa juntas e tal, mas também nunca evoluiu muito a nossa amizade por questões de sovaco.

Quem não mora na Europa não sabe, mas nós brasileiros somos submetidos aqui a muitos cheiros que nós não estamos acostumados. Uma das coisas é, número 1, as pessoas não tomam banho regularmente. O banho aqui é uma coisa mais rara. Esse negócio de brasileiro tomar banho 2 vezes por dia, e o mínimo que é uma vez por dia, tudo bem, gente. Ó, por exemplo, ontem passei o dia inteiro no ar-condicionado, tomei um banho por dia, tô ótima.

Um europeu normal não ia tomar banho nesse dia, entendeu? Não ia. Aí as partes começam a cheirar. Que que os alemães fazem? Eles têm um paninho assim, eu tô mostrando aqui no vídeo para quem não tá assistindo, de uns, que que é isso, uns 20 cm por 20 cm, que eles chamam de Waschlappen. Algumas pessoas têm vários paninhos, um para parte de cima, uma para parte de baixo. Outras pessoas têm um paninho, e com esse paninho, esse paninho eles passam na água e passam nas partes.

Isso eles chamam de fresh mark, eles chamam de se refrescar. E convenhamos que isso não tira sua vaqueira. Então essa minha colega, eu não sei se o negócio dela era a falta de banho. Eu acho que sim, porque isso afeta grande parte da população. Quanto mais jovens, mais banhos. Quanto mais velhos, menos banhos. Essa é a regra. Mas eu acho que o negócio dela é que tem uma fração do pessoal orgânico na Alemanha, acho que talvez na Europa toda, que é contra os desodorantes com alumínio.

Ai, porque dá câncer! Gente, sabe o que que dá câncer? Tudo, absolutamente tudo. Sair de casa e respirar o ar dá câncer, energético dá câncer, qualquer coisa que você comer vai ter alguma coisa lá dentro que vai ter câncer, vai ter que ser. Então assim, né, esse trem já saiu do, como dizem alemão, esse trem já saiu da casinha. Ai, como se diz? Tô com a mão suja que eu peguei as petúnias, que ódio. Então assim, esse barco já saiu do porto, né, the ship has sailed.

Tudo dá câncer, mas tem a fração que diz que não usa desodorante com alumínio. E eu vou te dizer uma coisa, desodorante sem alumínio não funciona, não segura a sovaqueira, não segura. Se eu usar um desodorante sem alumínio, no final do dia eu vou estar com uma sovaqueira. Mas eu, como pessoa que vou tomar no mínimo um banho por dia, no outro dia estarei livre dessa sovaqueira. Aí eu me pergunto, como que uma pessoa tem uma sovaqueira que exala dentro de um escritório?

Então eu acho que são várias questões ali, tá? E era uma pessoa jovem, inclusive sei lá, quando eu trabalhava com ela, ela devia ter uns 29 anos, entendeu? Assim, não era uma coisa geracional, era uma coisa mais orgânica mesmo, eu acho. Relacionado a peidos, não tive esse problema onde trabalhava, não. Mas eu tenho uma amiga que eu amo de paixão, e vocês sabem que eu não tenho muitas amigas, mas que eu jamais ia conseguir trabalhar com ela no escritório Porque a bicha é uma máquina de peidar.

E sim, tem a ver com alimentação, e sim, tem a ver com academia, tem a ver com a quantidade de whey e sei lá o quê, e proteína. A gente sabe, né, muita proteína animal, a carniça vem. É verdade, gente, vou dizer para vocês aqui, um insight aqui: eu sou vegetariana. E assim, o cheiro das coisas muda quando você para de comer certos tipos de proteína. Inclusive, não tô dizendo que meu cocô cheira a flor, não, mas o cocô de carne ou pum de carne é diferente, é assim, é carnicento.

Então, se é uma pessoa, sei lá, consome muita proteína animal— eu não tenho problema com ovo, por exemplo, ovo não me dá flatulências, mas diz que quem come muito ovo tem problemas também. Mas o que que você faz com a pessoa que acabou de começar a trabalhar. Eu acho que eu faria o seguinte: é óbvio que é ela, porque ele falou que trabalham só eles dois. Assim, são 4 pessoas, mas em tempo completo, ele explica isso no comentário, em tempo completo são só eles dois.

