Seja Como a Água — A Capacidade Que Você Não Sabe Que Tem
📖 Baseado no livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico", capítulo "Adaptação Psicológica".
Ronny explora a metáfora da água para ilustrar a lei de adaptação — uma capacidade universal que existe em potência no ser humano. Enquanto a água se adapta naturalmente às mudanças de temperatura e pressão mantendo sua essência, o ser humano frequentemente resiste às circunstâncias da vida, gerando sofrimento. O episódio questiona por que vivemos tantas alternâncias e convida à reflexão sobre como exercer essa capacidade de forma consciente.
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- Água e gêneroAdaptação da água às mudanças de temperatura e pressão · Resistência humana à adaptação e o sofrimento gerado · A água como elemento vital e sua essência inalterada · Adaptação inconsciente do ser humano desde a infância · A lei universal da adaptação
- Resistência à mudança e ao novoReclamação como manifestação de resistência à adaptação · A ilusão de que a vida deve nos servir · A escolha entre adaptar-se ou sofrer · A essência humana não deve ser alterada pela adaptação
- Consciencia e MudancaDiferença entre adaptação e ceder ao pensamento corrente · A pergunta fundamental: por que vivemos tantas alternâncias? · A vida como um contínuo de situações e circunstâncias · A lei de adaptação como chave para o enigma da vida
- Tipos e classificações da águaFórmula química H2O e sua importância · Presença da água na Terra e no organismo humano · Transformações da água: gelo, vapor e estado líquido · Suporte da água a condições extremas de pressão e temperatura
Oi, é o Roni, tudo bem? A gente tem que ser que nem a água. Aliás, a gente tem capacidade de ser que nem a água. Não te pareceu convidativa a proposta? Você falou assim: pô, que ideia, né? Quem quer ser que nem a água? Ah, eu te garanto que a gente quer ser que nem a água, você vai concordar comigo, eu acho, até o final desse episódio. Veja, água é um elemento que tem uma capacidade incrível. Qual é a capacidade da água? Bom, água, né, a fórmula que a gente aprende, acho que a primeira fórmula que a gente aprende na vida deve ser a água, né, depois sei lá, oxigênio e água.
H2O define essa substância que a gente conhece e que a gente depende. Viver. E é uma substância extremamente antiga e presente no universo. Olha que interessante, a água aqui na Terra, vamos pegar aqui na Terra, vai. A água como elemento presente, praticamente onipresente na Terra, inclusive no nosso organismo, ela enfrenta umas situações bem esquisitas. Pensa bem, a água quando está lá na Antártida, no Polo Norte, no Polo Sul, nessas regiões, nas regiões mais de latitudes mais altas do globo, ela sofre um frio, um frio que nem eu que sou calorento gosto de tanto frio.
Essa situação, essa condição que ela acaba sofrendo O que que ela faz? Bom, o frio transforma água em gelo, legal. A água que está perto de vulcões e fontes de calor extremo, ou até no sol muito forte, o que que ela faz? Ela evapora. E o vapor ou gelo retornam à condição líquida quando as condições mudam e são favoráveis a isso, certo? Muito bem, até aí, você fala: "E aí, né, Rony, que valor tem isso?" Pensa num elemento que sofre alterações, ou seja, que passa por circunstâncias e fatos na vida dele tão extremos que mudam tanto, e às vezes mudam em pouco tempo, como a água.
Se a gente for olhar do ponto de vista do que a água, dessas variações e alternativas ou alternâncias que a água enfrenta no planeta Terra, a gente poderia considerar que a água tem uma capacidade incrível de se adaptar. Porque veja só que interessante, a água quando ela sai da forma líquida para a forma sólida ou ela se transforma em vapor, ela não está perdendo a essência. A água não está se transformando num outro elemento, não é que ela deixa de ser água e passa a ser hidrogênio, sei lá, ou passa a ser ferro, não é isso, né?
