Episódios de Logosofia no Dia a Dia

O Rio Que Hércules Desviou — E o Rio Que Ainda Falta Desviar em Você

13 de agosto de 202622min
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📖 Baseado no livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico", capítulo "Particularidade da Logosofia".

Ronny usa a mitologia dos Doze Trabalhos de Hércules — especialmente a Hidra e a limpeza dos estábulos do rei Áugias — como metáfora para dois trabalhos centrais da jornada logosófica: combater as deficiências psicológicas (as "feras" internas) e buscar a limpeza da mente através do conhecimento transcendente (o "rio"), não por esforço bruto e isolado.

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Participantes neste episódio1
R

Ronny Janovitz

HostAdm. Empresas
Assuntos4
  • Combate às Deficiências Psicológicas· SaudeDeficiências psicológicas·Pensamentos negativos·Feras internas
  • Limpeza da Mente com Conhecimento· SociedadeLimpeza da mente·Conhecimento transcendente·Desvio de rios
  • Os Doze Trabalhos de Hércules· EntretenimentoHércules·Hidra·Limpeza dos estábulos do rei Áugias
  • Mitologia Grega e Conhecimento· CulturaMitologia Grega·Conhecimento Logosófico
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RJRonny Janovitz

Oi, ô Roni, tudo bem? Sabe que tem um dos temas que eu gosto muito também, é mitologia grega, né? Eu acho incrível que há milhares de anos, né, os seres pensantes estavam permanentemente criando as lendas que representavam, entendo eu, o sumo, né, de um conhecimento que ia se atingindo, né, naquela época. Muitos pensadores criaram ou favoreceram a criação de muitas lendas interessantíssimas. E que se a gente for entender a fundo, né, a imagem por trás de cada uma delas, em geral há um ensinamento incrível, assim, claríssimo, sobre alguns mistérios da vida.

E não é à toa que o próprio Gonzales Pecote, em vários livros de logosofia cita vez ou outra alguma das mitologias. E aí sempre me estimula muito a buscar um pouco mais de conhecimento sobre elas, né, detalhes. E porque todas são curiosamente muito instrutivas. E uma das que a logosofia então se refere é aos trabalhos de Hércules. Na mitologia, Hércules teve 12 trabalhos, né. Hércules era filho meio, era filho de Zeus, né, então era meio deus, meio humano, tinha o tamanho de humano, embora muito forte, não era um gigante, né, era, andava entre os homens, entre seres humanos, mas tinha uma força e uma resistência, obviamente, de semideus, né.

E ele tinha que, para conseguir um lugar no Olimpo, né, entre os deuses, ou seja, para deixar essa limitação, né, de ser humano, de sentir-se vulnerável, ele tinha que realizar trabalhos que eram trabalhos realmente assim, só, só os deuses, né, só semideuses ou deuses conseguiriam fazer. E obviamente que a maioria deles era lutar contra monstros incríveis, né, lá nas florestas na Grécia. E o curioso é que quando a gente olha algum desses relatos, a gente vê que os monstros Puxa vida, como eles representavam, representam bem algumas das realidades mais difíceis da vida, porque é como se a gente fosse lutar a vida toda sem saber com o que tava lutando, porque em geral esses monstros da lenda são monstros que surpreenderam Hércules em alguma coisa, né?

Um deles, né, que eu acho muito incrível, é a boa história que é da Hidra. A Hidra É aquele monstro que quando Hércules cortou a primeira, uma das primeiras, a primeira cabeça, porque o monstro tinha várias cabeças, né? Quando cortou a primeira, no lugar de uma daquela que ele cortou nasceram duas. E quando ele cortava mais uma cabeça, no lugar da primeira nasciam duas. Aí você fala assim, pô, deve ser desesperador, né? Obviamente isso é uma lenda, mas imagina, você quer acabar com o inimigo, você Cada golpe que você dá nele, você na verdade deixa ele mais forte.

