Episódios de Relatos Roubados Podcast

#19 O MELHOR DO REDDIT | Relatos Roubados | Assobiador, bife na janela, post-its e faca de cocô

07 de maio de 202658min
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Neste episódio, Adele rouba cinco relatos antigos do Reddit que ficaram famosos, viraram clássicos e entraram no hall da fama da internet. Tem história assustadora com prova em vídeo, vergonha social com bife na janela, post-its que pareciam perseguição, uma confissão pesada de infância e, no final, simplesmente o clássico dos clássicos: a faca de cocô. Sim. O melhor do Reddit é isso mesmo.

😱 Relato 1: O Assobiador
🌐 Fonte: Reddit (r/AskReddit)
🎥 Vídeo

🥩 Relato 2: Hoje eu fiz merda jogando meu bife pela janela
🌐 Fonte: Reddit (r/tifu)
💍 Post da esposa

📝 Relato 3: Post-its deixados no apartamento
🌐 Fonte: Reddit (r/legaladvice)

🏍️ Relato 4: Eu sou o motivo pelo qual meu primo tem deficiência mental
🌐 Fonte: Reddit (r/AskReddit)

💩 Relato 5: Eu tinha 22 anos quando descobri que nem toda família tem uma faca de cocô
🌐 Fonte: Reddit (r/confession)
🏛️ Repost

Qual desses clássicos do Reddit merece MESMO um lugar no hall da fama?

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🎙️ Host e roteiro:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠@adele_theoriginal⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

🎬 Produção e edição:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠@christian.homeboy⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Participantes neste episódio1
A

Adele

Host
Assuntos7
  • A Faca de CocôHábito familiar de "cocôs gigantes" · Uso da "faca de cocô" para desentupir o vaso · Descoberta da normalidade do hábito em visita a amigo · Reação da esposa e uso indevido da faca · Experiências pessoais com constipação e "submarinos"
  • Mistério dos Post-itsPost-its com mensagens misteriosas no apartamento · Instalação de webcam e exclusão de arquivos · Descoberta de intoxicação por monóxido de carbono · Comentários sobre sonambulismo e Zolpidem
  • O Assobiador do RedditRelato de infância e adolescência com assobio misterioso · Encontro com o assobiador em Dakota do Sul · Lenda venezuelana de El Silbón · Comparação com a lenda de El Silbón
  • Bife jogado na janelaJantar com a chefe da esposa e bife mal passado · Arremesso do bife na janela fechada · Reação da esposa e da chefe · Atualização e comentários sobre o incidente
  • Segredo sobre primo com deficiência mentalAcidente com motos de trilha na infância · Consequências do acidente para o primo · Discussão sobre culpa e responsabilidade
  • Problemas com SpotifySuspeita de sabotagem nas avaliações do podcast · Estratégia para aumentar a média de avaliação
  • Interações e dinâmicas do podcastAgradecimentos a ouvintes e pedidos por mais episódios · Interação com o editor sobre a frequência de episódios
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Esse é o Relatos Roubados Podcast e eu sou a Adele, diretamente de um jardim cheio de passarinhos e eu vou contar pra vocês hoje histórias do Reddit e não qualquer uma, mas as melhores histórias do Reddit de todos os tempos. Fica aí após a vinheta.

Melroba-ders. Como estamos? Eu estou aqui, num jardim mediterrâneo, cheio de passarinho. Não sei o nome desse passarinho, é um pretinho com um biquinho amarelo. Depois vou olhar. Até vai dar até a hora aqui enquanto a gente estiver aqui. É o Melro? Como se diz isso?

Melro, é esse passarinho que está aqui atrás da gente. Coisa mais fofa. E a gente está no Jardim de Casa. E esse episódio eu trouxe os melhores relatos do Reddit. Essa plataforma tem mais de 20 anos. E como assim melhores? Ficaram muito famosos esses relatos. E existe um subreddit chamado Museu do Reddit.

E tem coisas ali que quem tá no Reddit há muito tempo vai conhecer. Vamos ver quanto tempo vai durar esse episódio. Hoje vai depender de alguns fatores. Número 1, vai ter mosquito comendo minhas pernas aqui embaixo. Se tiver, repelente neles. Gente, esse repelente do mercado daqui, do Mercadona, é super baratinho. É assim, é câncer na garrafinha. Mas nada te pica. Vai depender também da luz. Nós temos agora 18h36. A luz deve acabar mais ou menos por 20h e alguma coisa. Vamos ver quanto tempo eu demoro.

Vai depender também se os passarinhos vão ficar tudo muito louco ou se os vizinhos daqui vão continuar cacarejando ou se a vizinha daqui de trás vai começar a cacarejar, que ela é meio, ó, tantã da cuca. Todos esses elementos fazem parte hoje do cenário. Estou embaixo de uma árvore de mimosa, se chama assim. É uma florzinha amarela. Vou puxar aqui.

Não sei se dá pra ver. É uma florzinha amarela. Ai! Enchi minha roupa de florzinha amarela. Ai, faz parte, ó. Faz parte do cenário. Ah, o pólen amarelo no meu computador. Enfim, aqui tem uma árvore de mimosas. E atrás de vocês tem uma oliveira selvagem linda. Podia estar fazendo outra coisa? Podia, mas, ai, gente, hoje eu já tomei sol. Hoje eu já bebi. Bebi horrores na hora do almoço. E tô aqui. Me interessa. Não tô fazendo apologia a beber. Mas não faz mal, de vez em quando.

Gente, minha água é cheia de mimosa. Queria agradecer do fundo do meu coração aquelas pessoas que colocam aquele comentário ali na plataforma que eu estou precisando para dar aquela vontade de levantar e colocar o batom na cara. Bárbara Mota, beijo, linda! Por favor, mais episódios por semana. Te respondi. Vou falar com o editor.

Depende dele, gente. A Rafaela Furtuoso, beijo, gata, falou a mesma coisa. Viu, menina? Falei mais episódios para ontem. O que a gente disse sobre isso, o editor? Ele falou que pode fazer. Boas férias, aproveite muito, pois o Bom Tempo não quer nada com a gente por aqui. Não, na Alemanha tá uma bosta.

Mas a gente vai ficar mais um tempinho por aqui, não se preocupem. Lisandra Figueiredo, você no último episódio, quando eu subi no YouTube, deu dois segundos e apareceu seu comentáriozinho lá. Oba, episódio novo. Você não sabe, você não sabe como que foi aquilo pra mim. De madrugada, que uma da manhã, eu acordada assim, com o olho meio capenguento, chegar o seu comentário, ó.

E no Spotify, eu não esqueço, não, minhas gatas, porque no Spotify, vocês estão me ajudando pra caramba, porque quanto mais comenta, mais o Spotify joga o episódio, né, e o podcast em si, o algoritmo. E tá acontecendo uma coisa no Spotify, tem alguém me sabotando. Por que eu acho que tem alguém me sabotando? Porque não é possível que toda, como se diz, review, avaliação que chega nova, seja ruim.

Então, a minha teoria é que tem alguém com inveja, sabotando. O que vocês acham? Por quê? Porque eu não estou gostando da qualidade. A quantidade de review, de avaliação que está vindo, estou gostando. Mas, de 4,8, a gente foi para 4,2 na média. Como explica isso? Então, aquele negócio é o seguinte. Quem for dar a avaliação e der 5 estrelas e mandar um screenshot para mim...

vai ganhar uma foto especial do nosso editor, que eu vou mandar para você. Mas eu queria...

Queria mandar um beijo pra Carmen Abreu, que também comenta sempre aqui. Gostaria também de ir pra Adriane Oliveira, do Spotify. A Vitória. Vitória Lelis. Eu sempre leio Vitória Elis. Bruna Rey. Eu amo seu podcast. Descobri pelo Insta. Tô viciada. Ai, gente. Carmen, você comentou tanto. Vitória, olha. Tayana.

Tudo que eu precisava, você escreveu num momento assim que eu tava tão down. Aí você foi lá e escreveu uma coisa tão legal embaixo de um episódio já mais antigo. Vitória aqui, ó. Vocês são demais. Bonia, ouvindo a primeira vez hoje. Amei. Michele Alves, eu amaria ganhar meias e sempre compro roupas. Não sei se você comenta, mas sim. Na minha casa sempre amamos visitas. Vamos, vou deixar um beijo pra você também. Roubadas da primeira hora são vocês. Porque isso aqui, quando isso aqui tiver um milhão de seguidores...

