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A Enxurrada e o Aquífero — O Que Vai Restar da Sua Vida Quando a Superfície Secar?

22 de julho de 202624min
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📖 Baseado no livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico", capítulo "Influxo da Vida Sobre o Despertar da Consciência".

Ronny usa a analogia da água da chuva — que pode virar enxurrada na superfície (barulhenta, veloz, mas efêmera) ou penetrar lentamente no solo para alimentar o Aquífero Guarani (reserva permanente e invisível) — para explorar como a vida humana se repete como no filme "O Feitiço do Tempo" e como a falta de conteúdo permanente gera o pavor da morte. O episódio convida a despertar a consciência para a construção do eterno dentro de si mesmo através do conhecimento transcendente.

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Ronny Janovitz

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Assuntos4
  • A analogia da água: enxurrada vs. aquíferoEnxurrada: barulho, velocidade e efemeridade · Aquífero: reserva permanente e invisível · Aquífero Guarani
  • Medo de mortePavor do fim da existência terrena · Construção do permanente e eterno · Conhecimento logosófico
  • Conhecimento e AprendizadoDespertar a consciência para a realidade · Compreensão das dimensões da vida humana · Logosofia.org.br
  • A Preciosidade do Tempo e a Redenção da VidaSensação de prisão em ciclos repetitivos · A Roda do Tempo: Livro 12
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
RJRonny Janovitz

Oi, ô Roni, tudo bem? Eu tava pensando aqui, sempre tô pensando em como é que a gente sai dos estados de, às vezes, de inércia. Sabe o estado de a gente ficar vivendo o dia a dia por viver, ainda que tem um monte de coisa para fazer? E as coisas mudam um pouco, né, de um dia para o outro, mas na verdade não muda muito, né? Você já parou para pensar que não muda muito? Ainda que a gente mude de trabalho, às vezes de profissão, de casa, cidade, pode mudar de relacionamentos, mas você percebe que não, que no fundo, no fundo Há uma sensação de que a vida não muda muito, há uma sensação de que a vida vai passando meio que como se fosse uma repetição constante, sei lá, é como se fosse um, aquele filme, né, do Dia da Marmota.

De vez em quando eu lembro dele. Se não assistiu, é interessantíssimo esse porque Em inglês chama de Greyhound Day, Greyhound Day, mas eu não sei em português. Ah, O Feitiço do Tempo, lembrei. O Feitiço do Tempo é um filme, sei lá, de uns 30 anos atrás, sensacional. O cara acorda todo dia e todo dia o dia começa exatamente igual começava o dia anterior e as coisas acontecem exatamente iguais. Ao dia anterior. E todo dia é assim.

Ele vai dormir, dia seguinte acorda, tudo igual. Todas as coisas vão acontecer exatamente como antes. Aí você fala assim: nossa, que legal! É, os primeiros dias deve ser super legal, né? Deve ser divertidíssimo. E depois de alguns dias começa a ficar desesperador. E esse filme retrata exatamente isso, quer dizer, a sensação É que você está preso, né? A sensação é de uma prisão, não é brincadeira isso. A gente acha, pode se achar engraçado e legal porque não é com a gente, né?

Você imagina se isso acontece realmente, se fosse fisicamente igual todos os dias, a partir de um dia que você acordasse, ia ser desesperador, né? Porque a gente ia sentir que a gente estava preso num loop, num, num, num, nem sei como é que é loop em português, né? Mas é num ciclo infinito. Que não passa de um dia. Legal, ficção, claro que é ficção, mas da onde veio essa ficção? O grupo, o roteirista, né, quem teve a ideia, não sei nem se é baseado em algum livro, alguma coisa, mas assim, a ideia foi muito boa.

Por quê? Porque como é que ele sai desse inferno? Isso, né, como é que ele sai dessa situação, desse caos? Aí tem um jeito lá, só tinha um jeito de sair disso. Você já queria saber qual era, né? Bom, se você não assistiu ainda o filme, obviamente vá assistir o filme, porque é exatamente o ponto mais interessante do filme, é como é que ele sai, como é que ele quebra isso, né? Agora vou falar da gente. A gente não tá no filme, né?

Eu pelo menos nunca estreiei filme nenhum. Embora cada um de nós possa ser de fato protagonista da própria vida. E obviamente que com a gente nunca ia acontecer um negócio assim, né? Um absurdo como esse da gente ficar vivendo o mesmo dia, quando acordar, né, fosse o mesmo dia. Isso é um absurdo, né? Ficção, né? Sim ou não? É duro isso, né? Porque quando a gente olha com mais atenção e sem puxar sardinha para o nosso lado, nem querer apaziguar demais as coisas, a gente vai perceber que é mais ou menos isso mesmo, né?