Aí eu tava pensando, né, puxa, na minha vida, né, o que que são as— como são essas feras? Que as feras não estavam, não estão fora, claro. A lenda foi contada como tendo que enfrentar os monstros fora de si mesmo, mas como a gente sabe que esses monstros não existem, a lenda claramente está se referindo a algo muito mais importante e vital, né. Que são esses monstros que vivem dentro da mente humana e que causam todo mal que a gente vê, todos os erros que a gente vê depois, né, reduzir em cada um de nós, em suas perspectivas, em sua felicidade, em sua alegria.

São monstros mesmo. Eu considero hoje, eu entendo isso de forma mais clara. A gente, eu, vai Não vou dizer, não vou falar por nós dois, vou falar por mim. Eu subestimei o que são as deficiências psicológicas e os pensamentos negativos que viviam na minha mente na minha juventude, no começo da minha vida adulta. Eu subestimei eles assim de uma forma que hoje eu olho, você fala, é patético, sabe? Assim, eu tinha uma crença tão grande em mim mesmo Que aliás, essa crença, o próprio ensinamento logosófico também explica, é própria dessa realidade de tantas eficiências que são, elas se transformam num diabo pessoal que aconselha tão mal, tão mal, tão mal, que é como se ele fosse me aconselhando durante tanto, toda a vida, de que assim, em casa é muito bom.

Ou seja, não muito bom porque você faz alguma coisa, né, você não é um gênio em nada na vida, não é isso, mas você assim, você é uma pessoa muito boa, você tá ótimo já, você já tá suficiente, já não precisa melhorar nada. E aí, quanto mais essa crença cresceu em mim durante minha adolescência, juventude, se eu era tão bom e não precisava melhorar em muita coisa, tava já, sabe assim, era ótimo, onde, de quem era a culpa dos meus problemas?

Obviamente não eram minhas. Ué, afinal de contas, se eu acreditava, né, se as deficiências, esses pensamentos negativos conseguiram me convencer de que eu era muito bom, né, que eu era ótimo. Então os erros e os problemas que eu vivia obviamente eram culpa dos outros. Claro, esse é o mais óbvio. E não é à toa que o ser humano em geral é muito rápido em colocar a culpa dos seus problemas nos outros seres humanos, porque é isso.

Quer dizer, por que que a gente coloca a culpa no outro em geral? Porque a gente acredita que a gente não erra, porque a gente acredita que a gente é muito bom, ainda que a gente não fale isso, né? Pessoas, vou dizer assim, a gente são pessoas na minha condição, né? Então pessoas que como eu tiveram à mercê e foram enganadas por essas deficiências tantos anos, que me fizeram realmente acreditar que eu era suficiente, já tava boa, minha condição tava boa.

Relaxa, cara, vamos curtir a vida aí, não precisa se esforçar para superação, isso é bobagem. Para que perder tempo com isso? Era isso que praticamente eu ouvia. Lógico que não era assim, né, porque as eficiências fazem esse convencimento de forma muito, muito malandra assim, né. Não ficam falando o que seria óbvio perceber que é engano. É esse convencimento da personalidade que vai luzindo, vai mostrando assim essa capa externa, essa fantasia, quase como uma fantasia de carnaval assim, né?

A personalidade, essa, esse, essa parecer ser em vez de ser. E como conforme vai ficando forte essa fantasia, vai ficando bem ilusiva, bem chamativa, esse cultivo para fora de si mesmo, que foi o que obviamente eu e boa parte da humanidade cultivamos durante muito tempo, aí quanto mais forte da personalidade, mais se acredita então que se é aquilo, né? E aí fica mais difícil de perceber a distância entre o que se é e o que se parece ser.

Mas aí, né, voltando ao ponto da mitologia grega, dos trabalhos de Hércules, enquanto a gente acredita que a gente é muito bom a gente não vê razão nenhuma para combater as feras, os monstros que existem, né? Infelizmente é uma realidade. Na minha mente ainda existem. Obviamente, como eu venho combatendo esses monstros há muitos anos, eles hoje já não são, já não são os gigantes que eram, né? Mas eram gigantes, eram gigantes. Então hoje assim não é todo dia que eles tentam que eles aparecem, mas dia sim, dia não, todo dia algum deles acaba tentando aparecer, né?