Vocês vão estar lá, na minha listinha, na minha planilha, vocês vão estar lá, vão fazer parte dos eternos. Mas vamos de historinha? Vamos de relatinho? História não, relato, porque o branding da gente é relato. Como eu disse, fui lá e fui avaliar quais são as histórias que um bom Redditor tem que conhecer quando você mexe com a plataforma.

E a primeira história não é uma história feliz. É uma história para ser meio assustadora. Eu não me assusto com nada. Eu, assim, sou cética, cética, cética. Eu nunca vi nada, nunca escutei nada. Eu tenho medo de vivo. Vivo entrando na minha casa, vivo roubando minhas coisas, vivo fazendo alguma coisa mais para mim. Agora, isso aqui... Vamos ver o que vocês acham. É de um subreddit chamado...

Reddit, ou seja, pergunte o Reddit. As pessoas colocam lá uma pergunta, qualquer aleatória, e nos comentários vai se desenvolvendo as histórias. Ao contrário de outros subreddits, as pessoas colocam um relato sou eu babaca ou estou errado em fazer isso e tal. A pergunta é, qual foi a coisa mais assustadora que realmente aconteceu com vocês? Vocês têm resposta para isso? Eu não saberia responder assim. Bom, tem gente ali, eu sou a cética da família, tem gente ali atrás das câmaras que...

Caga com qualquer coisinha mexendo. Gente, ele não entra nem em cemitério. Mas eu queria entrar em cemitério, que eu acho lindo. Os cemitérios na Europa são maravilhosos. Na Alemanha tem uns muito bonitos. Ele não queria entrar. Era de dia. Não, era de noite. E ele se cagando. Não entra em cemitério de noite. Gente, ali estão o quê? Corpos?

Mas quem assiste aqui esse episódio, esse episódio, quem escuta esse podcast há mais tempo, sabe que eu sou fã de true crime. Eu gosto de escutar assim, né? Pra me preparar contra os vivos. Mas vamos lá. A história é assim. Eu esperei muito tempo pra contar ao Reddit a história completa do assobiador. Essa história precisa de muitos detalhes, mas é inexplicável, assustadora e 100% real. Eu também tenho prova em vídeo. E eu achei o link do vídeo pra colocar aqui.

Quando eu tinha uns oito anos, eu estava passeando com meu cachorro pelo bairro com a minha mãe. Devia ser umas 23 horas. A gente mora ao lado de uma área de pântano, mata, na borda do nosso bairro em Lansing, Michigan. Eu lembro que estava muito silencioso e levemente ventando. Lá de dentro do pântano, a gente ouviu alguém assobiando para a gente.

Soava meio como um pássaro, mas cada assobio era diferente o suficiente para aparecer humano por causa da falta de consistência. Peraí que tem uma vizinha gritando. Ai, eu não posso imitar, gente, que eles são espanhóis. Vou imitar baixinho, vocês escutam? Ela grita assim. Ai, eu já não fui com a cara dos vizinhos, são vizinhos novos. Eles ficaram uns dois anos para conseguir essa casa. Já não fui com a cara deles.

Ai, por que eu sou tão antipática? Me diz, é por isso que a gente tem uma avaliação baixa. Por isso. Ai, mas eu não gosto de vizinho, gente. Voltando, porque tirou minha vibe. Eu tô fazendo uma vibe assustadora aqui do... Vamos lá, porque eu assobia a dor. De novo, suava meio como um pássaro, mas cada assobia era diferente o suficiente pra parecer humano por causa da falta de consistência.

O assobio ficava mais agudo, depois mais grave. E eu não sei explicar direito, mas minha mãe ficou com uma expressão bem preocupada, meio que aterrorizada. Pegou minha mão e disse que a gente devia entrar rápido. Eu não entendi porque era muito novo, mas ver minha mãe em pânico me deixou em pânico também. Depois de um tempo eu meio que esqueci disso. Bom, se fosse filho do meu marido, ele também ia estar cagado. Ele ia ter que tirar a calça porque ele tinha se cagado.

Eu também ia ficar com medo, eu ia porque eu ia achar que eu, como mulher, passeando, eu ia achar que era algum homem querendo fazer mal a gente, né? Porque homens. Mas beijo homens que escutam nosso podcast, porque são homens do bem. Dois anos depois, eu estava levando meu cachorro pra fora de novo, tarde da noite. Tem um arbusto grande que facilmente esconderia uma pessoa atrás dele, bem ao lado da porta da frente. Quando eu estava terminando o passeio, o som já subiu e começou de novo.

Mesmos tons, mesma inconsistência com cara de assobio humano. Assim que eu vi, um arrepio percorreu minha espinha, porque eu lembrei exatamente da sensação de ver minha mãe aterrorizada, olhando para o pântano, para algo que eu não conseguia ver. Talvez ela também não. Eu corri para dentro de casa o mais rápido possível. Também correria, porque, né?

O seguro morreu de velho. Os anos passaram e eu fui pensando cada vez menos nisso. Contei só para algumas poucas pessoas e eventualmente saiu da minha cabeça. Avançando para o verão passado, eu tenho 24 anos, comecei a namorar minha namorada Sarah. Sarah, gente, anglicismo, Sarah. A gente se mudou para a Dakota do Sul por causa do trabalho. No dia da independência... Qual que é o dia da independência dos Estados Unidos? 4 de julho, 4 de julho. No dia da independência... Quem lembra do filme Independence Day?

Ah, eu sou velha, viu? Sou jurássica. Voltando o corte aqui pro TikTok. No dia da independência, decidimos ir pra Pierre, em South Dakota, e assistir aos fogos de artifício na margem do rio Missouri. Missouri, igual o cara da série falava. Tinha um lugar de camping gratuito atrás de um hospital, onde você podia montar a barraca, ficar de boa e ver os fogos rio acima. A gente estava quase no final do camping.

E tinha pouquíssimas pessoas ao nosso redor. Conforme escurecia, os fogos começaram. Eles estavam bem longe, então iluminavam muito pouco. Por isso, a gente teve que sentar bem na beira do rio para conseguir ver. Uma nuvem de tempestade enorme estava se aproximando. E uma tempestade...

meio que eminente. Então, o ar parecia meio elétrico e o vento estava aumentando. A atmosfera era, no mínimo, sinistra. Os barcos da polícia estavam expulsando os outros barcos do rio e tinham saído da nossa área para fazer isso em outro lugar.

A maioria dos campistas subiu o rio para ter uma vista melhor dos fogos, mas eu e a Sarah ficamos ali bebendo e relaxando. De repente, ouvimos o som de um remo entrando na água de forma metódica. Vimos uma figura guiando uma canoa a uns 20 metros da margem. Sarah decidiu ir buscar mais cerveja no carro, me deixando sozinha, olhando para essa pessoa misteriosa.

Então, claro, ela assobiou para mim. Gente, não sei se era assim. Meu corpo inteiro congelou e fiquei arrepiado. Era exatamente o mesmo assobiador da minha infância, mais de uma década depois. Eu olhei para a figura, mas estava escuro demais para distinguir quem era. Parecia estar usando um chapéu. Quando ficou perpendicular à margem onde eu estava, parou de remar.

virou a canoa diretamente para mim e a subiu olhando diretamente para mim. Eu fiquei tão assustada que levantei e gritei, quem é você? Ele não disse nada, só subiu mais algumas vezes, virou a canoa a 180 graus e remou até desaparecer.

Eu sou videomaker. Olha lá, editor. Outro videomaker cagão. Então já estava com a minha câmera ao meu lado filmando os fogos. Quando a canoa já estava quase sumindo, peguei a câmera e consegui gravar ele assobiando enquanto ia embora. Quando a Sarah voltou com as cervejas, ficou bem confusa com o porquê de eu estar tão assustada. Quando eu expliquei, ela também ficou meio assustada. Eu estava convencido de que a gente ia ser assassinado naquela noite.

Como essa pessoa que a subia me seguiu depois de 14 anos até Dakota do Sul? Foi coincidência?

Porque era exatamente o mesmo tipo de assobio. Quem era essa pessoa? E para onde foi? Tantas perguntas ainda sem resposta. Até hoje tenho mais medo de estar do lado de fora no escuro e ouvir aquele assobio de novo do que de qualquer coisa. Eu estou aberto a qualquer explicação. Se houver interesse, vou achar uma parte do vídeo e editar o vídeo dos fogos, do som do assobio e da canoa desaparecendo. No momento estou em Uganda e a internet aqui é instável, mas vou fazer o possível.