Então, né, se não é ele, é ela. Aí perguntará: será que não é alguma planta que tá fedendo? Gente, qual planta que tem cheiro de carniça? Não tem. Eu acho que o negócio é você mostrar o seu desconforto, porque eu acho que é falta de educação. Se ela sabe que ela é uma pessoa fedorenta nas flatulências, ela vai ter que se levantar e ir até o banheiro para fazer, soltar lá, ou ir para perto de uma janela e abrir a janela. Eu não acho legal você tá na sua cadeira sabendo que tem outra pessoa ali, você falar: ai, agora a gente vai ter que viver assim.

Não, eu não acho legal. Eu fiquei anos trabalhando com essa colega, quem eu adorava, e com esse dilema. Eu chegava em casa e eu falava, Christian, editor, o que que eu faço? Como que eu falaria com ela? Porque o que me dava às vezes vergonha é a gente ia, por exemplo, para uma reunião e a gente tinha um cargo parecido. Então assim, vamos supor, a gente tava na reunião, aí a gente sentava uma do lado da outra, eu ficava pensando, será que as pessoas pensam que sou eu que tô nessa carnice de sovaco?

Eu ficava com medo disso. Como que eu jamais falaria isso com ela, entendeu? E ela era do tipo que dava um abraço e um beijo e eu não me abraça, vai sujar minha roupa de sovaqueira. Como que você chegou uma pessoa de 29 anos que você quer ser amiga, mas você não tem essa intimidade de falar? Não tem como. E obviamente ela não tinha cara de ser uma pessoa imunda, porca, nem nada, mas era uma coisa assim de princípios. Ela não queria usar o tal do alumínio.

Ai, pode ser alergia, Dali. Ai, não me venha com isso, não me venha com isso não, né? Tem alergia ao alumínio? Não, isso não tinha antes, por que que vai ter agora? É igual o tal do povo que não consegue comer glúten. Ai, ela tá duvidando. Tô duvidando, tô duvidando. Muita gente fala que isso é— muitos científicos falam que vocês estão inventando essa alergia. Vai lá, por favor, me detona nos comentários. Eu tô te pedindo, precisando de mais hater para engajar.

Mas enfim, qual seria a sua solução aqui? Eu mostraria meu desconforto de certa forma. Eu traria um cheirinho, colocaria um cheirinho desses de ou desses que espirra de você coloca, você pode colocar para ele espirrar, sei lá, de 20 em 20 minutos. Colocaria claramente na direção dela. Eu mostrei meu desconforto ao levantar e falar: nossa, você tá sentindo também? E abriria a janela para ela se tocar. Eu, e se ficar entregar, você fala: olha, quando vocês começaram a ter intimidade, né?

Se ficar entregar assim, Olha, eu vou te pedir, você começa a levantar e faz em outro lugar. Tá foda. É o jeito, gente, é encarar. Tem que ter maturidade para isso, tem que ter maturidade. Ele falou também nos comentários que ele não sente nem o cheiro. Não sei se é ele ou ela, não falou. E simplesmente só vem a nuvem. Ou seja, ainda é daqueles— e os silenciosos são os carnicientos, a gente sabe, né? Eu acho esse um problema grande e E se não melhorar também, eu talvez falaria, né, e perguntaria, será que não vai ter como trocar de lugar?

Eu trocar de lugar, aí a gente volta para o início do episódio, os incomodados que se mudem. Neste caso sim, porque é constrangedor falar com a pessoa, falar, olha, você tá peidando muito, você pode mudar de sala? Eu trataria de achar um jeito de mudar de sala se ela não sacasse os cheirinhos, abrição de janela, eu comentando. Se ela não se tocasse, eu trataria de sair, porque eu acho isso insalubre. Eu acho que não tô sendo paga para fazer essas besteiras.

E terminando nas flatulências, que eu me despeço de vocês. Agradeço a todas as minhas roubadas que comentam religiosamente no Spotify. Vocês não sabem como eu gosto esse troca-troca com vocês. E novamente nós estamos aqui no nosso nicho de pessoas que entendem o sabor de falar a verdade, de falar o que a gente pensa sem medo do cancelamento, tentando não cometer muitos crimes contra muitas minorias, sem garantir. E vão lá no Instagram e me defendam.

Vocês podiam ir lá no Instagram me ajudar, gente, comer minha alma lá. Não deixem isso acontecer. Só velha, gente? 40 anos de muita beleza, muita sabedoria, tendo que escutar essa pirralhada me chamando de velha. Vamos cagar! E aqui que eu fico. Um grande beijo, comentem, comentem, comentem. Até o próximo relato!

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