De vez em quando eu dou uma escorregada no dia, né? Eu já contei isso, de vez em quando dou uma derrapadinha assim quando eu tô desatento e deixa algum dessas feras ainda dar umas patadas assim, me dá umas mordidas, e eu acabo sofrendo as consequências. Mas o ponto é o seguinte: esse era Essa era uma parte dos trabalhos de Hércules, que era enfrentar esses monstros, né, que a gente pode entender então como sendo os que existem dentro de nós.

E que para enfrentá-los, vejam, não é assim, ah, tá bom, vamos enfrentar. Como é que enfrenta o monstro? Aí tem os detalhes lá dos monstros que ele enfrentava, né, e como é que ele venceu, né, como é que— mas ele foi precisando compreender, não era assim força bruta. Senão é aquela história, a força bruta gerava mais monstro, né, mais problema. Ele foi precisando compreender qual era o segredo, né, ou qual era o conhecimento que favorecesse combater aquela fera.

Então uma coisa que é clara: é preciso conhecimento para combater as feras que existem em cada mente humana. Sem conhecimento que nos ilumine nessa tarefa, que nos guie nessa tarefa, fica muito difícil enfrentar essas feras. É um conhecimento que não só ilumine o ambiente interno, o campo, para que a gente veja as feras. É preciso compreender como é cada um desses pensamentos negativos, alguns dos quais já se tornaram uma deficiência da própria psicologia.

Veja, quando a Logosofia se refere à deficiência psicológica, É porque um pensamento negativo se tornou tão presente e forte e atuante na minha mente que ele já se tornou uma deficiência da minha psicologia. Olha que loucura! Que não tem nada de loucura, é real. Mas assim, olha que, olha que lamentável que eu tenha chegado, assim como muitos seres humanos, a repetir tanto os erros, né, ou a ceder tanto a vários pensamentos negativos que eles foram se tornando uma característica da minha psicologia.

Então, por exemplo, qual a impaciência? A impaciência é uma deficiência psicológica que eu tenho ainda, que me fere praticamente todo dia um pouquinho. Já me feriu muito já, mas ainda me fere. Ainda ela ainda tá viva dentro de mim. Essa fera não matei não. E é triste porque eu perco muita energia e de vez em quando, né, levam as patadas que doem muito por conta da impaciência. Então é preciso entender como é que a impaciência atua, como é que, qual é a característica dessa deficiência psicológica e qual é a eficiência, né, qual é o pensamento, qual é o cultivo que eu tenho que fazer para ir debilitando essa deficiência, para que no lugar desse, dessa fera eu tenho uma característica positiva, né, que seja a própria paciência, que uma virtude inclusive seja uma virtude ser paciente, né, poder entender os processos no tempo.

Enfim, tô dando esse exemplo de uma deficiência só para a gente entender que assim é um dos grandes trabalhos, é esse trabalho de combater as feras. Mas outro trabalho que o Hércules inclusive teve, que é curiosíssimo, porque um dos trabalhos não era monstro. Um dos trabalhos, olha que incrível, era limpar os estábulos, né, onde ficam os animais de um rei lá. Que era, esse rei tinha milhares de animais nos estábulos, e os estábulos não eram limpos há 30 anos.

Você imagina esse lugar que vive animais, né, o cavalo, boi, no ser limpo há 30 anos com milhares de animais. Quanta sujeira tinha acumulada! Então é engraçado que um dos trabalhos era limpar sujeira dos estábulos do rei que se acumularam durante 30 anos. Eu falei, puxa, é o trabalho nosso de limpar, limpeza da mente. A minha mente, né, que durante décadas acumulou tanta sujeira. E não é só décadas, tem que pensar que a mente humana, né, como essa herança que a gente vai colhendo, né, como humanidade, como civilização, ao longo de séculos e séculos e séculos.