Aí, na atualização, ele colocou, ok, finalmente, passei a tarde inteira fazendo o upload desse vídeo. Aqui está o link. Enquanto ainda estava filmando os fogos, comecei a ouvir o assobio. Eu estava com muito medo naquele momento para apontar a câmera diretamente para a canoa. Ai, gente. Então, só virei o microfone na direção e mantive um plano mais discreto, apontando o rio abaixo para os fogos.

Se você usar os fones de ouvido, dá para ouvir melhor. É um assobio de duas notas, agudo depois grave. Agudo depois grave. Dá para me ouvir perguntando para minha namorada, você está assobiando? É você? Ela disse que não, mas eu não tinha certeza. Então, eu falei, para com isso, porque estava ficando com medo. Na última tomada do vídeo, eu aumentei o brilho máximo, que dava para ver ainda a pessoa na canoa. Parece que ela está usando um suéter vermelho ou algo assim.

Então, gente, vocês teriam medo? Olha, meu marido tá aqui atrás da câmera falando Ai, foi um pássaro. Não, o fato é...

Foram três vezes o assobiador. Uma vez aos nove anos, depois aos... Sei lá quantos? Acho que dois anos depois, aos onze. Duas vezes passeando com o cachorro. Uma vez perto do pântano, uma vez na frente de casa, atrás de um arbusto. Imagina esse arbusto aqui atrás de mim. Onde dá para se esconder uma pessoa. E uma vez, em outro estado, muitos anos depois, ele com 24 anos, o mesmo assobiu, vindo de uma pessoa que está numa canoa.

Quando você está na beira de um rio. Pode ser coincidência, porque a maioria das coisas do mundo se explicam com coincidência. Yes. Sinto muito, mas essa é a verdade. O negócio é que ele fala que é sempre o mesmo assobio. E aqui a minha maior pergunta é, para você, é assobio ou assovio? Com B ou com V? Tem as duas formas? Agora, o interessante dessa história, ela ficou muito famosa no Reddit.

e foi escrita há 10 anos, é que tem o link do vídeo, mas foi um dos comentários. O comentário, o cara pede, cara, lê isso, por favor, juro por tudo. E o cara diz nos comentários, no meu país, Venezuela, existe uma lenda sobre um cara chamado El Silbon, que significa em espanhol, o assobiador, o assobiadorzão. Uma espécie de alma amaldiçoada que avisa as pessoas da própria morte.

Aí ele colocou o link do Wikipedia, vou colocar para vocês também, se vocês quiserem, se o espanhol de vocês estiver em dia. Dá para traduzir também, né? E ele diz, não estou inventando isso, vou tentar traduzir partes do artigo para você ver se bate com o que você viveu. Não precisa entrar no link do Wikipedia. Gente, saiu um tiro aqui agora. Gente, se cair coisinha na minha cabeça, são florzinhas da árvore, ó, ó, ó.

Faz parte da decoração. Aí ele fala sobre a lenda. A lenda do Silbon. A lenda fala de um jovem que matou o próprio pai por vingança porque ele havia matado sua esposa e a chamou de puta. Depois disso, o avô o amarrou a um poste no meio de um campo e o chicoteou, limpou suas feridas com água ardente e soltou dois cachorros raivosos e famintos, mas antes o amaldiçoou a carregar os ossos do pai pelo resto da eternidade.

Essa lenda diz que ele tem um assobio característico parecido com notas musicais C, D, E, F, G, A, B. Isso significa alguma coisa para vocês? Para mim não. Nessa ordem, subindo até F e depois descendo até B. Dizem que quando o assobio é ouvido de perto, não há perigo, porque ele está longe. Mas quando parece distante, ele está muito perto.

Também dizem que o assobio anuncia a morte de quem escuta. Ele pode estar em qualquer lugar a qualquer momento. Dizem que a única coisa que pode salvar alguém que ouve o assobio... Anota aí. De longe, é o latido de um cachorro, porque ele tem medo disso, além de pimenta e chicotes. A alma se vinga de homens mulherengos. Ou seja, é uma alma boa. Cachorro, temos. Cachorro que late, temos também.

Estou segura. Muitos habitantes de Los Janos, tipo o Planalto, dizem tê-lo visto especialmente no verão, quando a savana venezuelana está seca pela força da estiagem, e El Silbón senta nos tocos de árvore e junta poeira com as mãos. Mas ele é encontrado principalmente em tempos de umidade e chuva, quando o espectro vagueia faminto por morte, ansioso para punir bêbados, mulherengos e, às vezes, uma vítima inocente.

Dizem que ele suga o umbigo de homens bêbados quando os encontra sozinhos para beber o álcool que eles ingeriram e que despedaça os mulherengos, tira seus ossos e os coloca dentro do saco onde carrega os restos do pai. Que ótimo, o YouTube vai vetar esse vídeo. Algumas versões dizem que ele parece um gigante alto de 6 metros que anda de árvore em árvore enquanto o Emílio já subiu aterrorizante e ao chocalhar dos ossos no saco velho, empoeirado os ossos pálidos de seu pai azarado ou, como alguns dizem, de suas múltiplas vítimas.

Outras versões dizem que ele aparece como a sombra de um homem alto e magro, com chapéu especialmente para pessoas bêbadas.

Gente, pessoa bêbada vê tudo. Acreditar em papo de pessoa bêbada? Dizem que esse bone pode aparecer perto de uma casa em algumas noites, deixar o saco no chão e contar os ossos um por um. Também tem nos Janos da Colômbia, de onde vem nosso editor, onde ele é chamado de El Silbador. Acreditam que é a alma errante de um mulherengo festeiro que morreu sozinho e dizem que ele busca a companhia de alguém que se atreva a cavalgar à noite. A questão é, cavalgar onde ou em quem?

Mas essa versão é mais leve, é exceção, porque também na Colômbia alguns dizem que ele persegue mulheres grávidas, que se assobio entra pelo ouvido e arrepia, e que se alguém ouve um tom agudo anuncia a morte de uma mulher, enquanto um tom grave anuncia a morte de um homem. Em qualquer caso, essa pessoa geralmente é alguém conhecido que ouviu assobio.

Gente, quem escuta essas lendas e acredita nessas baboseiras? Porque, assim, né? Claro que você tá bêbado voltando, assim, na roça ou... Aqui onde a gente tá, em Mallorca. Tem uns vilarejos onde não tem ninguém. Nada nem ninguém. Igual a moça que comentou ontem no story que eu postei. Nossa, tem ninguém na rua da TED só de olhar.

O negócio fica escuro, você tem essas cachaçinhas, você vai vendo coisas se mexendo, vai escutando o assobio por aí. O que eles dizem aqui, que é particularmente assustador, ele escutou o vídeo e ele disse que o som do assobio, do meu assobiador é diferente desse, mas ainda assim assustador. O mais sinistro é que todos os encontros que tive com ele foram com o cachorro. As duas primeiras vezes com o meu cachorro e a terceira, no verão passado, tinha uma família na estrada com o cachorro brincando de frisbee.

Acho que vou começar a carregar pimenta comigo caso não tenha um cachorro por perto para me proteger. Vocês acreditam nisso? Olha, a Deia Freitas, do podcast Não Inviabilize, que eu menciono pelo menos oito vezes a cada episódio do meu, ela tem aquele quadro chamado Luz Acesa, onde muitos ouvintes não escutam durante a noite ou só escutam, sei lá, acompanhados, porque também se caram.

Ai, não, ficam todos cagados. Ah, não sei o que. É uma história de Halloween. Mas, gente, isso é lenda. Isso é lenda de cachaceiro. Nada a ver. Bom, história longa, comentário longo. Eu não tô nem aí. Pode assobiar. Não, claro. Tô de noite sozinha. Me assobia ali. Seja duas notas, três notas. Claro que eu vou ficar com medo, mas... Né? Um medo normal. Medo de vivo. Não medo de lenda.

Vamos pro segundo relato do best of Reddit. Traduzido. O melhor do Reddit. Não sei porque ficou tão famosa essa lenda, gente. Vem do subreddit. Today I fucked up. Traduzido seria tipo, hoje eu fiz merda. E esse...

