Você Sabe Que Pode Escolher Ser Feliz. Mas Você Sabe Como?
📖 Baseado no livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico", capítulo "Particularidade da Logosofia".
Ronny retoma a reflexão do episódio anterior sobre "escolher a trilha sonora da vida" para enfrentar a objeção prática: saber que existe uma opção não significa saber como exercê-la. Ele argumenta que a capacidade de escolher como viver as experiências depende diretamente da busca contínua por conhecimento transcendente — sem o qual a pessoa segue "andando às cegas" e refém das circunstâncias.
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- Conhecimento como chave para a felicidade· SociedadeFalta de conhecimento prático·Conhecimento transcendente·Logosofia
- Conhecimento Logosófico Transformador· SociedadeFertilização da mente·Capacidade de compreensão·Aprendizado através de experiências·Fonte do conhecimento
- Escolher ser feliz· SociedadeCapacidade de escolher o estado interno·Dificuldade em exercer a escolha
- Mundo Interno e Busca por Conhecimento· SociedadeIgnorância sobre o mundo interno·Andar às cegas na própria vida·Ilusão sobre a felicidade externa
- Responsabilidade Individual e Felicidade· SociedadeOpção e responsabilidade·Esforço para alcançar a condição desejada·Seguir refém das circunstâncias
Oi, ô Roni, tudo bem? No episódio anterior eu tava falando sobre uma opção que a gente tem, né? Porque assim, se a gente não tem a opção de escolher o que vai passar pela vida, né, o que vai experimentar, o que vai encontrar de fatos e circunstâncias, a gente tem a opção de escolher com que estado interno a gente vai passar por tudo isso, né? Por outro lado, isso não é uma tarefa fácil. Se fosse assim, quem que ia escolher passar de forma angustiada?
Ninguém, né? Ansiosa, triste. Então assim, parece que faz sentido por um lado, mas o complicado não é saber que isso é uma realidade. O complicado é como é que eu faço, né? Como é que a gente pode escolher passar por tudo Sem que a gente se veja preso ou limitado por sensações que é como se realmente escapasse de nós a capacidade de escolher como é que a gente passa pelas experiências da vida. Faz sentido essa reflexão para você?
Quer dizer, parece que a gente pode escolher, faz sentido, mas é difícil. Porque tem hora que eu não consigo, e muitas vezes eu não consegui escolher a melhor forma de passar por aquela experiência. Aí você fala, então assim, ok, e como é que a gente faz isso? Bom, tudo que a gente percebe que faz sentido, mas não sabe como fazer, tem uma explicação, né, para isso. É a falta de conhecimento, né. Ou seja, tudo que eu não consegui até hoje fazer, seja no que for na vida, é porque me falta conhecimento.
Ou eu tenho conhecimento teórico, mas me falta prática, né? Isso é fato. Para cozinhar, né, você pode ler uma receita maravilhosa, super completa e cheia de coisas complexas, que você fala: bom, eu tenho a receita. Outra coisa é fazer, né? Essa coisa, daí sair uma comida que é igual a do mestre que faz, né, a comida, esse chefe que faz essa comida no restaurante, é outra história. Então, em geral, muitas vezes a gente sabe ou a gente percebe que pode ser diferente a forma de viver e de experimentar a vida, mas a pergunta é como é que a gente faz para mudar isso?
Porque obviamente a escolha seria sempre viver muito feliz. Tudo, né? A escolha, se fosse escolher a trilha sonora do roteiro da vida, a gente escolhia a melhor trilha sonora possível, a mais legal, a mais estimulante, a mais feliz. Mas a gente não consegue, né, sempre. E tem épocas da vida, eu digo sempre por mim, né, me referindo à minha vida, tem épocas ou períodos que são muito difíceis. De escolher. Na verdade, não é que eu não queria escolher, eu só não consegui escolher a melhor forma de viver, de passar pelas experiências.
E esse é o ponto. E eu tenho certeza que esse é o ponto que também te interessa, né? Porque todo mundo quer ser feliz. Ainda que a gente entenda e aceite, né, que tem momentos em que são duros, são difíceis, mas se a gente puder ser feliz inclusive nos momentos difíceis e duros, seria maravilhoso, né? É possível? Você acredita que é possível? Ou você acha que não tem, tem, vai ter situação que não vai ter jeito. Bom, o que que vai definir se tem jeito ou não é a nossa capacidade e é o conhecimento.
O conhecimento levado à prática, à realização. Que conhecimento eu tô falando? Claro que é o conhecimento sobre o próprio mundo interno. E aí a gente chega naquele ponto que fala assim, bom, Então aí é o ponto que depende o quê? De eu buscar conhecimento, Roni? Sim, claro. Eu pelo menos não fui capaz na minha vida, não fui capaz, minha mente não foi capaz de articular uma nova forma, né, de se mover sem um conhecimento que pudesse iluminar o que é essa realidade da própria mente.