E que hoje esses pensamentos todos dessa cultura corrente atual nossa, ela é, infelizmente, ela é o fruto de tudo isso que a gente cultivou, de bom e de ruim. Então a mente humana tem, todos nós, né, um pouco da sujeira que a gente acumulou durante milênios como humanidade. Além daquilo que individualmente cada um tem de característica. E aí eu falei, puxa, é mais ou menos isso, né? Como é que você limpa? Aí você deve estar pensando, como é que o Hércules limpou?

Se fosse pegar uma pá e tirar essa sujeira, ele ia demorar, sei lá, milhares de anos, né? Porque era um negócio descomunal. Como é que ele sozinho ia fazer isso? E a sujeira de 30 anos deve ser um negócio que, sei lá, não dá nem para imaginar, né? Aí você tá perguntando, mas como é que ele fez, Roni? E eu fui atrás para entender assim, como é que é que eles resolveu esse trabalho? Como é que você resolveria esse trabalho? Como é que você limparia?

Como é que a gente limpa a mente que tem milhares de anos de sujeira acumulada, como a mente humana, né, tem essa cultura nossa, tanta coisa que se cultivou, que se fez de equivocado e de para fora de nós mesmos. Como é que a gente limpa essa escória, né, que tem dentro da mente humana? É pegando uma pá e limpando cada, fazendo aquele trabalho de um a um? Não. Que que Hércules fez? Incrível! Hércules desviou o curso de dois rios da região.

Então o trabalho dele foi desviar o curso dos rios para que a água dos rios passasse pelos estábulos. Obviamente, ao fazer isso, não foi, né, o rio inteiro, mas ele fez uma proporção que a água passou rasa. Mas a água desses rios passando pelos estábulos, em poucos dias levou toda a sujeira e limpou 30 anos de sujeira de milhares de animais. É incrível! Eu achei, eu fiquei rindo quando eu vi, quando eu fui atrás dos detalhes dessa tarefa dele.

Eu falei, cara, que incrível, que incrível! Porque é isso, veja, a inteligência não estava em pegar a pá e limpar uma sujeirinha. Então a questão assim, ah, vamos, vou limpar um pensamento negativo, um preconceito, né, um conceito equivocado, um dos tantos enganos que eu tenho na minha mente. Ok, mas é um trabalho de Hércules porque são muitos erros. São muitos equívocos ainda que a gente, né, foi acumulando e que a mente tá cheia dessa sujeira.

Aí você fala, bom, Roni, mas se a imagem não era física, era metafísica, como é que isso se reflete na nossa realidade? Eu penso que tem que fazer a mesma coisa. A gente tem que buscar uma fonte de água cristalina, o rio, né, um fluxo de água cristalina que possa de fato irromper, irromper na mente, né, possa adentrar a mente, passar pela mente. E nesse fluxo enorme, quanto mais água cristalina, melhor. A gente vai alcançar essa limpeza, a gente vai limpando essas impurezas todas.

Aí você fala: qual é o rio, Roni? Cadê o rio? Bom, o rio é o que a logosofia nos apresenta sempre, exatamente essa vamos dizer assim, essa corrente, né, essa, esse fluxo, essa fonte de conhecimentos transcendentes que, como um rio, de fato vão varrendo, né, da mente. É como se realmente a gente fosse limpando a mente com essa água cristalina do conhecimento transcendente. Só que tem que— ah, bom, legal, mas como é que faz para desviar o rio, né?

Cadê o rio de fato para poder limpar a mente? É por isso que eu sempre recordo aqui, eu preciso buscar, eu preciso fazer esse rio, né, adentrar minha mente todo dia. Por isso que eu estudo e busco conhecimento logosófico todo dia, porque eu preciso desse fluxo passando pela mente, entendeu? É isso, né? Acho que esse trabalho de Hércules é o mais legal de de pensar na analogia, porque eu achei a solução tão inteligente. Eu falei, ah, eu vou te falar, tem que ser só esses caras que pensaram muito sobre os problemas humanos realmente conseguem fazer imagens tão bonitas assim, né?