Esse post é interessante porque tem o post do marido e depois o post da mulher. Vamos começar com o primeiro, que é o do marido e o da mulher. Eu vou colocar o link caso vocês queiram olhar. O título é assim. Hoje eu fiz merda jogando meu bife pela janela. Ontem à noite, a chefe da minha esposa do novo emprego dela nos convidou para jantar. No caminho, a minha esposa repetiu várias vezes o quão importante era causar uma boa impressão.

Eu dei risada e arrogantemente informei a minha esposa boba que eu sempre causo boas impressões.

Gente, pausa. Eu acho que nos meus últimos trabalhos eu demorei assim tipo... Dois, três, quatro anos até apresentar meu marido. Porque eu morria de medo. Quando ele se sente muito à vontade. Quando ele... Nossa. Quando ele se entrosa. Ele solta umas coisas às vezes tão constrangedoras. Eu quero morrer. Não constrangedoras assim de passar vergonha. Mas umas piadas pesadas assim. Eu fico pensando, gente, segunda-feira eu tenho que trabalhar com essa pessoa.

Demorei para apresentar ele. Ele, como este marido aqui, só causa boas impressões. Voltando. A chefe da minha esposa é uma mulher solteira na casa dos 50. Então, éramos só nós três. Conversamos enquanto bebíamos e comíamos salada e parecia que estávamos nos dando muito bem. Ela ria das minhas piadas, bem cronometradas e perfeitamente apropriadas. E minha esposa parecia satisfeita. Logo depois, ela trouxe o prato principal. Um belo e suculento bife para cada um de nós.

Aqueles steakão assim, né? Que os Estados Unidos gostam de servir. Quando comecei a cortar meu bife, fiquei desanimado ao perceber o quão mal passado ele estava. Eu já comi bastante bife mal passado. Eu prefiro ao ponto, mas consigo lidar com o mal passado. Mas aquilo ali estava vários minutos de grelha quente antes de sequer ser mal passado.

Eu provavelmente conseguiria ressuscitar a vaca se tentasse. Em vez disso, fiquei ali mexendo com faca e garfo, pensando em como eu poderia me safar de não comer aquele bife praticamente vivo. Dizer que virei vegano? Não. Eu já tinha fingido grande entusiasmo ao ver o bife.

Foi então que nosso anfitriã se desculpou e foi até a cozinha preparar a sobremesa. Enquanto eu olhava pela mesa de jantar elegante em direção à janela aberta do apartamento no terceiro andar, uma lâmpada de desenho animado apareceu na minha cabeça. Eu sabia que precisava ser rápido, percebendo que ela poderia voltar a qualquer momento.

Tomei a decisão. Peguei o bife com a mão, sacudi suavemente o suco, o excesso, e executei um arremesso perfeito, bem no centro da janela aberta. Aqui vem o grande erro. A janela não estava aberta. Era a janela mais limpa que você já viu na vida. Ou melhor, era. Até o meu pedaço de carne, quase crua, bater nela e escorregar lentamente, deixando um rastro de sangue pelo caminho.

Minha esposa, cujo bife estava num belo ponto mal passado e que não fazia ideia do meu problema, virou, ficou de boca aberta e me encarou como se eu fosse um alienígena de outro planeta. Esse olhar lentamente se transformou em algo comum. Não existe nenhum lugar nesse planeta onde você possa se esconder de mim neste momento.

A chefe da minha esposa ouviu o impacto do bife na janela e veio rapidamente. Ela analisou a cena, o bife parado no parapeito, o rasgo de sangue, meu prato vazio e então me lançou um olhar curioso e confuso. Eu simplesmente não sabia o que dizer. Parecia um minuto de silêncio, mas provavelmente foram três ou quatro segundos.

Finalmente, a melhor coisa que consegui foi... Eu sinto muito. Eu sou muito desastrado. Não sei. Eu tava cortando e escorregou. Pode perguntar pra minha esposa. Eu realmente sou desastrado, né, amor? Nenhuma ajuda vindo dali. Eu vou limpar isso aqui. Ai, nossa, não acredito nisso. Me desculpa. Etc, etc.

As duas continuaram me olhando como se eu estivesse fugido de um manicômio, enquanto eu espalhava mais ainda o sangue da janela com um guardanapo de pano. Limpava o bife e continuava murmurando uma explicação incoerente, que tinha escorregado enquanto partia. Eu sabia que ninguém estava acreditando naquilo. Eu sabia o que precisava fazer. Voltei envergonhado para o meu lugar. Comecei a comer cada pedaço daquele bife nojento, frio, duro, sangrando e cru.

Fiquei bem quieta o resto da noite. As únicas duas palavras que minha esposa me disse desde o incidente foram Tô bem. Teve atualização. Acabei de receber a primeira comunicação pós Tô bem da minha esposa por mensagem que está no momento no trabalho.

Boa notícia! Eu e minha chefe demos boas risadas de como você é um completo idiota. Espero que você saiba que nunca vai escapar disso. Te amo, seu idiota. O editor acabou de falar que é só falar que levou um susto, levou um susto e a sua reação é pegar o bife e jogar na janela? O comentário aqui. Uma pergunta, opi. Gente, opi é a pessoa que escreveu. Digamos que a janela estivesse aberta e o bife tivesse voado e sumido. Ela volta um minuto depois, você ia dizer o quê? Que devorou tudo em um minuto?

E depois, em algum momento, ela vai lá fora e encontra aquele bife estranho, ou talvez ursos. Aí alguém falou, não, não. O truque é pegar o bife no quintal na hora de voltar para o carro. Um comentário que eu adorei, gente. E essa história foi escrita há 11 anos. O comentário que eu mais gostei. São momentos assim em que você deveria fingir um ataque epiléptico.

e começou a tremer e o bife voou nossa gente, finge infarto finge desmaio, finge morto chama o SAMU deita e começa a se tremer quem que vai pensar no bife na hora que você estiver deitado babando mas eu entendo ele, porque na época que eu comia carne

Fiquei 30 anos comendo carne, agora vou fazer 40 e neste ano completo, 10 anos, carne free. Tradução aqui, carne free é livre de carne. Mas como ovo, como o queijo, não sou perfeita. Eu tinha um grande problema com o mal passado.

Nossa! E na Europa e nos Estados Unidos que o povo tem mania de fazer hambúrguer, gordo e mal passado? Gente, que nojo! Lembra no McDonald's de Nova York? Gente, McDonald's. No Brasil é uma sensação, eu sei. Não tem publi, mas nossa, eu assisto o BBB e tem festa do McDonald's. Dá aquela larica de Mac. Adoro, uma delícia.

Aí a gente estava em Nova York, já é muito patricinha, né? Mas, gente, foi 2011. E a gente não estava fazendo nenhuma das refeições, assim, muito em fast food. A gente estava tentando, assim, comer coisas legais e interessantes. A gente comia carne na época. E a gente entrou no McDonald's pela primeira vez na viagem inteira, em um mês. E vamos comer, né? O nosso pedido normal, sei lá, um Big Mac da vida. Gente, o bifinho do Big Mac é um negocinho, assim, que é um dedo de fino, né? E o negócio não vinha cru, mal passado. Ai, que nojo. Nossa.

E a última vez que eu comi carne, eu lembro, foi na Holanda, foi em Amsterdã. A gente já tinha parado de comer carne no ano anterior, isso foi em 2017. Foi nossa viagem de comemoração que eu tinha pedido demissão de emprego, ia trocar. Aí no meu aniversário de 2017 a gente foi para Amsterdã. Aí a gente chapado, vocês imaginam de quê? Do que em Amsterdã é legal. Tivemos a grande ideia de comer um hambúrguer depois.

Chapadíssimo, normal. A gente tava assim... Eu paguei com uma nota de 50 e deixei o troco de 40 no caixa. Pra vocês terem ideia, tanto chapada que eu tava depois, a mulher foi me levar na mesa e eu não sabia de que dinheiro era aquele. E era um lugar de hambúrguer, gente, meio assim, naquela larica, né? Aquelas coisas assim, no movimento meio assim, slow motion. Na hora que eu abri, já há quase um ano vegetariana, e eu olhei pra aquele meu hambúrguer sangrento...

Eu lembro que eu comecei a despedaçar, tirando a carne, tentando comer só o pão com os negócios, a salada em volta. E aquela carne meio que sangrando e aquele negócio ficando cada vez mais asqueroso. Eu falava, gente, por que eu fui comer carne? Então eu entendo ele.