Por isso que eu preciso desse conhecimento, né, transcendente, que a logosofia oferece. Por isso que eu vou em busca de conhecimento todo dia. E esse é o ponto que eu queria assim hoje, não é deixar claro, porque o ponto é assim, eu queria que você olhasse para isso da forma como eu entendo essa opção de como é que a gente vive as experiências da vida, entendesse que assim, não é porque eu falo que parece que é uma opção é que eu acho fácil, não é isso.
É que assim, existe um caminho para isso. Eu queria que você só olhasse para entender assim, eu me refiro à opção porque é uma opção buscar o conhecimento que favoreça e permita a gente viver a vida de forma diferente, entendeu? Não é porque é só uma questão de optar, eu quero, eu não quero. Claro, todo mundo quer, mas essa opção é assim: eu quero viver uma vida que eu tenho uma capacidade cada dia maior de passar pelas experiências que a vida me apresenta e ser feliz, independente do que essas experiências representam do ponto de vista terreno.
Essa, esse querer, essa vontade, essa, assim, esse objetivo, vai, ou esse sentimento profundo de querer, eu quero viver a vida melhor, eu quero ser mais feliz na vida, precisa levar a um passo imediato que é o de capacitar-se para isso. Porque seria muito fácil a gente falar assim, ah, eu quero, então sei lá, Vai cair do céu essa condição. A gente já viu que não cai, óbvio que não. Senão, como falei, né, haveria bilhões de pessoas vivendo a vida de forma maravilhosa, sem angústia, sem dor, sem sofrimento, sem ansiedade, sem desespero, sem nada.
Então, ao mesmo tempo que é uma opção, Essa opção traz uma responsabilidade individual que é direta na proporção do esforço que se faz para alcançar essa condição. Ou seja, ou a gente vai em busca, cada um de nós, do conhecimento que possibilita, que habilita a própria mente a fazer essa opção cada vez de forma mais consciente, todo dia, Ou cada um de nós vai seguir refém da forma que se já viveu, que já experimentou, que vive a vida de acordo com as circunstâncias e fatos afetando diretamente o nosso coração, nossa mente, sem que a gente muitas vezes consiga resistir e e se veja em situações, em sensações, em períodos em que a gente passa muito apertado, muito sofrimento.
E eu já identifiquei essa, essa é uma ligação direta assim. Quando eu sofro, né, em geral com experiência da vida, em geral é porque eu ainda não entendi essa experiência. Pode parecer uma coisa simplória de falar, Mas não é meu objetivo simplificar nada. É só porque assim, há uma, uma ligação direta de causa e efeito entre os fatos e experiências que eu vivi e que eu não entendi, e por isso sofri, e o conhecimento que eu tinha para compreender esses fatos e circunstâncias, experiências da vida.
Você percebe que eu tô, eu tô tentando descrever para você como é que eu entendo essa relação de causa e efeito, e especialmente essa responsabilidade que cada um de nós tem de decidir por seguir vivendo a vida como viveu sempre, ou de fato estabelecer uma, vamos assim, um propósito real de que o mundo interno, que eu no meu caso nem sabia que existia antes do conhecimento logosófico apresentar essa realidade, eu nem sabia que tinha esse mundo, mente, toda uma engrenagem, né, da mente, dos sentimentos, sistema sensível, consciência, não sabia nada disso.
Eu falava essas palavras, mas assim, eu não tinha noção do que que era isso. Dentro de mim. Então assim, ou cada um de nós seguiria e seguirá vivendo às escuras quanto a essa realidade, ou o conhecimento que cada um de nós buscar poderá iluminar essa realidade E então a gente pode parar de andar às cegas na própria vida, porque a sensação que eu tive muitas vezes na vida é de estar andando às cegas. Sim, é como se tivesse tudo escuro, é como se eu assim— aí é óbvio que no tudo escuro vai batendo em um monte de coisa, vai machucando.
Cai, tropeça, claro, é um caos, né? Especialmente no lugar que a gente não conhece. Andar no escuro na própria casa que você mora há muitos anos é fácil, né? Porque vai tateando e já sabe como é que ela é, a mente já tem imagem clara de como é que é o percurso. Mas um lugar que a gente nunca foi, e geralmente a vida vai dando, vai apresentando, né, nesse roteiro da vida situações, experiências que a gente não viveu, ou se viveu, viveu, né, não viveu exatamente da forma como a experiência se apresenta novamente.
Como é que dá para andar? Como é que a gente vai seguir navegando a vida, na vida, às escuras, né, sem essa luz que possa iluminar o caminho? Eu sei que a sensação nessa hora é falar assim, ah, Roni, mas isso tá falando é meio difícil, né? Exige, está falando, está se referindo a um trabalho que é um trabalho assim que vai ter que fazer de, puxa, tem que se dedicar a isso praticamente todo dia, né? Para não decair o esforço, para poder conquistar um pouquinho cada dia, compreender um pouquinho mais, tem que estudar, né?
Tem. É isso, é isso que eu tô me referindo mesmo. Porque o pior, eu vou dizer assim, eu vou falar para você com muita tranquilidade, o pior é ficar na ilusão. Eu sei, tô falando de experiência própria. O pior é ficar anos na ilusão de que a casualidade vai me entregar a felicidade que eu sempre busquei, sabe? Ou ainda pior que isso é achar que naquilo que eu tô realizando na vida terrena eu vou encontrar a felicidade que eu não tinha encontrado ainda.