E hoje a gente tem acesso a um rio desse. Agora, é preciso buscar, né? O que não pode é esperar que o rio caia do céu, sabe? A gente fica esperando. Acho que isso é um problema grande que a gente tem na vida, A gente fica sempre esperando que os problemas que a gente não conseguiu resolver sejam resolvidos por algum, sei lá, alguma graça divina. E eu não tenho nenhum problema com ajuda, né, com a graça divina, com milagres. O problema não é esse, o problema é ficar esperando isso para que a solução aconteça.

Esse é o problema. Ou seja, claro que a engrenagem, né, universal, que o pensamento criador Nada acontece por acaso. Então assim, claro que a gente também se beneficia, mas assim, o povo já fala isso há muito tempo, né? Deus ajuda quem? Deus ajuda quem cedo madruga. Ou seja, é preciso fazer um esforço individual para que se conte, né, com essa ajuda, né? Ajuda, na verdade, é consequência óbvia do esforço individual. Claro que Deus vai ajudar quem cedo madruga e ajuda menos quem passa o dia inteiro na cama.

Isso é óbvio, né? É óbvio. Então, ao mesmo tempo, é realmente um ditado popular, porque se entendeu isso há muito tempo, e é um espelho de uma realidade. É preciso se colocar o esforço individual. E por isso talvez que essa imagem dos trabalhos de Hércules é muito boa, porque assim, você quer um lugar no Olimpo, ou seja, como eu quero, né, como cada um de nós, a gente busca a verdade, A gente busca essa conexão com o permanente, com o eterno, com Deus.

A gente busca essa condição de sair dessa limitação da vida terrena. A gente busca experimentar uma vida que seja a consciência de um existir, que a gente vá se imunizando e vá se libertando dessas coisas terrenas que são sempre circunstanciais. É isso. Se é isso, para buscar, para encontrar, para chegar nesse Olimpo, nesse lugar dos deuses, a gente precisa realizar esses trabalhos. Veja, não tem como. E esse eu acho que é o mais importante, é entender isso.

Eu tô me convencendo disso ainda, né? Isso não é uma coisa assim que, de novo, não é coisa legal, então agora entendi isso, vamos fazer os trabalhos. Não, não é assim. Para mim, pelo menos, é um processo, é um processo É um processo, graças a Deus, um processo longo. Porque senão, se fosse um negócio que já tivesse feito, o que que eu ia fazer da vida? Ah, vamos curtir, Roni. Pô, mas é isso, é voltar aquele, aquela concepção equivocada e limitada sobre a vida.

Tem coisa mais maravilhosa do que transformar a vida nessa jornada em que a gente vai alcançando essa sensação do existir consciente? Essa sensação de entender qual a nossa proximidade de fato com o Olimpo, né? Como a gente tem, cada um de nós, essa fagulha, essa presença divina. Então nós somos semideuses, né? Na concepção, em potência, nós já somos semideuses, como Hércules. A gente tem uma parte humana enorme, mas a gente tem uma parte divina dentro de cada um de nós.

Expressa por essa célula da consciência humana, pela realidade de sermos um ser também espiritual, não apenas físico, né? Ter uma mente como resultado dessa configuração biológica, psicológica e espiritual. É maravilhoso saber que a gente é um semideus na origem da concepção humana. Nós somos agora Hércules também era, mas ele não tinha um lugar no Olimpo só por ser um semideus. Veja o detalhe: nós somos semideuses, mas como Hércules, não há lugar junto aos deuses se não realizar os trabalhos.

Incrível, né? Puxa, mas isso era óbvio, né? Deu uma batida na minha testa agora assim, pô, mas isso era óbvio. Mas é óbvio que a gente— eu demorei tanto para entender isso, e mesmo entendendo, eu tô nessa luta. Então eu acho que a gente tem que começar a olhar esses trabalhos, né, principalmente esses dois trabalhos, né, o de lutar contra as feras, deficiências psicológicas e tudo que há de negativo na nossa mente, e o trabalho de compreender, de buscar essa unidade de sermos mais essa partícula divina, permanente, né, eterna, que existe em cada um de nós.

É um trabalho para uma vida, é um trabalho talvez para toda uma existência. Ainda bem. Boas reflexões, fique bem, até o próximo episódio.

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