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Vazio Existencial e Ideais Superiores: Por Que as Metas Terrenas Não Preenchem a Vida

20 de julho de 202618min
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📖 Baseado no livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico", capítulo "Em Torno da Meta Ideal".

Ronny reflete sobre como as metas comuns de sobrevivência (dinheiro, saúde, status) não preenchem o vazio existencial que sentimos desde a juventude. Usando a analogia da fotossíntese e da "montanha-russa" da vida terrena, ele explora a diferença crítica entre metas terrenas e ideais superiores — pontes invisíveis que conectam cada um de nós com o mundo metafísico e que têm a força de sustentar a vida frente a qualquer circunstância.

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Participantes neste episódio1
R

Ronny Janovitz

HostAdm. Empresas
Assuntos3
  • AutoconhecimentoConexão com o mundo metafísico · Evolução consciente · Superação pessoal · Pensamento criador
  • Desconexão existencial e perda de motivaçãoMetas de sobrevivência terrena · Insatisfação com conquistas materiais · Busca por sentido na vida
  • A vida moderna e a busca por sentidoRotina e necessidades diárias · Metas comuns da vida terrena · Ciclo de busca e insatisfação
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RJRonny Janovitz

Oi, ô Roni, tudo bem? E te perguntar, como é que você, como é que você acorda numa segunda-feira? Particularmente hoje tô gravando podcast uma segunda-feira, né? Como é que você acorda na segunda-feira? E é curioso isso porque às vezes final de semana alguém fala, ou eu, alguém comenta sempre, né, uma vez ou outra, puxa, não sei o quê, final de semana que delícia, aí segunda-feira, ai, lá vem segunda-feira, né? E a gente fica esperando o final de semana de novo.

Que que, como é que a gente vive uma semana, né? Como é que a gente acorda e que que nos motiva? Bom, eu tenho, acho que tem muitas coisas que motivam cada um de nós, mas é sobre isso que a gente tem que pensar um pouco mais detidamente. Porque assim, o que cada um de nós tá perseguindo determina muito dos processos que a gente vai viver. Então, claro, há uma rotina que é necessária, né? Ou seja, uma rotina que é ditada pela necessidade da vida terrena.

Então tem os horários que a gente precisa cumprir por várias razões, e horários diferentes para coisas diferentes. Até, por exemplo, essa parte do exercício físico, né? Tem gente que, uma parte das pessoas acorda cedo porque encaixou a parte do exercício físico no começo do dia. Meu caso, por exemplo, é o único horário que eu consegui encaixar, esse horário. Mas enfim, tem gente que acorda cedo porque entra muito cedo no trabalho e trabalha presencial hoje, ou tem gente que trabalha de home office na segunda-feira.

Tem gente que começa o dia, já não tá, né, no trabalho, tá focado em outra coisa, tá cuidando da da casa, tá cuidando de algum outro assunto, não importa. Mas a gente começa uma semana e tem certeza que todo mundo pensa um pouco na semana, né? Fala, puxa, bom, então a semana não sei o quê, tem que fazer isso, fazer aquilo. Aí começa a rotina e a gente passa uma semana vivendo as coisas com alguns objetivos, né? A gente tá perseguindo algumas coisas interessantíssimas e muito importantes.

Nós temos alguns ideais que são próprios da nossa vida terrena. Então tem o ideal do alcançar uma condição econômica confortável, né, segura e confortável. Tem o ideal de uma saúde, né, de não descuidar da saúde. Às vezes isso não é um ideal ainda, né. Às vezes a gente tá— eu passei décadas sem esse ideal, sempre com risco de prejudicar a própria saúde seriamente, né. No meu caso, por sorte, eu acho, não chegou a acontecer. Mas enfim, então tem essas metas, ou precisa realizar alguma coisa, né, ou precisa de alguma maneira resolver algum desafio, algum problema.

Então a gente tem essas metas que são metas próprias da necessidade de sobrevivência na Terra. Isso mais ou menos assim, não é à toa, né, que a gente fala assim, puxa, esse estado vegetativo das coisas. As plantas fazem fotossíntese todo dia, né, todo dia, conforme tem luz, as plantas fazem fotossíntese. A fotossíntese que as plantas fazem, elas geram a glicose, né, que é a energia, o açúcar que elas quebram depois para energia, aqui para formar a celulose também, que dá o caule, tronco delas.

Mas olha que interessante, as plantas elas pegam algo invisível, né, que é a luz solar. A gente vê a luz, mas a gente não pega a luz, né. A luz não é material assim na nossa mão, ela é material, mas num nível que a gente não vê, né. Ela pega a luz, que é incrivelmente abundante e constante no sistema solar e transforma junto com gás carbônico, transforma isso em algo extremamente útil para a gente. Mas a planta, a gente fala, a planta vegeta, né?