O cara, ou o grupo de pessoas que criou a história, não inventou isso assim da do nada, né? Essa sensação da repetição e de estar preso numa repetição de um dia depois do outro, da onde veio isso? Qual é o problema com a vida a ponto da gente sentir? E olha, O problema não é hoje, né, essa sensação que alguns dias a gente tem, ou que algumas épocas da vida a gente tem, de que a vida vai se repetindo como a história lá do filme.

O problema é que um dia essa existência terrena termina, né? E o que a gente deveria olhar isso com naturalidade. E todo mundo sabe que termina, mas por que que a gente olha o fim, né? Por que que a gente contempla o fim dessa existência terrena e em geral nos causa desconforto? Tem gente que tem pavor desse dia. Por quê? Por que que a gente olha para a própria existência terrena, esse período, né, que tá aumentando, hein. Eu não sei se é bom, se é ruim, porque claro, é sempre bom.

Mas assim, olha, olha que surreal o que tá acontecendo. Tem uma revolução, eu já falei isso há um tempo atrás, tem uma revolução acontecendo na velocidade com que a ciência vai estar resolvendo, começando a encontrar o caminho para resolver muitos dos problemas biológicos que a gente tem. Tá entrando aí uma era agora de que, pelo que eu tô acompanhando do conhecimento da inteligência artificial, problemas que a gente não resolveu em séculos de pesquisa, em décadas e décadas, vão começar a ser resolvidos numa velocidade muito grande.

Então, se não vai resolver completamente o problema biológico do corpo, vai mudar muito a experiência humana nesse sentido, né, a experiência terrena. Então é possível esperar que cada um de nós viva mais do que as gerações anteriores viveram, bem mais. Mas eu volto ao mesmo ponto: e aí? Inclusive tem um episódio alguns meses atrás que eu falei sobre isso mesmo, né, sobre para que que a gente quer viver mais, né. Mas o ponto não é esse hoje.

O ponto é se a vida tem sido para o ser humano quase uma prisão, porque os dias se repetem, as situações de uma forma ou de outra vão se repetindo ao longo da vida. Porque não falo da situação externa, as sensações internas nossas vão se repetindo frente às diferentes experiências de fora. Então aquilo que nos incomoda, que nos faz sofrer, aquilo que nos angustia, aquilo que nos causa ansiedade, seguem causando tudo isso às vezes durante a vida inteira, décadas e décadas e décadas vivendo as mesmas sensações.

Por quê? Daí vem a sensação de prisão, da gente tá preso. Daí que tem gente que questiona: para quê? No limite dá para entender porque que no limite, no limite, no limite extremo, alguém possa questionar o valor da vida, quando na verdade A gente devia estar descobrindo o valor inestimável que a vida tem. Aí você pode falar assim: ah, Roni, mas isso se tiver tudo dando, tudo saindo conforme a gente quer, né? Ou se as coisas estiverem bem.

Mas quando a vida não tá bem, aí não dá para perceber isso, não dá para sentir isso, né? Esse é o ponto, esse é o ponto. O que que é a vida estar bem ou não estar bem? Olha só, a água da chuva cai, não é todo dia. Em algum lugar do planeta cai todo dia, vai, mas aqui no Brasil, na região que eu tô, não cai todo dia. Bom, a água cai e tem dois caminhos. Ela cai e vira uma chuva forte, vira uma enxurrada, e a água sai velocidade fazendo aquele barulho e levando tudo que tem na frente, né, virando aquela torrente de água que vai, que é super forte, faz o maior barulho, percorre o maior caminho grande assim.

E depois, quando passar chuva, vier os dias de sol, aquela água seca depois de um tempo. E acabou, desapareceu, né, para nossa vista. Quantos rios nas últimas décadas não desapareceram, não secaram no Brasil? Muitos. Existiam muitos rios menores que alimentavam bacias importantes do Brasil, muitos. Nos últimos 100 anos, vários desses rios, vários desapareceram por várias razões, né, especialmente porque a gente não cuidou da natureza ao redor deles, da área que eles ocupavam.

Enfim, mas esse não é o ponto. O ponto é que outro caminho que a água pode fazer é o caminho de penetrar no solo de forma lenta e passar por camadas, alcançar camadas de rochas que são as grandes camadas que, por exemplo, formam os aquíferos. Aí tem o famoso Aquífero Guarani que a gente conhece, que é um reservatório de água doce. Que abrange boa parte do Brasil, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina, que é uma reserva de água, de água potável, né, cristalina, praticamente potável, não sei, mas cristalina, que pode ser potável só se filtrada, provavelmente, e tratada.