Ela não está— a circunstância que faz, que pressiona, ou a circunstância que é imposta a água não faz a água deixar de ser água. Veja que detalhe curioso. Mas que que é? Qual a capacidade? Essa que eu tava, né, que eu comecei falando. Qual a capacidade que a água tem que é incrível? Água tem a capacidade de se adaptar às diferentes condições que a vida, vamos dizer assim, que a vida terrena impõe para ela. Obviamente que a água não faz de forma consciente, porque a água não tem consciência, né?
A água não é um ser. Mas você percebeu que no final, quando a gente olha essa reflexão, a gente fala assim: bom, então eu tenho que... vamos ter que convir entre nós e admitir que a capacidade de adaptação que a água tem frente às diferenças de temperatura, de pressão... Imagina a água lá no fundo, nas fossas abissais, dos oceanos, a 10 km de profundidade praticamente, a água sofre uma pressão, as moléculas de água estão comprimidas, porque a pressão é tão gigantesca naquela profundidade, tão gigantesca, que tanto é que o ser humano vai pouco e com máquinas incríveis.
É sempre um perigo, né, naquelas profundezas, porque Porque a pressão é insuportável praticamente, mas a água suporta. A água suporta. A água não é comprimível, né? Então, por que que eu escolhi a água nessa reflexão? E por que que eu estou dando tanto valor? Veja, não é só, tem o valor, fora o valor vital para o ser humano, né? Nosso corpo é basicamente feito de água e a gente precisa ingerir esse elemento maravilhoso, enfim.
Não só a gente, né? O ciclo todo de vida terreno precisa desse elemento. Mas eu acho que a condição mais incrível é a gente ver a capacidade de adaptação que a água tem frente às constantes mudanças de temperatura, de pressão. As condições mudam e ela enfrenta condições tão diferentes na própria Terra, né? E a água se adapta, e quando ela encontra um sólido, por exemplo, quando o vapor da água encontra uma montanha, o que ele faz?
Ele se condensa e começa a escorrer como água e descer de volta a montanha rumo aos rios, rumo aos oceanos. A água tem capacidade incrível. A gente fala assim: "Ah, mas a água é fluida, né?" Pois é. A fluidez da água, né, é essa capacidade de adaptação que ela tem e que sinceramente, olha, é quase invejável. Porque quando a gente olha para o ser humano, a gente fala assim: "Puxa, o ser humano muito mais importante, muito mais capaz que a água." Espero que sim, né?
Ele é, claro que é. Mas como é que a gente se coloca frente às variações de circunstâncias e fatos da vida? Bom, primeiro que nossa capacidade de adaptação também é muito grande, enorme. Mas o que observei é que na minha vida essa capacidade acabou sendo exercida a maior parte do tempo de forma inconsciente. Ou seja, Se a gente olhar para as experiências que a gente vive desde pequeno, e talvez seja uma— dá para generalizar, porque pelo que eu observo isso é muito presente na vida de todos.
Desde pequeno a gente aprende a se adaptar por necessidade mesmo, sem consciência desse fato. A gente simplesmente vai— então assim, está com frio, bota roupa. Tá com calor, liga o ventilador, o ar condicionado, tira a roupa. Tá cansado, descansa, dorme. Tá com fome, come. Conforme a condição do corpo muda ou a condição da terra muda, o ser humano vai se adaptando, né? E não só na parte natural das coisas biológicas, mas vamos pensar o seguinte: a vida vai mudando.
E a gente poderia dizer que o ser humano vai se adaptando, ou pelo menos uma boa parte dos seres humanos consegue ir se adaptando. E tem outra parte que não consegue se adaptar nem inconscientemente, nem na necessidade das circunstâncias. Dá pra até pensar que cada um de nós talvez já tenha passado, como eu, por circunstâncias, experiências e fatos que causaram muita dor antes que eu me adaptasse. Eu lembro de sofrer muito na adolescência e no começo da vida adulta, de sofrer porque praticamente eu não queria aceitar algumas coisas que eram uma realidade para mim, na minha vida.