Uma parte ela vegeta e outra parte ela gera frutos. Ela não só vegeta, vai. Acho que a gente é meio injusto com as plantas. A gente fala assim, né, função vegetativa ou vida vegetativa. Em geral você fala isso quando a pessoa tá só sobrevivendo. E muitas vezes a gente tá sobrevivendo também, embora como as plantas dá para criar frutos, dá para criar troncos grandes, né? Tem árvores que chegam a 100 metros de altura, árvores que vivem séculos e séculos, né?

Então assim, não é só sobreviver. As plantas também fazem algo que é dar, né? As plantas dão ao ambiente, dão ao ao planeta e a nós muitas coisas. Elas não só sobrevivem. E voltando ao nosso ponto, a gente tem essas metas nossas de sobrevivência, que ok, é preciso vivê-las. Eu dou valor a tudo isso, mas eu passei a olhar para tudo isso de uma forma mais equilibrada. Eu dava um valor excessivo Durante muitos anos da minha vida eu dei um valor excessivo a essas metas, né, que a gente tem, esses ideais que a gente tem da vida terrena.

Bom, enquanto eu só na verdade entendia, né, basicamente a vida como sendo a vida terrena, era meio lógico que meus ideais estivessem todos vinculados, todos atrelados a essas coisas mesmo. E a gente olha para o mundo e fala, puxa, muita gente passa os dias e aí chega no final de semana e fala, ufa, me livrei dessa escravidão, né? E passa os dias perseguindo essas metas, esses ideais comuns a todos nós e comuns até no, vamos dizer assim, nas possibilidades que eles abrem.

Quando a gente alcança essas metas, quando a gente, né, faz disso um ideal para vida, é legal. Mas assim, alguma hora vai alcançar ou não. Mas quando a gente alcança, a gente fala: legal, e agora? Porque aquele problema sério de que assim, na medida que as coisas materiais, ou que a vida material, a sobrevivência, ou a vida com folgança, né, com com sobras é atingida, é experimentada, a gente que acreditava que aquilo ia dar conteúdo para vida acaba não dando.

E aí segue a sensação interna de vazio. E aí o problema é que geralmente fazia, então eu preciso colocar uma meta mais alta agora, porque essa meta aqui não me preencheu, não me senti preenchido, eu preciso de uma meta maior. Aí põe uma meta maior, agora passar mais não sei quantos anos para poder ir atrás de muito mais, por exemplo, dinheiro, muito mais exposição, status, não sei. E aí perde-se anos, décadas, e é possível perder-se uma vida inteira perseguindo uma meta, um ideal que é um ideal comum.

Bom, Que bom que a gente tem ideais e metas comuns, como eu disse, porque se não tiver, a vida vai ficar extremamente difícil. Então a gente precisa, porque com a meta a gente luta, né? Com o ideal desses que a gente tem, ou vários desses, que é realizar algumas coisas aqui na vida, a gente luta, a gente enfrenta as dificuldades, a gente levanta a hora que tem que levantar, né? Essa meta do exercício, do quem tem, quem faz exercício de manhã cedinho, É uma meta que ajuda, né?

Assim, como é que você acha que eu, por exemplo, não acho legal e acho delicioso acordar no frio às 4:50 da manhã todo dia? Eu faço porque tem uma meta, eu tenho o ideal de cuidar da minha saúde e de ter uma saúde cada vez melhor, né? E minha saúde tá melhor do que eu nunca tive na minha vida, praticamente. Então esse é um ideal que assim me mantém numa linha, numa luta lutar contra preguiça, contra vários pensamentos que querem me atrapalhar.

Ah não, agora dá um descanso, você já se esforçou tanto em 4 anos e 1 mês, dá um descanso agora, pô, dá uns dias de folga aí, relaxa um pouco, né. Enfim, tem um monte de pensamento que quer literalmente quebrar, né, minhas metas, querem dominar minha vontade, mas eu luto para manter minha vontade acima de tudo. Agora, essas metas todas, sejam quais forem, são muito interessantes, mas como eu falei, nenhuma delas traz ou oferece um conteúdo que preenche o vazio existencial que eu, como representante de um ser, né, mediano da humanidade, viveu e sentiu durante uma boa parte ou quase toda a vida.

Quer dizer, eu sempre senti um vazio desde a minha juventude, eu senti um vazio dentro de mim, e esse vazio se prolongou por muito tempo. E se eu, quando eu fui buscar nas metas comuns, né, desses ideais do dia a dia, da vida comum, eu não encontrei conteúdo, nem as realizações que eu tive Nem as condições que eu tive entregaram um conteúdo que preencheu esse vazio interior. Então, o que que a lógica me diz? Que, e não só a lógica, né, a lógica nos garante que isso é um fato, faz sentido.

Mas esse é o ponto principal do ensinamento logosófico em relação a metas e a ideais, que é preciso estabelecer ideais superiores para a vida. Ou seja, é preciso cultivar em si mesmo metas, mas não metas, né, são ideais. Quer dizer, aquilo que conecta, isso o ensinamento logosófico deixa muito claro, conecta cada um de nós com o mundo das ideias, das grandes ideias, dos grandes pensamentos. Os ideais são essas pontes, né, que a gente mantém com o mundo metafísico na busca de algo que é muito elevado.