Porque essa ilusão sobre o que de fato determina a vida, a felicidade, enfim, o conteúdo existencial, a ilusão de que esse conteúdo se encontra no que se realiza fora de si mesmo é a pior ilusão que eu poderia manter na minha vida. E eu tive essa ilusão por muito tempo, achando que tudo que eu realizasse na vida terrena, no dia a dia, ia ser na verdade a forma de garantir uma felicidade constante. Mas essa era uma ilusão. Porque ela partia de um conceito equivocado, de que a vida ocorria fora de mim.
Então tava fadado a dar errado, tava fadado a continuar me mantendo refém das circunstâncias que iam se alternar, obviamente, ao longo da vida. Não necessariamente seriam todas favoráveis ao que eu achava que queria, né? Ou seja, o convite é permitir que um conhecimento com a potência como esse que a logosofia oferece comece a penetrar na mente e realizar um trabalho que é um trabalho assim, é um trabalho lindo, é um trabalho que demonstra uma uma força que nem uma semente de planta tem.
É um trabalho que assim, de uma potência, porque é o trabalho de criar, de trazer vida, né, de trazer luz, de trazer energia nova. O que o conhecimento logosófico faz é como se fosse fertilizar minha mente, né. Todo dia eu busco essa capacidade do conhecimento logosófico de fertilizar minha mente para compreensões, para entendimentos cada vez mais amplos sobre essa realidade interna. Porque no final é isso que eu preciso, né? Eu não preciso que as coisas aconteçam no dia a dia de acordo com o que eu gostaria para ser feliz.
Já entendi que não é isso. Eu preciso sim é uma capacidade maior para entender E para não só entender o que acontece, mas entender o que que dentro de mim tem a ver com aquilo que acontece comigo durante a vida. O que que seria, né, esse aprendizado da vida, que certamente não é levar pancada ou bater a cabeça na parede, na porta, muitas vezes para poder aprender algumas tantas transições. A gente faz isso, né? Acaba sendo um aprendizado também, infelizmente ou não, esse das experiências difíceis, das coisas que a gente se machuca, né?
Assim como a criança se machuca para aprender as leis da física, às vezes, né, se machuca um pouquinho. A gente também se machuca um pouquinho ou um tantão quando a gente vai aprendendo na marra. As leis da vida, que são metafísicas, né, não são físicas. Mas não é para ser assim apenas, ou essa não é a melhor forma de aprender, né, essa não é a melhor forma de tomar consciência sobre a vida. Para mim, a melhor forma segue sendo essa de a gente se adiantar a essas experiências difíceis Para que a mente vá realmente se iluminando e aumentando sua capacidade de compreender aquilo que antes era incompreensível, e que a gente não precise passar pelas experiências de forma dolorosa para entender aquilo que muitas vezes está próximo, não é difícil de entender, mas precisa de um conhecimento.
Conhecimento logosófico tem essa particularidade de ir iluminando, né, de ir criando uma condição, estruturando a própria engrenagem interna de cada um de nós para ir compreendendo cada vez mais sobre tudo isso. E é por isso então que para mim a opção se traduz, né, a opção de escolher como eu vou viver a vida e suas experiências se traduz numa opção consciente por mais conhecimento, sempre por buscar mais conhecimento. E o conhecimento só tem uma origem, né, uma fonte.
Nesse caso, o conhecimento logosófico, a fonte são os livros. Então a gente pode estar aqui conversando, né, praticamente eu e você, Mas o que vai surgir nas nossas reflexões, nas nossas conversas, são isso, reflexões que sempre são úteis ou podem ser sempre úteis, mas não é o conhecimento. O conhecimento está na fonte, o conhecimento que ilumina, que capacita, que transforma e faz assim vai fazendo cada vez melhor engrenagem, a capacidade interna de cada um está no ensinamento logosófico, né?
Ensinamento logosófico representa o pensamento do seu autor, esse humanista, né, esse filósofo, esse Esse mestre de sabedoria para mim, que ainda que eu não tenha conhecido ele fisicamente, me parece tão, tão familiar, tem se tornado cada vez um ser mais querido, né, ao longo dos anos em que esse conhecimento vem iluminando minha vida. A minha gratidão, minha amizade, né, por ele tem sido cada vez maior. E por isso que A indicação é sempre essa: é buscar na fonte o conhecimento que transforma e amplia e capacita a mente, desperta a consciência e introduz cada um de nós com segurança nesse mundo interno.
Esse conhecimento está no ensinamento logosófico. O convite é se aproximar mais desse conhecimento. E quanto mais se aproxima dele, mais se sente o benefício direto da ação que esse conhecimento realiza em si mesmo. E aí mais estímulo, mais vontade se tem de mais conhecimento. Esse é o ciclo virtuoso. Mas como eu falei, é sempre uma opção. E essa opção é individual. Eu sigo aqui, essa opção eu fiz e reafirmo ela todo dia. Eu tô aqui, bora junto, esse objetivo. Boas reflexões, bom estudo, fique bem, até a próxima, Blizzard.