Porque tem vários tipos, né? Tem o well done, tem o ao ponto, ao ponto médio, ao ponto não sei o quê. Tem lá uns seis tipos de carne pra fazer. Dependendo do tipo do steak, você nunca vai chegar no ponto que a pessoa quer. Eu só comia a sola de sapato quando eu comia a carne. Eu gostava assim da sola frita, refrita, frita, igual uma havaiana no sol. Então eu entendo ele. Mas o que eu teria feito nessa hora?

Gente, a coisa mais adulta de se fazer seria, nossa, que bife maravilhoso, blá blá blá blá. E na hora que você visse que ela ia se levantar de qualquer maneira para ir à cozinha fazer a sobremesa, imagine, ela já tinha comido dela e você ainda estava lá cutucando a vaca. A vaca que eu digo é a carne, né?

Você poderia ter falado, você se importaria se eu fosse na cozinha com você e passasse um pouquinho mais esse bife? Está uma delícia, mas assim... Ela ia ser três segundos de constrangimento e depois você ia comer. Você não faria isso? Ia pegar a mão. Ia pegar a mão. O que você faria? Teria que comer, né? Você ia comer cru, cru, cru? Bom, nosso editor está aqui contando que uma vez ele comeu o peixe cru, porque ele ficou com vergonha. Ficou com vergonha de falar alguma coisa e ficou lá.

Ah, ele tava falando que eles ficavam elogiando, que o peixe tava uma delícia. Era só o seu pedaço que tava cru? Ah, era defumado. Bom, o prato era pra ser assim.

Então, você não tinha como falar nada. Agora, o dele era para ser, talvez, ao ponto, e ela não fez o dele certo. Gente, eu morro de nojo. Assim, minhas amigas, a gente sai, elas pedem carpácio. Elas pedem tatá. Aí vem o tatá, que é o quê? Carne moída. Com uma gema de ovo cru em cima. Eu falo, nossa, que delícia. O prato é vaca louca com salmonela. Bom, se morrer, a gente já sabe do que morreu. Teve uma vez, hoje em dia eu não faria.

Porque hoje em dia eu tenho o meu lindo marido. O que a gente faz? A gente troca de prato.

Na Colômbia, quando a gente foi visitar, 80% das vezes que a gente estava para comer em algum lugar, as pessoas tinham mania de servir meu prato. Não serve. Eu sou antipática. Olha lá as avaliações do podcast. Eu sou uma pessoa antipática chata. Não serve meu prato. Deixa que eu me sirva. E serviam, né? Aquela montanha. E se eu não gostar dessa merda? Aí, perdão. Alguém cozinhou para mim. Eu estou chamando de merda. Mas se eu não gostar dessa coisa deliciosa que você cozinhou para mim, provavelmente eu não vou gostar porque eu sou chata.

O que eu fazia? Ficava lá passeando, né, com o garfo, cutucando, fazendo a conversa, né, sendo a alma da festa. Quando alguém virava as costas, o que eu fazia? Pum no prato dele, ou pior ainda, via que o prato dele já estava esvaziando, trocava de prato e ele tinha que comer os dois. Neste caso aqui, teria que ter dado pra esposa, ele falou, você não quer que eu faça uma boa impressão? Com esse caralho aí. Quando eu adolescente, uma vez, fui encontrar com os pais de um ex. Adolescente, gente, adolescente não tem voz.

E uma coisa que eu sempre tive nojo, eu não comia peixe, mesmo na época que eu comia carne. Nunca gostei de peixe, parece que até os meus 3, 4 anos eu comi peixe, aí aconteceu alguma coisa traumática na minha vida, que peixe e beterraba foram cortados no meu paladar. Porque as duas coisas eu comia até 4, 5 anos. Aí a gente teve uma viagem super longa para chegar até onde eles estavam, e de lá a gente ia viajar, mas uma viagem super longa para ir para a tal da praia. Gente, santos!

Quem conhece Santos e São Paulo sabe. Para você que não conhece, é Porto, é feio, não tem nada de interessante lá. Mas não é essas coisas de adolescente. Chegando lá, foram servir uma comida para a gente. O que era? Era hambúrguer congelado, feito no micro-ondas, com uma fatia de queijo em cima.

Gente, hambúrguer feito no micro-ondas. Sabe aquelas águas do hambúrguer vão saindo? Isso era a parte comível. E a parte não comível era um espaguete com atum. Atum de lata. Nossa, olha aqui, gente. Eu até arrepiei só de pensar. Na hora que abre o atum perto de mim, me vê uma coisa, me vê uma coisa. Pior que atum, acho que só vinagre. Na minha casa não entra vinagre. E sim, se você me chamar para comer, eu já aviso de antemão. Não coloca vinagre nada, nem balsâmico, por favor. E se você colocar...

e eu tiver que fazer boa impressão, eu vou cutucar, vou cutucar e vou passar o prato para o meu marido. E vou dizer que está uma delícia. Ou eu vou enrolar num pano de prato e... Ou no meu guardanapo e vou colocar na bolsa. Ou ataque epiléptico. Tem a parte da mulher dele, tem o ponto de vista dela. Ela escreveu também um post para o Reddit com o ponto de vista dela, onde todo mundo achou super engraçado. Vou deixar o link para quem quiser entrar e ler.

Casal muito simpático. Mas assim, né, gente? Ela devia ter comido a carne. Vamos para o terceiro relato.

Tá ficando friozinho? Eu acho que eu não arrepiei por causa do atum, não. Tá ficando friozinho. Vamos para o terceiro relato. Este relato vem do subreddit Legal Advice. Conselhos legais. Cadê os advogados? Cadê meus roubados, advogados? E o título é assim. Post-its deixados no apartamento. A história. No dia 15 de abril, encontrei um post-it amarelo na minha mesa com uma caligrafia que não era minha.

me lembrando de algumas tarefas que eu precisava fazer, mas que eu literalmente não tinha contado para ninguém. Apesar de estranho, achei que devia ter sido algo que eu fiz dormindo. Talvez no estado meio acordado eu escrevi e por isso não parecia a minha letra. Joguei fora e não pensei muito mais nisso. Ok, isso aqui me daria muito mais medo do que o estado do assobiador. Que diabo é isso? Tô ficando doida?

Isso foi no dia 15 de abril. No dia 19 de abril, encontrei outro post-it na parte de trás da minha cadeira com a mesma caligrafia do anterior, dizendo para eu garantir que salvei meus documentos. Fiquei assustado, mas não havia nenhum outro sinal de invasão. Então, instalei o quê? Uma webcam em casa apontada para a minha mesa e usei um aplicativo de segurança para gravar quando detectasse movimento.

Passaram alguns dias. No dia 28 de abril, acordei e encontrei outro post-it, dessa vez dizendo Nosso senhorio não está me deixando falar com você, mas é importante que a gente fale. Eu imediatamente verifiquei a pasta da webcam no meu computador e não havia nada.

da noite anterior, mas a lixeira do computador tinha sido esvaziada, o que eu tenho certeza que não fiz recentemente, indicando que alguém percebeu a webcam e apagou os arquivos. Ele explica, os arquivos estavam salvos direto numa pasta na minha área de trabalho chamada webcam, ou seja, bem fácil de encontrar. Passaram mais alguns dias. Hoje, dia 1º de maio, encontrei outro post-it, dessa vez do lado de fora da minha porta, sem nada escrito.

Na función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función función

E também parecia haver post-its em muitas outras portas do meu prédio. Todos em branco, mas de cores diferentes. Tem algum recurso legal aqui? Não tenho prova além dos post-its, mas eles são escritos com minha caneta e nos meus próprios post-its. Então, teoricamente, eu poderia ter falsificado tudo. Entrar em contato com a polícia poderia me causar algum problema, caso eles não consigam identificar uma fonte externa para isso?

Só quero ter certeza de que não estou desperdiçando tempo de ninguém. Devo falar com o meu senhorio? Com outras pessoas que moram no meu prédio? Aí ele colocou mais uma informação. Peguei uma carta que recebi do meu senhorio quando me mudei. E a caligrafia é idêntica. Isso poderia contar como evidência? Antes da gente desvendar esse mistério nos comentários, o que aconteceu, porque sim, esse mistério vai ser desvendado.