Mas assim, ela é um reservatório tão gigantesco Que ele é capaz, se não me engano, o volume dele dá para atender a humanidade inteira por 200 anos. Olha o nível da dimensão desse aquífero, só esse Guarani que tá aqui na América do Sul, né? Aí você fala assim, tá bom, mas quanto tempo demorou para formar esse aquífero? Ele se formou e tá se formando há centenas de milhares de anos. Então uma parte da água que caiu no solo do Brasil, aqui dessa região toda, uma parte virou, né, correu na superfície, outra parte infiltrou e foi infiltrando e vai infiltrando para o aquífero.

E esse aquífero alimenta um monte de nascentes, alimenta muitas vezes poços, né, os caminhos desse aquífero acabam criando, alimentando o lençol freático mais superficial, que alimenta os poços artesianos que as pessoas cavam e encontram água, enfim. Esse aquífero é toda uma base aonde o ser humano e a vida prospera, né? Depende, depende dele para prosperar. Embora a gente nunca viu, né, esse aquífero, mas os estudos foram feitos, né, as pesquisas com material desse aquífero mostra que essa é uma realidade que a gente não vê, mas tá lá.

Muito bem, vamos pensar então que A vida da gente, a vida de cada um de nós, no final é muito parecido com a chuva, sabe? A nossa vida pode, pode todo dia essa água da chuva, pode todo dia ter muito barulho, muito movimento, velocidade, vai para um lado, vai para o outro, né? E todo esse, todo esse barulho que faz a vida diária, tem barulho bom, barulho ruim, não é o barulho do trânsito que eu tô falando, tô falando também tem barulho do trânsito também, mas assim, o barulho que a gente faz, né?

O se movimenta no mundo, como as coisas acontecem. Então pode ser super agitado o nosso dia a dia, a vida pode ser super agitada. Mas sabe qual o problema? Que um problema vai secar um dia. O problema, um dia vai secar. O problema é que um dia essa água que ficou na superfície seca. É só olhar para a vida de cada um de nós, quanto do que a gente já viveu já não secou. E eu fico sempre procurando recordar, né, da minha infância, da minha adolescência.

Você já, você me ouve sempre falar de alguma referência da minha infância, da minha adolescência, minha juventude, quando era jovenzinho, adulto. Por quê? Porque eu procuro, eu tenho procurado sempre recordar do que mais intenso eu já vivi na minha vida, desde aquelas sutilezas da infância a intensidade que começou na adolescência, né, e depois continuou na vida adulta. E eu procuro recordar de tudo que eu vivo e vivi com intensidade.

Inclusive, essa é uma recomendação que sempre eu sigo do próprio ensinamento logosófico, né, para recordar, mas não recordar como coisa aleatória, é reviver, né, esses episódios mais intensos da vida. Os episódios mais marcantes, as experiências mais marcantes. Por quê? Porque é preciso fazer essa água descer para o aquífero, sabe? A gente precisa entender como é que a água que corre, que cai todo dia na nossa vida, como é que a vida pode ir se aprofundando, como é que a gente pode ir sentindo e vivendo a vida de forma mais profunda Para que a vida não acabe numa enxurrada que tem muito barulho e velocidade, né?

A gente enche a vida de coisa, aí quer fazer um monte de coisa, vida cheia de experiências, hobbies, viagens, trabalho, compra isso, compra aquilo, experimenta, bebe isso, come aquilo. Ai, que delícia! É, tudo isso é uma delícia, mas é enxurrada, um dia passa. Por quê? Porque a água vai evaporando. É questão, é questão de dias, e pode ser questão de um tempo maior. Tem rio que demorou anos, décadas, mas também desapareceu, né?

À vista dos olhos desapareceu. Uma parte adentrou, uma parte se aprofundou no solo, uma parte dessa água foi lá formar ajudar, né, compor o aquífero. Então a questão da vida, quando a gente olha para nossa vida assim, como é que a gente faz para dar consistência, para que o conteúdo da vida não se esvaia com o passar dos anos, décadas? Eu, e no final desse capítulo aqui na Terra, a gente não pode ficar com a sensação de que, e agora, meu Deus?

Aliás, por que que existe tanto receio, às vezes pavor, do final da existência terrena? Nesse, quando esse capítulo se fecha, pavor da morte mesmo. Por quê? Porque provavelmente a sensação de que a gente agarrou durante a vida tudo aquilo que não tem valor permanente nem eterno. E se a gente passou a vida agarrando, né, e aproveitando só água que corre na superfície, fazendo da vida essa enxurrada de coisas, o problema é que no dia que tiver se aproximando o final dessa existência, a gente vai sentir provavelmente um terror de que assim, puxa, mas a vida, o que que vai ficar disso?