O ideal superior é uma ponte invisível em que cada um de nós traça uma rota, né, um caminho que vai sendo construído e que não é, de novo, não é material, mas é um caminho metafísico para identificação, em busca da identificação com algo muito grande, com algo muito elevado. E ter uma meta dessa, ou melhor, ter um ideal desse, é o que tem sustentado, né, do ponto de vista espiritual, consciente, tem me sustentado ao longo de muitos anos frente às várias circunstâncias e fatos da vida.

Ou seja, como se cada um de nós pudesse ir blindando, né, e protegendo a própria vida dessa, enfim, de qualquer uma das várias alternativas que a vida terrena vai apresentando. Ou seja, é como se a gente fosse descolando, sabe, desse vai e vem, dessa gangorra, ou da montanha-russa, melhor dizendo, da vida terrena. Porque cada dia, ou cada semana, ou cada mês, ou cada ano, ou cada poucos anos, tantos anos, muda tanto as coisas, né, e as circunstâncias.

E as coisas não saem como a gente queria muitas vezes, ou não é o que a gente tinha pensado que ia ser. Enfim, tanta coisa, né? Mas quando a gente tem um ideal superior, quando a gente cultiva dentro de cada um de nós isso que é o, vamos dizer assim, a imagem cada vez mais definida, mais clara, que a gente busca algo que está assim nas alturas, né, do pensamento criador, é como se fosse, como se a gente elevasse a nossa própria vida, a nossa existência para um outro plano, sabe?

Essa sensação que eu tenho quando a logosofia vem e veio, né? Quando eu me aproximei da logosofia, decidi dar um mergulho mesmo para ver assim o que que tem nessa ciência aí, como um jovem adulto que eu era. E aí eu demorei um tempão porque eu era imaturo, né, para entender exatamente o que que é que o conhecimento logosófico tava oferecendo. Mas quando eu entendi que o ideal, meu ideal, podia ser, ou deveria ser naturalmente, o de realizar uma evolução consciente, um despertar da minha consciência para a realidade da criação, do pensamento criador, E entendi que eu tinha a capacidade, né, ainda que eu precisava colocá-la em movimento, mas eu tinha a capacidade potencial, né, em potência, a capacidade de me transformar, de sair, né, dessa posição do jeito que eu era, assim, sair, deixar de ser, de ter tantos tantos problemas psicológicos, tantas dificuldades psicológicas, deixar de sofrer tanto, deixar de me portar de uma forma que me causava sofrimento muitas vezes.

Quando eu entendi que era possível deixar de ser o que eu era e buscar uma evolução de fato, uma superação de mim mesmo, como se fosse assim realmente um artista, né, modelando uma obra-prima, um escultor modelando argila, sei lá, tem várias formas de entender isso, de olhar isso, né? Mas assim, quando eu entendi que era possível de fato deixar de ser o que é, o que se é, para ser aquilo que se quer ser, puxa vida, eu comecei a sentir a força de um ideal superior.

Porque é isso, que a força que o ideal desse tem é a força que naturalmente, né, por consequência, expressa da mesma categoria do ideal. Então assim, um ideal comum, né, para vida, para sobrevivência, para as coisas comuns da vida terrenas, vai ter uma força na vida. Agora, a força de um ideal superior Quando a gente começa a olhar para a própria vida com essa possível, com essa alcançável condição de a gente se superar e se identificando com as leis, com a engrenagem metafísica, com o pensamento criador, que é o que a gente sempre buscou, acho que, como humanidade, a identificação com Deus, a busca por Deus, pelo Criador.

Essa meta, essa meta tem uma força, tem uma, essa meta cria esse ideal, se torna então uma força viva dentro de cada um de nós, que na medida que a gente todo dia, né, ou praticamente todo dia sendo consciente disso, a gente busca dar algum passo em direção a isso, puxa vida, é só, é só dar para a vida uma um significado, uma força, um conteúdo, uma capacidade que para mim só foi alcançar com meta, com ideal dessa altura, desse conteúdo, dessa essência.

Então parece que assim, primeira reflexão sobre esse tema é que assim, Não dá para a gente se contentar em apenas sobreviver, ainda que muitas vezes sobrevivência possa ser com mais conforto, com, né, com várias liberdades aí da vida terrena. Mas esse ideal nunca preencheu a vida de ninguém. No mínimo, ou em geral, né, fica aquela sensação de que tá faltando algo na vida ainda. Muitas vezes se procura esquecer ou não dar importância a isso, mas é fato que fica.

Eu penso que cada um de nós tá em busca de um ideal superior, ainda que a gente não sabe disso às vezes. Ou não sabia, né? Eu pensei assim, eu penso que isso é um ponto que não dá para deixar passar, sabe? É preciso pensar sobre isso e contemplar que possibilidades isso abre para vida. E aí, como é que isso impacta o dia a dia? A gente, próximo episódio, vamos mergulhar nessa parte de como é que isso impacta então de fato O dia a dia, isso pode transformar a forma como a gente vive a vida. Boas reflexões, fique bem e até o próximo episódio.

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