É como se fosse uma rebeldia, uma resistência inconsciente, quase instintiva à adaptação. É como se eu me recusasse a me adaptar a realidade da minha vida em algum aspecto. Não sei se você já viveu isso assim. Talvez a gente tenha que olhar para trás e fazer uma investigação na recordação para ver se a gente passou por uma situação assim. Eu passei, lógico, não estou dizendo que isso foi um fato assim único, mas eu lembro assim de reclamar, e acho que essa é a manifestação mais clara dessa resistência à adaptação, Era como eu reclamava de algumas coisas da vida, sabe?
Então assim, se como eu você já reclamou de alguma coisa da vida, provavelmente nessa hora a gente se resistiu a se adaptar a alguma circunstância, fato, experiência que a vida nos apresentou. E eu lembro que nessa época eu reclamava muito. Por quê? Porque é como se assim: "Ah, mas a vida não é como eu queria." Hoje eu dou risada disso, né? Tem que ser muito ingênuo, né? Muito, muito ingênuo para poder se surpreender e chegar a reclamar disso, né?
Até, mas é por isso, a gente não foi preparado, né? A gente não foi preparado para se adaptar. A gente acabou se acostumando a ser servido pela vida, né? Porque a gente cresce sendo servido pelos pais, educadores, quem cuidou da gente, quem for. E a gente acaba chegando à vida adulta achando que a vida vai nos servir, né? E aí começam as circunstâncias e fatos a se alternar e a gente se vê frente a essa situação em que ou se adapta ou sofre.
Bom, dito isto, daí que eu tenha sofrido tanto, daí a realidade do porquê que eu sofri tanto na minha vida, porque frente a muitas dessas alternâncias, dessas circunstâncias e fatos que foram surgindo na minha vida, que a vida foi apresentando, eu me resisti muito Porque, no fundo, quando a gente fala em adaptação, em mudanças, veja, não é aquela circunstância e fato que muda a forma que a gente é, ou a gente tem que deixar de ser um ser humano bom porque a circunstância mudou, então agora eu vou ser um ser humano mau.
Não é isso. Lembra da água? A água não muda na essência, a água muda a forma de se apresentar. Ela muda a forma de fluir, ela se torna fluida, né? Ou não, ou ela no frio extremo, ela se protege numa forma geométrica, sólida, que guarda, né, vamos dizer assim, a integridade da essência dela e garante que ela não perde a essência dela. Então, quando a gente fala em adaptação, quando a gente fala em a vida apresentar fatos, circunstâncias, experiências que vão se tornando, vão se alternando e vão se tornando muitas vezes difíceis, não é uma questão que a gente vai deixar de ser o que é, pelo menos no ponto de vista bom, né?
Não é para deixar de ser o que é, do que tem de melhor. É para a gente Olhar para essas circunstâncias de fato assim: como é que eu passo a viver agora sob a influência dessas circunstâncias de fato que estão acontecendo agora no mundo, na minha vida, seja qual for a dimensão daquilo? Como é que faz? Boa pergunta. Porque, de novo, não é deixar se moldar pelas circunstâncias e fatos do momento. Porque isso é uma pena, né? Quantas pessoas vão se moldando de acordo com o pensamento da moda, com a modinha da época, com o que é o comum naquela época, o que é...
"Ah, todo mundo faz isso agora, então agora sou assim também." Isso não é adaptação, não é isso. A gente pode não saber exatamente o que é adaptação ainda e como é que a gente exerce esse poder de forma consciente. Mas com certeza não é ceder, né, a própria individualidade à influência daquilo que é simplesmente um pensamento corrente aí, que pega pela massa, né, e absorve a massa aí numa tendência qualquer. Não é isso. E não podia ser isso.
Vamos olhar e vamos começar a olhar esse assunto, esse tema de uma forma mais elevada. Por que cada um de nós, e nós como conjunto da humanidade, somos, vamos dizer assim, não vou dizer somos obrigados, mas somos chamados a viver São nos apresentadas tantas circunstâncias e fatos ao longo da vida que não necessariamente seriam aqueles que a gente escolheria viver. Por quê? Porque tem que se perguntar por quê. Não adianta a gente olhar para a vida e só falar: "Poxa, que coisa, né?