Esse é o ponto. Sem conhecimento a gente não consegue despertar a consciência para a realidade do que é a construção do permanente e eterno na vida. É preciso despertar a consciência para a realidade da criação como um todo. E quando fala em criação, não é sobre a natureza e o universo físico, é sobre toda a concepção da criação e entender qual é o papel, onde que a gente se encaixa nisso, e entender, começar a descobrir e conectar os pontinhos desse enigma para entender que nós não somos um acaso, e como um acaso, como um grão de areia, a gente vai desaparecer e nada.

E para que tudo isso? Existe um caminho, a possibilidade está em cada um de nós para despertar a consciência para a realidade da criação que não está à vista dos olhos físicos. É só comparar o tamanho e o volume de água do Aquifero Guarani com o volume das, da água que a gente vê correndo na superfície aqui do do continente. A água que tem nos rios aqui que a gente vê é irrisório o volume perto do volume do aquífero. E a gente não vê o aquífero, mas é assim, o volume é irrisório o que tá na superfície correndo.

Como é que a gente faz da vida algo análogo? Como é que a gente pode dar conteúdo à vida e passar a viver a vida construindo esse que é o permanente. Mas você fala assim, ah, Roni, mas é permanente, mas e depois quando a gente morrer? Como é que é permanente? Eis o ponto principal desse enigma, é exatamente sobre isso. Porque a gente não consegue nem conceber sem o conhecimento transcendente, a gente não consegue nem conceber O que seria isso?

Que é prova maior da nossa situação vulnerável ainda como humanidade, o fato da gente não conseguir nem conceber o que que é isso. Como é que um ser humano pode construir, pode viver uma vida construindo permanente o eterno dentro de si mesmo? E isso não é, não vai ser afetado pela, pelo fim do capítulo terreno aqui, pela morte? Pois é, olha aqui, olha que surreal que é a gente não ter aprendido isso e não saber disso e não viver isso assim como uma coisa mais natural e normal do mundo, da vida.

O convite que o conhecimento logosófico faz é exatamente esse. É despertar a consciência de cada um de nós para a realidade que é consubstancial à consciência. Veja, a nossa engrenagem metafísica, nosso ser, né, nossa configuração, que é biológica, obviamente é psicológica também, obviamente, e espiritual, não tão obviamente. Mas essa configuração, essa, essas três dimensões da da vida humana precisa ser compreendida. É preciso, é preciso viver essa realidade.

E para viver essa realidade das 3 dimensões da vida, a gente precisa que o conhecimento transcendente desperte a consciência para essa realidade, para essa dimensão. Não dá, ou melhor, Dá, mas a vida que dá para viver ignorando esse enigma, essa realidade que ainda parece ser um mistério para a humanidade, é uma vida que causa todas as dores, angústias e ansiedades que a gente bem conhece. Porque é óbvio que falta em geral, né, na vida humana o conteúdo eterno e permanente.

A pergunta é: como é que a gente quer que a nossa vida seja de fato? Um desses rios que faz barulho, que tem volume na superfície e que vai para um lado, vai para o outro, faz uma curva aqui, uma curva ali, corre, corre, corre, corre, ou A gente quer que o conteúdo da vida possa ir formando uma reserva, um reservatório que vai perdurar eternamente. Essa é a questão, essa questão só cabe a cada um de nós responder para si mesmo.

Ah, mas como é que eu faço? A gente precisa de conhecimento. Então tem aquele que escolhe e que entende que tem que ser a segunda opção, precisa buscar conhecimento. Então cada um de nós precisa buscar conhecimento transcendente, né, seja que transcende, que está acima do conhecimento comum, e que explique e desperte a própria consciência para a realidade dessa existência, dessa vida, em todos os âmbitos, em todas as suas dimensões.

Aonde eu encontrei conhecimento assim? Você já sabe, no conhecimento logosófico. Ah, mas aonde tá à disposição esse conhecimento, Roni? Dá aí para a gente, pelo amor de Deus. Pois é, logosofia.org.br. Todos os livros estão lá à disposição para baixar gratuitamente o PDF. A escolha é individual, cada um vai viver a vida como quer e vai viver as consequências dessa escolha, como a gente sempre viveu. Mas você sabe que eu tô aqui, né?

Tô aqui junto com você e tô aqui contando com a força da gente estar junto, de que a gente tá buscando exatamente mudar essa realidade em cada um de nós. Minha parte, conte comigo. Boas reflexões, fique bem, até o próximo episódio.