Toda vez que você acorda, aparecem post-its na casa com coisas escritas, com mensagens para você. Ele disse que a caligrafia parece muito com a do senhorio dele. Ou seja, quem aluga a casa para ele. E ele instalou uma webcam e...

Os arquivos foram deletados no dia que ele foi conferir. Qual que é a teoria de vocês? Pois bem, isso ele estava num subreddit de conselhos legais, porque ele já estava pensando aqui, vamos meter polícia, advogado, vamos processar, quem que está fazendo isso? Estou com problema, alguém está entrando na minha casa. Aí alguém com o nickname de Kaka Lack comentou, eu adoro porque Kaka Lack, gente, em alemão, é barata.

Barato o bicho. Aí o Cacalaca comentou. Isso há 11 anos, hein? 11 anos tem esse post. Você parece sincero e isso não parece ser o enredo de um conto do Ray Bradbury. Não que eu conheça o Ray Bradbury.

É possível que o senhorinha esteja deixando bilhetes dentro do seu apartamento, mas eles não fazem muito sentido no contexto que você descreveu. É provável que você mesma esteja escrevendo os bilhetes, mas esteja esquecendo. Você usa post-its como lembretes em outras partes da sua vida ou do seu trabalho? Sim, isso pode ser um problema de saúde mental. Você pode estar passando por algum tipo de transtorno dissociativo. Ou você mencionou...

provavelmente em algum comentário, que tem um quarto muito estreito e sem janelas. Existe a possibilidade de você não estar tendo ventilação o suficiente enquanto dorme ou de haver vazamento de monóxido de carbono no prédio? Um detector de monóxido de carbono barato, que você deveria ter de qualquer forma em casa, é uma maneira rápida de descobrir. Você também teria dores de cabeça bem fortes. Você conhece seu próprio histórico médico e mental.

E as suas outras experiências? Se você acha que esses incidentes podem ser você escrevendo bilhetes para si mesmo, não há vergonha nenhuma em procurar alguém qualificado para dar uma opinião. O que o OP disse, a pessoa que escreveu o post? Eu tenho tido dores de cabeça bem fortes.

E eu já tenho um detector de monóxido de carbono. Acho que já passou da hora de tirar da caixa e ligar. A atualização. Obrigado a todos que enviaram sugestões e deram conselhos sobre como proceder. Especialmente a quem recomendou um detector de monóxido de carbono. Porque quando liguei um no quarto, ele marcou 100 ppm. Ou seja, o que isso significa. Resumo. Eu estava com intoxicação por monóxido de carbono e achei que meu senhorio estava me perseguindo.

Gente, que loucura. E eu morro de medo disso. Na casa que a gente morava antes, eu sempre pensava que a gente ia morrer disso. A água na Alemanha, em muitas casas, se usa um esquentador de gás. Tem um nome talvez para isso? Deve ter. Então, ela usa o gás para esquentar. Em espanhol é calentador, mas obviamente não é em português. Calentar.

É um aquecedor a gás. Então, a água na Alemanha, pelo menos no nosso prédio, em muitos prédios, usam um aquecedor a gás para esquentar a água para o chuveiro, para a pia. E quando você liga a água quente, você escuta o negócio...

ligando assim o gás e o nosso era muito antigo da casa que a gente morava antes, muito, muito antigo e assim, uma vez por ano dava problema e desligava, já desligou no inverno ah, é o inferno, no verão não queria esquentar pro banho quente sim, no verão eu tomo banho fervendo porque é assim que se toma banho

Não sai a sujeira, gente. A água onde estiver fervendo, a sujeira não sai. E as pessoas que iam lá arrumar sempre diziam, gente, tem que trocar isso aqui. Tem que trocar isso aqui. Está tendo vazamento de gás. Está tendo vazamento de gás. Não sei o quê. Aí a gente comprou para o apartamento. O apartamento não era nosso. E a gente dizia para a empresa que fazia a manutenção do prédio. Falava, gente, o cara que veio aqui disse, tem que arrumar isso aqui.

Tem que arrumar isso aqui. Mas custava o quê? Para trocar, custaria uns 15 mil euros para trocar. O aparelho e a troca. E teria que trocar de todos os apartamentos do prédio.

E eles nunca fizeram. Em 13 anos que nós moramos lá, nunca fizeram. Então a gente comprou um desse, um aparelhinho para detectar monóxido de carbono. E algumas vezes esse negócio apitava horrores. E tinha dia que a gente assistia TV na sala, eu tinha pensado que a gente desmaiava. E o nosso ficava, a gente tinha uma sala grande, que era sala com cozinha integrada, do jeito que a gente fez o apartamento. E esse negócio ficava na cozinha, que a gente fez de sala. E tinha dia que a gente desmaiava na televisão, de uma maneira de apagar.

Eu falava, cara, eu acho que ontem à noite a gente meio que dormiu por intoxicação.

Mas não, nunca aconteceu de sair aí sonambulando e fazendo essas coisas. Mas sonambulismo. Meu marido era sonâmbulo. Até a gente se conhecer e começar a morar junto, ele era sonâmbulo desses que já foi acordado no meio da rua. De descer os três andares onde ele morava na Colômbia e sair de casa para passear. E ele morria de medo, se cagava todo. Por isso que ele é cagão assim. Ele disse que o pior, você como sonâmbulo, é acordar em outro lugar.

Essa história que foi assim também, né? De muitos anos atrás, acho que 11 anos atrás, todo mundo falou, nossa, o Cacalac, o Barata, salvou a vida do cara, com o comentário dele. Ele queria já chamar a polícia e, na verdade, ele estava tendo também intoxicação. E sabe-se lá quando que você não vai acordar mais, né, gente? Porque como que é? Esse gás não tem cheiro, né? Você morre dormindo. E eu tenho certeza que muitas vezes a gente dormiu gostoso lá na sala de casa porque estava intoxicado, assistindo TV. Não só bombou por causa do...

do cacalaca que ter salvado a vida do cara que escreveu, mas também pelos comentários de pessoas que tomam o famoso Ambien, que é no Brasil o famoso Zolpidem. E nada é mais engraçado no Twitter do que os fios de pessoas que tomam Zolpidem, ou no TikTok, eu adoro.

Aí os comentários aqui. Zoupidem fez isso comigo. Para de comer minha comida. Vai se fuder e compra a sua. Era eu mesmo comendo compulsivamente enquanto dormia. Se não tivesse mais nada para comer, eu deixava bilhetes. Muito estranho acordar com isso. Eu morava sozinha.

Ai, tá gorda. Por que você engordou? Gente, não sei. E minha comida ficou sumindo. Aí outra escreveu aqui. Minha mãe fez isso por anos. Eu e meu irmão vivíamos levando branca por comer sanduíche de pasta de amendoim com geléia e deixar a manteiga de amendoim espalhada no balcão ou o pão aberto. Aí minha mãe teve que começar a reduzir o ambiente. Usou o pdeme por causa de outro remédio que ela precisava tomar. Ela acordou e estava na cozinha, na frente da pia, comendo um sanduíche de pasta de amendoim com geléia.

Ela subiu correndo as escadas e me acordou para pedir desculpa. Eu não teria assumido.

Zoup Den é um negócio assustador. Eu acordei na cadeia. Entrei no meu carro de roupa íntima com o meu cachorro e dirigi até o mercado 24 horas perto do meu apartamento por volta das 3 da manhã. Estacionei bem na frente da loja, na faixa de emergência, coloquei o rádio no volume máximo e voltei a dormir. Pelo visto chamaram a polícia e quando um policial chegou e finalmente me fez abrir a porta, eu saí do carro e tentei dar um soco nele em câmera lenta.

Enquanto falava coisas sem sentido. Por sorte, fui acusado só de intoxicação em público. Eu não tinha bebido nada, nenhuma droga, além do Zolpidem que foi prescrito. Anos depois, vi que eles adicionaram sonambulismo. Ou dirigir sem lembrar da experiência nos comerciais de TV do Zolpidem. Sim, né, gente? Nos Estados Unidos, eles fazem comercial de TV das drogas mais pesadas que tem.

Ah, eu já vi relato no TikTok de gente que vai pra leilão e compra bezerro. Assim, amo, amo. Não tomaria morro de medo de tomar remédio pra dormir. Fazer umas cagadas dessas, desaparecer, pegar o carro, matar alguém. Mas aí eu seria culpada? Não, né? Quarto relato. Temos tempo ainda? Não sei se vamos até o quinto, hein? A origem desse relato também é o Ask Reddit, que é Pergunte ao Reddit, né? Onde se coloca lá uma pergunta e nos comentários vai se desenvolvendo.