Agora tem que me adaptar a isso, aquilo, tem que me adaptar a fulano. Poxa, agora estou trabalhando aqui, então tem fulano, Beltrano, puxa, que dureza. Agora tem que me adaptar a todo esse pessoal aqui, não dá, né, Juan?" "Fun." Eu sei, tem gente que realmente não dá para se adaptar, não dá para conviver com algumas pessoas, mas o ponto não é esse. O ponto é assim: primeiro movimento que eu penso que a gente precisa fazer: por que que nós individualmente somos apresentados e chamados a viver tantas alternâncias, circunstâncias, fatos, experiências na vida, durante a vida física?
Durante a nossa estadia aqui, nossa hospedagem aqui na Terra. Por quê? Essa é a primeira pergunta que a gente tem que fazer, especialmente pela necessidade de ter alguma consciência de por que que o processo da vida é assim. E é fácil perceber que tem algo de, tem algum mistério, que tem algum enigma nesse ponto, porque é só a gente ver como a gente no final, no fundo, no fundo, a gente gostaria o quê? Que ia acontecesse tudo do jeitinho que a gente quer.
Mas não, não é assim que acontece. Então é preciso se perguntar, no meu caso, né, entendi que era preciso me perguntar: por que que eu sou então chamado a viver tantas alternâncias ao longo das décadas, dos anos? E às vezes pode ser alternância no dia, situação pode estar de um jeito no dia, de repente o dia Acontece alguma coisa que— e a tendência natural, natural não, a tendência da inconsciência da vida é quando acontece alguma coisa que altera o dia, a semana, não importa o prazo, acontece algum fato diferente, a tendência é que ele nos afete muito.
Você já viveu isso quantas vezes como eu? De ter um fato assim, tá tudo bem, de repente tem um acontecimento no dia O que a gente fala, inclusive? Ah, tal coisa estragou meu dia. Não é assim? A gente não fala isso? Fulano estragou meu dia, ou tal situação estragou meu dia. Ah, isso aqui, putz, estragou meu dia. Sei lá, pode ser uma coisa bem bobinha. Furou um pneu, eu tava arrumado no caminho pra uma reunião, sei lá. Mas geralmente daí pra coisas mais importantes do que essa.
E aí, qual é a sensação que a gente tem? Ah, isso aqui estragou meu dia. Ou seja, em geral, qualquer coisa que venha fora do que a gente gostaria que acontecesse é tido como incômodo. E vejam, muitas vezes são, em si são incômodo, mas é preciso se perguntar por que que a gente vive tantas situações e circunstâncias Que, fora essas que são mais simples, por que a gente vive outras que são mais complexas? Por que a vida é assim?
E eu entendo que, ao se perguntar isso, ao olhar para a própria vida e verificar que a gente vem vivendo essa alternância, ou seja, a vida vem apresentando novas circunstâncias e fatos, novas circunstâncias e fatos que devem ser, que a gente deve passar, pelos quais a gente deve passar. A gente deve olhar para isso e perguntar o porquê, que fim, porque não é um caos aleatório, né? Que fim, que objetivo, qual a razão de ser dessa realidade na vida individual de cada um de nós?
E para mim, a chave desse enigma está exatamente na uma lei, né? A logosofia revela que essa capacidade não é só uma capacidade, essa é uma lei universal, a lei de adaptação, e que no ser humano ela existe em potência como uma capacidade a ser exercida. Ou não. Daí o sofrimento humano em tanta situação, quando a situação muda. Mas nós vamos entrar nisso, vamos mergulhar nisso, mas vale a pena, a gente vai mergulhar no próximo podcast, no próximo episódio, a gente vai mergulhar nisso.
Mas vale a pena essa reflexão, essa análise inicial, essa reflexão inicial, constatar que é um fato na nossa vida, que a nossa vida é um contínuo de situações, fatos e circunstâncias que vão se alternando e que em boa parte delas não exatamente como a gente escolheria que fossem. Se isso é um fato, por quê? Qual o enigma disso? Por que que a vida é assim? E olhar para esse poder de adaptação que cada um de nós tem que o ser humano tem, e se perguntar como é que liga esses pontinhos.
Bora! Isso é um bom preparo para o próximo. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.