E agora a gente vai pesar o clima, porque eu gosto de histórias que pesam o clima, porque essas histórias engajam nas mídias sociais. Qual é um segredo que você não contaria para ninguém pessoalmente, mas estaria disposto a compartilhar anonimamente? Você consegue pensar em algum? Não, só estou perguntando se você consegue. Vocês não têm, gente, vocês não têm que compartilhar anonimamente comigo. Pode. Se quiser mandar por DM, faz uma conta falsa e compartilha.

Mas você, tem algum segredo que você pensaria assim, mas você faria o full disclosure? Por causa disso que eu for a Colômbia, tem um desabafo para a família do meu marido. Um segredo que eu sei. De um primo que ficou por dias procurando um cachorrinho. Uma cachorrinha.

que não desapareceu. Não. Levou a injeção da eutanásia. A mãe dele fez isso. Acabei de espremer aqui do meu marido. Vocês acreditam nisso? Que tia, hein? E é uma tia. Essa tia é daquelas tias cebosas. Nossa!

Você chega lá e, ai, que linda, tão linda, pero tão linda, não adeve, que linda, tão linda, princesa, minha princesa. Ela é assim, dessas tias cebosa que você fica, eu acho, afaz. E, nossa, não confie em gente assim, gente. Gente que é assim, não confia. E vocês estão escutando, né? Ela e a senhora mãe dela, que parece que era uma bicha das bem ruim também, que o inferno esteja bem quentinho. É o que eu sempre falo da minha avó, eu amo minha avó, minha avó, maravilhosa, tem uma tatuagem.

Essa tatuagem aqui, flor de Mandacaru, em homenagem a ela, tá? Essa aqui, asa branca, em homenagem ao meu avô. E a flor de Mandacaru, como vocês sabem, né? Luiz Gonzaga, em homenagem a ela. Tá aqui no meu coração, amo, tá viva, velho, tá já, né? Mas eu sempre digo que o lugar dela no inferno tá separado, porque ela com os cachorros, com os animais, eu acho que ela sempre foi muito ruim. E a sua vovó, não, tá lá no inferno.

Por que? Quem bota cachorro mata cachorro saudável e deixa o filho procurando pela cachorrinha. No céu, não tá, né? Vé, nojenta. Gente, olha lá. Cinco avaliações de uma estrela pra mim agora. Xingando o vé que morreu. Mas, o que eu vou fazer? Quem manda ser ruim? Deixa eu pensar se eu tenho um segredo assim pesado de alguém.

Ah, eu te contei o seriado da castanha, né? Vamos lá, o título. Eu sou o motivo pelo qual meu primo tem deficiência mental. Já tinha lido, né? Meu primo e eu, nós temos a mesma idade. E quando tínhamos sete anos, nosso avô comprou motos de trilha pra gente. A gente decidiu fazer nossa própria trilha na mata. Levamos o verão inteiro. Eu coloquei um galho de árvore de propósito na altura da cabeça só pra ele se abaixar e parecer algo radical.

O galho era pesado, mas consegui apoiar ele entre duas árvores. Meu primo era mais corajoso que eu, então foi o primeiro a testar a trilha.

Como crianças idiotas, a gente não usava capacete. Eu gritei para ele se abaixar antes de passar pelo galho. Mas ele não se abaixou e bateu a cabeça no galho. Foi jogado para trás e bateu a cabeça de novo, direto no chão. Eu disse para todo mundo que foi um acidente. Meu avô vendeu as motos depois disso e eu não vi muito meu primo depois.

Isso foi há quase 25 anos. Eu vejo ele todo Natal e é sempre igual. Numa cadeira de rodas, sendo alimentado pela mãe. Ele não fala e gosta de desenhar formas engraçadas.

Ele provavelmente não se lembra do que aconteceu. E eu não sei se ele se lembra de mim. Mas é isso que me assombra. Nossa! Mas se alguém for ler isso aqui, eles vão conseguir ligar o cu com a calça, né? Vocês não acham? Sete anos, avô deu moto de trilha. Agora...

Quem é o culpado dessa história? Vocês com 7 anos? Ou o avô que foi dar moto de fazer trilha para dois moleques de 7 anos e não deu capacete? Com certeza o avô. A culpa não é sua. Claro que se você adicionasse esse fato e falasse, bom, o acidente... Foi um acidente. Você não mentiu que foi um acidente. Foi um acidente.

Mas se você fosse adicionar a história e falar foi um acidente no galho que eu mesmo posicionei na trilha pra ficar mais radical e a gente ter que abaixar quando passar por ali. Porque você também ia fazer a trilha, amigo. Não é que você não ia fazer a trilha, você colocou uma armadilha pra ele, né? Então, assim, culpa dele que não abalha... Ai, que horror! Por isso que eu ganho uma avaliação ruim. Não foi culpa dele, não, gente.

Bom, foi culpa dele que não abaixou a cabeça. Foi. E o avô, que é péssimo. Eu contaria, se o seu avô estivesse vivo, eu contaria pra ele e falaria, vai lá contar pra alguém, a culpa continua sua e eu vou te desmentir, velho safado. Aí alguém comentou assim, nossa, e um tópico cheio de besteira, esse aqui é o mais pesado, não consigo imaginar viver com essa culpa. Mas aí o Justin disse...

Aí chegou uma pombinha só porque eu falei da asa branca. Oi, linda, gente, adoro pombas. Quem tem algo contra a pomba, por favor, retire-se do meu podcast. Vai lá, dá uma estrela de avaliação no Spotify, tô nem aí. O Justin Bieber, não, não foi o Bieber, o Memer disse.

Acho que isso é mais culpa do seu avô por comprar motos para crianças de 7 anos e deixar vocês sozinhos sem capacete. É o que eu disse. E cadê os pais de vocês nessa história? Cadê o avô de vocês? Cadê os pais de vocês? Vocês tinham 7 anos e não tinham culpa de absolutamente nada. Assim, eu não acho que tenha como culpar uma criança disso. Quinto relato, porque a luz está acabando, o friozinho está chegando e o meu casaquinho é da cor da mimosa da árvore.

Na internet dizia que era cheiroso, não tem cheiro de nada. Ah! Esse é o relato mais famoso de todo o Reddit. Você sabe qual é? Assim, no primeiro podcast de Reddit que eu comecei a escutar, esse relato foi contado e, gente, todo mundo que usa Reddit conhece esse relato. E vocês, roubadores, também têm que conhecer. E o original, por incrível que pareça, foi deletado.

não sei porquê, do subreddit Confession, Confissões, e foi repostado num subreddit chamado Museu do Reddit, onde realmente estão lá as pérolas. Eu adorei esse subreddit, não conhecia. Em alemão, não, em inglês, o título é mais engraçado ainda, que é The Poop Knife.

Traduzindo faca de cocô. E o título é... Eu tinha 22 anos quando descobri que nem toda família tem uma faca de cocô. A história é bem simples. Na minha família, a gente faz cocôs enormes. Talvez seja genético. Talvez seja a nossa dieta. Mas todo mundo solta verdadeiros troncos gigantes.

Se você já fez um mega cocô, sabe que às vezes ele não desce na descarga. Quem nunca? Ele fica atravessado no buraco do vaso e o redemoinho da água só faz ele girar enquanto parece que ele está te zoando. Ou às vezes ele nem gira, né, gente? Ele fica lá, assim, olhando pra você, assim.

Ai, inferno. Quando eu tava crescendo, isso acontecia com tanta frequência que nossa família tinha uma faca de cocô. Era uma velha faca de cozinha enferrujada que ficava pendurada num prego, na lavanderia. Usada só pra isso. Era normal andar pelo corredor e alguém gritar Ei, pega a faca de cocô pra mim.

Eu achava que isso era padrão. Você tem o seu desentupidor, sua escova de vaso e sua faca de cocô. Avançando para os meus 22 anos. Eu estava há um ou dois dias sem ir ao banheiro e fui na casa de um amigo. Porra, corajoso, hein? Esse meu amigo era o fornecedor local e sempre tinha visitas lá. Fornecedor de quê, gente? Porque você não compra maconha sem sentar e experimentar por uma hora. Eu me levantei, fui ao banheiro e fiz um cocô gigantesco.

Olhei para baixo e vi que ele estava atravessado. Então, eu abri um pouco a porta e chamei meu amigo. Ele veio e eu pedi a faca de cocô dele. Aí ele assim, a minha o quê? Ele, pô, mano, sua faca, sua faca de cocô, eu disse.

Eu preciso usar, né? Por favor. E ele assim, que porra é uma faca de cocô? Eu pensei, obviamente ele tinha uma, mas talvez chamasse por um nome mais delicado. Um cutelo fecal, um divisor de esterco, uma espada de guano. Eu expliquei o que eu queria e por quê. Ele começou a dar umas risadinhas. Depois começou a gargalhar de verdade. Então várias pessoas começaram a rir. Acontece que a música tinha parado e todo mundo ouviu meu pedido pela porta. Na verdade. E aí

E também acontece que nenhum deles tinha faca de cocô. Era só a minha família fudida com seus intestinos fudidos. Minha vida é uma piada. Eu contei isso para minha esposa ontem à noite, que ficou ao mesmo tempo passada e horrorizada. Acontece que ela não sabia o que era uma faca de cocô e vinha usando... Ai, meu Deus. E vinha usando a velha faca enferrujada que ficava no armário de serviço como uma faca comum. Ainda bem que ela não cozinhava com ela, mas usava para abrir caixas da Amazon.

Agora ela vai ganhar uma faca própria para isso. Aí uma pergunta bem comum no post original que ele colocou de atualização. Uma pergunta comum aqui. Por que isso não ficava no banheiro em vez da lavanderia? Gente, sim. Resposta. Só tínhamos uma faca de cocô e a lavanderia ficava no meio dos três banheiros. Não faço ideia por que não tínhamos três facas de cocô.

Tudo que sei é que não tínhamos. Era só uma. Provavelmente porque meu pai era absurdamente mão de vaca com as coisas mais aleatórias. Então, sim, a gente compartilhava a nossa faca de cocô. Ai, meu Deus! Os comentários maravilhosos ali. Vale a pena se enfiar no museu do Reddit pra quem quiser olhar. E... Ai, gente, será que eu compartilho?

Eu não sei se é muita intimidade para um podcast. Gente, quando eu entrar no Big Brother 30, eu vou apagar isso aqui, viu? Mas, sim, eu sou uma pessoa constipada. Nem todo mundo vai todo dia ao banheiro. Nem todo mundo vai mais de uma vez todo dia ao banheiro. Tem gente que sim. Eu tenho amigas.

E familiares que vão conforme as refeições. É assim, que nem pato. Entrou aqui e saiu aqui. E eu fico mesmerizada, eu fico passada. Eu fico, nossa, que delícia deve ser você não carregar seus alimentos com você por tantos dias. E, gente, sim, já olhei no Twitter, tem relatos horrorosos de pessoas que vão parar no hospital onde você tem que ir ali tirando com a colher. Eu nunca tive isso, mas, assim, durante a infância eu sofri muito com isso. E, sim, às vezes saiam troncos atravessados.

E na casa da senhora, minha avó, de quem a gente já falou hoje, quem realmente tem aqui, falou de mandar a Karu tatuada no meu braço para agradecer e sempre lembrar de ela ter me criado e tal, do jeito dela. Quando acontecia de novas... Ah, eu não tenho nem coragem de olhar para a câmera. Quando acontecia de novas acontecer, assim, de ter um submarino, do qual a descarga não dava conta.

Ai, meu Deus. Ela pegava uma sacola de plástico, pegava o submarino e jogava no mato. Era essa a solução dela. Ela não partia. Ela pegava, igual a gente faz com cocô de cachorro. Jogava no mato para a minha avó. Eu acho que, literalmente, ela abria a porta e era tipo uma área verde lá onde a gente morava com ela. E eu acho que ela jogava lá, num arbusto, uma coisa assim, um submarino meu. Era gigante porque eu não ia todos os dias, Christian.

Quem me conhece sabe, porque eu sempre conto essa história, quando eu era criança, eu tomava... Por isso que eu tenho raiva de gente que vem com papo de homeopatia pra cima de mim.

Não acredito em homeopatia. Isso é besteira. Já está mais provado. Isso é idiotice. Mas, quando criança, eu fui até tomar remedinho homeopático. Porque, talvez, a prisão de ventre que eu sentia não era só alimentação, era de ansiedade. Eu sempre fui uma criança muito ansiosa. E, por isso, hoje em dia, né? Gente, remedinho na veia para a ansiedade. Melhor coisa que tem. Te ajuda até a fazer o cocôzinho.

E eu, como uma criança muito ansiosa, medrosa, muitas coisas, com prisão de ventre, tinha que comer papaya, tinha que comer ameixa, não sei o quê. E eu morria de medo de fazer colo. Então, quando eu disse, porque às vezes quando eu fazia, doía, literalmente doía, né? Os troncos submarinos que vinham não eram o tamanho do...

Da janelinha que tinha pra sair. Então eu ficava literalmente horas com a mão atrás. Eu lembro, como se fosse hoje, dessa cena. Deu mesmo, correndo de um lado pro outro, com a mão na bunda, assim. Cocô. Cocô. E corria de um lado pro outro. Imagina essa criança de três anos, bonitinha, era bonitinha, assim, puxadinha. Não tinha murchado tudo ainda. Corria de lado pro outro, com medo de ir ao banheiro, segurando, gritando cocô. Cocô. Esperando a vontade passar.

O que era pior, né? Porque aí passava a vontade, aí ficava mais um dia dentro e o negócio ia dificultando. Ah, já teve situação também que eu tive que pedir ajuda pro meu pai pra ajudar a tirar... Sim, gente, pessoas que não vão todos os dias são terríveis. Mas era o meu caso, né? No caso dele aqui, são pessoas... É a dieta deles, ou porque eles são pessoas grandes. Eu acho que no Brasil talvez seja mais comum a gente ter relatos de ter uma poop knife, uma faca de cocô, porque sim...

No segundo episódio desse podcast, fui muito crucificada, onde eu disse que no Brasil nós temos o lixinho para o papel de bosta. E olha, meus amores, nós temos. Eu sinto muito. Vocês podem negar a origem, vocês podem fingir que o encanamento do Brasil sempre foi essa maravilha, mas não, não é. E eu nunca tive uma casa onde não foi lixinho de bosta. Eu morei 17 anos no Brasil, então não venham. E toda vez que eu vou visitar, ainda conheço lugares onde tem lixinho de bosta.

E não só isso, a descarga às vezes não é muito poderosa. Aqui na Europa, na Alemanha, a descarga é descarga de alemão, porque os bichos lá cagam umas árvores, porque o povo lá compra, cacete. Mas dependendo do país que você vai, você também encontra as descargas não tão poderosas. Mas eu acho que no Brasil a gente deve ter mais relatos de pulp knife, da faca de cocô. Eu diria que vamos guardar num lugar fechado no banheiro, numa gavetinha do banheiro.

atrás do vaso, num... não sei, num recipiente, num lugar assim mais... pendurado, gente, na lavanderia, eu também usaria, não saberia, igual a mulher do homem aqui que estava usando para abrir caixa da Amazon. Eu duvido que alguém vai higienizar a faca de cocô depois.

Eu duvido, duvido. Duvido. Fun fact. Eu tenho pavor de usar a escovinha. Nossa, encostar nessas coisas de banho eu tenho pavor. Já chega, né? A gente já falou sobre assobiador. A gente já falou sobre um acidente terrível. Já falamos sobre um bife escorrido pela janela. E agora finalizamos com o relato mais famoso do Reddit, que era bobo. Mas eu adoro pensar na faca de cocô e ele na casa pedindo para os amigos maconheiros dele. Oh, oh, oh, oh.

E aí, mano? E aquela faca lá? Pô, mano, aquela faca lá, cara, trai a faca lá, guarda a faca no cocô, cara, trai a faca lá. Pra vocês que ficaram até aqui, meus amores, peçam os temas que vocês mais gostam. O que vocês gostam mais? História de sogra? História de traição? História de confissões? Segredos? Pode pedir, pode pedir que mamãe faz. Enquanto a gente não tem um milhão...

Estou de boa, respondo comentário, tem tudo. Não tenho funcionário ainda nem nada. Pode pedir que eu faça. E um beijo. E até o próximo episódio.

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